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09/11/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 09 de novembro de 2021                                                Ano 15 - N° 3.537


Do cocho ao banco, por onde passa o "crescimento verde"

O tamanho exato da fatia que o Brasil terá de "servir" para que a meta global de reduzir em 30% a emissão de metano até 2030 seja alcançada ainda será mensurado. A partir da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), será a hora de preparar a receita para ajustar o pedaço no "bolo" dos mais de cem signatários do compromisso.
 
- Cada país verificará o seu balanço de emissões e apresentará a parte que lhe cabe nessa meta - esclareceu Fernando Silveira Camargo, secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, desde Glasgow, onde o pavilhão do Brasil teve ontem o Dia do Agronegócio.
 
O setor tem papel importante, com uma equação que passa pela atividade agropecuária - mas não exclusivamente por ela, importante lembrar. São técnicas que permitem aos ruminantes (bovinos, ovinos e caprinos) uma digestão mais fácil, o que resulta em menor emissão de metano.
 
Presidente da Embrapa, Celso Moretti explicou que a pesquisa atua em três frentes. A primeira é a do melhoramento genético das pastagens, para que possam ser melhor digeridas. O segundo, o dos animais, de forma a viabilizar a redução da idade de abate - com menos tempo no campo, há menor emissão de metano. A terceira premissa é a do uso dos aditivos na alimentação. Há estudos com o uso de taninos e óleos essenciais, facilitadores da digestão animal.
 
Na unidade da Embrapa Pecuária Sul, que fica em Bagé, na Campanha, há projeto de pesquisa para uso da torta de azeitona - resíduo do processamento do azeite de oliva - como aditivo. Além de reduzir a ruminação (e a emissão), seria uma forma de as agroindústrias eliminarem esse passivo.
 
Em sua fala em Glasgow, Muni Lourenço, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), destacou o avanço da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que ajuda na equação climática. Em duas décadas, a área com uso desse sistema cresceu de 2 milhões para cerca de 20 milhões de hectares.
 
- Além da redução, o Brasil pode atuar na compensação -reforçou Moretti.
 
Para tudo isso, é preciso recursos. No cobertor curto do orçamento público, o crédito rural se direciona para ações que promovam a Agricultura de Baixo Carbono (ABC).
 
- Tenho certeza de que o Plano Safra do ano que vem será absolutamente verde. Vamos nos organizar para fazer com que esse recurso não falte lá na ponta - disse Camargo. (Zero Hora)

Livro valoriza estratégias de crescimento e diversificação para consolidação da Languiru
 
“A maioria das pessoas não tem ideia do tamanho da Languiru.” A frase é utilizada de maneira recorrente pelo presidente de uma das maiores Cooperativas do Sul do Brasil, Dirceu Bayer. A citação também consta na apresentação do livro “Cooperativa Languiru: da reestruturação à consolidação, a estratégia de crescimento e diversificação, após a reestruturação a partir de 2002”.
 
A obra idealizada por Bayer “foi para o papel” com apoio do setor de Comunicação, Marketing e Cooperativismo da Languiru, do Centro de Memória da Univates e da Ocergs-Sescoop/RS. “Esta é a segunda edição que versa sobre o tema, um registro da história da Languiru, garantindo que isso não se perca com o tempo, um legado da Cooperativa às futuras gerações. Agradeço a todos os envolvidos no desenvolvimento desse segundo livro, obra que reconhece o trabalho de gestão profissional realizado, atendendo aos interesses do quadro social da Cooperativa”, frisa o presidente.

