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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 01 de março de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.412


Ministério da Agricultura descarta restrições à importação de lácteos

O Ministério da Agricultura não vai apoiar o pedido de algumas entidades do setor leiteiro para conter as importações de lácteos, principalmente do Mercosul. No segmento, as compras são vistas como fator de desequilíbrio no mercado interno e de pressão negativa na rentabilidade dos pecuaristas brasileiros.

A Pasta descarta qualquer movimento restritivo no comércio internacional, mas quer isentar a compra de equipamentos para agroindustrialização e facilitar a entrada de milho norte-americano para abastecer a cadeia.

“Queremos proteger nosso produtor, mas nunca pensando em impedir algum tipo de importação. Isso fere a economia liberal e o tratado do Mercosul. Essa hipótese está descartada, impedir as importações jamais”, diz o secretário de Política Agrícola, César Halum. Segundo ele, o ministério tem conversado com autoridades de Argentina e Uruguai, principais exportadores desses produtos para o Brasil, e analisado se há prática de dumping em alguma operação.

Halum afirmou que, como forma de incentivar os produtores, a Pasta vai encaminhar à Câmara de Comércio Exterior (Camex) um pedido para retirar a tarifa de importação de equipamentos para a industrialização do leite. O ministério também tenta destravar a entrada de algumas cultivares transgênicas de milho usadas nos Estados Unidos por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para que a cadeia possa comprar o cereal americano.

O secretário diz confiar no ajuste natural do mercado para reduzir a entrada de lácteos estrangeiros no país. “Como o preço mundial subiu, e hoje dá paridade, entendo que as indústrias brasileiras vão deixar de importar naturalmente para poder comprar o leite daqui. Isso vai equilibrando o mercado”, afirma.

A Fetag-RS é uma das entidades que defendem a restrição às importações. “A gente pede proteção ao mercado nacional, ainda mais depois que caiu a taxa antidumping e ficou fácil importar leite. Estamos pedindo para estabelecer limites na importação”, disse Eugênio Zanetti, vice-presidente da entidade. Ele reconhece a dificuldade em convencer o governo a tomar medidas nesse sentido. “A ideia é que produtor seja mais competitivo, mas como vamos ser competitivos se não temos incentivos?”, questionou.

A Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) defende a tributação dos lácteos importados, como ocorre com o açúcar brasileiro quando é vendido para os países do Mercosul.

Em janeiro deste ano, as importações de produtos lácteos se aproximaram de 18 mil toneladas, volume 26% menor que o de dezembro de 2020, quando as compras alcançaram 22,6 mil toneladas. Na comparação com o primeiro mês do ano passado, no entanto, o volume aumentou 64%. Em janeiro de 2020, o Brasil importou cerca de 11 mil toneladas. No total do ano, as importações chegaram a 174 mil toneladas, segundo dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura. (As informações são do Valor Econômico)


Santa Clara lança bebida láctea que fortalece a imunidade

Cuidar da sua saúde e aumentar a imunidade tem sido algumas das principais preocupações das pessoas nos últimos meses. Para auxiliar nesse processo, a Cooperativa Santa Clara lança a bebida láctea Staymune, produto inovador que traz em sua composição duas substâncias importantes para o funcionamento do organismo: a beta-glucana de levedura e a fibra FOS (frutooligossacarídeo), além das vitaminas A, C e D.

 
 

Já a FOS (frutooligossacarídeo) é uma fibra e sua ingestão diária é comprovadamente benéfica à saúde humana, devido principalmente ao efeito prebiótico, que promove no organismo, por exemplo, a redução de colesterol sérico e auxilia na prevenção de alguns tipos de câncer.

A Vitamina A, por exemplo, fortalece o sistema imunológico e a visão. Já a Vitamina C auxilia no combate a gripes e resfriados e a Vitamina D protege o coração, previne e controla o diabetes.

A bebida láctea Staymune Santa Clara é leve e pode ser encontrada nos sabores morango e salada de frutas em embalagens econômicas de 800g, com um rendimento de quatro copos. (Assessoria de Imprensa da Santa Clara)

Na maioria das regiões é bom o desenvolvimento das culturas de verão, diz Emater

De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado, nesta quinta-feira (25/02), pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), do total implantado, 6% das áreas estão em maturação e a cultura ainda não começou a ser colhida, enquanto que no mesmo período da última safra já haviam sido colhidos 2% das lavouras. Outros 54% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos, 33% em floração e 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Praticamente metade (48%) das lavouras de milho do Estado está colhida.  Toda a grande região Noroeste apresentou perdas pela estiagem, e as demais regiões têm boa produção e potencial produtivo. A safrinha apresenta bom desenvolvimento. Outros 17% da cultura estão em fase de maturação, 18% em enchimento de grãos, 10% em floração e 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Bovinocultura De Leite: As condições meteorológicas têm permitido a retomada do uso das pastagens cultivadas com menor risco de degradação pelo pisoteio e arranque. As temperaturas amenas permitiram que os animais ficassem mais tempo em pastejo. Nos locais onde predomina a produção à base de pasto, os produtores têm conseguido garantir boa rentabilidade na atividade. 

Porém, os que dependem de insumos externos, como nos sistemas mais intensivos, a margem líquida está ficando abaixo da esperada pelos produtores, devido ao aumento significativo nos preços de fertilizantes e combustíveis. 

Em relação ao aspecto sanitário, o rebanho encontra-se em boas condições. O controle do carrapato continua. A redução na quantidade de chuvas diminuiu o acúmulo de barro, reduzindo a incidência de mastites ambientais. 

Quanto ao manejo reprodutivo, há boa taxa de prenhez das novilhas e matrizes. Nas propriedades nas quais as matrizes já estão sendo secas, os produtores são orientados a realizar o bom manejo de pré-parto. 

Na região de Santa Rosa, nos locais onde as temperaturas foram mais elevadas, houve limitação no tempo de pastejo, o que causou sobra de pastagem com alto teor de fibra. Esse desequilíbrio nutricional tem causado o aparecimento de leite instável não ácido (LINA), o que exige adequação no manejo e fornecimento de forrageiras à sombra, maior aproveitamento do pastejo noturno e também maior oferta de carboidrato como suplemento alimentar. 

Na região de Caxias do Sul, a maior parte da área de milho safrinha já foi semeada. As lavouras estão com boa produtividade e qualidade nutricional, o que indica uma recuperação nos estoques de volumosos nas propriedades para os próximos meses. 

Na região de Santa Maria, em Nova Palma e Restinga, houve uma leve queda na produção de leite; contudo, na maior parte da região, as chuvas e o rebrote das pastagens têm melhorado a produção diária de leite.  Acesse o Informativo Conjuntural completo clicando aqui. (SEAPDR)


Jogo Rápido

CMN aprova medidas para o setor leiteiro
Por solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou nessa quinta-feira (25) a contratação, até 30 de junho deste ano, com recursos obrigatórios, de Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP) para beneficiamento ou industrialização de leite. O limite de crédito é de até R$ 65 milhões, com taxa de juros de 6% ao ano e prazo de reembolso de até 240 dias. Também foi ampliado de um ano para dois anos o prazo de reembolso para contratação de crédito de custeio pecuário para retenção de matizes bovinas de leite. Segundo o CMN, as medidas foram adotadas para evitar a descapitalização desse segmento e garantir o abastecimento do mercado. O aumento dos preços dos insumos para ração das vacas leiteiras, como milho e farelo de soja, levou à queda na relação de troca entre esses insumos e o leite. Para 2021, não há expectativa de recuo no preço dos insumos e do custo da alimentação desses animais. Assim, dependendo do comportamento do preço do leite, a rentabilidade do setor pode ser prejudicada, o que pode induzir ao descarte precoce de matrizes leiteiras e, consequentemente, reduzir a oferta interna de leite. Agricultura Familiar: Outras duas medidas aprovadas na reunião do CMN, também a pedido do Ministério da Agricultura, vão ao encontro dos interesses dos agricultores familiares. A primeira autoriza o financiamento de operações de investimento, na fonte Recursos Obrigatórios, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o que pode resultar em até R$ 1,5 bilhão para em recursos novos para essa finalidade. A segunda medida amplia o prazo de crédito de curto prazo às agroindústrias familiares de um para dois anos, também em operações ao abalado do Pronaf. Ambas as medidas também tem prazo de contratação até 30 de junho de 2020. (MAPA)

 

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Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.411


Estado terá chuvas escassas e irregulares nos próximos dias

Nos próximos sete dias, as chuvas permanecerão de baixo volume e irregulares no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 08/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Irga.

Até domingo (28), o tempo seco, com nebulosidade variável e temperaturas elevadas, vai predominar na maioria das regiões, porém no Litoral Norte, Serra do Nordeste e Campos de Cima da Serra, a circulação de umidade do mar para o continente mantém a possibilidade de pancadas isoladas de chuva, especialmente entre a tarde e à noite.

