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Porto Alegre, 18 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.110

Leite A2 é opção para intolerantes e alérgicos à proteína do produto

Bebida, produzida hoje em Estados como São Paulo e Paraná, começa a despertar interesse de produtores no Rio Grande do Sul 


Crédito: Fernando Gomes / Agencia RBS

Enquanto intolerantes à lactose contam com alimentos especiais, alérgicos à proteína do leite ainda terão de esperar mais um tempo pelo interesse de produtores e indústrias em colocar a bebida no mercado — pelo menos no Rio Grande do Sul. Hoje, Estados como São Paulo e Paraná disponibilizam aos consumidores o leite A2, que não tem um peptídeo (biomolécula) causador de alergia, presente no leite A1.

— Esse peptídeo é grande e o organismo, principalmente o das crianças, tem dificuldade para metabolizá-lo — explica Neila Richards, chefe do Departamento de Tecnologia e Ciências dos Alimentos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Ao contrário do A1, o leite A2 é de fácil digestão, segundo Neila. Tanto que, além de ser utilizado em dietas com restrição a proteínas específicas da bebida, pode ser opção para intolerantes à lactose.

De olho nesse mercado ainda pouco explorado no Estado, o produtor Jaime Francisco da Conceição, 69 anos, trabalha para certificar o rebanho. Desde 1989, ele cria animais da raça gir leiteiro em sua propriedade, localizada no limite de Novo Hamburgo e Gravataí, na Região Metropolitana. Atualmente, dos 130 bovinos, 87% têm genética A2A2, que produz o leite A2. Porém, para dar o próximo passo, precisa garantir que todos os exemplares tenham o mesmo perfil:

— Só insemino ou uso cobertura de touros A2A2. Agora, vou concluir os testes de beta-caseína (proteína geradora da biomolécula causadora de alergia) e buscar a certificação do rebanho — detalha.

Após essa fase, o produtor irá organizar licenciamentos legais e levar ao mercado produção mínima econômica.

— O litro do leite sem certificação é vendido por cerca de R$ 2 nos supermercados, enquanto o A2 tem preço entre R$ 8 e R$ 9. Posso ter rentabilidade maior com a mesma vaca — explica Conceição.

Estímulo a partir da regulamentação
Em setembro deste ano, o Ministério da Agricultura regulamentou a rotulagem do A2, com inclusão da denominação de origem do leite proveniente de vacas A2A2. Para isso, o produtor precisa comprovar genotipagem (que determina o DNA) dos animais, origem do leite, segregação do rebanho e higienização das linhas de ordenha.

— Como o rebanho é de origem europeia, uma das alternativas para o produtor é comprar sêmen A2A2 — afirma Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS).

O valor do investimento é apontado pelo dirigente como um dos motivos pelos quais esse mercado ainda não avançou no Estado:

— É um processo, talvez ainda demore, pois grande parte das propriedades não é grande. Além disso, falta a participação da indústria para disponibilizar o produto ao consumidor.

A bebida zero lactose é comercializada em larga escala nos supermercados há cerca de cinco anos. Segundo Palharini, sua fabricação é mais em conta, pois utiliza a mesma matéria-prima do leite tradicional.

— Existem dois processos para retirada de lactose. No país, as indústrias adicionam a lactase no leite para quebrar mais de 90% da lactose. Há ainda a ultrafiltração, que não é usada no Brasil — esclarece Neila, também diretora científica da Associação Gaúcha de Laticinistas (AGL).

Produção/EUA
Os número dos lácteos em setembro revelam que a produção da indústria continua acima da verificada no mesmo período do ano passado. Mas, o setor lácteo está dando sinais de tensão em meio a falências e fechamentos. 
 
Em setembro a produção total de queijo foi 2,1% acima do volume registrado em setembro de 2018, e 3,7% menor que agosto de 2019, de acordo com o Departamento de Agricultura (USDA). A produção de queijo italiano subiu 4% em relação ao último ano, enquanto o queijo americano caiu 1,4%.
A manteiga um pouco mais estável em setembro, subiu 1,2%. Mas, leite em pó e produtos de soro de leite ressurgem com força, e cresceram: leite seco desengordurado (7,9%); leite em pó desnatado (4,6%); soro de leite em pó (31,5%) e lactose (5,3%).
A organização Dairy Management Inc (DMI) reafirma que o setor lácteo dos Estados Unidos é forte e diversificado, e lembrou o crescimento consistente do consumo per capita no varejo por 25 anos. As vendas domésticas de lácteos subiram 2,5% em agosto de 2019, queijo e manteiga estão com o consumo elevado.
“O leite fluido continua sendo um item básico para 94% das famílias dos EUA e alguns segmentos apresentam forte crescimento no varejo, em uma categoria de US$ 13,4 bilhões. Só o segmento de leite integral apresentou alguns bilhões de dólares de aumento nos últimos três anos. Vemos taxas positivas em produtos sem lactose, destinados a consumidores preocupados com o sistema digestivo. O leite saborizado cresce com inovação e a prova científica de que o leite com chocolate é a bebida perfeita de recuperação pós-exercício”, disse o DMI.
Manter a competitividade em tempos de crise
Apesar dos números positivos da produção, a indústria continua percebendo como negativo o desempenho do leite fluido, que vem enfrentando avaliações minuciosas acerca das boas práticas agrícolas e do tratamento dos animais, além da concorrência com as bebidas de origem vegetal. As indústrias alertaram os produtores sobre um grupo de defesa dos animais, que ameaça a agricultura e a inovação.
A Dean Foods também causou uma onda de preocupação no setor ao pedir falência. A empresa produz várias marcas conhecidas de leite, queijo, manteiga e sorvete, e é a maior cliente da Dairy Farmers of America (DFA).
Também na semana passada, a Associated Milk Producers Inc (AMPI), com sede em Minnesota, anunciou o fechamento de duas fábricas – a de leite em pó desnatado de Arlington, Iowa, e a fábrica de queijos em Rochester, Minn.
A cooperativa responsabilizou “o declínio contínuo de fazendas leiteiras e da produção de leite na região”. A crise dos lácteos em Minnesota registrou perda de 40% das fazendas leiteiras do estado desde 2008, e Iowa perdeu 50% no mesmo período. Todos os empregos das duas fábricas foram cortados: 49 em Arlington e 75 em Rochester. (Terra Viva) 
 
 
Leite/Oceania
A produção de leite da Austrália no mês de setembro foi 4,5% menor do que a registrada no ano passado, de acordo com a Dairy Australia. No acumulado de julho a setembro, está 6% inferior ao volume verificado no mesmo período de 2018.
 
Em setembro de 2019 na Nova Zelândia a produção de leite foi de 2.664 milhões de toneladas, 0,7% menos do que em setembro de 2018. Na mesma comparação os sólidos totais superaram em 0,7%. Como o pico sazonal ocorre, normalmente, em outubro, os dados são aguardados com muita expectativa. Isso ajudará a projetar a produção de leite na temporada completa. Com o declínio da produção de leite na Austrália, será necessário um desempenho excepcional da Nova Zelândia para manter a região com volumes similares aos do ano passado. Preços mais elevados neste período são reflexos das incertezas em relação aos resultados oficiais de outubro. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)
 
 
 
 
 
Reforma tributária 
O ministro Paulo Guedes estabeleceu a diretriz de que as reformas, na estrutura de tributos, não poderão gerar nenhum aumento de carga tributária global. Isso vai constar explicitamente no texto da reforma a ser enviado ao Congresso. De acordo com o Secretário do Ministério da Economia, José Barroso Tostes Neto, a reforma terá quatro fases e que será mantida a carga tributária atual na faixa de 35% do PIB (Produto Interno Bruto). Será proposto também um sistema automático de calibragem para impedir variações na carga tributária. Veja a matéria sobre a Reforma Tributária clicando aqui. (Terra Viva)
 

 

Porto Alegre, 14 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.109

 Encantado discute novas maneiras de rentabilizar o pequeno produtor 

Discutir alternativas para o aumento da rentabilidade do produtor local foi o foco da 13º edição do Fórum Tecnológico do Leite realizado na cidade Encantado (RS), nesta quarta-feira (13/11). O evento, que teve o apoio do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), da prefeitura da cidade de Estrela (RS) e do colégio Teutônia, teve a participação de 500 pessoas, além de variadas atividades tal como cases, palestras e debates voltados à cadeia leiteira.  De acordo com o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, encontros como esse visam compartilhar conhecimento. “Trouxemos a possibilidade do produtor e da indústria de investir em outro nicho de mercado mais lucrativo, ao invés de priorizar um aumento de consumo. Por exemplo, o investimento na produção do leite orgânico, leite A2/A2 e o leite pasteurizado de longa duração. Esses produtos são o dobro do preço e não são de custeio tão alto, agregando valor à produção”, disse.

