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O valor de referência do leite deve ter uma leve redução no mercado gaúcho em junho. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (20/6) pelo Conseleite, o estimado para o litro é de R$ 1,0178, 1,69% abaixo do consolidado de maio, que fechou em R$ 1,0353. Segundo o professor da UPF – instituição responsável pela pesquisa - Eduardo Finamore, a queda foi puxada pela baixa do UHT e leite em pó, dois produtos que concentram juntos 84% do mix produtivo do RS. “O leite UHT não acompanhou os níveis do mesmo período do ano anterior, quando o produto estava em patamares bem mais elevados. O UHT em junho ficou bem abaixo de 2016, mas ainda está acima da média histórica, acompanhando os demais itens lácteos”, informou, destacando a dificuldade de se traçar projeções neste momento.

Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, a justificativa para esse cenário passa pela retração do consumo decorrente da crise econômica e da falta de frio. “A visão do Centro do país é pessimista. Precisamos que o consumo volte a oxigenar a indústria”, frisou, lembrando que o valor de referência do Conseleite é só um balizador. “Cada empresa agrega bônus referentes à qualidade e à quantidade”, explica.

Durante o encontro, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou dados referentes à importação de lácteos que indicam que a balança do setor segue no negativo. Em 2015, o saldo da balança comercial representava 70 dias de produção e, em 2016, a diferença representou 173 dias. Em 2017, esse valor segue em expansão em 6%. Entre os produtos com destaque na importação está a manteiga, o soro de leite e os queijos.

O presidente do Sindilat explicou que a entrada do leite importado no mercado brasileiro vem ocorrendo como instrumento competitivo, uma vez que a produção nos países vizinhos é mais barata do que a dos tambos brasileiros. “Precisamos ganhar em competitividade. Para fechar as importações precisamos ser mais eficientes no mercado interno”, clamou Guerra. O diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, pontuou a importância de o produtor gaúcho trabalhar com gestão mais eficaz, focada em resultados.

PL 214 – O Conseleite ainda debateu o projeto de lei PL 214, que tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa. O colegiado está unido contra a proposição, que reduz os créditos presumidos concedidos à indústria e pode impactar toda a bacia leiteira gaúcha. “Não há espaço para qualquer alteração de tributos. Esse será um ônus de todo o setor”, salientou Guerra. O Conseleite pretende agendar reunião com integrantes da Comissão de Agricultura para tratar do assunto ainda nesta quinta-feira (22/6). Na ocasião, os representantes do Conseleite irão entregar aos deputados documento explicando sobre a inviabilidade do PL 214.

Foto: Carolina Jardine

Tradicional empresa gaúcha, o grupo Renner Herrmann S.A completou os seus 90 anos neste domingo (18/06). O empreendimento foi fundado em Porto Alegre, em um pequeno galpão no bairro Navegantes, em 1927, ainda como Renner Koepke & Cia. Ltda. Com o passar dos anos, o cavalinho branco do grupo, que assinala a marca mundo à fora, ganhou novos mercados. O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) parabeniza a entidade, que concentra empresas referência de qualidade, tecnologia e responsabilidade sócio-ambiental.

A Renner Herrmann S.A iniciou com a extração de pigmentos em um moedor de café e alcançou avançada tecnologia para fabricação de tintas. Depois disso, perseguiu novos segmentos de mercado. Em 2010, inaugurou a fábrica da Relat - Laticínios Renner, que transforma soro líquido em pó, em Estação, no norte gaúcho. A unidade beneficia cerca de 1,2 milhão de litros de soro de leite por dia, tendo fixado-se como a maior transformadora de soro de leite do Sul do Brasil.

No primeiro trimestre de 2017, o volume de leite cru adquirido pelos estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária federal, estadual e municipal foi de 5,87 bilhões de litros. A captação foi 5,9% menor que o registrado no trimestre anterior e 0,1% maior que o alcançado no primeiro trimestre de 2016. Os dados foram divulgados pela Pesquisa Trimestral do Leite do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, esta redução era esperada devido ao período de entressafra. “Era certo que isto iria acontecer porque no primeiro semestre a produção cai, já que em abril é o ponto mínimo deste período”, ressalta.

