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Porto Alegre, 29 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.230

 Já sob efeito do coronavírus e isolamento, PIB cai 1,5% no 1º trimestre

PIB - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 1,5% no primeiro trimestre de 2020 em relação ao trimestre anterior, já afetado pela pandemia do novo coronavírus e o distanciamento social, informou o IBGE nesta sexta-feira, 29. Em comparação com igual período de 2019, a economia brasileira teve variação negativa de 0,3%.

O fraco desempenho dos indicadores em março, quando a doença se agravou no país, foi suficiente para comprometer o resultado do primeiro trimestre como um todo. A expectativa, no entanto, é que a maior parte dos efeitos apareça no segundo trimestre, atualmente em curso.

A queda interrompe uma sequência de quatro trimestres seguidos de crescimento e marca o menor resultado desde o segundo trimestre de 2015 (-2,1%). Com isso, o PIB está em patamar semelhante ao que se encontrava no segundo trimestre de 2012.
 
“Aconteceu no Brasil o mesmo que ocorreu em outros países afetados pela pandemia, que foi o recuo nos serviços direcionados às famílias devido ao fechamento dos estabelecimentos. Bens duráveis, veículos, vestuário, salões de beleza, academia, alojamento, alimentação sofreram bastante com o isolamento social”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, em nota.

O consumo das famílias, que responde por 65% do PIB, teve a maior queda (-2%) desde a crise do apagão em 2001, enquanto o consumo do governo ficou praticamente estável.

Os investimentos cresceram 3,1%, puxados pela importação líquida de máquinas e equipamentos pelo setor de petróleo e gás. Já a balança comercial brasileira teve uma queda de 0,9% nas exportações com alta de 2,8% nas importações.

O resultado veio em linha com o esperado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), mas pior do que a projeção de instituições como o Bradesco (-1%) e Itaú BBA (-0,5%).

Setores

O destaque negativo entre os serviços, setor mais relevante na economia brasileira e mais afetado pelo isolamento, foi em transporte, armazenagem e correio (-2,4%) e informação e comunicação (-1,9%).

Mas também houve queda no comércio (-0,8%), administração, saúde e educação pública (-0,5%), intermediação financeira e seguros (-0,1%). A única alta veio das atividades imobiliárias (0,4%).

Já na indústria, a queda foi puxada pelo setor extrativo (-3,2%). Também tiveram taxas negativas a construção (-2,4%), as indústrias de transformação (-1,4%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,1%).

A agropecuária cresceu 0,6% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, o setor apresenta crescimento de 1,9%. A evolução, segundo o IBGE, pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre, como a soja, e pela produtividade, visível na estimativa de variação da quantidade produzida ante a área plantada. (EXAME)

              

Leite: pecuarista automatiza ordenha, reduz custos e quer dobrar produção

Mesmo com estiagem, preços baixos e pandemia de coronavírus, Ezequiel Nólio não cogita deixar a atividade e se vê como um especialista no negócio

A pandemia do novo coronavírus veio para tirar da atividade muitos produtores de leite do Rio Grande do Sul que já estavam amargando prejuízos. Além da crise atual, eles já sofriam com o preço pago pelo litro do produto e com a severa estiagem que atingiu o estado, reduzindo a disponibilidade de comida para o gado.

“A gente consegue fazer uma leitura de que produtores que estão abaixo dos 400 a 500 litros por dia têm uma dificuldade maior”, diz o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Darlan Palharini.

Esse não é o caso do pecuarista Ezequiel Nólio, que produz cerca de 4.000 litros por dia. Há 40 anos na atividade, ele não cogita deixá-la. “Não me vejo fora da atividade, porque não sei fazer outra coisa. Sou especialista no que faço, tenho muito conhecimento da atividade e do meu negócio”, afirma.

Anos atrás, Nólio se deparou com um problema comum da atividade: a falta de mão de obra qualificada. A solução encontrada foi automatizar a propriedade, usando robôs na ordenha das vacas. “Automatizar também ameniza problema de sucessão familiar e êxodo rural. A visão que se tinha de que o produtor precisa acordar na madrugada é passado”, frisa.

Questionado se o investimento alto dá retorno, o produtor afirma que não só financeiramente como na qualidade de vida. “Antes, faltava horas no dia para terminar toda as tarefas. Hoje, trabalho com leite até meio-dia e tenho todas as tardes livres. O retorno se dá em cinco a seis anos, variando para mais ou para menos dependendo do preço do leite”, diz.

Nólio conta que os lucros ficaram enxutos nos últimos anos, porém, com as mudanças a fazenda não chega a operar no vermelho. “A gente automatizou a propriedade e eliminamos a mão de obra. Antes éramos eu e mais dois, agora somos eu e os robôs. Duas pessoas a menos impacta muito nos custos e no rendimento no fim do mês”, comenta.

Em meio à crise gerada pela Covid-19, o pecuarista vê oportunidade para se inventar. Investindo mais em tecnologia, ele espera aumentar a produção para até 6.000 litros por dia até o fim do ano ou até dobrá-la. “Estamos nos especializando, aumentando o pavilhão para acomodar as vacas secas, vacas pré-parto, maternidade e maternal 1 e 2, onde os bezerros serão alimentados pelas máquinas, sem precisar de seres humanos”, conta.

Todo o trabalho de Nólio tem um propósito muito claro, segundo ele: “Para que assim que o leite voltar a engrenar, estejamos um passo à frente dos demais”. (Canal Rural)

Campanha entre associados à Santa Clara doa mais de 45 mil litros de leite

Associados à Santa Clara provaram que a união de pequenos esforços pode ajudar a amenizar a realidade de muitas pessoas que estão passando por dificuldades neste período. Isso porque juntos, mais de 650 produtores doaram mais de 45 mil litros de leite, que vão beneficiar 20 instituições assistenciais de Porto Alegre, Gravataí, Getúlio Vargas, Tapera, Estação, Jacutinga, Paraí, Farroupilha e Bento Gonçalves. 

Com duração de duas semanas, a campanha foi protagonizada pelos associados, que doaram o que foi possível para contribuir. A Cooperativa se comprometeu com a industrialização, envase e entrega dos alimentos. Conforme ressalta o presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Santa Clara, Rogerio Bruno Sauthier, mesmo diante das dificuldades encontradas no campo, o espírito solidário e cooperativista falou mais alto. “Apesar do nosso produtor estar sofrendo pela seca, ele ainda foi solidário e ajudou as pessoas mais necessitadas. Esse é o espirito do cooperativismo. Agradecemos imensamente a todos que doaram e contribuíram para esta nobre missão. É gratificante saber que vamos dar paz e alimento a tantos que precisam”, observa.

A entrega de todas as doações será feita até o final desta semana. Para o Banco de Alimentos do RS, com sede em Porto Alegre, que atende 312 entidades gaúchas, foram destinados 25,9 mil litros de leite. “Muito embora neste momento em que a pandemia do coronavírus esteja provocando tanto sofrimento, tanta tristeza e tanta dor, inclusive provocando a fome, nós temos que registrar e agradecer o carinho dos produtores da Cooperativa Santa Clara, que nos fizeram uma doação fantástica na ordem de 26 toneladas de leite para serem distribuídas às pessoas que mais necessitam”, agradeceu o presidente da rede de Banco de Alimentos do RS, Paulo Renê Bernhard.

Santa Clara se torna mantenedora do Banco de Alimentos do RS: Além de destinar parte da doação de leite dos associados ao Banco de Alimentos do RS, a Santa Clara também passa a ser mantenedora da instituição pelo período de um ano. Com isso, a Cooperativa auxiliará a entidade para que siga desempenhando suas ativida¬des e ajudando as pessoas em situação de vulnerabilidade. "Registramos nossa grande alegria e satisfação pela ade¬são da Cooperativa Santa Clara como uma das mantenedoras de nossos Bancos Sociais, garantin¬do assim a continuidade deste gesto de tamanha grandeza e generosidade", frisou Bernhard.

Confira a lista de entidades beneficiadas: 
Porto Alegre:
Banco de Alimentos do RS, Instituto do Câncer Infantil, Casa de Apoio Madre Ana, Asilo Padre Cacique, Associação Beneficente Santa Zita Lucca, Fundação Pão dos Pobres e Instituto Pobres Servos da Divina Providência/Centro de Educação Profissional São João Calabria
Gravataí: Igreja Evangélica Pentecostal Arco Íris e Sociedade Espírita Paz Luz (Sepal)  
Tapera: Fundação Fabrício Marasca, Lar do Idoso e CRAS
Paraí: Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Paraí
Estação: CRAS e Hospital Santo Antônio 
Jacutinga: Lar dos Idosos 
Getúlio Vargas: Lar dos Idosos, Lar da Menina e Hospital São Roque
Bento Gonçalves: Lar do Ancião
Farroupilha: Casa Lar Padre Oscar Bertholdo

              

Bolsonaro e Tereza Cristina participam do desafio do leite
A ABRALEITE desafiou a ministra Tereza Cristina, o presidente da FPA dep. Alceu Moreira e a líder do governo dep. Aline Sleutjes. A ministra e a deputada, a pedido da ABRALEITE, desafiaram o presidente Jair Bolsonaro e todos gravaram vídeos tomando leite, que é um alimento extraordinário ao ser humano em todas as fases da vida. Veja os vídeos clicando aqui. O #desafiodoleite continua! Produtores, parceiros, políticos, todos estão aderindo a esta campanha de apoio ao consumo do leite e derivados lácteos. Bebam leite! Consumam lácteos! Gravem seus vídeos e marquem o @milkpoint no Instagram, que iremos compartilhar. (Milkpoint)
 

 

 

 

Porto Alegre, 28 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.229

 A produção de insumos não pode parar em momentos de crise

Produção de insumos - A agropecuária está presente na vida dos seres humanos desde que a espécie deixou de ser nômade. 

Com espaço de moradia fixa, semear grãos e criar animais se tornou fundamental para que os indivíduos pudessem se alimentar. Nos tempos atuais, essa atividade continua sendo indispensável, isso porque ela faz parte do setor primário da indústria e representa um peso decisivo na balança comercial. 

