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Porto Alegre, 12 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.819

Recepção de leite no 2º trimestre de 2018

Recepção - No 2º trimestre de 2018, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária - seja ela Federal, Estadual ou Municipal - foi de 5,47 bilhões de litros, representando uma queda de 3,2% em relação à quantidade adquirida no 2º trimestre de 2017. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, esse volume foi 8,9% menor. Os dados foram publicados pelo IBGE. Relatório IBGE  (IBGE/Terra Viva)

Sustentabilidade na pecuária leiteira é tema em dia de campo

Sustentabilidade - A produção de leite com sustentabilidade econômica, social e ambiental será foco do IV Dia de Campo Integração Lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que vai acontecer no dia 18 de setembro, na Embrapa Trigo, em Passo Fundo, RS. A realização é da Embrapa, Emater/RS-Ascar, Sebrae e Rede ILPF.
Mapa do leite 
O Brasil é o quarto maior produtor mundial de leite, com 35,1 bilhões de litros/ano e média anual de 1.780/litros/vaca. Conforme dados do Censo Agropecuário, em 2006 o Brasil contava com 1,35 milhões de propriedades leiteiras, envolvendo cerca de 2,7 milhões de trabalhadores. O estado líder no leite é Minas Gerais, com quase 9 bilhões de litros por ano, 27% do total nacional, seguido por Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Com média estimada de 3.049 litros/vaca/ano, quase o dobro da média brasileira, a Região Sul puxa a produtividade na pecuária leiteira. No ano passado, cerca de 38% do volume total de leite produzido no País veio da Região Sul. A produtividade animal aumentou 43,5% na última década. A expectativa, registrada no Anuário do Leite 2018, é que a Região Sul deverá ultrapassar a Região Sudeste ainda no próximo ano e, até 2025, a Região Sul deverá produzir mais da metade de todo o leite brasileiro. 

De acordo com o Centro de Inteligência do Leite, regiões como sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul formam a nova "Meca" do leite no Brasil, apresentando o maior crescimento na produção e atraindo investimentos da indústria de laticínios. O maior destaque em produtividade é o município de Castro, no Paraná, que ganhou o título de Capital Nacional do Leite, conferido em lei federal em 2017, onde a média chega a 7.478 litros/vaca/ano. Já Santa Catarina apresentou crescimento de 92% na produção nos últimos 11 anos. A maior média de produtividade anual é no Rio Grande do Sul, com 3.240 litros/vaca.

A atividade leiteira na Região Sul envolve cerca de 300 mil produtores, a maioria agricultores familiares que dependem da diversificação para manutenção da renda. A atividade leiteira nos estabelecimentos familiares é estratégica como fonte regular de renda no campo, muitas vezes associada à produção de grãos. São sistemas de integração lavoura-pecuária que, muitas vezes, se complementam utilizando a área de lavoura como base para a alimentação do rebanho através de pastagens, alimento conservado (feno e silagem) e grãos utilizados na formulação de rações.

Oferta de alimento
Para o pesquisador da Embrapa Trigo, Renato Fontaneli, entre as explicações para as melhores produtividades na Região Sul estão a experiência do produtor, o investimento em genética e, principalmente, a diversidade de forrageiras/pastagens adaptadas ao ambiente e com potencial de rentabilidade: "A Região Sul está numa área de transição entre a zona tropical e a zona temperada, possibilitando o cultivo tanto de forrageiras de clima temperado, como espécies típicas de regiões tropicais quentes e úmidas. Assim, dispomos de opções de pastagens que oferecem alimento a menor custo durante todo o ano", afirma Fontaneli.

Contudo, o produtor de leite ainda enfrenta períodos críticos na oferta de pasto aos animais, são os vazios forrageiros outonal (março a maio) e primaveril (setembro a novembro), um período intermediário entre a semeadura ou rebrote das novas pastagens. Segundo a Embrapa, o adequado planejamento forrageiro e o investimento em adubação podem sanar a baixa oferta de alimento: "O produtor de leite da Região Sul está acostumado a limitar o pasto em aveia preta e azevém, comum, no inverno, e milheto ou capim sudão no verão, que geralmente são manejados e adubados de forma insuficiente, permitindo forragear os animais apenas por seis a oito meses ao ano", explica o pesquisador Renato Fontaneli. Para minimizar a escassez, o pesquisador recomenda utilizar espécies anuais de inverno, escolhendo cultivares mais produtivas e de ciclo conhecido, de aveias, centeio, triticale, trigo, cevada, azevém, ervilha, ervilhacas e trevos, compondo sistemas com as forrageiras anuais de verão, como sorgo pastejo e silageiros, capim sudão e cultivares modernas de milheto e milho grão, recém colhido em com alta densidade (150 a 250 mil sementes por hectare). 

De acordo com o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Sérgio Juchem, entre 40 e 60% do custo do leite está na alimentação das vacas. A unidade energética (energia metabolizável) obtida com o uso de feno ou silagem custa o dobro da obtida com pastagens, enquanto que o uso de concentrado eleva o custo da unidade energética em quatro a cinco vezes a obtida na pastagem. "A produção de forragem por pasto é a maneira mais econômica de se produzir leite. Por isso, é importante que a pastagem seja bem manejada e que o produtor saiba explorar o potencial produtivo de cada forragem para fazer a melhor escolha", afirma Juchem.

Conservação do Solo
A cobertura do solo com espécies forrageiras também pode fazer parte das estratégias para descompactação, com uso das raízes das gramíneas e a palhada atuando na recuperação de áreas degradadas. Nas áreas com animais, o cuidado está com o limite da carga animal (lotação) e a maior oferta de pasto para evitar reduzir a movimentação dos animais na área. Ainda, evitar soltar as vacas após vários dias de chuva ou em baixa oferta de forragem (pasto rapado) pode garantir a qualidade do solo, com fertilidade capaz de favorecer a lavoura de grãos em integração lavoura-pecuária. "O maior problema dos sistemas integrados é quando o produtor de grãos simplesmente solta os animais na área ociosa, com baixa cobertura de solo ou faz o inverso, semeando direto após retirar o plantel, com baixa quantidade de resíduo de pasto", alerta o pesquisador da Embrapa Trigo, Henrique Pereira dos Santos. 

Estudos da Embrapa mostram que os sistemas que integram pastagens com produção de grãos (verão e inverno) são mais lucrativas do que áreas destinadas somente à produção de grãos. Além de promover a melhor ciclagem de nutriente e aporte de carbono no solo, os sistemas integrados de produção agropecuária (ILPF) ainda permitem a diversificação da renda, distribuindo o ganho do leite em receita líquida mensal, ou engorda de novilhos, somada ao retorno com a colheita de grãos ou forragem conservada.

IV Dia de Campo Integração Lavoura-pecuária-floresta
Dia: 18 de setembro de 2018
Horários: turno da manhã (8h às 12h) ou turno da tarde (13h30 às 17h). 
Local: vitrine da Embrapa Trigo, Passo Fundo/RS, BR 285, km 294
Estações: 
- Solos: compactação e espécies de cobertura
- Conservação de forragem
- Custos de alimentação
- Planejamento forrageiro
Realização: Rede ILPF, Embrapa, Sebrae e Emater/RS; apoio Boqueirão, PivotAgro e UPF.
Informações: 54-3316-5800. (Embrapa)

 
 

TRIBUTOS AGRO SOB CONTROLE

Planejamento tributário é a aposta da startup Essent Agro, de Tucunduva, no Noroeste, para mudar a forma como o agricultor visualiza seus gastos e planeja investimentos. Para reduzir o tempo gasto para reunir notas fiscais a cada declaração de imposto de renda, a empresa propõe um sistema que importa e organiza os documentos da produção, com base no número do CPF. Por meio de um aplicativo de smartphone, o cliente tem acesso, ao fim de cada mês, ao cálculo da prévia do imposto de renda a ser pago no ano seguinte. Segundo o presidente da Essent Agro, Giandrei Basso, a startup também pensa maneiras para o produtor reinvestir o seu dinheiro: 

- A ideia é sugerir formais legais para pagar melhor o imposto de renda. Isso pode ser feito de diversas maneiras, pela antecipação de compra de insumos ou de pagamento de contas, por exemplo. Há um ano no mercado, a startup já tem parcerias importantes. Recentemente, acertou com a multinacional Bayer a inclusão do aplicativo em sua plataforma. A semeadura do milho chegou a 13% da área estimada para a safra, segundo a Emater. (Zero Hora)

RS: leite vem dando renda ao produtor, mas cenário pode mudar
O preço pago ao produtor de leite cresceu por meses seguidos desde o início de 2018, segundo indicadores do Cepea. No Rio Grande do Sul, pecuaristas também ganharam mais neste ano, mas já sabem que um novo recuo está por vir. Assista o vídeo. (Canal Rural) 

 

Porto Alegre, 11 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.818

Rotulagem: TPS aponta necessidade de mudança

Rotulagem - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) consolidou os resultados preliminares de uma Tomada Pública de Subsídios (TPS) sobre rotulagem nutricional de alimentos, que contou com ampla participação dos setores afetados pelo tema. De acordo com o órgão, mais de 33 mil contribuições foram recebidas durante a consulta aberta ao público. As sugestões foram enviadas por um total de 3.579 participantes, com destaque para os consumidores, que representaram 63% desse total. Os dados revelam que, para 88% dos participantes, a rotulagem nutricional não ajuda a identificar facilmente o valor nutricional do alimento; 91% entendem que a forma de apresentação das informações nutricionais deveria ser alterada. A participação internacional na TPS também foi expressiva - foram recebidos comentários de 101 representantes de 27 países, especialmente de instituições de ensino, consumidores, setor produtivo e sociedade civil. 

Inovação
Realizada entre os dias 25/05 e 24/07 deste ano, a TPS nº 1/2018 buscou coletar informações ou evidências sobre o Relatório Preliminar de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre Rotulagem Nutricional. Esse mecanismo de consulta aberta ao público é uma inovação recente adotada pela Agência na condução de temas regulatórios, em alinhamento às diretrizes de Boas Práticas Regulatórias da Anvisa e as recomendações da Casa Civil.

Logo após o encerramento do período de 60 dias de consulta, a Anvisa disponibilizou a planilha de contribuições da TPS nº 1/2018 com os dados brutos das contribuições recebidas. Além disso, foi iniciado o processo técnico de análise e consolidação dessas contribuições.

Após o tratamento inicial dos dados, que incluiu a identificação de contribuições duplicadas, a Anvisa elaborou um documento com os resultados preliminares da participação social na TPS. A Anvisa continuará com o processo de análise das contribuições e, em momento oportuno, divulgará o Relatório de Consolidação das Contribuições da TPS. Ao mesmo tempo, a análise dos resultados trará os insumos necessários para a conclusão do Relatório de AIR submetido a contribuições, e a versão final deste documento será o subsídio para a futura decisão regulatório acerca do tema.

A divulgação dos dados da TPS reforça o compromisso da Anvisa com a condução transparente desse processo. Maiores informações sobre o assunto e os resultados iniciais da participação social podem ser acessadas na página específica da TPS. (Anvisa)

 

Leite em pó se destaca no consumo dos brasileiros e conquista novos lares compradores

Estudo elaborado pela Kantar Worldpanel e que analisa o consumo de leite no Brasil aponta que o segmento em pó foi o único a crescer de janeiro a junho deste ano. O produto ganhou penetração (3,9pp) em quase todas as regiões do país - exceto Grande São Paulo e Sul -, o que significa que mais de 2 milhões de lares passaram a comprar leite em pó.
Já o UHT se manteve estável, crescendo em volume na Grande São Paulo e na região Leste + Interior do Rio de Janeiro - nas demais, houve retração. O levantamento revela ainda que no Nordeste o UHT vem sendo substituído pelo leite em pó.

Analisando o período de paralisação dos caminhoneiros, que afetou o país em maio passado, a Kantar Worldpanel apurou que não houve queda no consumo de leites no período, mas que o impacto foi sentido no preço médio.

