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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 23 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.332


Edital de Convocação – Eleições Sindicais

Publicado na página 30 do Jornal Correio do Povo de 23 de outubro de 2020.


Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 23 de Outubro de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os valores de referência da matéria-prima leite, realizados no mês de Setembro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Outubro de 2020. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Conseleite/SC)

 

Sobe preço, sobe custo

Puxada por um cenário singular, em que a variação cambial dá a direção, a valorização de produtos agrícolas soma o maior percentual em 10 anos. É o que aponta levantamento da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) que mede a inflação do agronegócio. No período de 12 meses, acumula alta de 78,84%.

- Além da estiagem, que reduziu a oferta, outros fatores contribuíram. Com a incerteza gerada pela pandemia, houve um desequilíbrio cambial. E isso acabou contribuindo para os preços das commodities. Ao mesmo tempo, deixou os produtos brasileiros mais competitivos no mercado externo - explica Danielle Guimarães, economista da Farsul.

Se externamente o apetite era grande, dentro de casa, também, com o auxílio emergencial.

Soja, arroz, milho, trigo e gado alcançaram patamares históricos nas cotações em reais. A ressalva, no caso do Rio Grande do Sul, é de que o alcance ficou limitado.

Outro ponto de atenção vem dos custos de produção. O índice que mede esse item vem acelerando porque a mesma variação cambial que valoriza os preços em reais, também onera a compra de insumos. Em 12 meses, o Índice de Inflação de Custos de Produção (IICP) tem alta de 7,67%. (Zero Hora)

 

A estiagem piora cada vez mais no Brasil

O panorama da estiagem parece ter piorado no Sul do Brasil! Já não é novidade pra ninguém que a estiagem vem afetando os estados do Sul do Brasil, inclusive já provocando dificuldade em abastecimento e agricultura.

A situação não está sendo muito diferente nesses 20 dias de outubro. A chuva que caiu não chega nem a 20% do esperado para o mês na maior parte dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, como se vê na grande mancha marrom na figura abaixo. Quase todo o Sul do Brasil ainda não registrou nem metade do que era pra chover em Outubro, conforme a climatologia mensal. (Conexão Geoclima)


Jogo Rápido
Dairy Vision 2020: uma experiência inédita
Nunca antes o setor lácteo teve a oportunidade de tomar contato com uma visão tão abrangente, diversificada e rica a respeito do seu presente e do seu futuro. Nunca antes um grupo tão seleto, qualificado, experiente e visionário de palestrantes foi reunido em um mesmo local. Isso tudo sem sair de casa e com a possibilidade de rever o conteúdo após o evento, de forma a não deixar passar nada. Temas de um futuro próximo, como disrupção nos negócios – e como podemos nos prepararmos para ela, caso venha, transformação digital, blockchain auxiliando na sustentabilidade e inovação aberta serão abordados por especialistas e por empresas que, na prática, estão mudando seus negócios a partir dessas tecnologias. Teremos a oportunidade de conhecer temas de um futuro talvez mais distante, como impressão de alimentos em 3D, e mesmo acompanhar a visão de um grande empreendedor do setor produtivo, que acredita em produção de forragens indoor para alimentar os rebanhos. Será? Não sabemos...o que sabemos é que ter conhecimento sólido passa por ver a mesma questão sob vários ângulos diferentes antes de decidir. É isso que o Dairy Vision busca: oferecer visões complementares, às vezes conflitantes (como o o mercado de bebidas à base de plantas), para que possamos desenvolver nossa própria visão. O Dairy Vision 2020 ocorrerá entre 1 e 4 de dezembro deste ano, totalmente virtual e levando conteúdo literalmente de várias partes do mundo. Confira agora no site a nossa programação e se inscreva, está imperdível! (Milkpoint)


 

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Porto Alegre, 22 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.331


Exportação é estratégia para buscar mais estabilidade no mercado

Os países árabes e o Leste europeu são promissores mercados para fomentar as exportações de produtos lácteos brasileiros, estratégia essencial para buscar mais estabilidade de mercado. A colocação foi feita por Carlos Cogo, consultor da Cogo Inteligência em Agronegócio, no segundo encontro do Conselho Nacional Agroindustrial (Conagro) da gestão 2020/2023 realizado na tarde desta quarta-feira (21/10) por teleconferência. Em conversa com representantes de diversos segmentos do agronegócio gaúcho, Cogo declarou que, após alcançar um bom nível de produtividade, o setor de lácteos do Estado tem a oportunidade de alavancar a exportação.

Segundo o consultor, o segmento também tem espaço para aumentar a produtividade, a produção e a captação de leite. Hoje, são 129.877 estabelecimentos produtores no RS, 50,6 vinculados às indústrias. “A captação média diária das maiores indústrias está privilegiando os volumes maiores, ou seja, está subindo de 200 para mais de 400 litros/produtor dia. Isso é um gargalo que vai ter que ser enfrentado com trabalho de base feito pelas instituições”, pontuou.

O Valor Bruto da Produção (VBP) de leite no Estado é de R$ 4,2 bilhões e são captados 4,3 bilhões de litro/ano, de acordo com os dados apresentados por Cogo. Atualmente, o RS é o terceiro maior produtor de leite no país, representando 10,9% do VBP. “O RS é um Estado tipicamente da agricultura familiar. E o setor lácteo é muito importante quando se fala em agricultura familiar”, afirmou Cogo.

Para o coordenador da Conagro e presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, o agronegócio gaúcho apresenta diversos desafios, mas também muitas oportunidades. “Temos que superar os gargalos e aproveitar as situações propícias para abrir novos mercados e ampliar a competitividade”. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, também esteve presente na reunião.

Durante o encontro, Cogo ainda discorreu sobre os cenários, as oportunidades e as dificuldades enfrentadas por outros setores do agronegócio gaúcho como arroz, soja, milho e frutas. Entre os gargalos, está a necessidade imediata da ampliação das áreas irrigadas no Estado. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Conseleite/MG

A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 21 de outubro de 2020, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: a) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Agosto/2020 a ser pago em Setembro/2020. b) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Setembro/2020 a ser pago em Outubro/2020. c) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Outubro/2020 a ser pago em Novembro/2020.

MG

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural. (Conseleite/MG)

 

Inmet lança aplicativo com informações meteorológicas para o setor agrícola

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou a versão do aplicativo SISDAGRO (Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária) para celular. O aplicativo foi desenvolvido para apoiar usuários do setor agrícola em suas decisões de planejamento e manejo agropecuário. A plataforma atende aos técnicos agropecuários, produtores do setor agrônomo, bem como gestores governamentais que executem políticas públicas voltadas ao setor agrícola.

O sistema oferece informações meteorológicas registradas em uma rede de Estações do Inmet, bem como de dados obtidos por modelos de previsão numérica do tempo, referentes às variáveis: temperatura, precipitação, umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento e radiação solar.

Além disso o usuário poderá acompanhar:
Graus Dia: O crescimento e desenvolvimento de cultivos, assim como o desenvolvimento de pragas estão relacionados com a temperatura do meio ambiente, sendo esta relação, baseada no conceito de graus-dia.

Conforto Térmico Bovino: O animal exige do meio em que habita condições satisfatórias para que seus processos fisiológicos não sejam afetados negativamente, repercutindo no rendimento obtido na produção de carne, leite, ovos, lã, etc.

Além do monitoramento Agrometeorológico, o SISDAGRO conta com a previsão de condições favoráveis à formação de geada, sendo classificadas como forte, moderada e fraca.

A versão já está disponível para o sistema Android, e em breve estará disponível para IOS. (MAPA)

inmet

Ministra da Agricultura diz que crianças são mal ensinadas sobre agronegócio

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou hoje que as crianças brasileiras estão sendo mal informadas nas escolas sobre a realidade do agronegócio e que existe uma “vontade” de mostrar que o setor é atrasado. Em entrevista a uma rádio de Cuiabá (MT), ela sugeriu mostrar material didático com mensagens pejorativas sobre os produtores ao ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Segundo relatos do Agroligadas, grupo de mulheres do agronegócio de Mato Grosso, o conteúdo de algumas escolas destinado às crianças transmite informações atrasadas e incorretas de que o setor é responsável por trabalho escravo, por exemplo. “Não sei se é só atraso ou vontade de mostrar que o agro é atrasado”, ponderou a ministra. “Posso tentar marcar reunião com o ministro da Educação para mostrar [esse material]”.

Tereza Cristina ainda sugeriu que sejam feitas palestras nas escolas por representantes do setor para esclarecer a realidade das atividades no campo. “Existe muita desinformação para as crianças. As escolas formam pessoas que serão formadoras de opinião no futuro. Se não estivermos atentos, é complicado consertar a cabeça das crianças [depois]”, acrescentou. A ministra comentou ainda que a “desinformação” também atrapalha o avanço de propostas cruciais para o setor produtivo em Brasília.