Na segunda (01º/3), o tempo firme seguirá predominando e a presença do ar quente manterá as temperaturas altas. Entre a terça (2) e a quarta-feira (3), o calor e o ingresso de ar úmido favorecerão a formação de áreas de instabilidade que provocarão pancadas de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de temporais isolados.

Os volumes previstos serão baixos e inferiores a 10 mm na maioria das regiões. No Alto Uruguai, Planalto, Serra do Nordeste e no Litoral Norte os totais deverão oscilar entre 15 e 30 mm, podendo superar 40 e 50 mm em algumas localidades, principalmente nos Campos de Cima da Serra.

O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, feijão, milho, mandioca, ameixa, oliveira, cana-de-açúcar e arroz. O documento completo pode ser consultado em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia. (Seapdr)


Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 26 de Fevereiro de 2021 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Janeiro de 2021 e a projeção dos valores de referência para o mês de Fevereiro de 2021. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

 
 

1 - Valor, em R$/litro, para o leite posto propriedade com Funrural incluso.

Períodos de apuração
Mês de Janeiro/2021: De 04/01/2021 a 31/01/2021
Parcial Fevereiro/2021: De 01/02/2021 a 21/02/2021

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Sistema Faesc)

 

CNA debate crise do setor lácteo

Lácteos - A Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (24), para discutir ações e medidas com o objetivo de controlar a crise do setor de lácteos no país.

O presidente da Comissão, Ronei Volpi, e o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentaram as propostas que a CNA levou, no início do mês, à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em reunião com a Câmara Setorial de Leite e Derivados do Ministério.

“Levamos sete propostas para ministra com o intuito de amenizar os impactos na redução dos preços aos produtores ocasionada pela queda no consumo de lácteos e aumento da oferta de leite, bem como a alta nos custos de produção puxados principalmente pelo preço dos grãos”, afirmou Volpi.

Entre as propostas, apresentadas pelo superintendente técnico, estão ações relacionadas à redução dos custos de produção, crédito e prorrogações de financiamentos, combate a práticas desleais de comércio e ampliação de compras governamentais.

Eles também relataram os pontos discutidos em reunião com as Superintendências de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Nordeste (SUDENE) e Centro-Oeste (Sudeco), em reunião na terça (23), como a prorrogação do pagamento dos financiamentos destinados à produção de leite e a redução da burocracia na contratação de novos créditos.

Segundo Ronei Volpi, dentro das ações em andamento, foi criado um grupo técnico para analisar as importações de lácteos. Cinco entidades do setor privado participam do grupo: CNA, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação dos Produtores de Leite (Abraleite), Viva Lácteos e Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ). “O intuito é trazer diretrizes para o Brasil lidar melhor com essa questão que está inviabilizando o mercado brasileiro”, disse.

Durante a reunião, representantes das entidades falaram sobre a situação do setor nos estados e fizeram sugestões para a comissão.

“Ouvimos os estados e colhemos sugestões de ações para mitigar as dificuldades dos produtores. Temos toda uma pauta a ser trabalhada e um grande desafio para os próximos meses”, completou Volpi.

Propostas apresentadas ao Ministério da Agricultura pela CNA:

1. Reduzir a zero as alíquotas do PIS/PASEP e da COFINS dos insumos utilizados na ração e suplementos minerais de bovinos;

2. Solicitar a CTNBio, em caráter de urgência, avaliação da biossegurança de milhos OGM exportados pelos EUA para alimentação animal;

3. Suspender a cobrança do Adicional de Frente para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) de insumos utilizados na ração animal, bem como de fertilizantes;

4. Zerar a TEC de máquinas e equipamentos utilizados na atividade leiteira;

5. Reduzir burocracias na tomada do crédito e prorrogar pagamento dos financiamentos destinados à produção de leite;

6. Apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 952/2019 que combate práticas desleais de comércio na importação de leite em pó;

7. Ampliar compras governamentais de produtos lácteos.

(Assessoria de Comunicação CNA)


Jogo Rápido

RS: extensionistas falam sobre importância da assistência técnica na produção leiteira
Os extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar, Leandro Ebert, que atua no município de Serafina Corrêa, e Jeferson Figueiredo, que atua em Frederico Westphalen, participaram nesta quarta-feira (24/02) de uma live sobre A Importância da Assistência Técnica Qualificada para Produtores de Leite, promovida pelo engenheiro agrônomo Julaino Alarcon - Dr. Pastagem, no canal no YouTube. O público online ouviu o relato das experiências do trabalho desenvolvido pelos extensionistas nos municípios com as propriedades leiteiras e os resultados alcançados. De acordo com eles as famílias têm potencial para melhorar a eficiência produtiva das propriedades, gerando resultados econômicos melhores. Apesar das pastagens utilizadas em cada região poderem diferir, em função principalmente do clima, há ajustes que são básicos para gerar resultados, e que envolvem o solo, o planejamento forrageiro, a alimentação e o bem-estar animal. "Com uma assistência técnica tem condições de as famílias viabilizarem o leite independente do seu sistema de produção e da necessidade de investimentos na propriedade", ressalta Ebert. Mas ele frisa que técnico e família têm que estar de acordo, precisam ter os mesmos objetivos e metas e fazer o planejamento do trabalho que vai ser executado, para que os resultados aconteçam. (Agrolink)

 

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Porto Alegre, 25 de fevereiro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.410


Leite: sem auxílio emergencial, preço está 6% menor que em outubro

De acordo com a Embrapa, o benefício estava sendo usado por famílias de baixa renda para comprar alimentos, incluindo lácteos

A média nacional de preços do litro de leite pago ao produtor, que em outubro de 2020 atingiu R$ 2,16, chega em fevereiro a R$ 2,03, queda de 6%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

“Essa redução está vinculada a maior produção no período de safra e a uma diminuição geral na demanda por produtos lácteos pela população”, diz o pesquisador João César Resende, da Embrapa Gado de Leite.

Ele lembra ainda que o auxílio emergencial, pago aos mais carentes devido à pandemia da Covid-19, foi essencial para manter à demanda aquecida em 2020 e os preços mais elevados para os produtores. Com a diminuição do valor (de R$ 600 para R$ 300) e depois o fim do benefício, as compras de derivados do leite pela população estão caindo e dificultando as vendas no varejo.

Denis Rocha, analista da Embrapa Gado de Leite, vê desafios para que o bom momento pelo qual o setor atravessou no ano passado se repita em 2021. “Ainda que o auxílio emergencial seja retomado pelo governo, o valor deverá ser menor e menos pessoas irão recebê-lo”. Segundo o analista, um novo aquecimento de demanda dependerá da retomada econômica. 

Custos de produção também preocupam setor do leite: Além da redução de demanda, o que tem preocupado o setor são os custos de produção, que estão em alta. Glauco Carvalho, também pesquisador da instituição, informa que, em relação a 2019, a alta média no custo de produção atingiu 10,7%. Nos últimos dois anos, esse índice chega a 24,6%.

O que tem puxado os custos é, principalmente, a alimentação à base de concentrados para o rebanho. Durante a reunião mensal de conjuntura do Centro de Inteligência do Leite da Embrapa Gado de Leite, realizada na segunda semana de fevereiro, pesquisadores e analistas apontaram que o custo do saco de 60 quilos da mistura milho/soja (70% de milho e 30% de farelo de soja) mais que dobrou em dois anos: em janeiro de 2019, era vendido a R$50,37, chegando a R$ 115,79 no mesmo mês, em 2021.

“O custo do concentrado acompanha as cotações do milho e da soja nos mercados nacional e internacional. Como os dois estão em elevação e sem sinais de que vão retroceder neste ano, os custos para se produzir o leite nas fazendas vão continuar elevados e penalizando a rentabilidade dos produtores até o final do ano”, diz Resende.

Preços dos lácteos: No atacado de São Paulo, os preços dos principais produtos lácteos recuaram. O leite UHT, vendido a R$ 3,67 em agosto, foi negociado no dia cinco de fevereiro a R$2,90. A muçarela, o derivado que mais se valorizou durante a pandemia, chegando a ser vendida a R$ 29,69, no início deste mês estava a R$ 22,38. O leite em pó fracionado, que chegou a ser vendido a R$ 25,27 no início de outubro, fechou em R$21,73 no dia cinco de fevereiro.

No mercado spot (leite comercializado entre as indústrias), que apresentou grande valorização no ano passado, com a maior cotação a R$2,75/litro, era vendido no início de fevereiro a R$1,95/litro, segundo dados do Cepea/OCB.

Balança comercial: Outra notícia para os produtores que se preocupam com a concorrência externa é a queda no volume de importações de leite (caíram cerca de 18%, em janeiro, na comparação com dezembro de 2020). Entretanto, os volumes importados continuam em patamares elevados, sendo 82% superior a janeiro de 2020.

Na reunião da Câmara Setorial do Leite, ocorrida no dia cinco de fevereiro, a Abraleite e outras lideranças do setor, reivindicaram junto à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, “a suspensão imediata das importações de lácteos da Argentina e do Uruguai, até que os setores produtivos do Brasil e dos países vizinhos estabeleçam tratativas de convivência mútua.”

