Pular para o conteúdo

Inovação, o plástico comestível da Embrapa

04/05/2015

195248 tecnologiaAlém dos grandes tratores, colheitadeiras, aviões e helicópteros, que predominam na Agrishow, aqui em Ribeirão Preto, também há espaço para a inovação tecnológica em todos os segmentos do agronegócio, da produção, da industrialização, da embalagem e da distribuição de alimentos. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, mostra o resultado de suas pesquisas, inclusive uma que está chamando muita atenção, sobre o desenvolvimento do plástico comestível, com uma infinidade de aplicações. Seu desenvolvimento aproveita rejeitos de alimentos, como tomate, beterraba, cenoura, mamão e maracujá e, ao ser usado, envolvendo de pizzas a aves, não precisa ser descartado na hora do preparo dos alimentos.

A Embrapa Instrumentação, de São Carlos (SP), está usando sobras de goiaba e espinafre. A pesquisa já custou R$ 200 mil, e o produto resultante substitui o material sintético e tem a mesma resistência e textura dos plásticos convencionais. Como pode ser ingerido, terá vários usos na indústria de embalagens. Sachês de sopa, por exemplo, vão direto à panela com água fervente.

O envoltório de aves já pode conter o tempero. Os plásticos comestíveis também aumentam o tempo de vida dos alimentos nas prateleiras, com a adição de quitosana — um polissacarídeo formador da carapaça de caranguejos, que tem propriedades bactericidas. O chefe-geral da Embrapa Instrumentação e coordenador da pesquisa, Luiz Henrique Capparelli Mattoso, garante que o trabalho de desenvolver filmes a partir de frutas tropicais é pioneiro no mundo, por utilizar rejeitos da indústria alimentícia. “Isso garante duas características de sustentabilidade: o aproveitamento de rejeitos de alimentos e a substituição de uma embalagem sintética que seria descartada”, afirma Mattoso. (Jornal do Comércio)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.