Um dos casos é o projeto de lei 6299/2002, que pretende mudar a legislação sobre os agrotóxicos. “Venderam uma imagem diferente do que era o âmago do projeto. Há polarização e ideologização de um assunto técnico e científico, muitas vezes colocado em debate raso, desinformando a população”, afirmou. “Recebi muitos ataques dizendo que eu estava colocando veneno no prato do brasileiro”, lembrou. Ainda sem previsão para votação, a proposta precisa de “pressão” para entrar na pauta, disse a ministra. “Ele dá celeridade para poder aprovar novas moléculas e produtos e diz que não pode ter nenhum produto aprovado que seja menos seguro que aqueles que já estão em uso”, concluiu. (Valor Econômico)


Jogo Rápido
Alimentação puxa custo de produção do leite
O Índice de Custo de Produção de Leite da Embrapa que mede a variação mensal do custo de produção de leite em propriedades localizadas em Minas Gerais teve um fator inédito em setembro. A maioria dos grupos que compõe o indicador apresentou estabilidade de preços, como energia e combustível, reprodução, mão-de-obra, ou sal mineral, com pequena variação de 0,02% e produção e compra de volumosos (0,80%). Ocorreu até deflação com o grupo qualidade do leite (-1,47%). Por o outro lado o grupo alimentação concentrada teve variação de 14,10% em apenas um mês, o que levou o ICPLeite/Embrapa para o valor de 5,75%. Em agosto o ICPLeite registrou alta de 0,90%. O terceiro trimestre de 2020 acumulou inflação de 11,66%. O grupo alimentação concentrada, registrou alta de 25,04%, seguida pelo grupo qualidade do leite, 6,98%. A variação de mão-de-obra se manteve em 4,69%, o grupo sanidade acumulou 3,21% e energia e combustível que também não variou, continua com o acumulado de 3,08%. sal mineral, variou 2,80% e produção e compra de volumosos aumentou 1,58%. O único grupo que variou negativamente foi reprodução, apresentando queda de -1,28%. A variação do acumulado de 12 meses foi 15,97%. A alimentação concentrada variou 36,59% no período. (Agrolink)


 

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Porto Alegre, 21 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.330


Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 20 de Outubro de 2020 atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Setembro de 2020 e a projeção dos valores de referência para o mês de Outubro de 2020, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Outubro de 2020 é de R$ 2,8575/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

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Uruguai – Leite em pó integral e queijos explicam aumento das divisas com exportações

De acordo com o boletim divulgado pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) com base nos dados da Alfândega, as divisas geradas com as exportações uruguaias de produtos lácteos, de janeiro a setembro, totalizaram US$ 475,7 milhões, representando aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Essa melhora é explicada pela alta no faturamento com as vendas de leite em pó integral (+10% - US$ 106,3 milhões) e queijos (+2% - US$ 19,2 milhões).

Por outro lado a manteiga (-38% - US$ 8,5 milhões) e leite em pó desnatado (-25% - US$ 7,2 milhões) mostraram contrações fortes na comparação interanual. Cabe ressaltar que no caso da manteiga o Uruguai esteve com suas remessas para a Rússia suspensas durante alguns meses deste ano, historicamente, um dos principais destinos para este produto.

Nos primeiros nove meses de 2020 os volumes de leite em pó integral (+10%) e de queijos (+6%) melhoraram, enquanto caíram de forma acentuada os volumes embarcados de leite em pó desnatado (-35%) e de manteiga (-6%) em relação ao mesmo período de 2019.

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Ao comparar os preços médios recebidos pelos produtos exportados no acumulado até setembro de 2020 em relação a um ano atrás, foram registradas as seguintes variações: leite em pó desnatado (+16%); leite em pó integral (0%); manteiga (-34%) e queijo (-4%). Em relação ao mês anterior, os preços em setembro melhoraram para leite em pó desnatado (+2%) e manteiga (+1%), enquanto o preço do leite em pó integral ficou estável e o de queijo (-6%).

O preço médio recebido pelo leite em pó integral exportado pelo Uruguai no mês de setembro foi idêntico ao do mês anterior US$ 3.005/tonelada. Por outro lado, o preço de exportação desse produto na Oceania caiu 2%, e a cotação ficou em US$ 2.956/tonelada e na Europa o valor médio foi de US$ 3.288/tonelada. Em setembro o preço dos queijos exportados pelo Uruguai caíram 6% em relação a agosto, chegando à média de US$ 3.958/tonelada. (PortaLechero – Tradução livre: Terra Viva)

UE - Agricultores pedem ao parlamento europeu para abolirem termos como “veggie burger”

Restaurantes e lojas na União Europeia (UE) podem ser proibidos de comercializar produtos com“ hambúrgueres vegetarianos ”ou“ lingüiça vegana ”se os agricultores conseguirem participar de um debate esta semana no Parlamento Europeu.

A Reuters relata que as emendas propostas a um projeto de leite agrícola proíbe a descrição de itens “não lácteos” como sendo “semelhantes” ou “estilo” de leite, manteiga ou queijo.

Os agricultores dizem que as medidas são necessárias para proteger os consumidores de serem enganados. Grupos de médicos, ambientalistas e empresas que fabricam produtos vegetarianos afirmam que seria um retrocesso no cumprimento das metas ambientais e na saúde do bloco.

Segundo a emenda proposta, termos como bife, salsicha, escalope e hambúrguer seriam permitidos apenas para produtos que contenham carne.

O Tribunal de Justiça Europeu já proibiu produtos como “leite de soja” e “queijo vegano” há três anos, e termos como leite, creme, manteiga, queijo e iogurte não podem ser utilizados para produtos “não lácteos”.

A emenda proposta vai além, impedindo os comerciantes de alimentos de origem vegetal de compará-los com lácteos com termos como “estilo”, “tipo”, “método”, ou “como”.

A Associação de agricultores europeus Copa Cogeca diz que a UE deveria acabar com descrições “surrealistas”. Ela argumenta que tolerar termos como “hambúrguer vegano” abriria uma caixa de Pandora que confundiria os consumidores e prejudicaria os agricultores.


Do lado oposto, o defensores de alimentos vegetais, incluindo empresas como Unilever e Ikea, assim como a Associação Médica Europeia, classificou as propostas de “desproporcionais e em desacordo com ambiente atual”. Alguns grupos favoráveis à alimentação vegana procuram uma abordagem conciliadora, onde haveria a permissão para usar os termos, mas que na embalagem ficasse bem claro que o alimento não contém carne, nem leite. (The Dairy Site – Tradução livre: Terra Viva)
 

Jogo Rápido
Embrapa pesquisa consumo de leite na pandemia
A Embrapa Gado de Leite está mapeando o comportamento do consumidor brasileiro de leite e derivados durante a pandemia de Covid-19. A pesquisa pode ser respondida via questionário online em apenas cinco minutos, até dia 24/10. A instituição assegura o sigilo total das informações coletadas. Para participar, CLIQUE AQUI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


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Porto Alegre, 20 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.329


GDT – Evento 270 de 20 de outubro de 2020

Pela terceira vez consecutiva o GlobalDairyTrade teve resultado positivo. Registrou aumento de 0,4%, e fechou com a média geral de US$ 3.159/tonelada, o maior valor desde julho. Está 6,29% menor do que o valor registrado no início do ano, e -5,14% em relação ao resultado de um ano atrás.

A variação da cotação média do principal produto negociado na plataforma, o leite em pó integral (WMP), foi de 0,3%, e os preços das negociações futuras não sinalizam flutuações significativas nos próximos seis meses. O desempenho do WMP em 2020 está dentro dos níveis dos últimos anos.

Ao contrário do WMP, o leite em pó desnatado (SMP) caiu 0,2%, mas, está obtendo resultados acima dos níveis de anos anteriores. Se continuar com estabilidade, como sugerem os preços dos contratos futuros, a média de preços do SMP em 2020 deverá ficar acima da média dos últimos cinco anos.

As duas manteigas presentes na plataforma mostraram desempenhos opostos. A manteiga anidra caiu, depois do resultado positivo obtido nos dois leilões anteriores, e a manteiga teve o maior percentual de elevação da plataforma, ao subir 3,3%. Com isso recuperou parte das perdas ocorridas durante o ano. Mas os dois produtos estão com as cotações em níveis baixos em relação aos últimos 3 anos, superando apenas 2016.

O Cheddar teve alta de 3% e voltou à melhor cotação do segundo semestre. Começou o ano com um desempenho superior ao registrado nos últimos quatro anos, mas os preços perderam consistência com a pandemia e o fechamento dos serviços de alimentação. A recuperação é lenta, e mesmo as negociações futuras não mostram aumentos dos preços.

Os preços dos contratos futuros de todos os produtos sinalizam ligeira alta para o cheddar e a manteiga. Para os outros produtos indicam estabilidade em relação aos resultados médios de hoje. (Fonte: globaldairytrade/Terra Viva)

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Acordo abre caminho para livre comércio entre Brasil e EUA, avalia CNI

O anúncio do acordo de facilitação de comércio e boas práticas regulatórias entre o Brasil e os Estados Unidos, que será assinado hoje, abre o caminho para “uma negociação mais ambiciosa e que permita o livre comércio entre os dois países no futuro”, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para a entidade, embora não tratem de acesso aos mercados, os acordos abordam temas que permitem a economia de custos e ampliação da competitividade na relação entre os países.
“Há grande expectativa no setor privado para iniciarmos as negociações dos acordos de livre comércio e para evitar a dupla tributação”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, em nota.

A redução da burocracia, dos custos de transação e dos atrasos relacionados ao fluxo comercial, diz a entidade, proporcionarão “maior competitividade e eficiência às operações comerciais realizadas entre os dois países”. Segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), a adoção de iniciativas de facilitação de comércio pode reduzir os custos no comércio internacional em até 14%, acrescenta a nota.

Além disso, o estabelecimento de boas práticas regulatórias contribuirá “para promover maior transparência, coerência e segurança jurídica para a atividade econômica, com a consequente redução de custos e o estímulo ao crescimento e criação de empregos”. (Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO/Valor Invest)

Entidades enviam carta a relator de PEC com propostas do agronegócio para a reforma tributária

Mais de 40 entidades do agronegócio entregaram ao deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da PEC 45/2019, uma carta com seis propostas que resumem as principais demandas do setor produtivo para a reforma tributária. Entre elas estão a desoneração total da cesta básica e dos insumos agropecuários e o tratamento diferenciado às cooperativas agropecuárias.