Ainda segundo a empresa, os leites especiais (enriquecidos ou fortificados, por exemplo) seguem como grandes apostas da indústria, no entanto, ainda deixam os consumidores em dúvida em relação aos benefícios proporcionados. (As informações são da Kantar Worldpanel)

EUA: centros de pesquisa universitários fornecem base para futura mão de obra na cadeia láctea

Os programas do DMI National Dairy Foods Research Center em universidades dos EUA formaram futuros trabalhadores e impulsionaram a inovação em produtos lácteos por mais de 30 anos. Dairy Checkoffs (programa americano de promoção de produtos lácteos) nacionais e locais, financiam os programas em universidades de todo o país, e cada um deles tem seus próprios pontos fortes. Os alunos aprendem coisas como especialização em segurança alimentar e produção de queijos de especialistas técnicos, para melhorar o setor e introduzir produtos no mercado.

Os programas existem nas determinadas faculdades:
Universidade de Minnesota;
Universidade Estadual de Iowa;
Universidade do Estado de Kansas;
Universidade de Missouri;
Universidade de Nebraska;
Universidade de Cal Poly;
Universidade de Cornell;
Universidade Estadual de Utah;
Universidade Brigham Young;
Universidade Estadual de Oregon , Texas A & M;
Universidade de Idaho;
Universidade Estadual de Weber;
Universidade de Wisconsin-Madison.

Cada programa escolar colabora com organizações fundadas por agricultores, como o National Dairy Council, o Innovation Center for Dairy  e o US Dairy Export Council, além de processadores e fabricantes locais.

Êxito no mercado de trabalho
Diretores de programa e educadores disseram ter visto grande sucesso entre os estudantes após a graduação, fornecendo ao mercado trabalhadores qualificados que imediatamente encontram emprego na produção de laticínios, fabricação e ciência de alimentos. A South Dakota State University (SDSU), em particular, produziu várias inovações no setor de queijos. Por exemplo, o queijo Jack Daniels e queijo de bacon, criados recentemente pelos alunos da instituição.

Vikram Mistry, chefe do Departamento de Dairy and Food Science da SDSU, disse que o programa além de educativo, é único. "Por essa razão, os graduados têm uma incrível oportunidade de colocação; na verdade, 100% de colocação. Eu estou aqui desde 1986 e vi que a maioria dos alunos se formam e recebem entre uma a cinco ofertas de emprego dentro da indústria".  A indústria de lácteos tem visto muitas mudanças nos 30 anos em que o programa está sendo executado. A agricultura em geral sofreu um declínio, o consumo de lácteos está caindo e a tecnologia reformulou completamente a maneira como a fabricação e o processamento acontecem.

Sistemas sofisticados
Ainda assim, muitas categorias de empregos na indústria de lácteos permaneceram praticamente as mesmas. De acordo com Bill Graves, vice-presidente sênior de pesquisa de produtos do National Dairy Council, a tecnologia permitiu que os empregos no setor leiteiro fossem mais sofisticados do que nunca. "Os centros de pesquisa de laticínios são um ótimo recurso para ajudar a indústria mais ampla a se adaptar aos avanços tecnológicos e a se manter no topo dessas novas sofisticações", comentou o vice-presidente. Laticínios modernos têm coisas como sistemas avançados de filtragem em plantas de processamento, fermentação e bioconversão como parte do local de trabalho diário da indústria e avanços em reprodução, drones e robótica.

"O que há de tão importante nessa rede são os resultados de pesquisa que estão ajudando a impulsionar a inovação, além do fluxo de líderes e defensores de produtos lácteos desenvolvidos por esses centros. Essa é a sua futura força de trabalho", finalizou. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

 

O que o queijo 'mais velho' do mundo revela sobre a intolerância à lactose em humanos

Intolerância a lactose - A história do queijo, essa iguaria que é consumida por todo o mundo, pode ter suas origens no que hoje é a Croácia. Cientistas do Instituto Heriot-Watt, em Edimburgo, na Escócia, e da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, revelaram nesta semana a descoberta de vestígios de queijos feitos há 7,2 mil anos, os mais antigos conhecidos até agora. Mas não se trata de cheddar ou brie, mas, sim, de vestígios de ácidos graxos encontrados em fragmentos de porcelana localizados perto da cidade de Pokrovnik, no litoral da Croácia. Com o material, os cientistas concluíram que as peças de cerâmica eram usadas para retirar o queijo dos recipientes nos quais eram produzidos. Os achados foram publicadas no periódico científico PLOS ONE, da Biblioteca Pública de Ciência dos EUA.

Embora antigos vestígios de gordura do leite já tenham sido encontrados no passado, o estudo utilizou o carbono 14 para determinar que as amostras encontradas em Pokrovnik eram provenientes do processo de fabricação de queijos. O carbono 14 é o meio mais usado para a datação, pois é absorvido por todos os vegetais e animais. E o resultado da pesquisa surpreendeu: as amostras indicam que começamos a produzir queijo 2 mil anos antes do que se acreditava até agora. Ou seja, durante o Período Neolítico - anteriormente, se pensava que o processo tinha começado na Idade do Bronze. A fabricação de queijo foi uma inovação que transformou a humanidade. Como era mais durável e "portátil" do que o leite, o queijo permitiu que os homens percorressem distâncias cada vez maiores e que a agricultura se espalhasse para as áreas mais frias do centro e do norte do continente.

Além disso, permitiu que muita gente que até então não conseguia consumir leite tivesse acesso à proteína. Estudos em genética indicam que a intolerância à lactose era comum entre os adultos que viviam na região do Mediterrâneo. O processo de fermentação envolvido na produção do queijo reduziu o nível de lactose e, assim, apresentou àquelas populações uma fonte de alimento nutritiva e saborosa.

Redução da mortalidade infantil
Para Calyton Magill, um dos cientistas que participaram da descoberta, a revelação "é incrível e deliciosa".

"Sabemos que o consumo de leite e outros produtos derivados teve muitas vantagens para as primeiras populações de agricultores, porque o leite, iogurte e queijo eram uma boa fonte de calorias e gordura", diz ele.

"E poderia ser um alimento fundamental entre as colheitas ou durante as secas e fomes", acrescenta.

Descobertas arqueológicas anteriores já davam pistas de que humanos produziam queijo no Período Neolítico.

Alguns objetos encontrados que pertenciam a esse período foram identificados como "escorredores ou raladores" de queijo, mas essa é a primeira vez que traços de leite fermentado são encontrados neles.

Intolerância à lactose
Sarah McClure, professora da Universidade da Pensilvânia, diz que, enquanto as crianças daquela época podiam beber leite, muitos adultos eram intolerantes à lactose. A fabricação de queijo diminuiu essa restrição, porque os adultos conseguiam digeri-lo sem desconforto gastrointestinal.

"Encontramos indícios de que a produção de queijo e leite entre os primeiros agricultores da Europa conseguiu reduzir a mortalidade infantil e ajudou a estimular deslocamentos demográficos, impulsionando o movimento de famílias inteiras para o centro e norte do continente", explica McClure. Mas ainda não se sabe como o queijo foi produzido pela primeira vez. Uma das teorias é que antes de a cerâmica ser desenvolvida, o leite era armazenado em baldes feitos com os estômagos dos animais. Essa combinação teria facilitado a fermentação natural do leite, dando origem ao queijo. (BBC Brasil) 

LEITE/CEPEA: consumo enfraquecido pressiona valores
Consumo de lácteos - As cotações dos produtos lácteos continuam em queda no mercado doméstico, refletindo o baixo consumo e a menor demanda por parte de atacadistas, que afirmam ter estoques confortáveis, segundo colaboradores do Cepea.  Entre 3 e 6 de setembro, o preço do leite UHT recuou 2,35% frente ao da semana anterior, fechando com média de R$ 2,63/litro. Quanto ao queijo muçarela, os valores caíram 1,03% na mesma comparação, fechando a semana de 3 a 6 com preço médio de R$ 18,48/kg. (Cepea)

 

Porto Alegre, 10 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.817

Perspectivas sobre preço do leite é tema de debate na Feaagri Missões

As causas e alternativas para amenizar a instabilidade no preço do leite foram tema de discussão no Seminário sobre o Leite, na manhã desta quinta-feira (06/09), na Feira da Agroindústria e Agricultura Familiar das Missões (Feaagri Missões). Durante o evento, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, sugeriu aos produtores que busquem aumentar a produtividade das vacas, reduzindo custos o máximo possível. "Nós aconselhamos que o produtor busque fazer com que os animais produzam no mínimo de 25 a 30 litros de leite por dia. Assim, esperamos que ele consiga ter margem pequena, mas terá resultado pelo volume o garantirá a sua manutenção e outros investimentos", ressalta.

Palharini ainda afirmou que o preço do leite está mais estável em 2018 do que em 2017, mas que ainda apresenta declínio. "Ano passado, a variação do custo do leite foi muito grande. Este ano, a queda de produção ocorreu devido à greve dos caminhoneiros, o que fez equilibrar a oferta e procura do leite, e à alta do dólar, o que dificulta as importações, tornando a produção interna mais competitiva. Esperamos que 2019 seja menos turbulento", destaca. Na ocasião, o assistente técnico da Emater-RS Jaime Eduardo Ries também ressaltou a importância de incentivos à produção na busca por maior estabilidade.

O evento foi realizado no Centro de Eventos Iglenho Araújo Burtet, em Santo Ângelo, e reuniu cerca de cem participantes, entre profissionais técnicos, produtores e acadêmicos. A Feaagri Missões é promovida pela Associação dos Produtores da Agroindústria Familiar e Sindicato dos Trabalhadores Rurais com apoio da Prefeitura. (Assessoria de Imprensa Sindilat)  

 

RUMOS

A Instrução Normativa 62, que compõe o regramento e os procedimentos para qualidade do leite, desde a propriedade rural até a indústria, vem sendo um desafio para toda a cadeia láctea. Os indicadores de qualidade, como contagem bacteriana total e contagem de células somáticas, vêm evoluindo timidamente desde a sua implantação em2011. Agora, estamos diante de duas portarias governamentais(38 e 39), que estabelecem regulamentos técnicos, critérios e procedimentos, todas voltadas à melhoria da qualidade da matéria-prima leite(especialmente a 39). Uma comissão de técnicos do Ministério da Agricultura elaborou proposta de instrução normativa que foi submetida à consulta pública, inclusive com reuniões no Rio Grande do Sul. A medida está em fase de negociação e de finalização, e entrará em vigor 180 dias a partir da data da publicação. É possível que isso aconteça no apagar das luzes de 2018. A partir da vigência, teremos um novo patamar de exigências para a cadeia do leite, e o setor passará a ter critérios mínimos de qualidade para exportação, assim como já fizeram os produtores de aves e suínos. 

Alguns dos pontos relacionados à propriedade rural são a redução da temperatura do leite de 7°C para 4°C na coleta do leite, contagem bacteriana total de no máximo 300 mil unidades formadoras de colônia por mililitro (média geométrica no trimestre), contagem padrão em placas de no máximo de 500 mil unidades formadoras de colônia/ml (média geométrica no trimestre), sanidade e o estabelecimento de boas práticas agropecuárias. No laticínio, a temperatura no recebimento do leite reduzirá de 10 °C para 7°C, a contagem padrão em placas nos silos deverá ficar em até900 mil unidades formadoras de colônia/ml, imediatamente antes do seu processamento no estabelecimento. Também deverá ser adotado um plano de qualificação de fornecedores, entre outras determinações. As principais lideranças da cadeia são a favor das portarias, mas salientam que, para determinadas exigências, deve haver uma fase de preparação.

 Claro que tudo isso é um desafio coletivo. Vai desde o produtor, logística, recebimento, industrialização, distribuição e chega no consumidor. Se não tiver qualidade, não terá novos mercados, não agregará valor e aí não tem preço. O foco de todos esses aperfeiçoamentos tem de ser o consumidor. Afinal, há muito espaço para melhorar. EVERTON CARBON - Engenheiro Agrônomo, do time de qualidade da Cooperativa Piá (Zero Hora) 

 

Lactalis prepara novo ciclo de investimentos

A francesa Lactalis se prepara para um novo ciclo de investimentos na produção no Brasil, onde é segunda em processamento de leite. O Rio Grande do Sul, estado em que a companhia global tem a sua maior base de captação com 10 mil produtores e de fabricação de derivados, estará no plano, afirma o diretor-presidente da Lactalis do Brasil, André Salles. 