A Abraleite sugere tributar os lácteos importados, da mesma forma que o açúcar brasileiro é tributado para ser vendido nos países do Mercosul. Em 2020, o Brasil importou 1,35 bilhão de litros equivalentes de leite e exportou 101 milhões de litros equivalentes. (Canal Rural)


 
Saúde e sustentabilidade ganham espaço na escolha por leite e derivados

Saúde e sustentabilidade - O fortalecimento do sistema imunológico e a perda de peso, são cada vez mais determinantes na hora do consumidor escolher produtos derivados do leite. 

Segundo Kennya Siqueira, pesquisadora da Embrapa Gado de Leite, a tendência de valorizar os lácteos com benefícios para a saúde vinha sendo observada nos últimos anos, com produtos que melhoram o funcionamento do intestino, mas se intensificou com a pandemia, que reforçou a preocupação do consumidor com a saúde e perda de peso” que se por um lado reforçou a preocupação com a saúde, por outro, aumentou o ganho de peso extra devido à quarentena. 

A indústria laticinista está atenta a essa tendência. “As principais inovações do setor para este ano devem ser no sentido de oferecer produtos voltados para o fortalecimento do sistema imune e que ofereçam mais benefícios nutricionais e funcionais por kilocaloria”, diz a pesquisadora.

De acordo com Innova Consumer Survey, plataforma de tendências de mercado, seis de cada dez consumidores no mundo buscam alimentos e bebidas cuja finalidade é aumentar a imunidade. Isso tem levado as indústrias a desenvolverem produtos nutracêuticos, com compostos bioativos, que tragam benefícios à saúde como vitaminas C e B6, além do ômega 3. 

Segundo Kennya, essa tendência lança luz nos iogurtes, produto com alta densidade nutricional. “Os iogurtes, em especial, devem se beneficiar, visto que já são reconhecidos como alimentos que aumentam a imunidade do organismo”. A empresa de pesquisa de mercado Technavio estima que  a taxa composta de crescimento no mercado anual de iogurtes fique acima de 5%.

A saúde intestinal sensibiliza os consumidores há mais tempo. A indústria de alimentos possui uma série de produtos direcionados à atuação na microbiota intestinal, que refletem em melhorias de problemas metabólicos, controle de peso, imunidade e bem-estar emocional. 

Segundo a pesquisadora, os derivados lácteos têm uma vantagem nesse sentido: alguns, por já terem naturalmente atuação na microbiota intestinal; outros por serem ótimos veículos para prebióticos, probióticos e simbióticos.

A relação lácteos/saúde cerebral também tende a ganhar destaque em 2021. Os alimentos nootrópicos (que possuem substâncias com ações positivas para o cérebro) estavam no radar da indústria de alimentos antes da pandemia. No parecer da pesquisadora, os produtos nootrópicos ganharão destaque no setor lácteos em 2021, embora em proporção menor do que aqueles destinados ao fortalecimento do sistema imune. 

De modo geral, os alimentos nutraceuticos estarão cada vez mais presentes na mesa do consumidor. Segundo dados da Global Market Insights, empresa de consultoria sobre o mercado global, os produtos lácteos destinados a promover a saúde movimentarão US$ 21 bilhões, em 2026. (Fonte: Embrapa)

Whey protein, um produto do soro de leite: efeitos em exercícios físicos

Whey proteins (proteínas do soro)  são proteínas de mais alta qualidade, devido ao seu conteúdo de aminoácidos (alto conteúdo de aminoácidos essenciais, de cadeia ramificada e leucina) e rápida digestibilidade. O consumo de proteína de soro de leite tem uma capacidade robusta de estimular a síntese de proteína muscular.     

Sua ingestão associada à prática ou não de exercício físico tem mostrado benefícios como favorecimento no ganho de força muscular, o alto teor de cálcio, que favorece a redução da gordura corporal, e o aumento da densidade óssea mineral. Pode causar uma diferença no peso corporal associado à diminuição da massa gorda, diminuição da circunferência abdominal.  

Dentre os benefícios ao organismo humano relacionados ao consumo de proteínas do soro, é possível destacar aumento de força, maior resistência muscular, ganho de massa muscular e uma melhor recuperação depois do treinamento.

Também ajuda a evitar a perda da massa muscular vinculada ao envelhecimento (conhecida como sarcopenia), reduz a acumulação de gordura no corpo, diminui as inflamações, possui propriedades anticancerígenas, fortalece o sistema imunológico e reduz os níveis de glicose no sangue. Desta forma, acaba também por prevenir à diabetes do tipo dois, diminuindo o nível de triglicerídeos no sangue

Todos os tipos de whey protein são oriundos da mesma matéria-prima, que é a proteína do soro do leite. A diferença está no processo de fabricação, filtragem e possíveis adições, existindo hoje no mercado três tipos de whey protein: concentrado, isolado e hidrolisado.

O whey protein concentrado passa por menos processos de filtragem, sendo a proteína mais “grosseira”. Suas moléculas de proteínas são maiores, e por esse motivo, o processo de digestão é mais lento. Em sua composição, podem haver partes de carboidratos, gorduras e lactoses, não sendo recomendado para quem possui alergias ou intolerância à lactose. A porcentagem de proteína no whey protein concentrado também é menor do que nos outros tipos, sendo a média de 29% a 80%

No whey protein hidrolisado, as moléculas de proteína são quebradas em partículas menores durante o processo de filtragem, e com isso, a digestão acontece mais rapidamente. Isto faz com que a proteína seja absorvida de maneira mais fácil e ágil pelo organismo, chegando desta forma mais rapidamente aos músculos.

Tal processamento mantém este formato de whey protein isolado com níveis próximos a zero de carboidratos, gorduras e lactose (teor próximo de 95% de proteínas), podendo ser ingerido por alérgicos ou intolerantes à lactose, porém com custo superior aos outros tipos.

Os indivíduos realizam treinamentos de resistência com o intuito de melhoria da força, resistência, potência e aumento da massa muscular. Embora o treinamento de resistência possa ser visto como atividades para atletas e fisiculturistas, esse tipo de treinamento também pode ser benéfico para a reabilitação, recuperação de lesões, para atenuar os declínios relacionados à idade na função e na massa muscular e também para o controle de peso.

O exercício de resistência cardiorrespiratória depende principalmente do sistema aeróbio para fornecer energia para o desempenho da atividade. Os combustíveis predominantes para exercícios aeróbicos são carboidratos e gorduras, mas a oxidação de aminoácidos pode contribuir com valores entre 5% e 20% em direção ao metabolismo energético total.

Portanto, a suplementação com whey protein pode ser benéfica para aqueles que desejam melhorar a oxidação de proteínas durante o exercício e auxiliar na recuperação de exercícios prolongados por meio de reparo de tecidos.

Esportes de sprint (arrancada) múltiplo combinam elementos de exercícios de resistência e aeróbicos, ou seja, exercícios prolongados pontuados por curtos períodos de atividades de força como corrida, salto ou luta.

Os atletas de esportes coletivos podem se beneficiar da suplementação de whey protein de várias maneiras, incluindo melhorias na potência anaeróbia, aumento da massa muscular, fornecimento de combustível durante o exercício, reparo muscular e recuperação de glicogênio muscular após o exercício.

Whey proteins são a fonte ideal para suportar a síntese da proteína muscular em repouso e após exercícios de resistência, bem como para induzir hipertrofia muscular e ganhos de força com o treinamento de resistência.

Assim, a inclusão da proteína do soro do leite é um componente importante para aperfeiçoar a composição corporal. No entanto, a indicação do uso de suplementos nutricionais, como o whey protein, pode ser realizada por nutricionistas ou médicos especializados, após avaliação nutricional. (Milkpoint)


Jogo Rápido

Agrolink News 
O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, falou ao programa sobre o cenário lácteo. Tem ainda mais notícias do agronegócio e as cotações do mercado. Para ouvir o podcast, clique aqui. (Agrolink)
 

 

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Porto Alegre, 24 de fevereiro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.409


Projeto quer viabilizar atividade leiteira para pequenos produtores no RS

O ‘Elite a Pasto’ busca um sistema de produção mais democrático e menos concentrado nas médias e grandes propriedades

Na semana passada,  a Emater/RS-Ascar realizou a última das doze entrevistas do projeto “Elite a Pasto”, desenvolvido na cidade de Serafina Corrêa. O projeto tem como objetivo desenvolver um sistema de produção de leite que permita viabilizar a atividade leiteira para pequenas e médias propriedades com o uso de pastagens.

De acordo com o engenheiro agrônomo Leandro Ebert, extensionista da Emater, a atividade leiteira vem passando por um processo de concentração em médias e grandes propriedades que conseguem adotar as novas tecnologias e efetuar os investimentos necessários para aumentar a escala da exploração. Enquanto isso, pequenas propriedades vão sendo excluídas da atividade sem ser apresentadas a uma opção ou alternativa de um sistema de produção viável aos recursos disponíveis.

