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A emissão da Nota Fiscal de Produtor nas vendas internas para o Rio Grande do Sul (indústria, comércio ou outro produtor) está dispensada temporariamente. Foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (9/04) o decreto 55173, que flexibiliza as emissões entre 1º de abril a 30 de junho de 2020. O texto, datado de 8 de abril de 2020, modifica o Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (RICMS). Com isso, o governador Eduardo Leite atende a pedido dos setores produtivos em função das dificuldades criadas pela pandemia de coronavírus. “Com essa medida, o governo mostra alinhamento no combate da pandemia uma vez que evita o contato do produtor com os técnicos dos laticínios e reduz a circulação de pessoas no campo”, pontuou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Ele lembra que esse pedido é um pleito antigo do setor que ganha reforço neste momento onde a circulação de pessoas não é recomendada. De acordo com ele, o Rio Grande do Sul era o único estado do país que exigia a emissão de nota fiscal de venda do produtor para a indústria.

Conforme a Receita Estadual, o transporte da mercadoria será documentado pela Nota Fiscal de entrada emitida pelo adquirente/destinatário. O sistema de autorização das notas eletrônicas, nesse período, deixará de exigir a informação do número da Nota Fiscal de Produtor referente à venda/saída dos produtos. Nas vendas/saídas do Estado ou para exportação, o produtor deverá continuar emitindo normalmente a nota fiscal de saída dos produtos.
Neste período da dispensa, se busca evitar o deslocamento dos produtores rurais até as prefeituras para a retirada de Talão de Notas Fiscais de Produtor, com a consequente necessidade de interação com o servidor municipal, trânsito e aglomeração de pessoas no setor de atendimento, situações que podem potencializar a propagação do coronavírus.

Os produtores rurais que tiverem certificado digital ou cartão Banrisul poderão usar a Nota Eletrônica para documentar normalmente suas vendas/saídas de produtos. “É uma medida administrativa que vai facilitar o trabalho dos produtores rurais e para que possamos continuar as atividades com prevenção e tentando reduzir os impactos”, afirma o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira.

Leia abaixo a íntegra do decreto:
DECRETO Nº 55.173, DE 8 DE ABRIL DE 2020.
Modifica o Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (RICMS).

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 82, inciso V, da Constituição do Estado,

D E C R E T A:

Art. 1º Com fundamento no art. 13 do Conv. s/nº, de 15 de dezembro de 1970, publicado no Diário Oficial da União de 18/02/71, ficam introduzidas as seguintes alterações no Livro II do Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 37.699, de 26/08/97:
ALTERAÇÃO Nº 5265 - No inciso I do art. 26, fica acrescentada a alínea "c" à nota 02 da alínea "a", conforme segue:
"c) no período de 1º de abril a 30 de junho de 2020, nas saídas internas de mercadorias, promovidas por produtores, destinadas a contribuinte inscrito no CGC/TE."
ALTERAÇÃO Nº 5266 - No art. 44, fica acrescentado o inciso XVIII, conforme segue:
"XVIII - no período de 1º de abril a 30 de junho de 2020, nas saídas internas de mercadorias, promovidas por produtores, destinadas a contribuinte inscrito no CGC/TE, desde que, conforme previsto no art. 26, I, "a", o destinatário emita nota fiscal relativa à entrada que acoberte o transporte da mercadoria."

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1º de abril de 2020.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 8 de abril de 2020.

EDUARDO LEITE,
Governador do Estado.

Com informações do governo do RS

O Ministério da Economia publicou, nesta sexta feira (3/4), a portaria nº 139, que prorroga o recolhimento do PIS/COFINS e da contribuição previdenciária (INSS) por parte dos empregadores. Os pagamentos, assim como as Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e Escriturações Fiscais Digitais de Contribuições (EFD- contribuições) dos meses de março e abril de 2020, que inicialmente deveriam ser pagas em abril e maio de 2020, poderão agora ser integralizadas em agosto e outubro. A medida foi estabelecida pelo Governo Federal como forma de aliviar o fluxo de caixa das empresas no período de crise causado pela pandemia do coronavírus. Segundo consultor jurídico do Sindilat, advogado Mateus Zommer, do escritório Rafael Pandolfo Advogados Associados, a decisão favorece as empresas porque gera um alívio de caixa. “A decisão dá um fôlego para as empresas” conclui.