O texto é assinado por representantes de produtores rurais, da indústria de defensivos, fertilizantes e rações, de tradings, de processadoras de alimentos voltadas aos mercados interno e externo, de frigoríficos e do sistema cooperativista.

"Entendemos a complexidade existente nas discussões em torno do tema e concordamos que a simplificação dos processos é fundamental. Porém, ressaltamos que os países que possuem agropecuária forte apresentam tratamentos tributários diferenciados a esse setor. O que almejamos nessa reforma não é competir com os outros setores da economia brasileira, mas sim manter nossa competitividade frente ao agronegócio do resto do mundo", diz a carta endereçada ao parlamentar.

Os pontos elencados pelo agronegócio para contribuir com a formulação do texto final, que ainda não tem data para ser entregue ou votado no Congresso Nacional, são: a desoneração da cesta básica, a garantia de que o produtor rural estabelecido como pessoa física não vai se tornar contribuinte direto do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), crédito presumido nas operações oriundas de produtor rural pessoa física, ressarcimento e compensação dos créditos tributários, inclusive os atuais, alíquota zero para insumos agropecuários, e adequado tratamento tributário ao ato cooperativo.

Em discussões recentes, representantes do setor alertaram para um potencial aumento do custo de produção e, consequentemente, do preço dos alimentos, principalmente da cesta básica, em caso de aprovação do texto da PEC 45 como está hoje. Produtores e indústrias querem a continuidade da desoneração para produção e comercialização desses produtos, bem como dos insumos.

Outra reclamação é quanto ao item da proposta que iria exigir que todos os agricultores e pecuaristas mantivessem uma contabilidade para realizar o recolhimento do IBS e informar as operações. Com a maioria dos produtores registrados como pessoas físicas, e não jurídicas, as entidades dizem que isso pode imputar custos e burocracias adicionais, além de inviabilizar a atividade de alguns segmentos, como o leiteiro.

A carta também deve ser entregue em breve à ministra da Agricultura, Tereza Cristina. (As informações são do Valor Econômico)

 

Argentina – Exportações de lácteos

Estamos no mês de pico sazonal de produção, que se dá, historicamente, no mês de outubro. De 2015 para cá nunca houve tanto leite e o acumulado de janeiro a setembro de 2020 é 8% acima do registrado no mesmo período de 2019, o que corresponde a 2,2 milhões de litros extras, diariamente.

Felizmente o mercado internacional está suficientemente aquecido e a indústria local exportou 46,2% a mais que no mesmo período do ano passado. O consumo, em plena pandemia, é 2% superior ao observado em 2019 no mesmo período. O nível de estoques ainda que maiores que um ano atrás, não chega a um mês de leite trazendo alívio ao produtor. Os preços da matéria prima começaram subir em agosto.

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As exportações de lácteos retornaram basicamente graças a três coisas: maior disponibilidade de matéria prima, leite que excede a capacidade de consumo de nosso mercado interno, um mercado internacional que apesar de todos os prognósticos e expectativas negativas mantém o preço do leite em pó (nosso principal lácteo exportado) em um valor conveniente e a reativação das exportações para o Brasil e Argélia.

O produto que mais cresceu na exportação é o leite em pó integral com 109% do volume e 111% em valor. As perspectivas são alentadoras já que o mercado de futuro para outubro, novembro e dezembro é de US$ 3.112/tonelada na Bolsa de Valores da Nova Zelândia. Isto combinado com um dólar futuro médio de AR$ 83/US$1 poderá ser um piso para pagar AR$ 21,5/litro de leite ao produtor. (DairyLando – Tradução livre: Terra Viva)


Jogo Rápido
Piracanjuba Whey ganha novos sabores
O Piracanjuba Whey, lançado em 2018, ganha dois novos sabores: Batata Doce com Gengibre e Pasta de Amendoim. Com 23 gramas de proteínas e 5 gramas de BCAAs, o produto contém colágeno, é rico em cálcio, fonte de fibras, baixo em gorduras, zero açúcar e ainda, zero lactose. A bebida é acondicionada em embalagens cartonadas assépticas de 250 mililitros e já tinha as versões Banana, Baunilha, Cacau e Frutas Vermelhas. “O Piracanjuba Whey se tornou o queridinho do mundo fitness. Além da rotina de treinos, os consumidores estão conscientes da importância da alimentação adequada e, especialmente, da ingestão de proteínas. Afinal, elas são fundamentais para o bom funcionamento do organismo e contribuem para a formação dos músculos. Por isso, fizemos questão de aumentar a família, oferecendo novos sabores e mantendo todos os benefícios”, explica a gerente de Marketing da Piracanjuba, Lisiane Guimarães. (Assessoria de Imprensa Piracanjuba)


 

 

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Porto Alegre, 19 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.328


Intervenções em países em desenvolvimento podem ajudar a atender à demanda global por leite

O baixo consumo de lácteos é comum entre países de baixa e média renda (LMICs), entretanto, com a projeção de aumento da demanda por leite nesses países nas próximas décadas, há uma oportunidade de melhorar a vida de milhões de pessoas por meio dos benefícios nutricionais oferecidos pelos laticínios. O Feed the Future Innovation Lab for Livestock Systems sediou o "Simpósio MILK: Melhorando a produção, qualidade e segurança do leite em países em desenvolvimento" no Encontro Anual da American Dairy Science Association 2019 para abordar os fatores que causam o baixo consumo de laticínios nos LMICs e discutir estratégias para abordá-los. O Journal of Dairy Science convidou palestrantes a enviar artigos sobre tópicos do simpósio para atingir um público mais amplo.

“O nível de consumo de lácteos é baixo nos LMICs devido à baixa acessibilidade e disponibilidade. Isso é causado por alimentação, manejo e genética inadequados, infraestrutura precária de transporte, refrigeração e processamento inadequados, ambientes de política não conducentes e fatores socioculturais e demográficos”, explicou Adegbola Adesogan, PhD, diretor do Laboratório de Inovação Feed the Future Innovation Lab for Livestock Systems da Universidade da Flórida, EUA. “Esses documentos mostram coletivamente como as intervenções estratégicas podem levar a melhorias marcantes na produção de leite em países em desenvolvimento.”

O simpósio começou revisando a importância dos produtos lácteos nas dietas de bebês, adolescentes, gestantes, adultos e idosos. Forneceu evidências de pesquisas atuais de que o consumo de laticínios não aumenta o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2; em vez disso, oferecem um importante suprimento de nutrição e funcionalidade que são de particular importância em certas fases da vida.

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Volumes projetados de leite (ECM, leite corrigido por energia internacional) que serão produzidos por região em 2030 e aumento percentual em relação aos níveis de 2017 (Rede Internacional de Comparação de Fazendas, IFCN, 2018) CIS = Comunidade dos Estados Independentes: Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia , Romênia, Rússia, Ucrânia (Crédito: Adesogan, AT e GE Dahl. 2020. MILK Symposium Introduction: Dairy production in development countries. J. Dairy Sci. 103: 9677-9680)

Os alimentos de origem animal fornecem uma fonte de proteína e micronutrientes de alta qualidade e biodisponibilidade que podem ajudar a diminuir a desnutrição infantil. No Nepal, crianças com mais de 60 meses que consumiram leite eram mais altas e tinham peso maior para a idade e crianças de 24 a 60 meses tinham perímetro cefálico maior, o que é utilizado como medida de cognição.

O simpósio destacou a importância de recursos e educação para melhorar a qualidade e a segurança do leite nos países em desenvolvimento. O simpósio também revisou as causas das doenças de origem alimentar do leite e as implicações econômicas e para a saúde, seguido por uma discussão sobre soluções educacionais e tecnológicas para melhorar a qualidade e a segurança da produção de leite.

Um pacote de treinamento em tecnologia para controlar a mastite foi implementado com sucesso em fazendas de leite de pequenos produtores no Nepal, com resultados que sugeriram a ampliação do treinamento em fazendas além do país. Oficinas de treinamento foram desenvolvidas em Ruanda e no Nepal para ajudar a melhorar a produtividade, qualidade e segurança do leite. No sul da Etiópia, uma intervenção foi projetada para melhorar a higiene e o manuseio do leite, o que resultou em um aumento geral no conhecimento das melhores práticas dos participantes.

O palestrante final enfatizou a sustentabilidade e o impacto ambiental da produção de leite em países de baixa renda. A intensificação sustentável é uma estratégia importante para abordar a segurança alimentar e as mudanças climáticas simultaneamente. Melhorar o potencial genético, nutrição animal equilibrada e qualidade da alimentação são estratégias promissoras.

“A crescente demanda por produtos lácteos nos LMICs apresenta uma grande oportunidade”, disse Adesogan. “Esses documentos contribuirão, em última instância, para atender à crescente demanda global por leite e ao cumprimento das Metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas relacionadas à redução da fome e da pobreza, melhoria da educação e do emprego e gestão ambiental.”

Os artigos do simpósio foram publicados como parte da edição de novembro do Journal of Dairy Science CLICANDO AQUI. (As informações são do Dairy Industries International, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Santa Clara completa 10 anos de utilização de energia limpa com redução de emissão de mais de 12,8 mil toneladas de CO2

A Cooperativa Santa Clara completa em outubro 10 anos de utilização de fontes de energia limpa e totalmente renovável, fato que gerou uma redução de 12,8 mil tCO2e (toneladas de dióxido de carbono equivalente). Apenas no ano de 2019 reduziu-se 1,9 mil tonelada de CO2.