Nessa primeira etapa, buscando compreender o cenário atual com cada família e provocar a reflexão dos participantes para posteriormente procurar a transformação da realidade, os extensionistas realizaram entrevistas com as famílias. As entrevistas orais foram baseadas no diálogo, de forma a ouvir os participantes, levantando aspectos relativos à história ou à jornada da família com a bovinocultura leiteira e com pastagens; a experiência relacional com a assistência técnica; as barreiras, problemas ou dificuldades atuais e, por fim, aos motivos ou fatores causadores da situação atual.

O conteúdo das entrevistas está sendo processado pelos extensionistas do município visando encontrar tanto os pontos comuns quanto as especificidades importantes para o processo. Posteriormente, esses pontos serão discutidos com as famílias participantes para desenvolver a próxima etapa do projeto, quando será feito o planejamento das ações.

Para a extensionista social Sandra Elisa Manteze, um dos pontos relatados pelas famílias nas entrevistas, e que merece destaque, é que apesar de enfrentar diversas dificuldades durante os anos, a dedicação das pessoas pela atividade ou por suas propriedades, com o amor pela terra e pelas suas raízes, permitiu que elas permanecessem no campo e fizessem a propriedade dar certo. “Conforme relataram, graças a essa dedicação, as famílias alcançaram a qualidade de vida que têm atualmente, vivendo e tirando o sustento todos esses anos junto da família, o que não conseguiriam se tivessem abandonado a propriedade e migrado para o meio urbano”, frisa a extensionista.

“Com as informações levantadas nas entrevistas pudemos identificar também os desafios que enfrentam atualmente, suas origens e os pontos críticos para ação junto aos participantes. A partir disso pretendemos, como Extensão Rural e Social, atuar junto das famílias para construir um modelo de produção adaptado à realidade de cada uma delas, ao se utilizar dos recursos e condições identificados e considerando as suas realidades e anseios”, destaca Ebert. (Canal Rural)


UE registra alta de 1,6% na produção de leite em 2020

A União Europeia (UE) manteve, ao longo de 2020, a tendência de aumento da produção de leite registrada nas últimas estações, com um aumento este ano de 1,6%. Entre os principais produtores da UE, os maiores produtores foram os que apresentaram menor crescimento, com a Alemanha aumentando a produção em 0,3% este ano, enquanto a França aumentou em 0,5%.

Gráfico 01: Captação de leite de Vaca UE:

 
A UE manteve, ao longo de 2020, a tendência de aumento da produção de leite registrada nas últimas estações, registrando alta de 1,6%.

Em dezembro de 2020, a produção europeia cresceu 0,2% em relação a 2019 com mais 25 mil toneladas de leite produzidas. A Irlanda é o grande impulsionador deste aumento com um ganho de 4,6% com 11.000 toneladas a mais produzidas. Em seguida vem Itália, onde o aumento percentual é de 3,5% e 36.000 toneladas. Polônia e Espanha também estão em alta. No primeiro caso, com um aumento de 1,2% (+12.000 toneladas), enquanto no país ibérico o aumento foi de 1,2% (+7.000 toneladas).

Pelo contrário, Holanda, Alemanha e França apresentam valores decrescentes. No caso da Holanda, a queda foi de  0,4% (-4000 toneladas); na Alemanha, a queda foi de 1,1% (-29.000) e chega a 1,4% na França com 30.000 toneladas de leite produzidas a menos em dezembro de 2020 em relação a 2019, o que significa uma queda de 1,4%. (As informações são do Agronewscastillayleon, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Nota de Conjuntura: Mercado de Leite e Derivados - Fevereiro de 2021

As importações de leite pelo Brasil, depois de um vigoroso crescimento de 302,1% entre abril e novembro de 2020, começaram a cair em dezembro e confirmaram a tendência de queda em janeiro de 2021. De novembro/20 até janeiro/21, o volume de leite importado acumula uma queda de 21% (Figura 1). A redução do consumo, a menor competitividade do leite importado e o aumento da oferta interna explicam este movimento. A menor competitividade da importação se deve ao aumento do preço internacional do leite em pó (valorização média de 15% entre novembro/20 e o início de fevereiro/21), atrelado à perda de valor da moeda nacional frente ao dólar e à queda de preço da matéria prima nacional, ou seja, dos preços que a indústria paga pelo leite comprado dos produtores.

Depois do preço do leite ao produtor subir de R$1,38 para R$2,16/litro (valor nominal líquido na média nacional) de maio até outubro do ano passado (56,5% de aumento), a partir de novembro o movimento de alta cedeu e o preço em janeiro fechou na casa dos R$2,03/litro. Mesmo em um patamar 48,7% maior do que os preços em vigor em janeiro do ano passado (R$1,37/litro), a rentabilidade dos produtores caiu no período devido ao expressivo aumento nos custos de produção, puxados principalmente, pela alimentação concentrada. O índice RMCR (Receita Menos o Custo da Ração), indicador de rentabilidade da atividade leiteira do MilkPoint, aponta uma queda de 16,1% na renda líquida dos produtores entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. Só de dezembro/20 para janeiro/21, a queda foi de 10,9%. Outro indicador de rentabilidade, o poder de compra do preço do leite em relação ao custo do alimento concentrado fornecido para as vacas (denominado relação de troca), confirma esta tendência: de setembro/20 a janeiro/21, o poder de compra do preço do leite caiu 48,6% em relação ao custo do concentrado. Neste caso, a queda de dezembro/20 para janeiro/21 foi de 16,8%.

Desde meados de dezembro/20 também os preços do leite Spot e dos principais derivados no mercado atacadista estão em queda. No mercado de Minas Gerais, da 2ª quinzena de dezembro/20 até a 1ª quinzena de fevereiro/21, a cotação do leite Spot caiu de R$2,40 para R$1,95/litro, uma redução acumulada de 18,7%. No mercado atacadista de São Paulo, o leite UHT caiu de R$3,34 em 03/12/20 para R$2,90/litro em 05/02/21, queda de 13,2%. No mesmo período, o queijo muçarela caiu de R$26,88 para R$22,38/kg, queda de 16,7%. O leite em pó fracionado, depois de chegar em R$ 25,27/kg no início de outubro/20, mesmo com oscilações pontuais nos dois meses seguintes, passou a registrar contínuas quedas nas últimas quatro semanas, chegando a R$21,73/kg na cotação de 06/02/21.

No caso dos preços do milho e da soja, os dois insumos mais importantes para a composição dos custos de produção do leite, não existe sinalização de mercado sustentando alguma queda significativa no curto prazo. Os preços devem continuar mais elevados em comparação com os valores pagos pelos produtores no primeiro semestre de 2020.

Até o momento, portanto, o quadro que se apresenta para os próximos meses é de consumo de lácteos mais fraco, caso não haja um novo auxílio econômico para a população mais vulnerável, fato que deve pressionar os preços dos principais derivados e, consequentemente, o preço pago ao produtor. Os custos de produção devem continuar elevados podendo comprometer a rentabilidade das fazendas. Mesmo com as importações em queda, a expectativa deve se concentrar na retomada da economia brasileira, esperada em 4% para este ano. Enquanto isso, o cenário continua sendo de cautela para todos os segmentos da cadeia produtiva. (CiLeite)


Jogo Rápido

Edson Brum será o novo secretário de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul
O deputado estadual Edson Brum (MDB) aceitou o convite do governador Eduardo Leite para o desafio de comandar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado. Brum, que assumirá a pasta em março em meio a uma das maiores crises da história, afirmou: "Não podemos ficar só nos queixando da pandemia, da crise, da estagnação. Precisamos valorizar a matriz produtiva gaúcha, aumentar a competitividade das nossas empresas e do Estado para atrair investimentos". Deputado estadual no quinto mandato, Edson Brum é amplo conhecedor do Estado e tem bom trânsito nos setores empresariais e no agronegócio. Ele acredita que o caminho para vencer as dificuldades se dará com ajuda dos empresários, com foco em tecnologia e sustentabilidade e enfrentamento às amarras que a burocracia impõe. “Só teremos desenvolvimento através de engajamento com a iniciativa privada, com o encurtamento da burocracia e com a preparação da nossa mão-de-obra para as mudanças que a tecnologia e a pandemia já trouxeram”, enfatizou. (Assessoria de imprensa Edson Brum)
 

 

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Porto Alegre, 23 de fevereiro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.408


Conseleite/RS: Alta de custos e importações desafiam setor lácteo

A alta de custos de produção no campo e na indústria preocupa o setor lácteo gaúcho, que se reuniu na manhã desta terça-feira (23/02) em encontro mensal virtual do Conseleite. O colegiado informou que a projeção do valor de referência do litro para fevereiro é de R$ 1,3710, queda de 4,40% em relação ao consolidado de janeiro (R$ 1,4341). Apesar da redução, o indicador está 17% acima do patamar do mesmo mês de 2020. “A expectativa é que os preços fiquem estáveis ao longo do ano”, ponderou o professor da UPF Eduardo Finamore.

