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Porto Alegre, 20 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.782

SEM NOVA TABELA
 
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não vai publicar hoje nova tabela com preços mínimos para o frete. Esta era a previsão a partir da medida provisória aprovada no Congresso sobre o tema, mas falta a sanção presidencial. A autarquia segue até 3 de agosto com uma tomada de informações aberta para receber contribuições para a formulação da política. Com isso, segue valendo a primeira polêmica tabela, diz a ANTT. A agência recebeu ontem entidades do agronegócio para tratar do tema. (Zero Hora)

Preço do leite sobe 15,6% em junho e situação só deve mudar a partir de setembro

Preço do leite - A queda na produção de leite com a entressafra fez o preço do produto disparar para o consumidor. Além disso, o analista Alexandre Monteiro, de uma cooperativa no Paraná, lembra que os pecuaristas tiveram que descartar muito leite durante a greve dos caminhoneiros. E isso agravou os efeitos sobre os preços.

Em junho, o leite subiu em média 15,6% no país. A maior alta ocorreu em Belo Horizonte (23,5%). Em São Paulo, o aumento foi de 17,64%. No acumulado do ano, o produto está 28,15% mais caro no país, com destaque para Curitiba (38,55%), Belo Horizonte (37,50%) e São Paulo (36,35%). Monteiro ressalta que a situação só deverá mudar a partir de setembro. "Ali para meados de setembro e outubro, quando a gente começa a ter as chuvas de volta, começa a ter a recomposição da pastagem e, consequentemente, você tem uma produção melhor e volume de leite maior", disse à Rádio Bandeirantes.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, depois das intensas altas no atacado em junho, o ritmo de aumento diminuiu na primeira metade de julho. A elevação foi de 0,7%, frente à quinzena anterior. Já no varejo os preços subiram 2,2% no período. O litro do leite está cotado, em média, em R$ 3,16 no atacado e R$ 3,72 no varejo em São Paulo. Apesar da maior concorrência pelo leite cru com a entressafra nas regiões central e sudeste do país, segundo a consultoria, a demanda interna continua enfraquecida, o que tem limitado as altas de preços dos lácteos. A expectativa para a segunda quinzena é de manutenção das cotações. (Metro Jornal)
 
Com nova alta em junho, custo fecha 1º sem com elevação de quase 6%

Custo de produção - O custo de produção da pecuária leiteira subiu novamente em junho, sendo a sexta elevação consecutiva em 2018. Na "média Brasil" (BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS), o Custo Operacional Efetivo (COE), que representa os desembolsos correntes da propriedade, apresentou elevação de 1,44% no mês, acumulando aumento de 5,63% no primeiro semestre de 2018.  A alta do COE foi influenciada pela valorização nos grupos de concentrado, suplementação mineral e de adubos e corretivos. Juntos, eles representam quase metade dos custos anuais da atividade leiteira na "média Brasil". Em junho, o concentrado se valorizou 2,55%, os suplementos minerais subiram 2,57% e os adubos e corretivos, 6,31%. Os aumentos no mês estão atrelados ao encarecimento dos fretes e à desvalorização do Real frente ao dólar.

Para o concentrado, que representa de 25% a 40% do COE, o aumento de 3,3% em junho no preço do leite pago ao produtor favoreceu a relação de troca para o produtor. Em maio de 2018, eram necessários 29,7 litros de leite para comprar uma saca de 60 quilos de milho; já em junho foram necessários 28,4 litros. Trata-se de uma melhora pontual, uma vez que, no mesmo mês de 2017, eram necessários apenas 18,9 litros de leite para se adquirir uma saca de milho. Por outro lado, a relação de troca com o calcário, principal insumo para reformas e formações de pastagens e capineiras nas fazendas, piorou. Em junho/18, foram necessários 270 litros de leite para se adquirir uma tonelada de calcário, alta de 8% frente ao mesmo período do ano passado, quando eram necessários 250 litros para comprar a mesma quantidade do insumo. (Cepea)

EUA - Longo período de preços baixos

Leite/EUA - Apesar dos baixos preços do leite que forçam alguns produtores de leite a economizar cada centavo e outros a venderem o rebanho, Bryan Matthews continua otimista. "Na minha idade eu tenho que ser", diz o produtor de leite de 35 anos. Em todo o país, os produtores de leite estão lutando para sobreviver. O principal culpado: o longo período de preços baixos. A última vez que os preços estiveram fortes foi em 2014. Analistas atribuem  o problema a um grande desequilíbrio entre a oferta e a demanda. Existe muito leite pelo mundo, causando uma queda de preços, que prejudica o agricultor, porque não está mais barato produzir.

Existem outros fatores também. A população está bebendo menos leite, particularmente alternando com alternativas ao leite como as bebidas de soja e amêndoa que inundam o mercado. Sem falar das tarifas que é outro potencial desafio a ser enfrentado pelo setor. "É uma questão de tempo", diz Cynthia Martel, extensionista de uma cooperativa do Condado de Franklin, especializada em lácteos. "Poderão eles esperar um ano? Terão dinheiro suficiente para o fluxo de caixa enquanto os preços do leite voltem a subir?" O Condado de Franklin é um dos grandes produtores do estado, mas, os fazendeiros enfrentam as mesmas dificuldades. O condado não foi poupado e muitas fazendas foram perdidas este ano. Existem 40 fazendas que são apenas sobreviventes no condado, hoje.

 Matthews, que ajuda seu pai em uma fazenda em Callaway, espera conseguir superar o momento. A fazenda está na família desde 1919. Seu bisavô morreu três anos depois de comprá-la. Se sua bisavó, mãe viúva e sozinha conseguiu aguentar durante a Depressão, ele também deverá ser capaz de passar por isso.

"Pessoas antes de você tiveram momentos difíceis e passaram por eles", disse Matthews.

O produtor de leite diz que não se imagina fazendo outra coisa. Matthews estudou economia agrícola na Universidade de Clemson mas, percebeu que não tinha como trabalhar com números em um escritório fechado. Preferiu ficar ao ar livre, na fazenda.

"A produção de leite está em meu sangue", disse Matthews.

A renda do agricultor depende do preço do leite. E existem variáveis complexas ao nível federal e estadual para definir o preço do leite.

"Os fazendeiros não têm controle sobre o seu leite", diz Martel. "Eles não podem negociar. Não é assim que funciona". Elaine Lidholm, diretora de comunicação do Departamento de Agricultura e Serviços ao Consumidor, descreve o preço do leite como sendo "um dos procedimentos mais complicados de toda a agricultura".

A flutuação nos preços do leite não é incomum. O fato dos preços ficarem sob pressão por um longo tempo, não é exceção. Historicamente, diz Martel, era para os preços terem se recuperado até agora. Nos últimos anos, os preços do leite tornaram-se extremamente voláteis, disse Eric Paulson, diretor executivo da Associação dos Produtores de Leite do Estado da Virgínia. Isso é comprado em 2018.

"Obviamente que estamos vendo os preços muito deprimidos em 2018, diz Paulson. Muitas pessoas conhecem quanto ganharão em um ano, eles têm um salário fixo, observa Paulson. Esse não é o caso dos produtores de leite. O leite sai da fazenda, e o produtor descobre quanto ganhou no mês seguinte.

Sendo o leite um produto perecível, ele diz, o produtor não pode estocar e esperar pelo retorno do preço como ocorre com outras culturas. Apesar das fazendas estarem fechado, Lidholm diz que a produção de leite do estado permanece relativamente inalterada. Isso, frequentemente ocorre, porque quando alguém sai da atividade, suas vacas vão para outras fazendas maiores.

Os preços do leite caíram para os valores da década de 1980, disse Matthews, mas os custos de insumos são os mesmo de 2018.

"Para cobrir as despesas, o agricultor norte-americano - isso vale para o produtor de carne, grãos, e leite - temos que produzir mais!, disse ele. "E as leis da economia dizem que quando produz mais, você colocará mais produto no mercado, e mais produtos no mercado sem aumento de demanda, os preços caem".

Na década de 1970, Mattews disse que a fazenda de sua família ordenhava entre 90 e 100 vacas. Hoje são 155. Embora o rebanho tenha aumentado drasticamente, o número de empregados não aumentou. São apenas, Mattews, seu pai, e outros dois. Todos só precisam fazer mais. "É estressante quando você trabalha o dia todo e vai para casa e começa a pagar suas contas e não há dinheiro suficiente para isso", disse Matthews. "Não importa o quanto você trabalhe, quanto tempo você coloca nele, você não será mais pago". Enquanto isso, Cline Brubaker, outro produtor de leite de Callaway está permitindo que seu rebanho diminua gradualmente. Ele tinha 90 vacas no ano passado, mas, agora reduziu para 30. Ele tentou vender as vacas remanescentes mas, não teve sucesso. Aos 74 anos, Brubaker está de olho na aposentadoria. Tenta encorajar as novas gerações a entrar na pecuária de leite. Não há necessidade de um grande rebanho. Brubaker disse que os baixos preços do leite estão afetando durante os produtores. No momento, ele ganha menos de 100 pounds do que ele ganhava nos anos oitenta. Hoje é mais caro produzir. "Isso está fazendo com que os agricultores como digam, é hora de sair".

Brubaker disse que seu veterinário estava lamentando a quantidade de clientes perdidos ultimamente. E o produtor de leite diz que seus registros explicam facilmente a razão. Os pagamentos ao veterinário não param de aumentar desde 2006. Mas, o crédito do leite - como mostrou Brubaker - hoje é menor em relação ao valor de doze anos atrás. Ele disse ao veterinário que mais clientes serão perdidos. Mesmo aqueles que optam por deixar a atividade enfrentam desafios. Como os preços do leite são baixos, poucos podem comprar o gado à venda. O resultado é que muitas vacas boas vão para o abate. Perguntado quanto tempo ele é produtor de leite, Brubaker diz: "Toda a minha vida". Ele comprou a fazenda Blackwater Valley de seus pais em 1967. A Blackwater Valley está na lista das fazendas centenários, e reconhecida como em operação por pelo menos 100 anos. Ele fica triste ao pensar que essa história poderá chegar ao fim. "Você se apega emocionalmente a isso", diz Brubaker.

Fazem mais de dois anos desde que Debbie e Mike Brubaker desistiram da produção de leite. Mas, Debbie Brubaker ainda se emociona ao falar sobre isso. Por anos, a vida de Debbie Brubaker e seu marido, um fazendo de terceira geração, girava em torno do leite. Mike cuidava da parte operação e Debbie da contabilidade. Ambos participaram do Conselho da Indústria. Quando eles encerraram as vendas em janeiro de 2016, eles também deixaram para trás a comunidade. Debbie Brubaker disse que foi mais difícil do que perder um emprego: eles perderam um estilo de vida. "Sua paixão e todo o resto não desapareceram", disse ela. Ao analisar as suas finanças, Debbie Brubaker chegou à conclusão que deveria escolher entre aumentar o rebanho ou cortar as despesas. Nenhuma das duas opções eram possíveis. A fazenda já havia reduzido o rebanho e dispensado um empregado contrato, e não havia mais despesas a serem cortadas. Então  entregaram o restante do gado para uma empresa de leilões liquidar o plantel. O valor obtido com a venda foi menor do que a avaliação de anos anteriores, mas, ainda foi um bom negócio. Conta que foi difícil para o marido se separar das vacas. "Ele conhecia cada uma delas". Mantiveram a fazenda onde plantam soja e milho. E, substituíram o gado de leite por gado de corte, embora tenham um rebanho de apenas 28 cabeças, conta Debbie Brubaker.