 
Crédito: Tiago Bald - Assessoria de imprensa da Emater/RS-Ascar

Para Palharini, o objetivo do Fórum é trazer alternativas que não demandem grandes investimentos. "Queremos que os pequenos produtores da nossa região saiam daqui sabendo que assim como outros produtores, eles também têm condições de fazer esse movimento de crescimento e reverter o quadro”, acrescentou, ressaltando que esse é o 6º evento realizado em parceria com a Emater RS.

Segundo o gerente técnico adjunto da Emater, Jaime Ries, o plano para o ano que vem é continuar promovendo esses encontros. “Acredito que o evento tenha sido bem relevante para os produtores, com assuntos bem diversificados. Além disso, encerrou com chave de ouro, com o relato de quatro famílias produtoras tocadas por jovens que conseguiram se erguer dentro do meio, servindo de exemplo de como o mercado leiteiro ainda é rentável quando a atividade é bem executada”, afirmou Ries. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Tabela de fretes rodoviários criada pela EsalqLog volta a vigorar
A tabela de preços mínimos para o frete rodoviário criada pela EsaqLog, grupo de estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP), voltou a vigorar hoje, segundo resolução nº 5.858 publicada no Diário Oficial da União. O texto, porém, tem alterações em relação à redação publicada em julho deste ano.
Em seu segundo parágrafo, no lugar de “poderão ser negociados valores do incisos I, III e IV” para compor o valor final ao transportador, o novo texto diz que “deverão” ser negociados esses valores. Os incisos em questão tratam de lucro do motorista, valores gastos com itens extraordinários como contêineres e despesas de administração, alimentação, pernoite, tributos, taxas e entre outros itens.
A mudança atende ao pleito de parte dos caminhoneiros, que reclamara que a tabela da EsalqLog não remunerava o trabalho. Na ocasião — e para evitar nova greve —, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, revogou a tabela da EsalqLog. Desde então, está em vigor a tabela criada às pressas pela ANTT em 30 de maio de 2018, por meio da resolução 5.820.
Paralelamente a essa nova resolução, a ANTT mantém em consulta pública proposta para os pisos que entrarão em vigor em janeiro de 2020.
 
E a decisão sobre a constitucionalidade da tabela ainda não entrou em pauta no Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido de suspensão do relator, ministro Luiz Fux, em agosto. (Valor Econômico)
 
 
 
SP: Secretaria da Agricultura aprova aporte de R$ 15 milhões para subvenção via Feap
O secretário de Agricultura de São Paulo, Gustavo Diniz Junqueira, autorizou a liberação de um aporte de R$ 15 milhões para subvenção do Prêmio de Seguro Rural aos produtores do Estado, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). Somados aos R$ 35,5 milhões que foram liberados durante o ano, o montante total de R$ 50,5 milhões é o maior valor já disponibilizado pelo governo paulista para essa finalidade, destacou a secretaria em nota.
O limite de subvenção é de R$ 25 mil por beneficiário e o prêmio de seguro rural não prioriza região ou cultura específica; qualquer produtor pode solicitar.
As modalidades disponíveis para contratação são: pecuária (avicultura de corte, avicultura de postura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, bubalinocultura, caprinocultura, ovinocultura e suinocultura); florestal (eucalipto, pinus, seringueira e demais espécies florestais nativas e exóticas); aquícola (piscicultura, malacocultura, carcinocultura e ficocultura); e agrícola. (Istoé Dinheiro)
 
 
 
CNA debate impactos da cobrança da energia solar na pecuária de leite
Impacto da energia - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu na terça (12), na Câmara Setorial da Cadeia do Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, o impacto da Resolução 482, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que pode interferir no sistema de compensação de energia elétrica atual e trazer prejuízos ao setor produtivo.
A proposta está em consulta pública até o dia 30 de novembro e a Aneel pretende que a energia injetada na rede de distribuição da concessionária seja apenas parcialmente compensada ao produtor, como forma de remunerar os custos de transmissão e distribuição da energia. Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), fez uma apresentação sobre o tema.
Segundo ele, atualmente, o consumidor da geração distribuída pode tanto consumir quanto injetar na rede de distribuição a energia produzida por outras fontes como a solar. O excedente fica como crédito e pode ser usado para o abatimento de uma ou mais contas de luz do mesmo titular.
 
Na visão do assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Thiago Rodrigues, as recentes inovações dos modelos produtivos e do manejo realizado nas propriedades produtoras de leite no país fizeram com que a produção demandasse um suporte maior de energia elétrica. Assim, vários produtores estão optando pelo uso de fontes alternativas, como a energia solar fotovoltaica.
 
“De forma geral, a Aneel está propondo uma taxação do sistema de geração própria de energia em até 60%. Atualmente, para cada 1 kWh gerado, o produtor tem a compensação desse mesmo valor, mas com as mudanças essa atratividade irá diminuir”, destacou o assessor.
A reunião também foi marcada pela despedida do atual presidente da Câmara Setorial, Rodrigo Alvim, que recebeu uma placa comemorativa dos membros do colegiado em homenagem aos anos dedicados ao comando da Câmara.
 
Em seu lugar, Ronei Volpi, vice-presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA foi indicado para presidir o colegiado. Já com o aval dos membros a formalização dessa indicação aguarda a chancela da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que será formalizada oficialmente.
O grupo debateu ainda o andamento das ações do Plano de Melhoria da Competitividade do Leite no Brasil, a Política de Garantia de Preços Mínimos e o Programa de Aquisição de Alimentos e também os impactos da reforma tributária (PEC 45) no setor lácteo nacional. (Página Rural)
 
 
 
 
Leite São Paulo
Prosseguindo com a Série Terra Viva Dados Estaduais, o estado de hoje é São Paulo ocupando o 6º lugar no ranking brasileiro de produção de leite 2018.  Informalidade - O estado de São Paulo é importador, o processamento industrial é maior que a produção, porém não significa que não haja informalidade na produção de leite, apenas não há como medi-la usando dados do IBGE. Para a criação do panorama foram analisados os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal - IBGE e Censo Agropecuário 2017 (IBGE).  Clique aqui para visualizar o Panorama do Leite em São Paulo. (Terra Viva)

 

Porto Alegre, 13 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.108

 CNA e Beba Mais Leite lançam protocolo do A2A2

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, por meio do seu Instituto, e o movimento “#BEBAMAISLEITE” lançaram na terça (5), em Brasília, o Protocolo Vacas A2A2, que vai possibilitar aos produtores brasileiros a agregação de valor ao leite comercializado.

A iniciativa é resultado de um Acordo de Cooperação, cujo objetivo é promover o desenvolvimento de um sistema de rastreabilidade para o controle, execução e garantia das regras estabelecidas pelo protocolo.

O leite A2A2 é proveniente de animais que produzem apenas a beta caseína A2, que tem a digestão mais fácil para algumas pessoas.

Durante o lançamento do protocolo, o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, afirmou que o envolvimento da Confederação nesse processo se deu em conformidade ao Decreto 7.623/2011, que regulamenta a Lei de Rastreabilidade e delega a CNA a gestão dos Protocolos de Adesão Voluntária.

A adesão ao protocolo poderá ser feita por produtores rurais e indústrias e envolve o cumprimento das regras estabelecidas em um regulamento aprovado pela certificadora independente Brasil Certificação Ltda (Genesis Inspeções).

O coordenador administrativo do Instituto CNA, Carlos Frederico Dias Ribeiro, explicou que com a assinatura do protocolo, a estimativa é que as adequações do Agri Trace demorem cerca de um mês, para então ser homologado pelo #BEBAMAISLEITE e disponibilizado para adesão dos produtores.

“A ideia é que possamos credenciar novos laticínios e expandir o número de produtores certificados. Essa iniciativa é uma oportunidade de acréscimo no valor do leite, pois agrega valor ao produto”, disse Carlos.

A marca Letti A2, da Fazenda Agrindus, localizada no município de Descalvado, em São Paulo, foi a primeira a receber a certificação para a produção de leite com Vacas A2A2 e já comercializa os derivados lácteos com esse diferencial.