O montante dos aportes, que devem ser implementados em 2019, ainda não foi fechado. A cifra no Estado deve repetir o nível dos R$ 100 milhões anunciados no fim de 2016, pelo presidente mundial da Lactalis, Daniel Jaouen, em Paris. E deve ter planta gaúcha com capacidade duplicada devido à grande demanda em queijos. Hoje as fábricas de Ijuí e Três de Maio produzem prato e muçarela. 

Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, o CEO, que assumiu o posto há um ano, com passagens anteriores pela Kirin e Vonpar, comenta quanto a demanda por produtos vem surpreendendo a gigante francesa, chegando ao ponto de não dar conta dos pedidos. Outro tema que ganha espaço na atuação da gigante de lácteos no Brasil é a premiunização do consumo de queijo, com porções e preços mais acessíveis dos tipos finos. 

Jornal do Comércio - Como está a operação e o desempenho em 2018? 
André Salles - Mesmo com a crise econômica e a greve dos caminhoneiros, que parou nossas 14 fábricas por 10 dias - tivemos de jogar leite fora -, vamos crescer este ano um dígito. Também estamos superfelizes com os resultados obtidos com os investimentos desde 2016 e com a receptividade da garrafa pet de leite (UHT), inaugurada em fevereiro em Teutônia. Temos até que limitar a oferta porque não conseguimos expandir para atender todo o mercado. Outra estratégia acertada foi produzir a receita da manteiga francesa da marca Président, com preço mais acessível, e a venda explodiu! Recentemente, lançamos seis novos queijos especiais da marca feitos no Brasil e porções de peso fixo, que também são um sucesso. Com isso, mais uma vez batemos nos limites de capacidade. Os queijos finos são produzidos em Minas Gerais. Conseguimos nestes segmentos trazer todo a expertise francesa de fabricação de lácteos, além de encontrar soluções para tornar o produto acessível. Sempre acreditamos no potencial de premiunização da categoria de queijos. O consumo no Brasil hoje é básico (muçarela e prato) e com volume de cinco quilos per capita ao ano. Mas o queijo ainda é um ingrediente, usado na pizza, no pão etc. Da mesma forma que ocorreu com a cerveja e o café, que tiveram um movimento de diversificação para ampliar as alternativas e experiências sensoriais ao consumidor, agora é o momento do queijo passar por essa mudança.

JC - Qual é a faixa de renda que se mira? 
Salles - É a classe C. À medida que se apresenta o produto com fração menor, com peso fixo e com preço acessível, tem todo um segmento da população que começa a consumir. Duas razões que fazem as pessoas não comprarem (queijos finos) é o preço mais caro e desconhecimento. O que fizemos foi encontrar uma fração com preço fixo adequado para ser a porta de entrada a esses consumidores. Cabe a nós oferecer essas opções para que a população conheça a diversidade entre estes tipos, entre um mais moderado e mais forte, por exemplo.

JC - O que é a premiunização?
 Salles - É criar condições para o consumidor acessar o produto premium. Foi o que ocorreu com as cervejas, com a oferta de mais variedades, além da pilsen, que domina 96% do volume e se abriu espaço para desenvolver cervejas artesanais etc. Com o queijo, busca-se o mesmo. Com quatro elementos - leite, sal, fermento e coalho -, faz-se milhares de tipos diferentes do produto. Por que não abrir este universo para o consumidor? 

JC - Como está sendo ajustada a capacidade produtiva com essa demanda em alta? 
Salles - A Lactalis desde que entrou no Brasil tem investido mais de R$ 100 milhões desde 2016. Agora vamos ter um novo ciclo de investimentos, que deve ser bastante direcionado para aumentar a capacidade de produção de queijos, de maturação, fatiamento e fracionamento para suportar essa grande avenida de crescimento que visualizamos na categoria. 

JC - O que já tem definido em investimentos? 
Salles - Estamos ainda concluindo as análises e vamos anunciar logo que finalizarmos os planos, que deve ser até dezembro. Fomos bastante surpreendidos pela demanda, desde o lançamento dos queijos especiais há um mês e meio, cuja demanda cresce mais em São Paulo e Rio de Janeiro.

JC - A demanda maior antecipa a definição sobre investimentos? 
Salles - Os investimentos serão na indústria para aumentar a eficiência e capacidade de produção e no campo, para melhorar a qualidade e produtividade dos produtores dentro do Lactaleite, que é o programa que já é desenvolvido com as propriedades. Diante da reação positiva aos novos produtos, estamos reavaliando para investir ainda mais e potencializar o crescimento da Lactalis no Brasil para 2019. A tendência é manter o nível de aportes de R$ 100 milhões ao ano. Dependendo do tipo do queijo, precisa dobrar a capacidade de produção. No Rio Grande do Sul, as duas queijarias ficam em Ijuí e Três de Maio, que fazem o queijo prato e muçarela.

JC - Os planos incluem implantar novas unidades? 
Salles - Não, mas ampliação e aquisição de novos equipamentos para novas linhas para ampliar a capacidade em Ijuí, Três de Maio e Santa Rosa, onde produzimos requeijão.  

JC - As unidade gaúchas já atingiram a capacidade instalada?  
Salles - Já operam próximas à capacidade existente. É preciso ampliar as estruturas e trazer novas linhas. 

JC - O Rio Grande do Sul poderá ampliar os tipos de produtos que fabrica, como ter queijos finos? 
Salles - No curto prazo, não, pois há toda uma instalação voltada a esses segmentos em Minas Gerais. O volume também de muçarela é muito maior que os demais. As fábricas de altíssima eficiência e grandes volumes estão todas aqui no Sul.  

JC - Qual é o impacto da nova tabela do frete para a operação?  
Salles - Devido às margens apertadas do setor, o aumento do frete pode inviabilizar alguns negócios. Isso precisa ser repensado com muito cuidado, pois é um absurdo o impacto que a implementação da tabela pode gerar. Temos analisado alternativas. Devemos avançar na ideia de adotar algo semelhante ao clube do produtor, que confere benefícios na compra de insumos para a produção, para os transportadores, principalmente aqueles de primeiro percurso (transporte do leite da propriedade), que são autônomos. Seria um clube do transportador. A ideia é buscar formas de reduzir custos e ganhar mais escala na compra de pneus, lubrificantes e combustíveis. Já temos isso na França. Estamos começando a aplicar em caráter experimental.

JC - Os planos incluem a compra de novas unidades?
Salles - A prioridade é concluir a aquisição da Itambé, que ainda depende da discussão na câmara arbitral, mas já teve a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (Jornal do Comércio)

Pressão de Custos com Nova Tabela 
A tabela de frete publicada na última quarta-feira pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recebeu críticas do setor produtivo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou em nota que o reajuste "prejudica ainda mais o crescimento da economia e agrava as incertezas já existentes". A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também criticou o aumento de preços. A entidade identificou altas de 3,15% a 6,82% para o frete de cargas geral, granel e frigorificada. O Sindicato da Indústria e Laticínios do RS (Sindilat) encaminhou para avaliação jurídica a tabela e alerta que há pontos não-regulamentados, como o frete com controle sanitário. Outro segmento que relata estar acumulando prejuízos com o tabelamento é o de grãos. Vicente Barbiero, presidente da Associação das Empresas Cerealistas do RS, diz que o mercado futuro de soja está totalmente travado: - Os custos das lavouras estão sendo feitos com dólar acima de R$ 4. Corremos o risco de, quando vender, estar com dólar na casa de R$ 3,50. Fica difícil saber quanto pagar ao produtor se não sei qual margem terei - pontua Barbiero. (Zero Hora)

Porto Alegre, 06 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.816

Sindilat avalia nova tabela de frete

O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) informa que, tendo em vista a publicação da tabela de frete nesta quarta-feira (5/9), submeteu os indexadores a uma consultoria jurídica a fim de avaliar sua aplicabilidade ao setor laticinista. O Sindicato entende que a referida tabela apresenta fragilidades de ordem jurídica e econômica. Um dos pontos que ainda não foi regulamentado diz respeito ao frete de produtos com controle sanitário, como ocorre no transporte de produtos lácteos, em relação aos quais a Lei n° 13.703/2018, art. 4°, § 5° prevê a necessidade de tabela diferenciada. Por ser um produto vivo, entende o Sindilat, que o leite estaria subordinado a um tabelamento diferenciado ainda não detalhado pela ANTT. Desta forma, os valores publicados na data de hoje ainda poderão ser questionados pelo setor.

O Sindilat é contrário a qualquer tabelamento do frete porque entende que esse posicionamento fere a lei de livre mercado. O Sindicato não descarta levar o tema à Justiça, se necessário. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 

Dólar afeta importações, mas cenário ainda é incerto

De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), o Brasil importou, em agosto, cerca de 105,6 milhões de litros em equivalente leite. Uma redução de 11,2% se comparado ao mês anterior, e, levemente maior em relação ao mesmo período do ano passado (+1,3%), o que ajudou a reduzir o déficit da balança comercial de lácteos, agora negativa em 94 milhões de litros, frente aos -113 milhões de litros de julho, como mostra o gráfico 1.

Gráfico 1. Saldo mensal da balança comercial brasileira de lácteos. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da Secex.
 

Apesar da valorização do dólar frente ao real, o volume importado de leite em pó integral cresceu cerca de 29% e 37% em relação a jul/18 e ago/17 respectivamente. Sustentados pelas exportações de Uruguai e Argentina, onde o leite ao produtor vem se mostrando mais competitivo em relação ao pago no Brasil, e, pelo preço médio do produto que vinha caindo nos últimos meses (US$0,26 mai/18, US$0,23 jun/18, US$0,22 jul/18), o leite em pó integral acumulou mais um mês de aumento no volume internalizado. Olhar tabelas 1 e 2. Outro produto que teve maior volume internalizado, comparado ao mês anterior, foi o soro de leite, que apresentou crescimento de 70% e ainda assim, menor do que o volume importado no mesmo período do ano passado (-33%). Os demais produtos, influenciados pelo real desvalorizado, tiveram níveis de importação menores em relação a jul/18. (MilkPoint) 

Tabela 1. Câmbio (R$/Dólar) x Preço do leite em pó integral - Origem: Mercosul. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do GDT e BCB.

Tabela 2. Balança comercial láctea em julho de 2018. Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados da Secex.

 

'Verão sufocante' europeu prejudica produtores

Os famosos pastos verdejantes e o clima ameno na Irlanda compõem o ambiente perfeito para o gado leiteiro. Mas não neste ano. O verão sufocante "tingiu" os campos de marrom e levou a uma escassez de forragem para as milhões de vacas no país. Os meses secos e quentes causaram problemas em toda a União Europeia. Produtores rurais da Irlanda à Alemanha tiveram de reduzir rebanhos ou interromper a ordenha meses mais cedo. Para a indústria leiteira europeia, um complexo de US$ 12 bilhões, os campos secos fizeram aumentar os custos de alimentação animal, estrangulando os lucros dos pecuaristas. A Autoridade Irlandesa para o  Desenvolvimento da Agricultura e Alimentação, equivalente ao Ministério da Agricultura no Brasil, estima que os produtores devem receber em 2018 apenas metade do que haviam ganhado no ano passado. A situação do abastecimento pode se tornar crítica e a produção de leite cair nos próximos meses, segundo a Arla Foods, maior companhia leiteira do Norte da Europa.

"Em julho, nós consumimos a forragem que deveria ter durado o inverno  todo", afirma Pat McCormack, que tem um rebanho de 100 vacas leiteiras no Condado de Tipperary, na Irlanda, onde trabalha há mais de 20 anos. "Para um produtor sem grama, silagem, dinheiro e com os filhos indo para a faculdade, isso é um grande desafio mental."

As coisas têm ido tão mal que a cooperativa Arla afirmou recentemente que planeja dar um passo sem precedentes: repassar todo o seu lucro aos produtores que enfrentam a pressão provocada pela estiagem. A União Europeia também tem se mexido para socorrer os pecuaristas em dificuldades, acelerando pagamentos ou aliviando a legislação. Na Irlanda, a neve no começo do ano encharcou os pastos de tal maneira que os produtores começaram a recorrer às reservas de forragem antes que a seca tivesse prejudicado o crescimento dos pastos, fazendo com que eles consumissem neste verão os estoques que seriam para o próximo inverno. Alguns tiveram que buscar alimento para o gado fora da porteira, com custos extras, pois não tinham colheita própria para alimentar os animais.

