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Entidades ligada à proteína animal e varejistas se reuniram na tarde de terça-feira (25/4), em Porto Alegre (RS), para reformular cartilha apresentada pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) com perguntas e respostas sobre os procedimentos de sanidade e de manuseio de produtos de origem animal, sobretudo em fiambrerias e açougues. A ideia do documento é auxiliar os interessados sobre as mudanças estabelecidas pela Portaria nº 146, sancionada em março deste ano no Rio Grande do Sul, que estabelece os requisitos e exigências para o funcionamento, fiscalização e controle dos estabelecimentos.

O setor lácteo já está se adequando às mudanças previstas pela Portaria e pelo Decreto nº 53.304, que prevê que supermercados e açougues devem adotar sistema de controle de identificação de origem e de procedimentos operacionais padrões, conforme afirma o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. "O fracionamento é muito importante para a indústria, porque agrega valor ao produto, mas é necessário que os consumidores saibam a marca, o que ajuda também na fidelização dos clientes com as empresas", salienta, destacando a importância de se apontar a marca e o lote de produção no rótulo dos produtos à granel.

Após a sua conclusão, a cartilha será encaminhada à Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério Público. Para uniformizar os procedimentos também nas vigilâncias municipais, a Agas, que organizou o encontro, irá entregar o documento à Secretaria de Agricultura, que será responsável por distribuir para as prefeituras. Estiveram presentes também na reunião representantes do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul ( Sips), do Sindicato da Industria de Carnes e Derivados (Sicadergs) e da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

Foto: Laura Berrutti

 

Com o objetivo de esclarecer as mudanças trazidas pelo novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), o Sindicato das Indústrias dos Laticínios do RS (Sindilat) promove, no dia 3/5, uma reunião com o chefe do Serviço de Inspeção Federal da superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul (Mapa/RS), Leonardo Isolan. O encontro ocorre às 10h, na sede do sindicato.

A iniciativa tem a intenção de harmonizar com as indústrias o entendimento sobre a nova legislação. "É importante que a autoridade máxima do Mapa faça uma explanação sobre as principais mudanças que dizem respeito à rotina dos laticínios", avalia o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

Segundo o chefe do Serviço de Inspeção Federal da superintendência do Mapa/RS, Leonardo Isolan, o novo Riispoa aborda conceitos atuais nas áreas de segurança sanitária, bem-estar animal e implantação de novas tecnologias e equipamentos. “Há novidades de interesse direto dos fiscalizadores e fiscalizados”, relata o técnico, que irá esclarecer dúvidas dos laticínios sobre as novas regras em vigor. De acordo com Isolan, a nova legislação “traz uma definição mais clara do que é alimento impróprio para o consumo", reforçando a segurança alimentar.

Uma das dúvidas é sobre como e onde será feito o transvase, prática que antes não era permitida e agora com o novo Riispoa fica autorizada nos caminhões modelo "romeu e julieta". Outro esclarecimento que se faz necessário é sobre o destino que pode ser dado à matéria-prima que apresenta variações características do clima e tipo de alimentação dos animais. Agora, essas diferenças regionais dos padrões do leite são reconhecidas pelo novo Riispoa.

Foto: Wavebreakmedia/iStock

Para esclarecer dúvidas e apresentar os relatórios do Programa Mais Leite Saudável, tanto por parte do Ministério da Agricultura (Mapa) quanto das indústrias de laticínios, uma reunião será realizada na quinta-feira (27/04), às 10h, no auditório da superintendência do Mapa no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. O encontro conta com o apoio do Sindicato das Indústrias dos Laticínios do RS (Sindilat), que convidará empresas do setor a participarem do encontro para relatar os resultados já obtidos com o programa.

A iniciativa já beneficiou mais de 16 mil produtores. Até o momento, foram realizados testes de tuberculose e brucelose em animais de 3 mil propriedades, conforme adianta o auditor fiscal federal agropecuário do Mapa, Roberto Lucena. No total, já foram investidos R$ 30 milhões, recurso advindo de crédito de Pis/Cofins, em 50 projetos que envolvem ações para os produtores rurais em três áreas: melhoria da qualidade do leite, melhoramento genético e educação sanitária.

