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30/03/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 30 de março de 2021                                                         Ano 15 - N° 3.433


Silvana Covatti assume secretaria da Agricultura

Deputada Estadual será a primeira mulher a ocupar o cargo

A deputada estadual Silvana Covatti toma posse no início da tarde desta terça-feira como a nova titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). A parlamentar substitui o filho, o deputado federal Covatti Filho, que retomará o mandato na Câmara dos Deputados, em Brasília. A troca de comando na Seapdr integra o conjunto de ajustes que o governador Eduardo Leite vem fazendo em seu secretariado.

Silvana Covatti será a primeira mulher a ocupar o cargo desde que a pasta foi criada, em 1935. Segunda ela, há grandes desafios a serem encarados na Seapdr, como a consolidação das ações que se apresentarão com o novo status sanitário do Rio Grande do Sul, o qual será reconhecido em maio pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Além disso, a deputada pretende olhar com atenção para questões como a ampliação da irrigação nas lavouras gaúchas e a internet no campo. 

“É um desafio, mas que começa num bom momento, com a mudança de status e a perspectiva de uma safra recorde, que vai amenizar os problemas que a nossa agricultura viveu no último ano”, comentou. (Correio do Povo)


Capacitação entre técnicos e produtores do projeto Balde Cheio Sul da região da Serra tem início

Balde Cheio - As primeiras reuniões on-line entre técnicos, produtores e pesquisadores, do ano, do projeto de capacitação técnica Balde Cheio, no Sul do país, foram iniciadas nesta segunda quinzena do mês de março. O objetivo do encontro foi dar um panorama sobre as condições de produção leiteira das propriedades rurais  que participam do projeto. 

O treinamento envolveu a equipe da região da Serra do RS, onde o projeto prevê o envolvimento de quatro propriedades assistidas e vinculadas à Cooperativa Piá.

Durante todo o dia 19 de março, o instrutor técnico Juliano Alarcon Fabrício, a pesquisadora Renata Suné Martins da Silva (Embrapa Pecuária Sul, de Bagé) e o analista Sergio Bender (Embrapa Clima Temperado, de Pelotas) ouviram os técnicos e os produtores assistidos  para realizar ajustes e planejar ações para melhoria na produção de pastagens e manejo do rebanho leiteiro. Foi recomendado o uso em todas as propriedades e explicado o funcionamento do aplicativo móvel Roda da Reprodução, uma ferramenta disponibilizada pela Embrapa para auxiliar no monitoramento dos estágios produtivos e reprodutivos de um rebanho.

O projeto já possui propriedades assistidas em Barão, Soledade, e recentemente em São Jorge. Os técnicos da Cooperativa responsáveis pelo treinamento são Alice Almeida, Jaqueline Bernardi, Jean Carlo Be, Lucas Piton e Matheus Burg.  

Avaliação das ações do projeto nas propriedades: Conforme o instrutor técnico do projeto todas as propriedades envolvidas cresceram um índice de 100%. “Tanto os técnicos quanto os produtores conseguiram executar o planejado durante os treinamentos e estão aprendendo a trabalhar com adubação, manejo de pastagens e uso de ração. E também os técnicos já estão mais adaptados ao uso  das planilhas de custo-produção”, destacou Fabrício.

Ele explica ainda que duas propriedades foram substituídas no projeto: uma porque alcançou o patamar de produção desejável e não se fazia necessária a sua assistência técnica; a segunda,  pela não receptividade do produtor para receber o treinamento. “Atualmente todos os técnicos e produtores envolvidos no projeto são receptivos a consultoria online, apesar de não realizarmos as visitas físicas nas propriedades assistidas,  tendo a vivência  da pandemia, o distanciamento social, a seca, e a crise do país, todas as propriedades cresceram”, disse. A próxima capacitação do Balde Cheio Sul, região da Serra, acontecerá em 21 de maio. (Embrapa)

Regulação da carne vegetal tem início no Brasil

Desde o final do ano passado o governo brasileiro, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), iniciou discussões com especialistas e autoridades no tema plant-based – conceito vinculado à tendência alimentar que valoriza o consumo de alimentos de origem vegetal – a fim de iniciar o processo de regulação desses produtos.

Quem explica é Glauco Bertoldo, auditor fiscal federal agropecuário e diretor Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov/Mapa). Segundo ele, a ideia é construir uma agenda com as etapas para definir o processo de regulação de alimentos com essas características, que já são consumidos no Brasil desde 2019 e têm demanda de consumo em várias partes do mundo.