O filho do casal, que era um adolescente quando encerraram a produção de leite, demonstrou interesse em manter viva a tradição da família. Mas, seus pais não tinham certeza de que deveria incentivá-lo. "Com a indústria de laticínios e a luta que tivemos, odeio confessar, mas, não o encorajamos a fazer isso", disse Debbie Brubaker. Ela não sabe como os produtores de leite estão conseguindo sobreviver agora. São anos de recessão. "Nosso coração permanece com os produtores que ainda lutam", completa Debbie Brubaker.

A Associação dos Produtores de Leite do Estado da Virgínia que defende seus membros, principalmente em nível estadual, propõe iniciativas como aumentar as doações de leite para bancos de alimentos, disse o diretor executivo, Paulson. É um produto muito procurado, mas, difícil de transportar. Bancos de alimentos podem ser um novo destino para o leite. E, como é perecível, precisa encontrar uso rapidamente. No entanto, o esforço está em fase inicial, completa Paulson. A associação também está trabalhando para diversificar o processamento de leite no estado. Em 2017, 86% do leite produzido na Virgínia era consumido como leite fluido. Em outros locais, o percentual às vezes é menor do que 25%. Nova Iorque é iogurte, Wisconsin queijo, mas na Virgina é leite fluido. Talvez isso possa mudar. Paulson tem esperança de ver a Virgínia produzindo produtos lácteos cuja demanda esteja crescendo. "Temos um excelente produto. Estamos apenas tentando descobrir como conseguir que as indústrias cheguem até nós", disse ele. (Dairy Herd - Tradução livre: Terra Vivaq)


Mulheres ativas no agronegócio
Muitas mulheres do Vale do Taquari que trabalham no campo são empreendedoras, buscam renda extra fora da propriedade e transitam entre a área rural e a cidade com facilidade. A conclusão é de uma pesquisa divulgada ontem pela Faculdade La Salle Estrela. Das entrevistadas, 44,5% trabalham "dentro da porteira"; 38,9% também têm atividades "antes da porteira", oferecendo suprimentos e serviços às propriedades; e 16,7% atuam "depois da porteira", em negócios ligados ao transporte, armazenamento, industrialização e comércio da produção. (Correio do Povo) 

 

Porto Alegre, 19 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.781

Reunião do Conagro discute regras de rotulagem nutricional

A 7ª reunião do Conselho da Agroindústria (Conagro) da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), realizada nesta terça-feira (17/07), na Fiergs, debateu o possível impacto das mudanças na rotulagem nutricional de alimentos sobre o setor. As novas regras para embalagens, ainda em discussão na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são criticadas pela indústria alimentícia, que defende um modelo próprio com informações mais completas sobre a composição dos produtos.

No dia 21 de maio, a Anvisa aprovou um relatório preliminar para que sejam incluídos nos rótulos dos alimentos alertas sobre altos teores de açúcar, gordura e sódio. Dessa forma, as embalagens apresentariam um símbolo de advertência quando o produto tivesse excesso de um desses componentes. A agência, então, abriu um período de consulta pública sobre o tema, que se encerra em 20 de julho. "A Anvisa está adotando um modelo que já foi usado em outros países, com prejuízos para o setor produtivo, e que não traz informações suficientes ao consumidor, contribuindo para assustá-lo e 'demonizar' os produtos", avalia o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, que participou da reunião.  

Como alternativa, a indústria propõe a adoção de um semáforo nutricional nos rótulos, que indicaria altos, médios ou baixos teores por meio das cores vermelha, amarela e verde com maior destaque. Esse modelo é adotado no Reino Unido, na Coreia do Sul e no Equador Sri, por exemplo, e está sendo discutido na Argentina, no Uruguai e no Paraguai, explica Darlan. "O descontentamento do setor, manifestado pelas entidades empresariais no processo de consulta pública, é com o fato de modelo defendido pela Anvisa vir a ser adotado sem uma discussão maior", diz o secretário executivo do Sindilat.

O dirigente cita os dados de uma pesquisa do IBOPE encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios brasileiros no final de 2017. De acordo com o levantamento, 67% das pessoas preferem o semáforo nutricional; 89% dos entrevistados afirmaram que o semáforo cumpre os requisitos para auxiliar escolhas mais saudáveis e nutritivas; 64% apontaram o semáforo como o modelo mais útil para controlar o consumo diário de calorias, açúcares e gorduras saturadas e sódio, e 66% o consideraram o modelo que mais facilita a comparação entre produtos. "A pesquisa comprova a preferência pelo semáforo, mas não foi sequer considerada pela Anvisa", critica Darlan.

Segundo o dirigente, a reunião do Conagro reforçou o posicionamento do setor no sentido de que a rotulagem nutricional é importante para que os consumidores tenham informações padronizadas, claras e completas sobre os produtos e façam escolhas baseadas nas recomendações nutricionais e nas suas necessidades de saúde. "A discussão sobre rotulagem de alimentos é essencial, e o processo regulatório deve ser realizado respeitando todas as etapas necessárias para que o novo modelo beneficie toda a sociedade", afirma o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, que também participou da reunião. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Tania C. Sette 

Conseleite SC 

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 19 de Julho de 2018 na cidade de Florianópolis, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Junho de 2018 e a projeção dos preços de referência para o mês de Julho de 2018. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

 

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (Faesc)

 
 

RS: programa auxilia bovinocultores de leite a aumentar produtividade

Lançado em maio do ano passado, o Programa de Inclusão Social e Produtiva da Propriedade Familiar, idealizado pela cooperativa Languiru, Emater/RS-Ascar e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, tem auxiliado os bovinocultores de leite da região a aumentarem a produtividade. O projeto, que busca a continuidade das pequenas propriedades rurais, em especial as que têm o leite como matriz produtiva, visa a fomentar a Assistência Técnica e Extensão Rural e Social e a estimular os agricultores para a importância de se investir em outros cultivos. O projeto atende cerca de 100 agricultores de 18 municípios doa vales do Caí, Taquari e Rio Pardo, sendo voltado especialmente para bovinocultores que convivem com dificuldades para a produção de volumes de leite que compensem a captação de matéria-prima pela indústria, com uma escala que lhes garanta permanência no mercado. "A intenção é evitar que os produtores deixem a atividade", comenta o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli. "Por isso que o programa é voltado a agricultores que trabalham com capacidade máxima de produção de 300 litros de leite ao dia", completa.

É justamente este o caso do bovinocultor Valdírio Eberhardt, da localidade de Santa Manoela, em Paverama. Com 13 vacas em lactação, que dão 250 litros de leite por dia, o agricultor celebra os números, que evoluíram cerca de 30%, se comparado com 2017. Ao lado da esposa Roseli, Valdírio atribui o crescimento a uma atenção maior atenção a questões de higiene na hora da ordenha, à dieta das vacas leiteiras e também à genética do rebanho. "São aprendizados que recebemos em cursos e reuniões e que, por mais que pareçam simples, são bastante significativos", analisa. Situação semelhante vive o produtor Edo Jung, da localidade de Linha Roncador, em Colinas. Com oito vacas em lactação, que rendem 75 litros de leite por dia, ele quase não acredita que esteve em vias de encerrar a atividade leiteira. "Foi o incentivo da Emater que fez com que percebesse a importância dessa renda mensal", avalia Jung, que também é ovinocultor. Com os "pés no chão", como ele mesmo define, o produtor estuda a possibilidade de aumentar o seu plantel e fazer pequenos investimentos. "A gente percebe que há mercado para quem investe no leite", afirma.

Tanto Jung quanto Eberhardt também celebram o fato de terem um rebanho com alta sanidade e com baixos níveis de Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT), o que rende a eles alguns "valiosos centavos" de bônus, como eles mesmos definem, pagos no final do mês pela Languiru. A qualidade do leite está diretamente relacionada aos cuidados com a higiene e ao aprendizado e a troca de experiências, fomentados por meio de cursos, palestras, seminários e dias de campo, promovidos não apenas por meio desta, mas também de outras políticas públicas. Ambos agricultores eram integrantes da Chamada Pública do Leite, operacionalizada pela Emater/RS-Ascar durante três anos (e finalizada em 2017) e que também buscou estimular a atividade. Da mesma forma, Jung e Eberhardt também receberam recursos para investimentos em áreas com pastagens permanentes e em salas de ordenha, por meio do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper). "São valores que, para os agricultores, podem representar a diferença no que diz respeito à continuidade na atividade", pondera Brandoli. 

 
O Programa de Inclusão Social e Produtiva, que tem o apoio das prefeituras dos municípios envolvidos e do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa), segue neste ano com outras ações que buscam a sustentabilidade da propriedade, que incentiva os agricultores para a produção de outros cultivos que possam ser comprados pela Languiru. Em breve, uma reunião em Colinas deverá definir a aquisição de excedentes de hortaliças e frutas dos produtores que integram a política pública. Para Jung, que possui uma horta completa em casa, essa pode ser mais uma oportunidade de renda futura. (As informações são do portal Emater-RS)
 
 

Pós-treino: leite achocolatado melhora a recuperação muscular

Quer ter energia para um treino cansativo ou se recuperar de um? Esqueça bebidas esportivas. Um novo estudo indica que a simples mistura de leite com achocolatado pode ser tão boa quanto - e até melhor - para a recuperação muscular demandada pela atividade física. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico European Journal of Clinical Nutrition, a combinação fornece nutrientes essenciais para a recuperação pós-exercício, como carboidratos, proteínas, gorduras, água e eletrólitos. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade Shahid Sadoughi, no Irã, analisaram doze estudos prévios sobre como o leite com achocolatado influencia vários marcadores de recuperação de exercícios, em comparação com uma bebida placebo ou uma bebida esportiva.

Cerca de 150 participantes consumiram a mistura ou alguma outra bebida - incluindo as esportivas - enquanto ou após completarem alguma atividade física, como correr ou andar de bicicleta. Entre os marcadores verificados estavam tempo de exaustão, frequência cardíaca, nível de ácido láctico e cansaço. Os resultados mostraram que, em geral, aqueles que tomaram o leite achocolatado demoraram mais para chegar à exaustão durante o exercício e melhorou a percepção de esforço, a frequência cardíaca e nível de ácido láctico no sangue. Esses benefícios foram iguais ou superiores ao das outras bebidas analisadas, incluindo bebidas esportivas. Apesar disso, ainda são necessárias mais pesquisas para compreender melhor a atuação da bebida no organismo.

