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Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 20 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.448


Imposto de importação para milho e soja é suspenso até o fim do ano

Importações - O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) suspendeu novamente a alíquota do imposto de importação aplicado às importações de milho, soja, óleo de soja e farelo de soja. A medida entra em vigor sete dias após a publicação da resolução Gecex e termina em 31 de dezembro de 2021.


Em outubro do ano passado, a CAMEX já tinha autorizado a suspensão do imposto de importação para o milho até 31 de março de 2021 e da soja, do óleo em bruto e da farinha e pellets até 15 de janeiro de 2021.

A expectativa naquele momento era de que haveria estabilização nas cotações externas e a safra de grãos, em 2021, teria uma produção suficiente, de modo a reequilibrar a relação de preços com as proteínas animais, reduzindo a pressão de custos para as indústrias integradoras. Porém, as cotações internacionais tiveram comportamento de alta, pressionando ainda mais os preços internos.

Além do cenário de preços não ter se confirmado, apesar da safra recorde de 109 milhões de toneladas de milho e 135,5 milhões de toneladas de soja, os preços internos seguiram em alta em virtude da forte demanda externa e da manutenção da desvalorização do real frente ao dólar.

Gecex: O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o núcleo executivo colegiado da CAMEX, responsável por definir alíquotas dos impostos de importação e exportação, fixar medidas de defesa comercial, internalizar regras de origem de acordos comerciais, entre outras atribuições.

Segundo o Decreto 10.044/2019, o Gecex é integrado pela Presidência da República, pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (MAPA)


GDT – Global Dairy Trade

Fonte: Global dairy trada adaptado Sindilat/RS

Piá é a Mais Lembrada do RS 

A Cooperativa Piá foi eleita a “Marca Mais Lembrada”, na categoria “Produtos Lácteos”, do prêmio Marcas de Quem Decide 2021. O anúncio foi feito na última quinta-feira, dia 15 de abril, durante um inovador evento transmitido online.  

Promovido pelo Jornal do Comércio em parceria com a Qualidata, a premiação tem o objetivo de reconhecer empresas e instituições que se destacam em seu segmento e na ação estadual, em 71 setores da economia e em quatro categorias especiais.  

Para definir os vencedores, foi realizada pesquisa para medir a lembrança e a preferência das marcas. Durante o processo, foram entrevistados gestores de negócios e altos executivos do Rio Grande do Sul.  

De acordo com o presidente da Piá, Jeferson Smaniotto, estar em primeiro lugar na mente dos entrevistados coroa o trabalho que está sendo feito. “Por trás de cada produto que produzimos existe muita dedicação, horas de trabalho, escolha de matérias-primas de alta qualidade, pesquisas, tecnologia, entre outros processos. Ser a primeira marca na mente desse importante público entrevistado reconhece todos os esforços e nos motiva a sempre querer fazer melhor”, finaliza.  

A Cooperativa Piá também conquistou o segundo lugar na categoria “Marca Preferida”, da premiação. (Cooperativa Piá)


Jogo Rápido 
Futuro no campo - Languiru recebe inscrições para terceira edição do Programa de Sucessão Familiar
Como administrar conflitos nas relações familiares e compreender as etapas da sucessão familiar? Como assimilar e controlar os sentimentos durante o processo de liderança e gestão de pessoas? Para responder a essas e outras questões, a Cooperativa Languiru acaba de lançar a terceira edição do Programa de Sucessão Familiar. O curso é destinado a jovens associados, filhos de associados ou cônjuges que tenham planos em prosseguir na atividade agropecuária. A partir do mês de maio, serão realizados seis encontros, um por semana. As aulas ocorrerão no formato digital, ou seja, o estudante poderá participar do conforto da sua residência. A exemplo da última edição, alguns desses encontros serão abertos à participação dos pais e focados nos aspectos psicológico-sociais, legais e patrimoniais do processo de sucessão. Alunos que tiverem o mínimo de 75% de frequência receberão certificado digital. Assim que tiverem concluído a formação, os participantes poderão integrar o Curso de Liderança Cooperativa, que inicia logo após. A edição deste ano será realizada em parceria com a Univates. Interessados já podem garantir a sua participação junto ao Setor de Atendimento Social do Departamento Técnico da Cooperativa. A inscrição para o Programa de Sucessão Familiar Languiru é gratuita e pode ser efetuada pelo WhatsApp (51) 99678-4176 ou pelo fone (51) 3762-5647. Importante observar que o período de inscrições se estende somente até o dia 28 de abril. (Languiru)

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Porto Alegre, 19 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.446


Entidades argentinas do agronegócio criticam medidas para conter inflação

De acordo com as principais entidades, o excesso de emissão monetária é a principal causa da alta dos preços

A Mesa de Enlace, grupo que reúne as principais entidades agrícolas da Argentina, divulgou comunicado em que critica as medidas do governo do país para conter a alta de preços. Segundo a entidade, os instrumentos “já foram implementados no passado recente com resultados contraproducentes para a produção, a atividade e o emprego”.

De acordo com a Mesa de Enlace, a alta de preços não ocorre por causa da exportação de alimentos, e sim em decorrência do excesso de emissão monetária “em consequência de gastos públicos galopantes e de baixa qualidade, por sua vez produto de um Estado superdimensionado e ineficaz”.

Os representantes do setor rural afirmam que o necessário agora é gerar expectativas positivas sobre a produção e o investimento, e não causar burocracia com instrumentos “já fracassados”.

Entre as medidas anunciadas pelo governo argentino, estão o aumento na restrição para exportações de carne bovina e novos acordos para venda de proteínas a preços acessíveis.

O anúncio foi feito pouco depois da divulgação de dados que mostraram a inflação de 4,8% no país em março na comparação com o mês anterior, maior marca no governo do presidente Alberto Fernández.

Para a Mesa Enlace, “é alarmante que o governo siga trilhando caminhos errados, tomando medidas sem consultar e que só aprofundam a difícil situação pela qual passamos”. De acordo com o grupo, “essa situação é afetada pela pandemia e pelos problemas que surgem da política econômica errática do governo, como a inflação, a falta de financiamento e os altos custos de produção”. (Canal Rural)


Comércio global de lácteos cresce em 2020

O comércio global de produtos lácteos aumentou 2,8% em 2020, apesar do impacto que a pandemia teve nos mercados e nas economias, conforme o último relatório da Eucolait. O desempenho entre as diferentes categorias de produtos foi misto.

O comércio de queijo, leite em pó integral e soro em pó aumentou. As exportações globais de manteiga e leite em pó desnatado caíram no ano, mas isso se deveu aos altos volumes sendo comercializados em 2019.

A União Europeia (UE) + Reino Unido foi o maior bloco exportador, respondendo por 31% dos volumes de exportação em leite equivalente. A Nova Zelândia e os Estados Unidos são o segundo e o terceiro maiores exportadores, respectivamente. A China foi o maior mercado importador, impulsionado pela recuperação da demanda por soro em pó após uma queda em 2019.

Queijo: O comércio global de queijos cresceu 2% em 2020, com as exportações da UE + Reino Unido crescendo 7%. As exportações de queijo da UE + Reino Unido para o Japão aumentaram 13%, auxiliadas por um novo acordo comercial; em contraste, a disputa de aeronaves e as tarifas retaliatórias significaram que as exportações para os EUA caíram 10%. A UE + Reino Unido também conseguiu ganhar uma pequena parte da participação no mercado global de queijos, em detrimento dos EUA, Nova Zelândia e Austrália em 2020.

Manteiga: O comércio global de manteiga caiu 8% em 2020 em comparação com 2019, mas a UE + Reino Unido contrariou a tendência e aumentou as exportações em 17%. Este crescimento foi suportado por preços competitivos, com as exportações particularmente elevadas no primeiro semestre do ano. No entanto, o outro grande exportador, a Nova Zelândia, recuperou terreno na segunda metade de 2020.

Leite em pó: O comércio de pó foi misto, com alguns pós crescendo no comércio, mas outros encolhendo. Em 2019, as exportações de leite em pó desnatado receberam um impulso extra da Europa, eliminando os estoques de intervenção, de modo que 2020 foi menor em comparação. A China foi o principal destino de leite em pó integral e desnatado, apesar das menores importações de ambos em comparação com 2019. 2020 foi a primeira vez, desde o pico de 2013/14, que a China foi o principal importador de leite em pó desnatado.

Reino Unido: Para o Reino Unido, o comércio de lácteos caiu em geral em 2020, quando a pandemia atingiu a demanda em seu principal destino, a UE. Olhando para o futuro, o comércio de lácteos deve aumentar à medida que o mundo se recupera da pandemia. A Organização Mundial de Comércio (OMC) previu uma recuperação "forte, mas desigual" para o comércio global geral em 2021, com o volume total de mercadorias crescendo 8% em 2020. Embora a demanda no Reino Unido e seus destinos de exportação devam se recuperar, o atrito comercial por ter deixado totalmente a UE já impactou as exportações do início de 2021 e pode impactar em quanto a recuperação beneficia nossas exportações. (As informações são da AHDB, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Você já compreendeu o cenário do mercado lácteo para 2021?

O desafio das indústrias de laticínios e produtores de leite, é gigantesco em 2021. As margens de ambos começam o ano bastante pressionadas, de um lado pelos preços recorde de milho e soja e, do outro, pela pressão de queda de preços pelos consumidores e pelos varejistas.

Em sua 10ª edição, o Fórum MilkPoint Mercado vem justamente para tratar dessas questões! Nosso tema: Mercado e Rentabilidade os grandes desafios do leite brasileiro, temos certeza de que tem tudo conexão com você.

