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04/02/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 04 de janeiro de 2022                                                        Ano 15 - N° 3.568


GDT - Global Dairy Trade



Fonte: Global Dairy Trade adaptado Sindilat/RS

Água já é insuficiente em 6 mil propriedades

Números mostrados pela Emater às secretarias da Agricultura, Meio Ambiente e Obras revelam extensão da estiagem

as cerca de 400 mil propriedades rurais existentes no Rio Grande do Sul, cerca de 140 mil estão com algum problema relacionado à estiagem, sendo que em 6 mil delas já há insuficiência de água para consumo humano e dos animais. Os números foram apresentados ontem pela Emater/RS-Ascar, em reunião com as secretarias de Agricultura, Meio Ambiente e Obras. O encontro apontou a necessidade de antecipar a execução das verbas do Programa Avançar RS para o segmento, estipuladas em R$ 275,9 milhões pelo governo do Estado, como uma das ações para reduzir os prejuízos causados pela falta de chuva à agropecuária. 

A secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, relembra que em torno de R$ 200 milhões da verba do Avançar Agricultura devem ser destinados à qualificação da irrigação, o que inclui a perfuração de poços e açudes, entre outras ações. Silvana solicitou para esta semana uma audiência com o governador Eduardo Leite para tratar, segundo ela, de dar “celeridade” ao programa. Ontem, a secretária também participou de reunião com o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Guilherme Bastos Filho, junto com os titulares das pastas de Agricultura dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, também atingidos pela estiagem. Nesta quarta-feira, Silvana tem encontro virtual exclusivo com a ministra Tereza Cristina.

Ao comentar os prejuízos da estiagem às culturas de grãos, o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, afirma que são devastadores no milho e que avançam na soja à proporção de 1% a 2% por dia. Rugeri reconhece que na Metade Norte do Estado não haverá o que colher em muitas lavouras de milho.

Na soja, o diretor técnico esclarece que ainda é difícil mensurar perdas, mas já observa alguma consolidação, uma vez que pelo menos 7% da área prevista para a oleaginosa no Rio Grande do Sul, de 6,1 milhões de hectares, deixou de ser plantada em função da ausência de umidade no solo. “Na soja, se as condições climáticas mudarem, dependendo do estágio em que as lavouras estiverem, ainda é possível alguma recuperação”, avalia. (Correio Povo)
 
 
 
 
 

Emater/RS: bem-estar animal é prejudicado pela temperatura e escassez
 
Além da diminuição da oferta de forragens devido à falta de chuvas, as temperaturas elevadas estão prejudicando o bem-estar animal, diminuindo o tempo de pastejo em função do calor e provocando queda na produção de leite.
 
O clima seco da semana facilitou o controle da qualidade do leite, mantendo ou melhorando os índices legais exigidos pelo Mapa.
 
Nos confinamentos, ainda há necessidade de ventilação e aspersão de água a fim de amenizar o calor, o que eleva o custo de produção em função da energia elétrica empregada neste manejo.
 
Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, novamente foram relatados casos de leite instável não ácido (LINA), provavelmente ligados ao menor consumo de alimentos por causa do calor, ao uso de silagem de milho de baixa qualidade e à diminuição do consumo de pasto, situações que causam o desbalanceamento da dieta e alteram a condição do leite.
 
Na de Bagé, houve aumentou gradual do uso das pastagens de verão, porém o acesso das matrizes é limitado para evitar o rebaixamento excessivo das plantas, bem como degradação pelo pisoteio. A suplementação com volumosos ainda é realizada para manutenção da produção e do estado corporal dos animais.
 
Na de Caxias do Sul, a oferta de forragem no pasto está comprometida, e muitas das áreas de pastagens implantadas ainda estão com dificuldades de estabelecimento, desuniformes e sem condições de pastejo. Diversas lavouras para ensilagem apresentam perdas significativas, com reduzida formação de espigas e de grãos.
 
Na regional de Soledade, as poucas propriedades que contam com sistemas de irrigação estão utilizando o recurso de forma racional e economizando água.
 
Na de Frederico Westphalen, as pastagens estão muito prejudicadas com a estiagem, à exceção daquelas manejadas com irrigação ou fertirrigação.
 
Na de Lajeado, o estresse térmico nos animais está afetando a produção, que já caiu em torno de 8%, e a tendência é que a queda na produção se acentue nas próximas semanas.
 
Na de Ijuí, as forragens de milho para silagem no primeiro cultivo reduziram em aproximadamente 50% o volume de massa verde, além de apresentarem baixa qualidade nutricional. (As informações são da Emater/RS, adaptadas pela equipe MilkPoint)


 Jogo Rápido

Piracanjuba fecha parceria com canal digital de vendas
 A Piracanjuba, marca da Laticínios Bela Vista, anunciou que estabeleceu uma parceria com a startup Compra Agora, canal digital de vendas para varejistas desenvolvido pela Unilever. O laticínio diz, em nota, que é a primeira marca de lácteos a ingressar na plataforma e que, com isso, quer ampliar a distribuição para varejistas de pequeno e médio portes em Goiás, Distrito Federal, Ceará e Mato Grosso. Sem informar volumes, a companhia afirma ter dobrado a quantidade de itens ofertados aos consumidores por meio de canais digitais entre 2019 e 2020. “Depois de ser a primeira indústria de lácteos a ter seus produtos vendidos de forma direta pela Amazon e consolidar parcerias importantes, com Magazine Luiza e Mercado Livre, entre outros, a Piracanjuba avançou na digitalização do mercado de alimentos e bebidas com a presença em plataformas B2B”, diz Wesley Pádua, gerente de canais especiais do laticínio. Os produtos da marca também estão no Bees, da Ambev. Por meio do Compra Agora, a Piracanjuba vai comercializar leites UHT, a linha Pirakids, leite condensado, creme de leite, cereais, bebidas lácteas com cereais, produtos de proteína e queijo ralado, além de outros itens. A empresa informa, ainda, que negocia chegar a novas praças. A diversificação de canais é importante sobretudo em um ano de recuo de vendas, quando a inflação corrói o poder de compra do consumidor brasileiro a ponto de afetar as vendas de leite UHT — a commoditie setorial. (As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint)

 

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