Para o diretor do Dipov está claro que o futuro acena com a diversificação das dietas e, portanto, com a necessidade de se ampliar a produção de proteínas. “Nosso objetivo é trazer regras claras e um ambiente saudável para o desenvolvimento do setor”, antecipa Glauco. O movimento nesse sentido encontra-se na fase inicial de estruturação de uma agenda regulatória que além do Dipov, envolverá, por exemplo, a Anvisa e outros órgãos que possam contribuir com o estabelecimento das normas para identificação e definição dos produtos plant-based, sua rotulagem até o consumo final. “A discussão sobre o alimento chamado plant-based existe, sobretudo, pela comparação com outros tipos de fontes protéicas, como a animal”, esclarece.

Nesse contexto, o diretor do DIPOV/MAPA reforça a necessidade de se estabelecer regras para que não haja comparação entre coisas incomparáveis, potencialmente causadoras de distorções, e cita o caso, em evidência atualmente, da denominação hamburguer de carne vegetal,  para aquele produto elaborado à base de vegetais em virtude de sua analogia com o produto obtido da  carne de origem animal, o qual, neste caso, serve como parâmetro de denominação para o produto vegetal com características semelhantes.

Segundo o diretor, os produtos de origem animal têm uma padronização. “Já existe uma definição para o que é denominado hamburguer, queijo e outros alimentos de origem animal”, explica, para justificar a preocupação do Dipov/Mapa em estabelecer regras para os produtos de origem vegetal e assim evitar equívocos ao consumidor ou concorrência desleal no mercado.

Desafios da regulação

Após a fase inicial do processo de regulação desses alimentos, a discussão será direcionada à análise do impacto regulatório. “Nessa etapa chegaremos à conclusão se é realmente necessário haver essa regulação. Pode ser que não seja. Não sabemos ainda”, revela Glauco e adianta que o processo normativo vai envolver a indústria de alimentos e principalmente o consumidor. “Teremos um longo caminho, com várias fases, audiências públicas e outras etapas que fazem parte do rito normativo do Mapa”, destaca.

Segundo o diretor, no alimento plant-based há características de inovação que precisam ser consideradas no processo de regulação. Nesse caso, é preciso que a regulação traga a necessária segurança jurídica para a consolidação desses alimentos na indústria agropecuária brasileira.

Entre os objetivos e desafios da regulação estão a fixação de terminologias e conceitos desses alimentos; inseridos numa regulação com amplitude para incluir a produção, comércio e consumo, considerando aí a rotulagem dos produtos conhecidos até agora como plant-based.

Segurança do alimento

O compartilhamento de competências e responsabilidades entre órgãos envolvidos nesse processo, bem como a elaboração de norma contextualizada com outras regulações internacionais também estão entre os objetivos listados pelo Dipov/Mapa para a fase regulatória que só tem previsão de ser concluída em 2023.

A condução do processo de regulação, coordenada pelo Dipov/Mapa, em parcerias com outras entidades do setor, inclui a atuação efetiva de auditores fiscais federais agropecuários (AFFAS). Além de participar ativamente do estabelecimento de normas de segurança do alimento, cabe aos affas o trabalho de auditar e fiscalizar a qualidade desses produtos. “Atuamos nas duas frentes”, informa Glauco, lembrando que estabelecer regras para assegurar o consumo de alimentos compatíveis com o consumo humano é uma tarefa árdua, mas fundamental para a etapa seguinte do trabalho desses profissionais, que é a fiscalização direta do alimentoe seus estabelecimentos produtores.

Entre outras atribuições, cabe aos affas a missão de garantir a segurança dos alimentos, tarefa executada por médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas, farmacêuticos e químicos. Nessa linha de atuação também são dos affas o desafio de garantir o direito de todo cidadão de acesso a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente e constante para o consumo. O objetivo é que o consumidor final tenha sempre acesso ao alimento seguro, do ponto de vista sanitário. (Anffa Sindical)


Jogo Rápido

Tetra Pak introduz novos soluções para menos lixo
A empresa global de embalagens Tetra Pak disse que está pronta para implantar em seu portfólio tampas com “fio”. A companhia disse que o novo portfólio irá diminuir o lixo com as tampas unidas à embalagem. A pegada de carbono também pode ser reduzida porque as tampas presas serão confeccionadas com material vegetal aumentando, portanto, o conteúdo renovável da embalagem. A empresa disse que também está acelerando a expansão de sua oferta de canudos de papel para garantir mais materiais renováveis e de baixo carbono em toda a gama de soluções de embalagem. O objetivo é atender a uma ampla gama de necessidades de sustentabilidade do cliente, sem comprometer a segurança alimentar. (DairyReporter - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

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