Estar preparado é fundamental na hora da tomada de decisão em um ambiente tão incerto. Para isso, conhecimento e informação fazem a diferença.

No primeiro dia do evento, nos dedicaremos às principais variáveis que formam o mercado nacional, desde o cenário econômico e suas enormes incertezas, passando pelo mercado internacional (que, aparentemente, passa por fortes mudanças de direção), o mercado dos grãos, o mercado consumidor e os possíveis cenários, “amarrando” as pontes destes diferentes ingredientes.

No segundo dia, dois painéis que discutirão o futuro da cadeia láctea brasileira: No primeiro, sistemas de produção de leite, seus resultados econômicos, limitantes, vantagens e desvantagens, pela visão de quem os acompanha e que os vive no dia a dia. No segundo painel, melhorias das margens da indústria de laticínios – exemplos de indústrias que vem buscando alternativas, o que vem fazendo, dificuldades e resultados obtidos.

Iluminar o horizonte futuro de mercado e discutir estratégias sobre como crescer de forma competitiva, num ambiente cada vez mais complexo. É o que o Fórum MilkPoint Mercado tem feito há 10 anos, tornando-se o principal evento de tendências e cenários para o mercado lácteo brasileiro. 

Confira os depoimentos de quem já esteve conosco na última edição já realizada do evento:

“Gostei da experiência, as palestras técnicas e voltadas ao mercado são mais proveitosas.” Márcio José de Oliveira, Catupiry

“Importantes atualizações para as tomadas de decisões estratégicas e táticas.” Geraldo Manjella, Tirolez

“Ótimas palestras, palestrantes preparados passando informações pertinentes com o momento em que estamos vivendo. Parabéns a todos os envolvidos.” Guilherme Braga da Matta, Godam.

“Experiência positiva. O formato é de baixo custo e permite otimização do tempo do participante.”  Clênio Arantes Guimarães, Polenghi

“Evento muito bem organizado e com dados bastantes relevantes de mercado.” Débora Lapa, Alibra

“No módulo online gostei muito e evita correrias” Diogo José Cembranel – Cooperativa Auriverde
 
Se você planeja atuar na cadeia leiteira no Brasil nos próximos anos, não pode deixar de participar. Entre no site e se inscreva agora mesmo. (Milkpoint)

 

Jogo Rápido 
A Cooperativa Santa Clara celebra o reconhecimento dos gaúchos no Marcas de Quem Decide.
A Cooperativa Santa Clara foi agraciada no Marcas de Quem Decide, pesquisa realizada pelo Jornal do Comércio em parceria com a Qualidata. Pela 17ª edição consecutiva é reconhecida pelos gaúchos, neste ano na categoria Produtos Lácteos, com liderança na preferência, sendo citada por 31,3% dos entrevistados, e atingindo 27,5% da lembrança. A Cooperativa foi representada pelo presidente da Cooperativa, Gelsi Belmiro Thums, em evento realizado na modalidade virtual. A Santa Clara também é destaque na categoria Cooperativa Agrícola, na qual é citada na preferência e na lembrança. Em sua 23ª edição, a pesquisa Marcas de Quem Decide reconheceu 71 setores, eleitos por gestores de negócios e altos executivos do Rio Grande do Sul. (Santa Clara)

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Porto Alegre, 15 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.445


Pecuária Leiteira segue em ritmo acelerado de indenizações

A prestação de contas do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do RS referente ao primeiro trimestre de 2021 foi aprovada por unanimidade pelo conselho deliberativo na manhã desta quinta-feira (15). O saldo total do Fundo está em quase R$ 96,3 milhões com o acréscimo de R$ R$ 3,18 milhões nos primeiros três meses do ano. As despesas, que envolvem indenizações de produtores e investimentos na sanidade animal do estado, alcançaram R$ 1,87 milhão no período. Deste total, mais de R$ 1,1 milhão foi destinado à indenização de produtores da pecuária leiteira. “Percebemos um esforço do setor leiteiro na erradicação de doenças como brucelose e tuberculose dos plantéis. Além da eliminação de animais doentes, o permanente alerta à biosseguridade é fundamental para aprimorar a sanidade do rebanho leiteiro gaúcho”, pontua o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber.

O Fundesa-RS realiza assembleias trimestrais para a prestação de contas. A transparência na contabilidade e a agilidade na liberação dos recursos vêm sendo reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. Os dados ficam disponíveis no site www.fundesa.com.br/prestacao-de-contas.

Representante do Fundesa integrará Conselho Consultivo da Seapdr: O conselheiro do Fundesa, Zilmar Moussalle, passa a integrar o Conselho Consultivo do Sistema de Inspeção Sanitária e Industrial da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. A participação, aprovada na Assembleia, era um pedido do Fundo para que o setor produtivo pudesse contribuir com o desenvolvimento e implementação de normas relacionadas ao abate e processamento de proteína animal. “Em boa parte das normativas e portarias a indústria não é ouvida e acabam existindo dúvidas que prejudicam a boa execução dos processos”, explica Moussalle. Um exemplo das possibilidades de alteração é o RIISPOA Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal. “Reformulado em 2017, ainda hoje permanece com exigências anteriores por parte da Secretaria”, pontua Moussalle.

O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, destacou a experiência do conselheiro como médico veterinário, ex-auditor fiscal federal agropecuário. “Existem boas contribuições para que os processos sejam implantados com viabilidade e segurança para todos”, afirma Kerber. (Fundesa)


Previsão de chuva até domingo (18) e tempo seco na próxima semana

Previsão de chuvas significativas em diversas áreas no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 15/2021, divulgado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).Nesta quinta-feira (15), o deslocamento de áreas de instabilidade vai provocar pancadas de chuva na maior parte do Estado, com possibilidade de tempestades isoladas. Na sexta (16) e sábado (17), o deslocamento de uma frente fria vai provocar chuva em todas as regiões, com chance de temporais na Metade Norte. No domingo (18), o ingresso de ar seco vai determinar o predomínio do tempo firme na maior parte do RS, somente os setores Norte e Nordeste permanecerão com muita nebulosidade, com pancadas de chuva ao longo do dia.Entre a segunda (19) e quarta-feira (21), o tempo seco seguirá predominando na maior parte das regiões, somente no Nordeste Gaúcho a circulação de umidade do mar para o continente manterá a variação de nuvens, com rajadas de vento e chuvas isoladas.Os volumes esperados deverão oscilar entre 10 e 30 mm na maioria das regiões do Estado. Somente em partes do Planalto, Vale do Taquari, Serra do Nordeste e no Litoral Norte os valores oscilarão entre 35 e 50 mm. Veja a íntegra do Boletim com as avaliações de cada cultura de produção clicando aqui. (SEAPDR)

Mulheres protagonizam projeto envolvendo atividade leiteira em Nova Boa Vista

"Elas: protagonismo na pecuária leiteira" é um projeto inovador, uma iniciativa que vem sendo desenvolvida no município de Nova Boa Vista através do trabalho da Emater/RS-Ascar - vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado -, Prefeitura e Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente que visa a valorização e qualificação da atividade leiteira, especialmente envolvendo mulheres agricultoras que trabalham na produção de leite.

"O projeto tem uma sistemática voltada ao trabalho familiar e à força que a mulher representa no meio agropecuário. Pensando em valorizar o perfil feminino presente nas propriedades rurais e, ao mesmo tempo, qualificar o trabalho envolvendo a atividade leiteira, surgiu o projeto 'Elas: protagonismo na pecuária leiteira'", explicou a extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Lisiane Staggmaier Mattje.

Na semana passada foi realizada a primeira capacitação para as participantes do projeto. A atividade, desenvolvida no formato virtual, contou com participação de 13 agricultoras do município. "Nessa primeira etapa buscamos compreender o cenário em que se encontra cada família e provocar a reflexão das participantes para, posteriormente, procurar a transformação da realidade. Realizamos entrevistas com as famílias que serviram como um diálogo para ouvir sua história e experiência na propriedade rural e na atividade leiteira, suas experiências com a assistência técnica, as dificuldades que encontram na atividade, entre outras questões importantes para conhecermos o cenário em que elas estão inseridas", completou Lisiane.

O cronograma de programação do projeto prevê visitas mensais às propriedades e módulos de capacitações online. A data da próxima capacitação será dia 13 de maio, com destaque ao tema "Ela: como ser protagonista da minha vida", abordagem que será conduzida pela psicóloga Andressa Holz. (Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar - Regional de Frederico Westphalen)

 

Jogo Rápido 
Lançamento de plataforma digital para o agro ocorre no dia 20 de abril
Na próxima terça-feira, dia 20, às 17h, acontece a apresentação e lançamento oficial da plataforma digital SmartCoop, inovação que busca facilitar o desenvolvimento das cooperativas do ramo agropecuário e incentiva a intercooperação. A Cooperativa Languiru participa do desenvolvimento da ferramenta, juntamente com outras 30 cooperativas e a parceria da FecoAgro/RS (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul). A plataforma digital beneficiará mais de 170 mil produtores associados dessas cooperativas, com segurança e funcionalidades que auxiliam na gestão da propriedade. A ferramenta será um suporte extra ao trabalho de assistência técnica já desenvolvido pela Languiru, inovação digital que contribui para a eficiência produtiva e competitividade de mercado. Entre as funcionalidades do aplicativo estão acompanhamento da lavoura, monitoramento por satélite, previsão do tempo, indicadores da cadeia leiteira, gerenciamento de rebanho, saldo de produtos na cooperativa, títulos a pagar, cotações e mecanismos de venda da produção. O projeto iniciou em agosto de 2019. O lançamento da SmartCoop pode ser acompanhado pelo Youtube, clicando aqui. (Languiru)

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Porto Alegre, 14 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.443


Os conselhos do "doutor seca" para o Estado

O extenso conhecimento rendeu a Donald Wilhite o título de "doutor seca". Professor e diretor emérito de Ciências Climáticas Aplicadas na Escola de Recursos Naturais da Universidade de Nebraska-Lincoln, atuou extensivamente no Brasil. É autor de livros e coordena projeto sobre o tema financiado pelo Bird. Abaixo trechos de entrevista à coluna.