“Atualmente, as empresas se preocupam cada vez mais em produzir de forma sustentável e a Santa Clara não é diferente. Sempre revisamos nossos processos e os ajustamos para as melhores práticas, inclusive ambientais. Na utilização fontes de energia limpas e renováveis, a Cooperativa partiu na frente há uma década. Entre tantas ações que realizamos, é importante destacar a compra de energia limpa porque ela gera grande impacto no futuro. Essa iniciativa contribui com o desenvolvimento econômico, social e preservação dos recursos naturais para as próximas gerações”, explica o diretor Administrativo e Financeiro da Santa Clara, Alexandre Guerra.

O uso de fontes renováveis contribui para a redução da emissão de gases do efeito estufa (GEE), causadores diretos da poluição e das mudanças climáticas, reduzindo também as doenças relacionadas à poluição, como asma, pneumonias e outras doenças respiratórias.
Hoje, 65% de toda energia utilizada pela Cooperativa em suas indústrias, centros de distribuição e lojas provêm de fontes renováveis e a previsão é chegar em 90% até o final de 2021. A Santa Clara utiliza energia de usinas eólicas, solar, biomassa, PCH e CGH, entre outras fontes incentivadas pelo Governo Federal por obterem uma matriz energética ambientalmente limpa e sustentável.

A certificação emitida pela Ludfor Energia é um reconhecimento da preocupação da Cooperativa em conviver de forma harmônica com o meio ambiente.

Veja alguns índices equivalentes à redução de 1,9 mil toneladas de CO2:

• 53.809 mudas de árvores conservadas por 20 anos
• 19.351 veículos leves a gasolina percorrendo 500km
• 4.847 transportes rodoviários de 1 tonelada de carga por 500km
828 toneladas de papel ou papelão enviadas para o aterro sanitário. (Divulgação Cooperativa Santa Clara)

Alemanha – Faltam 15 centavos por quilo de leite para fechar as contas

Segundo o estudo trimestral sobre os custos de produção de leite na Alemanha, realizado pelo BAL (Büro für Agrarsoziologie und Landwirtschaft – [Ministério da Agricultura]), os custos continuaram a subir até julho de 2020, enquanto que o preço pago aos produtores de leite caiu no mesmo período.

Em comparação com janeiro de 2020, os custos de produção aumentaram mais de um centavo, atingindo 46,95 centavos por quilo em julho. No mesmo período, o preço do leite caiu exatamente dois centavos para 31,24 centavos por quilo. Os resultados atuais mostram claramente o prejuízo enfrentado pelos produtores de leite, com 33% dos custos não sendo cobertos.

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Elmar Hannen, produtor de leite, e membro do comitê gestor da EMB , [Associação que representa os produtores de leite europeus], resume assim a situação: “Após um ano a estratégia setorial do sindicato agrícola, DBV, a união da indústria de laticínios MIV, e a federação das cooperativas DRV, nenhuma melhora foi observada no mercado de leite. A posição dos produtores piorou bastante. Isso ocorre porque eles enfrentam aumento de custos devido às maiores demandas relativas à seca. No entanto, esses custos adicionais não podem ser repassados e são assumidos integralmente pelos produtores. A parte não coberta dos custos aumenta ainda mais. Sem instrumentos de gestão de crises, não vamos sair dessa situação e vamos continuar perdendo com a atividade”. Segundo a associação alemã dos produtores de leite BDM, é urgente criar uma organização setorial de produção de leite. (EMB - Tradução livre: Terra Viva)


Jogo Rápido
Argentina – Se agrava a crise do setor lácteo
A indústria de laticínios da Argentina é a mais prejudicada com o congelamento dos preços básicos dos alimentos estabelecido pelo governo nacional. No último ano, segundo dados publicados pelo departamento de estatísticas do governo, Indec, a “cesta láctea” mostrou uma inflação interanual de 14,6%, contra 40,1% da média dos alimentos e bebidas em geral no varejo da cidade de Buenos Aires. Quase todos os produtos da “cesta láctea” estão dentro do congelamento decretado pelo governo federal (leite fresco, leite em pó, queijo cremoso, queijo patê-grass, iogurte e manteiga). A única exceção é o queijo sardo, cujo elevado valor impede a aplicação de reajustes significativos na atual conjuntura de crise econômica. O outro segmento mais prejudicado é o dos farináceos. O congelamento dos preços dos produtos básicos só teve dois reajustes de preços autorizados: um no mês de julho e o segundo na semana passada, quando para os lácteos, o aumento foi de apenas 2%. As complicações decorrentes do congelamento de preços, junto com as dificuldades das exportações, afetaram as receitas de muitas indústrias de laticínios. Nesse contexto, enquanto algumas empresas – especialmente as estrangeiras – podem passar por maus momentos com seus recursos próprios, as empresas de menor porte devem recorrer ao sistema bancário. A dívida bancária com entidades argentinas das 27 principais indústrias de laticínios do país era de 20,7 bilhões de pesos, em julho último, segundo dados do Banco Central (BCRA). Trata-se de um valor quase 9% superior ao registrado em março passado (primeiro mês do congelamento obrigatório vigente até o momento), o que representa aumento médio mensal de 2,2% em pesos argentinos correntes. O dado é que 80% da dívida são de empresas de capital argentino, muitas das quais são empresas familiares de médio e pequeno porte. (valorsojar – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


 

 

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Porto Alegre, 16 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.327


Embrapa pesquisa consumo de leite na pandemia

A Embrapa Gado de Leite está mapeando o comportamento do consumidor brasileiro de leite e derivados durante a pandemia de Covid-19. A pesquisa pode ser respondida via questionário online em apenas cinco minutos, até dia 24/10. A instituição assegura o sigilo total das informações coletadas. Para participar, CLIQUE AQUI! (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Em 2019 houve aumento do leite não fiscalizado

Com base nos dados divulgados hoje pelo IBGE sobre a produção de leite do Brasil em 2019, a informalidade vem crescendo. Nos últimos três anos, o leite captado pelas indústrias caiu de 72,7% do total da produção nacional em 2017, para 71,8% em 2019, revertendo a tendência de aumento que vinha apresentando desde 2001. (Terra Viva / Dados: IBGE)

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Demanda chinesa eleva preço do leite Fonterra

A Fonterra aumentou sua previsão da faixa de preço do leite Farmgate para NZ$ 6,80 (US$ 4,48) por quilo de sólidos do leite, o que equivale a NZ$ 0,56 (US$ 0,37) por quilo de leite, mantendo a faixa de +/- 50c por quilo de sólidos do leite.

O CEO da Fonterra, Miles Hurrell, disse que a previsão mais alta para o preço do leite em 2020/21 está sendo amplamente impulsionada pela melhora na demanda na China.

“Apesar do impacto inicial da Covid-19, vimos a demanda por lácteos na China se recuperar rapidamente. Em particular, a demanda por leite em pó integral, que é um grande impulsionador do preço do leite, tem sido mais forte do que o esperado”, disse Hurrell. “Embora ainda seja o início da temporada, os preços dos lácteos no GDT (Global Dairy Trade) melhoraram em relação aos da primeira onda de Covid-19 e a demanda por leite em pó se mostrou resiliente. Vimos essa demanda refletida nos leilões do GDT, com os preços tendendo a subir nos eventos recentes e isso está apoiando nossa decisão de elevar a faixa e o ponto médio de valores, recompensando os produtores.”

Hurrell disse que uma das prioridades da cooperativa é ter um preço competitivo do leite, já que isso não apenas apoia seus produtores, mas também as comunidades locais. Ele disse que com NZ$ 6,80 por quilo de sólidos, mais de NZ$ 10 bilhões (US $ 6,6 bilhões) iriam para a região da Nova Zelândia.

Hurrell disse que há vários fatores que a cooperativa está observando e é por isso que mantém uma ampla faixa de previsão de NZ$ 6,30 a NZ $ 7,30 (US $ 4,16-US $ 4,82) por quilo de sólidos do leite [NZ$ 0,52 - NZ$ 0,60 (US$ 0,34 - US$ 0,40) por quilo de leite].

“Ainda é relativamente cedo na temporada e muita coisa pode mudar. Por exemplo, poderíamos experimentar volatilidade com as taxas de câmbio, a oferta de leite da UE e dos EUA está aumentando e continua havendo incerteza sobre como novas ondas de Covid-19 e uma desaceleração econômica global poderiam impactar a demanda. Com o aumento da demanda e da oferta, vemos as perspectivas de lácteos mais equilibradas, mas considerando que ainda há uma série de riscos, ainda recomendamos aos nossos produtores que sejam cautelosos em suas tomadas de decisão.” (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Inflação de famílias pobres é três vezes maior do que dos mais ricos

A taxa de inflação de famílias com renda muito mais baixa chegou a 0,98% em setembro deste ano, três vezes superior à observada entre a classe com renda alta (0,29%). A constatação é do Indicador de Inflação por Faixa de Renda do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado ontem (14). As famílias com renda muito baixa são aquelas com rendimento domiciliar mensal inferior a R$ 1.650,00. Já as famílias com renda alta são aquelas com rendimento superior a R$ 16.509,66 por mês.

