Porto Alegre, 09 de abril de 2026 Ano 20 - N° 4.607
Tetra Pak renova Centro de Inovação ao Cliente no Brasil e amplia personalização e cocriação de novos produtos
O Centro de Inovação ao Cliente (CIC) da Tetra Pak, líder mundial em soluções para processamento e embalagens de alimentos e bebidas, em Monte Mor/SP, foi reinaugurado nesta semana, reforçando o compromisso da empresa como parceira da indústria.
A atualização do espaço de 620m² recebeu um investimento de R$ 10 milhões e faz parte de uma estratégia global da Tetra Pak de modernização e expansão de seus CICs e Centros de Desenvolvimento de Produtos (PDCs), com foco em acelerar a inovação oferecendo maior flexibilidade, novas tecnologias e experiências mais personalizadas para os clientes.
Observa-se, hoje, uma forte demanda por produtos alimentícios e bebidas de maior valor agregado e mais inovadores. Para competir regional e globalmente, os fabricantes precisam de ciclos de validação mais rápidos, desenvolvimento mais eficiente e a capacidade de escalar com confiança. O CIC e o CDP oferecem essa plataforma – unindo as capacidades da Tetra Pak em inovação de produtos e excelência em processamento, atuando como um hub de inovação em alimentos. Isso ajudará os fabricantes a acelerarem o desenvolvimento de produtos e a apoiar um crescimento mais sustentável em todo o setor.
“Com a modernização do CIC no Brasil, a Tetra Pak reforça seu papel como parceira de ponta a ponta na produção e inovação da indústria de alimentos e bebidas, oferecendo um ambiente cada vez mais tecnológico e colaborativo. Com o CIC, oferecemos a nossos parceiros a possibilidade de explorar tendências, identificar oportunidades e cocriar soluções a partir das demandas dos consumidores. Depois, em nossos PDCs, transformamos essas ideias em produtos reais, com testes e validações”, explica Tiago Cardoso, presidente da Tetra Pak Brasil.
Com investimento de R$ 40 milhões, o CIC foi inaugurado no Brasil em 2017, em Monte Mor, cidade que abriga uma das fábricas da Tetra Pak no país, e desde então, foram quase 300 lançamentos de novos produtos. O Centro de Inovação ao cliente é voltado à cocriação, discussão de ideias, desenvolvimento de conceitos, aprimoramento de produtos existentes, além de apoiar a introdução de novas categorias no mercado, para empresas parceiras que vão de grandes fabricantes a startups.
Agora, em 2026, como parte do plano global de inovação e expansão dos CICs, o espaço passa a oferecer uma jornada ainda mais interativa e orientada por dados, com soluções digitais que tornam as interações mais dinâmicas. Por meio de ferramentas interativas, como mesas inteligentes, é possível personalizar apresentações e alinhar expectativas de forma mais eficiente ao longo do processo. As melhorias também incluem ampliação do espaço e maior flexibilidade para receber desde pequenos grupos até grandes equipes de clientes.
Composto por diferentes ambientes – sala de produtos, sala de ideias, planta piloto e centro de treinamento técnico –, o CIC oferece aos clientes um amplo usufruto de todos os seus recursos que convida as empresas a enxergarem o panorama completo de seus negócios, explorar insights de consumo e cocriar soluções inovadoras em sessões colaborativas. No CIC, a jornada se estrutura em quatro etapas essenciais: visão, criação, entrega e crescimento. Já nos PDCs, essas ideias ganham forma por meio de desenvolvimento de formulações, testes em planta piloto e validação para produção em escala, garantindo uma jornada completa, do conceito ao mercado.
A evolução do CIC em Monte Mor, que agora conta com 20 funcionários diretos, reflete o compromisso global da Tetra Pak com a transformação da indústria de alimentos e bebidas. A empresa busca impulsionar o desenvolvimento e o lançamento de novos produtos com mais agilidade, combinando inovação, colaboração e inteligência de dados. Ao integrar tecnologia, expertise e cocriação em um único ambiente, a Tetra Pak amplia seu papel como parceira estratégica dos clientes na construção do futuro da alimentação.
As informações são da Assessoria de Imprensa da Tetra Pak
CNA debate cenário atual do setor lácteo
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (7), da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, o vice-presidente, Allan Tormen, e o assessor técnico Guilherme Dias, estiveram no encontro.
Na reunião foi apresentada uma análise da Embrapa Gado de Leite sobre o cenário do mercado lácteo atual. Foram destacados fatores internos, como a economia doméstica, e externos, como o aumento das importações de lácteos, especialmente de países do Mercosul, que vêm influenciando as cotações pagas ao produtor.