Com base nos projetos que já desenvolveu, diria que faltam políticas públicas de enfrentamento à seca nos países da América do Sul ou são ineficientes?

Na sua maioria, países sul-americanos não têm políticas nacionais que são proativas e focadas na redução do risco da seca. Como parte de um projeto liderado pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, há alguns países da América do Sul que estão em estágios iniciais de desenvolvimento de políticas nacionais de combate à seca, como Paraguai, Bolívia e Equador.

Quais os maiores impactos da seca na produção?

A seca normalmente é o resultado da combinação de precipitações insuficientes e temperaturas acima do normal, que reduzem a produção. A dimensão dessa perda depende do momento em que ocorre, da intensidade da falta de umidade no solo, variação de temperatura e estágio de desenvolvimento. A seca afeta a eficácia de fertilizantes e nutrientes. A redução da produção se transfere à economia. Leva à perda de renda dos agricultores, que faz com que menos dinheiro seja gasto, menos impostos pagos e haja maior desemprego.

No Estado, estiagens são cíclicas. Ainda assim, há grandes perdas quando acontecem. É necessário mais preparação?

Com certeza. Alertas prévios ou sistemas de monitoramento e previsão mais acurada podem providenciar informação com antecedência, para que possam se adaptar para a seca em evolução. Enquanto secas podem ocorrer de tempos em tempos, não acontecem em ciclos. Então, não é eficaz supor que será um ano normal e esperar estiagem somente a cada cinco, sete anos. O momento em que acontecem é irregular e, nesta região, estão relacionadas com a ocorrência de fenômenos climáticos. É aí que a previsão pode ajudar. Os produtores também precisam fazer gestão da propriedade e determinar como se ajustar antes e durante a estiagem para reduzir riscos.

Em um país tão grande e de climas diferentes como o Brasil, como desenvolver uma política nacional de combate à seca?

Uma política nacional recomenda ou determina em que princípios estará focada a redução de risco. Isso é feito com a criação de uma comissão nacional, composta por líderes das principais agências/ministérios e stakeholders. O passo seguinte é a aplicação desses princípios na esfera estadual. É nesse nível que a política de enfrentamento à seca é ajustada ou adaptada à situação local e aos impactos mais significativos em razão da falta de chuva.

Como o produtor pode usar informações climáticas para a tomada de decisões?

Informações climáticas precisam ser customizadas para as necessidades dos produtores e para o momento certo. Isso significa que o desenvolvimento de ferramentas para o acompanhamento de clima deve ser feito de forma próxima aos produtores. É um processo em evolução.

Quais os benefícios do monitoramento, planejamento, mitigação e políticas de combate à seca?

Os benefícios primários são: melhor tomada de decisão, redução de impactos econômicos, sociais e ambientais, uma economia mais estável e melhorias da gestão de recursos naturais e financeiros e do ecossistema. (Zero Hora)


Conseleite/MG: Valores projetados para abril/2021

Conseleite/MG - A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 14 de Abril de 2021, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga: 

a) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Fevereiro/2021 a ser pago em Março/2021. 
b) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência 
c) para o produto entregue em Março/2021 a ser pago em Abril/2021. 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml, 100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.  (Conseleite/MG)

 

Valor da Produção Agropecuária de 2021 deve ser 12,4% maior que 2020

A projeção do Valor da Produção Agropecuária (VBP) deste ano aumentou, em valores reais, 12,4% em relação ao de 2020, que somou R$ 940,9 bilhões. O valor absoluto previsto é de R$ 1,057 trilhão, o maior já obtido desde 1989.

As lavouras representam R$ 727,7 bilhões, e a pecuária, R$ 330,1 bilhões. O crescimento real deve chegar a 16,1% nas lavouras e 5,1% na pecuária, segundo levantamento da Coordenação-Geral de Avaliação de Política e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

"Nos últimos três anos, soja e milho têm apresentado recordes sucessivos de faturamento. A soma dessas duas atividades resultou num valor 65,4% do VBP das lavouras. Em valores absolutos, a soja apresenta uma estimativa de R$ 345,9 bilhões e o milho, R$ 129,9 bilhões. A demanda interna e o comportamento dos mercados, dos Estados Unidos e da China, têm sido os principais responsáveis por esse crescimento", pontuou o departamento. 

 

Jogo Rápido 

Reino Unido – A produção de leite caminha para um recorde de alta
A produção de leite no Reino Unido começou abril 1,2% acima do previsto, com a média móvel dos últimos sete dias (encerrada em 3 de abril) ficando em 36,4 milhões de litros por dia. A expectativa era de que o pico seria atingido por volta de 9 de maio, com 37,8 milhões de litros de média móvel. Se os volumes continuarem aumentando à taxa de 1,2%, o pico ficará acima de nossa previsão e chegará a 38,3 milhões de litros em maio. Isto representa 500.000 litros dia acima da maior média alcançada em 7 dias da última década. O volume acima do previsto é uma preocupação nesta época do ano, especialmente, em algumas indústrias que já lidam com a capacidade máxima de produção. Entretanto, a onda de frio de 5 de abril em algumas regiões, deve amortecer os volumes. A questão é saber se isso será suficiente para que a indústria consiga se reorganizar para o próximo mês.  (Fonte: AHDB - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

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Porto Alegre, 14 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.443


Conseleites dão transparência e organização à cadeia produtiva do leite

Uma ferramenta que vem sendo utilizada em seis estados brasileiros na tentativa de estabelecer um diálogo permanente entre produtores de leite através de suas entidades, indústrias de laticínios também representadas por suas entidades foi o tema em foco na manhã desta quarta-feira (14/04), no 1° Seminário Conseleites, uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que teve o objetivo de ouvir experiências dos colegiados já estabelecidos, subsidiar os recém formados e incentivar sua adoção a partir da união de outras entidades do país. O encontro reuniu mais de 50 instituições que têm presença efetiva no setor lácteo, o que deve fomentar o debate sobre o propósito do Conseleite no estabelecimento de referências de valor do produto em uma cadeia produtiva responsável por 34 bilhões de litros de leite por ano, presente em 98% dos municípios brasileiros e com aproximadamente 4 milhões de produtores.

O evento on-line transmitido pelo YouTube foi aberto pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que manifestou conhecimento sobre o trabalho que vem sendo feito pelo fórum de entidade no sentido de garantir segurança ao produtor em termos, custos de produção e projeção de cenários. “Essa é uma ferramenta para auxiliar toda a cadeia produtiva, mas mais importante ainda é que consegue promover a organização e união das entidades no fortalecimento da atividade", destacou. O secretário de Política Agrícola do Mapa, Cesar Halum, reforçou que o Conseleite tem como diferencial permitir tratar de forma mais incisiva as demandas do setor, principalmente nos quesitos custos de produção e precificação ao produtor. Lembrou ainda que o Mapa está formatando o Plano de Competitividade do Leite, com 25 metas estabelecidas, entre elas, está a consolidação do Conseleite.

A primeira parte da programação foi focada nos métodos utilizados para a formação de preços pelos Conseleites, cada um com suas peculiaridades uma vez que a produção de leite se difere bastante entre as regiões do país. Em comum a quase todos, no entanto, está a participação no colegiado de uma entidade independente, ou seja, que não tem o menor interesse comercial na questão dos preços (sem privilegiar produtor ou indústria). Esse é basicamente o papel técnico que as universidades exercem nos conselhos, a exemplo da UPF, no Rio Grande do Sul, e da UFPR, no Paraná. “O Conseleite traz informações de forma independentes aos entes da cadeia, não define preços, apenas indica valores de referência que são de livre adesão”, pontuou José Roberto Canziani, professor da UFPR, destacando como ponto positivo seus fundamentos básicos que permitem sua existência até hoje em prol da cadeia produtiva.

De acordo com Vânia Guimarães, também professora da UFPR e integrante do conselho técnico do Conseleite daquele estado, os Conseleites têm estatuto, regulamento e sem voto de minerva, apenas acordos entre as entidades. "Valores de referência são gerados a partir do faturamento das indústrias participantes, em um modelo técnico-econômico construído em conjunto”, reforçou a professora. Segundo ela, os parâmetros utilizados na formação do preço de referência levam em conta a qualidade e o volume do leite entregue. "Valor de referência não é preço mínimo, mas serve de base para a livre negociação", disse.