A aquisição de 7,87 milhões de litros de leite a mais no Brasil no primeiro trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano anterior foi impulsionada por aumentos na aquisição em 14 dos 26 estados do país que participam da pesquisa. No Rio Grande do Sul, que é o segundo estado líder em aquisição de leite, foi verificada a redução de 18,06 milhões de litros. "A nossa expectativa era de crescimento em relação ao ano passado, mas o excesso de chuva também poderá prejudicar a produção do segundo trimestre, o que passa a preocupar o setor. Esperamos que o segundo semestre possa reverter este quadro", comenta Guerra.

Dados do IBGE mostram aumento na captação nacional

No primeiro trimestre de 2017, o volume de leite cru adquirido pelos estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária federal, estadual e municipal foi de 5,87 bilhões de litros. A captação foi 5,9% menor que o registrado no trimestre anterior e 0,1% maior que o alcançado no primeiro trimestre de 2016. Os dados foram divulgados pela Pesquisa Trimestral do Leite do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, esta redução era esperada devido ao período de entressafra. “Era certo que isto iria acontecer porque no primeiro semestre a produção cai, já que em abril é o auge deste período”, ressalta.

A aquisição de 7,87 milhões de litros de leite a mais no Brasil no primeiro trimestre de 2017 em comparação ao mesmo período do ano anterior foi impulsionada por aumentos na aquisição em 14 dos 26 estados do país que participam da pesquisa. No Rio Grande do Sul, que é o segundo estado líder em aquisição de leite, foi verificada a redução de 18,06 milhões de litros. "A nossa expectativa era de crescimento em relação ao ano passado, mas o excesso de chuva também poderá prejudicar a produção do segundo trimestre, o que passa a preocupar o setor. Esperamos que o segundo semestre possa reverter este quadro", comenta Guerra.

O secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, apresentou na tarde desta quinta-feira (8/6), em Porto Alegre (RS), um Projeto de Lei que prevê mudanças na inspeção de produtos de origem animal. A proposta possibilita que o Estado habilite médicos veterinários para fazer o serviço de inspeção sanitária e industrial dos produtos, através de empresas credenciadas. Atualmente, apenas os médicos veterinários da Seapi podem realizar o trabalho. O texto será encaminhado à Casa Civil nos próximos dias, e deve ser protocolado em regime de urgência na Assembleia Legislativa. A intenção é de que a lei entre em vigor ainda este ano.

O objetivo da proposta é agilizar os controles dos processos produtivos, uma vez que o quadro do Estado não dispõe de profissionais suficientes para ampliar a fiscalização. Apesar de estarem ligados às empresas, esses funcionários deverão passar por cursos preparatórios e de qualificação de forma a garantir alinhamento com o regramento sanitário estadual. A Seapi está alinhando o processo de capacitação com o Senai e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Além disso, os profissionais receberiam treinamento da própria equipe da Secretaria, para haver um nivelamento no processo. “A limitação de pessoal da Secretaria, frente à demanda que temos hoje, gera entraves para a abertura de novas empresas e a ampliação de atividades das já existentes. O Estado deixa de arrecadar mais de R$ 20 milhões em ICMS ao ano por causa disso, além dos quase 500 empregos que deixam de ser gerados”, explicou o secretário. A fiscalização, no entanto, continuaria exclusivamente a cargo da Secretaria, que também supervisionaria os trabalhos de inspeção.

As mudanças atingirão, em um primeiro momento, os frigoríficos que precisam de um fiscal fixo diariamente. A indústria de leite, que têm inspeção periódica, só deve passar por essas mudanças mais adiante. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que representou o setor lácteo na reunião, o projeto irá implementar uma nova sistemática de inspeção. “Esta nova proposta vai deixar mais fiscais disponíveis para a fiscalização do trabalho. Hoje em dia, o profissional é ao mesmo tempo fiscal e supervisor”, pontuou. Segundo Palharini, os laticínios já operam com fiscalização itinerante e se baseia no histórico da empresa e nos controles internos.