"A mensagem para levar para casa é que o leite com chocolate é uma opção de baixo custo e deliciosa para a recuperação e fornece efeitos similares ou superiores em comparação com bebidas comerciais", disse Amin Salehi-Abargouei, principal autor do estudo.

Além do leite com chocolate, smoothies e cereais com leite ou sopa também podem fornecer os nutrientes necessários para a alimentação pós-treino. Beber muita água também é essencial para substituir os fluidos perdidos através do suor.

Chocolate amargo
Outro estudo publicado em 2015 no periódico The Journal of the International Society of Sports Nutrition  mostrou que o chocolate amargo também pode influenciar o desempenho durante treinamento físico. Ao longo do estudo, pesquisadores da Universidade Kingston, no Reino Unido, avaliaram dois grupos de ciclistas: os que consumiam chocolate amargo e os que comiam chocolate branco. Depois de 2 semanas ingerindo cerca de 42 gramas diários de chocolate, os participantes passaram por uma série de exercícios de ciclismo, incluindo exercícios moderados e testes de tempo, que avaliaram os batimentos cardíacos e os níveis de consumo de oxigênio dos ciclistas. Para confirmar os resultados, os voluntários fizeram uma pausa de uma semana, antes de trocar de grupo e repetir a orientação de consumo de chocolate por duas semanas. Aqueles que consumiram chocolate amargo usavam menos oxigênio quando pedalavam em ritmo moderado e pedalaram mais no teste de tempo de dois minutos. "O chocolate amargo aumenta o óxido nítrico, que é o principal mecanismo que acreditamos estar por trás desses resultados. Descobrimos que as pessoas podem efetivamente se exercitar por mais tempo depois de comer chocolate amargo", disse Rishikesh Kankesh Patel, principal autor do estudo, ao site especializado Medical News Today. (As informações são do portal Veja)

Altas no preço do leite longa vida podem se repetir no próximo mês?
As fortes altas no preço do leite longa vida no atacado, provocadas principalmente pelo efeito da greve dos caminhoneiros, desaceleraram em julho. Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria, fala um pouco mais sobre as expectativas para o próximo mês e como o produtor de leite é afetado por essa alta. Assista a reportagem na íntegra. (Canal Rural)

 

Porto Alegre, 18 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.780

Conseleite/PR

 

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 17 de Julho de 2018 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matériaprima leite realizados em Junho de 2018 e a projeção dos valores de referência para o mês de Julho 2018, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 500 mil células somáticas/ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Julho de 2018 é de R$ 2,5331/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 

Alemanha - Números mostram que a diferença, entre custos e preços do leite, aumenta

Produção/Alemanha - Os dados trimestrais disponíveis sobre a produção de leite na Alemanha mostram que, em abril de 2018, apenas 78% dos custos foram cobertos, enquanto em janeiro o percentual era de 88%. Em abril, os custos de produção foram de 42,70 centavos. Os produtores receberam apenas 33,42 centavos por quilo de leite. Essa combinação, queda nos preços do leite e aumento nos custos está preocupando os produtores de leite na Alemanha. Os dados são do estudo trimestral do Escritório de Sociologia Agrária e Agricultura (BAL).

Para Johannes Pfaller, um produtor de leite do sul da Alemanha e membro do comitê da Comissão Europeia do Leite (EMB), esses números refletem precisamente a situação nas fazendas. "Estamos preocupados que o aumento nos custos de produção continue nas próximas semanas, já que a atual estação seca em muitas partes da Europa está forçando os agricultores a comprar forragem. Como produtores de leite, precisamos de um aumento dos preços e de uma ferramenta de gestão de crises para mitigar os caprichos do mercado." A relação preço/custo ilustra até que ponto o preço do leite cobre os custos de produção. Em abril de 2018 o preço do leite só cobriu 78% dos custos de produção, gerando um déficit de 22%.

 

Uma análise dos custos de produção de leite em 2016 de cinco países da Europa, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, França e Holanda foi disponibilizada, mostra a enorme entre custos e preços que levou a um déficit de até 35%.

 

Mais da metade (53%) do volume de leite total da União Europeia (UE) foi produzido nesses cinco países em 2016, o correspondente a mais de 80 milhões de toneladas.
Detalhes sobre a produção de leite em 2016. (EMB - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 
 

Consumo responsável: Depois do leite, a manteiga

Preço justo/França - Em fevereiro deste ano o Intermarché e o Agromousquetaires lançaram o leite "Os produtores agradecem, Merci!", em parceria com 136 produtores de leite da Leiteria Saint Père. Cinco meses mais tarde, o limite de 7 milhões de litros vendidos é ultrapassado. Em julho, a linha "Les éleveurs vous disent Merci!" amplia, e o Intermaché anuncia o lançamento da manteiga.

30% de produtores a mais
Para Thierry Cotillard, Presidente do Intermarché, "esses números ultrapassam em muito nossas previsões mais otimistas que era de 5 milhões de litros em um ano. Isso confirma o engajamento dos franceses em favor de um consumo mais responsável: 69% deles se declararam prontos a pagar um pouco mais caro por produtos que remunerem melhor os agricultores".

Dentro desse contexto mais que favorável o Intermaché lançou neste início de julho a manteiga com o rótulo "Les éleveurs vous disent Merci!", o segundo produto da linha. O Presidente da organização de produtores, Valéry Cheneau, produtor em Santi-Père-em-Rets, está encantado com o projeto: "Cada vez mais produtores, convencidos de nossa abordagem, juntam-se a nós e agora já somos 171, 30% a mais em alguns meses!".

O desempenho da produção
Yves Audo, Presidente do Agromousquetaires, o polo agroalimentar do Grupo Les Mousquetaires, diz: "O desempenho da produção e ausência de intermediários entre produtores, indústria e pontos de venda nos permitiram enfrentar este desafio".

Disponível em todas as lojas do Intermarché, o leite "Les éleveurs vous disent Merci!" se destaca pela transparência sobre a destinação do preço de venda - apresentada em destaque no rótulo. Com o preço de €  440/1000 litros, [R$ 2,05/litro], definidos na parceria para os produtores, esse leite, dentro de sua categoria, é o que melhor remunera o agricultor. (Agro-Media - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Anvisa cria regras para suplementos alimentares
Os suplementos alimentares, como ômega 3, vitaminas e os produtos de proteína do soro de leite (o whey protein), passaram nesta terça-feira, 17, a ter uma regulamentação específica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um marco regulatório para esses produtos, que até então eram classificados nas categorias de alimentos ou medicamentos no País. (Estadão) 

 

 

Porto Alegre, 17 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.779

    Pecuária leiteira lidera investimentos do Fundesa

Conselheiros do Fundesa aprovaram na tarde desta segunda-feira (16) a prestação de contas do primeiro semestre de 2018. Ao todo, o fundo recolheu este ano – entre contribuições e rendimentos financeiros – R$ 6,56 milhões. No mesmo período, as saídas entre investimentos e indenizações, alcançaram o montante de R$ 3,45 milhões. O saldo atual do Fundesa é de R$ 79,895 milhões.

A pecuária leiteira foi o setor que mais usou os recursos do fundo. Foram R$ 2,394 milhões, dos quais R$ 2,152 milhões em indenizações tanto para a reposição de animais quanto pelo chamado “risco alimentar”, quando os produtores precisam realizar o vazio sanitário e ficam por um tempo sem poder ter animais na propriedade.  “Vemos este investimento no saneamento como um fator positivo para a pecuária leiteira gaúcha. Eliminar a tuberculose e a brucelose do rebanho é um desafio para o setor”, afirma o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.

O Fundesa apresenta contas a cada três meses aos conselheiros. Após a aprovação do balanço, os dados são enviados para as Secretarias da Agricultura e da Fazenda, para o Cade e também para a Assembleia Legislativa. As informações também ficam disponíveis ao público em geral no site do fundo.  “A transparência é um dos pilares na gestão do Fundesa. Seguimos um rigoroso processo para a liberação e aplicação de recursos”, informa Kerber. (Assessoria de Imprensa Fundesa)

 
Crédito: Thaís D’Ávila
 
 

GDT

O resultado do leilão gDT desta terça-feira (17/07) apresentou queda de -1,7% sobre o leilão anterior, com preços médios de lácteos em US$3.222/tonelada

Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 16 de julho de 2018, atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de junho de 2018 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de julho de 2018.  Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor.  (Famasul)
 

 

Mapa Leite
Depois de identificar as principais deficiências dos produtores rurais participantes do programa Mapa Leite, propriedades rurais da Região das Missões estão sendo visitados por um instrutor do Senar-RS, que, de forma pontual, abordará possíveis melhorias na área de nutrição para bovinos de leite. A cada dia, uma propriedade será visitada e os produtores das áreas vizinhas podem acompanhar as atividades e usar as informações para fazer as adequações em suas propriedades. A próxima rodada acontece de 16 a 20 de julho, começando pelo município de Chapada. O Mapa Leite, fruto de uma parceria entre o Ministério da Agricultura e o Senar, visa fornecer Assistência Técnica e Gerencial, além da capacitação para produção, transporte e beneficiamento de leite seguro e de qualidade. Cada propriedade cadastrada recebe metodologia específica, através de profissionais com formação em ciências agrárias de nível técnico e superior em Agronomia, Medicina Veterinária ou Zootecnia, capacitados e habilitados pela instituição. No Rio Grande do Sul, 1057 propriedades estão sendo atendidas pelo programa. (Página Rural)
 
 

 

Porto Alegre, 16 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.778

   Pesquisa aponta que não há relação significativa entre gordura do leite e doenças cardíacas

A manteiga no pão e o café com leite integral estão absolvidos de males provocados ao coração, aponta estudo publicado esta semana na revista “American Journal of Clinical Nutrition”. Segundo pesquisadores da Universidade do Texas, não existe relação significativa entre o consumo de gordura do leite e doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais, problemas geralmente associados a uma dieta rica em gordura saturada.
— Nossas descobertas não apenas apoiam, mas fortalecem, o crescente corpo de evidências que sugere que a gordura do leite, ao contrário da crença popular, não aumenta o risco de doenças cardíacas e a mortalidade em adultos — afirmou Marcia Otto, professora do Departamento de Epidemiologia, Genética Humana e Ciências Ambientais na Universidade do Texas e autora principal do estudo. — Além de não contribuir para a morte, os resultados sugerem que um ácido graxo presente no leite pode reduzir os riscos de morte por doenças cardiovasculares, particularmente de AVCs.

O estudo avaliou como os biomarcadores dos ácidos graxos presentes na gordura do leite estão relacionados com doenças cardiovasculares e causas de mortes ao longo de um período de 22 anos. Essa metodologia, defendem os pesquisadores, em vez de confiar nos relatos sobre a dieta, dão uma visão mais objetiva ao impacto da exposição de longo prazo desses ácidos graxos.

Participaram das pesquisas cerca de 3 mil adultos idosos, com idade superior a 65 anos, que tiveram medido o nível de plasma de três diferentes ácidos graxos encontrados na gordura do leite. A primeira medição aconteceu em 1992; a segunda, em 1998; e a última, em 2005.