Os prazos de pagamento do PIS e COFINS ficarão da seguinte forma:
• O período de apuração 03/2020, com vencimento original em 24/04, ficará com vencimento para 25/08.
• O período de apuração 04/2020, com vencimento original em 25/05, ficará com vencimento para 23/10

Quanto ao INSS, o prazo ficará da seguinte forma:
• O período de apuração 03/2020, com vencimento original em 20/04, ficará com vencimento para 20/08.
• O período de apuração 04/2020, com vencimento original em 20/05, ficará com vencimento para 20/10

O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, informou que as alíquotas de IOF sobre operações de crédito também ficarão zeradas por 90 dias, deliberação que veio por meio do Decreto nº 10.305/20. A medida se aplica também para operações de desconto, inclusive na de alienação a empresas de factoring de direitos creditórios resultantes de vendas a prazo; operações em que há adiantamento a depositante e prorrogação, renovação, novação, composição, consolidação, confissão de dívida e negócios assemelhados, de operação de crédito em que não haja substituição de devedor.

Com informações: Exatus

Redução decorre da paralisação das atividades devido à pandemia 

Se o dia tivesse 26 horas ou 30 horas, em vez de 24 horas, ainda assim o secretário estadual da Fazenda do Rio Grande do Sul, Marco Aurelio Cardoso, precisaria mais tempo diante da 'tempestade' que se abateu  sobre o Estado, como ele se refere à pandemia do coronavírus. Pior, segundo Cardoso, é que não se vislumbra ainda uma saída. O secretário prevê rombo de R$ 700 milhões na arrecadação com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em abril, devido à paralisação de atividades. A Fiergs divulgou pesquisa nesta terça-feira (31) indicando que 60% das empresas do setor pararam. Cardoso preocupa-se com a indefinição sobre um aporte federal para suportar o rombo.

Além disso, admite que não tem como abrir mão ou adiar recolhimento de ICMS ou IPVA. Uma medida que deve ser tomada esta semana ainda é a prorrogação do recolhimento de tributos das 200 mil empresas gaúchas do Simples. O Estado criou um comitê para cuidar da área econômica, incluindo as finanças públicas, com orçamento, tributos e outros compromissos. O secretário espera dosar os fluxos financeiros, mesmo escassos, para não parar de pagar pessoal, fornecedores ou municípios. Diante da pressão de empresários para afrouxar restrições do isolamento social, Cardoso observa que 'salvar vidas' não colide com a economia. 