Aqueles que não tinham condições para isso foram obrigados a reduzir o rebanho. Desde junho, o número de vacas abatidas por semana aumentou 16% na comparação com o ano passado, de acordo com o departamento de agricultura da Irlanda. Na Alemanha, os abates estão 50% acima do observado em 2017, conforme o grupo DBV (um grupo de produtores da Alemanha - Deutscher Bauernverband). A produção de leite não tem sido diretamente proporcional ao tamanho do plantel, mas, por enquanto, ainda é cedo para afirmar com segurança o real impacto à cadeia. O DBV avalia que as entregas na região Leste da Alemanha podem cair 10% no comparativo com o ano anterior. Um produtor irlandês acredita que as perdas totais cheguem a US$ 11,70 por vaca. O calor também tem afetado as produtividades. Normalmente, na região, uma vaca produz cerca de 40 litros de leite por dia. Com o tempo mais quente, porém, o rendimento pode cair pela metade e os animais levam mais tempo para se recuperar, explica Peter Paul Coppes, analista sênior do Rabobank em Utrecht, na Holanda. Pecuaristas tiveram que gastar mais com suprimentos alimentares para impulsionar a produção.

Os custos adicionais e a redução produtiva chegam num momento em que os preços do leite na Europa vinham em queda de 4%, de um ano para cá. Na Dinamarca, que reponde por 8% da cadeia leiteira europeia, o impacto da onda de calor pode ter chegado a US$ 1 bilhão, devendo levar a um aumento no preço do leite nos próximos seis meses, segundo o grupo dinamarquês SEGES (departamento que trabalha com todas as questões agrícolas do país).  A indústria pode enfrentar mais problemas, mesmo que as condições climáticas melhorem daqui em diante, pois o calor interfere na fertilidade do gado. "Os resultados ainda são nebulosos pelos próximos nove meses", pontua Chris Gooderham, especialista da Câmara de Desenvolvimento Agropecuário do Reino Unido.

"Isso tudo deve levar a uma crise financeira no setor de pecuária leiteira da Irlanda, a menos que haja um aumento expressivo nos preços", complementa John Robinson, produtor de leite com um rebanho de 130 vacas no Sudeste do país. "O Natal deve ser bem desolador." (As informações são do The Washington Post, publicadas na Gazeta do Povo)


Os indicadores são favoráveis à elevação do preço do leite
Preços/UE - Todos os indicadores detectados no mercado são favoráveis à elevação do preço do leite, mas, a realidade não é assim. Esta é a queixa da Federação Francesa de Produtores de Leite (FNPL) publicado esta semana. Lembraram que a seca limitou o crescimento da produção na União Europeia (UE), que o preço da manteiga continua subindo e que a tendência da economia é positiva. Com este panorama, o preço ao produtor deveria subir. Thierry Roquefeuil, presidente da FNPL, adiantou que a cooperativa Sodiaal (dona da marca Yoplait) paga entre 320 e 340 €/tonelada e lembrou, que antigamente nenhuma indústria pagava menos do que esse preço, mas agora, ninguém respeita essa linha vermelha. Segundo Roquefeuil, a Lactalis revisou seus preços deixando-os em torno de 310 €/tonelada, o mesmo que a cooperativa Agrial. Estes preços estão abaixo dos custos de produção, que a FNPL estima em 320 €/tonelada. Nos últimos meses, o Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, promoveu através dos Estados Gerais de Alimentação, que o preço final do produto é uma sucessão dos incrementos dos preços da cadeia de produção e que em cada elo deve ser levado em conta a situação do mercado. Macron conseguiu o consenso entre as partes, inclusive com documentos e fotos. A FNPL lamenta que aqueles que assinaram os acordos agora não os cumpram e não crê que realmente os esforços de Macron tenham frutos. A indústria e a distribuição culpam um ao outro de ser os responsáveis pelos baixos preços ao produtor. A situação não parece muito diferente da Espanha. (Agrodigital - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Porto Alegre, 05 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.815

Sindilat debate sobre a atividade leiteira durante a 9ª Feaagri

A Feaagri Missões 2018 - Feira da Agroindústria e Agricultura Familiar das Missões - será aberta nesta quinta-feira (6), às 9h30min, em Santo Ângelo, com um amplo debate sobre a atividade leiteira da região. O Seminário sobre o Leite vai reunir profissionais técnicos do setor no relato de suas experiências e produtores que darão seus depoimentos sobre manejo e técnicas adotadas nas propriedades que vêm resultando em números positivos na produção de leite.

O evento será realizado no Centro de Eventos Iglenho Araújo Burtet e terá como palestrantes o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat), Darlan Palharini, e do assistente técnico da Emater-RS Jaime Eduardo Ries. Palharini falará sobre o mercado para o leite e seus derivados num contexto estadual e nacional, além de focar em projeções de produção e consumo do setor. Já Ries abordará o cenário atual e perspectivas para a atividade leiteira. Em seguida, ocorrerá a apresentação dos dados de gestão de uma propriedade da região. "Após o depoimento do produtor, será realizado o que considero o ponto alto do evento, que são os debates e troca de experiências no sentido de discutir o cenário para o segmento e para levantar propostas visando qualificar ainda mais o trabalho de quem está no campo", afirma Álvaro Rodrigues, vice-presidente da feira e chefe do escritório municipal da Emater-RS. Segundo o engenheiro agrônomo, o objetivo do seminário é levar cada vez mais conhecimento ao produtor rural.

O seminário tem inscrição gratuita e pode ser feita pelo telefone (55) 3312 1414.

A Feaagri Missões é promovida pela Associação dos Produtores da Agroindústria Familiar e Sindicato dos Trabalhadores Rurais com apoio da Prefeitura de Santo Ângelo. Além de contemplar demandas do setor leiteiro já na sua abertura, o evento que acontece no Parque da Fenamilho será palco de exposições da agroindústria e agricultura familiar e dos setores de comércio, indústria e serviços. Muita música, shows culturais e gastronomia completam a programação da Feaagri que se estende até o dia 9 de setembro. A expectativa é que cerca de 40 mil pessoas prestigiem a exposição. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Novos produtos lácteos em agosto

Lançamentos - Resumo mensal do que surgiu de novo nas gôndolas de laticínios no mundo. - Anchor Protein+leite aromatizado chegou às prateleiras da Nova Zelândia, sendo a primeira vez que os kiwis puderam comprar um produto desse tipo em lojas locais. A nova bebida tem 20 gramas de proteína por porção e diferentemente da maioria das bebidas lácteas saborizadas não tem adição de açúcar. Darren Moffat, gerente geral de bebidas prontas da Fonterra, disse que os técnicos da cooperativa passaram dois anos desenvolvendo o produto. "Anchor Protein+ leite aromatizado é a escolhe perfeita para pessoas que querem mais proteína, prontas para beber", disse Moffat.

"As pessoas procuram por opções de lanches nutritivos e existe maior consciência da importância da proteína. O resultado é o aumento, nos últimos anos, da demanda por lanches opcionais que tenham maiores níveis de proteína". Este é o terceiro de uma série de bebidas lançadas pela Fonterra, recentemente, com foco na redução de açúcar, uma vez que os novos leites aromatizados Primo e Mamute têm 40% menos açúcar. O Anchor Protein+ leite aromatizado vem em três sabores: baunilha, chocolate e frutas mistas, todos eles feitos com leite, sem corantes artificiais, e preservando os sabores.

Simple Sides da Siggi
Inspirado na marca islandesa Siggi de iogurte, que é consumido diariamente pelos norte-americanos. Essa estatística foi utilizada como motivação para o novo Simple Sides da Siggi, uma linha de iogurtes de leite integral sem adição de açúcar e coberturas crocantes. Siggi Hilmarsson, fundador da Siggi disse: "Nossa missão é sempre oferecer iogurtes com menor adição de açúcar, com uma lista de ingredientes simples e muito sabor. Este novo lançamento segue essa mesa filosofia". Os sabores lançados dão de baunilha com coco seco e pedaços de cacau, iogurte de mel com pedaços de figos e nozes, iogurte de baunilha com amêndoas e cerejas secas, e o iogurte natural com muesli e groselha. Cada porção de 5,3 oz, [aproximadamente 160 ml], contém 15 gramas de proteína e 11 gramas de açúcar.

Chobani Savor
A Chobani está capitalizando o movimento de conscientização de bem-estar e saúde com seus últios iogurtes nos Estados Unidos. O Chobani Savor é uma embalagem flexível, reciclável, com iogurte Grego destinado a ser usado como condimento ou alternativa ao creme de leite azedo. O iogurte grego como alternativa ao condimento ganhou popularidade como saudável recentemente. É usado para finalizar batatas assadas, tacos e sopas, além de molhos e marinadas. Pode ser encontrado em embalagens de 14 oz. [aproximadamente 400 ml], com 75% menos gordura, e 50% menos calorias, e duas vezes mais proteína que o creme de leite azedo.

Stonyfield Organic Snack Packs
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A Stonyfield Organic, com sede nos Estados Unidos, é líder na produção de snacks orgânicos. Este mês lançou os Snack Packs, lanches saudáveis para quem está em movimento. Chegaram ao mercado junto com a volta às aulas. A Stonyfield diz que 46% dos pais millennials consideram a nutrição um fator preponderante ao decidir sobre o lance de seus filhos. Natalie Levine, Dirteora da Marca Stonyfield, disse "O formato de concha faz com que possa ser consumido em movimento com muito mais sabor, e um recurso bastante importante para pais e filhos ocupados. Também é muito conveniente - seja colocando em uma lancheira, na mochila de esporte ou para um lanche depois da aula".   Cada pacote de Snack tem um iogurte orgânico aromatizado, com uma concha.

Sobremesas geladas sem leite Arctic Zero
Sorvetes de baixa caloria da companhia Arctic Zero foram lançados através da coleção 'Não-Lácteos' para completar sua linha de produtos saudáveis. O Sorvete Arctic Zero Light original não tem lactose e é a base de proteína de soro de leite. E existem nove novos sabores 'Sem Leite', elaborados a partir de vegetais com uma fórmula atualizada. Amit Pandhi, Presidente da Arctic Zero, disse: "Nossos produtos a base de vegetais contêm os melhores ingredientes, incluindo proteína de feijão. Acreditamos que nosso fãs vão adorar a mudança. Pints Artic Zero não-lácteos têm um sabor mais forte, mais rico que surpreende, e uma textura especialmente cremosa". O sorvete tem de 160 a 320 calorias por litro e é adoçado com açúcar de cana orgânico e Monk Fruit.

Danone Light & Free
Na França, a Danone lançou Light & Free em cinco sabores: pêra, mirtilo, morango, pêssego e framboesa. Os quatro potes de iogurte light vendidos no varejo por £ 1,99, [R$ 9,61] são feitos com leite fresco 100% francês, com baixo teor de gordura e sem adoçantes. (DairyReporter - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania - Relatório 35 de 30/08/2018

Leite/Oceania - As previsões anteriores sobre o aumento de 1% na produção de leite para a temporada atual em relação à passada pode não se realizar. As discussões agora giram em torno do quanto poderá ser a quebra de expectativas. A razão para a mudança é a seca que vem atingindo muitas bacias leiteiras do país, incluindo regiões norte e centro-oeste, como New South Wales e Darling Downs. Nas áreas menos afetadas a preocupação é com os preços dos grãos e feno. Até meados de setembro é o período crítico e que estabelecerá as expectativas para o restante da temporada. Com esse quadro pouco otimista, e as condições do setor lácteo australiano, causa perplexidade as recentes quedas de cotações das commodities lácteas na Oceania.