Nenhum dos ácidos graxos medidos foi associado à mortalidade, sendo que um deles pareceu proteger contra mortes provocadas por doenças cardiovasculares. Os participantes com altos níveis desse ácido graxo, que sugeria maior consumo de produtos com a gordura do leite, tinham 42% menos risco de morrer por um acidente vascular cerebral.

— Os consumidores têm sido expostos a tantas informações diferentes e conflituosas sobre dietas, particularmente em relação a gorduras — criticou Marcia. — Por isso é importante termos estudos robustos, para que as pessoas tomem decisões informadas com base em fatos científicos.

Atualmente, o Departamento de Saúde dos EUA recomenda o consumo de produtos livres ou com pouca gordura do leite, com leite desnatado, queijos e iogurtes magros e, quando possível, a substituição por soja. Contudo, ressalta Marcia, alimentos industrializados com baixo teor de gordura normalmente incluem grandes quantidades de açúcar.

— Consistente com pesquisas anteriores, nossos resultados destacam a necessidade de se revisitar as recomendações atuais sobre todos os alimentos com gordura do leite, que são ricas fontes de nutrientes como cálcio e potássio — afirmou a pesquisadora. — Eles são essenciais para a saúde não apenas na infância, mas ao longo de toda a vida, particularmente nos últimos anos quando a desnutrição e condições como a osteoporose são mais comuns. (As informações são do Jornal O Globo) 

 
Sindilat é parceiro do 2º Simpósio Internacional de Governança Corporativa, Cooperativa e Territorial

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat) será parceiro na realização do 2º Simpósio Internacional de Governança Corporativa, Cooperativa e Territorial. Promovido pela Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijuí), o evento acontece nos dias 22 e 23 de agosto, no Centro de Eventos Unijuí (rua do Comércio, 3000, bairro Universitário).  

Composto por um ciclo de palestras e mesas de discussão, o objetivo é fomentar o desenvolvimento de atividades voltadas à investigação e análise dessas governanças em um ambiente científico multi-institucional de âmbito internacional que permitam, em longo prazo, divulgar e debater estudos, pesquisas experiências sobre o assunto. 

Entre os palestrantes estarão o doutor em contabilidade Daniel Knebel Baggio, que falará sobre o sistema de governança no ramo do crédito, e a médica oftalmologista Ana Regina Cruz Vlainich, vinculada à Universidade de São Paulo, que ministrará palestra sobre a governança em cooperativas do ramo cooperativista da saúde. Além do ciclo de palestras, a atividade contará com o lançamento do livro “Governança Corporativa, Cooperativa e Territorial, editado pelo Sistema OCERGS/SESCOOP/RS. No total, o evento vai receber 14 palestrantes que darão suas contribuições sobre os temas ligados à governança. 

A participação no simpósio é gratuita e pode ser realizada por meio do e-mail ppgdes@unijui.edu.br ou pelo telefone (55) 33320598 do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Desenvolvimento Regional da Unijuí até o dia 15/08/2018. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Kantar Worldpanel: lazer deixa de ser prioridade na lista dos gastos mais expressivo

Na época da bonança econômica, ele chegou a ocupar o quarto lugar entre os itens que mais contribuíam para o aumento do gasto dos brasileiros. O tempo passou, as instabilidades vieram, e o lazer deixou de ser prioridade para os consumidores. De acordo com o Holistic View, levantamento da Kantar Worldpanel, o gasto com diversão sequer entrou no ranking dos dez que mais contribuíram para o crescimento dos gastos de 2017.

Aparecem em primeiros lugares transportes, alimentação dentro do lar, habitação, serviços públicos e higiene pessoal. Saúde, artigos de limpeza, bebidas dentro do lar, comunicação e educação fecham a lista. A queda no crescimento do lazer entre 2016 e 2017 pode ser explicado principalmente em função da diminuição das viagens – o único crescimento expressivo nesse quesito foi o aumento no valor empregado ao acesso à internet (contribuição de 2,1% no período analisado).

Em um cenário ainda de forte racionalização e com famílias gastando mais do que sua renda, o cartão de crédito ganhou importância. Em 2007, por exemplo, 27% dos lares usaram essa modalidade de pagamento. Dez anos depois, o índice saltou para 64%. Sendo usado inclusive para compras de alimentos/bebidas, higiene e limpeza.

Analisando as cestas, o estudo aponta que a maior parte delas conseguiu bons resultados em volume, com destaque para mercearia doce, cuja variação atingiu 7,9% no ano passado, e limpeza, que apresentou os índices de 7,7% de variação. Já os perecíveis não conseguiram repetir o êxito, seguindo sem se recuperar, com 4,0% de queda em volume.

Em relação às categorias, grande parte delas conseguiram manter o crescimento apresentado desde 2016, quando uma leve recuperação atingiu o consumo. Entre as que voltaram para despensa estão molho para salada, iogurte, cremes e loção, ração para gatos e cães, alisantes, achocolatado em pó, maionese, creme de leite, salgadinhos, tempero, tintura para cabelos, margarina, lâminas de barbear, shampoo e pós shampoo, esponja de aço e linguiça. Já as que deixaram os carrinhos de compra, apresentando queda contínua nos últimos dois semestres, estão leite pasteurizado, bebidas à base de soja, polpa + purê de tomate, refrigerantes, óleos especiais, caldo/tempero para feijão, hambúrguer e sabão em pedra.  Entraram para a lista dos itens racionalizados cream cheese, petit suisse, sobremesa pronta, detergente líquido para roupas e cereal matinal.

E justamente na hora de eleger o que entra na cesta do supermercado, o consumidor segue apostando na tendência das escolhas inteligentes, com destaque para embalagens econômicas (exemplos: sabonete líquido refil e chocolate em pó plastic bag), que rendem mais, e as grandes, que agregam volume (exemplos: manteiga de 500g, detergente em pó de 2 kg).
Fora de casa, os brasileiros também tiveram de economizar em 2017. Segundo o Holistic View, o gasto com alimentos e bebidas fora do lar representava 21% em 2016. No ano passado, o índice caiu para 19%. Quando estão longe do domicílio, os consumidores investem mais em sanduíches, lanches e salgados, sendo o jantar a refeição menos feita fora de casa, apenas 13,1% da população manteve esse hábito em 2017.

Demais gastos
Os serviços pessoais se recuperaram mais intensamente no ano passado, acima do crescimento do total de gastos. Procedimentos estéticos, serviços de manutenção, como lavanderia e costureira, e personal trainer apresentaram variação positiva de valor gasto na comparação entre 2016 e 2017. Saúde também se destacou, variando positivamente, em função do desembolso com medicamentos. Por outro lado, há contínua redução dos lares que gastam com fumo – atualmente 21%, que reforça a tendência de busca de bem-estar e saudabilidade. Em 2010, o número chegava a 28%.

Puxados pela popularização do smartphone, os gastos com comunicação voltaram a crescer acima da média. De 2016 para 2017, houve variação de 5,1% no valor empregado no quesito impulsionado pelas contas e planos de serviços. Já o gasto com habitação foi um dos que mais diminuiu em 2016, com notadamente a compra e a manutenção de móveis. No ano passado, houve uma recuperação considerável, por meio de mão de obra e materiais de construção. Os serviços públicos voltaram a ficar mais pesados para o orçamento. (As informações são da Kantar Worldpanel)
 

VIGILÂNCIA CONSTANTE CONTRA A RAIVA
O que é real e exige atenção dos pecuaristas é o morcego transmissor da raiva bovina. Depois de enfrentar um surto, com 33 mil casos entre 2011 e 2013, os registros vêm caindo no Estado. Ainda assim, a confirmação recente de diagnóstico em São Lourenço do Sul, lembra que é importante manter os cuidados. Emanoel Kurowski, do núcleo de controle da raiva dos herbívoros da Secretaria da Agricultura, diz que a orientação é a vacinação, que não é obrigatória:
- Temos 10 equipes espalhadas e fazemos controle sistemático, mas dependemos da notificação da unidade local (inspetoria veterinária), que nos aciona.
A doença é transmitida pelo morcego -vampiro. A recomendação para pecuaristas é para que, em notando a presença de mordida no gado, procurem a inspetoria veterinária local. Os sintomas incluem distúrbios nervosos, saliva em abundância e paralisia. O animal fica se "arrastando" e acaba morrendo. (Zero Hora)
 

 

Porto Alegre, 13 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.777

EUA - Queijeiros atingidos pela guerra comercial com a China

EUA x China -  Quase 635 milhões de quilos de queijo norte-americano estão sob armazenamento refrigerado nos Estados Unidos. Isso é aproximadamente 1,8 quilos de queijo por habitante do país, a maior quantidade desde o início dos registros em 1917. Esse volume pode subir ainda mais, já que os dois principais estados produtores - Califórnia e Wisconsin - estão também sendo atingidos pelas retaliações do México e da China. No dia 5 de julho, México e China impuseram tarifas de US$ 986 milhões em exportações de lácteos dos EUA - US$ 508 milhões em queijos pela China e US$ 578 milhões de produtos lácteos pelo México - como retaliação pelos aumentos das tarifas alfandegárias impostas pelo governo Trump sobre as importações de aço e alumínio. As exportações de produtos lácteos dos EUA totalizaram US$ 5,5 bilhões no ano passado, sendo US$ 1,3 bilhões só do México, segundo o USDA, o Departamento de Agricultura dos EUA. 

As autoridades mexicanas disseram que sua lista foi elaborada de forma a atingir representantes dos Estados Unidos: aço para o Vice-Presidente Mike Pence do estado de Indiana, queijo do estado Natal do Presidente da Câmara, Paul Ryan, Wisconsin, e lanchas da Flórida, estado do senador Marco Rubio. Além das tarifas, os fazendos dos EUA também temem perder os mercados do Canadá e México se Trump continuar com sua ameaça de sair da ALCA (o Acordo de Livre Comércio da América do Norte). "Se os mercados de exportação se fecharem, poderá chegar ao ponto de termos que jogar fora o leite nos campos", disse ao The New York Times, Jeff Schwager, o presidente da Sartori Co, em Plumouth, Wisconsin. "Terá um efeito em cascata no estado". 

Sartori é produtor de queijo em Plymouth por diversas gerações com leite captado em mais de 100 fazendas do estado. Plymouth já foi sede da Bolsa de Nacional de Queijo, onde os preços das commodities eram fixados. A cidade de 8.445 habitantes, fica cerca de uma hora ao norte de Milwaukee, e é conhecida como a Capital Mundial de Queijo. Cerca de 15% de todos os queijos norte-americanos têm origem na cidade.  A Sartore é detentora de 500 postos de trabalho no estado. A companhia diz que apenas um décimo de sua receita é procedente das exportações que realiza com 49 países, mas, as remessas para outros estados é um segmento que vem crescendo. Os dois maiores mercados externos da Sartori são o México e o Canadá, e o queijo norte-americano mais caro hoje, é de lá. O aumento de preços é suficiente para que os clientes da empresa, incluindo as cadeias de restaurantes, procurem assinar contratos com os concorrentes europeus da Sartori, de acordo com Schwager.  