*Com informações da Seapi.

Foto: Eduardo Oliveira

A assistência técnica de qualidade é o que irá criar o diferencial competitivo que o mercado gaúcho necessita. Este foi um dos pontos tratados em debate que abordou assistência técnica no Rio Grande do Sul e no Brasil, na tarde desta quarta-feira (7/6), durante o 14º Simpósio do Leite, em Erechim. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, que fez parte da mesa, destacou que o setor lácteo e o governo precisam ampliar os investimentos em assistência aos produtores para garantir a qualidade da matéria-prima.

“A assistência técnica é essencial pra melhorar a produção de leite por animal e por propriedade. Só com uma boa comunicação iremos aprimorar a qualidade do produto e aumentar a produção”, ressalta Guerra. Uma das tônicas do debate foi a relação de proximidade e de confiança entre técnicos e produtores. Durante o debate, foi reforçada a necessidade da indústria e dos produtores trabalharem em conjunto. Também fizeram parte da mesa de discussão a editora assistente da Revista Leite Integral Maria Thereza Rezende e o agrônomo da Emater, Vilmar Fruscalso.

Durante o debate, foi abordada a necessidade de treinar profissionais para auxiliar os produtores na gestão das propriedades, além de questões de sanidade. Os debatedores também relataram a necessidade dos técnicos em se manterem em constante atualização, principalmente com as novas tecnologias que são lançadas no mercado.

O 14º Simpósio do Leite é uma realização da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (AMEVAU) que tem patrocínio do Sindilat. O evento ocorre nesta quarta e quinta-feira (7 e 8/6), no Parque da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie). O evento é realizado desde 2004 e tem como objetivo oportunizar conhecimento a produtores, técnicos, estudantes e profissionais de setores e entidades ligadas à produção e ao mercado do leite.

Foto: Edson Castro/PrimeCom

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat) vai elaborar um projeto-piloto para dar início à produção de leite A2A2, destinado à pessoas que apresentam reações alérgicas ao alimento, no Estado. A iniciativa poderá ser desenvolvida em parceria com a Escola Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões. A proposta foi debatida com a direção da instituição de ensino na última sexta-feira (2/6), após o IV Fórum Itinerante do Leite, realizado na sede da escola.
 
A médica veterinária Roberta Züge, da Ceres Qualidade, ficou responsável pela elaboração de uma proposta para dar início aos trabalhos ainda este ano. "O primeiro passo é fazer o teste de genotipagem dos animais", explica Roberta. A seguir, é necessário rever os acasalamentos e dar preferência a sêmen de touros A2A2.
 
Com 22 vacas em lactação e um total de 40 animais, o perfil do rebanho da escola técnica se assemelha ao de uma propriedade de tamanho médio no Rio Grande do Sul, destaca o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. A entidade também avalia fazer parceria com universidades que possuam rebanho leiteiro.
 
Foto: Bruna Karpinski
 

Para esclarecer dúvidas sobre ordenha, mais especificamente sobre o manuseio dos equipamentos utilizados para a atividade, os autores Osmar Redin e Carlos Alberto Machado lançam, dias 7 e 8 de junho, o livro Sistemas de Ordenha. A sessão de autógrafos acontece durante a 14ª edição do Simpósio do Leite, a ser realizada em Erechim, no Parque de Eventos da ACCIE (Rua Henrique Salomoni, s/nº, bairro Frinape).

Conforme explica Redin, a obra foi idealizada para suprir a necessidade de informação aos produtores. “Existem várias pesquisas no Brasil que falam sobre como o produtor entende o sistema de ordenha. A partir delas, nós sabemos que ele consegue operacionalizar o produto na maioria das vezes, mas nem sempre conhece de uma forma completa o equipamento ou o porquê de manusear dessa forma”, afirma.