Para a médica veterinária e diretora de certificações do #BEBAMAISLEITE, Helena Fagundes Karsburg, a parceria com a CNA é importante para tornar o processo de gestão mais transparente e trazer mais credibilidade perante o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Para nós é um marco histórico diante de todo o trabalho que já desenvolvemos. Esse tipo de leite está no mercado mundial há 20 anos, então porque não valorizar este produto, uma vez que temos estrutura e produtores capacitados”.

A médica veterinária e uma das idealizadoras do projeto #BEBAMAISLEITE, Flávia Fontes, destacou que o protocolo é a soma de muitos esforços e traz segurança para que os produtores comercializem o leite com o selo Vacas A2A2 sem nenhum risco.

O diretor presidente da Agrindus, Roberto Hugo Jank Junior, disse que o leite A2A2 traz diversas vantagens, pois é um produto ganha-ganha.  “Produtor, indústria e consumidor só têm a ganhar. Inclusive, muitas indústrias de leite em pó estão interessadas nesse tipo de produto para crianças”. (Assessoria de Comunicação CNA)

Cooperativa Languiru comemora 64 anos
A Cooperativa Languiru comemora 64 anos de história nesta quarta-feira (13/11). Atualmente, conta com mais de 6 mil associados, 2,8 mil colaboradores, envolvendo mais de 40 mil pessoas direta ou indiretamente. As unidades industriais da cooperativa estão situadas em 12 municípios do Rio Grande do Sul. Seus produtos são distribuídos para 23 estados brasileiros e são exportados para mais de 40 países. 
A atuação da Languiru conta com frigorífico de aves, de suínos, indústria de laticínios, fábrica de rações, cinco supermercados, quatro lojas Agrocenter, dois postos de combustíveis, dois incubatórios, três granjas de genética, sete centrais de distribuição e diversas unidades de apoio. A cooperativa abate cerca de 104 mil frangos e 1.350 suínos por dia, industrializa 458 mil litros de leite diariamente e produz 1.350 toneladas de ração por dia.

Ocupando o posto de 2ª maior cooperativa de produção do RS, a Languiru também figura na 46ª posição entre as maiores empresas do Estado, cooperativas ou não. Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, ter a Languiru como associada é de suma importância, visto a tradição da cooperativa. ‘’Estamos todos de parabéns por este marco em nossa história, gerando riquezas e benefícios sociais e econômicos a inúmeras comunidades, com muito trabalho e empenho” destacou o presidente da Languiru, Dirceu Bayer.''(Assessoria de Imprensa Sindilat/RS) 

Leite: produtividade média anual por vaca aumentou 1.000 litros de 2006 a 2017
A produção brasileira de leite cresceu 46,62% entre 2006 e 2017, passando de 20,57 bilhões de litros para 30,16 bilhões de litros, segundo o último Censo Agropecuário, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em outubro. Vale destacar que, no mesmo período, o país perdeu 12,92% das propriedades leiteiras e 9,47% do plantel de vacas. A produtividade média saltou mais de 1.000 litros por fêmea ao ano, saindo de 1.618 para 2.621 litros.

Minas Gerais continua sendo o maior produtor de leite do Brasil, com 8,75 bilhões de litros — alta de 52,9% em relação aos 5,72 bilhões de litros captados em 2006. O resultado positivo se deu apesar das reduções no número de estabelecimentos (-2,96%) e de animais (-6,58%), graças ao aumento de 63,67% na produtividade. No estado, a média anual é de 2.949 litros por vaca.
O Rio Grande do Sul aparece na segunda posição em volume, com 3,93 bilhões de litros, o que representa avanço de 59,84% frente aos 2,46 bilhões de litros do levantamento anterior. E o censo agropecuário traz dados interessantes: no intervalo entre os levantamentos, o estado perdeu 36,62% das fazendas leiteiras e 6,05% das vacas. Os produtores gaúchos compensaram sendo campeões de produtividade. A média vaca/ano é de 4.258 litros, sendo 70,13% mais que em 2006.
O Paraná produz 3,26 bilhões de litros, terceiro maior volume do Brasil, com média anual de 3.731 litros por animal. O estado também perdeu um percentual significativo de propriedades que trabalham com produção de leite (-27,33%), mas a redução do rebanho foi menor, cerca de 0,91%.
Apesar de ter perdido 20,21% dos estabelecimentos voltados à produção leiteira, Santa Catarina aumentou em 18,85% o plantel. No último censo, a produção foi estimada em 2,81 bilhões de litros — 4.076 litros por vaca/ano —, mais do que o dobro do 1,4 bilhão de litros de 2006.
Goiás fecha o top 5 dos maiores produtores, com 2,67 bilhões de litros de leite captados em 2017, o que significa alta de 27,88% frente aos 2,09 bilhões de litros registrados anteriormente. No estado, curiosamente, o número de propriedades cresceu 3,82%, mas o número de vacas caiu 17,83%. A produtividade média é de 2.458 litros por vaca.
Norte e Nordeste
A Bahia é o maior produtor de leite nordestino. Segundo o censo de 2017, foram ordenhados 936,99 milhões de litros, crescimento de 19,07% ante o levantamento anterior (786,89 milhões de litros). O aumento de 52,59% na produtividade anual, que hoje é estimada em 1.440 litros por vaca, foi essencial para o resultado, já que o estado perdeu 8,87% das propriedades e 21,97% do plantel.
Rondônia lidera no Norte, com captação de 899,98 milhões de litros, alta de 40,75% frente os 639,44 milhões de litros de 2006. O número de fazendas cresceu 11,26%; o de vacas, 2,75%; e a produtividade chegou a 1.530 litros por vaca ao ano. (Canal Rural)
 
 
 
 
MP autoriza prorrogação de contratos de médico veterinário pelo Mapa
O governo autorizou o Ministério da Agricultura a prorrogar 269 contratos por tempo determinado de médico veterinário, para atender necessidade temporária de excepcional interesse público. A autorização consta de Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 7. Segundo o texto da MP, a prorrogação pode ser pelo período de dois anos e é aplicável aos contratos firmados a partir de 20 de novembro de 2017, vigentes até hoje. (As informações são do Estadão)
 

 

 

Porto Alegre, 12 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.107

 Brasil quer diversificar pauta do agronegócio na China

Principal parceiro comercial do Brasil, a China mantém, há anos, uma pauta de importações focada em itens do agronegócio, notadamente commodities como a soja. Outros produtos vêm ganhando espaço cada vez maior nos últimos anos, como carnes. Além disso, há expectativa de ampliar o comércio de lácteos.

Mas a participação brasileira na segunda edição da China International Import Expo, megafeira de importações iniciada na terça-feira e que se encerra neste domingo (10) em Xangai, foi marcada pela exposição de alimentos industrializados, mas que ainda estão fora da pauta ou com vendas incipientes.

Café, cachaça, mel, pão de queijo, açaí, pimenta, vinho e até erva mate foram expostos no estande do Brasil, no pavilhão dos países na Expo. De olho no avanço do processo de urbanização e na mudança de hábitos alimentares dos chineses, a estratégia foi promover o agronegócio no setor de alimentos e bebidas, para diversificar a pauta e abrir novas frentes de exportação, explica o gerente de agronegócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Igor Brandão.

Assim, foram selecionadas a participar do estande do Brasil empresas com essas características e que já estavam com a ida garantida para a feira de Xangai. Além de palestras diárias sobre os produtos, as degustações logo causavam aglomeração no espaço - no momento em que a reportagem do Jornal do Comércio esteve no estande do Brasil, havia fila para experimentar café e muito interesse pelo mel que era servido.

O gaúcho Rodrigo Affonso Pereira, da empresa SP Prospekt com sede em Porto Alegre, é o responsável pela marca Moon Mel - Brazilian Honey. Ele aposta em ganhar o mercado da China gradativamente, com um trabalho de marketing no gigante asiático. Para isso, tem a parceria da empresa brasileira China Invest, cujo gerente geral, Leonardo Arend, estava ao lado de Pereira na feira. Falando mandarim fluente, Arend explicava aos chineses os benefícios do mel, enquanto o público provava curioso.

Pereira está animado depois da venda do primeiro pallet de mel (equivalente a cerca de duas toneladas) aos chineses neste ano. O mel é feito no Rio Grande do Sul, em Bagé e Dom Pedrito, e envasado por uma cooperativa.