Ele disse que a superprodução já criou um excesso de leite no mercado, derrubando os preços dos lácteos e ameaçando algumas dos 130 produtores familiares que dependem da Sartori. Schwager estimou que as novas tarifas reduzirão 1,5%, ou cerca de US $ 4 milhões, de seus cerca de US $ 265 milhões em vendas anuais de queijo. Desde o anúncio de que o México revidaria os preços futuros dos lácteos para julho caíram 12%. O preço atual de US$ 34/100 kg fica abaixo da média de 2017. O tonel de 227 kg de cheddar branco na semana passada atingiu seu nível mais baixo desde 2009, de acordo com analistas de commodities. Dick Groves, editor do Cheese Reporter, de Wisconsin, disse que o impacto real da disputa ainda não refletiu nas estatísticas oficiais. 

A BelGioioso Cheese Inc. uma queijaria familiar de segunda geração de Green Bay, Wisconsin, disse que as vendas para o México já caíram. "É um pesadelo", disse Errico Aurcchio, presidente da BelGioioso ao The Wall Street Journal. A BelGioioso está procurando outros clientes no exterior para manter seus negócios. Na Califórnia, Annie AcMoody, diretora de análise econômica da  Western United Dairymen, uma associação em Modesto, disse que as novas tarifas e os mercados pressionados "farão com algumas indústrias de laticínios abandonem o negócio". 

Embora o Estado de Wisconsin possua a maior parte das fazendas leiteiras, 8.500, a Califórnia é a maior produtora de laticínios do país, produzindo 17,7 bilhões de quilos de leite em 2017. O Estado responde por um terço dos produtos lácteos exportados para o exterior, em grande parte leite em pó, produto muito procurado pelo México e pela China. A indústria de laticínios contribui com US $ 43,4 bilhões para a economia do estado de Wisconsin. A Câmara de Comércio dos EUA diz que as tarifas de retaliação contra os EUA ameaçam cerca de um bilhão de dólares das exportações de Wisconsin, incluindo queijo, cranberries e motocicletas Harley-Davidson. Para escapar das tarifas da União Européia sobre as importações dos EUA, a Harley-Davidson disse que transferirá parte da produção para a Europa.

Os produtores de leite dos EUA tiveram que lidar, durante décadas, com o declínio do consumo de leite, e muitos transformaram o leite em queijo. Para vender tudo, existe um comércio agressivo de seus produtos para o México e a Ásia, especialmente na China, aproveitando o aumento do poder aquisitivo dessas populações. O México consome um quarto da exportação de lácteos dos EUA. Se as tarifas permanecerem por mais de seis meses, os produtores de leite precisarão encontrar novos mercados para o queijo, e podem esperar que os preços do leite continuem caindo, segundo um relatório do Rabobank. Schwager disse à ABC News, em Wisconsin, que se a disputa comercial continuar por tempo suficiente, acabará afetando os funcionários da Sartori e as fazendas leiteiras que abastecem a empresa. "São 500 famílias, na parte operacional. Quando olhamos para as fazendas de leite, das quais compramos 100% do leite, são outras 700 famílias. Portanto, 1.200 famílias que dependem de nossas decisões para garantir sua subsistência ", disse ele. Quanto à ameaça de mais tarifas de Trump, Schwager disse: "Não sei se é um blefe, mas espero que haja uma estratégia por trás disso". (The Dairy Site - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Melhoramento genético permite consumo de leite até mesmo para quem tem alergia

Leite A2 - Os produtores de leite brasileiros começaram a explorar um mercado promissor: a produção de leite de vaca permitido até mesmo para consumidores que possuem Alergia à Proteína do Leite (APLV).

O leite, que tem o mesmo sabor e é produzido da mesma forma que o leite comum, tem apenas um segredo: o melhoramento genético dos gados leiteiros. De acordo com o pesquisador da Embrapa, Carlos Martins, há evidências científicas de que algumas raças produzem leite em que a beta-caseína não causa reações em pessoas que possuem alergia a essa proteína.

"Eles identificam no DNA do animal essa característica. Aí é só acasalar sempre um touro A2A2 com uma vaca A2A2 que terá 100% de bezerros A2A2, produzindo leite com a beta-caseína A2A2", explica ao Jornal Opção.

Em Goiás, alguns produtores já voltaram os olhos pra esse nicho de mercado e tem investido na produção. É o caso do Dilson Cordeiro, do município de Cocalzinho. Produtor de leite há 25 anos, Dilson está há oito promovendo o melhoramento genético e hoje 60% do gado leiteiro já produz leite A2. "A procura é grande, todo mundo quer saúde, quer bem-estar. Costumo dizer que esse leite é quase como um remédio, já que hoje muitas pessoas tem alergia."

Alergia x Intolerância
Vale destacar que o leite A2 não é indicado para os casos de intolerância à lactose. A lactose é o açúcar do leite e não uma proteína e a intolerância acontece com pessoas que têm deficiência na produção de uma enzima chamada lactase. Os sintomas da intolerância à lactose são dores abdominais, diarreia, flatulência e abdômen distendido. (Jornal Opção)

 
 

Na realidade, sobram desafios

Desafios/RS - Apesar do frio e da chuva nessa época do ano e as dificuldades em trabalhar em uma empresa a céu aberto, como é a agricultura, o campo não para. Aliás, algumas culturas intensificam o trabalho nesse período para tentar aumentar um pouco o rendimento das suas atividades, como por exemplo, o leite e a fruticultura, entre outras. 

Produtor de morango
Na família Talasca, da comunidade Linha Nova do município de Quatro Irmãos (RS), todo mundo participa dos cuidados e da produção de morangos, o casal Valderi Talasca e Isabel de Morais Talasca juntamente com a filha Gabrieli Talasca. E, ainda, se precisar contam com o apoio dos pais e do irmão.

Segundo Valderi, a família cultiva morangos há dois anos desde que deixou de trabalhar com o leite. "Resolvemos parar por causa da crise no setor, o preço baixo pago por litro, alto investimento. Queríamos investir em mais animais, mas a propriedade é pequena. Daí resolvemos mudar para os morangos", comenta.

Até o momento a cultura de morango está satisfatória para a família, que consegue produzir uma quantidade boa num pequeno espaço. "Isso está gerando uma renda extra significativa, que ajuda nas despesas da casa", explica.

Conforme Valderi, o investimento na estufa que acabou de ficar pronta foi de R$ 15 mil. "Tenho nela 1500 plantas, se eu chegar a produzir 650 gramas por pé nessa safra, eu já consigo tirar esse investimento", observa. A estrutura é feita com madeira tratada para durar de 8 a 10 anos, sendo que as mudas devem ser trocadas a cada 3 a 4 anos. "Aí dá para se ter uma ideia que a margem de lucro é satisfatória", salienta.

Ele explica que o cultivo de morangos não é a principal renda da família, já que é funcionário público no município de Quatro Irmãos e a sua esposa trabalha como doméstica, mas o rendimento dos morangos vem agregar e somar na renda no final do mês. A expectativa de Valderi para safra desse ano é colher em torno de 1400kg a 1500kg de morangos entre as duas estufas.  

Na avaliação do produtor sobre a agricultura e, em especial, a cultura do morango, "primeiro a gente tem que gostar daquilo que faz e fazer com amor. Segundo, procurar buscar informações para conseguir lá na frente melhores resultados, maior produtividade e estar sempre informado".  

Hoje, a maior dificuldade na agricultura, para Valderi, é o alto custo de produção. "Combustível caro, sementes e insumos caros, e na hora de vender teu produto não tem preço. Se trabalha com incerteza e não sabe quanto vai ganhar lá na frente", afirma. E, acrescenta, tem que ter políticas de apoio e incentivo ao produtor. "Não sei como vai ser daqui uns anos, não vai ter quem produzir e os filhos não vão querer ficar no campo. Quem vai produzir o alimento, vamos comer o quê? Isso me preocupa bastante", enfatiza. Por fim, Valderi agradece a parceria da Emater de Quatro Irmãos pelo incentivo e apoio das extensionistas Joviane e Emanueli.

Segundo informativo conjuntural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, já iniciou na região a colheita do morango com frutos de boa qualidade e com abertura de novas áreas cultivadas.

Produtor de leite
Conforme o produtor de leite de Quatro Irmãos, Marcos Aurélio Koncikowski, que está há seis anos na atividade, o leite vem vivendo momentos altos e baixos nos últimos anos. "Mais baixos. A atividade vem de anos muito ruins, mas tem promessa de melhora", afirma.

Utilizando mão de obra familiar e um sistema de produção misto com uso de silagem e pasto, Marcos produz hoje em torno de 20 mil litros por mês de leite. Ele destaca que é necessário investir na produção, mas que é muito difícil tendo em vista a instabilidade de preços, tanto do produto leite quanto da matéria-prima, ração, adubo, etc.

Hoje, o leite é a principal fonte de renda da família. O produtor lembra que geralmente os preços animam de junho a outubro, mas depois desse período chegam a ficar, às vezes, abaixo do custo de produção. "Teria que ter alguma garantia de preço justo. Mês passado foi R$1,30. Para esse pagamento do leite de junho vai ter aumento, mas ainda não sei de quanto", observa.

Segundo informativo conjuntural da Emater/RS-Ascar, na bovinocultura de leite, as pastagens para cultivares de inverno estão com bom desenvolvimento vegetativo. O preço médio do litro pago ao produtor está R$ 1,10.

Trigo
De modo geral, as lavouras de inverno como trigo, cevada e aveia estão plantadas na região. As culturas estão em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, segundo informativo conjuntural da Emater/RS-Ascar. Alguns poucos produtores ainda estão plantando o trigo.

Conforme o técnico agrícola da Copercampos Tiago João Czarnobaj, que presta assistência técnica ao produtor de grãos erechinense Solani Rigo, a cultura do trigo em Erechim diminuiu de 30% a 40% do ano passado para cá e vem abaixando ao longo dos últimos anos.    

De acordo com Tiago, isso é reflexo do baixo preço pago pela saca de trigo e elevado custo de produção. "Nesse ano aumentou muito os insumos, o adubo subiu cerca de 30% em relação ao ano passado. Custo muito alto", observa. Além disso, ressalta Tiago, o trigo é uma cultura de muito risco com incidências de doenças, fungos, geadas. "A tendência do trigo é diminuir ainda mais o plantio", destaca. O técnico enfatiza que para o produtor que plantar trigo, ele não pode colher e vender a produção, "tem que estocar e vender no momento bom. Hoje, o trigo está a R$45 a saca e é compensador".