A ideia, segundo o autor, é esclarecer sobre a higienização e os componentes do equipamento. Além disso, a obra também aborda a legislação que regulamenta o tema, os vários sistemas que integram a atividade e aspectos da fisiologia da lactação da vaca. A sessão de autógrafos inicia na quarta-feira (7/6), a partir das 14h. A obra, que conta com 337 páginas, poderá ser adquirida no local por R$ 85.

“Não existe obra similar no país. Por isso, estamos com uma expectativa muito grande sobre o lançamento desse livro e a importância das informações que serão disponibilizadas nele”, ressalta Redin, destacando que o manuseio incorreto dos equipamentos de ordenha pode afetar diretamente a saúde do úbere do animal.

 

 

Debater a assistência técnica nas propriedades é fundamental para tornar o leite gaúcho e brasileiro mais competitivo, principalmente frente à economia globalizada que rege o mercado. Pensando nisso, o tema será abordado no 14º Simpósio do Leite, nesta quarta-feira (7/6), em Erechim. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat), Alexandre Guerra, é um dos participantes da mesa-redonda sobre assistência técnica no RS e no Brasil, a partir das 14h30min, no Parque da Associação Comercial, Cultural e Industrial (Accie) do município.

“Este debate é importante porque nem todos os produtores conseguem receber assistência técnica presencial. Isso ocorre por falta de condições para atender as mini e pequenas propriedades, por falta de verba ou, muitas vezes, pelo perfil dos produtores que nem sempre estão abertos a este fim”, afirma Guerra, ressaltando também a dificuldade que muitas propriedades têm de trabalhar com novas tecnologias.

Guerra ainda destaca que muitas instituições oferecem programas de assistência e profissionalização, fundamentais para aprimorar a qualidade da produção. “A profissionalização é primordial, não existe mais espaço no mercado para quem não se atualiza”. Também irão fazer parte da mesa de discussão o engenheiro agrônomo da Cooperideal Marcelo de Rezende, a zootecnista e editora assistente da Revista Leite Integral, Maria Thereza Rezende e o engenheiro agrônomo da Emater, Vilmar Fruscalso, que será o moderador.

O Sindilat é um dos patrocinadores do evento, que é realizado desde 2004 e tem como objetivo oportunizar conhecimento a produtores, técnicos, estudantes e profissionais de setores e entidades ligadas à produção e ao mercado do leite. O 14º Simpósio do Leite é uma realização da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (AMEVAU) e ocorre nos dias 7 e 8 de junho.

Dia 07/06/2017

MANHÃ:

8h – Inscrições
8h30min às 10h - Apresentação dos trabalhos inscritos na mostra Científica
10h - Intervalo milk break
10h30min - PALESTRAS
10h3min - PALESTRA 1 - Trigo TBIO Energia I: Novo conceito em produção de volumoso. Zootecnista e Mestre em Produção Animal Ederson Luis Henz Apoio: Biotrigo
11h15min - PALESTRA 2 - Manejo de novilhas e pré-parto, com o Professor e Doutor José Carlos Peixoto Modesto da Silva; Eng. Agrônomo e Pós-Doutorado em Zootecnia Diretor-Presidente do Grupo Universidade do Leite
Apoio: Universidade do Leite
12h - Intervalo para almoço no CTG (compra ingresso no local)

TARDE:

13h - Inscrições
13h30min - Abertura oficial do 14º simpósio do leite
14h30min - 8º Fórum nacional de Lácteos
Tema: Assistência técnica no Rio Grande do Sul e no Brasil, como está?
Convidados:
Engenheiro Agrônomo Marcelo de Rezende – Cooperideal
Zooetcnista e Editora Assistente da Revista Leite Integral - Maria Thereza Rezende
Presidente do Sindilat - Alexandre Guerra
Moderador:Engenheiro Agrônomo Vilmar Fruscalso – Emater(RS)
17h - Coquetel
19h30min - Encontro festivo Pub Mosaico (musica ao vivo)

08/06/2017

MANHÃ:

7h15min às 8h15min - Inscrições
8h15min - PALESTRA 1 - Utilização de aditivos na nutrição de vacas leiteiras – Profº e Dr Médico Veterinário Francisco Palma Rennó FMVZ/USP - APOIO OLIGO BASICS
9h - 1º Espaço empresarial:  CASSUL
9h15min - PALESTRA 2 - Secagem da vaca – Profº e Dr. Médico Veterinário Alexandre Souza Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Doutorado Universidade de São Paulo Reprodução e Pós Doutorado nos EUA - APOIO CEVA
10h - 2º Espaço empresarial: CEVA
10h10min -  Intervalo milk break
11h - PALESTRA 3 - Os setes hábitos das propriedades leiteiras altamente eficazes - Zootecnista Dr.Renato Palma Nogueira - APOIO SALUS
12h15min - Intervalo para almoço (01 almoço incluso na inscrição )

TARDE:

13h15min - Premiação da 6ª Mostra de Trabalhos Científicos
14h30min - PALESTRA 4 - Seleção genômica, acelerando o melhoramento genético na bovinocultura leiteira - Dr. Médico Veterinário Cleocy Fam de Mendonça - APOIO ZOETIS
15h15min - 3º Espaço empresarial:  ZOETIS
15h25min - Intervalo milk break
16h - PALESTRA 5 - Cetose em vacas leiteiras: desafios e soluções – Dr e Profº Médico Veterinário Márcio Nunes Corrêa NUPEEC e UFPEL - APOIO BAYER
16h45min – Encerramento

 
 
 

O Rio Grande do Sul estuda dar início à produção de leite do tipo A2A2, destinado a consumidores que têm alergia ao alimento. O assunto, tratado durante o 4° Fórum Itinerante do Leite, realizado nesta quinta-feira (1/6), em Palmeira das Missões, será tema de reunião do Sindilat nesta sexta-feira (2/6). Segundo a médica veterinária e consultora da Ceres Qualidade, Roberta Züge, que participou do painel Mercado, Consumo e Inovação, produtores do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo já estão fazendo testes genéticos para identificar e segregar os aninais que produzem leite sem a proteína que causa a reação alérgica. 
 
A novidade, que já é realidade em países como Austrália e Nova Zelândia, deve chegar ao país em um ano, estima Roberta. Na avaliação da técnica, esta é uma oportunidade para produtores e indústria. No Brasil, há pelo menos três laboratórios que já realizam o teste de genoma das vacas para verificar os animais capazes de produzir o leite A2A2. Com isso, explica Roberta, os produtores podem direcionar acasalamentos para obter rebanhos capazes de produzir esse leite em escala. Com público recorde de mais de 2,2 mil pessoas, o evento reuniu no Dia Mundial do Leite (1/6), produtores, representantes da indústria, comunidade acadêmica e público em geral. O 4º Fórum Itinerante do Leite foi realizado na Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato por iniciativa do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) com apoio do Fundesa, Farsul, UFSM, Seapi e Canal Rural.
Foto: Bruna Karpinski
Roberta frisou que oferecer o leite A2A2 implica em ter alto controle sobre a segregação da produção uma vez que ele se destina a pessoas com limitações alimentares. A inovação também foi salientada pelo secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. De acordo com ele, produzir lácteos diferenciados é o caminho para ampliar mercado e unir as pontas da cadeia pela expansão do setor. 
 
A valorização das marcas na gôndola do supermercado é vista pelo executivo como essencial para a expansão da produção e valorização dos produtos lácteos. “É importante passar aos produtores que há um foco na produção de leite. Precisamos mostrar a força que significa reunir aqui mais de 2,2 mil pessoas. As inovações de produtos são essenciais para nosso setor”, concluiu Palharini.
 
O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, abriu o evento destacando que o desafio do setor é fazer com que o Brasil deixe de ser um importador de lácteos para se transformar em exportador. Para isso, pontua ele, é preciso expandir o mix de produtos e lucratividade a toda a cadeia produtiva, que gera renda a mais de 100 mil famílias em 95% do território do Estado. “A expectativa desse fórum é gerar conhecimento prático para que seja utilizado nas propriedades pare atingir nossos objetivos”, frisou.  Segundo Guerra, as importações aumentaram 20% de janeiro a abril deste ano. Contudo, a redução dos custos do leite no campo abre espaço para retomada do aumento de produção, hoje na casa dos 12 milhões de litros por dia. 
 