Outra empresa otimista e que também fechou o primeiro negócio na China em 2019 é a marca de pimenta Sabor das Índias. O diretor comercial, Gustavo Moreira de Aquino, que esteve na Expo em Xangai no ano passado, vê uma receptividade cada vez maior ao produto. Mas observa que o resultado não vem de uma hora para outra. "O brasileiro acha que vai ficar rico na primeira feira internacional, mas tem uma série de ajustes que precisamos aprender até ganhar dinheiro neste mercado", adverte.

O chefe do setor de Promoção Comercial e Investimentos do Consulado do Brasil em Xangai, Jean Taruhn, observa que feiras como a Expo são importantes para buscar parceiros locais e boas para fechar negócios. Mas ressalva que quem obtém resultados no megaevento da China são as empresas já estabelecidas no gigante asiático e em condições de fornecer o produto, já que o governo chinês incentiva compradores a sair com pedidos firmes - no ano passado, a Expo movimentou US$ 57,8 bilhões. "Essa feira é boa para quem já deu o primeiro passo e quer fortalecer sua presença na China." Para quem ainda está ingressando no mercado, Taruhn aconselha iniciar por feiras setoriais, melhores para achar um parceiro local.

Essa peculiaridade do mercado chinês talvez explique a diferença de retorno obtido pelas 80 empresas brasileiras que participaram da Expo em 2018. Segundo o gerente de agronegócios da Apex, várias tiveram bons resultados - as vendas foram estimadas em US$ 400 milhões - mas outras não saíram satisfeitas.

Neste ano, a participação do Brasil é menor: são 15 empresas com exposição e outras 20 que participaram de missão da Fiesp. Entre as companhias com estande próprio em Xangai, estão Vale, JBS, Marfrig e Minerva. (Jornal do Comércio)

Ministério aprova regimento do Conselho de Política Agrícola
Com a finalidade de dar apoio às formulações de política agrícola e decisões estratégicas da administração pública, foi aprovado o regimento interno do Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA).
A medida foi publicada em portaria do Diário Oficial da União na última quinta-feira (7). 
De natureza consultiva, o conselho terá apoio das Câmaras Setoriais e Temáticas, que realizarão estudos setoriais e formularão propostas de aprimoramento da atividade agropecuária. A agenda do conselho deve ser divulgada até o início do próximo ano.
 
"Já existia uma expectativa muito grande de revisitar o CNPA, com suas Câmaras Setoriais e Temáticas já previstos na Lei Agrícola. Esse conselho teve uma certa dificuldade de se estabelecer nos diversos governos, pelas amarras em sua conformação regimental. O Consagro (Conselho do Agronegócio), criado por decreto, foi revogado juntamente com outros conselhos criados por decretos, dando a oportunidade de se renovar o CNPA e a criar um regimento interno pelo ministério, reorganizando em uma lógica contemporânea o seu funcionamento", explica o diretor de Estudos e Prospecção da Secretaria de Política Agrícola, Luís Eduardo Pacifici Rangel.
 
O conselho, presidido pela ministra Tereza Cristina, será composto por representantes dos ministérios da Agricultura, Economia, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional e Infraestrutura, além de técnicos do Banco do Brasil, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e dos setores econômicos privados abrangidos pela Lei Agrícola, como entidades de crédito, pesquisa e assistência técnica. A secretaria executiva do CNPA será exercida pelo secretário de Política Agrícola. (MAPA) 
 
Emater/RS: rebanho leiteiro em bom estado físico e sanitário
No último Informativo Conjuntural da Emater/RS, publicado no dia 07/11, foi divulgado que os rebanhos leiteiros, nas diversas regiões do Estado, encontram-se em bom estado físico e sanitário. Durante a última semana, a ocorrência de chuvas persistentes provocou excesso de umidade ou até mesmo inundações, em áreas mais baixas. Essa situação causou, prejuízo ao manejo e ao pastoreio, nessas áreas. Em alguns casos, chegou inclusive a dificultar o recolhimento do leite.
No manejo sanitário, tem atenção especial a vacinação contra a febre aftosa e as medidas de controle estratégico de verminoses e ectoparasitos. Alguns casos de incidência de carrapatos e de moscas são observados, exigindo imediatas medidas de combate a esses ectoparasitos. Os produtores continuam fazendo o máximo de esforço para conseguir entregar o seu leite de forma a atender os parâmetros de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS) exigidos pelas instruções normativas - INs 76 e 77.
A Emater/RS Ascar vem orientando os criadores para conseguirem a adequação ao disposto nas normativas. Na maior parte do Estado, o volume de produção leiteira continua em alta.
Pastagens
Os campos nativos estão rebrotando e crescendo com mais intensidade, melhorando suas condições alimentares e nutricionais para os rebanhos. As pastagens cultivadas perenes de verão também apresentam um bom desenvolvimento. Já, as pastagens cultivadas anuais de verão, em grande parte, estão em fase de implantação. Esta implantação está sendo mais lenta, em função do clima chuvoso que vem ocorrendo. As pastagens cultivadas de inverno, em período final de seu ciclo produtivo, apresentam-se cada vez mais fibrosas, com diminuição de sua qualidade nutricional. Confira o Informativo Conjuntural na íntegra aqui. (Emater/RS.) 
 
 
Números preliminares da média diária das importações de leite e derivados
Importação de leite e derivados: Os números preliminares da média diária das importações de leite e derivados, em dólar, na segunda semana de novembro de 2019 foram, 20,6% menores que os de novembro de 2018 e 43,7% maiores em relação a outubro de 2019.
 
 
 
Derivados lácteos
Os preços dos derivados lácteos negociados no estado de São Paulo continuaram reagindo na primeira semana deste mês. De 4 a 8 de novembro, o valor médio do leite UHT foi de R$ 2,3997/litro, 0,92% maior que no período anterior. O queijo muçarela, por sua vez, se valorizou 1,15%, com média de R$ 17,9311/kg. Segundo colaboradores do Cepea, o ritmo de negociações esteve maior em comparação com a semana anterior. A alta nos preços se deve aos estoques, que estão controlados, ou mesmo baixos em alguns laticínios. Além disso, a falta de leite em algumas indústrias influenciou no aumento do preço. (CEPEA)

 

 

 

Porto Alegre, 11 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.106

 O que é uma propriedade da agricultura familiar

O IBGE utiliza como base a Lei 11.326/2006, que estabeleceu a Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais, e o decreto 9.064/2017, que instituiu o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar. Neste sentido, são levados em consideração quatro aspectos:

A área da propriedade deve ter até quatro módulos fiscais. No Rio Grande do Sul, cada módulo pode equivaler de cinco a 40 hectares, dependendo do município. Os valores exatos para cada localidade são determinados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

- No mínimo, metade da força de trabalho utilizada na produção e na geração de renda deve ser familiar.

Pelo menos metade da renda familiar deve ser proveniente de atividades desenvolvidas na propriedade rural.

A gestão do estabelecimento precisa ser estritamente familiar. (Zero Hora)

Preços/UE

O preço médio do leite pago ao produtor da União Europeia (UE) em setembro passado foi de € 0,3439/kg, o que representa 2,3% mais do que agosto, mas é menor do que o pago um ano atrás, € 0,3483/kg, segundo o Observatório Lácteo da UE.
 
Conforme está no gráfico seguinte, o preço de setembro é menor do que o valor de setembro de 2017, mas, é maior do que o preço de 2016, que foi realmente muito baixo.  
 
 
Na análise por países observa-se que os preços aumentaram nos Estados Membros em comparação com agosto de 2019, salvo na Dinamarca que diminuiu, e na Holanda que ficou estável. A perspectiva é de que em outubro de 2019 o preço médio na UE caia para € 0,3439/kg.

No caso da Espanha, o preço em setembro foi de € 0,3165/kg, ou seja, 3 centavos mais que em agosto. Para outubro o preço deverá ser igual ao de setembro.
 
O preço do leite nos Estados Unidos vem subindo desde o início do ano e agora está em € 0,417/kg, que é o mesmo valor alcançado no final de 2014. Na Nova Zelândia o preço do leite subiu em setembro, € 0,294/kg, mas é 14% menor do que em julho de 2017. (Agrodigital – Tradução livre: Terra Viva)


Austrália 

O relatório sobre as Perspectivas do Setor Lácteo da Austrália para o primeiro trimestre da temporada, encerrado em outubro, mostra que os altos preços do leite nas fazendas continuam a ser afetados pelos elevados custos de insumos e um clima seco persistente. Outro inverno quente e seco afetou o custo e a disponibilidade de alimentos, enquanto o preço da água para irrigação continuou aumentando para os agricultores da região de Murray. A expectativa é de que a alimentação animal continuará restrita, e de que o resto do ano seja de seca, para algumas regiões. A produção de leite da Austrália caiu 6,9% até agosto, como resultado de pressões ao custo, baixa pluviosidade e redução do tamanho dos rebanhos. 

