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07/04/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 07 de abril de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.438


Campo espera impactos do auxílio emergencial

Agropecuária acredita que, como no ano passado, benefício aumentará a demanda por produtos rurais porque será gasto com alimentação

A retomada do auxílio emergencial, que começou a ser pago nesta terça-feira, deve provocar repercussões no campo. Embora o valor esteja abaixo do praticado no ano passado, ficando na média de R$ 250,00 por família, o benefício é considerado uma ferramenta importante para estimular o consumo durante a pandemia da Covid-19 e, por ser utilizado principalmente para atender necessidades alimentares, deve aquecer a demanda por produtos agropecuários.

“O auxílio emergencial foi a grande mola do consumo interno no ano passado e teve um papel muito importante no consumo de alimentos”, resume o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz. Ele observa que, para a agropecuária, o auxílio emergencial favoreceu principalmente o consumo de itens produzidos quase em sua totalidade para o mercado interno, como é o caso dos lácteos e do feijão. No arroz e nas carnes, o impacto foi considerado “médio”. Apesar disso, conforme o economista, o efeito da suspensão do auxílio, no último trimestre de 2020, não foi maior porque os estoques destes produtos estavam baixos. Quanto ao valor concedido nesta nova etapa, da Luz observa que, quanto maior o recurso, maior será a demanda, mas ressalva que a medida também provoca efeitos na inflação.

A agricultura familiar espera aumento da demanda por seus produtos. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Carlos Joel da Silva, afirma que a suspensão do auxílio, em dezembro, afetou a produção de suínos, frangos, leite e hortifrutigranjeiros, já que as famílias tiveram de reduzir despesas com alimentação. “Quem comprava cinco litros de leite passou a comprar dois ou três e isso impactou diretamente na produção”, observa o dirigente. Por isso, Silva vê com otimismo a retomada dos pagamentos, embora avalie que o valor poderia ter continuado em R$ 600,00. O dirigente sustenta que os recursos injetados na economia favorecem não apenas os agricultores e a indústria, mas à sociedade em geral.

No setor de lácteos, a expectativa é de que o auxílio emergencial possa beneficiar o segmento, que enfrentou dificuldades no primeiro trimestre, justamente em razão da queda no consumo. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat), Guilherme Portella, o desempenho foi influenciado por questões sazonais, mas também pela interrupção no pagamento do auxílio emergencial. “Com a retomada, as pessoas vão ter maior poder de compra”, aposta o dirigente. Portella considera o auxílio emergencial “imprescindível” neste momento e acredita que ele vai se refletir na aquisição de produtos básicos, nos quais está incluído o leite. (Correio do Povo)


Dia Mundial da Saúde: Leite é saúde!

Saúde – Estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o dia 7 de abril é celebrado como o Dia Mundial da Saúde. Todos os anos, a OMS escolhe um tema para esta data sendo o tema deste ano “Construindo um mundo mais justo e saudável”, propondo reflexão além da saúde, para os fatores que influenciam na qualidade de vida, principalmente, nesse último ano com a pandemia.

Com o Covid-19 ficou claro que o nosso mundo é desigual. Algumas pessoas são capazes de viver vidas mais saudáveis, com melhor acesso aos serviços de saúde, isto devido a sua posição social e condições com que nascem, vivem, trabalham e envelhecem.

Em todo mundo, várias pessoas não apenas possuem acesso limitado a serviços de saúde, mas também lutam para sobreviver com pouca renda, possuem condições precárias de moradia e educação, menos oportunidades de emprego, experimentam maior desigualdade de gênero e possuem pouco ou nenhum acesso a locais seguros, água e ar limpos, segurança alimentar e serviços de saúde. Essas condições levam a sofrimento desnecessário, doenças que podem ser evitadas e mortes prematuras, além de prejudicar tanto a sociedade quanto a economia.

A pandemia atingiu duramente todos os países, mas seu impacto foi mais severo nas comunidades mais vulneráveis, que estão mais expostas a doenças, com menor acesso aos serviços de saúde de qualidade e mais frágeis às consequências advindas das medidas implementadas para conter a pandemia.

É por isso que, este ano, a OMS escolheu como tema “Construindo um mundo mais justo e saudável”, pedindo aos líderes de todo o mundo que garantam a equidade na saúde como peça central para a luta contra o Covid-19.

Leite & Nutrição: O leite e seus derivados são uma fonte vital de nutrição e saúde para diversas pessoas, é por isso, que este alimento tão rico e nutritivo tem que ser lembrado e reforçado neste Dia Mundial da Saúde.

Além de saúde, apresentam uma fonte de renda para agricultores e suas famílias, indústrias e outras partes que estão inseridas nesta cadeia de valor.