Lucena chama a atenção para a boa disponibilidade de recursos a serem investidos por meio do programa. Neste sentido, o técnico destaca que o momento de instabilidade econômica contrasta com as oportunidades oferecidas pelo projeto. “O que entendemos, no meio da crise, é que temos recursos volumosos para investimento no produtor rural e no fomento à qualidade do leite”, conclui, ressaltando a importância do engajamento das indústrias na iniciativa.

O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destaca a importância das ações que podem ser viabilizadas pelo programa.

O Programa Mais Leite Saudável trata dos créditos presumidos do Pis/Cofins para as empresas lácteas e cooperativas. Conforme o decreto n. 8.533 do Diário Oficial da União, a lei 13.137/2015 prevê a concessão de crédito presumido de 50% para os laticínios que apresentarem propostas de melhoria da qualidade do leite com investimento de 5% do benefício.

O novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) foi um dos temas da reunião dos associados ao Sindilat, realizada na tarde desta terça-feira (18/4), em Porto Alegre. A ideia é agendar uma reunião com técnicos do Ministério da Agricultura (Mapa) para sanar as principais dúvidas dos laticínios.

“Estamos chamando o Mapa para uma reunião específica para tratar do novo Riispoa, onde poderemos esclarecer pontos controversos e fazer o entendimento das novas regras”, comenta o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

Para o vice-presidente da entidade, Guilherme Portella, a nova legislação trouxe modificações importantes para o setor lácteo. Uma das mudanças é que não há mais a padronização do tamanho, formato e peso dos queijos, regra que permite à indústria inovar mais. O dirigente também destacou a regionalização dos padrões do leite produzido em diferentes locais, que permitirá ao Rio Grande do Sul fazer estudo que poderá demonstrar que a variação dos parâmetros ocorre devido à mudança de clima e pastagem, por exemplo.

A temperatura de conservação do leite cru, que reduziu de 5 para 4 graus no trajeto do posto de resfriamento até a indústria, é uma das alterações apresentadas pelo novo Riispoa.

Senai apresenta Programa Brasil Mais Produtivo

Durante a reunião dos associados, representantes do Instituto de Tecnologia Senai – Alimentos e Bebidas apresentaram algumas iniciativas, entre elas o Programa Brasil Mais Produtivo, que tem como objetivo contribuir para que as indústrias se desenvolvam por meio de consultoria. As ações incluem avaliação dos desperdícios e dos estoques, estudo dos gargalos, balanceamento da produção, otimização dos recursos e uso racional da mão de obra.

“O objetivo é ter aumento de pelo menos 20% na produtividade por meio de ações que não demandam investimentos em infraestrutura”, relata Lisiane Rodrigues, consultora do Programa Brasil Mais Produtivo. O projeto é uma iniciativa do governo federal. O diagnóstico dos processos da empresa é feito gratuitamente pelo Senai.

O PAS Leite – Programa Alimento Seguro também foi abordado durante a apresentação. Desde 2014, o Senai já formou 2427 transportadores e 174 técnicos multiplicadores de boas práticas nas indústrias.

Foto: Bruna Karpinski

O valor de referência do leite indica leve elevação para este mês de abril. Segundo dados divulgados pelo Conseleite em reunião nesta terça-feira (18/4), na sede da Fecoagro, em Porto Alegre, o litro está previsto em R$ 1,0411, 0,76% acima do resultado final de março (R$ 1,0332). Segundo o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, isso indica estabilidade dos preços no Rio Grande Sul. “Os números mostram que o valor médio dos produtos está cima do obtido em 2016, mas o mercado trabalha com um cenário de estabilidade”, pontuou o dirigente, que também é presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat/RS).