A Dairy Australia mantém a previsão de queda entre 3 e 5% da produção nacional de leite nesta temporada, em comparação com a anterior. “Os produtores de leite australianos entraram em uma temporada de preços recordes, mas a produção de leite continuou a se contrair devido os elevados custos de produção e a seca em muitas áreas”, disse o analista do setor lácteo, John Droppert. “A percepção dos agricultores em todo país são divergentes. No Sul da Austrália, as boas chuvas no início da temporada proporcionaram boas pastagens e estoque suficiente de forrageiras, e há otimismo. No Norte, a seca que persiste pela segunda temporada consecutiva provoca desânimo”. O elevado preço do leite ao produtor é sustentado pelas voláteis cotações internacionais das commodities lácteas, e intensa concorrência entre as indústrias, principalmente as exportadoras, diante da baixa oferta de matéria-prima. 

O diretor da Dairy Australia, David Nation, disse que as perspectivas de clima seco para o restante da temporada são preocupantes: “As condições climáticas continuarão pressionando os custos. Mesmo que o clima seja favorável em algumas áreas, estamos pedindo aos agricultores que monitorem cuidadosamente e façam o planejamento da alimentação contando com os recursos locais disponíveis”. (The Dairy Site – Tradução livre: Terra Viva)
 
 
Agronegócio 
O volume de produtos do agronegócio exportado pelo Brasil de janeiro a setembro deste ano cresceu 6% frente ao mesmo período de 2018, atingindo quantidade recorde, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Esse aumento esteve atrelado ao crescimento das vendas de carnes, milho, algodão, etanol e café. (Fonte: Notícias Agrícolas)

Porto Alegre, 08 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.105

 Alterações nas regras são voto de confiança para produtor de leite que melhorou qualidade

Ministério da Agricultura atendeu parte das solicitações por mudanças nas instruções normativas 76 e 77

Parte das solicitações de produtores de leite em relação às regras que trazem parâmetros de qualidade do leite — as instruções normativas 76 e 77 — foi atendida. O Ministério da Agricultura publicou na quinta-feira (7) modificações no texto.

Uma das principais é a do critério para exclusão quando os parâmetros para contagem de células bacterianas não forem atingidos. Na versão anterior, a indústria deveria deixar de recolher o leite quando a média geométrica trimestral ficasse acima das 300 mil unidades formadoras de colônia por mililitros. Isso mesmo se o produtor atingisse a meta no último mês de análise.

— Se a última coleta foi boa, tecnicamente, é porque o produtor melhorou. Então não tem razão para que seja excluído — observa Leonardo Werlang Isolan, chefe da Divisão de Defesa Agropecuária da superintendência regional do Ministério da Agricultura.

Mas é preciso ficar atento. Porque terá de manter o resultado abaixo do padrão até a próxima média. Para a indústria, as mudanças trazidas são positivas.

— Dão segurança para o produtor permanecer com a indústria, sem prejudicar a continuidade da entrega do leite — explica Darlan Palharini, secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindilat-RS).

A medida deve ajudar sobretudo pequenos produtores. Para Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), embora não atendam a todas as solicitações feitas, mas devem reduzir a quantidade de agricultores que não terão condições de se adequar às regras:

— Nessa questão da contagem das células bacterianas, a situação ficou melhor.

As  novas instruções normativas foram publicadas no ano passado e entraram em vigor no final de maio de 2019. Antes, foram submetidas a consultas públicas para o recebimento de sugestões. O chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do ministério reforça que as regras são “de inclusão, e não de exclusão”.

— Vêm para dar padrão mínimo de qualidade do leite. E as alterações feitas mostram que o ministério está aberto para modificações — completa Palharini.

No mês passado, o tema foi debatido em audiência pública na Assembleia Legislativa e também motivou protesto em frente ao Piratini, na Capital. (Zero Hora)

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Europa
A menor produção sazonal de leite na União Europeia (UE) ocorre em novembro. Um fator que pode reduzir a queda é o menor abate do rebanho leiteiro, já que a demanda por lácteos e os preços do leite estão incentivando a produção.

Alguns produtores aumentaram a suplementação alimentar do rebanho para elevar a produção de leite.
 
 
 
Os fabricantes de queijo estão se esforçando para atender os pedidos já confirmados, especialmente na Alemanha. Novos pedidos estão sendo recusados. A maioria dos estoques de queijos em maturação estão abaixo do limite desejável. O lado positivo é que a forte demanda junto com os baixos estoques estão sustentando os preços e a lucratividade.

Na Polônia, o maior produtor de leite do Leste Europeu até setembro de 2019, o volume aumentou 2% em relação ao ano passado. No entanto, no mesmo período a produção de manteiga caiu 0,2%, a de leite em pó desnatado -3,2%. A produção de queijo, no entanto, aumentou 1,1%. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva) 

 
  
 
Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul
Depois de atingir o pico da primavera a produção de leite ficou estabilizada nas principais bacias leiteiras da América do Sul. 
 
Chuvas irregulares nas duas últimas semanas ajudaram a melhorar a qualidade das pastagens, o que, por sua vez, ajudou os produtores a obter melhores lucros e margens, ao reduzir os custos da alimentação. Ao nível industrial, os volumes de leite e creme estão adequados na maioria dos países do Cone Sul, excluindo o Brasil.  
 

 
O engarrafamento de leite, produção de queijo e iogurte, bem como a fabricação de leite condensando estão muito ativos, pois as festas de fim de ano se aproximam, e o consumo desses produtos aumentam.
No varejo, alguns supermercados sofreram queda nas vendas de produtos lácteos, como reflexo da debilidade econômica em alguns países do continente. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)
 
 
Leite Minas Gerais
O estado de hoje da Série Terra Viva Dados Estaduais é Minas Gerais. Liderando o ranking brasileiro da produção de leite 2018 com 26,4% da produção nacional. Para a criação do panorama foram analisados os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal - IBGE e Censo Agropecuário 2017 (IBGE). Confira aqui o panorama completo do leite em Minas Gerais. (Terra Viva)
 

 

 

Porto Alegre, 07 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.104

   Indenizações do Fundesa somam R$ 1,7 mi para o setor leiteiro no 3º trimestre 

Em Assembleia Geral Ordinária de Prestação de Contas do 3º trimestre, realizada em outubro, o Conselho Deliberativo do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Estado do Rio Grande do Sul (FUNDESA), divulgou o valor aprovado para pagamento dos pedidos de indenização de produtores de leite. As indenizações se referem aos meses de julho, agosto e setembro. Ao todo, são 212 pedidos de indenização, totalizando 1.113 animais, com testes positivos para tuberculose ou brucelose, destinados ao abate sanitário, no valor de R$ 1.780.031,76 (um milhão, setecentos e oitenta mil, trinta e um reais e setenta e seis centavos). O acumulado no ano de 2019, até setembro, totaliza R$ 4.652.761,89.

No ano de 2018, o montante das indenizações pagas aos produtores foi de R$ 4.252.814,15, o que significa que os produtores rurais do Estado estão trabalhando no controle das zoonoses. Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, isso mostra que os produtores e indústrias do Rio Grande do Sul estão se preparando para os novos mercados, porém, a principal preocupação ainda é o mercado brasileiro. "O nosso mercado é responsável por 99% do destino da produção brasileira", aponta.

Segundo Palharini, o que dá segurança ao produtor de leite é que as indenizações não são somente para vacas em lactação, mas, também, para terneiras a partir do seu nascimento e para o vazio sanitário da propriedade. "É preciso lembrar que, no caso de indenização por tuberculose, o produtor ainda recebe uma complementação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)". (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Exportações e Importações brasileiras de lácteos NCM 04 – setembro de 2019

As exportações brasileiras de produtos lácteos NCM 04 no acumulado do ano até outubro de 2019 caíram ligeiramente em valores (-0,08%), embora tenha crescido mais de 10% em volume. 
 
As variações de outubro 2019 em relação a outubro de 2018 foram pequenas.    

