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07/01/2021

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 07 de janeiro de 2020                                                  Ano 15 - N° 3.378


Endividamento das famílias é o maior desde 2010

Na Pesquisa da CNC divulgada ontem, a fatia de famílias com dívidas na média anual ficou em 66,5% em 2020, acima dos 64,6% de 2019

A parcela de famílias endividadas registrou em 2020 o maior patamar anual desde 2010 devido à pandemia, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem, a fatia de famílias com dívidas na média anual ficou em 66,5% em 2020, acima de 2019 (64,6%). Foi a maior taxa anual para esse tópico, no levantamento, desde o início da série histórica em 2010, segundo a economista da confederação e responsável pela pesquisa, Izis Ferreira.

As famílias, afirmou ela, buscaram crédito para compor renda em um cenário de recursos reduzidos devido à crise econômica causada pela covid-19, com aumento de desemprego e menor renda do trabalho. E além disso, inflação mais forte. Izis não descartou possibilidade de continuidade de alta na parcela de endividados no começo de 2021.

Na margem, a fatia de endividados também encerrou em alta, no ano passado. Após três meses em queda, a fatia dos que se declararam com débitos ficou em 66,3% no último mês de 2020. Esse porcentual ficou acima de novembro de 2020 (66%) e de dezembro de 2019 (65,6%).

No caso dos indicadores de inadimplência, não houve piora na margem. Mas os resultados de dezembro de 2020 ainda se mostram piores ante 2019. A parcela de endividados que declarou atraso no pagamento de contas ficou em 25,2%, menor que a de novembro de 2020 (25,7%), mas maior que a de dezembro de 2019 (24,5%). Já a parcela dos inadimplentes sem condição de quitar dívida ficou em 11,2%, também inferior a novembro de 2020 (11,5%) mas superior a dezembro de 2019 (10%).
Essa busca maior por empréstimos levou a um crescimento da fatia do orçamento das famílias para pagar dívidas.

Na pesquisa da CNC, a parcela de renda familiar mensal comprometida com dívidas, em dezembro do ano passado, ficou em 30,2%, a maior desde julho de 2020 (30,3%). Na média, em 2020, a taxa anual dessa parcela ficou em 30% - ligeiramente acima do registrado em 2019 (29,5%) e a maior desde 2017 (30,1%). Foi um ano atípico para as famílias em endividamento, disse a economista. (Valor Econômico)


Rastreabilidade e Blockchain no setor de lácteos

A rastreabilidade é uma tendência crescente no setor de lácteos. A tecnologia de Blockchain é utilizada para compilar e rastrear dados desde a produção de leite até os pontos de venda. 

Este ano o Dairy Vision 2020, maior evento global sobre tendências de lácteos, realizou sua primeira edição on-line entre os dias 1 e 4 de dezembro.  No dia 3, ocorreu o quinto painel do evento, cujo tema central foi “O setor lácteo, sustentabilidade e comunicação”. As apresentações do painel deixaram claro que estar atento às sinalizações dos consumidores é a engrenagem de sucesso para as empresas.

Na indústria de alimentos, esta engrenagem é movida por tendências e comportamentos de consumo. Atualmente, as empresas do ramo devem estar atentas aos apelos do mercado consumidor, que aspira por sustentabilidade, praticidade, saudabilidade, transparência e rastreabilidade. Não basta mais entregar um produto de qualidade, é necessário também agregar valor à toda cadeia de produção e entender as reais e futuras necessidades dos clientes.

Para atender esta demanda cada vez mais exigente e completa, principalmente no quesito rastreabilidade, as empresas usufruem de tecnologias que compilam e simplificam dados, permitindo o acesso dos consumidores a todo caminho que o produto percorreu até chegar ao seu consumo. Uma das inovações muito utilizada pelas indústrias de alimentos, sobretudo no setor de lácteos, é a tecnologia de Blockchain.