Ele indicou que já há sinais de melhora no consumo das famílias em relação aos primeiros meses ano, o que permite sinalizar manutenção do leite em patamares mais elevados. Além disso, o cenário evidencia a tradicional redução de produção na estressafra, uma vez que abril é a época de menor captação do ano. Guerra ainda argumentou que algumas empresas de fora do Rio Grande do Sul têm vindo buscar leite no Estado e acabam pagando mais pelo litro para abrir mercado.

Durante reunião, as lideranças do setor laticinista ainda criticaram a elevação das importações de produtos lácteos pelo Brasil. Guerra pontuou que, apesar de o setor pleitear freio para as aquisições de leite por parte do governo federal, é preciso ser mais competitivo. “Há a questão do Custo-Brasil, mas as empresas brasileiras precisam ser mais eficientes”, argumentou, lembrando que a questão cambial também vem favorecendo as importações.

 

Foto: Carolina Jardine

No primeiro trimestre de 2017, 109 produtores de gado leiteiro foram indenizados pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa do Saneamento Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa), totalizando R$ 1.017.565,73. Neste período, foram descartados 752 animais. O principal motivo é a ocorrência de tuberculose.

"No caso da brucelose, a incidência é pequena e eventual em razão de que a vacinação é obrigatória. É um compromisso compulsório dos produtores", avalia o presidente do Fundesa, Rogerio Kerber. O dirigente destaca que a indenização por ocorrência de brucelose não é obrigatória mas que o Fundesa considera a iniciativa um estímulo para que os produtores façam o controle da doença para que a erradicação ocorra em um futuro próximo.

"As indenizações do Fundesa são importantes para a melhoria dos rebanhos e para que possamos ter acesso a mercados internacionais", avalia o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

O dados foram apresentados na tarde desta segunda-feira (17/04), em reunião ocorrida na sede do Sindicato das Indústrias de Produtores de Suínos (Sips), em Porto Alegre. Durante o primeiro trimestre de 2017, o Fundesa superou R$ 70 milhões em recursos arrecadados para a carne bovina, suína, aves e de leite.

Considerada uma das principais pautas que tramitam no Legislativo, a Reforma Trabalhista foi tema do 1º Fórum Sul Brasileiro de Relações do Trabalho, na manhã desta segunda-feira (17/04), na Fiergs, em Porto Alegre. Para os representantes das indústrias, as mudanças previstas pelo Projeto de Lei (PL) 6.787/2016 deverão ter impacto direto no planejamento das empresas brasileiras. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, que esteve presente no debate, acredita que a reforma irá assegurar garantias às indústrias, sem tirar os direitos dos trabalhadores. “A reforma irá ampliar a segurança jurídica das empresas”, opina.

Na ocasião, também foi discutido que, para aprimorar a competitividade e aumentar as vagas de emprego, é necessário que as empresas debatam as necessidades de cada setor com o Legislativo. Durante o fórum, os presidentes das Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), de Santa Catarina (Fiesc) e do Paraná (Fiep) assinaram documento para reforçar a posição dos empresários a respeito do que está sendo proposto pelo governo como reforma de leis trabalhistas. A Carta de Porto Alegre foi entregue pessoalmente ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. No texto, está descrita como urgente “a modernização das leis e regramentos que impedem a manutenção e a geração de empregos formais na economia nacional".

O 1º Fórum Sul Brasileiro de Relações do Trabalho reuniu juízes do trabalho, senadores, deputados federais e empresários para debater as mudanças nas relações de trabalho previstas pela Reforma Trabalhista.

Fonte: Sindilat com informações da Fiergs

Foto: Dudu Leal

A pujança do setor agropecuário, que representa 41% do PIB gaúcho, foi exaltada pelo secretário da Agricultura, Ernani Polo, nesta quarta-feira (12/4) durante a reunião-almoço Tá na Mesa, realizada semanalmente pela Federasul, em Porto Alegre. Polo destacou a complexidade da produção de leite no Estado, onde mais de 100 mil famílias atuam na atividade. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, prestigiou o evento, que inúmeras vezes abordou a importância social da atividade leiteira e a necessidade de políticas públicas para o setor.