O vice-presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, alertou que as indústrias estão trabalhando com margens negativas como resultado de um mix de fatores, como a retirada do auxílio emergencial, a suspensão da volta às aulas e uma elevação generalizada de custos, além da concorrência com os produtos importados. “Estamos vivendo um cenário incerto. Nossa única certeza é o custo elevado.

Diferentemente de anos anteriores, não temos aquela expectativa de que, depois do Carnaval, o ano vai decolar”, lamentou. Com a recente alta dos combustíveis, o dirigente teme por um efeito em cascata e forte impacto na inflação. “O ano de 2021 será de margens ajustadas para todo mundo”, confirmou.

Presidindo a reunião, o secretário do Conseleite, Tarcísio Minetto, prevê um cenário delicado para o futuro. “Os desafios são grandes principalmente com a alta do dólar e dos insumos”. Ele confia na retomada do auxílio emergencial, valor que pode ajudar a reaquecer o consumo das famílias. Por outro lado, espera que as restrições da pandemia possam ser flexibilizadas em breve com o avanço da vacinação.

Para aliviar a pressão sobre a produção, o setor acredita que será preciso chamar o governo, o varejo e as redes de fornecedores para o debate. “A indústria está no meio do mercado. Precisamos chamar setores paralelos para conversar. Vai sair produtor do setor, mas, se continuarmos assim, vai sair indústria também”, alertou Guerra.

Presente ao encontro, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, clamou por maior união do setor lácteo por pautas coletivas e informou que os produtores estão com muita dificuldade de se manter no mercado, o que deve resultar em uma nova debandada da atividade. “Não temos a receita pronta, mas esse colegiado tem que se preocupar com as pessoas, com as famílias que estão no meio rural”, pontuou. E pediu maior diálogo com o poder público. “Temos que fazer o governo entender que a importação nos mata”, disse.

Mudança na Coordenação: O Conseleite também aprovou, nesta terça-feira, a mudança em sua coordenação, conforme já definido em estatuto. A partir da próxima reunião prevista para o final de março, a presidência será assumida pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e a vice-presidência, pela Federação da Agricultura do RS (Farsul), invertendo as posições mantidas até então. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)


Conseleite/PR: projeção de queda de 5,96% no preço do leite entregue em fevereiro

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 23 de Fevereiro de 2021 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Janeiro de 2021 e a projeção dos valores de referência para o mês de Fevereiro de 2021, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Fevereiro de 2021 é de R$ 2,8247/litro.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 

 

Rússia: consumo de lácteos deve aumentar no país
O consumo de lácteos da população russa deve aumentar para 36 milhões de toneladas em 2025, ou 245,5 litros per capita, 2% acima em relação a 2020, previu o banco agrícola estatal Rosselhozbank. O crescimento deverá ser impulsionado pela crescente demanda por manteiga e queijo.
Esta tendência abrirá caminho para que o setor lácteo russo expanda sua capacidade de produção. Em 2023, o país deve apresentar novas fazendas de leite com um desempenho de produção total projetado de 1,2 milhão de toneladas de leite por ano. A longo prazo, a indústria de laticínios deverá aumentar a produção de leite de 5 milhões de toneladas por ano, estimou o Rosselhozbank. Em 2020, a indústria de laticínios nacional se tornou a segunda mais atrativa para o segmento de investimentos da pecuária russa. “Por muito tempo, o principal impulsionador desse processo de crescimento do consumo de proteína animal na Rússia foi a indústria avícola, produção de frango e peru. Desde 2015, a carne suína tem desempenhado um papel cada vez mais importante na ingestão de proteína na Rússia.
Em geral, o país ainda está atrás dos países europeus em termos de consumo de laticínios. Em 2020, o consumo per capita subiu para 239 kg, 30% abaixo das recomendações oficiais do Ministério da Saúde russo. Autoridades do governo russo acreditam que o consumo doméstico de lácteos pode alcançar o nível europeu na próxima década. Embora a Rússia já tenha alcançado a autossuficiência em aves e suínos, este não é o caso com laticínios.
Em 2020, o país importou 18% de todos os laticínios comercializados no mercado interno. Em 2025, o Rosselhozbank prevê que este valor diminua para 16%. Em 2020, o preço médio dos produtos lácteos no mercado russo aumentou 3,9%, abaixo da taxa média de inflação dos alimentos de 4,9%. De acordo com Dalnov, esse fator impulsiona a demanda por lácteos entre a população russa, pois estão se tornando mais acessíveis. "Prevemos que com a recuperação econômica e a melhoria dos padrões de vida, a competição entre as diferentes fontes de proteína aumentará", acrescentou Dalnov.

Nesse cenário, os investimentos estão fluindo não só na produção de leite, mas também no segmento de beneficiamento de leite. "Uma parcela significativa dos projetos neste campo está associada a investimentos de grandes produtores em capacidade de processamento de leite e ao estabelecimento de complexos de produção de ciclo completo. Essa tendência é mais comum na Rússia Central e na Sibéria Ocidental, onde, de acordo com nossas previsões, o segmento de processamento tem potencial para expandir a capacidade em 600.000 toneladas por ano até o final de 2021 ", disse Dalnov. (As informações são do Dairy Global, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido

Jogo Rápido
Ajude na pesquisa sobre silagem de milho em propriedades leiteiras e ganhe acesso ao MilkMonitor
A Agripoint Consultoria tem o intuito de investigar o uso de silagem de milho em fazendas leiteiras. A pesquisa será realizada através de um questionário online, de participação voluntária e os respondentes que fizerem uso de silagem de milho irão ganhar 2 meses de acesso ao Milk Monitor. Para quem não conhece, o Milk Monitor é um aplicativo focado em te manter informado sobre tudo o que ocorre no mercado lácteo brasileiro. São vídeos, áudios, PDF's e textos com informações de preços de derivados, preços de insumos, dicas de gestão e muito mais. Gostaríamos do seu auxílio com a coleta de respostas e se possível, com a divulgação do questionário com outros profissionais da área. Você pode responder o questionário clicando aqui. A sua contribuição fará toda a diferença na obtenção do diagnóstico quanto ao uso de silagem de milho na produção de leite no Brasil. (Milkpoint)
 

 

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Porto Alegre, 22 de fevereiro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.407


Projeto regional visa maximizar eficiência de sistemas de irrigação

A Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), através do Escritório Regional de Frederico Westphalen, juntamente com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), campus de Frederico Westphalen, iniciaram um projeto de pesquisa pioneiro para caracterização das condições físico-hídricas do solo da região, a fim de dar suporte ao manejo de sistemas de irrigação na região.

A intenção do projeto, desenvolvido com a participação do Laboratório de Física do Solo, do curso de Agronomia da UFSM/FW, é possibilitar aos agricultores que fazem uso de sistemas de irrigação o conhecimento sobre o momento mais adequado para utilização dessa ferramenta. O objetivo dessa pesquisa é apresentar aos produtores um esquema que o permita saber o melhor momento para ligar e desligar sua irrigação, de acordo com as necessidades da sua propriedade e da sua produção. “Dessa forma, o produtor irá manejar de maneira mais eficiente o sistema de irrigação, aplicando o volume correto de água, no momento que a planta mais necessita, evitando desperdícios de energia e água”, explicou o extensionista rural e coordenador regional de recursos naturais da Emater/RS-Ascar, Carlos Roberto Olczevski.

De acordo com o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, um dos fatores que motivaram a inciativa foi a forte estiagem enfrentada pela região em 2020. "No último ano, a região passou por uma severa estiagem, e nos chamou a atenção a ociosidade dos sistemas de irrigação e a baixa produtividades em algumas áreas irrigadas. Por essa razão, procuramos a universidade, para juntos profissionalizarmos a atividade, garantindo precisão e eficiência nas propriedades rurais", observou.

Na primeira etapa do projeto as duas instituições desenvolverão diferentes papeis. A Emater/RS-Ascar é responsável por identificar os agricultores irrigantes nos municípios da região, traçando a logística de transporte dos estudantes da universidade até as propriedades, a fim de realizarem a coleta das amostras do solo.

O professor da UFSM/FW, Vanderlei Rodrigues da Silva, coordenará o processo de análise das amostras de solo, que serão avaliadas de acordo com as diferenças nas curvas de retenção de água, buscando uma medida que represente os diferentes tipos de solos da região e sua capacidade de retenção de água. "Estas informações, junto com o coeficiente da cultura irrigada, a temperatura ambiente e as chuvas ocorridas nos dias anteriores, poderão definir o momento correto de irrigar uma lavoura", observou Vanderlei.