O Blockchain pode ser entendido como um sistema de rastreamento de informações on-line, caracterizando-se por uma comunicação descentralizada e disruptiva. Esta tecnologia permite que as indústrias de laticínios ofereçam uma experiência de rastreabilidade aos consumidores, deste a ordenha do leite até os pontos de venda.

Nesta perspectiva, Tomi Síren — Chefe de Inovação Digital da Arla Foods — ministrou a palestra “Utilizando a tecnologia para alavancar a sustentabilidade” no quinto painel do Dairy Vision 2020. Durante sua apresentação, ele expôs as estratégias utilizadas pela empresa para entender os anseios de seus clientes e as ações para atendê-los. Tomi destacou que o “processo estratégico de inovação tecnológica da Arla é de fora para dentro, focando no resultado triplo, ou seja, com foco no planeta, pessoas e lucros.”

“Levamos as pessoas para a realidade externa. Convidamos elas a pensarem de forma diferente com uma nova visão de algo que estão atuando na vanguarda da tecnologia ou da nutrição”, completou.

De acordo com Tomi, o eixo central do projeto de inovação digital da Arla é tornar transparente e rastreável a cadeia de produção de leite orgânico da empresa no mercado finlandês. Ao decorrer da palestra, ele realizou uma retrospectiva anual das principais ações para tornar este objetivo uma realidade.

Em 2018, uma pesquisa realizada pela própria empresa revelou que 67% dos consumidores finlandeses gostariam de saber sobre a origem e o caminho de seus produtos. Então, para coletar estes dados, a empresa criou através da tecnologia de Blockchain o “Arla MilkChain”, aplicativo que por meio de uma câmera de inteligência artificial monitora o dia a dia da fazenda leiteira, atendendo, assim, o desejo do mercado consumidor.

No ano seguinte, a empresa atendeu a outra preocupação de seus clientes: o bem estar-animal. Desta forma, foram incluídos na plataforma "Arla MilkChain" blocos de dados do bem-estar animal nas na propriedades de leite orgânico da empresa.

Em 2020, a rastreabilidade proporcionada aos clientes da Arla ultrapassou a porteira das fazendas. A empresa acrescentou dados de envio logísticos, agregando valor aos pontos de vendas.  Tomi destacou que o desafio para o futuro é escalonar estes dados, “criando a produção de leite em escala mais transparente possível”.

Além do case da Arla, também foram expostos no quinto painel do Dairy Vision 2020 temas como agricultura regenerativa, sustentabilidade e a visão sobre o futuro dos lácteos. (Milkpoint)

Inclusão de queijos na dieta pode ajudar a reduzir o declínio cognitivo

 Os alimentos que comemos podem ter um impacto direto em nossa acuidade cognitiva em nossos últimos anos. Esta é a principal descoberta de um estudo de pesquisa da Iowa State University destacado em um artigo publicado na edição de novembro de 2020 do Journal of Alzheimer's Disease.

O estudo foi liderado pelo investigador principal, Auriel Willette, professor em Ciência dos Alimentos e Nutrição Humana, e Brandon Klinedinst, um Ph.D. em neurociência e candidato trabalhando no departamento de Ciência Alimentar e Nutrição Humana no estado de Iowa. O estudo é uma análise em larga escala inédita que conecta alimentos específicos à acuidade cognitiva na fase posterior da vida.

Willette, Klinedinst e sua equipe analisaram dados coletados de 1.787 adultos idosos (de 46 a 77 anos de idade, na conclusão do estudo) no Reino Unido por meio do UK Biobank, um banco de dados biomédico em grande escala e recurso de pesquisa contendo informações genéticas e de saúde detalhadas de meio milhão de participantes no país. O banco de dados está globalmente acessível para pesquisadores aprovados que realizam pesquisas vitais sobre as doenças mais comuns e potencialmente fatais do mundo.