"É uma atividade de alto risco", comentou Polo, reconhecendo que é preciso tornar o setor mais competitivo e ressaltando a importância dos incentivos fiscais. O secretário disse que o governo está desenvolvendo uma política de Estado para estimular a agregação de valor do leite e de outros produtos agropecuários. "Precisamos abrir novos mercados", disse, citando como exemplo o setor lácteo, que precisa escoar 60% da produção para fora do Rio Grande do Sul.

Durante o Tá na Mesa, Polo ainda fez um balanço dos principais programas de governo, entre eles o Agro+ RS, lançado no final de 2016. Para a iniciativa, foram consultadas 38 entidades do setor que apresentaram 226 demandas. Até o momento, 43 demandas já foram resolvidas e as demais estão em análise. O secretário ressaltou ainda outras iniciativas como a Lei do Leite e o programa Conservar para Produzir Melhor, voltado à recuperação do solo.

Secretário da Agricultura, Ernani Polo, faz apresentação na reunião-almoço Tá na Mesa Foto: Itamar Aguiar

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) solicitou nesta terça-feira (11/4), em reunião com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, em Porto Alegre (RS), a renovação do decreto que concedeu crédito para a industrialização de soro de leite, a fim de alavancar o desenvolvimento do setor. O pedido é para que o Estado retorne ao status tributário anterior, de concessão de crédito presumido sobre a saída de soro e derivados, independentemente da origem, tendo em vista que não há soro suficiente para abastecer as empresas gaúchas. O decreto entrou em vigor em 2012, mas venceu no final de 2016. O governo deve dar uma posição em relação ao pedido até a próxima segunda-feira (17/4).

De acordo com o presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, a renovação do decreto vai restabelecer a competitividade da indústria gaúcha. “Temos um setor que representa 13% da produção nacional e temos que ter tributação que dê isonomia com os outros estados”, afirmou, referindo-se à outros estados da Federação, que possuem melhores condições tributárias. “Isso é fundamental pela importância do soro, não só para as indústrias que possuem secagem, mas para todas as queijarias que têm que dar um destino para ele”.

O secretário executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, destacou que o decreto foi criado para agregar valor ao produto, já que foi registrado aumento no faturamento de soro e derivados até o último ano. “Para termos uma ideia, o crescimento do ICMS recolhido a partir da edição do decreto em 2012 foi incrementado em mais de 219% até ano passado”, ponderou.

Branco explicou que não há uma decisão técnica que seja contrária à renovação e que a validade do decreto poderia ser ampliada. No entanto, a resposta sobre a solicitação deve ser apresentada após um novo encontro que ele terá com representantes da Secretaria da Fazenda. Também participaram da reunião o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, o diretor geral da Relat Laticínios Renner S.A, Cláudio Hausen de Souza, e o assessor técnico da Sdect, Fabio Weber.

Foto: Jézica Bruno

 

 

 

Lideranças e integrantes da Aliança Láctea Sul Brasileira reuniram-se nesta segunda-feira (10/4), em Florianópolis (SC), para tratar das demandas e gargalos do setor. Durante o encontro, ficou definido que a entidade irá solicitar ao Ministério da Agricultura (Mapa) um relatório com dados sobre o desempenho das indústrias no que diz respeito ao atendimento dos parâmetros de qualidade previstos na Instrução Normativa (IN) 62, de 2011.

"Queremos saber se a qualidade da matéria-prima melhorou", disse o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que participou da reunião. A ideia, explica Palharini, é saber que estados e regiões do país já avançaram na redução dos níveis de Contagem Bacteriana Total (CBT) e a Contagem de Células Somáticas (CCS), por exemplo, para caso seja necessário voltar a discutir a regulamentação, que prevê novo escalonamento dos parâmetros a partir de 2018.

Durante a reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira, também foi abordada a necessidade de avançar na equivalência dos sistemas de inspeção estadual no Rio Grande do Sul, já que Paraná e Santa Catarina estão enviando projetos de lei referentes a esta assunto à Assembleia Legislativa dos seus estados.

Foto:Darlan Palharini