O passo seguinte será coletar o maior número de amostras de solo em todos os municípios. Até o momento foram coletadas amostras de sete diferentes lavouras irrigadas. É preciso aumentar essa área de amostragem, para que seja possível chegar às informações que representem a capacidade de retenção de água dos solos da região. "Outro objetivo desse projeto é desenvolver um aplicativo de fácil utilização pelos agricultores irrigantes, o qual permitirá a eles saberem qual o momento exato que deverão ligar e desligar seus sistemas de irrigação. Sistemas similares já existem, mas há custos que muitos agricultores não podem acessar, por isso a intenção é disponibilizar este aplicativo de maneira gratuita aos agricultores familiares da região", completou Olczevski. (Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Frederico Westphalen)


Valor Bruto da Produção pode atingir R$ 1 trilhão até o fim deste ano

Houve acréscimo de 11,8% em relação ao ano passado. Os preços agrícolas favoráveis para grande parte dos produtos e as boas previsões para a safra deste ano foram fatores decisivos para o resultado

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) está estimado em R$ 1,002 trilhão para este ano de 2021. Houve um acréscimo real de 11,8% em relação ao ano passado (R$ 896,7 bilhões).  As lavouras projetam valores  de R$ 688,4 bilhões e a pecuária de R$ 314,5 bilhões. O acréscimo em relação ao ano de 2020 foi de 15,2% nas lavouras e 5,1% na pecuária. Os dados incluem as estatísticas atualizadas de janeiro deste ano.

“Dois fatores são decisivos para este resultado: preços agrícolas favoráveis para grande parte dos produtos e boas previsões para a safra deste ano”, analisa José Garcia Gasques, coordenador da pesquisa do VBP e coordenador geral de avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Desempenho favorável vem sendo apresentado pelo amendoim, com acréscimo de 4,9% no faturamento, arroz 9,6%, batata-inglesa 6,8%, cacau 14,9%, laranja 5,9%, mandioca 5,6%, milho 23,2% e soja 30,3%. Na pecuária, os destaques são os aumentos de 9,9% no VBP de carne bovina, 22,5% na carne de frango e 5% em leite. Os maiores valores do VBP são os de milho com R$ 126 bilhões e soja R$ 326,8 bilhões.  (MAPA)

 

 

 

Inverno ‘brutal’ nos Estados Unidos prejudica produtor e agroindústria

Condições adversas deste inverno interrompem o processamento, atrapalham o transporte e provocam a morte de gado no Meio-Oeste e no sul do país

As condições climáticas brutais deste inverno americano continuam a assolar o agronegócio do país, onde empresas e agricultores enfrentam neve, gelo e temperaturas baixíssimas que interrompem o processamento, atrapalham o transporte e provocam a morte de gado no Meio-Oeste e no sul.

O frio intenso vem provocando problemas do Kansas ao Alabama, segundo autoridades estaduais e representantes do setor. Apagões de energia obrigaram frigoríficos a fechar temporariamente, enquanto rios congelados impedem a navegação de barcaças e criadores têm que se esforçar para salvar bezerros nascidos em campos congelados.

Calcula-se que as interrupções no processamento e no transporte e as mortes de animais custarão milhões de dólares ao setor. “A Mãe Natureza é realmente uma parceira de negócios complicada, e tem sido bastante implacável nos últimos dias”, afirmou Blayne Arthur, comissária agrícola do Estado de Oklahoma.

A tempestade e suas repercussões afetaram redes elétricas, provocando blecautes sucessivos e o direcionamento dos estoques de gás natural para as residências. E as limitações no suprimento de gás levaram a Cargill, uma das maiores processadoras de carne dos EUA, a suspender as atividades em três frigoríficos no Texas na quinta feira, segundo um porta-voz da empresa. As dificuldades de transporte também desaceleraram o ritmo das operações com rações e grãos em outros Estados.

A Tyson Foods maior indústria de carne bovina dos EUA, fechou temporariamente ou reduziu as operações em algumas instalações no Arkansas por preocupação com a segurança dos funcionários e pelas limitações de energia, de acordo com um porta-voz. A Pilgrim's Pride , outra grande processadora de frango, controlada pela JBS, suspendeu parte das operações, e a gigante de carne suína Smithfield Foods.

informou instalações no Meio-Oeste foram afetadas por interrupções no fornecimento de eletricidade e água. Produtoras de grãos também têm sentido o impacto. A falta de gás natural levou a ADM a restringir a produção em algumas unidades, segundo uma porta-voz. O acúmulo de gelo nos rios forçou algumas operadoras de barcaças de transporte de grãos a suspender as operações, disse o Waterways Council, entidades da área de transporte fluvial.

Diante da previsão de mais uma tempestade de neve, que afetaria desde o Oklahoma até a região do Médio Atlântico, autoridades agrícolas dizem que os efeitos do inverno rigoroso prolongado poderão continuar a ser sentidos por meses.

Mike Beam, secretário do Departamento de Agricultura do Kansas, disse que a onda de frio deixará os pecuaristas e frigoríficos do Estado, um grande produtor de carne, com um gado bem mais magro, uma vez que os animais gastam mais calorias para manter o calor. Em Oklahoma, Arthur disse que estimativas apontam que cerca de 15% nos bezerros recém-nascidos poderiam morrer.

Clay Burtrum, que cria gado perto de Stillwater, Oklahoma, tem passado os últimos dias percorrendo suas pastagens à procura de vacas dando à luz. Na tarde da última segunda-feira, ele disse ter colocado um bezerro recém-nascido todo molhado no banco do passageiro de sua picape, com o aquecimento no máximo, para secá-lo e devolvê-lo à mãe.

A neve e o frio também deverão causar perdas em plantações que normalmente se dão bem nos invernos moderados do sul. No Texas, campos de couve e repolho podem ter se perdido totalmente e pomares cítricos foram afetados, segundo o presidente do Departamento Agrícola do Estado, Russell Boening. Autoridades agrícolas da Louisiana e do Alabama mostravam temor com os danos do frio aos campos de morango e com a perda de forragem para o gado, e as baixas temperaturas também ameaçam a produção de lagostins. No Arkansas, a cadeia do frango é uma das mais afetadas. (Valor Econômico)


Jogo Rápido

Uruguai – Preço do leite ao produtor em janeiro melhora 4%
Preço/UR – O preço do leite ao produtor no mês de janeiro de 2021 foi de 13,26 pesos o litro, o que corresponde a US$ 0,31/litro (R$1,69)*. Representa aumento de 4,6% em relação ao mês anterior em pesos, e de 4,3% em dólares. O quilo de sólidos totais teve aumento de 3,1% em relação a dezembro de 2020, ficando em 185,5 pesos.  O preço pago em janeiro de 2021 representa o maior valor nominal dos últimos anos, e é 10% maior do que o valor pago em janeiro de 2020. Entretanto, em dólar, houve queda em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o valor de 12,05 em pesos, correspondia a US$ 0,32 (R$1,36)**. (Fonte: INALE – Tradução livre: Terra Viva) *Cotação do dólar janeiro 2021: R$5,47 (Fonte: G1) **Cotação do dólar janeiro 2020: R$5,47 (Fonte: G1)
 

 

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Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.406


Rio Grande do Sul deve ter temperaturas elevadas e chuvas irregulares nos próximos dias

A semana entre 18 e 24 terá temperaturas elevadas e chuvas irregulares no Rio Grande do Sul. É o que indica o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 07/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Irga.

Na sexta-feira (19) e sábado (20) o ingresso de ar quente favorecerá a elevação das temperaturas, porém o tempo firme, com sol e nebulosidade variável seguirá predominando e, apenas no Extremo Sul, há possibilidade de chuvas fracas. No domingo (21), o calor se intensificará, com valores de temperatura acima de 35°C em grande parte do Estado, o que poderá provocar pancadas de chuva, típicas de verão, em algumas áreas.
Entre a segunda (22) e quarta-feira (24), a presença do ar quente manterá as temperaturas altas e favorecerá a formação de áreas de instabilidade que provocarão pancadas de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de temporais isolados.

Os totais esperados deverão oscilar entre 20 e 40 mm na maioria das regiões e apenas no Alto Uruguai os volumes deverão ser inferiores a 10 mm. Nos Vales do Rio Pardo e Taquari e na Região Metropolitana os valores deverão superar 40 mm e poderão alcançar 50 mm em algumas localidades.

O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho, morango, melancia, uva, girassol, bovinos de corte, ovinos e arroz. O documento completo pode ser consultado clicando aqui. (SEAPDR)


Conseleite/MG: projeção do preço do leite entregue em fevereiro tem queda de 3,18%

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 18 de Fevereiro de 2021, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

• a) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Dezembro/2020 a ser pago em Janeiro/2021.

• b) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Janeiro/2021 a ser pago em Fevereiro/2021.

• c) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Fevereiro/2021 a ser pago em Março/2021.

 

Períodos de apuração:

• Mês de Dezembro/2020: De 27/11 a 24/12/2020
• Mês de Janeiro/2021: De 25/12/2020 a 28/01/2021
• Decêndio de Fevereiro/2021: De 29/01/2021 a 11/02/2021

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. (As informações são da Conseleite/MG)

Leite/Oceania

A produção de leite na Austrália caminha para o seu ponto mais baixo da temporada. Preocupações com o tempo quente e seco persistem. Os eventos climáticos extremos esperados para as próximas semanas deixaram muitos produtores de leite em estado de alerta. 