A pesquisa do Ipea constatou que a inflação aumentou, de agosto para setembro, em todas as faixas de renda. Ela foi maior entre as pessoas com renda muito baixa, principalmente por causa da alta de preços dos alimentos, que responderam por 75% da taxa de inflação de setembro. Tiveram aumento de preços no mês, produtos como arroz (18%), óleo (28%) e leite (6%).

No acumulado do ano, a disparidade é ainda maior. Enquanto os mais pobres sentiram um aumento de preços de 2,5% na sua cesta de compras, os mais riscos tiveram alta de apenas 0,2%. Entre os alimentos que mais influenciaram essa alta de preços estão arroz (com alta de 41% no ano), feijão (34%), leite (30%) e óleo de soja (51%).

Outro grupo que influenciou essa alta de preços maior para os mais pobres foi habitação, com inflações em produtos como materiais de limpeza (1,4%) e gás de botijão (1,6%). Já entre os mais ricos, os alimentos e gasolina (com alta de 2%) também tiveram um impacto, mas a inflação foi aliviada por quedas de preços de itens como plano de saúde (-2,3%), mensalidades dos cursos de idioma (-1,5%) e de informática (-1,6%). No acumulado do ano, enquanto a inflação das famílias mais pobres aponta alta de 2,5%, a taxa de variação registrada pela classe de renda mais alta é apenas 0,2%. (Agência Brasil)


Jogo Rápido
SP: coronavírus – cadeia produtiva do leite foi
tema de live do "Caminhos do Agro SP"

A cadeia produtiva do leite e seus derivados desempenha um papel de extrema relevância econômica e social. Ao considerar a importância nutricional, o leite é um dos produtos mais relevantes da agropecuária brasileira. Para discutir esse cenário no estado, o Secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira recebeu na última quarta-feira (14), representantes de diversos elos da cadeia produtiva do leite na live que faz parte do projeto "Caminhos do Agro SP". Participaram do encontro online o pesquisador e diretor do Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite do IZ, Luiz Carlos Roma Júnior; o Diretor Presidente da Agrindus e vice-presidente Abraleite e Leite Brasil, Roberto Jank; e a gerente da área de Criação de Valor Compartilhado da Nestlé, Taissara Martins, que falou sobre o projeto de leite orgânico da companhia em São Paulo. Para acessar ao conteúdo,
CLIQUE AQUI.
Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA/SP)


 

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Porto Alegre, 15 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.326


Com 34,8 bilhões de litros, produção de leite é a segunda maior desde 1974

A produção nacional de leite em 2019 foi de 34,8 bilhões de litros, um aumento de 2,7%, atingindo o segundo maior volume da série histórica, iniciada em 1974, atrás apenas do ano de 2014 (35,1 bilhões de litros).

Com um aumento de 4,4%, o Sudeste voltou a ser o maior produtor de leite, com 34,3% de participação, posição que estava com a região Sul desde 2014. Esta, por sua vez, respondeu por 33,4% da produção. O Nordeste também foi destaque, com crescimento de 8,4%, maior aumento proporcional em nível regional. Minas Gerais seguiu como maior produtor, com 27,1% do total e aumento de 5,7%.

O efetivo de vacas ordenhadas em 2019 foi de 16,3 milhões de animais, 0,5% menor em relação ao ano anterior. Os três maiores estados em efetivos de vacas ordenhadas apresentaram decréscimos: Minas Gerais (-0,3%), Goiás (-2,3%) e Paraná (-3,7). Minas Gerais continuou com o maior rebanho leiteiro, com 3,1 milhões de cabeças de animais, equivalente a 19,3% do rebanho nacional. Goiás seguiu em segundo lugar, com 1,9 milhão de animais, e o Paraná ficou em terceiro lugar, com 1,3 milhão de vacas ordenhadas.

Com aumento na produção e decréscimo no número de animais, 2019 foi mais um ano com ganho de produtividade do rebanho leiteiro, atingindo a marca de 2.141 litros de leite/vaca/ano. A região Sul apresentou as maiores produtividades, liderada por Santa Catarina (3.816 litros de leite/vaca/ano).

O preço médio nacional pago pelo litro do leite subiu 6,7% em 2019, chegando a R$ 1,24 por litro. O valor da produção do leite apresentou acréscimo de 9,6%, resultado da combinação de aumentos na produção e no preço, atingindo R$ 43,1 bilhões.

O número de municípios produtores de leite chegou a 5.513. Dos dez maiores produtores, sete são mineiros. O primeiro lugar, porém, ficou no Paraná, no município de Castro, com 280 milhões de litros, apesar da redução de 4,2%. Em segundo lugar, Patos de Minas (MG) teve acréscimo de 1,5% e atingiu 195,8 milhões de litros de leite. Em terceiro lugar, ficou Carambeí (PR), com produção de 180,0 milhões de litros de leite. (IBGE)

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Fórum da MilkPoint aborda pontos da Reforma Tributária relacionados ao setor lácteo

Aspectos da Reforma Tributária de interesse da cadeia produtiva do leite foram detalhados pelo diretor executivo da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos) e consultor técnico da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Marcelo Martins, na segunda tarde do Fórum MilkPoint Mercado Online, na quarta-feira (14/10). Ele destacou que a desoneração da cesta básica e das exportações, crédito presumido e o fato dos produtores contribuírem ou não com a Contribuição de Bens e Serviços (CBS) são algumas das especificidades do setor. Por isso, enfatizou a importância de se discutir ativamente esses pontos de interesse, como já vem sendo feito por representantes do segmento.

Segundo Martins, os itens da cesta básica devem ser sujeitos à alíquota zero como estão hoje e não isentos, além de ser necessário manter os produtores rurais como não contribuintes do IBS/ CBS. “Esse processo de débito e crédito será extremamente oneroso para o produtor, não só do ponto de vista financeiro, mas também do ponto de vista operacional”. O profissional ressaltou ainda que haja garantia de utilização de todos os créditos na aquisição de insumos e serviços e crédito presumido com alíquota que garanta a não cumulatividade na cadeia produtiva.

O pesquisador da Embrapa Gado de Leite Glauco Carvalho discorreu sobre a sensibilidade à renda e lácteos. E em sua fala, afirmou que queijos, requeijão e manteiga tiveram gastos aumentados pelos brasileiros. Também reforçou que o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo à população teve um impacto importante no momento vivido no Brasil. Sobre o consumo, alertou que algumas tendências que já eram esperadas e observadas devem ganhar velocidade, mas não haverá grandes rupturas no comportamento do consumidor. Qualidade, rotulagem, rastreabilidade e bem-estar animal têm sido alguns dos pontos analisados pela população na hora de escolher o produto.

O último dia do fórum, promovido pela Milkpoint, também reuniu profissionais e analistas do segmento que falaram sobre inovação e automação para embalagens no setor de queijos, e-commerce para alimentos, transformações no varejo, desenvolvimento de novos canais de venda em função da pandemia e o comportamento dos consumidores com a chegada da Covid-19. O evento ocorreu nos dias 13 e 14 de outubro com o objetivo de debater o futuro do setor de lácteos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Uruguai: receita de exportações de lácteos cresceu 3% em 2020

O faturamento derivado das exportações uruguaias de lácteos acumuladas nos primeiros nove meses de 2020 aumentou 3% em relação ao mesmo período de 2019, o que é explicado pelos maiores volumes colocados em leite em pó integral e queijos, apesar da piora na renda do leite em pó desnatado (volumes menores) e da manteiga (com preços menores).

A medida foi apurada pelos técnicos do Instituto Nacional do Leite (Inale), que relataram que pelo conjunto de itens – leite em pó integral, leite em pó desnatado, queijos e manteiga – no período janeiro-setembro deste ano foi exportado por US$ 475,7 milhões (com base em dados da Direcção Nacional das Alfândegas).

Se compararmos os primeiros nove meses de 2020 com o mesmo período de 2019, as exportações de leite em pó integral medidas em dólares cresceram 10%, as de leite em pó desnatado caíram 25%, as de queijo aumentaram 2% e as de manteiga caíram 38%.

Se a leitura for feita com base no volume exportado (nos nove meses deste ano foram atingidas 141.309 toneladas considerando todos os itens), houve aumento de 10% no leite em pó integral, queda de 35% no leite em pó desnatado, um aumento de 6% nos queijos e uma queda de 6% na manteiga, sempre comparando os primeiros nove meses de 2020 e 2019.

O leite em pó integral continua sendo, de longe, o produto mais exportado: 106.319 toneladas até agora neste ano, ou seja, 75,23% do total embarcado, gerando receita de US$ 325,4 milhões, 68,40% do total obtido com as exportações de lácteos.

Em relação aos preços médios alcançados, sempre com base na comparação desses dois períodos, não houve variação para o leite em pó integral, houve aumento de 16% no leite em pó desnatado, queda de 4% nos queijos e queda de 34% na manteiga.

Por fim, considerando o mais recente, ou seja, exclusivamente o ocorrido com os negócios correspondentes a setembro de 2020, os preços médios foram: US$ 3.005 por tonelada de leite em pó integral, US$ 2.604 de leite em pó desnatado, US$ 3.958 por queijo e US$ 3.200 pela tonelada de manteiga. (As informações são do El Observador, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Piracanjuba lança Farinha Láctea

A Piracanjuba amplia seu portfólio de produtos e lança a sua Farinha Láctea. A marca desenvolveu um produto que agrega nutrientes indispensáveis para a defesa do corpo, para a geração de energia e para o crescimento e desenvolvimento, como é o caso das vitaminas A, C e D e dos minerais: ferro, zinco, iodo e manganês. “Ao planejarmos a Farinha Láctea Piracanjuba, pensamos na versatilidade que ela traz para a rotina e no potencial de nutrição reunido em um mesmo produto, afinal, são 12 tipos de vitaminas, incluindo o ácido fólico, e nada de corantes ou conservantes”, ressalta a Gerente de Marketing, Lisiane Guimarães.