Os participantes completaram um Teste de Inteligência de Fluidos (FIT) como parte do questionário da tela sensível ao toque na linha de base (compilado entre 2006 e 2010) e depois em duas avaliações de acompanhamento (conduzidas de 2012 a 2013 e novamente entre 2015 e 2016). A análise FIT fornece um instantâneo em tempo da capacidade de um indivíduo de "pensar na hora".

Os participantes também responderam a perguntas sobre seu consumo de comida e álcool no início do estudo e por meio de duas avaliações de acompanhamento. O Questionário de Frequência Alimentar perguntou aos participantes sobre a ingestão de frutas frescas, frutas secas, vegetais crus e saladas, vegetais cozidos, peixes oleosos, peixes magros, carnes processadas, aves, bovinos, ovinos, suínos, queijos, pães, cereais, chá e café , cerveja e cidra, vinho tinto, vinho branco e champanhe e licor.

Aqui estão quatro das descobertas mais significativas do estudo:

- O queijo, de longe, mostrou ser o alimento mais protetor contra problemas cognitivos relacionados à idade, mesmo em idade avançada;

- O consumo diário de álcool, principalmente vinho tinto, foi relacionado a melhorias na função cognitiva;

- O consumo semanal de cordeiro, mas não de outras carnes vermelhas, mostrou melhorar a capacidade cognitiva a longo prazo; e

- O consumo excessivo de sal é ruim, mas apenas os indivíduos já em risco para a doença de Alzheimer podem precisar controlar sua ingestão para evitar problemas cognitivos ao longo do tempo.

"Fiquei agradavelmente surpreso com o fato de que nossos resultados sugerem que comer queijo com responsabilidade e beber vinho tinto diariamente não são bons apenas para nos ajudar a lidar com nossa atual pandemia da Covid-19, mas talvez também a lidar com um mundo cada vez mais complexo que nunca parece desacelerar, "Willette disse.

“Enquanto levamos em consideração se isso era apenas devido ao que as pessoas abastadas comem e bebem, ensaios clínicos randomizados são necessários para determinar se fazer mudanças fáceis em nossa dieta poderia ajudar nossos cérebros de maneira significativa”. Klinedinst acrescentou: "Dependendo dos fatores genéticos que você carrega, alguns indivíduos parecem estar mais protegidos dos efeitos do Alzheimer, enquanto outros parecem estar em maior risco.

Dito isso, acredito que as escolhas alimentares certas podem prevenir a doença e o declínio cognitivo no total. Talvez a solução definitiva que procuramos seja melhorar a forma como comemos. Saber o que isso acarreta contribui para uma melhor compreensão do Alzheimer e para colocar essa doença em uma trajetória reversa." (As informações são do Medical X Press)


Jogo Rápido

Aumento do ICMS em SP é revogado
O governo de São Paulo decidiu revogar o aumento de ICMS sobre todos os bens e serviços que afetam a produção de alimentos, incluindo a alta de zero para 13% da alíquota incidente sobre o uso de energia elétrica rural e os aumentos previstos para leite, carnes, peixes, hortifrutigranjeiros, farinha de mandioca, queijos e insumos agropecuários. Foi o que afirmou hoje ao Valor o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, Gustavo Diniz Junqueira. Segundo ele, essa decisão deverá ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Porém, ficaram de fora do recuo do governo a tributação sobre óleo diesel e etanol hidratado, por extrapolar o agronegócio. “Etanol e diesel não foram discutidos”, disse o secretário. O governo paulista divulgou comunicado ontem à noite informando que determinou a suspensão do aumento de ICMS sobre "alimentos". Deixou claro que a medida valeria para insumos agropecuários, mas não especificou quais outros produtos e bens seriam poupados. Com isso, os produtores rurais mantiveram as manifestações que ocorrem hoje em cerca de 150 municípios do Estado, segundo entidades ligadas ao setor. “O objetivo da decisão do governador João Doria não foi evitar qualquer tipo de manifestação", disse Junqueira, "mas evitar a mudança no modelo de cobrança tributária do setor agropecuário”. (As informações são do Valor Econômico)
 

 

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