Marco Antonio Montoya, professor da UPF e responsável pela parte técnica que leva à formação de preços de referência no Conseleite RS, destaca que em sua análise são considerados parâmetros como custos e sistemas de produção e que a divulgação dos preços se dá sobre um amplo mix de produtos. Também indica qual a participação da matéria-prima na composição do produto. “É um trabalho totalmente isento, transparente e que não beneficia a ninguém”, sustentou. O coordenador do Conseleite RS, Alexandre Guerra, destacou que o colegiado gaúcho reúne 18 integrantes, entre entidades representativas de produtores, indústria e câmara técnica que é composta por Emater e a UPF, essa responsável pelos cálculos. “Nos reunimos mensalmente em encontros onde os números são abertos, tanto de valor como em volume, fazemos análises de mercado, projeções e tendências com base em cenários. Sendo divulgado somente a circular com os valores de referência por newsletter, redes sociais e aos veículos de comunicação", afirmou. Segundo Guerra, um dos pontos positivos do fórum, além de traçar cenários e estabelecer preços de referência para livre negociação, é a união de diferentes entidades.

Ronei Volpi, presidente do Conseleite PR, lembrou que o trabalho do colegiado do seu estado tem repercussão em programas de governo, caso Leite das Crianças, iniciativa em que o governo compra até 200 mil litros de leite por dia e distribui às famílias paranaenses e utiliza os valores de referência divulgados pelo Conselho. Segundo Volpi, a região Sul foi pioneira na criação dos Conseleites, destacando que a atividade leiteira em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná cresce acima da média anual de outros estados. “Boa parte dessa evolução diz respeito à perseverança do bom relacionamento entre produtor e indústria".

Para o coordenador geral de Planos e Cenários da SPA/Mapa, Eduardo Mazzoleni, o encontro nacional buscou ampliar a harmonização entre produtores e indústrias e estimular a adesão das entidades na formação de colegiados semelhantes em todo o país. Para o dirigente, que mediou o debate na manhã de hoje, os Conseleites já instalados têm desempenhado um papel importante na consolidação da cadeia láctea e, por isso, são exemplos a serem seguidos para que outras representações possam iniciar processo de implantação em seus estados.
O 1° Seminário Conseleite foi uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola (SPA), Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados e Embrapa Gado de Leite.

A reunião pode ser conferida na íntegra clicando aqui.

Assessoria de imprensa Sindilat/RS


 

Conseleite/MT: valor consolidado do preço do leite entregue em março é de R$ 1,40

A diretoria do Conseleite/Mato Grosso atendendo os dispositivos do seu Estatuto, aprovou e divulgou os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de Fevereiro/21 a ser pago em Março de 2021 e para o leite entregue no mês de Março/21 a ser pago em Abril de 2021.
Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão considerando o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor.

Obs.: os valores de referência da tabela são para a matéria-prima leite “posto propriedade”, o que significa que o frete não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso Funrural de 1,5% a ser descontado do produtor rural. (As informações são do Conseleite/MT)

Uruguai – Exportações de lácteos no trimestre inicial de 2021 cresceu 13%

Exportações/UR – O faturamento com as exportações uruguaias de produtos lácteos no primeiro trimestre de 2021 cresceu 13% em comparação com janeiro-março do ano passado. Houve crescimento no faturamento com leite em pó integral, manteiga e leite em pó desnatado, apesar de ter apresentado queda nas vendas de queijos.

De acordo com informações do Instituto Nacional do Leite (Inale) os itens leite em pó integral, leite em pó desnatado, queijos e manteiga, entre janeiro e março de 2021 geraram US$ 161,1 milhões em divisas.

Se compararmos o primeiro trimestre de 2021 com o de 2020, as exportações de leite em pó integral aumentaram 15% em dólares, o leite em pó desnatado +1%, os queijos caíram 8% e a manteiga cresceu 178%.

Em volume, todos os itens juntos somaram 46.500 toneladas no período, sendo que houve crescimento de 18% do leite em pó integral, queda de 4% no leite em pó desnatado, assim como redução de 6% nos queijos e incremento de 222% nas vendas de manteiga.

O leite em pó integral continua sendo, muito longe, o produto mais exportado: 33.959 toneladas, o que equivale a 73% do total embarcado, gerando ingressos de US$ 106,5 milhões, 66,1% das exportações totais com lácteos.

Em relação aos preços médios, comparando o primeiro trimestre de 2021 com o mesmo período de 2020, houve queda de 3% nas cotações do leite em pó integral, 5% de aumento no leite em pó desnatado, queda de 2% nos preços dos queijos e também redução de 14% na manteiga.

Por último considerando o mais recente, ou seja exclusivamente o que aconteceu nos negócios de março de 2021, os preços médios foram:

- Leite em pó integral - US$ 3.145 a tonelada
- Leite em pó desnatado - US$ 2.804 a tonelada
- Queijos - US$ 3.987 a tonelada
- Manteiga - US$ 3.769 a tonelada

Fonte: El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br


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Porto Alegre, 13 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.442


1 ° Seminário Conseleites pretende difundir e incentivar implantação do colegiado em outras regiões do país

Encontro online acontece nesta quarta-feira (14), ás 8h30, com acesso pelo canal do YouTube

Municiar representantes da cadeia produtiva de lácteos de diversas partes do Brasil sobre o trabalho que vem sendo realizado pelos Conselhos Paritários Produtores/Indústrias de Leite dos Estados (Conseleites) e incentivar a formação de novos colegiados em outras regiões do país. Com essa proposta, acontece nesta quarta-feira (14), a partir das 8h30, em formato online, o 1° Seminário Conseleites, uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola (SPA), Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados e Embrapa Gado de Leite. O encontro poderá ser acompanhado em tempo real clicando aqui. 

De acordo com o coordenador geral de Planos e Cenários da SPA/Mapa, Eduardo Mazzoleni, o encontro tem a pretensão de ampliar a harmonização entre produtores e indústrias, algo que tem avançado nos últimos anos com a instalação dos conselhos, especialmente nas regiões Sul e Sudeste do país. “Costumo dizer que a cadeia láctea é como um trem. Quando um vagão apresenta problemas compromete todos os demais’, sintetiza para mostrar a importância da interação e redução dos conflitos de interesses entre todos os elos da cadeia.

Segundo Mazzoleni, os conseleites em atuação hoje no Brasil têm desempenhado um papel importante na consolidação da cadeia láctea e, por isso, devem servir de exemplo positivo para outras representações estaduais para que também possam iniciar processo de implantação do colegiado. “Queremos fortalecer e ampliar a proposta do Conseleite, um fórum permanente de discussões sobre assuntos de interesse tanto do produtor como da indústria’, afirmou.

Para o presidente do Conseleite RS, Alexandre Guerra, o encontro vai oportunizar a cada um dos conselhos presentes relatar suas experiências, dificuldades e conquistas ao longo dos anos, espelhando a atuação para os demais representantes que pretendem implantar o mesmo fórum de entidades em seus estados. ‘O Conseleite fornece ferramentas para que se entenda melhor a questão do mercado atual e traçar cenários dentro das expectativas colocadas por todos os agentes da cadeia láctea’, destacou, ao salientar que o colegiado está consolidado como uma referência estratégica nas discussões e ações do segmento nos estados onde já existe.

Programação
08h30 às 08h40 - Abertura
08h40 às 09h20 - Método dos Conseleites - Vania Di Addario Guimarães e José Roberto Canziani - Professores – Universidade Federal do Paraná (UFPr)
09h20 às 09h30 - Método dos Conseleites - Marco Antonio Montoya - Professor - Universidade de Passo Fundo (UPF)
09h30 às 10h00 - Método de formação dos indicadores Cepea - Natália Salaro Grigol - Pesquisadora - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP)
10h00 às 10h15 - Perguntas
10h15 às 10h25- Experiências do Conseleite PR - Wilson Thiesen e Ronei Volpi - Presidente e Vice-Presidente - Conseleite Paraná
10h25 às 10h35 - Experiências do Conseleite MG - Yago Silveira Sartori, Eduardo Pena e Ronaldo Scucato - Presidente e Vice-Presidentes – Conseleite Minas Gerais
10h35 às 10h45 - Experiências do Conseleite RS - Alexandre Guerra e Rodrigo Rizzo - Presidente e Vice-Presidente – Conseleite Rio Grande do Sul
10h45 às 10h55 - Experiências do Conseleite MS - Eliamar Oliveira e Paulo Fernando Pereira Barbosa - Analista Técnica da Federação Agricultura Pecuária Mato Grosso do Sul (Famasul) e Vice-Presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso do Sul (Silems)
10h55 às 11h10 - Experiências da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás - Antônio Carlos de Souza Lima Neto, Edson Alves Novaes e Alcides Augusto de Fonseca - Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e Presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite-GO)
11h10 às 11h20 - Experiências do Conseleite SC - Valter Antonio Brandalise e José Carlos Araujo - Presidente e Vice-Presidente – Conseleite Santa Catarina
11h20 às 11h30 - Conseleite: coordenação e gestão de risco na cadeia do leite - Glauco Carvalho - Pesquisador – Embrapa Gado de Leite
11h30 às 12h05 – Encaminhamento
12h05 às 12h15 – Encerramento

Assessoria de imprensa Sindilat/RS


Boletim do Inmet traz prognóstico de chuvas e temperaturas para os próximos três meses

Estudo também apresenta a análise das condições climáticas no mês de março de e as condições oceânicas

As tendências de chuvas e temperaturas para os meses de abril, maio e junho em todo o país foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na 16ª edição do Boletim Agroclimatológico Mensal - Abril de 2021. O estudo também apresenta a análise das condições climáticas observadas no Brasil no mês de março e as condições oceânicas observadas e suas tendências.