Por esses motivos, em um cenário de pandemia, como a do novo coronavírus, continuar com as atividades agropecuárias e agroindustriais é essencial para suprir a grande demanda por comida. E para garantir a qualidade alimentícia da população é também necessário continuar investindo em insumos de excelência para os animais.

O diretor da Quimtia Brasil, Anderson Veiga, estes insumos são importantes na cadeia alimentar porque todos os animais necessitam de alimentação balanceada para o seu desenvolvimento e animais como o gado de corte, que se alimenta somente de pasto, podem sofrer com a deficiência de algum micro ou macro nutriente, resultando em subnutrição.

"Com a utilização de insumos na criação de animais faz com que seja possível o desenvolvimento integral do potencial genético das espécies, além de assegurar o crescimento correto" explica.

Conforme Veiga esclarece, os suprimentos necessários para garantir a qualidade do produto estão divididos em quatro categorias: a ração pronta; os premix, que são produtos com componentes para serem adicionados às rações; as matérias primas puras para fabricação de rações e os produtos específicos para auxiliar a nutrição animal.

A Quimtia é uma indústria que faz parte da cadeia produtiva do agronegócio, desenvolvendo suprimentos alimentícios de excelente qualidade para criação de animais esportivos, de companhia, de zoológicos, de pesquisa e para os destinados ao consumo humano. A empresa é reconhecida no mercado pela qualidade de seus produtos, além de ter insumos homologados por um departamento de qualidade.

O diretor regional conta que no início da crise pensou em paralisar a fábrica de insumos, porém, essa medida poderia deixar seus clientes com um grande problema de abastecimento e consequentemente com grandes perdas econômicas. Mas, para que fosse possível continuar com a produção a empresa precisou se adaptar as normas de saúde individuais e coletivas.

"Pensamos principalmente no cuidado dos nossos colaboradores, usando dos mais severos controles sanitários, como: home office para os funcionários que podem desempenhar suas funções de casa; garantia de transporte empresarial porta a porta para os que precisam comparecer presencialmente, evitando a utilização de ônibus pelos funcionários; higienização diária dos veículos; uso de mascaras; palestras com especialistas em saúde; controle de temperatura corporal de 100% dos funcionários; disponibilidade de álcool gel em todos os setores, além de muitas outras ações que adotamos para evitar ao máximo possíveis contaminações", salienta. (Agrolink)

                 

PR: programação para ser livre de aftosa sem vacinação é mantida

Mesmo diante da grave crise sanitária causada pela pandemia que assola o mundo, o Paraná mantém a programação para conquistar o status de "Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação". O título permitirá ao setor agropecuário paranaense ampliar mercados e é considerada pelo governador Ratinho Junior como essencial para impulsionar a retomada econômica pós-coronavírus.
 
A expectativa é que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) chancele a nova condição paranaense em maio de 2021, em um evento na sede da entidade (em Paris). “Tenho certeza de que esse reconhecimento vai resultar na criação de muitos empregos, já que os produtores do Paraná terão condições de acessar mercados mais disputados. Isso fortalece a nossa indústria e também o comércio exterior”, afirmou o governador.
 
De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), até a primeira quinzena de maio, 50.739 cargas foram fiscalizadas nos 33 postos de trânsito agropecuário nas divisas com os estados de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
 
Do total de averiguações, cerca de 20% (10.102) foram em carregamentos de animais. A medida atende a Instrução Normativa 37, da Secretaria de Defesa Agropecuária, órgão do MAPA, que determinou a proibição de ingresso e incorporação de animais vacinados contra a febre aftosa no Estado do Paraná. O texto foi publicado em 30 de dezembro do ano passado.
 
Como parte do protocolo, o Paraná já foi dispensado da vacinação, que normalmente ocorria em novembro. Também por determinação do Ministério da Agricultura foi proibida a manutenção e uso de vacina em território paranaense.
 
Planejamento: O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, explicou que o número de fiscalizações se manteve estável mesmo nos meses de maior incidência do coronavírus no Paraná, como março e abril. “Apesar da pandemia, estamos mantendo tudo o que foi planejado com o foco daqui a um ano, na conquista deste título”, disse. “É um passaporte que o Paraná terá em mãos para entrar em muitos mercados”, afirmou.
 
Ele ressaltou que a abertura de novas frentes de negociação vai significar investimentos diretos no Estado, como a instalação e ampliação de indústrias e cooperativas. Para Ortigara, há um potencial enorme de crescimento nas cadeias de suínos, peixe, frango, leite e pecuária bovina de corte.
 
“O status aliado a um bom produto, estratégia comercial e preços competitivos farão toda a diferença. Sem esse título você não bate na porta dos bons mercados compradores”, destacou o secretário. “E tudo isso ajudará o Paraná a se recuperar mais rapidamente deste momento econômico. O potencial é enorme”, acrescentou.
 
Ortigara lembrou ainda que o último foco de febre aftosa no Paraná foi em 2006. De lá para cá, não houve mais circulação viral, em razão dos esforços de vários setores, entre eles o governo estadual que estruturou a Adapar para garantir o serviço de fiscalização e vigilância animal.
 
Adaptação: O vírus não mexeu no cronograma de fiscalização, mas fez com que a estrutura da agência tivesse de se adaptar para combater a circulação da doença.
 
Gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias disse que todos os profissionais que estão em campo trabalhando na conclusão do inquérito soro-epidemiológico do rebanho bovino do Estado estão devidamente protegidos por equipamentos validados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além de seguir as regras de distanciamento social. O mesmo vale para os produtores.
 
A Adapar começou o monitoramento na segunda-feira (18). Serão coletadas amostras do sangue de quase 10 mil animais em 330 propriedades rurais espalhadas pelo Paraná. “Diminuímos outras rotinas para priorizar essa ação, sempre com muita responsabilidade e tomando todos os cuidados necessários, seja em relação aos nossos servidores ou aos produtores”, afirmou Rafael.
 
“Somos um serviço essencial porque o Paraná não pode parar de produzir alimentos, abastecer o Brasil e o mundo. Com a pandemia, adaptamos e melhoramos os procedimentos de segurança que já existiam”, acrescentou o gerente de Trânsito Agropecuário da Adapar, Muriel Moreschi. (As informações são da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná)

ABCBRH inova e apresenta resultados de 2019 em live nas redes sociais

Atravessamos tempos diferentes. A pandemia de Covid-19 alterou nossa rotina, nossos hábitos, nos fez cancelar encontros, adiar festas, e nos mostrou ainda mais o poder da tecnologia. Grande aliada para nos aproximar das pessoas em dias de distanciamento social, a tecnologia e as redes sociais serão as ferramentas que permitirão a realização de um grande momento da Raça Holandesa no Brasil.

Impossibilitada de realizar o tradicional jantar para divulgação dos resultados do ano anterior, a Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa – ABCBRH realizará uma live, direto da sede da associação que fica na Cidade do Leite em Castro/PR, para apresentar os destaques de 2019.

A live será transmitida pelo Facebook Gado Holandês e através do Canal Holstein Brasil no Youtube, no próximo dia 04 de junho (quinta-feira), às 19 horas. Neste dia conheceremos o resultado do Circuito Nacional da Raça Holandesa 2019, Criadores Supremos em produção e conformação, Recordistas Nacionais em produção de leite e as novidades do Projeto Genoma para os criadores associados.

O Presidente da Associação, Hans Groenwold, convida amigos, associados, produtores de leite, técnicos e parceiros, para participarem, acompanharem e interagirem com a associação durante a transmissão. “Conforme as recomendações dos órgãos públicos não poderemos confraternizar pessoalmente, mas contamos com a participação de todos via redes sociais”, aborda.
O Presidente do Conselho Deliberativo Técnico, Hilton Silveira Ribeiro, comenta que a inovação no formato de apresentação dos resultados foi a maneira encontrada para que a cadeia do leite da raça holandesa se reúna de alguma forma em 2020. “Não sabemos quando tudo isso irá passar e precisamos apresentar os resultados, algo que todos aguardam anualmente. O aperto de mão fica para depois, mas os resultados conhecemos agora”, relata.

Ribeiro ressalta que um dos principais pontos da live é também uma das principais atividades para o futuro da associação: o Projeto Genoma, que visa o melhoramento dos rebanhos leiteiros Brasil afora mediante seleção de animais geneticamente superiores. Durante a transmissão, a Embrapa Gado de Leite já apresentará uma prévia dos resultados da avaliação genética do rebanho nacional.

A Associação Brasileira espera por todos virtualmente, no dia 04 de junho (quinta-feira), às 19 horas. Até lá! (As informações são da ABCBRH)
                  

No radar
O departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura tem novo comando. Rosane Collares, que era chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal, assume o cargo. Ela substituirá o diretor Antonio Carlos de Quadros Ferreira Neto, que solicitou aposentadoria. A nova diretora terá pela frente a missão de dar continuidade ao processo de retirada da vacina contra a febre aftosa. (Zero Hora)
 

 

 

 

Porto Alegre, 27 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.228

 Ministra destaca trabalho do Mapa para garantir abastecimento durante a pandemia

Ministério desenvolveu protocolos para a segurança dos trabalhadores dos frigoríficos

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, destacou nesta terça-feira (26) as ações mais recentes da pasta para combater a pandemia do Coronavirus. A ministra afirmou que o Mapa tem trabalhado desde o primeiro momento para garantir o abastecimento dos cidadãos brasileiros.

“Temos tido sucesso com isso porque, alem da grande safra que foi colhida neste verão, temos tido a logística absolutamente normalizada. Portanto, além do abastecimento dos 212 milhões de brasileiros, também temos conseguido cumprir a nossa missão de provedores de alimentos do mundo”.

Ela lembrou que o Mapa vem trabalhando com protocolos para a segurança dos trabalhadores dos frigoríficos, em conjunto com a iniciativa privada e com os ministérios da Economia e da Saúde. Segundo a ministra, atualmente, há apenas dois frigoríficos fechados por Covid-19, um em Pernambuco, outro em Santa Catarina, que deve abrir até o fim da semana. “Portanto, a produção de proteína animal no Brasil está funcionando perfeitamente”.