Fonte: Jornal do Comércio

Crédito: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

As empresas associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) estão juntas em uma grande ação de responsabilidade social neste momento de crise provocada pela pandemia de Covid-19. Os associados estão na linha de frente de iniciativas em prol de instituições com sede nas comunidades onde estão inseridas - atendendo a pessoas do grupo de risco e que estão em situação de vulnerabilidade social, em meio ao caos provocado pela doença.
Um exemplo de ação social vem do Grupo Tangará, indústria que mantém unidades em diversas cidades brasileiras, incluindo Estrela (RS). A empresa realizou a doação de 500 quilos de composto lácteo a base de café para atender às necessidade dos idosos da Fundação Vovolândia São Pedro. De acordo com Luciano Marques, gerente de Gestão de Pessoas da Tangará Foods, o objetivo é contribuir com essas entidades, fazendo com que os recursos que seriam destinados à compra de alimentos como leite e café, sejam agora direcionados a aquisições de equipamentos que possam auxiliar no atendimento dos pacientes diante desta pandemia. Marques adianta que as mesmas doações estão ocorrendo também em Minas Gerais e no Espírito Santo. 
Também em Estrela, a Latvida está doando leite para atender às necessidades do hospital local da cidade, o Divina Providência. A indústria vai suprir a demanda de leite dos pacientes internados pelo período de 30 dias. Segundo a empresa, a ação de solidariedade vem para reduzir os danos causados pela pandemia, e considera ainda os benefícios do leite para o sistema imunológico das pessoas - essencial para fortalecer o organismo contra uma eventual contaminação. 
Solidária com as comunidades onde mantém suas operações, a CCGL anunciou aporte de R$ 250 mil. O recurso será empregado na aquisição de insumos para hospitais em Rio Grande e Cruz Alta e para a distribuição de cestas básicas a famílias carentes que estão sem renda em função do isolamento da quarentena. Segundo o presidente da CCGL, Caio Vianna, a empresa estará acompanhando o desenrolar dos próximos dias, sempre atenta às estratégias para minimizar os efeitos e transmissão da epidemia, mas buscando, dentro das recomendações médicas de segurança, manter suas operações e colaborar para que as unidades de saúde tenham condições de atendimento da população e também que as pessoas mais fragilizadas financeiramente tenham um apoio alimentar neste momento difícil.
Vianna, que também é vice-presidente do Sindilat, entende que este é um momento de mobilização de toda a sociedade, e é essencial que cada um ajude como pode dentro de suas possibilidades sem achar que os governos têm condições, isoladamente, de resolver os problemas decorrentes da crise sanitária. A CCGL segue fazendo a sua parte na manutenção dos postos de trabalho, fornecimento de alimentos e entregas dos mesmos, bem como as operações no escoamento da safra agrícola através dos terminais Termasa e Tergrasa no Porto de Rio Grande. Para isso, implantou rígidas normas, reorganizou os turnos, liberou parte dos funcionários para home office e concedeu férias. A estimativa de Vianna é que as unidades estejam operando com 80% da força de trabalho.
Já a Laticínio Stefanello está direcionando à Associação Hospitalar São José, com sede em Rodeio Bonito (RS), diversos itens do segmento lácteo, segundo o diretor geral Ricardo Stefanello. São 70 kg de queijo mussarela, 15 kg de queijo parmesão ralado e outros 80 kg de requeijão cremoso que vão ajudar a instituição a passar pelo período de crise sem ter que desembolsar recursos para esta finalidade. As doações foram efetivadas na segunda-feira (30) e a entrega está prevista para os próximos dias. 
 
Foto: Kwangmooza/iStock

O mês de março iniciou-se com valores estáveis para o preço do leite no Rio Grande do Sul, mas alguns produtos como o UHT têm viés de alta. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (24/3) pelo Conseleite, a análise dos primeiros dez dias do mês indicou uma previsão de R$ 1,1557 pelo litro, redução de -0,62% em relação ao consolidado de fevereiro (R$ 1,1629). Segundo o professor da UPF Eduardo Finamore, os números apontam estabilidade no mix de produção no primeiro trimestre de 2020. “Observando os grupos isoladamente, verifica-se tendência de alta para o leite UHT em um movimento mais forte do que do leite em pó. Nos queijos, o que se viu foi a redução do preço”.

Segundo o presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, os dados apresentados pela UPF e chancelados pelo colegiado de forma remota devido à quarentena, confirmam um movimento de recuperação do leite UHT o que vem puxando o mercado. “O estudo evidencia claramente o início da recuperação de preços do UHT, produto que estava com valor defasado. Acreditamos que o valor de referência do leite no Rio Grande do Sul deve ter um aumento no próximo levantamento, o que depende do comportamento dos demais produtos além do UHT”. Por outro lado, considera ele, a queda dos queijos pode ser explicada pela redução do mercado de food service em função da quarentena.