Incêndios recentes causados pelo extremo calor e a seca deixam o setor apreensivo. A divulgação pelos serviços de meteorologia de que virão chuvas fortes e possíveis ciclones em algumas áreas  nos próximos dias agravam ainda mais as preocupações. Isso pode reduzir o perigo de incêndio. No entanto, chuvas extremamente pesadas e prolongadas, intercaladas por ventos fortes, representam outros problemas. A próxima semana é aguardada com apreensão. 

O DCANZ divulgou o volume de sólidos do leite produzidos na Nova Zelândia no mês de dezembro: 231.027 milhões de quilos, 1,02% a mais em relação a dezembro de 2019. A produção de leite no último mês de 2020 chegou a 2.741 milhões de toneladas, também crescimento de 0,7% em relação a dezembro de 2019. No acumulado da temporada (junho a dezembro de 2020) houve crescimento de 1,02% no volume de sólidos produzidos. A produção de leite no mesmo período ficou 0,7% acima da registrada de junho a dezembro de 2019. A produção de leite em todo o ano de 2020 foi de 21.871 milhões de toneladas e representou crescimento de 0,4% em relação à produção de 2019.

O aumento das condições de seca está impactando nas pastagens do rebanho leiteiro na Ilha Norte. Entretanto, a seca do ano passado fez com que muitos produtores acumulassem estoques adicionais de ração como forma de proteção. Isso ajudará a mitigar os impactos por algum tempo. O fornecimento de água, porém, está apertado e mais avisos de incêndio foram emitidos. Uma chuva seria muito bem-vinda. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido

Saiba como é produzido o famoso queijo grana padano em uma fazenda pioneira do Rio Grande do Sul
O Globo Rural, da TV Globo, mostrou no programa deste domingo o processo de fabricação do queijo Gran Formaggio. A equipe de reportagem do programa esteve em nossa fazenda em janeiro de 2020, acompanhando nossa produção. A matéria já havia sido exibida anteriormente e mostra alguns detalhes que tornam o Gran Formaggio uma experiência única. Confira clicando aqui. (Globo Rural)
 

 

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Porto Alegre, 18 de fevereiro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.405


ESTADOS UNIDOS: produção de leite cresce rápido demais

No final de 2020, a produção de leite mostra um crescimento significativo. No início de 2018, os aumentos na produção de leite foram de 1,6% ao ano em relação ao ano anterior. Em 2019, o aumento da produção de leite desacelerou para uma taxa de crescimento de apenas 0,2% e com o crescimento mais lento da produção, os estoques diminuíram e os preços do leite ao produtor aumentaram. O ano de 2020 foi extremamente volátil, pois os EUA enfrentaram as muitas mudanças no consumo de alimentos causadas pela COVID e os fechamentos em vigor para ajudar a prevenir a disseminação da COVID. Com isso, a produção de leite começou a crescer. Em novembro de 2020, a oferta de leite estava crescendo a uma taxa de 2,1% ao ano com base nas médias móveis de 12 meses mais recentes (Figura II).

Gráfico I - Produção de leite nos EUA - média móvel de 12 meses

 
Gráfico II - Crescimento percentual da produção de leite
 

O leite por vaca tem crescido historicamente a uma taxa de cerca de 1,0% ao ano (Gráfico III). Atualmente, conforme mostrado na Figura IV, o crescimento do leite por vaca está crescendo mais rápido do que um por cento e nos dados mais recentes disponíveis, o leite por vaca está crescendo 1,3% ao ano com base em médias móveis. Só isso cobre a maior parte da necessidade de atender à demanda.

Gráfico III - Leite por vaca por dia - média móvel de 12 meses

 
Gráfico IV - Percentual de crescimento do leite por vaca por dia
 
Um dos gráficos mais preocupantes é a Tabela V. A contagem de vacas leiteiras nos EUA aumentou em 128.000 em 2020 para um recorde de 9.443.000 vacas leiteiras. O crescimento das vacas leiteiras mostrado no Gráfico V, que não é uma média móvel de 12 meses, está levando a produção de leite aos máximos mostrados no Gráfico I.

Tabela V - Vacas leiteiras dos EUA
 

É preocupante, pois o declínio de vacas leiteiras ocorrido em 2019 agora foi revertido com aumentos significativos em 2020. Além do número crescente de vacas, essas vacas são cada vez mais produtivas tanto em leite por dia quanto em componentes.

Como mencionado acima, o cultivo de produtos lácteos requer componentes, não volume de leite. O gráfico VI abaixo mostra o crescimento da gordura da manteiga por cem em peso de leite. A taxa de crescimento cresceu um por cento em relação ao ano anterior em 2019. No entanto, o crescimento da gordura do leite aumentou apenas 0,3 por cento em 2020. A taxa de crescimento mais lenta em 2020 pode ter a ver com ações tomadas durante o mercado volátil causado pelo COVID.

Cada quilo de leite agora está mais gordo do que nunca. Embora seja uma melhoria magnífica na produção de componentes, aumenta as preocupações com a superprodução.

Gráfico VI - Libras de manteiga por quintal

A tabela final, Tabela VII desta publicação, mostra a produção de proteína do leite com base em libras de proteína por cem em peso de leite. Conforme observado em posts anteriores, o crescimento da proteína do leite tem sido muito heterogêneo. A proteína do leite é o componente mais bem pago do leite e a quantidade de proteína no leite é administrável, o que torna difícil entender por que a proteína do leite não cresce de forma constante.

Tabela VII - produção de proteína do leite

 
 
RESUMO: Em resumo, combinando o atual aumento no número de vacas, produção de leite e aumento nos níveis de componentes, o suprimento de leite parece estar entrando em um período de superprodução. Normalmente, isso resulta no aumento dos estoques de queijo e manteiga e preços mais baixos para a gordura da manteiga, proteína do leite e leite classe III. (OCLA)
 

Leite/Europa

Enquanto a divulgação oficial dos dados sobre a produção de leite de 2020 não chega, fontes da Europa Ocidental relatam que os aumentos sazonais de leite neste início de 2021 são menores do que os registrados em 2020. Analistas da Alemanha dizem que a produção se encontra estagnada, embora o termo esteja sendo usado para constatar que a produção de leite está menor do que no início de 2020.

Relatos procedentes da França indicam que os percentuais na comparação interanual são menores do que os da Alemanha. O rebanho menor é um fator para que isto ocorra. Alimentação de baixa qualidade é outro fator. Nos dois principais países produtores de leite da Europa, no entanto, é ponderado que a temporada está apenas começando, e esperam bons resultados para terminar o ano, e que ainda faltam quase onze meses pela frente.
A produção fraca de leite no início de 2021 impactou na produção de queijo. A maioria das fábricas na Alemanha, por exemplo, está com capacidade de produção ociosa. Gerentes de fábricas aumentariam a produção se pudessem obter mais leite. A maior parte do leite extra está indo, no momento, para a produção de manteiga e de leite em pó desnatado (SMP).
Essa descompensação está deixando o preço do queijo mais firme, principalmente para clientes que procuram entregas imediatas.
A produção de leite na Polônia em 2020 aumentou 2,3%, de acordo com dados da CLAL. Outros resultados de manufaturados são: manteiga, +8,3%; leite em pó desnatado (SMP) +5,3% e leite em pó integral (WMP), -10,7%. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 


Jogo Rápido

FRANÇA: supermercados acordam preços de reavaliação do produtor com as indústrias
Pelo terceiro ano consecutivo, as redes de distribuição Carrefour e Systeme U firmaram acordos com as indústrias de laticínios sobre o preço que devem pagar ao produtor, para reavaliar a cadeia produtiva. Essas duas redes possuem um centro de compras conjunto na França, denominado Envergure. Com a Sodiaal e a Yoplait, foi acordado que eles pagarão ao agricultor € 37,5 centavos por litro (R$2,44), excluindo os prêmios. Com a Lactalis (queijos e ultrafrescos) e o Savencia, o preço é fixado em € 38,5 centavos por litro (R$2,6526) e € 38,6 por litro (R$2,6595), respectivamente, incluindo prêmios. Chegou-se a um acordo com a Eurial para pagar € 79 centavos por litro de leite (R$5,44) de cabra.  No total,  esses contratos dizem respeito a um volume de 800 milhões de laticínios  das marcas President, La Laitiere, Yoplait, Candia, Caprice des Dieux, Tartare e Soignon. (OCLA)
 

 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.404


GDT – Global Dairy Trade

Fonte: GDT – Adaptado Sindilat/RS


Exportação/UR 

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale), com base nos dados da alfândega, as exportações uruguaias de produtos lácteos em janeiro e totalizaram US$ 59 milhões, o que representa baixa de 2% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Este resultado foi decorrente da menor remessa de queijos, leite em pó integral, a preços estáveis, enquanto que a manteiga e o leite em pó desnatado aumentaram o faturamento com o crescimento dos volumes.