O Mapa também lançou cartilhas com medidas destinadas ao período de colheita, funcionamento de feiras e transporte de alimentos. O Mapa tem prorrogado prazos de diversas ações em razão da pandemia, como consultas públicas sobre revisão de normas, além de digitalizar o acesso a diversos serviços, com intuito de evitar o deslocamento do cidadão até unidades do Mapa.

A ministra também falou sobre o canal exclusivo e gratuito no WhatsApp para que agricultores familiares comuniquem ao Mapa sobre possíveis perdas de alimentos ocasionadas por problemas na comercialização em função da Covid-19. O Disque Perdas de Alimentos é (61) 9873-3519.

Tereza Cristina também lembrou a liberação de R$ 500 milhões para compra de produtos da agricultura familiar. Os alimentos serão destinados a entidades e famílias em vulnerabilidade social. A compra dos produtos será feita por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com crédito extraordinário em favor do Ministério da Cidadania para ações de segurança alimentar e nutricional, no âmbito do enfrentamento ao novo Coronavírus.

Também foram lançadas linhas de crédito para capital de giro de até R$ 65 milhões para cooperativas e ajuda financeira para os pequenos produtores.

Vacinação: Como medida preventiva, o Mapa está disponibilizando vacinação contra a gripe H1N1. Em uma primeira fase, serão 12 mil vacinas para frigoríficos, superintendências da Conab e sedes da Embrapa. Na segunda fase, 132 mil vacinas serão distribuídas para centrais de abastecimento (Ceasas) e outras 70,5 mil para frigoríficos de carne bovina. Servidores do Mapa, que atuam na fiscalização da produção, e da Conab também serão vacinados contra gripe.

A ministra lembrou que os laboratórios da rede do Ministério, como os Federais de Defesa Agropecuária (LFDAs) e da Embrapa, estão autorizados pela Anvisa a realizarem análises para o diagnóstico da Covid-19. Os laboratórios estão prontos para iniciarem os exames, aguardando o recebimento de insumos. Atualmente, seis laboratórios federais de agropecuária do Mapa e dois da Embrapa estão fazendo o teste.

Abertura de mercados externos: Na coletiva, a ministra destacou que o Brasil já abriu mais de 60 mercados externos para produtos agropecuários desde janeiro de 2019. Entre produtos para exportação estão: castanha de baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil (conhecida também por castanha-do-Pará) para Arábia Saudita e material genético. As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês.

Bioinsumos: Tereza Cristina falou sobre o lançamento do Programa Nacional de Bioinsumos, marcado para amanhã (27). “Essa política é vital para o agro continuar no caminho da sustentabilidade, da produção com tecnologia que garante produtividade e proteção ao meio ambiente e com a vantagem de depender menos da importação de fertilizantes”, destacou. (MAPA)
                  

RS: Instrução Normativa reestrutura defesa agropecuária

Medida faz parte do processo de retirada da vacinação contra febre aftosa

O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Seapdr), Covatti Filho, publicou nesta terça-feira (26) a Instrução Normativa 11/2020, que estrutura e organiza o serviço de defesa agropecuária do Estado. A medida faz parte das exigências do Mapa, durante auditoria do Programa de Avaliação da Qualidade e Aperfeiçoamento dos Serviços Veterinários Oficiais  (QUALI-SV). O intuito desta ferramenta é de promover melhorias nos serviços de defesa agropecuários executados pelos estados brasileiros.

O atendimento aos municípios continuará valendo sem qualquer prejuízo logístico para o produtor.

A IN considera a necessidade de concretização do princípio da eficiência, com a modernização dos processos de trabalho através da organização administrativa e funcional da SEAPDR e considera as recentes e iminentes aposentadorias, especialmente as atinentes aos quadros da SEAPDR pertencentes às categorias funcionais de Fiscal Estadual Agropecuário e de Técnico Superior Agropecuário. (Agrolink)

Para acessar a Instrução Normativa SEAPDR nº 11/2020 na integra, clique aqui. 

GO: índice de preços da cesta de derivados lácteos tem queda de 7,27% em maio
O índice divulgado no Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano surgiu a partir da iniciativa do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mauro Borges (IMB), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e o Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite). É calculado a partir da variação dos preços de uma cesta de produtos lácteos que representa o mix médio de derivados produzidos pelos laticínios no Estado de Goiás.
 
Na cesta avaliada são considerados cinco produtos: leite UHT integral, leite em pó integral, queijo muçarela de barra, leite condensado e creme de leite à granel. O cálculo leva em consideração os preços recebidos pela indústria no mercado atacadista.
 
Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano do mês de maio de 2020: O Boletim de mercado do setor lácteo goiano tem como objetivo apresentar os resultados do índice de preços da cesta de derivados lácteos definida pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás. A seguir, são apresentados os resultados para o mês de referência de maio e que foram levados à reunião deliberativa da câmara técnica no dia 25 de maio de 2020.
 
No mês de maio, a indústria de laticínios do estado de Goiás teve uma redução do preço médio da sua cesta de derivados lácteos, comparado com o mês anterior. As baixas nos preços médios foram observadas para todos os produtos que compõem a cesta. O preço médio do leite UHT caiu 13,22%, o leite em pó 5,02%, o queijo muçarela 6,65%, o leite condensado 6,65% e o creme de leite 1,29%.
 
Tabela 1 – Preços Nominais dos derivados lácteos no atacado.
 
Notas: (1) Preço referente ao mês de março. (2) Preço referente ao mês de abril.
Fonte: MilkPoint Mercado. Elaboração: Instituto Mauro Borges / Secretaria de Estado da Economia de Goiás.
 
Com base nessas variações individuais, o índice da cesta de derivados lácteos teve uma variação total ponderada de -7,27% no mês de referência de maio. (As informações são da FAEG)
                  

Live: um queijo, uma harmonia, uma música
Live degustação de queijos - Na primeira live do blog vamos fazer uma degustação de queijos harmonizada com bebidas e música, com participação do expert em queijos Arnaud Sperat Czar. Na primeira live do blog Só Queijo, vamos propor uma degustação diferente, brincando com todos os sentidos. Todos estão convidados para participar ao vivo, dia 28 de maio, quinta-feira, às 15h. A ideia é escolher seis queijos de famílias diferentes. Para acompanhar, vamos escolher uma bebida ou alimento que formem uma bela aliança com cada queijo. Para intensificar as emoções, de forma lúdica, vamos escolher uma música para cada harmonização. O desafio é que a música possa potencializar as sensações do queijo! Queijobulário: O objetivo é degustar famílias de queijos diferentes: massas duras, massas moles de casca florida, de casca lavada, queijos azuis… E convidei um expert queijeiro especial, Arnaud Sperat Czar, que já escreveu vários livros dedicados aos queijos tradicionais. Vamos descrever juntos cada queijo, com uma lista de adjetivos usados profissionalmente. Para se inscrever, é grátis, preencha esse formulário com seu nome e email para receber o link de conexão. Esperamos vocês lá! (Estadão/Paladar)
 

 

 

Porto Alegre, 26 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.227

  Valor de referência projetado para o leite é de R$ 1,2089

O valor de referência projetado para o leite em maio é de R$ 1,2089 no Rio Grande do Sul. A estimativa, divulgada nesta terça-feira (26/05) pelo Conseleite e que leva em conta os primeiros dez dias do mês, representa uma retração de 7,56% em relação ao consolidado de abril, que fechou em R$ 1,3077. Segundo o professor da UPF Marco Antônio Montoya, os números refletem o impacto da pandemia de coronavírus no consumo e na produção. Depois de seis meses de alta de preços e de um pico ocasionado pelo movimento das famílias ao estocarem leite no início da pandemia, agora, verifica-se consumo mais comedido. “Essa pandemia alterou muito o mercado. Estamos em um período de incertezas absurdas e que não acontece apenas no RS, mas nos outros estados também”, pontuou. 

O cenário preocupa produtores. Apesar da profissionalização na gestão dos tambos e do trabalho pela redução de custos, a atividade vem se tornando pouco atrativa com margens muito ajustadas, gerando descontentamento no meio rural. Segundo o presidente do Conseleite, Rodrigo Rizzo, o mercado retraído agrava as dificuldades no campo,  onde se vem operando com custos impactados pela variação cambial e muitas incertezas.  “Precisamos trabalhar no Conseleite pelo entendimento entre indústrias e produtores”, frisou.  

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, pontua que as dificuldades se estendem à indústria, que também enfrenta custos elevados em função da pandemia e depende da negociação dos produtos junto ao varejo. Guerra citou as oscilações de mercado e a necessidade de se ver o setor lácteo como um todo, composto por um vasto mix de produtos. “Estamos todos juntos em um mesmo setor. O mercado está passando por grande volatilidade, subindo e baixando dentro de um mesmo período. O Conseleite nos dá uma referência nos primeiros dez dias do mês, mas as empresas precisam avaliar o cenário ajustado dos 30 dias”, frisou. Guerra lembrou que, apesar do aumento do consumo doméstico, o que se verifica é uma queda gigante na comercialização para hotéis, restaurantes e bares.  (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)
                  

Conseleite/PR
A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 26 de Maio de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Abril de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Maio de 2020, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.
 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Maio de 2020 é de R$ 2,4405/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul

Leite/América do Sul – Na Argentina e Uruguai, a produção de leite nas fazendas vem melhorando constantemente, dentro dos padrões sazonais de outono. Atualmente a oferta é mais que suficiente para atender a maioria das necessidades da indústria.

O mercado de creme permanece firme, e o suprimento de manteiga vem sendo mais acessível no mercado. O alto preço do milho e da soja, o baixo valor da moeda local, e os preços estáveis para o produtor, não vem sendo favorável para os pequenos produtores de leite que não possuem economia em escala.

No Brasil, a produção de leite nas fazendas está em queda. O fornecimento de leite está insuficiente para atender a demanda da indústria. Os casos de Covid-19 estão chegando ao pico no país. No entanto, a coleta de leite, produção de lácteos e distribuição de laticínios permanecem relativamente normais.

