Porto Alegre, 02 de março de 2026 Ano 20 - N° 4.580
21º Fórum Estadual do Leite vai debater sustentabilidade, gestão e competitividade na cadeia leiteira
Em um cenário cada vez mais desafiador para o setor leiteiro, pressão por sustentabilidade e a necessidade de ganhar competitividade no mercado internacional, o Rio Grande do Sul volta a colocar o tema no centro do debate técnico. Durante a Expodireto Cotrijal, produtores rurais, técnicos e lideranças da cadeia se reúnem no 21º Fórum Estadual do Leite, evento que propõe discutir soluções práticas para a atividade, com foco em gestão, desempenho produtivo e responsabilidade ambiental.
A iniciativa é da CCGL, em parceria com a Cotrijal, e ocorre na manhã do evento, com abertura às 8h30, consolidando-se como um dos principais espaços de atualização técnica do cooperativismo gaúcho.
Para o Gerente de Suprimento do Leite da CCGL, Jair da Silva Mello, a 21ª edição do Fórum representa um espaço de disseminação de informações e tecnologias. “Cada vez mais nesses momentos de crise da atividade leiteira, precisamos superar com tecnologia, informação, conhecimento e com gestão da atividade como um todo. E a CCGL, suas cooperativas e a FecoAgro trabalham forte a gestão nas propriedades com a plataforma SmartCoop, em todas as áreas da cadeia leiteira", pontuou.
A programação começa com a palestra “Manejo sustentável de dejetos orgânicos dos bovinos de leite”, ministrada por Marcelo Henrique Otenio, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, trazendo alternativas para qualificar o manejo ambiental nas propriedades. Na sequência, o consultor Alejandro Galetto, da FEPALE e ex-pesquisador do INTA, apresenta o tema “Diferenciais competitivos dos produtores de leite no Mercosul”, com uma leitura regional do mercado e dos caminhos para ampliar eficiência e rentabilidade.
Encerrando os painéis técnicos, o médico-veterinário Matheus Balduino Moreira, da Rehagro, aborda “Gestão: O que os Melhores Produtores Fazem para Ganhar Dinheiro na Crise”, compartilhando práticas adotadas por propriedades de alto desempenho mesmo em cenários econômicos adversos. Após as apresentações, os temas serão debatidos com o público.
Para a CCGL, o Fórum integra uma estratégia permanente de fortalecimento da cadeia do leite por meio do acesso à informação, inovação e capacitação, apoiando o produtor rural na tomada de decisões e na busca por maior produtividade e sustentabilidade nas propriedades.
O 21º Fórum Estadual do Leite conta com patrocínio do Sindilat/RS, do Senar, do BRDE e da 3R Ribersolo, além do apoio do Sistema Ocergs, da RTC, da Smartcoop e da FecoAgro/RS. (As informações são da ASCOM CCGL)
FETAG-RS realiza solenidade de transição de presidência
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) realizou, na sexta-feira (27), a solenidade de transição de presidência da entidade, marcando o encerramento da gestão de Carlos Joel da Silva e a posse de Eugênio Zanetti como novo presidente da Federação.
O ato reuniu lideranças sindicais, representantes de entidades, parlamentares e autoridades estaduais e federais, entre elas o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. A cerimônia reafirmou a continuidade institucional da FETAG-RS e o compromisso da entidade com a agricultura e a pecuária familiar gaúcha.
Encerramento de ciclo
Ao se despedir da presidência, Carlos Joel da Silva destacou o trabalho coletivo construído ao longo dos últimos anos e os desafios enfrentados pela agricultura familiar.
“Encerrar minha gestão à frente da FETAG-RS é um momento de gratidão e serenidade. Foram anos de trabalho intenso em defesa da agricultura e da pecuária familiar, sempre pautados pelo diálogo, pela responsabilidade institucional e pelo compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras rurais”, afirmou.
Joel ressaltou que a entidade esteve presente nos momentos mais desafiadores vividos pelo meio rural, especialmente diante das crises climáticas e econômicas, atuando na defesa de políticas públicas e no fortalecimento da representação sindical. Ele inicia uma nova etapa junto à AFUBRA, mantendo seu compromisso com o desenvolvimento do campo e com as famílias produtoras.