As exportações, em outubro, representaram 13% das importações, em valores, e 18,7% em volume. No acumulado do ano, os percentuais foram, respectivamente 11,8% e 16,2%.
Em valores, as importações de outubro deste ano caíram 76% em relação a outubro do ano passado, e 89% em volume.  No acumulado do ano a queda é de 4% em valores, e 2,8% em volume. O leite em pó é o maior produto importado, tanto em valores como em volumes, vindo a seguir os queijos. Mantendo a tendência de queda, 2019 poderá ser o ano com menor valor importado de lácteos NCM 04, desde 2010.


A Argentina (37,7%) e o Uruguai (22,6%) continuam dominando o mercado brasileiro de lácteos importados, totalizando 60,3% em divisas, e 71% em volume, principalmente com leite em pó e queijos. O terceiro país colocado é a Nova Zelândia, que participa com 3,4% em valores, e 2,8% em volume. 

 
O Paraguai vem ocupando, paulatinamente, o mercado brasileiro, e, no acumulado de 2019 já é responsável, por 1,4% de nossas importações, em divisas, e 1,7%. Um feito notável, para um país sem tradição no setor laticinista, e que até 2 anos atrás nem aparecia entre os 20 fornecedores de lácteos para o Brasil, e agora já ocupa a 5ª posição, logo depois da França. (MDIC)
 
 

Preços/NZ 

Ainda é bastante cedo, mas as chances estão aumentando de que a cooperativa de laticínios, Fonterra, possa pagar, confortavelmente, aos produtores mais de NZ$ 7/kgMS, [R$ 1,37/litro], nesta temporada.  

Este preço seria o quarto maior valor já pago. A própria Fonterra aumentou, recentemente, a faixa de preço de NZ$ 6,25-NZ$ 7,25 no início da temporada, para NZ$ 6,55-NZ$ 7,55.
 
Em termos globais as notícias tendem a melhorar cada vez mais, e o mais recente GlobalDairyTrade mostrou isso.
O Índice GDT atingiu o maior nível desde maio deste ano. O preço do leite em pó integral (WMP) subiu para US$ 3.254 a tonelada, a mais alta cotação desde abril deste ano. O preço do leite em pó desnatado (SMP) subiu para US$ 2.924 a tonelada, o maior valor desde março de 2015. 
Também vale a pena lembrar que o dólar da Nova Zelândia caiu 5% em relação à moeda norte-americana – aumentando ainda mais os retornos na moeda local.
 
Economistas dos quatro grandes bancos estão prevendo preços entre NZ$ 6,80 a NZ$ 7,15/kgMS.
O maior preço pago pela Fonterra, NZ$ 8,40, [R$ 1,64/litro], foi em 2014, enquanto que os preços também superaram os NZ$ 7,50/kgMS, [R$ 1,46/litro], em 2008 e 2011.
 
Qualquer preço desta temporada acima de NZ$ 7, seria, portanto, o quarto maior valor pago pela Fonterra. Isso dará à cooperativa um tempo para respirar, e adotar sua estratégia de retornar ao básico, se livrando das dívidas contraídas para a expansão global. 
A Fonterra não pagou dividendos para o exercício financeiro encerrado em julho e suas chances de pagar dividendos neste novo exercício, provavelmente, estarão condicionadas às amortizações de ativos que estão sob pressão  no decorrer do ano, principalmente na China, América do Sul e Austrália.
 
Desde que anunciou o prejuízo de NZ$ 605 milhões para o exercício financeiro encerrado em julho, em 26 de setembro de 2019, a Fonterra viu o preço de suas ações se recuperarem rapidamente, saindo de NZ$ 3,24 para NZ$ 4,30, no último dia de outubro.
Os economistas do banco ASB estão entre os mais otimistas (corretamente). No momento, suas previsões para a temporada estão em NZ$ 7,00.
 
O economista do ASB, Nathan Penny, continua cauteloso, diante das incertezas acerca da demanda global de lácteos, da volatilidade do ambiente geopolítico, além da desaceleração do crescimento global. Ele diz, no entanto, que a oferta permanece “apertada” e o crescimento da produção na Nova Zelândia, anteriormente firme, começa a diminuir.
 
“A produção desta temporada até setembro está 2% acima da temporada anterior, mas até agosto o volume era 3,8% maior. Além disso, avaliações preliminares mostram desaceleração da produção em outubro e novembro. A projeção inicial era de aumento zero nesta temporada, em relação à anterior. Se o crescimento da produção continuar desacelerando, como previsto, os preços globais dos lácteos se manterão firmes pelo menos até o final de 2019”.
 
Penny diz que o ASB agora colocou, oficialmente, sua previsão de preço do leite para 2019/20 de NZ$ 7,00/kgMS em revisão.
“De fato, existe potencial de revisarmos para mais nossas previsões se os preços continuarem subindo nos próximos leilões. Existe esta probabilidade”. (interest.co.nz – Tradução livre: Terra Viva)
 
 
 
Grupo de teatro da Santa Clara se apresenta durante Feira do Livro
O Grupo de Teatro da Cooperativa Santa Clara subiu ao palco principal da Feira do Livro de Carlos Barbosa, na tarde de terça-feira, 05, para apresentar a sua nova peça, intitulada “A outra história de Cachinhos Dourados”. Dezenas de crianças de escolas do município acompanharam o espetáculo realizado em três sessões, munidos de um livro de colorir com receitas saudáveis e que valorizam o aproveitamento de alimentos, incluindo o preparo mencionado na história infantil. Com duração aproximada de 20 minutos, o enredo conta com a participação de 10 funcionários da Santa Clara: Angélica de Souza (Longa Vida), Gisele Canal de Farias (Laticínios), Juliana Inês da Silva (Laticínios), Leandro Pinheiro do Nascimento (Frigorífico), Loreci Ebeling (Laticínios), Marcos Fernando Zaro (Marketing), Priscila Rodrigues da Rosa (Laticínios), Rafael Schafer Rommel (Longa Vida), Renata M. Penna (Laticínios) e Vinícius Moiano Caceres (Laticínios). A direção é de Marcelo Bulgarelli. Na noite de segunda-feira, 04, a mesma encenação também foi realizada no Memorial Santa Clara, em Carlos Barbosa, para funcionários e público em geral. Cerca de 70 pessoas prestigiaram o evento. A montagem da peça integra o projeto Plantando o Bem, que é desenvolvido desde 2016 pela Santa Clara com o intuito de promover a compreensão da agricultura familiar especialmente nas escolas, estimular hábitos saudáveis e habilidades sensoriais nos participantes, além de incentivar a alimentação saudável. (Santa Clara) 
 

 

Porto Alegre, 06 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.103

   Uruguaia Conaprole fechou venda de 500 ton de leite em pó para a China

A Cooperativa Nacional de Produtores de Leite (Conaprole), do Uruguai, fechou a exportação de 500 toneladas de leite em pó com uma das três principais indústrias de produção de laticínios da China, a Bright Dairy & Foods, confirmou Enzo Benech, Ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca.

O acordo se concretizou no âmbito de uma visita oficial, liderada pelo Ministério da Pecuária do Uruguai, por países da Ásia (China, Mongólia e Vietnã) com o objetivo de visitar laticínios, indústrias frigoríficas e aprofundar os laços comerciais. A visita aos laticínios contou com a presença de várias empresas privadas nacionais, incluindo Conaprole, Claldy, Estancias del Lago e Granja Pocha.

O ministro Benech enfatizou a importância dos negócios e que era um caso "privado" em que o governo "acompanhava, fornecia a estrutura e assegurava aspectos de segurança, qualidade e saúde" dos produtos.

Nesse sentido, Benech destacou o potencial de produção de laticínios do Uruguai, embora tenha reconhecido que "é necessário vender para mais mercados" e ele não duvida que "é uma oportunidade de aumentar o comércio na China".

Por fim, explicou que o Uruguai tem uma "possibilidade de explorar" o país asiático, que ano após ano aumenta o consumo de laticínios e há uma produção relevante e de qualidade de leite fluido, iogurte, sorvete e queijo. (As informações são do El País Digital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Manual orienta sobre processo para avaliação de inovações tecnológicas de produtos de origem animal

Está disponível no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o Manual para Submissão de Requerimento de Inovações Tecnológicas ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria de Defesa Agropecuária.

Ao adotar novos métodos, as empresas devem submeter ao Mapa o pedido de aceitação dos processos. Para conceder ou não o certificado, o Ministério avalia a adequação aos requisitos de inocuidade, identidade e qualidade dos alimentos, podendo acompanhar o seu desenvolvimento e suspendê-lo, caso não atenda aos requisitos previstos.