De um modo geral, do ponto de vista dos vendedores, as condições do mercado melhoraram para os produtos lácteos, pois o fornecimento está abaixo da demanda. Os estoques de queijo, leite UHT e leite em pó estão em níveis relativamente baixos, enquanto os preços sobem. Ao mesmo tempo, as vendas de iogurte no varejo estão intensas nas últimas duas semanas.

                  

                 

No radar
A bancada gaúcha se reuniu ontem com a Ministra Tereza Cristina para tratar de questões relacionadas ao socorro aos produtores atingidos pela estiagem. Também foi feito pedido para derrubar o veto ao auxílio emergencial de R$600,00 aos agricultores familiares. E se falou sobre juro e recursos do próximo plano safra. (Zero Hora)
 

 

 

Porto Alegre, 25 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.225

 Tailândia abre mercado para lácteos do Brasil

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que a Tailândia abriu seu mercado para lácteos do Brasil. A confirmação foi recebida ontem pelo governo brasileiro.

Durante uma videoconferência na manhã desta sexta-feira, a ministra afirmou que a abertura de mercados pode contribuir para melhorar a situação dos produtores de lácteos, um dos segmentos mais afetados pela pandemia e que, historicamente, enfrenta problemas de preços.

“Com os mercados que abrimos, como China, Tailândia, Egito, Arábia Saudita, esse setor vai poder se equilibrar. Espero que em breve não tenhamos esse sobe e desce do preço. O que precisamos é nos tecnificar”, afirmou.

A autorização para exportação de lácteos para a Tailândia representou o 60º mercado aberto desde o início de 2019, uma marca comemorada pela comandante da Pasta. A ministra ressaltou que a meta é diversificar destinos e produtos da pauta exportadora.
Tereza Cristina ainda destacou os números das exportações do agronegócio no primeiro quadrimestre de 2020, que aumentaram 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado e ultrapassaram US$ 31 bilhões. Só em abril, foram mais de US$ 10 bilhões. “Superamos vários marcos, mostra que as coisas estão acontecendo, estão fluindo. Além de abastecer mercado interno ainda estamos cumprindo nossos contratos com parceiros internacionais”. (As informações são do Valor Econômico)
                  
Mercado | Fazer leite no meio da quarentena

Vende-se mais leite fluido, alguns queijos e doce de leite. Mas 30 pequenas empresas que forneciam pizzarias e restaurantes fecharam. Existem excedentes no mundo e os preços estão a baixar de 3.500 dólares por tonelada para 2.700. A produção estagnou desde 2008.

Poucos setores da economia se comportam de forma tão diferente nesta quarentena como o setor leiteiro. Alguns estão a pleno vapor, produzindo tão raramente quanto possível. É o caso de La Serenissima com grande procura de leite líquido em sachê. Outras desligam os seus motores, como as fábricas que forneciam mussarela a pizzarias e restaurantes. Ou dos doces de leite industriais e sorvetes que vendem 10%. Há cerca de 30 pequenas empresas que fecharam as suas portas. A propósito, o foco de ação do setor leiteiro é muito vasto. Há os que se dedicam a produtos de alto valor e iogurtes que são angustiados por menos dinheiro nas pessoas, enquanto as primeiras marcas não sabem como captar a atenção desse consumidor que mudou os seus hábitos.

Segundo Alejandro Maurino, CEO da edairynews, a quarentena aumentou o consumo de leite líquido, queijo fresco e doce de leite. E as empresas que vendem leite ao governo conseguiram colocar importantes volumes nos planos sociais. Maurino salienta que houve um aumento dos custos que não pôde ser transferido para os preços finais.

Mas antes do início de 2020, a Danone informou que a sua sede tinha contribuído com 110.000.000 euros para a filial local. Em 2019, os seus escritórios sofreram 30%. Na sede de Paris, no elegante Boulveard Haussmann, eles não olhariam para a Argentina com carinho, como fizeram quando Antoine Riboud e Daniel Carassò vieram para ser parceiros da La Serenissima.
No início do mandato de Mauricio Macri, o Presidente da Nestlé, Peter Brabeck, comprometeu-se a investir. E isso aconteceu. Foi assim que surgiram as linhas de leite infantil na Villa Nueva e de leite condensado na Firmat. Os resultados não chegaram. Por sua vez, Milkaut, BonGrain, Savencia experimentou, com a chegada do seu novo CEO Juan Carlos Dalto, uma viragem para produtos de alta gama e rentabilidade. Esse negócio foi comido pelo coronavírus.

Saputo, a empresa canadense liderada por Lino Saputo, desembarcou com a compra da Molfino e da La Paulina à Perez-Companc. Hoje, juntamente com La Serenisima, está no topo da recepção de leite na Argentina, ambos seguidos pela crescente Adecoagro. A novidade é que o Saputo, pela primeira vez, não estaria a receber apoio do Canadá. Quanto ao casal Arcor-Mastellone, o progresso da família Pagani é notável, aproximando-se dos 50%. No entanto, a última aquisição de ações da Arcor deixou os membros da Mastellone com um gosto amargo e um desejo de ir ao tribunal, e haveria mais amargura num mundo onde já existem estoques excedentários devido a uma queda na procura. Estes volumes estão a ser armazenados sob a forma de leite em pó. Há quem diga que teremos de nos preparar para uma queda acentuada dos preços, o que, desta vez, é grave. Os EUA jogaram fora 25 milhões de litros por dia devido ao encerramento de cadeias alimentares. O preço internacional era de 3 500 USD por tonelada de leite em pó em Março: desceu para 2 700 USD

Federico Boglione, da empresa La SIbila, está obcecado com o que é quase um debate existencial entre empresários. E gira em torno da questão de saber se os auxílios oficiais devem ser discriminatórios em função da dimensão da empresa. Para o proprietário da La Sibila, esta deve ser separada consoante se trate de empresas com capital nacional ou estrangeiro. “As pessoas de fora podem vir, fechar uma empresa e sair. Estamos comprometidos com o nosso consumidor e ainda estamos no país”, afirmou.

E o produtor de leite? Ele cobra 0,27 por litro. Do lado dos industriais, eles dizem que é um preço excessivo. Mas Guillermo Draletti, seu líder histórico, diz: “Continuamos trabalhando em um laticínio que estagnou desde 2008, com uma produção de 10,3 bilhões de litros por ano, sendo superada pelos vizinhos e até mesmo pela Colômbia”. Outro dado, o consumo por habitante é de 200 litros por ano. No dramático ano de 2002, o consumo atingiu 230. (Edairynews – tradução livre Sindilat/RS)

Colômbia – Em 3 meses foram importadas mais de 30.000 toneladas de lácteos

No primeiro trimestre foram adquiridas mais do que todo 2014 (que foram mais de 27.000 toneladas) ou quase todas as de 2015 (31.043 toneladas). 

Somente em janeiro foi estabelecido um novo recorde de compras do exterior de leite em pó e outros derivados – mais de 21.000 toneladas.

No total, durante os primeiros 91 dias de 2020, foram contabilizadas compras de 30.403 toneladas de lácteos procedentes do exterior pelo valor aproximado de US$ 86,2 milhões.

Entre janeiro e março foi adquirido o equivalente à metade de todas importações de 2019 que foram 61.643 toneladas, ao custo de US$ 156,8 milhões. (Em 15 dias foi consumida toda cota de importação com isenção tarifária dos EUA).  

O ano passado bateu o recorde de importação de lácteos, mas, 2020 se candidata a superar esse valor se as compras continuarem nesse mesmo ritmo.

Ao concluir janeiro, este ano já dava sinais de que as importações continuariam crescendo. Somente nos primeiros 31 dias, a indústria relatou as maiores compras em apenas um mês: 21.108 toneladas por US$ 59.096.000.

Fevereiro, ao contrário, chegaram 3.300 toneladas por US$ 9.928.000 e em março 5.997 toneladas pelo preço de US$ 17.155.000, números compatíveis com os registros mensais históricos.  

As compras exageradas em janeiro ocorreu diante do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos e a União Europeia, como mecanismo de proteção à produção de leite nacional. No início de cada ano, é determinada uma quantidade de insumos que podem ser importados sem tarifas alfandegárias, e uma vez esgotada a cota, são cobrados os impostos correspondentes às compras que ultrapassem o limite.

No caso do leite em pó, o TLC com os EUA estabeleceu 11.790 toneladas, enquanto que a UE o volume foi de 6.800 toneladas. (Importante lembrar que 2019 foi o ano com as maiores importações de lácteos da história).

Origem dos produtos: Por este motivo, 66% das importações no primeiro trimestre vieram dos Estados Unidos. Segundo registros da Alfândega, foram gastos US$ 57.089.000 para comprar 19.702 toneladas de lácteos, dos quais 13.980 toneladas foram leite em pó desnatado e 3.173 de leite em pó integral.

Depois vieram compras da Espanha, 2.716 toneladas/US$ 6.485.000 (8%); Bolívia, 1.734 toneladas/US$ 5.948.000 (7%); França, 1.030 toneladas/US$ 3.046.000 (4%); e México, 1.328 toneladas/US$ 3.339.000 (4%). Cabe destacar que as compras da Bolívia e México foram de leite em pó integral.

A commodity mais comprada foi leite em pó desnatado, 16.741 toneladas/US$ 44,6 milhões, seguido pelo leite em pó integral, 8.348 toneladas/US$ 28,6 milhões, aproximadamente. Isso se explica por que a primeira é mais barata que a segunda no mercado internacional. (Portalechero – Tradução livre: Terra Viva)
                

Solidariedade
Quase três toneladas de queijos, leite UHT, iorgutes, bebidas lácteas e sobremesas foram doadas pela Lactalis (donas das marcas Elegê, Parmalat e Batavo) ao Asilo Padre Cacique, à Fundação Pão dos Pobres e ao Instituto Pobres Servos da Divina Providência, em Porto Alegre. Em Teutônia, onde tem unidade, foram entregues 380 quilos de alimentos ao Clube de Mães Lar da Amizade (Zero Hora)
 

 

 

 

Porto Alegre, 22 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.224

  STF homologa acordo entre União e Estados sobre Lei Kandir 

Decisão coloca ponto final em impasse que se arrasta há mais de 20 anos sobre perda de arrecadação

O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou ontem o acordo firmado entre União e Estados para colocar um ponto final num impasse que se arrasta por mais de 20 anos no que diz respeito à compensação de perdas de arrecadação ocasionadas pela Lei Kandir. Agora, o governo tem até 60 dias para enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar com os termos acertados para a transferência de recursos.