A nova integrante do portfólio Piracanjuba chega ao mercado na embalagem stand up pouch, com 180 gramas. O produto já está disponível nas gôndolas dos supermercados e nas redes de farmácias de todo país. (As informações são do Newtrade)

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Jogo Rápido
Votação da renovação do Convênio 100 é adiada para dezembro
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) adiou a votação da renovação do Convênio 100/1997 prevista para hoje. O convênio desonera de ICMS a comercialização de insumos agropecuários, como defensivos, fertilizantes e sementes, e tem vigência até o fim do ano. O tema deverá ser analisado em uma nova reunião no dia 9 de dezembro. Outros 200 convênios com vencimento no fim de 2020 aguardam análise, que deverá ser feita em conjunto. O setor agropecuário, no entanto, queria uma definição agora para dar mais previsibilidade e segurança na atividade. Caso o convênio não seja renovado, alega a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), haverá aumento do custo de produção e dos preços dos alimentos da cesta básica. (Valor)


 

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Porto Alegre, 14 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.325


Os efeitos da pandemia no mercado internacional e no consumo de lácteos

A pandemia de Covid-19 teve impactos positivos e negativos no mercado global de lácteos. Ao mesmo tempo em que os consumidores adiantaram as compras, em função do isolamento social, incrementando as vendas do segmento, fatores como redução na demanda de serviços de alimentação (food service) e desaceleração do crescimento econômico do mundo não foram favoráveis. O levantamento sobre o mercado internacional foi apresentado pelo dairy commodity trader da Interfood, Joaquin Gonzalez, durante a primeira tarde do Fórum MilkPoint Mercado Online na terça-feira (13/10).

Segundo Gonzalez, antes da pandemia, o cenário era positivo no preço dos laticínios, com demanda saudável e boas previsões na coleta de leite. Agora, com as mudanças ocasionadas, as perspectivas para o final de 2020 são melhores. Segundo Gonzalez, o food service, que sofreu grandes impactos no início da pandemia, já está em melhores níveis. “Na China, se fala em 80% a 90%, mas ainda não estamos em níveis pré-Covid”, afirma. Além disso, ele destacou que o mercado spot na China ainda estará aquecido, mas sem claridade para os próximos meses e demanda ativa.

Sobre a mudança nos hábitos de consumo com a chegada da Covid-19, itens da cesta de lácteos, como leite em pó e iogurte, apresentaram, apesar da pandemia, crescimento generalizado em volume e em valor, de acordo com os dados apresentados pelo new business manager da Nielsen, Mikael Quialheiro. Segundo ele, os dois produtos estão em um momento de aceleração, expressando aumento de 4,4% e de 5,9%, respectivamente. Leite em pó e leite representaram 70% do crescimento da cesta.

Quialheiro explicou, que nos primeiros meses da Covid-19, a população optou pelo abastecimento, o que acabou sendo alterado com o passar do tempo. "Acredito que agora, no Brasil, estamos saindo da vida restrita e entrando para uma nova normalidade. As pessoas aos poucos estão voltando a fazer as compras no varejo como antes". O profissional ainda ressaltou que produtos como leite em pó, iogurte, leite UHT, requeijão e leite fermentado, que já vinham crescendo, mantiveram a ascensão na pandemia. Para esses, a dica de Quialheiro é impulsionar, otimizando portfólio, mantendo e expandindo a distribuição.

Na ocasião, profissionais e analistas do segmento também discorreram sobre o cenário de oferta e demanda para o milho e para soja em 2020/2021, a importância da rastreabilidade na cadeia de laticínios no mundo pós-pandemia, mercado brasileiro de leite e derivados para o final deste ano e para 2021 e outros. O evento, promovido pela MilkPoint, continuou nesta quarta-feira (14/10), das 13h30 às 17h, com mais palestras sobre perspectivas para o setor. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Poupança das famílias dispara, mas investimento é desafio

A poupança das famílias deverá passar de 13,5% de suas rendas para 20,2% neste ano, estimam os economistas José Roberto Afonso e Thiago Abreu. É uma reação à crise provocada pela covid-19, que leva a um comportamento mais conservador. Eles sugerem alterações no ambiente institucional e financeiro das Parcerias Público-Privadas (PPPs) para que essa poupança seja canalizada para investimentos, principalmente em infraestrutura. A proposta está no texto “A Poupança Precaucional da covid-19: o Desafio de seu Aproveitamento”, que será publicado na revista Conjuntura Econômica, do Ibre/FGV. Em momentos de crise, dizem os economistas, é comum que as famílias optem por gastar menos, fazendo o que se chama de poupança precaucional. Na pandemia do coronavírus, esse comportamento foi exacerbado por causa das medidas de isolamento e afastamento social. Mesmo que não tenham optado por poupar mais, as pessoas se viram impedidas de gastar em áreas como entretenimento e turismo. “A pandemia mudou a forma de consumo das famílias”, comenta Abreu. O resultado é que mais recursos foram guardados. “No mundo inteiro, a poupança das famílias alcançou números impressionantemente altos”, afirma Afonso, que é professor no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

Eles citam dados do Banco Central (BC), que apontam para um ingresso líquido de R$ 37,2 bilhões em recursos na caderneta apenas no mês de maio. Em setembro, houve captação de outros R$ 13,2 bilhões, e o estoque superou pela primeira vez na história a marca de R$ 1 trilhão. O crescimento do número de investidores em bolsa é outro sinal de aumento no número de poupadores. O texto cita dados da B3 pelos quais o número de CPFs inscritos para investir passou de 1,7 milhão em 2019 para 2,9 milhões em 2020. Afonso e Abreu estimaram a taxa de poupança das famílias calculando a diferença entre renda e consumo. No caso, tomaram o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a renda disponível bruta das famílias, de 2017, e estimaram os valores para os anos seguintes conforme a variação do Produto Interno Bruto (PIB). E confrontaram esses números com os de consumo, também calculados pelo IBGE. Assim, num cenário em que o PIB recue 5,4% e o consumo das famílias, 7,2%, o aumento da taxa de poupança chegará a 6,7 pontos percentuais da renda familiar, atingindo 20,2% do total em 2020, ante 13,5% estimados em 2019 e 10,5% observados em 2017. “O grande desafio macroeconômico é transformar essa poupança em investimento, sobretudo fixo”, comenta Afonso. “E que, com isso, se consiga disparar o processo de criação de renda e emprego.” Ao longo dos anos 2000, a taxa de investimento girou em torno de 20% do PIB.

No entanto, caiu para 14,5% do PIB em 2018. Em quatro trimestres até junho passado, estava em 15,47% do PIB. Especificamente em infraestrutura, os investimentos têm ficado abaixo de 2% do PIB desde 2001, segundo cálculos de Claudio Frischtak, da consultoria Inter.B, citados pelos economistas. Precisariam ficar em 4,24% do PIB, pelo menos, apenas para evitar a depreciação do capital já existente. Ou seja: em termos de infraestrutura, o Brasil anda para trás. “Cabe construir um novo arranjo institucional e financeiro para compartilhar entre setor privado e público projetos de investimento, a partir de formatos diferenciados de longo prazo, aperfeiçoamento do ambiente regulatório e de licenciamento, além de medidas tributárias urgentes que estimulem o investimento.” Nesse cenário mais favorável, os bancos poderiam oferecer crédito de longo prazo para as empresas investirem e criar produtos para captar dinheiro das famílias para essa finalidade. Para Afonso, o financiamento sempre careceu de um ambiente favorável e de recursos. A novidade é que, agora, o dinheiro existe. (Valor)

Preço ao produtor de leite da Argentina é o mais baixo do mundo

Um relatório elaborado pelo Observatório da Cadeia Leiteira Argentina (Ocla), com base em dados de diferentes entidades internacionais, mostra que os produtores de leite argentinos são os que recebem menos pelo leite cru, levando-se em consideração os principais países produtores mundiais.

Segundo dados divulgados pela Ocla, o produtor de leite argentino recebeu, em média, 25,8 centavos de dólar em agosto. Além de ser um valor abaixo do ponto de equilíbrio que gira em torno de 30 centavos, é de longe o valor mais baixo: o Uruguai segue com 28,4 centavos.

Se for feita uma média entre os outros seis territórios pesquisados (Uruguai, Chile, Brasil, União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia), obtém-se um valor de 36,9 centavos. Em outras palavras, os produtores de leite argentinos recebem 30% a menos do que os produtores em todo o mundo.

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Além disso, o preço atual na Argentina está 13,1% abaixo do ano passado. É o país com a maior variação negativa interanual, atrás do Uruguai (-6,8%) e dos Estados Unidos (-0,5%). Por outro lado, o Brasil mostra o maior aumento: 17,9%

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O problema é que a queda dos preços em moeda “forte” na Argentina ocorre justamente no momento em que o milho e a soja, principais insumos para a alimentação das vacas, apresentaram forte crescimento nos últimos dois meses. (As informações são do Agrovoz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Base de cálculo do Pis e Cofins
Pelo menos três empresas obtiveram, recentemente, autorização de Tribunais Regionais Federais (TRFs) para excluir o PIS e a Cofins das próprias bases de cálculo. Uma delas no TRF da 3ª Região, em São Paulo, e as outras duas no TRF da 2ª Região, no Rio de Janeiro. Advogados dizem que essas decisões podem sinalizar o começo de uma mudança jurisprudencial. (Valor)


 

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Porto Alegre, 13 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.324


Em Portugal, Tereza Cristina anuncia retirada de embargo sobre produtos lácteos

Nesta segunda-feira, 12, a ministra Tereza Cristina, que está em viagem internacional, se reuniu com a ministra da Agricultura de Portugal, Maria do Céu. Durante o encontro, em Lisboa, Tereza Cristina anunciou a retirada de embargo sobre produtos lácteos vindos da região de Açores. O embarco já existia há mais de cinco anos.

