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20/11/2020

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 20 de novembro de 2020                                                  Ano 14 - N° 3.351


Brasil tem foco no mercado chinês

Encontro debateu oportunidades de comércio no país asiático

O Brasil tem grande potencial para aumentar as exportações de leite em pó, queijos, manteiga e diversos outros produtos lácteos para a China, segundo a avaliação de especialistas durante o webinar “Mercado Chinês de Lácteos”, na quinta (19). O encontro debateu oportunidades de comércio no país asiático. A coordenadora de Exportações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Camila Sande, apresentou o perfil da produção no Brasil e as expectativas para a entrada de lácteos no mercado chinês.

“O nosso foco é o mercado chinês. Já temos uma relação consolidada com a China. O desafio das empresas é a inserção de outros produtos no mercado, como os lácteos, por meio do registro da marca e distribuição adequada. Foi muito importante ouvir deles que vamos ter parcerias de peso no país para acompanhar e apoiar a promoção e a entrada dos produtos lácteos brasileiros na China,” disse.
Camila falou ainda da produção brasileira de leite, que coloca o País no 3º lugar como maior produtor do mundo. De acordo com ela, a expectativa é que a produção alcance 47 bilhões de litros até 2030. A produção de leite teve crescimento de 19,8% entre 2009 e 2019 com a produção de 34,4 bilhões de litros.
"Essa produção reflete a nossa demanda para buscas parceiros comerciais, principalmente a China, que é um mercado consumidor crescente, em qualidade e quantidade”.

O evento teve a participação do ministro-conselheiro e chefe do setor econômico da Embaixada do Brasil em Pequim, João Batista do Nascimento Magalhães, do diretor relações internacionais da China Dairy Association, Cheg Bing, de Li Zhiping, da Foreign Economic Cooperarion Center (FECC), da assessora especial da ministra da Agricultura e chefe do Núcleo China no Mapa, Larissa Wachholz, e do assessor técnico da Viva Lácteos, Gustavo Beduschi.

“A China é o maior importador de produtos lácteos, mas o consumo per capita ainda é muito baixo. O chinês médio consome 35 kg/ano e o governo do país espera que esse consumo chegue pelo menos 110 kg/ano. Esses dados mostram o potencial para o Brasil nesse setor", disse o ministro-conselheiro e chefe do setor econômico da Embaixada do Brasil em Pequim, João Batista do Nascimento Magalhães.

Li Zhiping, da FECC, falou sobre a estrutura da entidade, que busca a interação entre diversos países com a China, focando na relação multilateral e na cooperação internacional. Ela afirmou que o encontro virtual serviu para que os empresários chineses pudessem compreender melhor o mercado de lácteos do Brasil para aproveitar oportunidades de mercado.

“Espero que explorem as oportunidades para melhorar a qualidade e a eficácia da colaboração, aumentar as parcerias, o nível de cooperação e a promoção de projetos vantajosos para os dois países.”

Chen Bing, da China Dairy Association (Associação de Lácteos da China), apresentou um panorama da indústria de laticínios do país, tendências e oportunidades para os produtos lácteos brasileiros.

Segundo ele, a produção de lácteos na China é de 3,9 milhões de toneladas e o principal produto é o leite líquido. Atualmente o consumo dos chineses é de 34,7 kg per capita/ano, representando um terço do nível médio mundial.

"Sendo assim, existe um grande espaço para os produtos brasileiros, principalmente porque a demanda por manteiga e queijo tem aumentado. Até setembro deste ano, por exemplo, a China importou apenas 50 kg do Brasil. A expectativa é que a China se torne o maior consumidor de lácteos do mundo em 2022, ultrapassando os Estados Unidos.”

A coordenadora de Exportações da CNA, Camila Sande, falou sobre o escritório que a Confederação tem em Xangai em parceria com a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (InvestSP), criado para apoiar os empresários brasileiros que querem exportar para a China. Segundo ela, está prevista, para 2021, rodadas e missões de negócios do Agro.BR voltadas para o mercado de lácteos na China. (Agrolink)


Troca de comando na Aliança Láctea

Obedecendo ao rodízio anual entre os três Estados da região Sul na coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira, a função voltou ao Paraná. Desta forma, Ronei Volpi foi reconduzido ao cargo que já havia ocupado em 2014/15 e 2017/18. A oficialização da nomeação ocorreu no dia 6 de novembro, em reunião realizada de forma remota, com a presença de 51 participantes, representando as três federações de agricultura, as administrações estaduais de cada SENAR, secretarias de agricultura, agências de defesa agropecuária e sindicatos das indústrias, além de cooperativas e outras organizações públicas e privadas.

“Esse é um momento crucial para criarmos uma sinergia ainda maior entre os três Estados do Sul. Em 2021, devemos contar com o reconhecimento internacional do Paraná e do Rio Grande do Sul como área livre de febre aftosa sem vacinação, se unindo a Santa Catarina que já possui o status, formando um grande território regional no Brasil, diferenciado do ponto de vista sanitário e de qualidade na produção de lácteos. Nosso objetivo é aproveitar esse momento para criarmos uma harmonização também nas nossas estratégias de combate a outras doenças que afetam a produção de leite, como a tuberculose e a brucelose”, projeta Volpi.