Neste início de temporada da Nova Zelândia, quando a produção ainda é baixa, muitos analistas projetam uma produção de leite acima de previsões anteriores. Em algumas regiões as parições ficaram atrasadas em relação às temporadas normais, e isso pode ajudar a aumentar a produção além das expectativas. Essas informações provocaram uma certa acomodação do mercado, e talvez tenham sido responsáveis pelas recentes quebras nas cotações dos lácteos. Algumas indústrias estão analisando os conflitos que podem gerar a redução das vendas à espera de preços maiores, e se arriscarem a não firmar contratos futuros. Ainda assim, os vendedores se acomodam finalizando contratos de venda com clientes tradicionais.
As autoridades da Nova Zelândia acreditam que identificaram a origem do surto de Mycoplasma bovis, anunciando que um produtor será processado pela propagação da doença. O agricultor nega ter sido a fonte. O surto resultou em um significativo descarte do rebanho. (Usda - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

 

PRODUTIVIDADE PARA VENCER A CRISE
Apesar da situação delicada pela qual vem passado o setor leiteiro nos últimos anos, o diretor geral da Lactalis do Brasil, André Salles, se mostra otimista quanto à recuperação. Salles destaca que 2018 está sendo melhor do 2017, tanto para a empresa quanto para o setor como um todo. O executivo salienta que, mesmo com a saída de muitos produtores da atividade, a Lactalis conseguiu manter estável o número de fornecedores. A empresa recebe matéria-prima de 8 mil produtores, 6 mil deles do RS. Para Salles, diante do atual contexto do mercado, será cada vez mais necessário investir no aumento da produtividade. (Zero Hora)

 

Porto Alegre, 04 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.814

Novo posto de recebimento da Latvida está sendo construído em Coronel Barros

A Latvida iniciou, nesta semana, a construção de posto de recebimento de leite em Coronel Barros (RS). A cidade foi escolhida por apresentar grande polo de produção de leite e devido à grande distância da sede da empresa, em Estrela, de 300 km. "Nós estaremos mais próximos do produtor e também junto à comunidade", explica o diretor executivo da Latvida, Marcio Lehnen, ressaltando que a empreendimento estimulará a geração de emprego e de renda na região. A expectativa é de que as instalações fiquem prontas em quatro meses.

A empresa já possui outros postos de recebimento nas cidades gaúchas de Condor, Santo Expedito do Sul e São Pedro do Butiá, além de contar com postos fornecidos por empresas terceirizadas. A Latvida já está se organizando desde o ano passado para a construção deste empreendimento, porém o projeto só se iniciou após aprovação da documentação por órgãos em níveis estadual e federal. O terreno foi cedido pela prefeitura da cidade. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

GDT 

O Índice GDT de hoje manteve a trajetória de queda iniciada em maio, e acumula queda de 4,61% em relação ao índice do início de 2018, e de 10,32 em relação ao mesmo período de 2017. 

A manteiga apresenta a maior desvalorização em relação ao ano passado, -28,27%, e de 5,11 em relação a janeiro de 2018. Mesmo assim, ainda tem uma cotação 13,47% maior que a registrada em setembro de 2016. O leite em pó desnatado é o produto que apresentou a melhor recuperação tanto em relação ao início do ano (18,01%), como em relação a setembro de 2017 (3,14). (GlobalDairyTrade/Terra Viva)

 

 

Preço do leite ao produtor europeu em julho de 2018 - LTO Nederland

Preços LTO - O cálculo mensal dos preços do leite pago pelas principais indústrias de referência em julho de 2018 chegou à média de € 33,96/100 kg, [R$ 1,70/litro], para o leite padrão, e entregas de até 1.000.000 kg por ano. Aumento de € 1,25/100 kg em relação ao mês anterior. A média de preço aumentou pelo segundo mês consecutivo. Embora o aumento de julho tenha sido maior que o de junho a diferença em relação ao ano anterior também aumentou. 

Muitas indústrias deram reajuste no preço do leite em julho, exceto a Dairygold, Glanbia, Granarolo e Valio. O aumento é atribuído aos padrões sazonais. Na França o preço do leite aumentou mais, variando de €1.0 (Sodiaal) a €3,9/100 kg (Danone). Em outros anos o preço do leite na França também é mais elevado no terceiro trimestre para estimular a produção nesses meses.

A expectativa é de que ainda haja aumentos nos próximos meses. Essa avaliação é decorrente dos anúncios efetuados por alguns indústrias: Arla (+1.0 em agosto, e sem alteração em setembro), FrieslandCampina (agosto inalterado e +1,2 em setembro) e Dairy Crest (agosto e setembro tendo aumento total de € 1,5 por 100 kg de leite)

Antecipando a apresentação dos resultados anuais de 2017/2018 que seria em setembro, a Fonterra reduziu a previsão para o preço do leite da safra passada, junho de 2017 a maio de 2018. Foi anunciado o resultado de NZ$ 6,80/kgMS, [R$ 1,43/litro], menor que a projeção anterior de NZ$ 6,925/kgMS, [R$ 1,46/litro]. Em Euros houve queda de 0,7% decorrente da desvalorização do dólar kiwi.   

O leite Classe III nos Estados Unidos caiu de US$ 15,21, [R$ 1,44/litro], em junho para US$ 14,10/cwt, [R$ 1,34/litro], em julho. (LTO Nederland - Tradução livre: Terra Viva)

 
 

Tabela do frete deverá ter reajuste de cerca de 5%

A tabela do frete rodoviário deverá ser reajustada em cerca de 5%, segundo informou fonte ao Estado. O aumento tem por objetivo atualizar os preços após reajuste de 13% do diesel anunciado na última sexta-feira. O ajuste será feito sobre a tabela vigente. 

O tema será discutido nesta terça-feira, 4, em reunião da diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O órgão regulador também discutirá formas para acelerar o início das fiscalizações quanto ao cumprimento da tabela pelos contratantes de serviços de transportes.

Depois de um fim de semana em que o risco de uma nova paralisação dos caminhoneiros assustou parte da população e provocou filas nos postos de combustíveis, o governo decidiu acelerar o atendimento de dois pedidos da categoria: corrigir a tabela de preços mínimos do frete rodoviário e colocar fiscais nas estradas para verificar seu cumprimento.

A nova tabela, incorporando os efeitos do reajuste de 13% no preço do diesel anunciado na sexta-feira, deverá ser publicada até amanhã. A expectativa é que ela seja homologada na reunião desta terça-feira da diretoria da ANTT.

A perspectiva de uma correção imediata da tabela conteve, ao menos por ora, o ímpeto de uma nova paralisação dos caminhoneiros. "O governo pode afirmar de forma peremptória que não acontecerá uma nova greve", disse no último domingo, 2, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

Entenda o ajuste na tabela do frete
De acordo com a ANTT, a Lei 13.703, de 2018, prevê que uma nova tabela com frete mínimo deve ser publicada quando houver oscilação superior a 10% no preço do óleo diesel no mercado nacional. A lei instituiu a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Desde a última sexta-feira, 31, o preço médio do diesel nas refinarias da Petrobrás subiu em 13,03%. Com o aumento, o preço passou de R$ 2,0316 para R$ 2,2964. É o primeiro reajuste desde junho, quando, em acordo com os caminhoneiros em greve, o governo congelou o preço do produto nas refinarias em R$ 2,0316 por litro. (As informações são do jornal O Estado de São Paulo)


Mais de 98% do rebanho foi imunizado contra aftosa na primeira etapa de vacinação
A primeira etapa da campanha de vacinação deste ano contra a febre aftosa, realizada em maio, imunizou 197,87 milhões de animais no país, atingindo cobertura vacinal de 98,33% do rebanho de bovinos e bubalinos. Nesta fase, o número de animais envolvidos era de 201,2 milhões. Os números foram publicados nesta sexta-feira (31), pela Divisão de Febre Aftosa e outras Doenças Vesiculares (Difa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desde o encerramento da etapa de maio que o Mapa e os serviços veterinários oficiais intensificaram a busca pelos produtores inadimplentes que ainda não vacinaram seus rebanhos, para aumentar a cobertura vacinal. A previsão é que na segunda etapa da campanha de vacinação, que na maioria dos estados começará em 1º de novembro, a imunização envolva 100 milhões de animais da faixa etária de até 24 meses, que recebem a dose a cada seis meses. Em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) declarou oficialmente o Brasil como País Livre da Febre aftosa com vacinação. O estado de Santa Catarina tem o status de livre da doença sem vacinação. Depois do reconhecimento do país pela OIE, o próximo passo é ampliar a zona livre de febre aftosa sem vacinação, até maio de 2023, conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Acesse o link com o resultado da vacinação. Ouça a matéria na Rádio Mapa. (MAPA) 

 

Porto Alegre, 03 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.813

Sindilat quer audiência com Mapa para discutir IN 62
 


Foto:  Carolina Jardine

O Sindicato da Indústria de Lacticínios do RS (Sindilat) solicita urgência no agendamento de audiência com o Ministério da Agricultura (Mapa) para discutir os impactos das mudanças propostas na Instrução Normativa (IN) 62. A intenção é debater alguns pontos que alteram os padrões da produção do leite no Brasil e que trazem impacto direto no dia-a-dia do campo e das indústrias. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ideia é que o texto, previsto inicialmente para entrar em vigor em seis meses após a publicação, só passe a valer dentro de dois anos. Até lá, explica o executivo, produtores e indústrias teriam tempo hábil para adaptar seus processos e atender a todas as exigências listadas. Da maneira como foi apresentada, ela excluirá milhares de produtores da cadeia produtiva, especialmente os pequenos. "Em curto período de tempo, é impossível se adaptar às novas exigências", comentou, durante manifestação em reunião realizada na Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), na tarde desta sexta-feira (31/08), na Expointer, em Esteio.

A manifestação do Sindilat integra uma posição compartilhada pelos integrantes da Aliança Láctea. "Estamos preocupados porque houve pouco diálogo com o Ministério", afirmou Palharini, complementando que o setor está assustado com o que poderá prever o texto final da nova normativa. No encontro, que contou com a participação de diversos produtores e integrantes de órgãos de fiscalização e pesquisadores, o presidente da Apil, Wlademir Pedro Dall'Bosco, demonstrou preocupação com as possíveis exigências, que deverão prejudicar o trabalho de muitos produtores.

A nova normativa foi colocada em consulta pública, através das Portarias 38 e 39, processo já concluído. No momento, está em análise jurídica. Entre outras mudanças, prevê novos limites para a Contagem de Bactérias (CBT) na plataforma. Na ocasião, o superintendente regional do Mapa/RS, Bernardo Todeschini, explicou que a intenção do governo federal é publicar as novas normas ainda neste ano. Assim, levaria um período de seis meses para a implementação e mais cinco meses para os resultados, prevendo a exclusão no caso de não atendimento. Segundo ele, a melhora na qualidade do produto é para o consumo interno, mas também olhando as exigências mercado internacional.

Para a pesquisadora da Embrapa Maira Babinotti Zanela, para garantir o cumprimento de algumas medidas, é preciso levar em consideração a realidade do campo, citando o desafio de refrigeração do leite em algumas propriedades que não contam com equipamentos adequados e nem fornecimento estável de energia elétrica. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
RS: Leiteria Sindilat recebe mais de 4 mil pessoas na 41ª Expointer

Leiteria Sindilat - A Expointer 2018 chega ao fim consolidando a presença dos laticínios gaúchos na maior exposição agropecuária da América Latina. Nos nove dias de feira, a Leiteria Sindilat comercializou mais de 250 quilos de queijos. 

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o projeto teve grande adesão do público, que buscou opções gastronômicas diferenciadas tanto no café-da-manhã quanto no almoço e happy hour. "O Sindilat e seus associados têm um espaço especial para apresentar seus produtos e toda a variedade e qualidade que nossas indústrias processam em solo gaúcho", pontuou Palharini.

O executivo ainda citou a relevância do espaço de encontros, que teve adesão, inclusive, de outras cadeias produtivas ligadas à proteína animal, como a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

Uma das grandes atrações de quem visitou a Leiteria Sindilat foi o queijo brie gratinado coberto com caramelo e nuts. O prato, servido sempre quentinho, foi guarnecido por outras delícias como bruschettas e diversas variedades de queijos parmesão, tipo gana, prato, gruyère, etc. "Durante a feira, foram vendidos mais de 120 quilos de brie. Isso mostra que o gaúcho está aberto a consumir outros tipos de queijos além dos tradicionais prato e mussarella", pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. 