Na região Norte, as chuvas deverão ocorrer acima ou próximas à média climatológica. A temperatura do ar próxima à superfície deverá prevalecer acima da média em grande parte da região. Em abril, a previsão do balanço hídrico no solo para indica predomínio de excedentes hídricos em grande parte da região. Em maio e junho, os valores mais significativos de excedentes hídricos estão previstos para a parte norte da Região Norte, enquanto nos estados de Rondônia e Tocantins, sul do Pará e do Amazonas são previstos déficits hídricos.

No Nordeste, a previsão indica chuvas acima da média sobre a parte norte desde o Maranhão até o Rio Grande do Norte, principalmente em abril. Nas demais áreas, a previsão é de irregularidade das chuvas. As temperaturas do ar devem predominar próximas e acima da climatologia, principalmente na região do Matopiba (região entre os estados de Maranhão, Tocantins Piauí e Bahia). Em abril, a previsão do balanço hídrico no solo indica predomínio de excedente hídrico sobre o norte do Maranhão, Piauí e Ceará, enquanto sobre o norte da Bahia, oeste de Pernambuco, de Sergipe, de Alagoas e sudeste do Piauí, as condições são favoráveis a ocorrência de déficits de água no solo.

A previsão do Inmet para a Região Centro-Oeste indica que as chuvas deverão ocorrer próximas e ligeiramente abaixo da média sobre a maior parte da região, com início do período seco a partir de maio. As temperaturas deverão predominar em valores próximos e acima da média durante o trimestre. O balanço hídrico indica áreas com baixos valores de excedente hídrico sobre o norte e oeste de Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal para o mês de abril. Nos meses de maio e junho, a previsão é de deficiência hídrica em grande parte da Região Centro-Oeste.

No Sudeste, a previsão é de predomínio de acumulados de chuvas abaixo da média em grande parte da Região. A temperatura do ar deverá prevalecer próxima e acima da média em grande parte da região. Para os meses de abril a junho, haverá o predomínio de excedente de água no solo somente sobre o sudeste de São Paulo, nas demais áreas são previstos déficits hídricos, principalmente no norte de Minas Gerais.

Para a Região Sul, o trimestre deve ficar com chuvas abaixo da média climatológica em praticamente toda a região, exceto no sudeste do Rio Grande do Sul, onde há probabilidade de ocorrência de chuvas próximas e acima da climatologia. A temperatura do ar deverá prevalecer acima da média sobre o meio norte do Rio Grande do Sul, parte central e oeste do Paraná, além do oeste de Santa Catarina. Nos meses de maio e junho, a previsão indica o predomínio de excedente hídrico para o solo em praticamente toda Região Sul. (MAPA)

 

 

Santa Clara lança Fondue de Chocolate Branco e Queijo Coalho com orégano 500g

A Cooperativa Santa Clara está com novidades no mix de seus produtos. Neste mês lançou dois itens: Fondue de Chocolate Branco e Queijo Coalho com orégano 500g.

A Fondue de Chocolate Branco pode ser encontrada em embalagens de 400g, e é ideal para sobremesas ou degustar acompanhado por cubos de pão, morangos, uvas, kiwi, bergamota, pera e outras frutas ou queijos de sabor suave, como Caccio Cavallo, Colonial, Gouda e Itálico. A linha conta ainda com os sabores de Chocolate, Doce de Leite, Queijo e Quatro Queijos e bisnagas de 1,8kg de Chocolate e Queijo ideal para restaurantes, pizzarias, lancherias, padarias, entre outros serviços de alimentação.

Outra novidade que chega ao mercado é o Queijo Coalho com orégano. O produto está disponível em peça de 500 gramas. Os consumidores também podem conferir o Queijo Coalho com e sem orégano no palito, Queijo Coalho 500g e na versão forma.

A Cooperativa Santa Clara conta com um mix de 325 produtos, entre Laticínios e Frigorífico. (Santa Clara)


Jogo Rápido

Fórum Milkpoint
O complexo cenário futuro da economia brasileira e seus impactos no consumo de lácteos e derivados, e muitas outras questões, são dúvidas que permeiam qualquer um que tenha relação com o setor lácteo. As incertezas fazem parte da atividade e conhecimento e boas informações são um divisor de águas na hora de tomada de decisões. Pensando nisso, realizaremos o Fórum MilkPoint Mercado 2021, nos dias 27 e 28 de abril. Um evento sobre o cenário lácteo e suas tendências, que conta com um time de palestrantes excelente, trazendo informações importantes sobre o setor.  Entre no site, confira a programação completa e se inscreva! (Milkpoint)

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Porto Alegre, 12 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.441


Por que o mercado de soro do leite é importante?

O soro de leite é um subproduto da fabricação de queijos. Na produção de 1 Kg de queijo, tem-se uma produção média de 8,5 a 9 litros de soro. Em um país que tem como principal destino do leite cru a produção de queijos (cerca de 40% da produção nacional), é enorme a oportunidade de aproveitamento do soro para diferentes aplicações de mercado.

O soro contém aproximadamente 55% dos nutrientes do leite. Pelo seu alto valor nutricional, é considerado uma importante fonte de proteína para o consumo humano – popularizado no uso dos wheys proteins – e para o consumo animal, sendo utilizado na dieta de suínos e bezerros.

Estamos falando, portanto, de um mercado em movimento crescente: cada vez mais o brasileiro migra para hábitos saudáveis, entre eles o consumo de suplementos proteicos.

Além do seu alto valor nutricional, as proteínas do soro também apresentam grande aplicação na indústria alimentícia por possuir diversas propriedades funcionais, como, por exemplo, o seu poder emulsificante – que nada mais é que a capacidade de juntar e estabilizar duas substâncias que não se misturam. Vemos suas aplicações em produtos como: ricota, biscoitos, sorvetes, chocolates, bebidas lácteas, os próprios suplementos esportivos ou nutricionais, entre outros…

O mercado de soro é impulsionado ainda pelo crescimento de mercados como o suíno, que utilizam o chamado “soro feed”. Em 2020, as exportações de carne suína pelo Brasil aumentaram 40,4% em relação a 2019.

Estima-se que a produção nacional de soro de leite alcance volume superior a 9 bilhões de litros anuais, utilizados nas diferentes aplicações que mencionamos anteriormente.

Com diversas opções de aproveitamento, o soro é uma oportunidade efetiva para agregar cada vez mais valor para a cadeia láctea. Principalmente em um país como o Brasil, com tantas indústrias produtoras de queijo, ainda há um enorme espaço a se explorar com este subproduto.

Então, produtor, acompanhar o mercado de soro é sinônimo de acompanhar o desenvolvimento da cadeia láctea brasileira!

Assista o vídeo sobre o soro de leite clicando aqui. (As informações são do Milkpoint)


I Ciclo de palestras do grupo de Bromatologia

Acontecerá, dia 20/04, às 14h, o I Ciclo de palestras do Grupo Bromatologia – Análise de Alimentos (FARFAR-UFMG), de forma virtual, com tema ‘Resíduos de antimicrobianos em alimentos e seu impacto na resistência bacteriana’.

A resistência antimicrobiana tem sido uma preocupação emergente e é considerada uma das dez principais ameaças no contexto da saúde pública, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Sendo assim, a presença de resíduos de antimicrobianos provenientes do uso indiscriminado destes medicamentos, na produção animal potencializa este grave problema, além de ocasionar impactos ambientais e perdas econômicas.

Diante desse cenário, e considerando a crescente demanda de alimentos, torna-se indispensável uma abordagem interdisciplinar e ampliada da temática dos resíduos. Assim, este evento será um momento pertinente para a discussão de estratégias promissoras para o sistema de produção animal, ações governamentais e políticas públicas, questões relacionadas a disponibilização e o entendimento das instruções das bulas que acompanham os produtos veterinários, e até mesmo o desenvolvimento de metodologias analíticas que garantam o monitoramento destes fármacos e a segurança dos alimentos.

Mediado pela professora dra. Scheilla Vitorino (UFMG), o ciclo terá como palestrantes a dra. Margarita Corrales (OPAS/OMS), o Affa Diego Brito (Mapa), dra. Jalusa Deon (Embrapa), prof. dr. Jonas Augusto (USP) e MSc Ramon Alves (UFMG).

“Promover ações de comunicação, a fim de aumentar o alerta sobre a resistência aos antimicrobianos, é um dos objetivos do Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária (PAN-BR AGRO), o qual é coordenado por Auditores Fiscais Federais Agropecuários do Ministério da Agricultura. A apresentação irá abordar, dentre outros temas, a recente implementação do Programa de Vigilância e Monitoramento da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito da Agropecuária”, complementou Diego Brito. As inscrições podem ser feitas clicando aqui. (As informações são da Anffa Sindical)

 

 

Leite Languiru Origem é destaque em alimentos e bebidas premium

Caso de sucesso integra seleto grupo anunciado pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

O Leite Languiru Origem foi destacado no mapeamento “Casos de Sucesso em Inovação RS 2020”, chamamento público da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul, na linha temática Produtos Premium em Alimentos e Bebidas e Subprodutos da cadeia produtiva Leite e Derivados.

Em sua primeira edição, a iniciativa objetiva identificar casos de sucesso que evidenciem a inovação nas principais cadeias produtivas do Estado, agregando economia intensiva em conhecimento e diferenciação aos produtos desenvolvidos. O mapeamento é uma forma de identificar e reconhecer empresas inovadoras, além de incentivar o desenvolvimento tecnológico da matriz produtiva tradicional e de setores prioritários gaúchos.

O resultado foi publicado no Diário Oficial e o material de divulgação está em fase final de produção por parte da Secretaria Estadual. Além de reconhecer iniciativas inspiradoras, servirão de base para projetar ações públicas.