A avaliação de uma nova tecnologia é estabelecida pela Instrução Normativa SDA nº 30/2017, que define os critérios para análise de proposta, avaliação, validação e implementação de inovações na fabricação de produtos de origem animal em estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF).

São consideradas inovações aquela que é inédita em relação ao produto no qual é aplicada ou à finalidade proposta; aplicada em algum outro país, mas ainda não têm respaldo na legislação nacional e que não se sabe exatamente como se comportaria nas condições de produção dos estabelecimentos brasileiros; amparada legalmente e utilizada no país para um processo de fabricação ou produto específico, diferente daquele no qual se deseja aplicar; e utilizada no país, mas que sofreu adaptação, alteração ou aperfeiçoamento, ao ponto de modificar significativamente as características esperadas para o processo de fabricação ou do produto acabado. 

Com esse serviço, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal pretende valorizar e estimular parcerias entre as indústrias de alimentos e as instituições de pesquisas e universidades, visando o desenvolvimento de tecnologias de produção inovadoras, seguras, e que possam aumentar a oferta de alimentos e a competitividade das empresas brasileiras. (MAPA)

Mercado financeiro prevê leve crescimento da economia este ano

A previsão de instituições financeiras para o crescimento da economia neste ano subiu levemente. A estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 0,91% para 0,92%.

As projeções para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022. Essas estimativas são de pesquisa a instituições financeiras, elaborada semanalmente pelo Banco Central (BC). De acordo com o boletim Focus, instituições financeiras mantiveram a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 3,29% em 2019, 3,60%, em 2020, 3,75%, em 2021, e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Taxa Selic
O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 e 2020 em 4,50% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a Selic termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano. A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o final de 2019 e 2020. (Agência Brasil) 

 
A CNA busca ampliar exportações do agro para a China
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) terá nesta semana na China uma série de reuniões com representantes do governo e setor privado chinês com o objetivo de prospectar mercados para produtos do agro brasileiro. A superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, e a assessora técnica Camila Tabet, participam de encontros em Pequim e Xangai. Na segunda (4), primeiro dia de compromissos, a agenda foi na capital chinesa. Elas se reuniram com dirigentes do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT) e com representantes da Embaixada do Brasil no país asiático. Também se encontraram com executivos de empresas de comércio chinesas. Na terça, as representantes da Confederação têm programação em Xangai, por meio de encontros no consulado brasileiro naquele país e reuniões com o setor privado chinês. A China é o principal parceiro comercial do Brasil para produtos do agro, sendo um importante comprador de soja, carne de frango e outros itens brasileiros. Uma das propostas da CNA é diversificar a pauta e, em um primeiro momento, o foco é voltado para cinco cadeias produtivas: lácteos, peixe, mel, café e fresh (frutas, flores e hortaliças). (CNA)

                               

Porto Alegre, 05 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.102 

Sindilat estuda integrar Programa de Exportação da Apex- Brasil

 
Crédito: Letícia Breda

O Sindilat vem estudando a possibilidade de integrar o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) oferecido pela Apex-Brasil, responsável por auxiliar empresas no processo de exportação de forma planejada e segura. O programa oferece um consultor especializado que acompanha, durante seis meses, os processos internos das empresas na adequação necessária para integrar esse mercado. O projeto foi apresentado nesta terça-feira (05/11) pelo assessor da Gerência de Gabinete da Presidência da Apex-Brasil, Márcio Rodrigues, e pelo coordenador de operações, Márcio Guerra, em reunião com a diretoria do Sindilat. 

De acordo com o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, a competitividade do setor é um dos fatores que influencia a baixa demanda de exportação de laticínios. "Possuímos diversos desafios que devem ser trabalhados para melhorar a produtividade da cadeia do leite no mercado, que começa na propriedade. Temos condições de crescer e imprimir qualidade ao nosso produto, mas ainda não somos competitivos o suficiente para nos colocarmos à frente no mercado", destacou.

A Apex-Brasil atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior, movimentando cerca de US$ 100 milhões ao ano. Segundo Rodrigues, a agência vem trabalhando com o intuito de incluir de forma mais ativa o mercado lácteo nesse contexto. "Nós entendemos essa demanda e queremos trabalhar junto com as entidades representativas e indústrias do setor", afirmou.

O tema voltará a ser debatido na próxima reunião de associados do Sindilat. O objetivo é iniciar um processo de inclusão no PEIEX através da região de Passo Fundo e São Leopoldo, cidades onde a agência já possui uma equipe de consultores. Além de Guerra, estiveram presentes no encontro o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini e o diretor-secretário do sindicato, Angelo Paulo Sartor. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

GDT

Mercado LTO - A oferta de leite na União Europeia (UE) aumentou 1% em agosto em comparação com o mês anterior. 
 
No acumulado, do ano, até agosto, houve crescimento de 0,4%, em comparação com 2018. Alemanha, França e Holanda apresentaram volumes maiores de leite depois de um longo tempo.  

Pelo segundo mês consecutivo a oferta de leite holandês melhora. Em setembro, o volume aumentou quase 2% em relação ao ano anterior, quando o suprimento de leite foi influenciado, negativamente, pelas grandes secas.  

A Oferta de leite na Irlanda aumentou também, embora, o crescimento de 2% tenha sido significativamente menor do que nos primeiros sete meses de 2019. A produção de leite em outras regiões exportadoras foi mista em agosto. A oferta de leite na Argentina cresceu 2%, e na Nova Zelândia 1%. Enquanto isso o volume de leite, em agosto, nos Estados Unidos permaneceu no mesmo nível do registrado no ano anterior. Na Austrália houve queda de 6% e no Uruguai de 4%. As taxas de crescimento de valor agregado nos maiores exportadores, (incluindo a União Europeia) continuou no campo negativo, 0,2%, no período, embora a diferença em relação ao ano anterior venha sendo reduzida, gradualmente.
 
Os preços da manteiga começaram a subir lentamente a partir da segunda quinzena de agosto, para se estabilizarem na segunda metade de outubro. Apesar os produtos europeus estarem com preços favoráveis no mercado mundial, isso não resultou em crescimento adicional de demanda por exportações. A cotação do leite em pó desnatado (SMP) aumentou nos últimos meses dado à demanda consistente e oferta limitada. O mercado é positivo e estável. Mesmo com o aumento da competição com a América do Norte, especialmente na Ásia, um possível aumento de preços no curto prazo é pouco provável. Os negócios no mercado de leite em pó integral (WMP) estão fracos. As cotações, no entanto, acompanham a evolução do mercado da manteiga e do SMP, e estão em crescimento desde meados de agosto. (LTO Nederland - Tradução livre: Terra Viva)

Sindilat participa do 10º Encontro Baiano de Laticinistas
O 10º Encontro Baiano de Laticinistas reuniu diversas entidades, entre elas o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), a fim de debater o cenário lácteo brasileiro e a abertura de novos mercados. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, participou da cerimônia de abertura, ao lado do vice-governador, João Leão, e do secretário da Agricultura da Bahia, Lucas Costa, e do presidente do Sindileite, Paulo Cintra. Na ocasião, Guerra se manifestou sobre a importância dos sindicatos de todo o país estarem trabalhando de forma integrada, visto que todos buscam o mesmo objetivo. 
"As Instruções Normativas (INs) 76 e 77, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estão aí para melhorar a qualidade do leite, primar pela saúde dos rebanhos e assistência técnica, além de visar a exportação de lácteos", afirmou o presidente do Sindilat. Para Guerra, é primordial que tais temas sejas discutidos para que eles contribuam nos resultados positivos de todas as entidades. "Foram dois dias de muito trabalho, dedicação e troca de conhecimento, que contou com a participação de sindicatos e empresas associadas", disse, ressaltando que a reforma tributária também foi pauta do encontro. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

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Porto Alegre, 04 de novembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.101 

O papel da indústria na produção de lácteos é tema de debate na Ufrgs


Crédito: Stéphany Franco

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) marcou presença durante o painel "O papel da indústria na produção de lácteos", promovido pelo Programa de Pós-graduação em Zootecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), na tarde da última sexta-feira (01/11), em Porto Alegre (RS). Na oportunidade, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou dados sobre qualidade, consumo, exportação e cenário lácteo mundial. "O trabalho realizado pela cadeia busca um resultado futuro. É importante investir na qualidade para que possamos nos tornar mais competitivos em outros mercados", disse.
O produtor rural enfrenta muitos desafios no dia a dia da atividade leiteira, principalmente no que se refere à eletrificação e qualidade das estradas. Para Palharini, as Instruções Normativas do Leite (INs) 76 e 77 servem para dividir a responsabilidade entre a cadeia e o poder público. "Precisamos achar uma válvula de escape para escoar a produção de leite excedente, do contrário, não adianta abrir novos mercados". Na mesma linha, o supervisor técnico da Cooperativa Santa Clara e presidente da Associação Gaúcha de Laticínios, Amado Mendes, ressaltou que a indústria faz questão da melhoria do leite, pois para concorrer no mercado internacional é preciso ter matéria prima de boa qualidade. 