A elevação dos preços que já chega ao consumidor no caso do UHT, explica o vice-presidente do Conseleite e presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, reflete o momento de entressafra (março-julho). Este ano, a tendência é que o período se prolongue uma vez que a estiagem segue prejudicando as pastagens e a nutrição dos animais. “As previsões climáticas indicam pouquíssima chuva para os próximos meses em meio a um cenário de muitas incertezas sobre o consumo das famílias e o comportamento do mercado. O Rio Grande do Sul já tem 201 municípios em situação de emergência em função da estiagem, o que agrava a produção láctea cada vez mais”. Outro fator a ser considerado é a elevação dos custos na indústria com o dólar próximo de R$ 5,00, os gastos adicionais com a prevenção do Coronavírus e o rearranjo produtivo nas fábricas com o afastamento de funcionários pertencentes ao grupo de risco. “Agora, nossa preocupação principal é manter as fábricas funcionando de forma a manter as principais linhas de produção (leite UHT, pó e queijos) para não faltar alimento à população”, argumentou Guerra.

Rizzo completou que, no campo, os tambos também vêm sentindo elevação de custos. “A assistência técnica está com valores majorados”, completou.

Tabela 1: Valores Finais da Matéria-Prima (Leite) de Referência1, em R$ – fevereiro de 2020.

Matéria-prima Valores Projetados Fevereiro /20 Valores Finais

Fevereiro /20

Diferença

(Final – projetado)

I – Maior valor de referência 1,3183 1,3374 0,0190
II – Valor de referência IN 76/771 1,1464 1,1629 0,0165
III – Menor valor de referência 1,0317 1,0466 0,0149

(1)   Valor para o leite “posto na propriedade” o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência IN 76/77 está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural

 

Tabela 2: Valores Projetados da Matéria-Prima (Leite) de Referência IN 76/77, em R$ – março de 2020.

Matéria-prima Março */19
I – Maior valor de referência 1,3291
II – Valor de referência IN 76/77 1,1557
III – Menor valor de referência 1,0402

* Previsão

Foto: Carolina Jardine

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu a obrigatoriedade de emissão do Código Identificador de Operação de Transporte (CIOT) por prazo indeterminado. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (23/3) e faz parte do conjunto de medidas para enfrentamento da pandemia ocasionada pelo Coronavírus (Covid-19). Anteriormente, a ANTT tinha prorrogado esta data para o dia 09 de junho de 2020. A resolução também prorroga, até 31 de julho deste ano, a validade dos certificados do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), cujo vencimento esteja compreendido entre 1º de março e 30 de junho de 2020.
 
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) comemora a ação da ANTT, pois entende que é necessário mais tempo para negociação entre governo e empresários, bem como o setor produtivo do leite. "A decisão atende a um pedido do setor produtivo. Neste momento, não podemos dispersar nossa atenção. O foco tem que ser produzir para alimentar a população", afirma o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. O CIOT é uma obrigação no Brasil desde 2011. Contudo, vinha sendo exigido apenas de transportadores autônomos, com fiscalização e multas brandas. A nova legislação exige emissão para todas as cargas transportadas que não sejam feitas em veículo próprio da empresa.
 

O primeiro compost barn construído em ambiente de pesquisa será inaugurado nesta quinta-feira (12/3), dentro do Campo Experimental da Embrapa Gado de Leite, no município mineiro de Coronel Pacheco. Fruto da parceria entre Embrapa e Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro (GIR), com um investimento de R$ 1,2 milhão, as instalações se caracterizam pela oferta de conforto máximo aos animais, em um espaço limpo, climatizado, sustentável e que respeita as condições e exigências de bem-estar dos bovinos. A entrega do compost barn vai reunir autoridades a partir das 10h, entre eles o presidente da Embrapa, Celso Moretti, além da sinalização de presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “O espaço chamado ‘Sistema de Produção Compost Barn Vacas e Pessoas Felizes’ terá como foco a produção de pesquisa e conhecimento para a geração de indicadores que serão utilizados pelos produtores para que possam otimizar seus ganhos nas propriedades”,explica o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins. 