Nos últimos três meses, a atividade leiteira tem apresentado margens negativas, influenciadas pelos elevados volumes de importações, mas as perspectivas no médio prazo indicam que a sazonalidade da produção poderá contribuir para a necessária recuperação dos preços ao produtor. No fechamento de 2025, as cotações acumularam queda de 25%, com os valores pagos em dezembro representando os menores desde fevereiro de 2018.
Outro tema discutido foi a revisão dos regulamentos técnicos de identidade e qualidade (RTQ) de produtos como requeijão e doce de leite, além da elaboração de regulamentos para o soro de leite.
Os integrantes da reunião também discutiram possíveis impactos do fim da escala de trabalho 6x1, tabelamento de frete e o cenário atual do setor lácteo.
Sobre a questão trabalhista, os membros ressaltaram a importância de que qualquer alteração legislativa seja baseada em estudos técnicos consistentes. Ma ressaltou que o setor agropecuário, incluindo a cadeia leiteira, já enfrenta desafios relacionados à escassez de mão de obra no campo.
“Há preocupação de que mudanças no regime de trabalho possam agravar esse cenário e resultar em aumento no preço dos alimentos ao consumidor”.
O consultor jurídico da CNA, Rodrigo Kaufman, fez um histórico das discussões no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o a constitucionalidade do tabelamento do frete.
Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
RS: temperaturas elevadas trouxeram estresse térmico a rebanhos de leite durante verão 2025/2026
As temperaturas do ar médias elevadas do verão apresentaram um desafio para o manejo dos rebanhos bovinos de leite no Rio Grande do Sul, especialmente durante o mês de fevereiro. Estes são os resultados das análises de dados publicadas no Comunicado Agrometeorológico 101 - Especial Biometeorologico Verão 2025/2026, editado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).
O Comunicado analisa as condições meteorológicas ocorridas no período, como precipitação pluvial, temperatura e umidade do ar. Utilizando o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), a publicação documenta e identifica as faixas de conforto/desconforto térmico calórico às quais os animais foram submetidos, estimando os efeitos na produção de leite.
Em dezembro de 2025, 52,6% dos municípios gaúchos apresentaram ITU médio indicativo de estresse térmico leve a moderado, com valores máximos absolutos superiores a 80% em mais da metade dos locais. Em média, os bovinos foram expostos a estresse térmico em 53,3% das horas avaliadas. O mês de janeiro de 2026 registrou ITU médio semelhante ao de dezembro, com aumento do percentual de horas em estresse severo e crítico, atingindo valores máximos absolutos de até 88,1 em Porto Vera Cruz. O estresse térmico ocorreu em 51% das horas avaliadas.
Já fevereiro apresentou o ambiente mais desafiador no manejo dos rebanhos, com 57% das horas permanecendo em estresse térmico e ITU médio de 72,2%. “Onze municípios atingiram estresse crítico em algumas horas, com percentuais de períodos em estresse severo e crítico superiores aos meses anteriores, especialmente no Vale do Uruguai e Região Missioneira”, detalha a pesquisadora Ivonete Tazzo, uma das autoras do comunicado.
Vacas de maior produção de leite são mais vulneráveis ao estresse térmico calórico. “As estimativas de declínio da produção diária de leite devido ao estresse térmico no verão 2025/2026 variaram de 16,25% a 34%, dependendo da região do estado”, complementa a pesquisadora.
Para reduzir os impactos negativos do clima na produção leiteira, é preciso adotar estratégias de manejo nos períodos mais críticos de estresse térmico. “Algumas das estratégias adotadas são: disponibilizar áreas com sombreamento natural ou artificial para evitar exposição direta ao sol; garantir acesso livre e contínuo a água de boa qualidade; promover circulação de ar e resfriamento evaporativo, com ventiladores, aspersores, painéis evaporativos; ajustar dietas para reduzir o aporte calórico; e selecionar animais mais adaptados a ambientes quentes”, enumera.
As informações são da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul
Jogo Rápido
Criadores de gado Holandês têm até 30 de abril para se inscrever na Fenasul Expoleite
Criadores da raça Holandesa já podem se inscrever para participar da 19ª Fenasul e da 46ª Expoleite, que serão realizadas de 13 a 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O prazo para garantir presença na Exposição Morfológica e no Concurso Leiteiro encerra em 30 de abril, dentro do cronograma oficial da organização. Promovido pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), o evento é etapa obrigatória do Circuito Exceleite, reunindo criadores de diferentes regiões do Estado. A programação contempla avaliações técnicas e produtivas, com foco na qualidade genética dos animais e no desempenho dentro dos sistemas de produção.O presidente da Gadolando, Marcos Tang, ressalta a tradição da feira dentro da pecuária leiteira gaúcha e sua ligação histórica com o calendário do setor. “A exposição tem origem no gado leiteiro e acompanha a própria história da Expointer, sendo realizada há décadas no Estado, sempre no período de outono”, afirma. (Terra Viva)