As tábuas de frios também chamaram a atenção dos visitantes, com destaque para a harmonização entre os diferentes tipos de queijos proposta pelo time de chefs do Mule Bule e da Storia Eventos. O Palco Sindilat, espaço para eventos organizado dentro da Leiteira, recebeu mais de dez oficinas gastronômicas. Além de aulas sobre como montar uma deliciosa tábua de frios, também chamaram atenção as apresentações sobre harmonização de queijos com vinhos, cervejas, azeites e geleias. "O Sindilat tem uma agenda em expansão na Expointer que, a cada ano, amplia o leque de opções gastronômicas e culturais aos visitantes. A Leiteira é um projeto que veio para ficar", completou Guerra.

A Leiteira Sindilat e o Pub do Queijo ficam localizados na quadra 46 do Parque de Exposições Assis Brasil, durante a Expointer. A proposta visa destacar as variedades gastronômicas dos produtos lácteos em um ambiente onde a sustentabilidade e o conforto são a essência. No espaço, o consumidor também pode conhecer mais sobre os diferentes tipos de queijo e levar para casa o seu preferido. (Página Rural)
 
 

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul - Relatório 35 de 30/08/2018

Leite/América do Sul - Na América do Sul as vacas estão produzindo volumes abundantes de leite com níveis adequados de proteína e matéria gorda. Espera-se que isto continue nas próximas semanas, à medida que a primavera se aproxima. 

No Cone Sul a primavera é o período de maior produção de leite, setembro e outubro, e entre novembro e dezembro na maior parte do Brasil. Nas duas últimas semanas, chuvas beneficiaram as plantações de trigo no sul do Brasil. Na Argentina, no entanto, o clima gelado desacelerou o crescimento dos grãos de inverno. No entanto, a maioria dos produtores de leite não teve problemas para encontrar concentrado no mercado. De fato, o preço baixo do milho está ajudando a produção de leite. Além disso, a qualidade dos pastos é considerada boa. De um modo geral o volume de leite/matéria gorda está adequado às necessidades de processamento. Grandes quantidades de pedidos das instituições de ensino, restaurantes e varejistas continuam, especialmente na Argentina e no Uruguai. A fabricação de queijo e manteiga está mais ativa, aproveitando a maior disponibilidade de matéria gorda. (Usda - Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

 

China será o maior consumidor de queijo do mundo

"Rocky" Jia quando criança não sabia o que era queijo. Até os 25 anos de idade não havia provado, e conseguiu um emprego na Jenny Lou's, uma rede de supermercado chinesa que fornece produtos importados de alta qualidade. O garoto que nunca havia provado um queijo, agora supervisiona a compra de queijos no mundo todo para o varejo. Jia é ao mesmo tempo uma metáfora e o testemunho do crescimento do amor pelo queijo na China, um alimento raramente encontrado na dieta tradicional chinesa. Quando ele aceitou o trabalho na Jenny Lou's, Jian começou provando gouda, cheddar e parmesão. Agora ele gosta de queijos mais fortes, como o bleu. Ele adora o colby jack americano.

"À medida que a economia da China continua crescendo e nossa sociedade continua aberta a outras culturas, existe mais interação com o Ocidente e outros países que produzem queijos", disse Jia, 37 anos, em uma entrevista em seu escritório. "Há maior aceitação dos queijos entre os consumidores chineses". O queijo se torna rapidamente o favorito das multidões em grandes cidades, especialmente entre a população jovem. Tendências alimentares entre os jovens e abastados se espalharão, sem dúvida.

Os números não mentem
O volume de queijo importado pela China aumentou mais de 50 vezes desde o ano 2000, saindo de menos de 2.000 toneladas para mais de 108.000 toneladas em 2017. Outra estatística: As importações chinesas de queijo crescem a taxas anuais de 27%. A China é o 7º comprador mundial de queijos em volume, mas, está apenas começando. A China se tornará o maior comprador mundial de queijos em dez anos e pode atingir essa marca até antes, disse Ross Christieson, Diretor na unidade de Negócios do USDEC no Norte da Ásia. Isso é notável para um país que acaba de descobrir o queijo.

Christieson enumera os cinco grandes impulsionadores:
1 - Aumento da classe média e famílias com maior poder aquisitivo
2 - Uma nova geração de consumidores sofisticados e com maior liberdade, nascidos desde 1980
3 - O crescente poder e facilidade do comércio eletrônico entregando queijo nas portas da China
4 - A popularização da pizza de estilo ocidental, juntamente com o aumento da utilização de queijo por padarias e consumo familiar
5 - Cadeias de foodservice introduzindo mais queijos para a degustação dos chineses

Exportações de queijo dos Estados Unidos para a China cresceram em 2017
A China é um importante mercado em crescimento para a indústria de laticínios dos Estados Unidos, com grande foco em queijos. Em 2017, os Estados Unidos venderam US$ 577 milhões de produtos lácteos para a China, um crescimento de 49% em relação ao ano anterior. As exportações de queijos subiram 46%. A indústria de laticínios dos Estados mantém 3 milhões de empregos. Se os fornecedores de queijo dos Estados Unidos continuarem rumo à China, significará mais exportações e mais empregos nos Estados Unidos. "Com uma oferta abundante de leite, os exportadores de lácteos dos Estados Unidos estão equipados para atender à crescente demanda chinesa, não apenas de queijo, mas, de uma ampla gama de lácteos nutritivos e de alta qualidade, produzidos com segurança e sustentabilidade", disse o presidente do USDEC, Tom Vilsack.

As tarifas surgem como novo desafio
O crescimento deste ano enfrentará o desafio das tarifas, como parte do desacordo comercial entre a China e os Estados Unidos. Os Estados Unidos anunciaram tarifas sobre uma lista de produtos chineses em 15 de junho. A China, em retaliação no mesmo dia, anunciando tarifas sobre centenas de importações dos Estados Unidos, incluindo diversos produtos lácteos. As tarifas chinesas chegam a 25% na maioria dos produtos lácteos dos Estados Unidos. Assim, ficamos em desvantagem em relação à Nova Zelândia e União Europeia, grandes exportadores que disputam a crescente demanda de queijo por 1,4 bilhão de pessoas. População quatro vezes maior que a dos Estados Unidos.

Parceria única de queijo: China e Estados Unidos
Apesar das tarifas, a China é um mercado que permanece vital para a indústria de laticínios dos Estados Unidos no longo prazo, e estratégica para o aumento das exportações. É um grande motivo para ajudar o povo chinês a "dizer queijo". Se as exportações para a China continuarem a aumentar, elas darão um grande impulso à indústria de laticínios dos Estados Unidos que é responsável por 2,9 milhões de empregos.

Alta do queijo nos Estados Unidos
Sentado em sua mesa para uma entrevista utilizando um tradutor, Jia explica porque o queijo não estava disponível em sua cidade natal, Luoyang, uma cidade de 1,8 milhão de habitantes. 

"Simplesmente não havia queijo", diz ele. "Os chineses também não tinham KFC ou McDonald's". 

Em 12 anos, Jia trabalhou como gerente da sede da Jenny Lou's em Nongzhanquan, no distrito de Chaoyang, em Pequim, onde supervisiona a compra de queijos em todo o mundo.

"Construa que eles virão" é uma expressão clássica do filme de baseball "Field of Dreams". Jia diz o mesmo em relação aos consumidores chineses: "Traga queijo norte-americano que vamos comê-lo".

"No momento, os consumidores chineses ainda estão em um estágio inicial em relação", diz Jia. "Mas, veja o que aconteceu com os hambúrgueres. Os americanos enviaram para o mercado chinês, e os chineses aceitaram imediatamente. Isso é o mesmo conceito que pode ser aplicado aos queijos". (USDEC - Tradução livre: Terra Viva)

Leite: cotação no RS registra queda em agosto após meses de alta
Depois de meses de alta, o preço referência do leite no Rio Grande do Sul, registrou queda em agosto. Segundo dados do Conseleite, que representa os produtores do estado, nos primeiros dez dias do mês o preço caiu 5,71% em comparação com julho. O secretário executivo do Sindilat, que participa da quadragésima primeira Expointer, explica a razão por trás dessa queda e qual é a expectativa para setembro. Assista a Entrevista. (Canal Rural)

Porto Alegre, 31 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.812

Vitrine do Leite leva para a cidade todo o processo de ordenha no campo

Instalada para melhor atender ao público, a arquibancada de 50 lugares montada no Pavilhão do Gado Leiteiro para receber a Vitrine do Leite ficou pequena diante da procura pela apresentação que já se tornou uma das grandes atrações da Expointer. Crianças e adultos acompanharam atentamente o passo a passo do trabalho de ordenha de uma vaca leiteira, algo corriqueiro no campo mas ainda novidade para quem mora na cidade.

Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, o objetivo da ação é aproximar o público urbano que raramente tem a oportunidade de acompanhar os processos que são realizados até o leite pra chegar na 'caixinha'. "Algumas pessoas podem até ter visto em vídeos e reportagens, mas é muito diferente ao vivo. Na Vitrine é possível constatar de perto todo o cuidado que existe com a matéria-prima em todas as etapas antes da industrialização", ressaltou o dirigente, que considera a Expointer o palco ideal para esse tipo de evento, uma  vez que permite ao consumidor final acompanhar também a preparação das vacas.

A médica veterinária Jussara Weirich foi uma das que presenciou a apresentação na arquibancada e se mostrou satisfeita com o que viu. "Sempre quis acompanhar um processo de ordenha, pois não tinha ideia de como era feita. Os técnicos foram muito dedicados e deixaram claro que são profissionais que gostam do que fazem", disse. O jogador do Sport Club Internacional, Leandro Damião, levou seus pequenos para verem de perto o manuseio de uma vaca leiteria. "Minha filha gosta muito de animais, por isso paramos aqui para acompanhar, gostei muito da iniciativa. "destacou. 

A capacidade produtiva das vacas também chamou a atenção de quem passou pelo pavilhão. Ao todo, mais de seis animais foram ordenhados e algumas vacas chegaram a produzir 32 litros de leite apenas no período da apresentação. Além da demonstração da ordenha, foi exibido um curta metragem que reuniu depoimentos de profissionais da cadeia produtiva. O vídeo explicou o caminho percorrido pelo leite da propriedade rural à indústria, destacando a importância de cada uma dessas etapas.

A Vitrine do Leite é uma realização do Fundesa, com apoio do Sindilat, da Secretaria Estadual de Agricultura, do Ministério da Agricultura, Associação do Gado Holandês, Fetag, Farsul, Emater e Eurolatte. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 

Sindilat participa de reunião do GP de proteína animal do Estado


Foto: Camila Silva 

O Sindicato das Indústrias de Latícinios do Rio Grande do Sul (Sindilat) participou na manhã desta quinta-feira (30/8), da reunião do grupo de discussão sobre a cadeia produtiva de proteína animal do Rio Grande do Sul, na Expointer, em Esteio. O objetivo central do evento foi projetar cenários e perspectivas do setor no Estado.

O secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Odacir Klein, destacou a importância do grupo e o empenho dos representantes das cadeias produtivas em discutir e fomentar soluções para os respectivos problemas e gargalos da produção de proteína animal, incluindo o setor dos lácteos. Na primeira parte do evento, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, palestrou sobre a conjuntura nacional com reflexos no atual momento político.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, abordou as principais demandas dos fabricantes de lácteos no Estado. De acordo com Palharini, a principal pauta do setor atualmente refere-se à certificação das propriedades produtoras livres da tuberculose e brucelose. "Essa pauta não é importante apenas para a inserção dos produtos lácteos no exterior, mas também para atendermos ainda com mais qualidade o mercado externo, afinal, trata-se de um tema de saúde pública", destacou e nesse momento estamos com dificuldade de antígenos para os testes. E essa compra e teste do pode ser autorizado pelo ministério da agricultura.

Palharini também mencionou a importância do diálogo com as prefeituras das cidades onde os laticínios estão sediados, tendo em vista que determinadas demandas, como logística e qualidade de energia elétrica passam diretamente pela administração das cidades. "O produtor de lácteos é uma micro indústria do município, ele gera ICMS para cidade que, em determinadas ocasiões, focam nos grandes empreendimentos de fora", afirmou.