O novo coordenador elenca ainda como principais metas de seu novo período à frente da entidade os movimentos do mercado em resposta ao período de pandemia e mitigação de efeitos de problemas como prejuízos causados pelas estiagens. Também devem ser prioritárias ações para aumentar a competitividade para a exportação de lácteos pelo Sul do Brasil, a renovação de convênios de isenção de impostos e taxas que ajudam a segurar os custos de produção, atuação na reforma tributária, entre outros pontos. (As informações são da FAEP)

 

 

Serviços de delivery crescem no Brasil

A queda do consumo de alimentos e bebidas fora do lar (OOH) devido à pandemia tem custado às economias globais bilhões de dólares em receita. Ao todo, US$ 16 bilhões deixaram de ser gastos com snacks e bebidas não alcoólicas OOH no mundo entre janeiro e agosto de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o mais recente estudo da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria.

Neste cenário de distanciamento social e confinamento, os restaurantes, bares e indústrias de alimentos e bebidas têm visto nos serviços de delivery uma alternativa para recuperação de seus números, e o Brasil é um dos mercados que mais apontam nessa direção. A modalidade já tem 80% de penetração entre consumidores com menos de 50 anos por aqui, ficando atrás apenas dos países asiáticos, além de uma frequência média de consumo de 18 vezes ao ano.

Em 2019, 44% dos gastos do consumo fora do lar vinham da cesta de snacks e bebidas não alcoólicas. Entre janeiro a agosto de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o consumo dessas duas cestas no mundo caiu 10% no total, com redução de 30% OOH e incremento de 9% in home. A Europa é o maior responsável por puxar os índices para baixo.

No Brasil o cenário é de estabilidade, já que o gasto fora do lar retraiu 12% e dentro do lar teve um crescimento no mesmo patamar, equilibrando o gasto total. Por aqui, a maior queda do número de pessoas consumindo esses produtos em lanchonetes, padarias, bares e restaurantes aconteceu em março e abril deste ano, com sinais de recuperação em maio e certa estabilidade desde então. Ao todo, o consumo das categorias IH e OOH sofreu perdas de 5% no Brasil desde o início da pandemia, enquanto países como Inglaterra e França registraram queda total de 27% e 20%, respectivamente.

Isso se explica pela combinação de dois fatores: baixa popularidade dos serviços de delivery nos países europeus e pela redução do consumo no canal conhecido como Horeca, que são hotéis, restaurantes e cafés. No entanto, olhando para o canal globalmente, ele era considerado o setor mais promissor no ano passado. Porém, atualmente é o responsável por mais da metade do gasto neste ano.

Apesar do declínio geral, os snacks vêm mostrando rápida recuperação com a transferência do consumo para dentro do lar, mas são as bebidas não alcoólicas que não mostram sinais de volta ao patamar e retraem fortemente em gasto total (dentro e fora do lar) no patamar de 14%, comparando o período de janeiro a agosto de 2020 com o mesmo período do ano passado.

Se adicionadas as refeições fora do lar ao cenário, o impacto da Covid-19 no setor é ainda maior. Globalmente, as refeições principais - almoço e jantar – contribuíram negativamente em 77% para a retração do gasto fora do lar. No entanto, parte delas continua sendo consumida com a aceleração do crescimento dos serviços de delivery, que "levaram os restaurantes até as casas" e se mostram como uma alternativa do setor para balancear os números.

Popularidade dos serviços de delivery pelo mundo: No Brasil, um dos mercados com maior penetração do serviço, 15% das pessoas pedem entregas em domicílio uma ou mais vezes por semana, 40% recebem refeições em casa entre uma e três vezes no mês e 26% menos de uma vez no mês. Além disso, 44% tendem a incluir bebidas no pedido. O país fica atrás somente dos mercados asiáticos na popularidade e frequência de uso desse serviço. Na China, 30% pedem delivery uma ou mais vezes na semana e, na Coreia do Sul, 60% o fazem entre uma e três vezes no mês. Já na Inglaterra, 4% usam o serviço mais de uma vez na semana e 32% o fazem menos de uma vez ao mês.

No geral, para 59% da população mundial, o motivo de usar o delivery é por prazer, como uma forma de presentear a si mesmo e a família com uma refeição especial. Para o restante dos consumidores (41%), a conveniência é o que justifica. Mas esses números variam muito entre os países. Na Coreia do Sul, apenas 39% dos pedidos são feitos tendo o prazer como motivação. Já a América Latina é a região em que mais se usa o delivery com base nesse motivo: 75% dos consumidores no Brasil e 86% no México. Tanto é que 72% dos pedidos no Brasil são feitos aos fins de semana, sendo a pizza e hambúrgueres os pratos mais buscados.

Ainda no país, membros das classes mais altas são os maiores consumidores de refeições por delivery e a penetração desse serviço entre os com menos de 50 anos é de 80%. Na Ásia, o consumo é mais popular e mais disperso entre sua população. A penetração na Coreia do Sul é de 99% entre os shoppers abaixo de 50 anos e, na China, de 84%. Na Europa, a população mais jovem é que faz maior uso, já que o serviço ainda tem pouca penetração em diversas regiões e os consumidores se mostram mais resistentes em "substituir" as idas aos restaurantes. Na Inglaterra, apenas 36% dos compradores com menos de 50 anos usam o serviço e, na Espanha, 37%. (As informações são da assessoria de imprensa da Kantar)


Jogo Rápido

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