O acordo envolve repasse total de R$ 65,6 bilhões da União, sendo que R$ 58 bilhões entre 2020 a 2037, além de R$ 4 bilhões da receita do bônus de assinatura com os leilões dos blocos de Atapu e Sépia, previstos para este ano, e outros R$ 3,6 bilhões caso a chamada PEC do Pacto Federativo seja aprovada. Estes R$ 3,6 bilhões seriam liberados em três parcelas de R$ 1,2 bilhão ao ano, a partir do início da vigência da PEC. Essa foi a maneira encontrada pela equipe econômica para que os Estados continuem defendendo o pacto federativo, ainda em tramitação no Congresso.

Conforme o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, se aprovado o pacto federativo, as três primeiras transferências da União sobem para R$ 5,2 bilhões ao ano. No quarto ano, o montante cai para R$ 4 bilhões por oito anos. A partir daí, haveria uma escadinha por sete anos até que as transferências sejam zeradas em 2037. Waldery explicou que a União vai utilizar receitas de petróleo como royalties e participações especiais para bancar os repasses.

A avaliação é que a medida permite um avanço na discussão do auxílio de emergência para os Estados e municípios, previsto do PLP 39, e depende de sanção do presidente Jair Bolsonaro. Além disso, vai ajudar esses entes públicos neste período em que sofrem com os efeitos da pandemia de covid-19.

O diretor de Programa da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Gustavo Guimarães, complementou que o acordo não permite à União fazer transferência imediata dos recursos, apenas gera a expectativa de que ela acontecerá a partir do momento que os parlamentares aprovarem o projeto de lei complementar ou do Pacto Federativo. “[A transferência] Depende de mudança legislativa para firmar os termos de acordo em lei. O acordo, inclusive, vai ser utilizado como justificativa para encaminhamento de medida legislativa”, destacou, acrescentando que o acerto reduz a insegurança jurídica.

O acordo homologado é fruto do trabalho de uma comissão especial, coordenada pelo relator da ação no STF, ministro Gilmar Mendes, e formada por representantes da União e de todos os Estados. Segundo o ministro, “graças ao esforço de todos os participantes da comissão especial, atuante no âmbito do STF, conseguimos empreender um modelo de aproximação, de negociação e de resolução do conflito que perdurava há mais de 20 anos, entre as esferas federal, estadual e distrital”. Para ele, “todos os interesses jurídicos estão equacionados e bem representados neste acordo inédito no âmbito federativo, que põe termo à discussão político-jurídica que perdura desde o advento da Lei Complementar 87/1996 (Lei Kandir).”

O acordo foi chancelado e elogiado pela maioria dos ministros do STF, que destacaram a importância do papel conciliatório do Supremo. “O futuro é a conciliação. Isso leva à paz social e, no caso, à paz federativa”, disse o ministro Ricardo Lewandowski.
Único a votar contra, Marco Aurélio Mello fez uma crítica à demora de uma solução. “A história do Brasil se faz calcada no faz de conta. Faz de conta que as instituições funcionam. Faz de conta que se tem apego pela lei maior do país, a Constituição Federal. Faz de conta que tudo está bem no cenário. O processo é um processo objetivo. Especificamente, defrontamo-nos com a uma ação direta de inconstitucionalidade por omissão. E aí nós verificamos que, passados 31 anos, 7 meses e 15 dias, não houve ainda vontade política por parte do Congresso considerada a necessidade da lei prevista”, disse ele.

A Lei Kandir foi aprovada em 1996 e acabou resultando em uma diminuição da arrecadação de impostos pelos Estados ao isentar o ICMS sobre produtos para exportação. A própria lei, contudo, previa que a União compensasse as perdas, mas nunca foi aprovada uma regulamentação pelo Congresso sobre o tema. (Valor Econômico)
                

CONSELEITE/SC: leite entregue em maio a ser pago em junho tem queda de 4,7%
A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 22 de Maio de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Abril de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Maio de 2020. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

Segundo o Presidente do CONSELEITE- SC, Sr. Valter Antonio Brandalise, estamos vivendo um momento de grande volatilidade nos preços, e a previsão do futuro está cada vez mais complicada. Os preços dos lácteos começaram uma reação a partir da segunda quinzena de maio, e acreditamos estar relacionado à ajuda do Governo com o Auxílio Emergencial, liberação da parcela do 13º salário, distribuição de produtos lácteos na sexta básica, combinado com a entressafra e a seca prolongada no Sul do Brasil, que reduziu oferta de leite.

O valor de referência para o leite padrão do mês de Abril fechou em R$ 1,3192, e para a primeira quinzena de Maio a projeção ficou em R$ 1,2571, porém, com a virada no mercado dos últimos dias, a expectativa é que não feche esse preço, e há possibilidade de aumento para o mês de Maio, caso o cenário não tenha uma nova mudança repentina. Enquanto a pandemia não for controlada vamos conviver com oscilações fortes e imprevistas, por isso a recomendação continua sendo muita cautela. Também ficou clara a preocupação de produtores e indústrias quanto ao aumento do custo de produção que pode levar o setor no médio prazo ao um novo desafio.

Valores de referência1 da matéria-prima (leite)

1 - Valor, em R$/litro, para o leite posto propriedade com Funrural incluso.

Períodos de apuração
Mês de Março/2020: De 02/03/2020 a 05/04/2020
Mês de Abril/2020: De 06/04/2020 a 03/05/2020
Decêndio de Maio/2020: De 04/05/2020 a 17/05/2020

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (As informações são do CONSELEITE/SC)

Conseleite/MG: valores de referência – maio
A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 20 de maio de 2020, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência finais do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Março/2020 a ser pago em Abril/2020.
b) os valores de referência finais do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Abril /2020 a ser pago em Maio/2020.
c) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Maio/2020 a ser pago em Junho/2020. 

  

Períodos de apuração:
Mês de Março /2020: De 28/02 a 02/04/2020
Mês de Abril/2020: De 03/04 a 30/04/2020
Decêndio de Maio/2020: De 01/05 a 14/05/2020

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. (Conseleite/MG)
                

Organizações leiteiras dos EUA se unem para ajudar vizinhos internacionais
A Federação Nacional de Produtores de Leite, o Conselho de Exportação de Laticínios dos EUA e a Associação Internacional de Alimentos Lácteos instaram conjuntamente o Secretário de Agricultura, Sonny Perdue, a usar todas as ferramentas à sua disposição para “garantir que produtos lácteos nutritivos e de alta qualidade dos EUA sejam disponibilizados aos vizinhos internacionais em necessidade." Os produtores de leite estão enfrentando uma das maiores perdas entre os principais produtores agrícolas dos EUA — potencialmente US$ 8,2 bilhões, com base em uma comparação das projeções atuais do USDA com estimativas pré-crise. A ampla quantidade de suprimentos lácteos dos EUA disponíveis para distribuição internacional são uma via promissora para ajudar as populações que sofrem com a fome localizada e a crise do coronavírus em todo o mundo. "Como nação, somos abençoados por ter uma abundância de laticínios disponíveis, mesmo durante este período difícil", escreveram Jim Mulhern, Tom Vilsack e Michael Dykes – os respectivos presidentes e CEOs das três principais organizações de laticínios dos EUA, na carta datada 18 de maio. “Tomar medidas para compartilhar essa abundância com o mundo será uma tábua de salvação para as regiões onde os alimentos são necessários, fornecendo uma saída adicional para os produtores americanos compartilharem seus produtos lácteos. Incentivamos o foco, em particular, nos países que indicaram um déficit alimentar ou nutricional durante esse período e que carecem de infraestrutura ou recursos para fornecer produtos lácteos de maneira confiável por meio de canais comerciais robustos.” (As informações são do DairyFoods.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)
 
 

 

 

  

Porto Alegre, 21 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.223

  Agora, dólar elevado reduz importações de lácteos

Diante do cenário de instabilidade econômica causada pela covid-19, o dólar atingiu novo patamar recorde frente ao Real em abril, de R$ 5,33, 8,9% acima do valor registrado em março/20. Se, em março, o dólar forte aqueceu as exportações, em abril, a taxa de câmbio reduziu as compras brasileiras de produtos lácteos. Segundo dados da Secex, a baixa foi de 35,4% no volume adquirido de março para abril, totalizando 6,1 mil toneladas. Este valor é o mais baixo desde março de 2014 (quando foi de 5,5 mil toneladas), também de acordo com a Secex.
 
Representando quase 55% do total, o volume de leite em pó importado pelo Brasil recuou 40% de abril para março, totalizando 3,3 mil toneladas. O Uruguai e a Argentina, países que frequentemente comercializam com o mercado brasileiro, diminuíram as compras em 56% e 45%, respectivamente. A importação de queijos também foi desmotivada pela alta na taxa de câmbio, com baixa de 20,5% em relação ao volume de março/20 e total de 1,4 mil toneladas.
 
Quanto às exportações, também recuaram: 28% de abril para março, com volume de 2 mil toneladas. Isso se deve ao cenário de menor disponibilidade de matéria-prima no mercado doméstico, atrelado ao choque de demanda por consequência do isolamento social. Consumidores passaram a estocar produtos, gerando acentuada procura por derivados lácteos.
 
Entretanto, diante da alta cotação do leite UHT no mercado interno, a demanda voltou a recuar no final de abril, elevando os estoques das indústrias. Os volumes embarcados de leite fluido, como o longa vida, mais que dobraram de abril para março, totalizando 420 toneladas. O Uruguai adquiriu 67% do total comercializado.
 