Além do setor lácteo, os representantes das demais cadeias também falaram sobre as suas principais demandas. Na ocasião, os participantes puderam degustar produtos ofertados pelos setores presentes. Os associados do Sindilat disponibilizaram queijos e derivados para os convidados. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Produção do leite deve buscar eficiência

A busca pela eficiência dentro e fora da porteira é o desafio do momento da cadeia do leite. Ao mesmo tempo em que quase 20 mil produtores abandonaram a atividade nos últimos três anos, conforme levantamento da Emater, muitos dos que permaneceram tiveram de se adaptar para aumentar produtividade e reduzir custos. Os desafios do setor pautaram a última etapa do ciclo Debates do Correio do Povo Rural, ontem, na Casa do Correio do Povoo no Parque de Exposições Assis Brasil. Entre os pontos consensuais está a necessidade de ampliar o controle sanitário visando o mercado externo. O desafio de abrir mercados fora do país passa pela necessidade de intensificar os avanços na qualidade do leite obtidos nos últimos anos. "Para podermos alcançar mercados mais exigentes, vamos ter que seguir buscando melhoria na qualidade do leite, tanto do ponto de vista nutricional, para aumentar a concentração de nutrientes, quanto do ponto de vista higiênico e sanitário, para diminuir a carga bacteriana e ter um controle rigoroso sobre brucelose em tuberculose", afirmou a pesquisadora Renata Suñé Martins da Silva, da Embrapa Pecuária Sul. 

De acordo com ela, o controle sanitário do rebanho está entre os aspectos em que ainda há pontos a avançar, o que, por sua vez, se refletirá na remuneração ao produtor. "Se a gente conseguir colocar nas propriedades os conceitos de boas práticas e, com isso, obter uma qualidade do leite melhor, isso vai incidir sobre a bonificação do produtor", sustentou. A recente recuperação de preços ao produtor reduziu as perdas do setor, porém a oscilação dos valores ainda preocupa. Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, um dos fatores que impactam na questão da eficiência é a logística da cadeia do leite. "Precisamos tentar achar, juntamente com o governo, uma política de incentivo na questão do transporte", explicou. 

O dirigente destacou avanços como o Programa Mais Leite Saudável, o melhoramento genético ainda em curso e a previsibilidade obtida a partir do preço de referência do Conseleite, mas salientou que a iniciativa privada necessita da parceria do poder público em diversos aspectos. Um deles, percebido com força recentemente, foi a escassez da tuberculina, antígeno utilizado para testes de tuberculose bovina, ocorrida ao mesmo tempo em que a cadeia incentiva o controle da doença nas propriedades rurais. "Temos uma produção pequena no Brasil, só de um laboratório em São Paulo, e aí não se agiliza a questão de trazer de fora do país", reclamou.

O presidente da Associação de Criadores de Gado Jersey do Rio Grande do Sul, Alcio Azambuja de Azambuja, destacou que o grande problema é a insegurança provocada pela oscilação nos preços, considerando que seria interessante para o produtor uma maior estabilidade no que se refere a políticas de pagamento. "Fala-se em eficiência do produtor, mas quem consegue se programar nesta inconstância de mercado?", questionou. Azambuja destacou que os gaúchos caíram para a terceira posição no ranking dos estados produtores, após ocuparem a segunda colocação. 

Também observou que o Rio Grande do Sul conta com a maior capacidade de expansão, especialmente na Metade Sul. Além disso, Azambuja lembrou que a produção leiteira está presente em 98% dos municípios gaúchos e que a cadeia merece ser pensada levando-se em conta essa capilaridade. O presidente da Comissão de Leite da Farsul, Jorge Rodrigues, salientou que a produção gaúcha triplicou nos últimos 15 anos. Junto com isso, veio a ampliação do portfólio das indústrias. Para Rodrigues, é importante que a cadeia do leite pense em conquistar reconhecimento da sua qualidade para atender aos diversos mercados, porém sem esquecer que há um espaço grande também no mercado interno. "Precisamos avançar no desenvolvimento de subprodutos do leite, de maior agregação de valor, para atender ao nosso consumidor que hoje está exigente", defendeu. Para que isso ocorra, na avaliação dele, a questão sanitária é um ponto fundamental. 

De acordo com Rodrigues, as cadeias leiteiras dos estados da região Sul têm se manifestado de forma consensual sobre o que deve ser feito, porém ainda há barreiras que se impõem relacionadas ao marco legal do setor. Apesar da recente recuperação nos preços pagos ao produtor, o agrônomo Giancarlo Fernandes Rubin, assessor especial da Emater, destacou a necessidade de que as discussões sobre os valores e a qualidade do leite sejam mantidas. Até porque, segundo ele, a variação positiva, que foi influenciada pela greve dos caminhoneiros, deve sofrer uma reversão nos próximos meses. "Se não continuarmos a discussão, na próxima feira, que é a Expodireto, vamos estar voltando ao assunto, porque o preço vai cair", ressaltou. Quanto à busca por eficiência, salientou a necessidade de que a propriedade seja analisada como um todo. A produtividade defendida pela Emater é de 15 mil litros por hectare, enquanto que a realidade no Rio Grande do Sul é de 6,5 mil litros. (Correio do Povo)

Cooperativa Santa Clara recebe Troféu Negócios da Terra
Ao completar 106 anos, a Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa/RS, foi uma das homenageadas pelo Trófeu Negócios da Terra - Destaque Expointer, entregue na noite de quinta-feira (30/08). Na ocasião, o diretor-executivo Alexandre Guerra, que também é presidente do Sindicato das Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), recebeu a distinção das mãos do diretor comercial do SBT RS, Carlos Toillier. Na terceira edição, o Trófeu é concedido pelo SBT, Grupo Sinos, com patrocínio da Corsan e do Governo do Estado. A festa de entrega ocorreu na Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo empresários, representantes de associações, instituições e convidados. O Troféu leva o nome do programa do SBT voltado ao agronegócio. Foram reconhecidos os trabalhos de empresas e entidades na área do agronegócio nos diversos segmentos. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Porto Alegre, 30 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.811

Investimento em biosseguridade animal é pilar para produção leiteira 


Foto: Vitorya Paulo

Até 2025, os três estados da região Sul (RS, PR e SC) alcançarão a marca de 50% da produção de leite do Brasil. Para assegurar que essa produção tenha sanidade e segurança, é importante que os produtores atentem às normas de biosseguridade animal e as empreguem em suas propriedades. O ponto foi levantado pelo presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, durante fórum de debate nesta quarta-feira (30/8), promovido pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) e o Canal Rural, durante a 41° Expointer.

Para Guerra, a assistência técnica e o cumprimento das regras de sanidade animal são imprescindíveis para manter a cadeia leiteira rentável e competitiva. "Não se concorre mais com o vizinho, mas sim com o mundo inteiro", ressaltou, referindo-se ao caráter exportador do Estado. Como medidas de controle, o dirigente destacou a necessidade da produção e compra de antígenos para certificação de propriedades o para tuberculose e brucelose. Zoonoses que o rebanho leiteiro precisa eliminar e causam prejuízos ao setor na abertura de novos mercados e novos produtos para o mercado internacional . "Sem o antígeno produzido no brasil ou importado, corremos o risco comprometermos o desenvolvimento e a competitvidade  da  produção", afirmou.

Painelista do evento, o superintendente do Ministério da Agricultura (Mapa), Bernardo Todeschini, alertou que a responsabilidade pela sanidade animal do RS e do Brasil é de todos. "A saúde humana e animal são bens públicos. Não pertencem a algum produtor", disse, destacando as exigências sanitárias que devem ser sempre cumpridas. "Produtor não é cientista e a propriedade não é balão de ensaio", alertou.

Para o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, a biosseguridade é um "pilar fundamental" da atividade, tanto leiteira, quanto aviária, suína ou de qualquer âmbito da proteína animal. "Nós produzimos porque temos consumidores que estão cada vez mais atentos e estabelecendo critérios para o que querem", disse. Para Kerber, cumprir as normas sanitárias é um método eficaz não só no combate das doenças, mas também na prevenção. "Investimento é diferente de custo. Investimento é o que vai nos dar garantia de continuidade da nossa atividade principal", frisou Kerber. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Oficina ensina participantes a harmonizar queijos e vinhos

Como parte de sua programação gastronômica, a Leiteria Sindilat na 41ª Expointer promoveu na terça-feira (28/08), das 18h às 19h, uma oficina de harmonização de queijos e vinhos. Conduzido pelo empresário Regis Monteiro Guimarães, da importadora Carpe Vinum, de Porto alegre, o evento proporcionou aos participantes orientações sobre a origem de vinhos e queijos que podem ser decisivas na hora de combinar os produtos.

Na oficina, os participantes puderam degustar os queijos grana padano, colonial e gorgonzola, harmonizados, respectivamente, com o espumante Menegotto Brut, produzido em Garibaldi com uvas chardonnay, o vinho Puklavec, produzido à base das variedades sauvignon blanc e pinot grigio na Eslovênia e o vinho malbec argentino El Mendoncino.

"Mostramos que queijo e vinho são primos-irmãos, com origens semelhantes, pois ambos têm um trabalho que começa no campo", disse Regis. Segundo ele, a harmonização é um processo complexo e, para dominar essa arte, é preciso experimentar os vinhos com antecedência. "Apesar de sabermos, por exemplo, que os tintos combinam mais com os queijos duros e os brancos com os queijos moles, não existe uma regra única. Então, o conselho é: experimente", explicou.

Para o empresário, a oficina foi extremamente positiva. "Temos ainda uma média de consumo de vinhos baixa no Brasil, e combinar vinhos e queijos também pode ser algo muito particular, subjetivo. Por isso, é importante trocar experiências", avaliou.

A Leiteria Sindilat será realizada até o dia 2 setembro. A programação inclui diversas atividades diárias abertas ao público. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Lactalis terá geladeira com itens premium em supermercados


PATRÍCIA COMUNELLO /ESPECIAL/JC

Uma das gigantes da indústria de leite no mundo e com operações no Rio Grande do Sul, a francesa Lactalis apresentou uma novidade na Expointer que só quem entra no estande da empresa vai descobrir. Produtos de uma das marcas mais populares da indústria, a Président, que já começa a aparecer em diversos derivados nas gôndolas do Brasil, terá uma geladeirinha personalizada para venda em supermercados, revelou Guilherme Portella, diretor de Comunicação Externa, Assuntos Regulatórios e Corporativos na Lactalis do Brasil. 

A novidade vai estrear logo depois que terminar a feira agrope¬cuária em lojas da rede Zaffari no Estado e em São Paulo. "Vai sair daqui direto para a rede", diz Portella. Na primeira leva, serão 20 geladeirinhas, e a meta é atingir primeiro grandes redes. A geladeira é toda em cor vermelha, tem desenho da Torre Eiffel, tradicional ponto turístico de Paris, e ainda um selo lembrando a conquista da seleção francesa na Copa do Mundo da Rússia. Portella diz que a empresa aposta na forma de exclusiva de produtos, neste caso da marca Président. 

Entre os quitutes estão novidades como queijos especiais fracionados, que ganham cada vez mais espaço nos super, por ser uma porção menor. "Isso é cada vez mais solicitado, para evitar maior manuseio no varejo", explica o diretor. O mix tem itens como requeijão e a manteiga da marca que passou a ser produzida este ano em unidades gaúchas. Antes era só importada. "O mix atende a diversos perfis de consumidores, do mais acessível ao premium." (Jornal do Comércio)

 

América Latina: consumidores querem iogurtes proteinados, mas não abrem mão do prazer ao consumo

Os consumidores latino-americanos estão interessados em iogurtes com alto teor de proteína, mas os produtos também devem ser prazerosos ao consumo, de acordo com a Arla Food Ingredients, que apresentou uma solução na feira Fi South America. "Olhe para a América do Sul e você pode ver que, embora as pessoas tenham perdido seu poder de consumo [com as recentes crises econômicas], mais fabricantes estão impulsionando as proteínas", disse Cido Silveira, gerente de marketing da Arla Food Ingredients.

A empresa possui dados de pesquisas de vários países latino-americanos que mostram que os consumidores querem naturalidade, conveniência e satisfação, especialmente no Brasil (São Paulo). Tendências semelhantes são vistas em todo o mundo, com mais de 2.000 iogurtes com conveniência e alegações de proteína lançados somente em 2017. "Com a solução da Arla, você pode ter a mesma textura desde o início até o final do prazo de validade", disse Silveira. De acordo com testes internos, 7,5% dos iogurtes de beber com proteína feitos com o Nutrilac YO-5088 tinham viscosidade significativamente mais desejável do que um produto semelhante feito com um concentrado proteico de leite padrão.