Linhas temáticas: A linha temática Produtos Premium em Alimentos e Bebidas e Subprodutos mapeia casos de sucesso de produtos ou linhas de produtos de alto valor agregado de empresas do setor de alimentos e bebidas que utilizaram a estratégia de agregação de valor como forma de diferenciação, incorporando inovação e conhecimento. Entre os critérios de seleção estiveram, entre outros, a capacidade de inspirar iniciativas de inovação nos demais segmentos do setor, resultado da inovação implementada (produto, processo e mercado) e vínculo entre a inovação e a estratégia.

Os casos inscritos deveriam contemplar produtos ou subprodutos das cadeias produtivas de vinhos e espumantes, arroz, cachaça, carnes e derivados, frutas e sucos, leite e derivados, azeite de oliva, alimentos e bebidas em geral, noz pecan e cerveja artesanal.

A Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia, numa parceria com o Sebrae/RS, está organizando mesa de conversa online para apresentação dos casos de sucesso, quando serão detalhados os processos de inovação.

Leite Languiru Origem: O Leite Origem é um produto diferenciado, com a coleta da matéria-prima e o processo de envase efetuados em até 24h, seguindo padrões rígidos de manejo e qualidade do leite nas propriedades dos associados produtores, que resulta em um leite sem adição de estabilizantes, com características próprias de pureza, frescor e sabor. Estas características de produção e envase são inovadoras no setor do leite.

O Leite Languiru Origem é o único com rastreabilidade desde a origem da matéria-prima, passando pelo processo de industrialização e até sua chegada no ponto de venda. Via QR Code individual em cada embalagem UHT de um litro, os consumidores podem realizar a leitura utilizando smartphone, tecnologia que é uma evolução da aplicação do QR Code das embalagens do leite convencional da Cooperativa (que possibilita a rastreabilidade a partir da industrialização).

Esse processo contou com amplo estudo mercadológico e de viabilidade por parte da Languiru e dos parceiros do projeto, como as multinacionais SIG Combibloc e Siemens, além do fundamental envolvimento do Setor de Pesquisa e Desenvolvimento da Cooperativa. A partir disso a Languiru vislumbrou o diferencial no mercado com a apresentação do Leite Origem, que também valoriza a profissionalização da cadeia produtiva.

A matéria-prima é produzida em cinco propriedades rurais selecionadas de associados da Cooperativa. Localizadas no Vale do Taquari e certificadas pelo programa de Boas Práticas na Fazenda (BPF) da Languiru, a proximidade dessas propriedades rurais da Indústria de Laticínios, em Teutônia, permite agilidade de coleta da matéria-prima e sua industrialização.

“A Cooperativa Languiru gerencia programas que fiscalizam o manejo na propriedade rural, as condutas na indústria e a expedição do seu mix de produtos. O intuito é preservar as características naturais das matérias-primas e garantir a qualidade dos produtos. O Leite Origem agrega valor à matéria-prima, num processo constante de profissionalização da cadeia produtiva”, destaca o presidente Dirceu Bayer. (As informações são da Languiru)


Jogo Rápido

Ofício autoriza, temporariamente, o recebimento de leite à granel proveniente de estabelecimentos registrados em outras instâncias de inspeção
O Ofício Circular nº 34 de 2021 autoriza o recebimento de leite à granel de uso industrial de estabelecimentos registrados em outras instâncias de inspeção, em caráter excepcional até o dia 31/12/2021, em estabelecimentos sob inspeção federal. Este ofício faz parte das medidas administrativas temporárias adotadas para execução de atividades exercidas pelo Serviço de Inspeção Federal considerando as medidas de prevenção ao contágio pelo Novo Coronavírus (COVID-19). Os estabelecimentos sob SIF devem manter registros auditáveis do recebimento que garantam a rastreabilidade da matéria-prima bem como permitam constatar que estão em conformidade com os padrões legais vigentes. Acesse aqui o OFÍCIO-CIRCULAR Nº 34/2021/DIPOA/SDA/MAPA (Mapa/Dipoa)

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Porto Alegre, 09 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.440


Exportações brasileiras de leite crescem 59%

Segundo dados divulgados nessa quinta-feira (08/04) pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o saldo da balança comercial de lácteos foi de -92 milhões de litros em equivalente leite no mês de março, uma queda de 10% quando comparada a fev/21 (ou seja, a balança ficou “menos negativa”).

Com a alta nos preços internacionais dos últimos eventos do leilão GDT e o dólar se sustentando em patamares elevados, tivemos em março, um leite brasileiro competitivo no mercado internacional, e o produto estrangeiro “caro” para chegar ao Brasil.

Como resultado, houve um aumento de 59% nas exportações brasileiras em relação a fev/21 (em equivalente litros de leite), e se compararmos com o mesmo período do ano passado, vemos um valor 40% maior. O volume importado, por sua vez, foi 6% menor em relação a fev/21. Confira a evolução no saldo da balança comercial láctea no gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos (2017 -2021).


 
Fonte: elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT

Apesar da tomada de fôlego para os lácteos no início de março, no fim do mês o novo lockdown na maioria das cidades e a demanda enfraquecida prejudicaram o ritmo de vendas para os derivados, resultando num mercado interno retraído.

Os preços continuam mornos e os estoques em patamares elevados para os queijos.  Esses fatores, em conjunto com a alta nos preços internacionais, foram determinantes para a redução das importações no mês de março.

Entre os produtos importados, os leites em pó e os queijos foram aqueles com maior participação na pauta importadora em março. O leite em pó integral foi aquele que apresentou variação negativa mais relevante, -65% em relação a fevereiro de 2021.

Em relação às exportações, os produtos que sustentaram o aumento no mês de março foram os leites condensados, cremes de leite, queijos e o leite UHT, que juntos representaram o total de 78% de todo o volume exportado.

O leite condensado sozinho teve 31% de participação, com aumento de 188% em relação ao mês anterior. Apesar de volumes não muito significativos, o mês de março possibilitou um salto positivo nas variações de alguns produtos como o soro de leite (+733%), o leite em pó semidesnatado (+308%), o leite evaporado (+338%), as manteigas (+309) e os doces de leite (+209%).

No último leilão GDT, os preços internacionais do leite em pó integral se mantiveram estáveis, fechando em US$ 4.085/ton. No entanto, apesar da ‘estabilidade’ este valor é pouco competitivo com os nossos preços internos, que giram em torno de US$ 3.800/ton no momento. Assim, a janela para a exportação do produto segue aberta.

Na tabela 2, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de março desse ano.

Tabela 2. Balança comercial láctea em março de 2021.


 
Fonte: elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT.


Embrapa e Lactalis estudam parceria no desenvolvimento da pecuária leiteira nacional

Empresa responsável pela captação de 20,1 bilhões de leite no mundo está se tornando um dos maiores conglomerados de produção de lácteos do Brasil

Em encontro online da qual participaram gestores da Lactalis e pesquisadores e analistas da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG), as empresas anunciaram interesse em parceria para enfrentar os principais gargalos da produção de leite no Brasil: produtividade, qualidade, sanidade e produção responsável.

Segundo Armindo Neto, responsável pela captação de leite da Lactalis, a soma dos esforços das instituições pode fazer com que o país se torne exportador de lácteos. “A Lactalis tem a pretensão de transformar o Brasil em hub de exportação para toda a América Latina”, diz Neto.

Fundada há 85 anos na França e o maior grupo de lácteos do mundo, a Lactalis tem 47% de participação no mercado europeu, 24% nas Américas, 13% na África e 16% na Oceania. No entanto, é definida por Neto como uma empresa “glocal” (global + local).
“Somos um grupo internacional que leva em conta as realidades locais”, afirma.

Paulo do Carmo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, afirma que a Lactalis, responsável pela captação de 20,1 bilhões de leite no mundo, está se tornando, rapidamente, um dos maiores conglomerados de produção de lácteos do Brasil.

“Embora o nome ‘Lactalis” seja pouco conhecido pelo consumidor, a empresa é responsável por marcas tradicionais como Itambé, Parmalat, Cotochês, Batavo, Elegê, Poços de Caldas, Du Bom, Boa Nata e Presidente, possuindo grande capilaridade na pecuária de leite nacional”, diz Paulo do Carmo Martins.

Ainda segundo Martins, a parceria entre as instituições terá como objetivo o treinamento de técnicos e a realização de palestras a produtores, além do desenvolvimento de conhecimento em conjunto.

“Entre outros temas, iremos focar no bem-estar animal e em questões ambientais, sob a ótica do ‘ESG’, garantindo as boas práticas de produção que assegurem cuidados com o meio ambiente e com a sociedade”, diz Martins. “ESG” é a sigla em inglês para Environmental, Social and Corporate Governance.

Traduzida como governança ambiental, social e corporativa, refere-se aos três fatores centrais na medição da sustentabilidade e do impacto social de um investimento ou negócio. A análise desses critérios ajuda a determinar melhor o desempenho futuro das empresas. (Embrapa Gado de Leite)

Tempo seco e frio na maior parte do Rio Grande do Sul na próxima semana

Os próximos dias de abril serão de baixos volumes de chuva na maior parte do Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 14/2021, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em parceria com a Emater-RS e o Irga.

Nesta sexta-feira (09), o tempo firme predominará, com elevação das temperaturas em todo Estado. No sábado (10) e domingo (11), o deslocamento de uma frente fria provocará chuva em todas as regiões, com possibilidade de temporais isolados, principalmente na Campanha e Zona Sul.