Mercosul-União Europeia
A ministra da Agricultura de Portugal disse ainda que o país apoia o Acordo Mercosul-União Europeia desde o primeiro momento, ao participar do Seminário Portugal-Brasil: Oportunidades de Negócio no Setor Agroalimentar, em Lisboa, ao lado da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). “Continuamos empenhados para que rapidamente este acordo possa ser posto em prática”, afirmou.

Segundo Maria do Céu Antunes, além de melhorar os negócios entre os países do bloco, com maior previsibilidade e transparência de regras, o acordo vai permitir o desenvolvimento sustentável. “Permitirá ainda, e para nós isso é muito importante, um compromisso de todas as partes com os objetivos de desenvolvimento sustentável a proteção do meio ambiente e da biodiversidade e no respeito pelos direitos laborais e sociais”, disse a ministra portuguesa.

A ministra Tereza Cristina também defendeu a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia. Ela citou os ganhos para os dois blocos, como melhores condições econômicas, qualidade de vida para os cidadãos, geração de emprego e renda, fortalecimento da preservação ambiental e redução das emissões de gases de efeito estufa. “É preciso dizer que o acordo não representa qualquer ameaça ao meio ambiente, à saúde humana e aos direitos sociais. Ao contrário, reforça compromissos multilaterais e agrega as melhores práticas na matéria”, disse.

Tereza Cristina disse contar com apoio de Portugal para o acordo avançar. “Esperamos, portanto, que as vozes mal-intencionadas que atacam o acordo não prevaleçam sobre nosso interesse mútuo de promoção do desenvolvimento sustentável. Contamos com o apoio do povo português para que nosso acordo entre em vigor no menor prazo possível”.

O apoio de Portugal à rápida aprovação do acordo entre os dois blocos também foi ressaltado pelo secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Eurico Brilhante Dias. “Portugal sempre se destacou na defesa deste acordo, porque acreditamos na ideia de que o comércio internacional é positivo, é bom, constrói pontes, é um indutor de criação de riqueza e que, como diria o nosso poeta Fernando Pessoa, quem quer a paz, faz o comércio”, disse Dias.

O secretário português disse que o Acordo Mercosul União Europeia é um dos mais desenvolvidos e com um capítulo mais robusto no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável. “Por isso, não é apenas um acordo de interesse entre as duas partes. Os avanços conseguidos neste capítulo são importantes e devem ser valorizados muito positivamente no quadro do acordo que foi possível”.

Agropecuária brasileira
A ministra Tereza Cristina destacou dados da evolução da produtividade e sustentabilidade da agropecuária brasileira nos últimos anos, entre eles que a produção de grãos cresceu 425% desde a década de 70, enquanto que a área plantada aumentou somente 43%. Com isso, cerca de 123,7 milhões de hectares de território brasileiro deixaram de ser usados pela atividade agrícola (efeito poupa-terra).

Além disso, o Brasil utiliza apenas 30% de seu território para a agropecuária, mantendo mais de 60% com vegetação nativa. “Estima-se que cerca de 25% da área preservada se encontre em propriedades privadas, algo sem paralelo em outros países do mundo, pois se trata de terreno que o proprietário não recebe para preservar. É apenas uma obrigação legal”, afirmou, acrescentando que o Código Florestal prevê que 20% a 80% da vegetação nativa das propriedades rurais devem ser preservadas, dependendo do bioma.

“Queremos aumentar as nossas exportações para o Brasil, mas também não queremos deixar de importar do Brasil, pelo contrário. Consideramos que através do reforço, da reciprocidade e do bilateralismo nas trocas comerciais é que se constrói. Não é através de imposição de barreiras”, disse. A Aicep é a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Os produtos agrícolas e alimentares representaram, em 2019, 60% do peso das exportações portuguesas, equivalente a 453 milhões de Euros e no primeiro semestre de 2020, o peso foi de 55% correspondendo a 190 milhões. Em relação às importações, o crescimento foi de 17,5% no primeiro semestre.

O embaixador do Brasil em Portugal, Carlos Alberto Simas Magalhães, ressaltou a importância da relação comercial entre os dois países e disse que os negócios no setor agrícola entre os dois países merecem uma renovação. (As informações são do Canal Rural)


Folha tem 13 dias de atraso no mês em que auxílio federal termina

O governo do Estado quita hoje a folha dos servidores do Executivo, relativa a setembro. Na última sexta-feira foram depositados os vencimentos dos que recebem até R$ 4 mil líquidos, o que representa 73% dos vínculos. Em 30 de setembro, já havia sido creditada parcela de R$ 2,2 mil.

A redução nos dias de atraso de pagamento da folha, que chegou a 40 dias, vem ocorrendo em função da reação esboçada pela economia. Segundo os dados da Secretaria da Fazenda, a arrecadação tem se mantido em valores próximos aos projetados antes da pandemia. Em agosto, foi apresentado leve crescimento de 0,9%, que significa R$ 26 milhões, em relação ao previsto antes da crise. Em setembro, a evolução foi ampliada, atingindo melhora considerável em relação ao ano anterior. O crescimento real foi de 8,9%, ou R$ 266 milhões, em comparação com 2019, relativo à arrecadação de ICMS. A tendência deve ser mantida em outubro.

Entre os motivos para a ampliação da arrecadação estão a injeção de recursos por meio do auxílio emergencial, pago a milhões de pessoas pelo governo federal, e gasto majoritariamente em consumo, o que, rapidamente, leva à reação da economia. A ajuda da União, no entanto, terminou em setembro, com o pagamento da última de quatro parcelas de R$ 487 milhões. De acordo com o subsecretário do Tesouro Estadual, Bruno Jatene, seguem os esforços de gestão do fluxo de caixa para priorizar o pagamento da folha no menor prazo possível, mas o cenário ainda é marcado por incertezas e seguirá assim até que a retomada econômica ocorra de forma mais consistente. (Correio do Povo)

Captação de leite na UE pode aumentar 1,4% em 2020 e 0,8% em 2021

A produção de leite na UE no terceiro trimestre de 2020 deve permanecer positiva (+ 1%) graças ao forte crescimento das entregas até julho (+ 2%). A produção no quarto trimestre de 2020 deve ser aproximadamente o mesmo nível do ano passado. Para todo o ano de 2020, prevê-se que a captação de leite na UE aumente 1,4%, graças às condições geralmente favoráveis ??das pastagens até julho, bem como aos alimentos a preços acessíveis.

Ao mesmo tempo, o rebanho leiteiro deve continuar em queda (-0,4%), com aumento dos abates no segundo semestre, de acordo com as projeções de curto prazo divulgadas pela Comissão Europeia. Em 2021, a produção de leite na UE poderá crescer modestos 0,8%, graças a rendimentos mais elevados (1,6%) e menor rebanho (-0,8%).

Em relação aos outros países produtores, a produção de leite nos EUA cresceu a uma taxa semelhante à da UE, a Austrália se recuperou do mínimo do ano passado (+ 5%) e as condições climáticas favoreceram um aumento significativo no leite na Argentina (+ 9%). É provável que a Nova Zelândia se beneficie de boas condições climáticas, como tem feito até agora. (As informações são do Agrodigital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Por duas assinaturas
Falta pouco para que o grupo de deputados que defende a PEC do Teto de Gastos viabilize o protocolo do texto. Já foram obtidas 17 das 19 assinaturas necessárias. Hoje, o tema será tratado em reunião entre o presidente da Fiergs, Gilberto Petry, eoautor da proposta, Fábio Ostermann (Novo). A Fiergs foi uma das entidades que mais apoiaram a PEC durante as discussões da reforma tributária que, em função da falta de apoio, não saiu do papel. (Correio do Povo)


 

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 09 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.323


Momento para pecuária leiteira exige cautela do produtor

Ainda sob reflexo da pandemia de coronavírus o ano de 2020 continua repleto de incertezas. No caso da pecuária de leite, as dúvidas no mercado no início da pandemia deixaram os produtores com grande receio sobre qual a direção seguir, diminuir a produção como alguns laticínios sugeriram, ainda no mês de maio desse ano, descartar animais de baixa produção tendo em vista os bons preços pagos pela arroba bovina, ou estruturar seu negócio de forma a enxugar custos e seguir produzindo.

Os mais otimistas se propuseram a seguir em frente e agora colhem os frutos de um bom planejamento da atividade. O setor encontrou desafios, principalmente aqueles condicionados ao consumo de derivados lácteos, em um primeiro momento afetado fortemente pelo isolamento social, mas que em seguida encontrou força com a incorporação na renda das famílias brasileiras do auxílio emergencial.

Esse cenário se somou ao período de sazonalidade típica da produção de leite, resultando em consecutivos aumentos nos preços pagos ao produtor nos últimos meses. Em setembro, especificamente, a “Média Brasil” líquida pesquisada pelo Cepea atingiu R$ 2,13/litro, um recorde real da série, analisando os valores mensais deflacionados pelo IPCA de agosto/20. De janeiro a setembro deste ano, o aumento no preço do leite é de expressivos 56,4%.