De acordo com o produtor de grãos Solani Rigo, a cultura de trigo não dá grande lucratividade, mas pode ser importante no conjunto de toda produção de grãos ao longo do ano. Isso porque, com a cultura do trigo se fertiliza o solo com adubação que vai servir para a cultura de verão da soja. Além disso, o trigo serve para o controle de plantas daninhas difíceis de controlar, rotação de cultura, palhada e controle da erosão. Para Solani, o agricultor tem que ser empresário, tem que fazer diversificação, plantar milho, soja, trigo, insistir embora não esteja bom na hora de plantar. No entanto, ressalta Solani, o produtor tem que usar tecnologia na cultura para obter boa produtividade, e assim, "o lucro começa aparecer em cima desses detalhes" (Jornal Bom Dia)

Nestlé lança composto lácteo para crianças na fase pré-escolar
A Nestlé amplia seu portfólio com Nestonutri, composto lácteo para crianças na idade pré-escolar. Feita com 17 vitaminas e minerais, a novidade oferece cálcio, ferro e fibras. O composto lácteo também conta com vitaminas C e D. O lançamento não contém glúten e não apresenta adição dos açúcares - como sacarose e frutose - e aromatizantes em sua formulação. Nestonutri é acondicionado em latas de 800 gramas. (As informações são do Embalagem Marca)
 
 

 

Porto Alegre, 12 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.776

A CONTA DA TABELA DE FRETE JÁ CHEGOU
 
A aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado da medida provisória (MP) que estabelece a tabela de frete é motivo de grande preocupação para entidades ligadas ao agronegócio. É porque a conta dessa medida já chegou para o setor e, inevitavelmente, virá também para o consumidor, dada a quantidade de atividades que dependem do transporte rodoviário.

A Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja) alertou, em nota, que o frete mínimo aumentará o custo de produção e inviabilizará a comercialização de muitos produtores, além de aumentar gastos com transporte de itens da cesta básica e provocar alta da inflação. A entidade acrescenta que a MP contraria a lei de oferta e demanda.

- A nossa esperança é de que, quando for julgado o mérito das ações de inconstitucionalidade que estão no Supremo Tribunal Federal, se revise essa questão de valores mínimos - diz Vicente Barbiero, presidente da Associação das Empresas Cerealistas do RS (Acergs).

Segundo levantamento feito pela assessoria econômica da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), o tabelamento foi responsável por dois terços do aumento médio de 44% verificado no valor do frete em pontos do Rio Grande do Sul, na comparação de julho deste ano com igual período em 2017 (veja quadro abaixo).

- Subir mais de 10 vezes o valor da inflação é algo intolerável, que denota um problema sério. Quando aumentamos o preço do frete, estamos, no fim do dia, gerando inflação na veia. Energia elétrica, combustíveis e fretes sempre impactarão todas as cadeias, porque são insumos que elas precisam - avalia Antônio da Luz, economista-chefe do Sistema Farsul.

Ele acrescenta que os maiores prejudicados com a medida são os próprios motoristas autônomos, porque o mercado está parado. Produtores e indústrias com frota própria têm mantido nível de liquidez normal:

- Ninguém está querendo contratar autônomo.

A MP depende agora apenas da sanção do presidente Michel Temer. Na terça-feira, grupo de 39 entidades havia assinado manifesto repudiando a legalização do tabelamento dos fretes. No texto, as representações fazem menção ao fato de a tabela já ter elevado o IPC Fipe de junho para a área de alimentos em 3,14% e de impor danos à comercialização da safra. (Zero Hora)

 
 

Brand Finance revela as cinco principais marcas de produtos lácteos do mundo

A Nestlé dominou o ranking de marcas de alimentos, de acordo com um novo relatório da consultoria independente de avaliação de marcas Brand Finance, no entanto, o crescimento da empresa chinesa de laticínios Yili tem sido 'impressionante'.

Avaliada em US$ 19,4 bilhões, a Nestlé voltou a reivindicar o título de marca de alimentos mais valiosa do mundo, mais que o dobro do valor da segunda colocada Danone (US$ 9,1 bilhões). O valor da marca Nestlé não registrou praticamente nenhuma mudança em relação ao ano passado, com a receita se apresentando - no que a Brand Finance disse - ser apenas um nível satisfatório causado por vendas desafiadoras na América do Norte e do Sul.

David Haigh, CEO da Brand Finance, comentou: "com produtores e analistas acostumados com a falta de mudança entre os líderes da indústria de alimentos e bebidas, o desempenho das marcas de mercados emergentes provavelmente causará uma grande agitação. Já estamos começando a ver isso em marcas como a Yili. O valor da maior marca de laticínios da China saltou à frente de líderes internacionais como Kellogg, Kraft e Heinz".

Potencial da marca Yili
A indústria de lácteos é um dos setores com maior desempenho na indústria alimentícia, registrando um crescimento médio anual de 13%. Dentro do setor, o mercado chinês é o mais dinâmico do mundo, devendo ultrapassar os EUA como o maior mercado para produtos lácteos em 2022. Esse fenômeno é devido à crescente afluência e melhor acessibilidade dos produtos nas cidades chinesas de menor nível. Como os consumidores chineses preferem cada vez mais produtos lácteos que são premium, com benefícios para a saúde e sabores inovadores, marcas líderes, como a Yili, se concentram na mudança da demanda e na inovação de produtos.

A Yili subiu do oitavo lugar no ano passado para o terceiro, após um crescimento de 43%, para um valor de marca de US$ 6,2 bilhões. A marca é dominante no mercado chinês, mas tem um claro potencial para expansão em categorias não lácteas ou internacionalmente, disse a Brand Finance. Embora a Yili esteja à frente da Danone em termos de potencial de marca, a gigante francesa ainda é uma marca mais valiosa, crescendo acima da média da indústria em 15% ao ano.

Principais marcas de lácteos
A Brand Finance também destacou o desempenho da Mengniu, outra marca chinesa de laticínios, que cresceu a um ritmo semelhante ao da Yili, com alta de 45% em relação ao ano anterior, mas a uma base mais baixa, com o valor da marca estabelecido em US$ 3,4 bilhões.

O relatório apontou a maior marca de lácteos em 2018, com um valor de marca de US$ 9,1 bilhões, com a Yili na segunda posição, US$ 6,2 bilhões. A Mengniu saltou para o top 5 com o valor de US$ 3,45 bilhões da marca, enquanto a Arla perdeu um lugar com uma queda de 9% no valor da marca para US$ 3,43 bilhões. A cooperativa indiana Amul também caiu para o quinto lugar, com um valor de marca de US $ 2,5 bilhões. Em termos de potencial de marca, a Brand Finance classifica a Yili como a primeira colocada, seguida pela Danone e pela Mengniu. O relatório completo pode ser baixado aqui > http://brandfinance.com/knowledge-centre/reports/brand-finance-food-and-drink-2018/. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Curiosidade: mexicano cria antibiótico com pele de rã que contribui com o tratamento da mastite

Um pesquisador mexicano criou um antibiótico a partir da pele de rãs que pode contribuir com a cura da inflamação nas glândulas mamárias das vacas (mastite) sem deixar rastros tóxicos no leite, além de ser uma alternativa para combater as bactérias e curar algumas doenças em humanos. Alfonso Islas, acadêmico do campus de Ciências Biológicas da Universidade de Guadalajara, criou e patenteou a substância batizada como "ranimicina", que utiliza as propriedades antimicrobianas que a rã desenvolve de maneira natural para se proteger no meio ambiente. O especialista em imunologia explicou que desenvolveu um estudo financiado pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia mexicana para aproveitar a pele da rã americana, matéria-prima muito usada na culinária na região de Valles de Jalisco.

Islas homogeneizou pedaços de pele, extraiu as moléculas e assim descobriu que existem 23 péptidos ou moléculas que servem como antibióticos naturais. Com elas, criou uma fórmula que elimina bactérias como a Staphylococcus aureus meticilina e a Pseudomona aeruginosa, causadoras de infecções hospitalares e que mostraram ser resistentes a antibióticos como a penicilina ou seus derivados, afirmou. "Submetemos a fórmula a exames bacteriológicos e com isso foi possível matar bactérias como a Escherichia coli, entre outras", disse o especialista. Um de seus colegas o desafiou a testar o composto em vacas, já que boa parte delas sofrem com mastite. O antibiótico aplicado em 280 vacas doentes conseguiu curá-las em cinco dias e evitou que elas fossem retiradas do processo de produção como ocorre quando recebem o tratamento convencional, pois o antibiótico natural não deixa nenhum resíduo no leite. Isto beneficiaria os produtores de leite, que veriam reduzir as perdas econômicas por retirar as vacas da produção e pela despesa nos antibióticos comerciais.

As patentes mexicanas e internacionais de Islas já permitem a comercialização do antibiótico, cuja dose tem um custo de 2,19 pesos (US$ 0,11). Além disso, uma pele de rã de 40 gramas pode render até 100 doses. O pesquisador já conversou com empresários do México e outros países interessados em adquirir os direitos para comercializar o antibiótico. Paralelamente, Islas realiza estudos para a aplicação do antibiótico em seres humanos. "Temos resultados na aplicação para a acne, fungos e na queratite oftálmica, que surge como complicação de alguma cirurgia", indicou. (As informações são da agência EFE, resumidas pela Equipe MilkPoint)

 

Lactalis quer popularizar no Brasil marca famosa na França
Os queijos e manteigas da marca Président são muito populares na França. No Brasil, porém, são visto como produtos premium pela maioria dos shoppers. Para ganhar mais espaço para Président no mercado brasileiro, a Lactalis, dona da marca, decidiu fabricar parte do portfólio em seis das 14 fábricas da companhia no Brasil. Já são feitos por aqui queijo prato, muçarela, provolone, gruyere, gouda, manteiga e requeijão. Variedades como brie e camembert, que possuem denominação de origem controlada, continuam sendo trazidas da França. Ampliar as vendas de queijos especiais é uma das metas da Lactalis para o mercado nacional. André Salles, presidente da empresa no Brasil, informou que está replicando o modelo bem-sucedido de uma estratégia que ele implantou quando esteve a frente da Brasil Kirin. Na cervejaria, o executivo apostou em cervejas especiais, a exemplo de Eisenbahn,  por garantirem margens mais altas. No ano passado, a Lactalis faturou R$ 3,6 bilhões no Brasil. A empresa é vice-líder do mercado nacional de lácteos. (As informações são do portal Exame)
 
 

Porto Alegre, 11 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.775

Câmara aprova MP que estabelece preços mínimos de frete; texto concede anistia a multas de trânsito 

Medida atende a reivindicação dos caminhoneiros, que paralisaram todas as atividades por 11 dias em maio. Texto não define o valor do preço mínimo, que será estipulado por tabela da ANTT. A Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta quarta-feira (11) a medida provisória que estabelece preços mínimos para o serviço de frete. O texto concede anistia às multas de trânsito e de decisões judiciais aplicadas entre os dias 21 de maio e 4 de junho em razão da greve de caminhoneiros.

Havia consenso entre os partidos e a votação ocorreu de maneira simbólica, sem a contagem de votos no painel eletrônico. O texto segue agora para o Senado A medida atende a uma das principais reivindicações dos caminhoneiros para encerrar a greve, que durou 11 dias e paralisou o abastecimento de bens e combustível no país. O texto não define o valor dos preços mínimos. Caberá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) calcular os pisos mínimos, levando em consideração o tipo de carga, a distância, os custos de pedágio e preço do diesel.