Durante a solenidade, o governador Eduardo Leite destacou a condução firme e posicionada da gestão de Carlos Joel da Silva, ressaltando os avanços construídos a partir da parceria institucional entre o Governo do Estado e a FETAG-RS. O governador também parabenizou Eugênio Zanetti pela assunção à presidência da entidade e afirmou que, pelo conhecimento de sua trajetória, a Federação seguirá realizando um trabalho exemplar em defesa da agricultura familiar.
Na ocasião, a FETAG-RS recebeu do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), uma caminhonete 4×4 destinada a apoiar feiras, visitas técnicas, ações de comercialização e iniciativas voltadas às agroindústrias familiares em todo o Estado. A entrega integra o Acordo de Cooperação firmado entre as instituições, reforçando a parceria e o compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar.
Continuidade institucional
Ao assumir a presidência da FETAG-RS, Eugênio Zanetti reafirmou o compromisso com a continuidade do trabalho e com o fortalecimento das bases sindicais em todo o Estado.
“A FETAG-RS é construída por muitas lideranças. Nossa gestão será conduzida com união, ética e responsabilidade, como sempre foi a marca da entidade. Com esse princípio, inicia-se um novo ciclo participativo, técnico e estratégico, com planejamento e foco no fortalecimento do futuro dos agricultores e agricultoras familiares, em parceria com os sindicatos”, destacou.
A transição ocorreu de forma planejada e consensual, reafirmando a maturidade institucional da entidade e sua capacidade de renovação.
A FETAG-RS segue representando milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais em todo o Rio Grande do Sul, mantendo sua atuação na defesa da agricultura e da pecuária familiar. (FETAG)
Redução da jornada de trabalho pressiona economia e prejudica competitividade gaúcha, afirma Sistema Fiergs
No Rio Grande do Sul, conforme levantamento da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema Fiergs, cerca de 67% dos trabalhadores formais têm jornada contratual entre 41 e 44 horas semanais. Na indústria, esse percentual é ainda maior: 91,7% dos empregados formais cumprem carga horária nesse intervalo. Já na Indústria de Transformação, segmento intensivo em mão de obra, 92,3% dos trabalhadores atuam com jornadas entre 41 e 44 horas por semana.
Ainda segundo a Fiergs, esse cenário se torna mais preocupante diante da estagnação da produtividade brasileira. Comparações internacionais indicam que a produtividade do trabalhador brasileiro corresponde a cerca de 25% da alcançada por um trabalhador norte-americano, ou seja, em média, um trabalhador dos Estados Unidos produz aproximadamente quatro vezes mais no mesmo período. Além disso, entre 1990 e 2024, a produtividade no Brasil cresceu apenas 0,9% ao ano, ritmo significativamente inferior ao observado em economias emergentes como China (8%), Índia (5,1%) e Coreia do Sul (4,2%).
“A evidência internacional sugere que países que conseguiram reduzir a jornada de trabalho de forma sustentável o fizeram apoiados em ganhos consistentes de produtividade, investimentos em educação, inovação e tecnologia”, destaca o estudo da Fiergs.
No entendimento de Bier, para discutir esse assunto, o Brasil precisaria apresentar aumento consistente na produtividade. A Coreia do Sul, por exemplo, reduziu a jornada de 44 para 40 horas semanais em um contexto de crescimento médio anual da produtividade de 4,2%. A Alemanha alcançou jornada média de 34,2 horas com crescimento de produtividade em torno de 1,4% ao ano. Em contraste, a experiência francesa, que reduziu a jornada de 39 para 35 horas, resultou em aumento de custos, perda de competitividade e desaceleração do crescimento da produtividade, que ficou em 0,9% ao ano. Leia a matéria na íntegra clicando aqui. (Jornal do Comércio)
Jogo Rápido
Fórum MilkPoint Mercado abordará desafios e oportunidades do setor leiteiro em 2026
Os desafios no curto prazo e as oportunidades a longo prazo da cadeia do leite em 2026 serão foco do Fórum MilkPoint Mercado que, este ano, acontece no dia 9 de abril, em Piracicaba (SP) , no chamado “Vale do Silício do Agro”, ninho de startups e grandes inovações do setor. Para participarem, associados do Sindilat/RS têm garantido 10% de desconto na inscrição, que pode ser feita no link disponível no site do Sindilat, clicando aqui. A programação do Fórum MilkPoint Mercado 2026 foi estruturada para oferecer uma visão completa e estratégica da cadeia láctea, combinando análises de mercado, qualidade do leite e performance financeira da indústria ao longo de um dia inteiro de debates e networking. (Sindilat)