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Por outro lado, o movimento de alta também é notado nos custos de produção, dados do Projeto Campo Futuro (CNA/SE-NAR), que conta com a parceria técnica do Cepea, indicam que o Custo Operacional Efetivo (COE), acumula alta de 8,1% de janeiro a agosto, tendo-se como base a “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), no mesmo período do ano passado, o aumento havia sido de 0,14%. Analisando os dados do referido mês em comparação a agosto de 2019 a alta chega a 12,0%.

Dentre os estados acompanhados pelo Projeto Campo Futuro, os que apresentaram as elevações mais fortes nos custos foram Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. De janeiro a agosto, os desembolsos nestes estados aumentaram 11,53%, 9,35%, 7,71% respectivamente. Os custos foram impulsionados pela alta generalizada dos grãos, em especial do milho e do farelo de soja, importantes componentes das rações concentradas, insumo esse que, segundo os dados acompanhados, acumula alta de 13,4% no ano. Os custos com os concentrados chegam a comprometer até 30% da receita anual de uma propriedade de bom desempenho produtivo.

Tendo em vista que o ano de 2019 os dados do projeto apontam que o preço recebido pelos produtores avançou 13,4% em relação ao ano anterior, e o custo operacional efetivo apresentou o incremento de 28,6% no mesmo período, o ano de 2020, até o momento, tem se mostrado um ano de recuperação de margens para o produtor de leite no país. Contudo a forte valorização do dólar tem elevado os preços de importantes insumos pecuários e esse contexto deve continuar se refletindo sobre o bolso do produtor nos próximos meses.

Outro fator importante a se considerar é a relação de troca, tendo como base o preço do leite na “média Brasil” e a média do preço de milho nas regiões acompanhadas pelo Cepea, de janeiro a agosto. Sob essa ótica o poder de compra do produtor de leite caiu frente ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e agosto de 2020, com a venda de um litro de leite, o produtor comprou, em média, 1,97 quilo de milho, sendo que, no mesmo período do ano passado, era possível adquirir 2,53 quilos. Observando a mesma análise para o farelo de soja, a venda de um litro de leite possibilita atualmente a compra de 0,99 quilo do derivado, contra 1,22 quilo de janeiro a agosto de 2019. Isso evidencia que, apesar da recente alta na receita, o produtor perdeu o poder de compra frente a dois dos principais insumos utilizados pela atividade.

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Olhando a frente, as referências do mercado futuro sinalizam que as expectativas dos agentes são de continuidade dos preços firmes para a soja e o milho, até o final de 2020 e início do ano que vem. Por outro lado, sazonalmente, os preços do leite tendem a recuar com a chegada das chuvas e a melhoria das condições das pastagens no Sudeste e Centro-Oeste do país, regiões responsáveis por 45,8% da produção nacional.

Já pelo lado da demanda, a redução dos valores pagos no auxílio emergencial pode retrair o consumo observado até setembro, alterando, assim, o apetite de compra e a competição entre indústrias pelo leite no campo. Diante disso, cabe ao produtor atenção e monitoramento constante dos números da sua propriedade ressaltando que apenas a elevação dos preços não resulta em melhoria das margens da atividade, o foco deve estar no aumento da eficiência produtiva, garantindo assim margens sustentáveis ao longo do tempo. (As informações são da CNA, disponíveis AQUI)


 

EUA: exportações de lácteos atingem recorde em agosto

O volume das exportações de lácteos dos EUA, com base nos sólidos do leite, aumentou 17% em agosto em relação ao ano anterior e 16% no acumulado do ano, relata o U.S. Dairy Export Council (USDEC).

Agosto também marcou um mês recorde para as exportações de lácteos, com os EUA embarcando 190.435 toneladas de leite em pó, queijos, derivados do soro de leite, lactose e manteiga. Foi também o 12º mês consecutivo de aumentos ano a ano no volume agregado de exportação de lácteos dos EUA, relata a USDEC. O valor dessas exportações cresceu 11% em agosto e 14% no acumulado do ano.

“No acumulado do ano, estamos a caminho de alcançar US$ 6 bilhões na exportação de laticínios dos EUA este ano”, acrescenta Michael Dykes, presidente e CEO da International Dairy Foods Association (IDFA). “A volatilidade e a incerteza continuam sendo um fator no mercado e no comércio de laticínios, mas a IDFA continua otimista de que, com a contínua demanda por lácteos em todo o mundo, especialmente no Sudeste Asiático e na China, este ano terminará em alta.”

Em agosto, as exportações totais de leite em pó desnatado dos EUA subiram colossais 35%, impulsionadas principalmente pela duplicação dos embarques para o Sudeste Asiático. A China foi o grande comprador, passando de apenas 173 toneladas em agosto de 2019 para 5.343 toneladas em agosto. As vendas de leite em pó desnatado para o México, no entanto, caíram 15%.

Surpreendentemente, as exportações de queijos também cresceram, em 17%. "Os preços de exportação de queijo estavam bem abaixo dos preços domésticos de maio-junho, sugerindo que os exportadores dos EUA aceitaram margens mais baixas para manter as relações internacionais”, afirmam analistas comerciais do USDEC.

As exportações de soro de leite dos EUA aumentaram 29%, com a maior parte desse aumento devido à compra chinesa e sua tentativa de reconstruir seu rebanho de suínos depois que granjas foram devastadas pela peste suína africana. Os embarques de soro de leite dos EUA para a China em agosto chegaram a 17.212 toneladas – alta de 318%. Este aumento nas exportações de soro de leite mais do que compensou quedas acentuadas nos embarques para o resto do Sudeste Asiático (-14%) e México (-60%).

Dykes observa que o volume geral de exportação de lácteos dos EUA para a China, até agosto, já ultrapassou os embarques feitos lá em todo o ano de 2019. Ele espera que os valores de exportação ultrapassem os níveis de 2019 em breve. Ele credita o acordo comercial de Fase Um dos EUA/China por esses aumentos. (As informações são do Farm Journal & MILK Magazine, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Canadá lança programa para rastreabilidade de gado leiteiro

A Lactanet Canada anunciou o lançamento do DairyTrace, o programa nacional de rastreabilidade de gado leiteiro para produtores de leite no Canadá.

Projetado e construído para ser um sistema centralizado nacional para gerenciamento de todos os dados de rastreabilidade do gado leiteiro, o DairyTrace tem como objetivo fornecer proteção, prosperidade e tranquilidade à indústria de laticínios canadense no caso de uma emergência de saúde animal.

Juntamente com o módulo de rastreabilidade, o DairyTrace permitirá a subsistência econômica dos produtores de leite, bem como trará tranquilidade aos consumidores em caso de uma emergência. Conforme os produtores de leite adotam o sistema e depositam seus, será possível o rastreamento em casos de emergência ou crise de saúde animal.

O DairyTrace inclui duas ferramentas de rastreabilidade: um aplicativo e um portal de banco de dados online, que agilizará e simplificará o registro e a comunicação e movimentação de animais. O programa também inclui suporte de atendimento ao cliente, identificações dos animais aprimoradas e materiais de instrução impressos, online e via vídeo.

De acordo com os regulamentos federais e/ou requisitos de proteção, todos os que possuem ou trabalham com gado leiteiro devem se registrar e relatar movimentação, localização e informações de custódia do animal.

"O DairyTrace foi desenvolvido para fornecer aos produtores de leite ferramentas simples de usar para gerenciar suas obrigações de rastreabilidade", disse Gert Schrijver, produtor de laticínios e presidente do comitê consultivo DairyTrace da Lactanet.

"Todos os produtores de leite também terão acesso a um balcão único para solicitar suas etiquetas e receber suporte total do serviço de atendimento ao cliente do DairyTrace e do programa National Livestock Identification for Dairy (NLID) oferecido pela Holstein Canadá ou pela Agri-Traçabilité Québec (ATQ) na província de Québec, onde os produtores praticaram com sucesso este modelo de rastreabilidade por muitos anos usando o sistema SimpliTRACE.”

A rastreabilidade afeta mais de 1,4 milhão de animais leiteiros em mais de 10.000 fazendas. A Lactanet e a DFC têm trabalhado em colaboração desde 2016 com a visão comum de um programa nacional de rastreabilidade de gado leiteiro. Ao harmonizar os dados em uma estrutura nacional comum, o DairyTrace também promoverá o compartilhamento de informações e potencialmente agregará valor às iniciativas de pesquisa e genética, ao mesmo tempo que se alinha com o módulo de rastreabilidade. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Sem aumento do piso regional
Uma reunião virtual entre deputados que integram a base aliada do governo Leite na Assembleia cimentou o acordo para que o salário mínimo regional não tenha reajuste em 2020. O projeto de lei que prevê a reposição de 4,5%, índice referente à inflação do ano anterior, tramita desde fevereiro na Casa e deve ser votado até o final deste mês. Pelo acordo, os integrantes da base devem apresentar uma emenda ao texto original, suprimindo o percentual de reajuste proposto pelo governo do Estado. O argumento central é de que a pandemia agravou a crise econômica e que muitos empresários teriam de demitir trabalhadores caso fossem obrigados a reajustar os salários. O texto também previa que a correção fosse aplicada retroativamente, a partir de 1º de fevereiro. O mínimo regional incide sobre o salário de categorias que não têm convenções ou acordos coletivos e sobre a remuneração de trabalhadores informais. (Rosane de Oliveira/Zero Hora)