Segundo Martins, no mesmo dia da inauguração, vão ingressar no sistema Compost Barn 80 vacas das raças Holandês e Girolando, quando será dado início ao trabalho de monitoramento em ambiente de pesquisa para a produção de indicadores ao setor leiteiro. “O Compost Barn vai produzir conhecimento dentro de um espaço que se diferencia pela inovação e conectividade”, afirma Martins. A tecnologia presente no espaço será possível graças à parceria com startups que, ao longo dos últimos anos, participaram do Desafio Ideas For Milk (Cowmed, Onfarm e Bionexus), que todos os anos expõe o trabalho de empresas que desenvolvem soluções inovadores para a cadeia leiteira. 

O Composto Barn será multifuncional, com uma instalação voltada a experimentos convencionais (recria) e outra podendo ser utilizada de forma convencional ou com a tecnologia Túnel do Vento. Construído em ambiente de I0TCP– ou chamado de Internet de Interação entre Coisas, Vacas e Pessoas, a estrutura ainda servirá para o início de pesquisa e demonstração do uso de energia solar em Compost Barn. A adoção do Compost Barn tem crescido entre os produtores nacionais. Já são mais de 2.000 em funcionamento, mas ainda há poucos resultados de pesquisa sobre o novo sistema de produção.

 

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concedeu novo prazo para que o setor produtivo adapte-se às novas exigências de emissão do Código Identificador de Operação de Transporte (CIOT), determinação que impõe obrigações e diversos custos adicionais a empresas que utilizam serviço de transporte de cargas. Publicada nesta quarta-feira (11/03) no Diário Oficial da União, a resolução 5.873/2020 altera a 5862/2019 e determina que a exigência de emissão do documento, inicialmente limitada a transportadores autônomos, será obrigatória também para o setor industrial, comercial e produtores rurais a partir de 9 de junho de 2020. A medida inicialmente prevista para entrar em vigor em 1º de fevereiro, acabou postergada para 16 de março e, agora, teve novo adiamento.

A decisão atende a pedido do setor produtivo, inclusive a pleito realizado pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat). Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a prorrogação dá mais prazo para governo e empresários negociarem a questão, que classifica como medida burocrática e que tira competitividade do setor produtivo. “Na prática, a medida obriga as empresas e produtores a custearem um setor inteiro apenas para emitir guias e controlar as cargas, e isso não pode nem mesmo ser delegado a fornecedores porque a responsabilidade é do contratante. É um contrassenso com a política apregoada até aqui. Precisamos combater essa posição”, reformou. Segundo cálculo do Sindilat, para atender à medida do governo uma empresa que industrializa 100 mil litros/dia de leite terá um custo adicional com novas contratações de, no mínimo, R$ 10.000,00 por mês.

O Sindilat defende que a obrigatoriedade de emissão do CIOT e que suas responsabilidades sejam atribuídas aos transportadores contratados. A preocupação do setor é que a medida corroa ainda mais a competitividade da produção láctea brasileira que, há anos, vem amargando a concorrência dos lácteos dos países do Mercosul. “É mais um peso sobre um setor que já enfrenta dificuldades. Como trabalhamos diariamente com transporte do produtor à indústria e da indústria ao varejo, essa exigência sobre as cargas torna-se um ônus gigantesco”, completou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. As indústrias também pedem a inconstitucionalidade da Tabela de Frete uma vez que defendem a livre negociação sobre o custo do serviço de transporte. “Precisamos ter preservado nosso direito ao livre mercado”, ressalta Guerra.

O CIOT é uma obrigação no Brasil desde 2011. Contudo, até agora, vinha sendo exigido apenas de transportadores autônomos, com fiscalização e multas brandas. A nova legislação exige emissão para todas as cargas transportadas que não sejam feitas em veículo próprio da empresa.

A pesquisa Marcas de Quem Decide 2020, promovida pelo Jornal do Comércio e realizada pela Qualidata, divulgou nesta terça-feira (10/3) as marcas mais lembradas e preferidas dos consumidores gaúchos na categoria Produtos Lácteos. Empresas associadas do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) receberam destaque entre as cinco primeiras colocações tanto nas marcas mais lembradas como nas marcas preferidas. Nas mais lembradas, a Cooperativa Santa Clara, Piá, Elegê, Languiru e Tirol, respectivamente, foram as que melhor ranquearam neste ano. Já nas preferidas, o ranking manteve-se quase o mesmo, apenas substituindo a quinta colocação pela Nestlé. O resultado da pesquisa foi acompanhado por autoridades estaduais e representantes do setor empresarial gaúcho no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.