O diretor da Farsul, Jorge Rodrigues, frisou a importância desse crescimento vir acompanhado de renda ao produtor e que se evite a redução de preços que sempre acompanha a elevação da captação.
 
O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, pontuou que crescer passa por olhar ao mercado internacional. “Nesse cenário, dois pilares são fundamentais: qualidade e competitividade”. Além disso, frisou ele, é essencial dar atenção à questão saúde animal, um aspecto que vem sendo trabalhado com força pelo Rio Grande do Sul, onde o setor agroindustrial vem dando foco à assistência aos produtores além do apoio do serviço veterinário oficial. 
 
Acompanhando a abertura do evento, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, reformou a importância social do leite no Rio Grande do Sul. Segundo ele, os avanços obtidos com a Lei do Leite são essenciais para alinhar esse futuro do setor lácteo, principalmente na profissionalização do transporte do produto.

 
Foto: Bruna Karpinski

 
Aspectos Nutricionais 
 
Focado no debate sobre os mitos e verdades sobre o consumo do leite, o 4º Fórum Itinerante do Leite ainda destacou os benefícios do produto. “Precisamos nos alimentar. E nos alimentar bem passa pelo leite”, pontuou a professora de Tecnologia de Leite e Derivados da UFSM, Neila Richards. Segundo ela, que também é presidente da AGL, até os 20 anos é essencial consumir leite para garantir formação dos ossos e dos dentes. Conforme a engenheira de alimentos da Emater, Bruna Bresolin Roldan, no âmbito da agricultura familiar, o desafio é manter a tradição que caracteriza os produtos da agricultura familiar e, ao mesmo, inovar. 
 
OFICINAS – Depois de uma manhã de debates em Palmeira das Missões, à tarde a programação do 4º Fórum Itinerante do Leite contou com seis oficinas temáticas. Os visitantes se dividiram em grupos para aprofundar conhecimentos sobre temas específicos. A maior das oficinas debateu a “Produção de Leite e Gestão da Propriedade”, e reuniu cerca de 1.000 produtores. As demais oficinas trataram de “Nutrição e Reprodução de Vacas em Lactação”, “Compost Barn na Integração Lavoura-Pecuária”, “Ferramentas de informática aplicadas na gestão”, “Sucessão Familiar na Atividade Leiteira” e “Formas de Agregar Valor ao Leite”.
Foto: Bruna Karpinski

 

Antes do final da tarde desta quarta-feira (31/5), véspera da realização do 4º Fórum Itinerante do Leite, em Palmeira das Missões (RS), as inscrições para o evento já estavam esgotadas. O sucesso do encontro é comprovado pelo número de interessados em participar dos debates, palestras e oficinas: 1.800 pessoas inscritas, entre produtores rurais, representantes da indústria e técnicos ligados ao setor. Ao todo, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat) espera receber 2 mil pessoas. O fórum ocorre das 8h às 16h na Escola Técnica Estadual Celeste Gobbato.

O 4º Fórum Itinerante do Leite ocorre no Dia Mundial do Leite, celebrado nesta quinta-feira (1/6). Aproveitando a data, a ideia é esclarecer dúvidas referentes ao consumo dos produtos derivados do leite, abordando mitos e verdades que envolvem o assunto. Para o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o encontro também será uma oportunidade para ampliar o debate sobre a competitividade, melhoria da produção e exportação. Entre as atividades práticas, estão previstas oficinas sobre produção de leite e gestão da propriedade, nutrição e reprodução, sucessão familiar e agregação de valor.

O evento contará com transmissão ao vivo pelo Canal Rural. Na ocasião, será oferecido carreteiro de charque sem custo aos participantes. A programação completa do 4º Fórum Itinerante do Leite e outras informações estão disponíveis no site do Sindilat (http://www.sindilat.com.br/).

 

Foto: Carolina Jardine