Balança Comercial: Em termos de receita, a balança comercial apresentou déficit de US$ 18,8 milhões em abril, recuo de 20,8% frente ao registrado em março. Em volume, o déficit foi de 4,1 mil toneladas, redução de 38,4% na mesma comparação. Este é o menor déficit desde fevereiro de 2016, quando a diferença entre o volume importado e exportado estava em -1,5 mil toneladas. (As informações são do Boletim do Leite, do Cepea)
                

Languiru retorna R$ 2,7 milhões para associados na Conta Movimento

Retorno global das sobras totaliza R$ 10,5 milhões

A força do cooperativismo foi mais uma vez reconhecida na assembleia da Languiru, quando os associados aprovaram a destinação de R$ 2,7 milhões para a Conta Movimento (distribuição de sobras que leva em consideração a movimentação do produtor com a venda da matéria-prima ou nas compras efetuadas na matrícula do associado em alguma das unidades de varejo da cooperativa no exercício de 2019). Os valores são usufruídos pelo quadro social em forma de crédito, aquisições ou amortizações de débitos nos Supermercados Languiru, lojas Agrocenter Languiru, Farmácias Languiru, Postos de Combustíveis Languiru e na Fábrica de Rações.

O retorno global aos associados, que são os donos da cooperativa, totalizou R$ 10,5 milhões, considerando a distribuição de sobras e a correção do capital social. “Notícias positivas merecem atenção em tempos difíceis como os que vivemos atualmente, com a pandemia mundial do Coronavírus. Na Languiru, associados e cooperativa crescem juntos. O desempenho de 2019 foi muito bom e o pagamento da Conta Movimento é um incentivo financeiro e motivacional às famílias do campo nas atividades diárias”, destaca o presidente Dirceu Bayer.

Atendimento: Associados titulares da matrícula ou familiares autorizados retiram o extrato da Conta Movimento e também efetuam a atualização cadastral (renovações dos Cartões Azul ou Verde). Os atendimentos com agendamento prévio iniciaram no mês de abril, procedimento adotado para evitar a aglomeração de pessoas como medida preventiva ao Covid-19 (Coronavírus), no Setor de Atendimento Social do Departamento Técnico, em Teutônia; nas recepções dos Supermercados Languiru de Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Estrela, Poço das Antas e Teutônia (Bairro Languiru); e nas lojas Agrocenter Languiru de Teutônia (Bairros Canabarro e Languiru), Arroio do Meio e Venâncio Aires.

Data, horário e local do atendimento são divulgados individualmente ao associado via contato telefônico, mensagem de texto ou WattsApp. “Pela Conta Movimento são R$ 2,7 milhões devolvidos ao quadro social em vales-compras. É um recurso que acaba reinvestido na comunidade local”, conclui Bayer (Languiru)

Lanches saudáveis e práticos para a quarentena (e depois dela)!

Com a suspensão das aulas, em função da pandemia de Covid-19, as crianças e adolescentes estão fazendo todas as suas refeições em casa. Desafio para os pais, que precisam criar cardápios saudáveis, mas também práticos, que não deem muito trabalho para o seu preparo. Um dos alimentos mais saudáveis e práticos que existe é o iogurte, pois já vem prontinho para o consumo. Confira os principais benefícios para a saúde desse alimento que, além de tudo, é delicioso:

1. Iogurtes são ricos em cálcio, mineral essencial para o crescimento e saúde óssea e dentária, e para a produção de células de defesa do sistema imune;

2. Os lactobacilos, presentes em grandes quantidades nos iogurtes, melhoram a imunidade e promovem a saúde intestinal;

3. O consumo regular de iogurte reduz a ocorrência de quadros respiratórios, como os resfriados, tosse e coriza;

4. A ingestão rotineira de iogurte reduz a ocorrência de diabetes tipo 2;

5. O iogurte tem potente ação anti-inflamatória em todo o corpo, efeito que parece ser exercido pela esfingomielina e pelo ácido linoleico conjugado (CLA) presentes em sua composição. (Beba mais leite)
                

Leite: pandemia de coronavírus muda rotina de produtores e indústria
A pandemia do novo coronavírus mudou a rotina de todo mundo, e no campo não foi diferente. Para continuar produzindo com segurança, produtores de leite e a indústria adotaram novas práticas que vieram para ficar. Máscaras, luvas e álcool-gel são os novos aliados do pecuaristas. Já os responsáveis pelo transporte do produto tiveram que reduzir o contato com os produtores na hora de receber a carga. A assistência técnica, tão importante para resolver qualquer problema no campo, agora é virtual. A tecnologia tem sido um importante aliado para que a produtividade seja mantida. Na indústria, o esforço é manter a saúde dos colaboradores dentro e fora da empresa, por isso o monitoramento é constante e a divulgação de novos hábitos de higiene foi intensificado.  Acesse ao vídeo (Canal Rural)
 
 

 

Porto Alegre, 20 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.222

  Demanda enfraquecida pressiona cotações de derivados lácteos

Leite UHT - O aumento inesperado da demanda por leite UHT na segunda quinzena de março reduziu o volume estocado nas indústrias, impulsionando as cotações a elevados patamares. 

No entanto, em abril, houve certa manutenção de estoques nos canais de distribuição, sugerindo que o consumidor final já começa a estabilizar novamente sua demanda. De acordo com a pesquisa diária do Cepea, com apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o preço do leite UHT registrou queda acumulada de 17,8% em abril. 
Ainda assim, a média mensal, de R$ 2,87/litro, ficou 8,41% acima da registrada em março/20. Com a prorrogação da quarentena em muitas regiões brasileiras, a procura por produtos lácteos foi fortemente prejudicada na segunda metade de abril. 
Segundo agentes consultados pelo Cepea, a redução do volume de vendas refletiu no aumento dos estoques de derivados lácteos e no recuo dos preços diários. O mercado de queijo muçarela também foi afetado pelas incertezas do cenário atual, registrando demanda enfraquecida e volume reduzido de negociações. Houve desvalorização acumulada de 8,3% durante abril, e o preço médio mensal do derivado fechou a R$ 17,93/kg, recuo de 5,97% em relação ao de março.
MAIO – A menor produção de derivados em abril reduziu os estoques de UHT e muçarela em maio, favorecendo o aumento das cotações na primeira quinzena do mês. Adicionalmente, colaboradores do Cepea relataram melhoras na demanda e nas negociações desses produtos. De 4 a 15 de maio, a pesquisa diária do Cepea registrou alta acumulada de 5,4% para as cotações de UHT e de 1,3% para as de muçarela. Ainda assim, as médias mensais parciais dos preços do UHT e da muçarela nesse período, de R$ 2,55/litro e de R$ 17,17/kg, são 11,2% e 4,2% menores que as respectivas médias de abril. (Cepea)


                

Agricultura publica regulamento da Expointer 2020
A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) publicou nesta segunda-feira (18), no Diário Oficial do Estado, o regulamento para a próxima edição da Expointer, em data a ser anunciada. O evento ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A nova data será definida pela comissão executiva do evento, conforme a evolução do quadro de pandemia do novo coronavírus no Rio Grande do Sul.

“Queremos propor que a Expointer deste ano seja uma feira de retomada econômica, em que vamos proporcionar aos produtores, expositores e público visitante oportunidades para reaquecermos a economia do Estado depois de termos passado por momentos tão difíceis, como a pandemia do novo coronavírus e a seca que vem atingindo o nosso Rio Grande. Estamos atentos à evolução da pandemia aqui no Rio Grande do Sul, mas não deixaremos de nos preocupar com a organização da feira, que este ano comemora os 50 anos do Parque de Exposições Assis Brasil”, ponderou o secretário Covatti Filho.

O valor do ingresso será o mesmo do ano passado, R$ 13 para inteira e R$ 6 para meia entrada. O regulamento também apresenta a tabela de preços das áreas comercializadas para estandes e das publicidades a serem exibidas no evento, além de estabelecer regras para entrada e saída de veículos e montagem de estandes pelos expositores. 

O texto completo do regulamento pode ser consultado neste link. (SEAPDR) 

Megaleite na TV terá debate com presença da ministra Tereza Cristina
Única exposição pecuária do Brasil a ganhar uma versão exclusivamente para a televisão em 2020, até o momento, a Megaleite na TV terá uma programação dinâmica para mostrar as inovações de vários elos da cadeia produtiva do leite. O programa oficial do evento acaba de ser divulgado pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Serão quatro dias de transmissão ao vivo, entre 17 e 20 de junho, com entrevistas, debate e reportagens sendo exibidas em diversos programas do Canal Terraviva.

A Megaleite na TV contará com vasta programação técnica, divulgação de resultados dos Sumários de Touros e de Vacas, do Ranking das Exposições e do Ranking de Rebanhos, leilões, entrevistas e reportagens sobre a pecuária leiteira e fatos marcantes de todas as edições da feira. A programação completa está disponível no site do evento.

O evento estará na programação do Terraviva, apresentando as tecnologias do setor tanto nos dois jornais do canal, quanto no programa Agrimercado, no Dia a Dia Rural e no DBO na TV. Estes dois últimos serão exclusivamente sobre a Megaleite entre os dias 17 e 19 de junho. No último dia da feira, haverá uma edição especial do Dia a Dia Rural. Serão 4 horas de programação, abordando a importância do leite para a saúde, o leite A2 como novo nicho de mercado, fomento para a pecuária leiteira, a atuação da Associação de Girolando pelo Brasil e o “Dia D de bons negócios”.

O evento será encerrado com o programa Agro 360 que debaterá “A economia no Agro e perspectivas pós Covid-19 no Agronegócio do Leite”.  O debate terá participação especial da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Entre os debatedores estarão os presidentes da Girolando, Odilon de Rezende Barbosa Filho, da Abraleite, Geraldo Borges, da Viva Lácteos, Marcelo Martins, da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da CNA, Ronei Volpi, e o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins.

A Megaleite é a maior exposição de pecuária leiteira da América Latina e sua 17ª edição estava prevista para o mês de junho, em Belo Horizonte/MG, mas, por conta da pandemia do Covide-19, foi cancelada em 2020. Como forma de driblar as limitações impostas pela doença, a exposição ganhou uma versão para a TV. “Estamos inovando, mesmo em um momento tão complicado, pois queremos que os produtores rurais de todo o País continuem contando com uma fonte segura de acesso às novas tecnologias. Esse tem sido o papel da Megaleite desde sua criação, há 17 anos”, garante o presidente da Girolando. 