Na segunda (12), o tempo seco predominará na maioria das regiões. Somente nas faixas Norte e Nordeste ainda ocorrerá grande variação de nuvens, com chance de chuvas isoladas. Na terça (13) e quarta-feira (14), a presença de uma massa de ar seco e frio manterá o tempo firme e provocará o declínio das temperaturas, com mínimas abaixo de 10°C na maioria das regiões e valores próximos de 5°C na Campanha e Campos de Cima da Serra.

Os valores de precipitação previstos deverão oscilar entre 10 e 20 mm na maioria das localidades da Metade Norte. Nas demais regiões os totais oscilarão entre 25 e 60 mm, mas poderão superar 100 mm no Extremo Sul do Estado. O Boletim  Agrometerológico completo pode ser acessado clicando aqui. (SEAPDR)


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Porto Alegre, 08 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.439


Sindilat sorteia inscrições para o Fórum Milkpoint Mercado

O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) sorteará duas inscrições para o Fórum Milkpoint Mercado, que ocorrerá nos dias 27 e 28 de abril de forma on-line, entre os usuários registrados para receber diariamente a newsletter do Sindilat via WhatsApp. Esta é publicada diariamente desde 2006 sob o número da edição 3439. Para participar, é necessário já ser cadastrado ou realizar a inscrição para receber o informativo até o dia 23 de abril, às 8h30min. Os vencedores serão conhecidos no dia 23 de abril, às 13h, em transmissão ao vivo através do Instagram do Sindilat (@sindilatrs).

O sorteio é dividido em duas categorias: Novos Cadastrados e Já Cadastrados no WhatsApp. A primeira é destinada a usuários registrados para receberem a newsletter pelo WhatsApp até o dia 9 de abril, que concorrem automaticamente ao prêmio. A segunda é voltada aos novos usuários, que têm até o dia 22 de abril para realizarem a inscrição e participarem do sorteio. O vencedor de cada categoria será premiado com um ingresso para o Fórum Milkpoint (www.interleite.com.br/forum/).

O Sindilat entrará em contato com os vencedores logo após o anúncio. Estes terão até três horas para responderem com seus dados para inscrição. Caso algum dos contemplados não retorne ou recuse o prêmio, um novo sorteio será realizado e transmitido ao vivo às 16h do mesmo dia.

A newsletter do Sindilat permite ter informações diárias sobre o setor lácteo do Rio Grande do Sul, do Brasil e dos principais países produtores e consumidores, diariamente através do WhatsApp.

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EUA: demanda por lácteos voltou aos padrões pré-covid

A pandemia de coronavírus interferiu no setor de serviços alimentícios, que normalmente movimenta quase metade de todos os laticínios nos EUA, mas as vendas em restaurantes começaram a aumentar e parece que uma recuperação total pode não estar tão distante. Betty Berning, analista do Daily Dairy Report, diz que os padrões de demanda por produtos lácteos já começaram a mudar.

De acordo com a revista Fortune, 110.000 restaurantes fecharam nos Estados Unidos no ano passado e 2,5 milhões de trabalhadores do setor de alimentação perderam seus empregos.“Há um ano, o mundo fechou”, relembra Berning.

“Restaurantes, salões e até igrejas foram fechados em muitos estados, tudo devido à Covid-19. A rápida propagação do vírus e o longo fluxo de mortes que se seguiram alarmaram os líderes mundiais, que responderam da melhor forma que puderam, pedindo às pessoas que ficassem em quarentena o máximo possível.”

Uma pesquisa em andamento com 1.000 consumidores, conduzida pela National Restaurant Association desde fevereiro de 2020 mostra que antes da pandemia, 59% dos entrevistados saíam para jantar pelo menos uma vez por semana. No auge dos bloqueios, esse número caiu para 16%. Em fevereiro e março de 2021, no entanto, 37% dos entrevistados voltaram a comer fora todas as semanas.

“Esse é o número mais alto desde o início da pandemia”, observa Berning. “Parece que, à medida que as vacinas se tornam mais prevalentes, os consumidores ficam mais dispostos a comer fora.” Além disso, Berning observa que as reservas de jantar feitas por meio do Open Table caíram quase 100% no início do bloqueio, em comparação com 2019.

“Embora as reservas na semana passada ainda fossem menores que em 2019, elas melhoraram significativamente para apenas 30%, e as reservas têm aumentado constantemente desde janeiro”, observa ela.

À medida que mais pessoas são vacinadas e voltam aos velhos hábitos de comer fora e a economia dos EUA aumenta, a mudança na demanda por laticínios se tornará ainda mais evidente, disse Berning. Em março, os fabricantes de queijo e manteiga viram as vendas de serviços alimentícios se fortalecerem, com alguns produtores de manteiga dizendo que os níveis de pedidos estavam se aproximando dos níveis anteriores à Covid, de acordo com o Dairy Market News do USDA.

Ao mesmo tempo, as vendas no varejo de queijo têm se mantido estáveis e a demanda por manteiga no varejo tem sido forte devido às vendas de Páscoa e promoções nos supermercados, acrescentou ela.

“É possível que a forte demanda de lácteos no varejo, experimentada durante a pandemia possa diminuir à medida que o serviço de alimentação se recupera e os consumidores trocam comer em casa por jantar fora”, observa Berning.

“Isso pode significar um aumento nas vendas de queijos de estilo italiano, normalmente consumidos com mais frequência fora de casa, enquanto a demanda por blocos, fatias e pacotes de Cheddar no varejo pode diminuir.”

Outro sinal de que os padrões de demanda por laticínios começaram a voltar ao normal é que os fabricantes de concentrado de proteína de soro de leite (WPC) têm produzido menos WPC 34 e mais WPC 80 e isolados de proteína de soro de leite.
Tanto o WPC 80 quanto os isolados de proteína de soro são usados na nutrição esportiva e, agora que as academias foram reabertas, a demanda por esses produtos também está crescendo. “À medida que mais escolas e faculdades retomam o aprendizado presencial, a demanda por leite em caixinha também aumentará”, finalizou. (As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

 

Câmara do Agro 4.0 aprova planejamento para expansão do acesso à internet no campo

Plano de Ação prevê aquisição de tecnologias e serviços inovadores no ambiente rural

A Câmara do Agro 4.0 aprovou na última quarta-feira (7) o Plano de Ação para o período 2021-2024, focado na expansão do acesso à internet no campo e na aquisição de tecnologias e serviços inovadores no ambiente rural.

Dentre as ações listadas no Plano, estão a identificação e o desenvolvimento de soluções para o Agro 4.0, o fortalecimento de instrumentos adequados de oferta e acesso a inovações pelos proprietários rurais e a garantia do volume de recursos necessários, a um custo viável, para a implementação dessas soluções.

Nesse sentido, espera-se o aumento da oferta de soluções inovadoras no mercado, por parte de empresas de base tecnológica, startups e integradoras, bem como a utilização, cada vez mais rotineiras dessas soluções no dia a dia das propriedades rurais do Brasil, em especial nas de pequeno e médio portes. Além disso, a coordenação apontada no Plano de Ação evitará a sobreposição de de esforços individuais de instituições públicas e privadas para solucionar necessidades e demandas do Agro 4.0 no País.

“Existe uma expectativa muito positiva em relação à transformação digital da nossa agropecuária. A agenda Agro 4.0 levará ao campo conectividade, informação qualificada, tecnologia e inovação, elementos essenciais para manter o Brasil como protagonista no Agro global”, diz o coordenador-geral de Inovação Aberta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Daniel Trento.

O objetivo da Câmara do Agro 4.0 é implementar ações destinadas à expansão da internet no meio rural, ao aumento da produtividade no campo, e à difusão de novas tecnologias e serviços inovadores nas propriedades rurais. Participam da Câmara representantes de entidades dos setores produtivo e de pesquisa agropecuária e de tecnologia do país, além de representantes do Mapa, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). (MAPA)


Jogo Rápido

Mapa convoca veterinários gaúchos habilitados no PNCEBT para recadastramento
Médicos veterinários habilitados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) para atuar no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), com portaria publicada até 20/02, deverão realizar recadastramento até o dia 30 de junho de 2021. O recadastramento está sendo solicitado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e será feito exclusivamente por via eletrônica neste link. O recadastramento foi definido através da portaria do Mapa nº 68 de março de 2021 . “O recadastramento tem como objetivo atualizar a base de dados dos MVH (Médicos Veterinários Habilitados) do PNCEBT. Na oportunidade do recadastramento, alguns destes habilitados passarão por vistoria para verificar a regularidade das atividades e conformidade da estrutura para realização de testes”, destaca Rodrigo Etges, médico veterinário do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal da Secretaria. Mais informações sobre o PNCEBT clique aqui.

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 07 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.438


Campo espera impactos do auxílio emergencial

Agropecuária acredita que, como no ano passado, benefício aumentará a demanda por produtos rurais porque será gasto com alimentação

A retomada do auxílio emergencial, que começou a ser pago nesta terça-feira, deve provocar repercussões no campo. Embora o valor esteja abaixo do praticado no ano passado, ficando na média de R$ 250,00 por família, o benefício é considerado uma ferramenta importante para estimular o consumo durante a pandemia da Covid-19 e, por ser utilizado principalmente para atender necessidades alimentares, deve aquecer a demanda por produtos agropecuários.