O lançamento oficial da obra integra a programação dos 66 anos da Languiru, celebrados no próximo dia 13 de novembro, com início da sua divulgação e distribuição. O material produzido ao longo dos últimos meses traz um resgate histórico e a evolução da Cooperativa até os 65 anos, comemorados em 2020. Chegando ao 66º aniversário, alguns capítulos extras já seriam necessários, pois a Languiru segue crescendo e conta com novas unidades comerciais e industriais no seu diversificado ramo de atuação. (Languiru)
 



As potencialidades das proteínas do soro de leite - parte 01/04 

O leite possui vários constituintes e entre eles estão as proteínas, que são divididas em dois grupos: caseínas e proteínas do soro. Este segundo grupo é formado pelas proteínas b-lactoglobulina (b-lg), a-lactoalbumina (a-la), lactoferrina, albumina do soro bovino e as imunoglobulinas. As proteínas b-lg e a-la correspondem a, aproximadamente, 70% do total das proteínas do soro (MCSWEENEY e FOX, 2013). 

De onde vem o soro de leite?

Na produção de queijos, após o corte da massa do coágulo do leite, ocorre a etapa de dessoragem. Nessa etapa, o coágulo formado é desidratado por meio da retirada do soro constituído por água, lactose, sais e proteínas (BRASIL, 2020).

O soro de leite pode ser utilizado na indústria de alimentos na sua forma líquida ou em pó, podendo gerar também produtos como os concentrados e isolados proteicos de soro. Produtos com teores de proteínas entre 35 e 80% são denominados como concentrado proteico de soro, enquanto teores entre 80 e 95% de proteínas caracterizam os chamados isolados proteicos de soro (BRANS, 2006). Para obter esses produtos proteicos utiliza-se a tecnologia de separação por membranas, principalmente a ultrafiltração, que recupera as proteínas do soro (ALVES et al., 2014).

As membranas utilizadas no processo de separação possuem poros suficientemente pequenos para reter as proteínas do soro, que são os componentes maiores, e permitir a passagem de componentes menores, como os sais, a lactose e a água.

Muitas vezes a ultrafiltração (poros de 0,01 a 0,1 mm) é aplicada como diafiltração para permitir melhor remoção dos sais e da lactose. Depois, o produto retido é desidratado em spray dryer para obter o concentrado ou isolado proteico de soro secos (ALVES et al., 2014).

Na diafiltração um solvente, como a água, é adicionado para promover uma filtração e remoção dos solutos mais eficientes por meio de um processo semelhante a uma lavagem. Essa diafiltração é utilizada principalmente quando se deseja obter produtos mais puros, como é o caso dos isolados proteicos.

O mercado mundial desses produtos proteicos de soro foi estimado em 8,7 bilhões de dólares em 2019 e apresenta projeção de expansão anual de 9,8% até 2027. Os concentrados proteicos de soro lideram esse mercado, representando quase metade da receita mundial (GRAND VIEW RESEARCH, 2020). 
 

 Jogo Rápido

China – Importações de leite em pó integral podem cair 6% em 2022
Maiores estoques e incremento da produção interna pressionarão as importações chinesas de leite em pó integral pela China em 2022, o principal produto exportado pelo Uruguai para esse destino. O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (USDA) em Pequim estima que as compras externas do produto cairão 6% no próximo ano, passado para 850.000 toneladas. “No entanto, o consumo continua sendo forte”, detalha o relatório GAIN - Usda, em relação aos Produtos Lácteos da China. Nova Zelândia deverá continuar sendo o principal fornecedor. O Uruguai em 2021 é o terceiro país a vender leite em pó integral para a China. Já as importações de leite em pó desnatado, queijo e manteiga deverão ter aumento como resultado da demanda das indústrias de processamento de alimentos. Deste modo, as importações totais de lácteos poderão crescer 7%, chegando a 1,5 milhões de toneladas, principalmente associadas à maior demanda por leite UHT. O consumo de leite está aumentando em diferentes faixas etárias na China. As gerações mais jovens, nascidas nas décadas de 1990 e 2000, em comparação com seus pais, são mais propensas a consumir lácteos como parte de sua dieta normal. Em 2021, as importações chinesas de gado vivo (principalmente para a produção de leite) e sêmen bovino congelado ultrapassaram as de 2020, um forte indicador de investimento contínuo na futura produção interna de leite. (Portalechero)


 

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