Onde assistir a Megaleite:
Pela televisão: Sintonize Net 183 - Claro 183 - Sky 163 - Oi 178
Pela internet: www.terraviva.com.br ou pelo site da Megaleite na Tv www.megaleite.girolando.com.br.
Pelo aplicativo do Terraviva: Pode ser baixado nas lojas Google Play e App Store

                   

Linha de bebidas fermentadas com kefir da Piá cresce 14% no quadrimestre 
 A linha de iogurtes probióticos com kefir da Piá cresceu 14% nos primeiros quatro meses de 2020, na comparação com o quarto quadrimestre de 2019. O surpreendente desempenho, segundo o gerente de marketing da Piá, é a crescente procura por produtos que aumentem a imunidade das pessoas. Comercializada nos sabores Natural e no exótico Baunilha Cítrica, a bebida probiótica foi desenvolvida com microflora dos grãos de kefir, adoçados com demerara, um açúcar a base de cana, minimamente processado.  “Os grãos de kefir são colônias de levedura que fermentam o leite, gerando uma bebida com muitos benefícios para a saúde, como, por exemplo, o fortalecimento do sistema imunológico”, explica o gerente de marketing da Piá, Tiago Haugg. Haugg destaca que muitas pessoas antes do lançamento, em agosto de 2019 já preparavam receitas com kefir em casa, tanto por apreciarem o sabor, quanto pelas vantagens que oferece. “São produtos com saudabilidade e qualidade sensorial fantástica”, complementa o executivo. (Cooperativa Piá)
 

 

 

Porto Alegre, 19 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.221

  GDT – Global Dairy Trade

O Índice GDT do evento realizado hoje, 19/05/2020, surpreendendo as expectativas, subiu 1%, puxado pela cotação do leite em pó desnatado (SMP) que foi reajustado em 6,7%, ao contrário do leite em pó integral (WMP) que perdeu 0,5% em sua cotação média.

O movimento contrário fez com que a relação WMP/SMP ficasse em 5%, distante dos percentuais históricos que variam entre 25% e 30%.

O preço da manteiga anidra mesmo aumentando 2,7% permanece perdendo mais de 17% de sua cotação em relação ao início do ano.  

 

                 

Conseleite/MS – valores finais de abril de 2020, e projeções para maio de 2020
A diretoria do Conseleite – Mato Grosso do Sul atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de abril de 2020 e a projeção dos valores de referência para o leite a ser entregue no mês de maio de 2020.

Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. 

OBS: (1) Os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural (2) O valor de referência para o “Leite Padrão” corresponde ao valor da matéria-prima para um volume médio diário de até 100 litros por dia, com 3,00 a 3,5% de gordura, 2,90% a 3,30% de proteína, 200 a 400 mil c/ml de células somáticas e 150.001 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. (3) Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme parâmetros de qualidade e volume, o Conseleite Mato Grosso do Sul disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função do volume e de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico:  http://sistemafamasul.com.br/conseleitems/ (Sistema FAMASUL)

A produção mundial de leite cresceu 3,3% no primeiro trimestre
A produção de leite mundial começou 2020 crescendo 3,3%. Este incremento foi acompanhado por uma demanda suficiente para sua absorção, mantendo os preços firmes como no final de 2019.

O quadro do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) selecionou os principais países produtores e que representam 60% da produção mundial de leite de vaca. É considerável o incremento da produção no 1º trimestre de 2020 em relação a igual período de 2019.
 

A União Europeia (UE) e Estados Unidos apresentaram crescimentos de 2,6% e 2,9%, respectivamente e devido a grande participação tanto na produção como no comércio de lácteos internacional, estabelecem o ritmo do crescimento ponderado mundial.

Isto também indica claramente a difícil situação que atravessam ambos em relação ao excesso de produção e a busca de alternativas para reduzir o impacto como as ajudas diretas produtores e indústrias, as ajudas diretas para o armazenamento privado de produtos (sobretudo leite em pó desnatado e manteiga), além de incentivos para redução voluntária de produção, o abastecimento de bancos de alimentos, e medidas extremas como o descarte de leite.

Cabe esclarecer que as ajudas da UE podem ter efeitos favoráveis em seus países membros, mas distorcem o funcionamento do mercado mundial.

Aos problemas trazidos pelo Covid-19, é adicionado esse excesso de oferta sobre a demanda. O impacto é constatado nas cotações atuais, principalmente os preços futuros nas bolsas da UE (EEX), EUA (CME) e Nova Zelândia (NZX), trazendo maior volatilidade e incertezas sobre o mercado global de lácteos.

Outras variáveis que afetam a demanda e o preço mundial dos lácteos não podem ser esquecidas. O petróleo e a relação euro/dólar que caíram acentuadamente nos últimos meses. (Terra Viva)
                 

Piracanjuba apresenta o Imunoday para fortalecer a imunidade
A chegada do novo coronavírus, dentre tantos alertas, reforçou duas notícias importantes: a primeira é que, o sistema imunológico tem papel fundamental na defesa do nosso organismo contra doenças e vírus e, a segunda, é que a nossa proteção decorre das escolhas alimentares. Por isso, acertar no que levamos para nossa mesa faz a diferença nas células de defesa do corpo. Dentre as apostas para a imunidade alta, o leite é um aliado na luta contra infecções, além de conter diversos nutrientes necessários à manutenção da saúde. Atenta a essa prerrogativa dos lácteos, a Piracanjuba, especialista em leite, aprofundou as pesquisas para que, além de um produto com proteínas e vitaminas, oferecesse aos consumidores uma dose diária e prática para aumentar a defesa do organismo. Por meio da Divisão Piracanjuba Health & Nutrition - área exclusiva de pesquisa e desenvolvimento - a marca apresenta o Imunoday, com 250mg de beta-glucana de levedura e três sabores nas embalagens de 200ml da Tetra Pak com tampa de rosca: original (0% de gordura), chocolate com aveia e chocolate zero lactose, todos eles fonte de fibras e sem glúten. Para chegar ao ingrediente ideal para o Imunoday, a Piracanjuba Health & Nutrition foi atrás de experimentos feitos em universidades americanas, europeias e, inclusive, chinesas. As pesquisas com a beta-glucana de levedura apontam melhora no sistema imunológico, em especial em infecções e sintomas relacionados ao trato respiratório, em todas as idades, praticantes de atividades físicas ou não. Os consumidores poderão escolher a dose diária de imunidade nas principais farmácias de todo país. (As informações são do Mundo do Marketing)
 

 

Porto Alegre, 18 de maio de 2020                                              Ano 14 - N° 3.220

  Habilitação no Programa Mais Leite Saudável poderá ser feita online
O pedido de habilitação de laticínios e cooperativas de leite no Programa “Mais Leite Saudável” (PMLS), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa),poderá, a partir de agora, ser realizado de forma online. A solicitação deverá ser feita pelo Portal de Serviços do governo federal - www.gov.br

O representante do estabelecimento interessado deverá, ao acessar o portal, clicar na categoria “Agricultura e Pecuária”. Na sequência, em “Licenciamento e Habilitação” e “Mercado Interno”. Neste link estará: "Habilitar Laticínios ou Cooperativas de leite no Programa Mais Leite Saudável" por onde poderá enviar o projeto, via web, de qualquer local do país.

Além de solicitar o acesso ao benefício, nesse espaço há informações gerais e específicas sobre o programa, que permite aos laticínios, inclusive cooperativas, a apuração de créditos presumidos do PIS/Pasep e da Cofins de leite in natura, utilizado como insumo.

O coordenador de Boas Práticas e Bem-Estar Animal do Mapa, Rodrigo Dantas, observa que para participar do programa - com a possibilidade de utilizar os créditos gerados a partir da compra e processamento do leite - os laticínios e cooperativas devem apresentar um projeto, com foco em assistência técnica gerencial. “As ações propostas devem corresponder, no mínimo, a 5% do valor de créditos a que tem direito, beneficie diretamente os produtores rurais de leite, promovendo o desenvolvimento da atividade, aumento de rentabilidade e melhoria na qualidade e produtividade do leite”, afirma.

Mundialmente, ressalta Dantas, o setor leiteiro se destaca por sua grande importância econômica, gerador de emprego e renda. O leite é o terceiro produto agropecuário em produção total e o primeiro em valor monetário, com indicativo de crescente demanda, segundo dados da Global Dairy Platform, uma comunidade que reúne laticínios, associações e órgãos científicos ligados ao tema.

O Brasil está entre os cinco maiores produtores mundiais de leite e o setor tem grande relevância socioeconômica para o mercado interno. A cadeia agroindustrial do leite reúne cerca de 1,2 milhão de produtores, presentes em 98% dos municípios.

“O aumento de produtividade e da produção, resultante de uma gestão profissionalizada e da utilização de ferramentas como inovação e tecnologia, aliados à melhoria na qualidade do produto, credenciará o Brasil como grande exportador de lácteos”, avalia o coordenador. 

Além de possibilitar o acesso a recursos, o "Programa Mais Leite Saudável" representa uma oportunidade para laticínios e cooperativas de leite melhorarem a produtividade e o rendimento de seus processos industriais e produtos finais, uma vez que passam a ter acesso a matérias-primas (leite) de melhor qualidade, com menor descontinuidade no fornecimento, estimulando a profissionalização e a competitividade na cadeia leiteira nacional.

Em 2020, o PMLS completa cinco anos, com 491 empresas participantes, 699 projetos executados ou em execução, beneficiando 67.085 famílias de produtores de leite, localizadas em 2.150 municípios em todo o país.

O Decreto Nº 8.533, de 30 de setembro de 2015, que institui o programa e outras legislações e informações podem ser acessados aqui e aqui

>> Veja vídeo explicativo sobre o serviço (MAPA)

                 

Aumenta concentração da produção brasileira de leite
A captação dos 13 principais laticínios do país aumentou 4,1% em 2019, totalizando 7,8 bilhões de litros de leite. Juntos, os grupos responderam por 23,6% da captação total no país, estimada em 33 bilhões de litros pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), responsável pelo ranking.  A tendência de concentração na pecuária leiteira continuou. O aumento na captação dos laticínios no ano passado ocorreu mesmo com um número 7,1% menor de produtores - 33,5 mil. Isso só foi possível porque o volume recebido por produtor cresceu 8%, para 446 litros diários. “O ano passado foi marcado por preços razoáveis em que o mercado conseguiu crescer e o produtor se profissionalizar”, afirmou o vice-presidente da Leite Brasil, Roberto Jank.