“O auxílio emergencial foi a grande mola do consumo interno no ano passado e teve um papel muito importante no consumo de alimentos”, resume o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz. Ele observa que, para a agropecuária, o auxílio emergencial favoreceu principalmente o consumo de itens produzidos quase em sua totalidade para o mercado interno, como é o caso dos lácteos e do feijão. No arroz e nas carnes, o impacto foi considerado “médio”. Apesar disso, conforme o economista, o efeito da suspensão do auxílio, no último trimestre de 2020, não foi maior porque os estoques destes produtos estavam baixos. Quanto ao valor concedido nesta nova etapa, da Luz observa que, quanto maior o recurso, maior será a demanda, mas ressalva que a medida também provoca efeitos na inflação.

A agricultura familiar espera aumento da demanda por seus produtos. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Carlos Joel da Silva, afirma que a suspensão do auxílio, em dezembro, afetou a produção de suínos, frangos, leite e hortifrutigranjeiros, já que as famílias tiveram de reduzir despesas com alimentação. “Quem comprava cinco litros de leite passou a comprar dois ou três e isso impactou diretamente na produção”, observa o dirigente. Por isso, Silva vê com otimismo a retomada dos pagamentos, embora avalie que o valor poderia ter continuado em R$ 600,00. O dirigente sustenta que os recursos injetados na economia favorecem não apenas os agricultores e a indústria, mas à sociedade em geral.

No setor de lácteos, a expectativa é de que o auxílio emergencial possa beneficiar o segmento, que enfrentou dificuldades no primeiro trimestre, justamente em razão da queda no consumo. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), Guilherme Portella, o desempenho foi influenciado por questões sazonais, mas também pela interrupção no pagamento do auxílio emergencial. “Com a retomada, as pessoas vão ter maior poder de compra”, aposta o dirigente. Portella considera o auxílio emergencial “imprescindível” neste momento e acredita que ele vai se refletir na aquisição de produtos básicos, nos quais está incluído o leite. (Correio do Povo)


Dia Mundial da Saúde: Leite é saúde!

Saúde – Estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o dia 7 de abril é celebrado como o Dia Mundial da Saúde. Todos os anos, a OMS escolhe um tema para esta data sendo o tema deste ano “Construindo um mundo mais justo e saudável”, propondo reflexão além da saúde, para os fatores que influenciam na qualidade de vida, principalmente, nesse último ano com a pandemia.

Com o Covid-19 ficou claro que o nosso mundo é desigual. Algumas pessoas são capazes de viver vidas mais saudáveis, com melhor acesso aos serviços de saúde, isto devido a sua posição social e condições com que nascem, vivem, trabalham e envelhecem.

Em todo mundo, várias pessoas não apenas possuem acesso limitado a serviços de saúde, mas também lutam para sobreviver com pouca renda, possuem condições precárias de moradia e educação, menos oportunidades de emprego, experimentam maior desigualdade de gênero e possuem pouco ou nenhum acesso a locais seguros, água e ar limpos, segurança alimentar e serviços de saúde. Essas condições levam a sofrimento desnecessário, doenças que podem ser evitadas e mortes prematuras, além de prejudicar tanto a sociedade quanto a economia.

A pandemia atingiu duramente todos os países, mas seu impacto foi mais severo nas comunidades mais vulneráveis, que estão mais expostas a doenças, com menor acesso aos serviços de saúde de qualidade e mais frágeis às consequências advindas das medidas implementadas para conter a pandemia.

É por isso que, este ano, a OMS escolheu como tema “Construindo um mundo mais justo e saudável”, pedindo aos líderes de todo o mundo que garantam a equidade na saúde como peça central para a luta contra o Covid-19.

Leite & Nutrição: O leite e seus derivados são uma fonte vital de nutrição e saúde para diversas pessoas, é por isso, que este alimento tão rico e nutritivo tem que ser lembrado e reforçado neste Dia Mundial da Saúde.

Além de saúde, apresentam uma fonte de renda para agricultores e suas famílias, indústrias e outras partes que estão inseridas nesta cadeia de valor.

O leite e seus derivados merecem destaque por constituírem um grupo de alimentos de grande valor nutricional, uma vez que são fontes consideráveis de proteínas de alto valor biológico, além de conterem vitaminas e minerais. O consumo habitual desses alimentos é recomendado, principalmente, para que se atinja a adequação diária de ingestão de cálcio, um nutriente que, dentre outras funções, é fundamental para a formação e a manutenção da estrutura óssea do organismo (Muniz et al., 2013).

De acordo com a FAO, o leite é considerado o principal alimento fonte de cálcio para a nutrição humana e sua ingestão está ligada à melhora da densidade óssea.

Leite, sociedade e política: Mas o leite também possui seu papel social e político. Foi o que ocorreu no Chile, onde um trabalho conjunto entre pesquisadores e governo resultou na diminuição da desnutrição infantil graças ao leite, elevando a desnutrição infantil do Chile a níveis de países desenvolvidos.

Um trabalho conjunto do Dr. Fernando Monckeberg Barros - criador do Instituto de Nutrição e Tecnologia dos Alimentos (INTA) da Universidade do Chile, com a Corporação para a Nutrição Infantil (CONIN) impulsionou e melhorou a saúde pública incentivando o consumo de leite que era entregue nos consultórios dentro do programa de controle de crianças sadias, ao qual se juntou a entrega de leite nas escolas.

Este dia Mundial da Saúde tem o papel de reforçar o que precisamos neste momento tão cauteloso que nos encontramos com a pandemia do Covid-19: um trabalho conjunto entre sociedade, pesquisadores e políticas públicas para tornar acessível e igualitário às condições de saúde de todos os países, principalmente, daqueles mais vulneráveis.

O leite é um alimento rico em nutrientes, cálcio, fósforo, magnésio, zinco, vitaminas e tem como vantagem o seu baixo custo frente aos nutrientes que oferece, além de auxiliar no aumento da imunidade sendo um forte aliado no enfrentamento ao novo coronavírus. (Fonte: Terra Viva | Dados: FAO; OMS; SBAN)

 

Uruguai – INALE divulgou novos indicadores

A captação de leite pelas indústrias aumentou 6% em fevereiro de 2021 (totalizando 138 milhões de litros) em relação ao registro deste mesmo mês de 2020 e também aumentou 6% no acumulado do ano (302 milhões) em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esse foi um dos dados apresentados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) no boletim de análise “Indicadores Mensuales Lechería UY marzo 2021”, elaborado pela Área de informação e Estudos Econômicos do dito instituto.

Também foi mostrado que o preço pago ao produtor de leite em fevereiro de 2021 foi de UY$ 13,7 por litro [R$ 1,78], 11% mais que no mesmo mês de 2020, e que o valor médio de 2021 está em UY$ 13,5 por litro [R$ 1,75], 11% a mais em relação ao primeiro bimestre de 2020.

Em dólares, há queda de 1% em fevereiro de 2021 (US$ 0,32/litro equivalente a R$1,76) em relação a fevereiro de 2020 e queda de 2% no acumulado do ano (US$ 0,32/litro equivalente a R$1,76) em relação ao acumulado no ano passado neste período.

O poder de compra do produtor de leite em fevereiro de 2021 ficou no nível 75 (5% menor em relação a fevereiro de 2020) e no acumulado do ano o índice é o mesmo, mas caiu 1% em relação ao acumulado nos primeiros dois meses do ano passado.

Leite Equivalente: Em fevereiro de 2021 o indicador leite equivalente para o mercado externo alcançou 93 milhões de litros (26% a mais que em fevereiro de 2020) e no acumulado anual chegou a 225 milhões (8% a mais em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado). Para o mercado interno, o registro foi de 46 milhões de litros em janeiro (-9% em relação a janeiro de 2020).

Preço do leite para a indústria - Exportação: US$ 0,50 [R$2,76] em fevereiro de 2021 (2% mais em relação ao mesmo mês de 2020) e US$ 0,47 [R$2,59] no acumulado de 2021 (1% mais que no acumulado do ano anterior nos dois primeiros meses). Mercado interno: US$ 0,72 [R$3,98] em janeiro de 2021 (2% menor que no mesmo mês de 2020).

Faturamento: O faturamento envolvido no mercado de exportação em fevereiro de 2021 alcançou US$ 46 milhões [R$254 milhões), 29% mais, em relação a igual mês de 2020; no acumulado anual em 2021 o valor é de US$ 105 milhões [R$580 milhões], 10% superior ao verificado em janeiro e fevereiro de 2020. No caso do mercado interno, em janeiro de 2021 o faturamento foi US$ 33 milhões [R$182 milhões], 11% menos do que no mesmo mês de 2020. Finalmente foi apurado que em janeiro de 2021 a participação do preço ao produtor foi de 59% com uma queda de 2% em relação a janeiro de 2020. (Fonte: El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido

Últimos dias do primeiro lote - Fórum MilkPoint Mercado
Quais os possíveis caminhos que o mercado lácteo seguirá em 2021? O que esperar entre os elos da cadeia desde a produção, indústria até o consumidor final? Os questionamentos são inúmeros, dentro do cenário nacional e internacional. Se preparar é fundamental na hora da tomada de decisão em um ambiente tão incerto. Para isso, conhecimento e informação fazem a diferença. Por isso, realizaremos nos dias 27 e 28 de abril o Fórum MilkPoint Mercado 2021, o principal evento sobre o cenário lácteo e suas tendências. Em sua décima edição e segunda online, o Fórum MilkPoint Mercado traz um time de palestrantes incrível e conta com uma plataforma alternativa e dinâmica, levando ao participante uma experiência única de conhecimento e informação. Mas fique ligado! Estamos nos últimos dias do primeiro lote. Entre no nosso site, se inscreva e participe dessa experiência única! (Milkpoint)