De acordo com o boletim mensal do Uruguai XXI – que apresenta um valor de exportação diferente US$ 67 milhões em janeiro (+14% interanual) – houve maior venda para a China e o Brasil. A diferença em relação a janeiro de 2020, foi um grande aumento nas compras provenientes de Cuba, no valor de US$ 17 milhões.

No mês de janeiro os produtos que registraram melhores faturamento foram: manteiga (+251%, US$ 3,3 milhões) e leite em pó desnatado (+24%, com US$ 4,4 milhões), enquanto que os valores do leite em pó integral (-3%, US% 39,3 milhões) e dos queijos (-17%, US$ 8,4 milhões) caíram em relação ao valor de janeiro de 2020.

No entanto, se compararmos as cotações de janeiro de 2021 com o mês de dezembro de 2020 houve melhoras: manteiga (+9%, US$ 3.622/tonelada), seguida pelo leite em pó integral (+3%, US$ 3.165/tonelada) e leite em pó desnatado (+2%, US$ 2.752/tonelada). Do outro lado, o preço da tonelada de queijo caiu 8%, ficando na média de US$ 3.774/tonelada, segundo o Inale, mesmo que o preço médio dos queijos na Oceania tenha aumentado 6%, situando-se em US$ 4.063/tonelada. (Fonte: Tardaguila - Tradução livre: Terra Viva)

 

 

Leite/América do Sul

Nas principais bacias leiteiras e zonas agrícolas do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai as condições de tempo trazem as típicas temperaturas elevadas do verão e muita umidade, causando desconforto para os animais.

Chuvas moderadas continuam ajudando na umidade do solo para o crescimento do milho e da soja. A produção de leite caiu. Os processadores recebem menores volumes de leite. Há relatos de que o leite cru viaja para os locais mais próximos. Alguns produtores de leite preferem mandar seus rebanhos para o abate.

A procura por manteiga continua firme, assim como a procura de cremes para fabricantes de sorvetes e sobremesas congeladas. As escolas continuam fechadas. 

A demanda por leite e produtos lácteos é vigorosa. No Cone Sul da América do Sul, os preços de exportação do leite em pó integral (WMP) varia de alto a moderado. Em várias bolsas de mercadoria, alguns compradores pagam preços maiores. No entanto, as atividades comerciais permanecem sazonalmente lentas.

De um modo geral, os preços atuais refletem a tendência de alta no mercado regional de manteiga e dos mercados globais da proteína. A produção de WMP é reduzida nesta época do ano. Nas fazendas, a produção de leite é menor. Os pedidos de WMP dentro e fora do Mercosul são menores, no momento. (Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva)


Jogo Rápido

CNA e Apex promovem seminário sobre oportunidades e parcerias na China
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), promove, no próximo dia 22, um seminário de capacitação para vendas com o tema “Oportunidades e parcerias no mercado da China”, das 9h às 10h30. O encontro virtual faz parte do projeto Agro.BR, iniciativa que tem como foco a internacionalização do agronegócio brasileiro, buscando auxiliar empresários rurais e aumentar a presença de pequenos e médios produtores no comércio mundial de produtos do agro. O evento terá o apoio da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (InvestSP). “O principal objetivo é apresentar aos empresários rurais participantes do Agro.BR algumas dicas práticas para negociar com compradores chineses diante de oportunidades comerciais atuais e tendências de consumo”, afirmou o assessor técnico de Relações Internacionais da CNA, Rafael Gratão. A programação prevê apresentações sobre acesso ao mercado chinês e relações comerciais com o Brasil, aspectos gerais sobre a China, negociação com um comprador chinês (simulações) e tendências de e-commerce. As palestras serão ministradas por representantes do escritório da CNA e da InvestSP em Shanghai. As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de fevereiro aqui. (CNA)
 

 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 12 de fevereiro de 2021                                                  Ano 15 - N° 3.403


Fonte: pagina 21 do Correio do Povo de 12/02/2021


Sindilat realiza a doação de 696 litros de achocolatados ao Lar Santo Antônio dos Excepcionais

O Lar Santo Antônio dos Excepcionais, instituição referência em Porto Alegre no atendimento a crianças e adultos, recebeu na manhã desta sexta-feira (12/2) 696 litros de achocolatados doados pelo Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat). O alimento será fornecido aos 45 internos que vivem permanentemente na instituição sob cuidados de uma equipe multidisciplinar.

A ação de responsabilidade social dá prosseguimento a outras iniciativas do Sindilat em prol da instituição, que já possibilitou a entrega recente de 1.000 litros de leite UHT. De acordo com o assessor administrativo do Lar Santo Antônio, Mário Böf, a iniciativa é de extrema importância para o atendimento dos internos, e destaca que poucas são as iniciativas que vêm de pessoas jurídicas – a maioria são doações individuais da comunidade. “Com mais essa entrega, teremos condições de fornecer o alimento pelo período de três meses’, destacou Böf.

A instituição localizada na avenida Antônio de Carvalho, 105, no bairro Agronomia, em Porto Alegre, recebeu em janeiro a visita do secretário-executivo do Sindilat Darlan Palharini, oportunidade em que conversou com o presidente Edison Pontes Magalhães e a vice-presidente Maria Bernadete Magalhães. O Lar sobrevive praticamente de doações da comunidade. Outra fonte de renda vem do Brique que funciona permanentemente na avenida Bento Gonçalves 7.186. Segundo Böf, o Lar Santo Antônio presta atendimento a crianças, adolescentes e adultos, todos acamados, que precisam de atendimento 24h por dia. Em função do perfil do público atendido, as carências são grandes: vão desde alimentos que integram a cesta básica, fraldas geriátricas e roupas. O Lar Santo Antônio completou no dia 10 de fevereiro 42 anos de atendimento aos excepcionais, a maioria abandonados pelos familiares.

Para contribuir com qualquer valor a instituição mantém uma conta para depósitos: Banrisul, agência 0075, conta 06021981-09. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Foto: Emerson Brasil 

Futures Market - Leite em pó integral

Os preços do leite em pó integral estão se consolidando no mercado futuro da Nova Zelândia (NZX), onde o LPE está com uma posição de US $ 3.550 / t. para maio e junho de 2021. A tabela compara os preços de hoje com os do dia seguinte à rodada do GDT em que o LPE começou a subir após a queda gerada pelo efeito da pandemia COVID 19 (ver tabela a seguir). Houve um aumento entre um momento e outro em julho de 2020, mas ocorreu devido a circunstâncias que ainda não foram determinadas com precisão absoluta.

Na tabela a seguir, apenas para fins de demonstração, utilizando o simulador OCLA para LPE, mede-se o poder aquisitivo provável para aquele produto (com os valores de maio e junho de 2021) e uma hipótese de qual será esse poder aquisitivo de retorno. às condições normais, ou seja, sem direitos de exportação e com reembolso dos impostos internos antes de sua redução:

Cumpre esclarecer que as melhorias observadas nos preços do GDT disponível, se generalizadas como preço no mercado mundial, não têm efeito imediato no faturamento da cadeia, uma vez que serão preços das negociações em curso para materializar-se em pelo menos um bimestre.

Independentemente de haver ou não intenção de melhorar as condições competitivas da cadeia de valor do leite no que diz respeito ao mercado externo (Direitos de Exportação e Reembolso de Impostos Internos), trata-se de representar nesta análise que o setor GERA positivamente resultados que podem viabilizar o negócio de lácteos tanto para o setor primário quanto industrial, mas NÃO PERCEBE, devido a essas distorções que ocorrem aqui com DEx e no mercado interno com Controle de Preços. (Elaborado por OCLA com dados de NZX)


Jogo Rápido

Próximos sete dias serão de chuvas regulares no Rio Grande do Sul
Os próximos sete dias deverão permanecer com chuvas regulares no Rio Grande do Sul. Entre a quinta-feira (11) e o domingo (14), a presença de uma área de baixa pressão alongada (cavado) manterá as condições favoráveis a pancadas de chuva, típicas de verão, em grande parte das regiões, com possibilidade de temporais isolados. É o que aponta o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 06/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Irga. Na segunda (15) e terça-feira (16), o deslocamento de uma frente fria provocará chuva em todo Estado, com chance de tempestades isoladas. Na quarta-feira (17), ainda ocorrerão chuvas isoladas nas faixas Norte e Nordeste, enquanto nas demais regiões o ingresso de ar seco afastará a nebulosidade e garantirá o tempo firme, com sol e temperaturas amenas. Os volumes previstos deverão oscilar entre 20 e 40 mm na maioria das regiões. Na Zona Sul, Planalto, Serra do Nordeste e Campos de Cima da Serra os totais deverão oscilar entre 40 e 50 mm e poderão superar 60 mm em alguns municípios. O boletim também avalia as condições atuais das culturas de soja, milho, morango, uva, tabaco e arroz. O documento completo pode ser consultado clicando aqui. (SEAPDR)