A Cooperativa Santa Clara liderou o segmento de produtos lácteos pelo terceiro ano consecutivo, obtendo 36,4% na marca preferida e 34,9% na mais lembrada. Entre as preferidas, também foram destaque as empresas Piá (22,8%), Elegê (10,5%), Languiru (3,1%) e Nestlé (2,5%). No ranking das mais lembradas, a Piá assumiu a segunda colocação com 22,2% dos votos, seguida da Elegê (11,1%), Languiru (4,3%) e Tirol (2,2%).

A Piá (4,0%) e a Santa Clara (3,7%) também conquistaram o segundo e terceiro lugar nas marcas preferidas da categoria Agrícola, uma das novidades desta edição da pesquisa. A primeira colocação ficou para a Cotrijal, com 6,2%. Nas cooperativas mais lembradas, a Piá permaneceu em segundo lugar e a Santa Clara conquistou a quarta colocação. A Cooperativa de Carlos Barbosa também se destacou entre as dez primeiras colocações da categoria especial Grande Marca Gaúcha do Ano – empatando com a Lojas Renner – com 3,1%. O ranking completo foi composto pelas empresas Tramontina, Gerdau, Cia Zaffari, Radon, Panvel, Grupo RBS, Fruki e Marcopolo, respectivamente.

Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, ter no ranking de produtos lácteos empresas associadas ao sindicato mostra a evolução do trabalho que vem sendo realizado em conjunto entre os laticínios e a entidade. “Cada empresa tem a sua estratégia, desenvolvem seus produtos e o público que quer atingir, mas o que norteia todas é a qualidade que produzem e inovam, proporcionando o destaque das indústrias lácteas gaúchas em todo o território nacional", afirmou. Segundo ele, a pesquisa deste ano foi a comprovação de um trabalho que só tende a crescer. "O Sindilat tem atuado na defesa dos interesses de nossos associados para contribuir no crescimento contínuo do setor lácteo gaúcho, que teve, por mais um ano, um grande reconhecimento na pesquisa Marcas de Quem Decide."

Crédito: Letícia Breda

O Despertar Empreendedor, evento promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) mais uma vez mostrou a que veio. Em sua oitava edição, o evento que desde segunda-feira (02) reúne 52 participantes chega ao final nesta quinta-feira (05) com o cumprimento de um cronograma que oportunou uma imersão no mundo de gestão e de negócios.

Aberta à comunidade e com o patrocínio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o programa iniciado em 2013 em parceria com o Sebrae proporcionou experiências e vivências no mundo do empreendedorismo, com uma participação heterogênea de empresários e futuros empresários. “Todos os anos aprimoramos as ações dentro do programa. Inicialmente buscávamos participantes sem nenhum conhecimento em empreendedorismo. Hoje esse perfil mudou bastante, pois temos pessoas já com negócios estabelecimentos e bastante diversidade de gênero, idade e raça”, afirma Ana Beatriz Michels, coordenadora do Programa de Empreendedorismo da universidade.

Durante quatro dias, os participantes foram convidados a explorar características empreendedoras individuais e a se posicionar em uma equipe na busca de um negócio de impacto que solucione problemas da sociedade. O Despertar foi desenvolvido em quatro etapas, abrangendo aspectos da figura do empreendedor, das questões a serem resolvidas e a busca pelas soluções. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, é importante fomentar o empreendedorismo, cada vez mais, nos ambientes acadêmicos. "Sabemos que o futuro é empreendedor. Precisamos de líderes que vejam necessidades de mercado e consigam supri-las agregando responsabilidade e inovação", afirma. O Sindilat marcou presença no evento dispondo produtos para o milkbreak.

Crédito: Carina Pasqualotto