Anistia
A emenda que concede anistia às multas aplicadas aos caminhoneiros foi apresentada pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP). Havia um destaque do PSB para que a anistia fosse retirada do texto, mas o partido concordou com a rejeição do destaque. No entanto, o relator da proposta, deputado Osmar Terra (MDB-RS), costurou um acordo entre os partidos e anunciou em plenário, dizendo falar em nome do governo, que o presidente Michel Temer vai vetar a anistia. A proposta concede anistia às infrações ocorridas entre o dia 30 de maio e 19 de julho, período em que vigorou a medida provisória, antes de virar lei. (G1)

 

GlobalDairyTrade faz mudanças para atrair mais fornecedores

GDT -  O Conselho Supervisor do GDT (Global Dairy Trade) aprovou mudanças de duas regras para incentivar um maior número de vendedores a oferecerem ingredientes lácteos na plataforma de leilões para expandir a amplitude dos preços publicados regionalmente. As alterações permitirão que os vendedores participen da plataforma mantendo um nível de privacidade sobre seus dados comerciais mais sensíveis. O diretor do GDT, Eric Hansen, disse que as mudanças permitirão o aumento de ofertas de produtos no GDT, reduzindo ainda mais as barreiras para a entrada de novos fornecedores. "As mudanças contaram com o apoio unânime de todos os membros do Conselho Supervisor, que inclui representantes de compradores, vendedores e agentes do mercado financeiro", disse Hansen.

Publicação dos Preços
A primeira mudança permitirá que a média de preços seja publicada como um substituto dos preços individuais, ou seja uma informação complementar aos preços individuais de cada vendedor. Isso permitirá que os vendedores participem dos Eventos GDT e tenham seus preços vencedores publicados combinados com outros preços de venda dentro da média regional, em vez de, necessariamente, precisarem publicar o preço individual de cada vendedor. Os atuais vendedores Amul, Arla, Arla Foods Ingredients e Fonterra confirmaram que continuarão publicando seus preços vencedores de cada produto. A segunda alteração acaba com uma lacuna onde o licitante tinha acesso ao preço inicial e à quantidade de produto ofertado, através do log-in privado no website. Essa nova configuração evitará potenciais conflitos entre proponentes e reduz o risco anti-truste, pois evitará que vendedores de um mesmo produto que negocie fora do GDT, tenha acessoa a informações confidenciais. A alteração não terá impacto na transparência pública, pois os dados pré-evento não serão disponibilizados na seção pública do site.

Transparência dos preços
Hansen disse que as duas alterações irão tornar o GDT mais atraente para os vendedores, e irão tonar o GDT habilitado a oferecer benefícios como preços transparentes para uma gama maior de ingredientes lácteos básicos e demais regiões de fornecimento da Europa e Estados Unidos. As mudanças serão implantadas nos próximos meses à medida que as adaptações no sistema forem sendo concluídas. (DairyReporter - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Argentina - Produtores de leite estudam um protesto nacional

Produção/AR - A falta de reajuste do preço do leite, a impossibilidade de acesso ao crédito e a desvalorização cambial são os principais problemas enfrentados pelos produtores de leite. Todos os temas que não têm solução serão discutidos em uma assembleia a ser realizada em Rosario. 

Hoje no Ministério da Agroindústria haverá uma reunião entre o governo, produtores e a indústria. Estará ausente o presidente Mauricio Macri que decidiu não participar talvez sabendo da assembleia organizada pela Confederação Rural Argentina (CRA) para decidir sobre os passos a serem seguidos se não houver resposta de nenhum dos lados. "Acontece que hoje o valor recebido pelo produtor pelo litro de leite está em torno de 6,5 pesos, quando, para cobrir os custos o preço deveria ser 9 pesos por litro", reconheceu a coordenadora do setor Lácteo da Confederação das Associações Rurais de Buenos Aires e do Pampa (Carbap), Andrea Passerini.

Um trabalho do Conselho Regional de Pesquisa Agrícola (CREA), destacou que em maio o índice de custo da produção de leite sofreu aumento de 7,2%. Nesse mesmo mês, La Sereníssima concedeu aumento de 4%, o que significa pagamento entre 6,20 e 6,50 pesos por litro de leite, dependendo da zona. Tudo isto antes à desvalorização cambial. Para junho já informou que pagará 0,30 a mais, ou seja 6,8 pesos por litro. A Sancor ofereceu pagar 7 pesos pelo litro de leite entregue em junho, mas, pela desconfiança gerada pela situação na qual se encontra a empresa, muitos preferem buscar outros compradores.

Fica claro, no entanto, que as empresas estão longe de pagar o que os produtores precisam. As fábricas argumentam que não existe volume suficiente para exportar, motivo pelo qual não se pode pensar em melhorar o valor ao produtor. Com um dólar mais competitivo não se entende onde está o problema. O Centro da Indústria Leiteira (CIL) não respondeu ao pedido de informação feito por esse jornal. Fontes da Agroindústria disseram "estar conscientes da difícil situação dos produtores de leite causada pela desvalorização que gerou distorções dos preços relativos, mas, confiamos na recuperação dos mesmos o mais rápido possível". Definitivamente a crise se amplia de ambos os lados. Como tudo na Argentina, o problema passa pelo preço. Se está abaixo dos custos, não existe rentabilidade possível. (ON24 - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania - Relatório 27 de 05/07/2018

Leite/Oceania - A Austrália se encaminha para o tempo frio. As geadas estão sendo registradas através do país. Isso limita o crescimento de plantios. A preocupação é sobre a alimentação futura, na próxima temporada. Isso acelerou a contratação de produtos de leite. A produção está em seu menor nível sazonal, mas, muitos produtores estão otimistas em relação à nova temporada de produção de leite. De julho de 2017 a maio de 2018, a produção de leite na Austrália aumentou 3,4% em relação ao ano anterior.

A grande cooperativa de laticínios da Nova Zelândia e maior exportadora mundial de lácteos anunciou esta semana que a produção de leite de maio de 2018 foi 6,6% maior em relação a maio de 2017. Um outono favorável foi responsável pela melhor produção. No acumulado, a temporada 2017/2018 ficou 1% menor em relação à temporada anterior. Alguns observadores temem que o interesse da China por compras possa ser atenuado pela possível desvalorização cambial como resultado da guerra comercial. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva) 

 

LEITE/CEPEA: Cotações se estabilizam em altos patamares
Leite UHT - Os preços do leite UHT e do queijo muçarela se estabilizaram em patamares elevados, conforme apontam dados do Cepea. Entre 1º e 7 de julho, a média do UHT foi de R$ 3,34/litro e a do queijo muçarela, R$ 20,26/kg, ligeiros aumentos de 0,53% e 0,11%, respectivamente, frente ao período anterior. De acordo com pesquisadores do Cepea, essa leve alta está atrelada ao elevado preço da matéria-prima no campo e também à baixa oferta. Segundo colaboradores, nas próximas semanas, os preços devem se manter ou recuar levemente, devido ao baixo consumo. (Cepea)
 
 

 

 

Porto Alegre, 10 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.774

Dados mostram mudanças no hábito de consumo dos lácteos

Enquanto as vendas de leite comum estão em declínio há anos e a produção de iogurte dos EUA caiu após o pico em 2014, novos dados mostram o crescimento contínuo do consumo de queijos, manteiga, café pronto para beber, iogurtes de beber e bebidas proteicas com produtos lácteos. Isso sugere que o crescente interesse por produtos de origem vegetal não levou a uma 'fuga em massa' dos consumidores de lácteos, mas que os hábitos de consumo estão mudando.

De acordo com dados do IRI para o ano civil de 2017, as vendas varejistas nos EUA de leite fluído caíram 2,4% nos canais medidos, enquanto as vendas de alternativas vegetais subiram 4%. No entanto, as vendas de leite aromatizado cresceram 1,8%, as vendas de leite sem lactose aumentaram 13,6%, as vendas de iogurtes subiram 19,2% e as vendas de café refrigerado pronto para consumo - que muitas vezes é misturado com leite - aumentaram 22,8%.

"De manhã, enquanto as pessoas podem não estar mais colocando leite junto dos cereais, elas estão obtendo leite de diferentes maneiras", disse Paul Ziemnisky, vice-presidente executivo de parcerias globais de inovação da Dairy Management, uma organização financiada pelos produtores de leite dos Estados Unidos e importadores e responsável pelo direcionamento do consumo. 

"Talvez eles estejam tomando iogurte grego com granola, latte da Starbucks, Dunkin Donuts com 70-80% de leite, frappé do McDonalds McCafé ou um leite com proteínas de sabor chocolate ou morango. Vale destacar que quando falamos em leite, muitos consumidores pensam em fonte de cálcio, mas, há uma grande oportunidade para a indústria lembrá-los que o produto também possui proteína de alta qualidade. É interessante pensar em maneiras de como o leite pode ser disponibilizado, pois já estamos vendo dados sugerindo que o leite com sabor, por exemplo, está direcionando o consumo de leite nas escolas".

Produtos integrais estão ganhando força
Os produtos lácteos integrais também vêm ganhando força, já que os compradores buscam opções de 4% de gordura láctea nas categorias leite, iogurte, requeijão, queijo natural, queijo cottage, creme azedo e novidades congeladas, segundo dados do IRI, com participação percentual no total de leite aumentando de 33% em 2012 para mais de 40% nos primeiros cinco meses de 2018. Isso é um possível sinal de que provavelmente as vendas de leite desnatado e com baixo teor de gorduras estão 'perdendo terreno'.

O setor de lácteos também tem investido em campanhas que promovam os lácteos como alimentos pouco processados comparado por exemplo, com as opções vegetais. No corredor dos spreads(produtos cremosos, como o requeijão e a manteiga, por exemplo), o posicionamento como 'comida de verdade' está realmente destacando a manteiga, que continuou ganhando força sobre as margarinas à base de óleo vegetal. A opção está sendo vista como mais natural e menos processada. Também, apresenta um rótulo mais simples e limpo, fato que - para os consumidores - também está associado à saúde. Segundo Ziemnisky, os lácteos com mais gorduras estão ganhando força visto que o paladar é mais agradável e eles saciam mais.  Na categoria de sorvetes, marcas como Halo Top, Enlightened e Arctic Zero estão se destacando devido a menor lista de ingredientes e menos calorias.
"Tudo isso serve como um lembrete de que os consumidores têm diferentes preocupações dependendo da categoria e dependendo da ocasião de uso, e que gosto, estados de necessidade emocional e outros fatores são tão importantes quanto a nutrição e a sustentabilidade na tomada de decisões", disse Ziemnisky.

Outras categorias
As vendas de leite com chocolate estão crescendo tanto por causa do sabor, como também, por várias marcas disponibilizarem opções para recuperação esportiva, como a Fairlife. Ela atende a demanda por mais proteínas e menos açúcar e atingiu US$ 250 milhões em vendas no ano passado.