O ranking da Leite Brasil, que faz o levantamento sobre a captação de matéria-prima pelos laticínios há 23 anos, não inclui a multinacional francesa Lactalis, maior indústria de lácteos do país, e a Goiasminas, dona da marca Italac. Em 2019, a Lactalis encerrou uma disputa iniciada em 2017 com a mexicana Lala, dona da Vigor, e assumiu o controle da Itambé e também a liderança na captação de leite. Juntas, Lactalis e Itambé captam 2,3 bilhões de litros de leite por ano. Considerando somente as companhias que participam do ranking da Leite Brasil, a Nestlé manteve a liderança em 2019, apesar da queda de 8,3% na comparação com o ano anterior. A empresa captou 1,5 bilhão de litros de leite. Vale lembrar que a multinacional suíça vendeu suas unidades de produção de leite longa vida para a Laticínios Bela Vista, dona da marca Piracanjuba, que é a segunda colocada do ranking, com captação de 1,45 bilhão de litros no ano assado, avanço de 5,1% na comparação anual.

Até a sexta colocação (ver figura), não houve mudanças na lista dos principais laticínios. Na parte de baixo da lista, a alteração mais notável foi a queda da francesa Danone, da oitava colocação para a décima. A captação da multinacional recuou 13,1%, para 293,6 milhões de litros de leite. De modo geral, o ano passado foi marcado por margens apertadas para as indústrias, que esperavam um aumento de demanda e um aquecimento na economia que não se concretizou. Jank, da Leite Brasil, acrescentou que as perspectivas otimistas do começo deste ano deram lugar à incerteza provocada pela crise da covid-19.

Com o canal de alimentação fora do lar (food service), que absorve metade da semanas. “Com o câmbio mais alto, elevando custo de produção e preços mais baixos recebidos das indústrias, o produtor tem um desestímulo duplo”, lamentou o vice-presidente da Leite Brasil. De acordo com ele, o dólar mais valorizado inibe as importações, o que deve tornar a oferta de leite mais enxuta no mercado interno. “Esses fatores poderão gerar problema de oferta”, avaliou Jank. (Valor Econômico)

MG: queijo é vendido pelo WhatsApp
O isolamento social imposto para o controle do novo coronavírus tem feito com que produtores rurais usem a criatividade para tentar superar os obstáculos e manter as vendas, fortemente afetadas pela queda da demanda principalmente em decorrência do fechamento de restaurantes e empórios.

No Estado, os produtores do Queijo Minas Artesanal (QMA), após enfrentarem queda de 100% na demanda nos primeiros dias do isolamento, recorreram ao WhatsApp e às redes sociais para oferecer o produto e evitar a falência dos negócios. A iniciativa deu certo e muitos estão recuperando as vendas e abrindo um novo canal de negócios com o consumidor.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan) e da Associação Mineira dos Produtores de Queijo Artesanal (Amiqueijo), João Carlos Leite, nos primeiros 15 dias de isolamento a situação foi caótica para os produtores de queijo, período em que as vendas caíram 100%. “Foi uma situação inesperada, e tivemos que tomar atitudes drásticas porque ninguém estava preparado para o problema, que veio de uma vez”, disse Leite.

Para reduzir os prejuízos, os produtores suspenderam a ração do rebanho e desmamaram as vacas, com isso, houve uma queda na produção de leite em torno de 50% a 60%.

Outro problema enfrentado foi a devolução dos queijos já negociados. Muitas vendas foram canceladas e em outras foram negociados novos prazos para entrega. Como os produtores não tinham capacidade de estocagem para os queijos foi preciso buscar alternativas.

“A partir da terceira semana de isolamento, ficou definido, de forma mais clara, os setores essenciais e que poderiam continuar abertos, como os supermercados. As vendas foram retomadas, mas em uma condição horrível, com o mercado pagando cerca de 50% a 70% a menos pelos queijos. Tivemos que aceitar para conseguir reiniciar as vendas”, explicou Leite.

Com apoio de diversas instituições, como o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), foram feitas reuniões virtuais em busca de alternativas para evitar a falência dos produtores do Queijo Minas Artesanal.

Colaboração e solidariedade: “Tivemos a brilhante ideia de conversar com amigos de Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e de outras regiões para que eles nos ajudassem a vender os queijos, oferecendo para amigos e familiares através do WhatsApp. Gravamos diversos vídeos pedindo ajuda para que o QMA não morresse e as vendas explodiram. Hoje, estamos aumentando as vendas on-line e o delivery. Mandamos os queijos para Belo Horizonte, por exemplo, e nossos amigos chamam um motoboy, que faz a entrega. Fomos salvos pela criatividade e inovação”.

Com a iniciativa, foi possível recompor, quase que por completo, os preços do queijo e a demanda está maior que a oferta. “Agora está faltando queijo, porque tivemos que cortar ração e desmamar as vacas. Esperamos que todo o cenário se restabeleça. O espírito solidário dos amantes do QMA e a contribuição de várias entidades em nos ajudar a encontrar alternativas foram essenciais para a sobrevivência do produtor e do QMA nesse momento de pandemia”, destacou.

As estimativas em relação ao mercado são positivas, principalmente, devido ao início da reabertura do comércio em alguns municípios.

“Após essa pandemia, tudo será diferente. Além de retomar o mercado dos restaurantes e empórios, os produtores ainda terão um novo canal de comercialização, que é a venda direta para consumidores finais de diversas cidades do Brasil feita através do WhatsApp e das redes sociais”, disse Leite.

Serra do Caroula aposta no WhatsApp: O produtor do Queijo Minas Artesanal Serra do Caroula, na região do Serro, Helen Assunção, foi um dos que recorreu ao WhatsApp para alavancar as vendas e reduzir os impactos negativos provocados pelo isolamento social para o controle do novo coronavírus.

Assunção explica que, logo na primeira semana de isolamento, os empórios cancelaram os pedidos, por isso, foi necessário suspender a produção. O leite, que antes era destinado ao queijo, foi vendido no mercado. Houve redução da rentabilidade, uma vez que o valor agregado do queijo é muito maior.

“No começo do isolamento social para controle da pandemia, a queda nas vendas foi muito grande, ficando em torno de 70% a 80%. Passei a comercializar o leite, mas tive prejuízos porque o valor agregado do queijo é maior. Então, tive a ideia de divulgar o queijo nos grupos de WhatsApp e pedir para que os amigos divulgassem o produto. A iniciativa deu super certo e criamos uma clientela de consumidores finais. A medida ajudou muito, e entrego os queijos, em Belo Horizonte, uma vez por mês”, disse Assunção.

A expectativa é de que a demanda dos empórios retome aos poucos, com o relaxamento do isolamento social já adotado em algumas cidades, mas haverá uma diversificação do público a ser atendido.

“Vamos continuar com as vendas para o consumidor final porque é mais um canal de vendas. Quanto mais alternativas, melhor e mais fácil escoar a produção dos queijos”, explicou Assunção.

Estado comemora Dia do Queijo Artesanal: O Dia do Queijo Artesanal Mineiro é comemorado em 16 de maio. Em busca constante do fortalecimento dos produtores do Queijo Minas Artesanal (QMA) e de políticas públicas que impulsionem o setor, foi criada a Associação Mineira dos Produtores de Queijo Artesanal (Amiqueijo). A entidade reúne, até o momento, nove associações representantes das regiões já reconhecidas como produtoras do QMA e que somam mais de 200 empreendedores.

As regiões representadas são Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Mantiqueira, Serra Geral, Serra do Salitre, Serro e Triângulo. A participação de associações de outras regiões também é permitida, porém, elas não terão direito a votos.

“Fundamos a Amiqueijo poucos dias antes da implantação do isolamento social, o que cerceou nosso caminhar, mas estamos conseguindo realizar reuniões semanais e virtuais para discutir os problemas do setor. Um dos principais objetivos é unirmos as associações para buscarmos políticas públicas que são necessárias para o desenvolvimento e fortalecimento do setor. Vamos buscar formas de avançar nas questões legais e na melhoria do marco regulatório”, explicou o presidente da Amiqueijo, João Carlos Leite.

Ainda segundo Leite, a Amiqueijo será importante para centralizar a representatividade do setor, facilitando o contato com os governos e contribuindo para a solução de gargalos. (Diário do Comércio)
                 

Campanha de doação já arrecadou mais de 30 mil litros de leite entre associados da Santa Clara
Os produtores associados à Santa Clara estão fortemente engajados em ajudar os gaúchos em situação de vulnerabilidade neste momento crítico, especialmente aqueles que não tem o básico para sua sobrevivência: o alimento. Para isso, até a manhã desta sexta-feira, 15 de maio, 552 produtores já haviam doado mais de 30 mil litros de leite, que após industrialização e envase na indústria, serão entregues ao Banco de Alimentos do RS e a outras instituições. O associado Leodir Ruppenthal, de Fortaleza dos Valos, foi um dos produtores que optou por contribuir com a iniciativa. “Nós pensamos e vamos colaborar. Somos uma família de pequenos produtores de leite, mas estamos fazendo a doação de coração”, frisou. A campanha de doação de leite organizada pela Cooperativa e protagonizada por seus associados é totalmente voluntária, assim, as doações são feitas se o produtor quiser e com o volume que puder. A arrecadação ainda está no começo e deve aumentar à medida que o contato com os produtores vai sendo reforçado pelos mais diferentes canais, desde via WhatsApp e SMS a ligações. Os interessados em contribuir podem entrar em contato com o Departamento de Política Leiteira (DPL) de sua região, técnicos, vendedores externos, lojas da Cooperativa ou ainda pelo WhatsApp (54) 99704-6290. (Santa Clara)