O leite e seus derivados merecem destaque por constituírem um grupo de alimentos de grande valor nutricional, uma vez que são fontes consideráveis de proteínas de alto valor biológico, além de conterem vitaminas e minerais. O consumo habitual desses alimentos é recomendado, principalmente, para que se atinja a adequação diária de ingestão de cálcio, um nutriente que, dentre outras funções, é fundamental para a formação e a manutenção da estrutura óssea do organismo (Muniz et al., 2013).

De acordo com a FAO, o leite é considerado o principal alimento fonte de cálcio para a nutrição humana e sua ingestão está ligada à melhora da densidade óssea.

Leite, sociedade e política: Mas o leite também possui seu papel social e político. Foi o que ocorreu no Chile, onde um trabalho conjunto entre pesquisadores e governo resultou na diminuição da desnutrição infantil graças ao leite, elevando a desnutrição infantil do Chile a níveis de países desenvolvidos.

Um trabalho conjunto do Dr. Fernando Monckeberg Barros - criador do Instituto de Nutrição e Tecnologia dos Alimentos (INTA) da Universidade do Chile, com a Corporação para a Nutrição Infantil (CONIN) impulsionou e melhorou a saúde pública incentivando o consumo de leite que era entregue nos consultórios dentro do programa de controle de crianças sadias, ao qual se juntou a entrega de leite nas escolas.

Este dia Mundial da Saúde tem o papel de reforçar o que precisamos neste momento tão cauteloso que nos encontramos com a pandemia do Covid-19: um trabalho conjunto entre sociedade, pesquisadores e políticas públicas para tornar acessível e igualitário às condições de saúde de todos os países, principalmente, daqueles mais vulneráveis.

O leite é um alimento rico em nutrientes, cálcio, fósforo, magnésio, zinco, vitaminas e tem como vantagem o seu baixo custo frente aos nutrientes que oferece, além de auxiliar no aumento da imunidade sendo um forte aliado no enfrentamento ao novo coronavírus. (Fonte: Terra Viva | Dados: FAO; OMS; SBAN)

 

Uruguai – INALE divulgou novos indicadores

A captação de leite pelas indústrias aumentou 6% em fevereiro de 2021 (totalizando 138 milhões de litros) em relação ao registro deste mesmo mês de 2020 e também aumentou 6% no acumulado do ano (302 milhões) em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esse foi um dos dados apresentados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) no boletim de análise “Indicadores Mensuales Lechería UY marzo 2021”, elaborado pela Área de informação e Estudos Econômicos do dito instituto.

Também foi mostrado que o preço pago ao produtor de leite em fevereiro de 2021 foi de UY$ 13,7 por litro [R$ 1,78], 11% mais que no mesmo mês de 2020, e que o valor médio de 2021 está em UY$ 13,5 por litro [R$ 1,75], 11% a mais em relação ao primeiro bimestre de 2020.

Em dólares, há queda de 1% em fevereiro de 2021 (US$ 0,32/litro equivalente a R$1,76) em relação a fevereiro de 2020 e queda de 2% no acumulado do ano (US$ 0,32/litro equivalente a R$1,76) em relação ao acumulado no ano passado neste período.

O poder de compra do produtor de leite em fevereiro de 2021 ficou no nível 75 (5% menor em relação a fevereiro de 2020) e no acumulado do ano o índice é o mesmo, mas caiu 1% em relação ao acumulado nos primeiros dois meses do ano passado.

Leite Equivalente: Em fevereiro de 2021 o indicador leite equivalente para o mercado externo alcançou 93 milhões de litros (26% a mais que em fevereiro de 2020) e no acumulado anual chegou a 225 milhões (8% a mais em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado). Para o mercado interno, o registro foi de 46 milhões de litros em janeiro (-9% em relação a janeiro de 2020).

Preço do leite para a indústria - Exportação: US$ 0,50 [R$2,76] em fevereiro de 2021 (2% mais em relação ao mesmo mês de 2020) e US$ 0,47 [R$2,59] no acumulado de 2021 (1% mais que no acumulado do ano anterior nos dois primeiros meses). Mercado interno: US$ 0,72 [R$3,98] em janeiro de 2021 (2% menor que no mesmo mês de 2020).

Faturamento: O faturamento envolvido no mercado de exportação em fevereiro de 2021 alcançou US$ 46 milhões [R$254 milhões), 29% mais, em relação a igual mês de 2020; no acumulado anual em 2021 o valor é de US$ 105 milhões [R$580 milhões], 10% superior ao verificado em janeiro e fevereiro de 2020. No caso do mercado interno, em janeiro de 2021 o faturamento foi US$ 33 milhões [R$182 milhões], 11% menos do que no mesmo mês de 2020. Finalmente foi apurado que em janeiro de 2021 a participação do preço ao produtor foi de 59% com uma queda de 2% em relação a janeiro de 2020. (Fonte: El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br)


Jogo Rápido

Últimos dias do primeiro lote - Fórum MilkPoint Mercado
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