A empresa também lançou uma solução para bebidas à base de iogurte longa vida com prazo de validade de seis meses. O Nutrilac YO-4575 é um ingrediente proteico de pH baixo e estável ao calor para a criação de iogurtes de longa duração, saudáveis e saborosos para ocasiões de merendas e lancheiras para as crianças", disse a empresa, que ainda acrescentou que a América Latina tem problemas com o transporte e o Nutrilax YO-4575 auxiliaria nesse quesito por conta da estabilidade gerada nos produtos. Além dos lácteos, as proteínas alternativas estão em ascensão, "e estamos vendo cada vez mais soluções baseadas em vegetais", disse Silveira.

Nutrição esportiva
A proteína também é uma grande participante na categoria de nutrição esportiva, com o Brasil tendo o mercado mais maduro da região, disse Silveira. No início deste ano, a Arla divulgou os resultados de uma pesquisa com 4.000 consumidores na Argentina, Brasil e Colômbia, que indicou que 80% dos entrevistados acreditavam entender o que é proteína e como o corpo a utiliza. Os dados também indicaram que alguns entrevistados estavam dispostos a pagar mais por produtos ricos em proteínas: 39% estavam dispostos a pagar até 5% a mais, 17% disseram que pagariam até 10% a mais, e 5% admitiram que pagariam mais de 10% a mais. "As tendências vêm para o Brasil mais rápido", afirmou Silveira.  No entanto, Silveira acrescentou que as marcas nacionais de nutrição esportiva precisam construir confiança com os consumidores. "Se você olhar para a Argentina, por exemplo, muitas das marcas afirmam que são dos EUA. Essas marcas precisam investir em mais educação e patrocínio de atletas". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

RS: Expointer 2018, práticas de manejo de forrageiras garantem maior produção de leite
Expointer 2018 - A importância da correção do solo e da utilização de técnicas adequadas de plantio são medidas essenciais para o manejo das forrageiras. O assunto foi abordado junto aos produtores durante palestra na sede da Lactalis do Brasil, na Expointer. Na ocasião, Carlos Augusto Feldmann, responsável pelo desenvolvimento comercial da Atlântica Sementes, apresentou aos criadores práticas para manter o plantio no verão sem ter consequências negativas na produção. "Como costumo dizer, eu trabalho com um tripé, onde existe genética, manejo e pastejo. Se faltar um desses, não adianta comprar uma vaca cara e levar para propriedade", disse. De acordo com Feldmann, uma forrageira de qualidade garante aumento da produção de leite. "É de suma importância, pois um bom alimento sempre se reflete na produção", destacou. O palestrante também ressaltou que é essencial que o produtor saiba a hora certa de colocar e retirar o gado do pastoreio e utilize sempre a semente correta, que deve ser semeada com profundidade de dois a quatro centímetros e na temperatura ideal para que possa germinar. "São vários fatores que determinam o sucesso na produção de leite", pontuou. (Página Rural)

Porto Alegre, 29 de agosto de 2018                                              Ano 12 - N° 2.810

Harmonização de queijos e cervejas é tema de workshop da Expointer

Foto: Laura Berrutti

 

Engana-se quem pensa que o casamento perfeito só ocorre entre queijos e vinhos. A união do petisco com a cerveja pode causar sensações inimagináveis. Quem apresentou este 'novo' matrimônio foi a sommelier de cervejas, Juliana Pacheco, na noite desta segunda-feira(27/08), em workshop na Leiteria Sindilat.

Na ocasião, ela explicou que o objetivo de fazer a harmonização é realçar o sabor de ambas. "O sabor dos queijos e das cervejas tem que ser muito melhor quando estão juntos. A ideia é criar uma terceira experiência", afirma a também empresária, ressaltando que o queijo é uma opção versátil e saborosa para se utilizar nesta prática.

Para Juliana, a harmonização só cumpre o seu papel quando os dois sabores se complementam e estimulam o paladar por mais tempo. A cerveja ajuda a "limpar" a gordura do queijo, tornando a degustação mais prazerosa e, consequentemente, o consumo mais prolongado.

A primeira união indicada por ela foi a do queijo provolone com a Imperial Irish Red Ale. Ambos possuem notas de defumação, o que estimula ainda mais a harmonização. Além disso, o malte caramelado da bebida acrescenta um toque adocicado à mistura.

A segunda opção foi a degustação do queijo Tipo Grana Padani com a South American Ipa. O amargor desta cerveja ajuda a atenuar o salgado do aperitivo. A terceira combinação foi a do queijo gorgonzola com a Dark Strong Ale. O sabor forte e alcoólico, mas doce da cerveja, desperta uma sensação ambígua com o salgado do alimento.

O workshop de Harmonização entre Queijos e Cervejas foi mais uma das atividades realizadas na Leiteria Sindilat durante a Expointer. O evento foi organizado pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat), em parceria com o bar de cervejas especiais Infiel. O próximo curso irá ocorrer na próxima quarta-feira (29/8), na Leiteria. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Abertas inscrições para o 4º Prêmio Sindilat de Jornalismo

Estão abertas, até o dia 27 de outubro, as inscrições para o 4º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Promovida pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a láurea foi criada com o intuito de valorizar o trabalho da imprensa gaúcha que repercute as notícias do setor lácteo e que contribui para o desenvolvimento da cadeia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: imprensasindilat@gmail.com.

O tema desta edição vai abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e os desafios enfrentados. O prêmio possui quatro categorias, sendo impresso, eletrônico, online e fotografia. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. O jornalista deve enviar materiais que foram publicados entre 2 de novembro de 2017 até 27 de outubro de 2018.

Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 19 de novembro, sendo que os vencedores serão conhecidos na festa de final de ano do Sindilat. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão um troféu. Confira o regulamento e a ficha de inscrição a ser preenchida. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Uma pequena indústria argentina produz lácteos funcionais de origem natural

Funcionais/AR - Especialistas do centro de Lácteos do Instituto Nacional de Tecnología Industrial (INTA) acompanharam uma empresa de Chivilcoy no desenvolvimento de um leite enriquecido com Ácido Linoleico Conjugado (CLA), mediante a suplementação da alimentação das vacas. 

A empresa Prodeo é a primeira pyme argentina a conseguir produtos lácteos funcionais de origem natural como queijos, leite longa vida e com chocolate. "O trabalho foi realizado com base no projeto financiado pelo MinCyT (FONARSEC) junto ao INTA, a Universidade Nacional do Litoral e três empresas, uma das quais foi a Prodeo; com as quais foi estabelecido um Consórcio Público-Privado", detalha Marcelo González do INTI-Lácteos. Sua equipe de trabalho acompanhou a pyme de Chivilcoy para conseguir um leite funcional mediante suplementação da alimentação das vacas.

Com lípidos insaturados de origem vegetal no alimento dos ruminantes, foi possível modificar o perfil dos ácidos graxos da matéria gorda do leite, diminuindo a concentração dos ácidos graxos prejudiciais à saúde e aumentando a concentração do Ácido Linoleico Conjugado (CLA) e Ácido Vacênico (AV). Ambos com propriedades protetoras da função cardiovascular e enfermidades crônicas não transmissíveis.

"O INTI-Lácteos deu suporte no desenvolvimento e análise da viabilidade da mudança no suplemento dietético, analisando a alimentação do gado, com o leite cru, e os produtores finais, comprovando a existência e persistência do CLA e AV", comenta Alejandra Rodríguez.

Além disso contribuímos com a assistência técnica na fazenda e fábrica da empresa para a adoção de Boas Práticas Pecuárias (BPG), Boas Práticas de Produção (BPM) e rastreabilidade", explica Marcelo, acrescentando que também trabalharam na elaboração higiênico-sanitário de uma nova fábrica para elaboração de leite e queijos com a marca "Mamá Mecha".

Marcelo adianta que a empresa prevê continuar o desenvolvimento, junto com o INTI-Lácteos, de outros produtos funcionais com alto teor de CLA e outras moléculas bioativas, que possam ser incorporadas à dieta de forma ampla, sensível, e que ajude a melhorar a qualidade de vida dos consumidores destes produtos. (Agrositio - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Preço do leite ao produtor europeu em junho de 2018 - LTO Nederland

Preços LTO - O cálculo mensal dos preços do leite em junho de 2018 chegou à média de € 32,71/100 kg, [R$ 1,60/litro], para o leite padrão, e entregas de até 1.000.000 kg por ano (novo padrão). Aumento de € 0,60/100 kg em relação ao mês anterior. Comparado com junho de 2017, a média de preço é 1,43 €/100 kg, ou 4,2% menor.
 
Novos parâmetros anuais de entrega
Para esta publicação e as seguintes, o cálculo será com base na entrega anual mínima de 1.000.000 kg (era 500.000 kg/ano). Como os preços do leite dos meses e anos anteriores também foram ajustados para uma oferta de um milhão de quilos, a comparação com maio de 2018 e junho de 2017, estão nos mesmos parâmetros. A razão para essa mudança, é que o tamanho médio das fazendas aumentou com o passar dos anos, e, atualmente, é claramente maior que os 500.000 quilos até então vigentes, conforme pode ser observado na tabela a seguir. Levando em consideração que a tendência é de que o tamanho das propriedades continue aumentando nos próximos anos, bem como o crescimento das fazendas especializadas, um milhão de quilos é considerado padrão.

 

A média dos preços aumentou cerca de € 0,20/100kg em decorrência do ajuste dos padrões de 500.000 kg para 1.000.000 de kg por ano. A diferença entre empresas pode ser maior, dependendo dos custos mensais fixos, e particularmente, das bonificações por volume.

Desempenho do preço do leite em junho
Pela primeira vez, desde novembro de 2017, a média do preço do leite aumentou. Nenhuma empresa reduziu o valor pago ao produtor. A Milcobel reajustou em € 2,3/100 kg. E de acordo com o anúncio, haverá mais aumento em julho e agosto.

A britânica Dairy Crest anunciou reajuste nos próximos três meses em cerca de € 3,3/100 kg. Esse aumento incluiu o pagamento suplementar de 0,5 pence por litro em setembro de 2018, a título de compensação pelas condições extremas de tempo. Arla e FrieslandCampina anunciaram aumentos. DMK aumentou € 1,00/100 kg em julho, o mesmo ocorrendo com as francesas Savencia (€ 2,4/100 kg), e Lactalis (de julho a setembro, € 2,3/100 kg). Na Oceania a Fonterra manteve o preço inalterado. NZ$ 7/kgMS, [R$ 1,46/litro]. Cerca de € 0,5 no preço do leite dos Estados Unidos foi decorrente da variação cambial. O leite Classe III saiu de US$ 15,18/cwt em maio, para US$ 15,21/cwt em junho, [R$ 1,42/litro]. (LTO Nederland - Tradução livre: Terra Viva)

 

COMO SE FAZEM CAMPEÃS
O concurso leiteiro do gado holandês da 41ª Expointer conheceu ontem à tarde seus vencedores. Das cinco ordenhas realizadas para chegar ao resultado, as duas maiores são descartadas - a soma das três restantes consagra as campeãs. Na categoria jovem, a vaca Tang Roberta produziu 66,88 quilos de leite. O animal tem três anos e pertence à Granja Tang, de Farroupilha. - O resultado vem com investimentos em genética, sanidade e muito amor pelo que se faz - comenta Itamar Tang, proprietário do animal. Esta é a quinta participação da granja da Serra, que na última edição da feira também levou para casa o prêmio da categoria jovem. Entre as vacas adultas, o prêmio foi para a 666 Damasco, que produziu 79,62 quilos de leite. O criador Paulo Ferraboli, de Anta Gorda, no Vale do Taquari, comenta que não poupou esforços para garantir o resultado: o animal se refresca com ventiladores e descansa em um colchão coberto de palha. Na companhia de familiares e colaboradores, os proprietários das vencedoras participaram do tradicional banho de leite, na pista do gado leiteiro.(Zero Hora)