Em vez de se concentrar obstinadamente em cessar o declínio das vendas de leite comum, a nova campanha "Undeniably Dairy", nos Estados Unidos, abrange uma ampla gama de categorias de lácteos que refletem a mudança nos padrões alimentares. "Há muito mais opções ao leite do que apenas o galão branco. Por isso, estamos realmente empenhados em atender aos estilos de vida em evolução dos consumidores".

Lácteos versus bebidas vegetais
Questionado sobre os desafios específicos na categoria de leite fluido, onde o leite está perdendo terreno para as bebidas de amêndoas, caju, coco e outras alternativas à base de plantas, o diretor científico da National Dairy Council, Greg Miller, disse: "Há muita desinformação na internet sobre nutrição e saúde e as vozes mais altas parecem estar vindo do setor vegano. Isso é lamentável, porque os consumidores não percebem que um copo de leite tem 8g de proteína, enquanto um copo de leite de amêndoa tem 1g. A soja tem mais proteína, mas suas vendas estão diminuindo. O leite também contém outros nutrientes que as bebidas à base de plantas não têm, e mesmo quando as fortificam, apenas adicionam cálcio e vitamina D, enquanto o leite contém potássio, iodo, fósforo e vitaminas B2 e B12, além de cálcio [encontrado naturalmente no leite] e a vitamina D [que é adicionada ao leite]. Também sabemos que o cálcio nas bebidas à base de plantas não é tão bem absorvido".

Segundo Greg,  as recomendações atuais de proteína se baseiam em necessidades mínimas, mas dados mais recentes indicam que as pessoas necessitam de uma ingestão mais alta, especialmente à medida que envelhecem e começam a perder massa corporal magra. "Portanto, a ingestão ótima é maior do que a recomendada atualmente. A outra coisa que eu diria é que a qualidade da proteína em bebidas à base de vegetais não é a mesma proteína completa que se obtém no leite de vaca".

Crianças e leite de vaca
Quanto às crianças, disse ele, alguns especialistas em nutrição infantil, como a Canadian Pediatric Society, também começaram a alertar os pais que nem todas as opções de leite à base de plantas são equivalentes ao leite. "Os profissionais de saúde continuam recomendando que as crianças recebam leite suficiente em suas dietas e a Academia Americana de Pediatria está impulsionando e disseminando o consumo do produto nas refeições". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e resumidas pela Equipe MilkPoint)

 
 

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Europa- Relatório 27 de 05/07/2018

Leite/Europa - De um modo geral o aumento da produção de leite da União Europeia (UE) no primeiro semestre de 2018 foi destinada à produção de leite. A expectativa é de que a produção de queijo irá permanecer em níveis elevados porque os mercados estão absorvendo queijos a preços atraentes, e as indústrias acreditam que podem vender mais.

A produção de manteiga é a segunda prioridade. Existe alguma incerteza em relação aos preços da manteiga em um futuro imediato. A produção de leite na UE de janeiro a abril subiu 2% de acordo com a Eucolait. A produção de queijo de janeiro a abril foi 2,4% maior. A média do preço do leite pago aos produtores na UE é de 32,8 €/100 kg, conforme informação apresentada no dia 28 de junho pela Eucolait à Comissão de Economia do Observatório do Mercado Lácteo.

Os Estados Membros da Europa Ocidental acreditam que obtiveram sucesso substancial no desenvolvimento e manutenção de mercados exportadores para vários produtos lácteos. Fontes da UE observam que o sucesso veio depois de muitos anos na construção e manutenção de relações com clientes e Nações. Os exportadores da UE comentam que a estabilidade é um importante fator para manutenção de relações comerciais. Agora, com as recentes medidas, que resultaram na imposição pela China de tarifas sobre as importações de produtos norte-americanos, comerciantes e indústrias da UE estão trabalhando para expandir o alcance das exportações de lácteos. Levando em consideração que as relações comerciais, uma vez rompidas, depois não se unem facilmente, muitos operadores procuram preencher o espaço aberto com a interrupção das exportações de lácteos dos Estados Unidos.

Algumas fontes da UE receberam informações de que a União dos Emirados Árabes (UAE) estão planejando introduzir requisitos de avaliação de conformidade para as importações de produtos lácteos. Isso em decorrência de um decreto que proposto, para que haja avaliação do leite e de produtos lácteos importados para a UAE. Se o decreto for aprovado, deve resultar em mais requisitos de certificação, o que pode elevar os custos de exportação. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 
 

CRÍTICAS POR TABELA
Entidades do agronegócio assinaram ontem nota conjunta contra o tabelamento de frete. Medida provisória que pode ser votada amanhã no plenário da Câmara é alvo de crítica por parte de 39 entidades, entre as quais a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que divulgou vídeo nas redes sociais. Diversos prejuízos são citados e há alerta sobre o impacto na inflação. Segundo o documento, as exportações de milho serão afetadas - a estimativa é de queda de 10% no volume, em razão do represamento da produção. O texto aponta, também, que produtores rurais não compraram fertilizantes para a safra 2018/2019 no prazo correto por causa da tabela do frete. Eles devem adquirir o insumo a preços mais altos, o que pode acarretar maior custo de produção na próxima temporada e aumento dos preços dos alimentos. Também há tendência, dizem as representações, de a produção cair em razão dos mesmos fatores. (Zero Hora)
 

 

Porto Alegre, 09 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.773

Sindilat participa do Encontro Nacional da Indústria 
 
O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, integrou comitiva da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) no 11º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), convenção anual do setor industrial brasileiro realizada em Brasília nos dias 3 e 4 de julho. Organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) desde 2006, o evento reuniu empresários, sindicatos e federações de indústrias para alinhas e validar posicionamentos sobre ações que visam a defesa da indústria nacional.
O encontro levou para o palco candidatos à presidência da República - onde cada um pode se manifestar por tempo determinado. Após os presidenciáveis responderem a três questionamentos feitos pelos representantes das federações presentes, a plateia teve a oportunidade de eleger a pergunta de maior interesse do setor industrial. Para Guerra, iniciativas como essas são importantes para aproximar os presidenciáveis sobre a realidade do setor industrial brasileiro. "Mostramos a preocupação da indústria com o cenário político-econômico e pontuamos as ações necessárias para o setor voltar a crescer", destacou Guerra. O presidente do Sindilat informou ainda que os representantes da indústria entregaram aos candidatos uma agenda com pontos que precisam de atenção do governo, para que no futuro venha a integrar o plano de governo do novo (a) presidente (a). (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Foto: José Paulo Lacerda/CNI (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 

Sindilat é homenageado nos 25 anos da Embrapa Clima Temperado

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat) foi homenageado nos festejos dos 25 anos da Embrapa Clima Temperado, instituição federal de pesquisa e fomento à agropecuária com sede em Pelotas/RS.  Ao lado de outras 13 entidades que representam o setor primário, o Sindilat foi o destaque na categoria Cadeia Produtiva, reconhecimento pelo apoio e parceria na construção e divulgação de conhecimento e soluções tecnológicas e inovadoras em prol do desenvolvimento regional.

O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, recebeu a placa durante a cerimônia realizada no dia 6 de julho, no auditório Ailton Raseira, na sede da Embrapa.  Na oportunidade, o Sindilat também entregou placa alusiva aos 25 anos da empresa de pesquisa reconhecida nacionalmente pela larga história de contribuições para a região de clima temperado brasileira. A Embrapa Clima Temperado desenvolve atividades nas áreas de recursos naturais, meio ambiente, grãos, fruticultura, olerícolas, sistemas de pecuária com ênfase para gado e agricultura de base familiar. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

RESTRIÇÃO DA OFERTA FAZ LEITE SUBIR 28%

A menor oferta de leite levou ao aumento de 28% nos preços pagos ao produtor no primeiro semestre do ano. Apesar da alta, o preço ainda está abaixo do registrado em igual período do ano passado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP.

- Todo ano é consequência do anterior. Em 2017, houve amplitude de preços, com o primeiro semestre de valorização e o segundo de queda significativa. A receita do produtor ficou muito volátil - pondera Natália Grigol, pesquisadora do Cepea/Esalq.

O consumo em baixa, pelo menor poder aquisitivo da população, influenciou a formação de preços. O resultado foi o abandono da atividade por muitas famílias e um início de 2018 de preços abaixo de R$ 1. Além disso, a produção está abaixo do esperado.

- A safra não veio como era para vir - detalha Alexandre Guerra, presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados do Estado (Sindilat-RS).

Para julho, a estimativa da indústria é de que haja manutenção dos preços, tanto para os produtores quanto para os consumidores. (Zero Hora)

 
 

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul - Relatório 27 de 05/07/2018

Leite/América do Sul - A produção de leite nas fazendas continua forte e melhorando continuamente na América do Sul, especialmente no Cone Sul. As condições climáticas favoráveis das últimas duas semanas melhoraram o conforto animal, e consequentemente a produção de leite. 

De um modo geral, o volume de leite produzido no momento, está acima dos níveis registrados no ano passado. Além disso, o preço nominal do leite ao produtor permanece relativamente alto, incentivando os produtores a maximizar a entrega de leite. Entretanto, os custos operacionais estão relativamente elevados em decorrência dos efeitos da seca na safra de grãos no primeiro trimestre do ano. A oferta de leite e creme está atendendo as necessidades da indústria. O processamento deve crescer nos próximos dias, já que começam as férias de inverno na maioria das escolas. No varejo as vendas de alguns produtos lácteos, como queijo, manteiga e leite condensado estão muito ativas, principalmente por causa da Copa do Mundo. Em termos de produção de leite, o Uruguai começa a recuperação desde as últimas inundações e excesso de umidade ocorridas duas semanas atrás. No Brasil, a indústria se recupera da greve dos caminhoneiros do final de maio, que paralisou a economia do país por 11 dias. O governo do Brasil estima as perdas econômicas em US$ 2,5 bilhões durante a greve. No entanto, a indústria de laticínios do país já apresenta sinais de normalização. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
 
 

Por que os produtores não doam o leite em vez de jogarem fora quando são impedidos de entregarem à indústria? Responde: Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS)
O leite é um produto vivo e, exatamente por isso, sujeito a rígidas regras de controle de produção. Assim que as vacas são ordenhadas, o alimento é armazenado em tanques resfriadores para que cheguem o mais rápido possível a 4ºC de temperatura. O leite é transportado em tanques isotérmicos até as fábricas, processo que não pode levar mais de 48 horas. Na indústria, o produto cru é analisado e, somente após atestada sua qualidade, é descarregado para ser pasteurizado. Esse processo é obrigatório por lei, pois somente ele garante a destruição dos microrganismos patogênicos que podem estar presentes no alimento. Os produtores que tiveram sua produção retida, o que ocorreu durante a greve dos caminhoneiros, não puderam doar o leite armazenado na propriedade porque ele extrapolou o prazo de 48 horas nos resfriadores e não havia transporte adequado para carregar esse produto de maneira segura. Com os tanques lotados devido à interrupção das rotas por vários dias, os criadores também não tinham resfriador para armazenar o produto. Além das dificuldades dos tambos, é importante alertar que, para ser distribuído para o consumo humano, o leite precisa ser transportado, industrializado e envasado corretamente. (Zero Hora)