A sanidade dos rebanhos também foi alvo de discussão no encontro, visto que o estado do RS, tem intensificado o controle e a certificação de propriedades livres de  tuberculose e brucelose, e o valor investido em indenizações tem aumentado e totalizado, até 30/09/2019, o montante de R$ 4.652.761,89. De acordo com Mendes, a assistência técnica é fundamental. "A indústria precisa oferecer o suporte necessário para que os produtores consigam produzir mais e melhor", refletiu. Segundo Palharini, as INs 76 e 77 garantem o que nenhuma outra instrução normativa assegurava, que as empresas tenham um plano de qualificação ao fornecedor. 

Para a aluna do PPG em Zootecnia da Ufrgs, Tatiana de Souza, as palestras serviram para mostrar o outro lado da moeda. "Não temos a visão da indústria no nosso cotidiano. Temos apenas o feedback que vem dos produtores, através da assistência técnica, e é importante ver que existe uma parceria entre ambos para alcançar o mesmo objetivo, a qualidade do leite". A professora Vivian Fischer, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Pecuária Leiteira e Comportamento Animal (NUPLAC) da Ufrgs, acredita que o principal objetivo do evento é compartilhar conhecimento. "Esses temas normalmente não são debatidos em sala de aula e, por isso, criamos o painel para que os nossos alunos tenham um conhecimento geral, pois eles serão formadores de opinião e precisam explorar todas as vertentes". (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Encantado recebe a 13ª edição do Fórum Tecnológico do Leite
A 13ª edição do Fórum Tecnológico do Leite, evento com caráter itinerante, será realizado na cidade de Encantado (RS) no dia 13 de novembro. O encontro, que tem o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) como um dos apoiadores, ocorrerá no Auditório Itália, na sede da prefeitura de Encantado. Entre as atividades estão a apresentação de cases, palestras e debates voltados à cadeia leiteira.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o encontro busca promover discussões e trocas de experiência entre os participantes. “Neste evento o público poderá entender um pouco mais sobre o atual mercado lácteo, as oportunidades com abertura dos novos mercados, como exportar e voltar a crescer a produção no campo", conta.

De acordo com o diretor do Colégio Teutônia, Jonas Rückert, um dos responsáveis pela organização do evento, a instituição forma técnicos em agropecuária e, desta forma, o ensino sempre foi pensado para além dos muros. "Nossa região é uma grande produtora de alimentos e a atividade leiteira é bastante intensa, por isso a extensão rural é tão importante", afirma Rückert, ressaltando que o objetivo do Fórum é gerar conhecimento e estreitar laços com a comunidade.

Na oportunidade, o assistente técnico rural da área de Bovinocultura de Leite da Emater de Lajeado Martin Schmachtenberg,  apresentará uma pesquisa com o panorama do leite no RS. "Esse levantamento é atualizado todos os anos e o resultado será divulgado durante o evento". Segundo Schmachtenberg, a ideia é que o Fórum siga de maneira itinerante, sendo realizado nos anos pares em Teutônia (RS) e nos anos ímpares nas demais cidades do Estado.

Interessados devem se inscrever até o dia 08 de novembro, no site www.colegioteutonia.com.br/forumdoleite ou diretamente nos escritórios municipais da Emater.

Confira a programação completa:

08h às 09h – Recepção com degustação de lácteos;
09h – Palestra “Produtor de leite: um estilo de vida!”, palestrante Vilnei Varzim;
10h20min – Debate com foco na sanidade animal – “Programa Nacional de Combate e Erradicação da Febre Aftosa”, com Fernando Groff, e “Panorama da Brucelose e da Tuberculose Bovina no RS”, com Ana Cláudia Groff;
11h30min – Apresentação do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite dos Vale do Taquari e do Caí, com Martin Schmachtenberg;
11h45 -  Cenário  lácteo atual e como exportar, com Darlan Palharini 
12h – Almoço e Concurso do Leite em Metro (valor do almoço com direito a buffet livre para inscritos no Fórum: R$ 10,00);
13h30min – Abertura Oficial do Fórum Tecnológico do Leite – 13ª Edição;
14h – Cases de modelos e realidades de produção leiteira apresentados por produtores, com painéis sobre Compost Bar, Free Stahl e Produção à Base de Pasto, tendo a mediação de Jaime Eduardo Ries;
15h –  Debate sobre os sistemas de produção apresentados;
15h30min – Encerramento.

Preço do leite em pó brasileiro no mercado asiático é até 40% mais alto
A exportação de laticínios pode crescer, mas para isso é preciso aumentar a competitividade do produto brasileiro. A afirmação foi feita pelo representante da Associação Brasileira de Laticínios, Marcelo Costa Martins, na audiência pública da Subcomissão Permanente do Leite, da Comissão de Agricultura da Câmara, nesta terça-feira, 29. O evento debateu o acordo com os chineses e a situação dos produtores lácteos brasileiros. Segundo Marcelo Martins, a expectativa é de aumentar as exportações de queijos, leite em pó e leite condensado em R$ 17 milhões.

“Recebemos semanalmente demandas de traders que querem importar produtos lácteos brasileiros e, quando as empresas passam os valores de cotação de leite em pó, o nosso não é competitivo”, diz ele.

O mercado de leite e derivados tem 1,4 bilhão de consumidores. Só de leite em pó, a China importa 800 milhões de toneladas por ano – mais do que toda a produção brasileira, que é de 600 milhões de toneladas. Havia um acordo com os chineses, fechado há 12 anos, para negociar produtos lácteos, mas só em julho deste ano, 24 produtores brasileiros tiveram permissão da China para exportar. Mas, na prática, o Brasil ainda não começou a enviar os produtos aos chineses.

O Representante da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges, lamentou a ausência do Ministério da Economia no debate. Segundo ele, o leite em pó brasileiro custa, no mercado asiático, 20% a 40% mais caro.

Controle de preços
Para Paulo do Carmo Martins, da Embrapa, as políticas de controle do preço do leite em governos anteriores levaram a uma estagnação dos investimentos no setor. Na avaliação dele, o acordo de exportações também pode ajudar a controlar os preços no mercado interno, gerando mais estabilidade ao produtor e à indústria na hora de definir seus investimentos.

Recém-chegado de uma viagem à Ásia, o representante do Ministério da Agricultura Leandro Diamantino Feijó disse que os chineses estão atentos à qualidade do produto brasileiro. Segundo ele, não houve questionamentos da China sobre a situação ambiental do Brasil.

“A gente não pode se enganar que nós vamos produzir de qualquer jeito e colocar isso no mercado chinês. Eles estão de olho no nosso trabalho. Então, se faz necessário que o governo brasileiro e que o setor privado se mantenham vigilantes no cumprimento daquilo que foi acordado”, disse Feijó. 

Papel da Câmara
O autor do pedido para a realização da audiência, o deputado Celso Maldaner (MDB-SC), acredita que a Câmara tem papel importante na melhoria de competitividade. “Temos que sensibilizar o governo para ter uma política de mais apoio, principalmente na área de assistência técnica e infraestrutura, e dar mais apoio ao nosso produtor de leite.”

Outras oportunidades
Outra janela de oportunidade está no acordo entre Mercosul e União Europeia, que, embora só deva ser assinado no segundo semestre do ano que vem, serve de horizonte para a preparação de diferentes setores econômicos.

Para o representante do Ministério das Relações Exteriores Alexandre Ghisleni, com o devido investimento e apoio governamental, quando o acordo estiver plenamente válido, o setor lácteo poderá estar muito diferente e talvez até ter subido na posição entre os maiores produtores e consumidores de laticínios. Hoje, estamos entre os cinco maiores. (Canal Rural)

Milk Day
O Canal Terraviva realizou o “Milk Day”. O programa que foi ao ar na última quinta-feira (31), surgiu com propósito de levar informações corretas para o público, sobre o setor leiteiro no país. Assista o programa com a participação do Secretário Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, clicando aqui. (Uol)