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13/10/2020

Newsletter Sindilat_RS

Porto Alegre, 13 de outubro de 2020                                                      Ano 14 - N° 3.324


Em Portugal, Tereza Cristina anuncia retirada de embargo sobre produtos lácteos

Nesta segunda-feira, 12, a ministra Tereza Cristina, que está em viagem internacional, se reuniu com a ministra da Agricultura de Portugal, Maria do Céu. Durante o encontro, em Lisboa, Tereza Cristina anunciou a retirada de embargo sobre produtos lácteos vindos da região de Açores. O embarco já existia há mais de cinco anos.

Mercosul-União Europeia
A ministra da Agricultura de Portugal disse ainda que o país apoia o Acordo Mercosul-União Europeia desde o primeiro momento, ao participar do Seminário Portugal-Brasil: Oportunidades de Negócio no Setor Agroalimentar, em Lisboa, ao lado da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). “Continuamos empenhados para que rapidamente este acordo possa ser posto em prática”, afirmou.

Segundo Maria do Céu Antunes, além de melhorar os negócios entre os países do bloco, com maior previsibilidade e transparência de regras, o acordo vai permitir o desenvolvimento sustentável. “Permitirá ainda, e para nós isso é muito importante, um compromisso de todas as partes com os objetivos de desenvolvimento sustentável a proteção do meio ambiente e da biodiversidade e no respeito pelos direitos laborais e sociais”, disse a ministra portuguesa.

A ministra Tereza Cristina também defendeu a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia. Ela citou os ganhos para os dois blocos, como melhores condições econômicas, qualidade de vida para os cidadãos, geração de emprego e renda, fortalecimento da preservação ambiental e redução das emissões de gases de efeito estufa. “É preciso dizer que o acordo não representa qualquer ameaça ao meio ambiente, à saúde humana e aos direitos sociais. Ao contrário, reforça compromissos multilaterais e agrega as melhores práticas na matéria”, disse.

Tereza Cristina disse contar com apoio de Portugal para o acordo avançar. “Esperamos, portanto, que as vozes mal-intencionadas que atacam o acordo não prevaleçam sobre nosso interesse mútuo de promoção do desenvolvimento sustentável. Contamos com o apoio do povo português para que nosso acordo entre em vigor no menor prazo possível”.

O apoio de Portugal à rápida aprovação do acordo entre os dois blocos também foi ressaltado pelo secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Eurico Brilhante Dias. “Portugal sempre se destacou na defesa deste acordo, porque acreditamos na ideia de que o comércio internacional é positivo, é bom, constrói pontes, é um indutor de criação de riqueza e que, como diria o nosso poeta Fernando Pessoa, quem quer a paz, faz o comércio”, disse Dias.

O secretário português disse que o Acordo Mercosul União Europeia é um dos mais desenvolvidos e com um capítulo mais robusto no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável. “Por isso, não é apenas um acordo de interesse entre as duas partes. Os avanços conseguidos neste capítulo são importantes e devem ser valorizados muito positivamente no quadro do acordo que foi possível”.

Agropecuária brasileira
A ministra Tereza Cristina destacou dados da evolução da produtividade e sustentabilidade da agropecuária brasileira nos últimos anos, entre eles que a produção de grãos cresceu 425% desde a década de 70, enquanto que a área plantada aumentou somente 43%. Com isso, cerca de 123,7 milhões de hectares de território brasileiro deixaram de ser usados pela atividade agrícola (efeito poupa-terra).

Além disso, o Brasil utiliza apenas 30% de seu território para a agropecuária, mantendo mais de 60% com vegetação nativa. “Estima-se que cerca de 25% da área preservada se encontre em propriedades privadas, algo sem paralelo em outros países do mundo, pois se trata de terreno que o proprietário não recebe para preservar. É apenas uma obrigação legal”, afirmou, acrescentando que o Código Florestal prevê que 20% a 80% da vegetação nativa das propriedades rurais devem ser preservadas, dependendo do bioma.

“Queremos aumentar as nossas exportações para o Brasil, mas também não queremos deixar de importar do Brasil, pelo contrário. Consideramos que através do reforço, da reciprocidade e do bilateralismo nas trocas comerciais é que se constrói. Não é através de imposição de barreiras”, disse. A Aicep é a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Os produtos agrícolas e alimentares representaram, em 2019, 60% do peso das exportações portuguesas, equivalente a 453 milhões de Euros e no primeiro semestre de 2020, o peso foi de 55% correspondendo a 190 milhões. Em relação às importações, o crescimento foi de 17,5% no primeiro semestre.

O embaixador do Brasil em Portugal, Carlos Alberto Simas Magalhães, ressaltou a importância da relação comercial entre os dois países e disse que os negócios no setor agrícola entre os dois países merecem uma renovação. (As informações são do Canal Rural)


Folha tem 13 dias de atraso no mês em que auxílio federal termina

O governo do Estado quita hoje a folha dos servidores do Executivo, relativa a setembro. Na última sexta-feira foram depositados os vencimentos dos que recebem até R$ 4 mil líquidos, o que representa 73% dos vínculos. Em 30 de setembro, já havia sido creditada parcela de R$ 2,2 mil.

A redução nos dias de atraso de pagamento da folha, que chegou a 40 dias, vem ocorrendo em função da reação esboçada pela economia. Segundo os dados da Secretaria da Fazenda, a arrecadação tem se mantido em valores próximos aos projetados antes da pandemia. Em agosto, foi apresentado leve crescimento de 0,9%, que significa R$ 26 milhões, em relação ao previsto antes da crise. Em setembro, a evolução foi ampliada, atingindo melhora considerável em relação ao ano anterior. O crescimento real foi de 8,9%, ou R$ 266 milhões, em comparação com 2019, relativo à arrecadação de ICMS. A tendência deve ser mantida em outubro.

Entre os motivos para a ampliação da arrecadação estão a injeção de recursos por meio do auxílio emergencial, pago a milhões de pessoas pelo governo federal, e gasto majoritariamente em consumo, o que, rapidamente, leva à reação da economia. A ajuda da União, no entanto, terminou em setembro, com o pagamento da última de quatro parcelas de R$ 487 milhões. De acordo com o subsecretário do Tesouro Estadual, Bruno Jatene, seguem os esforços de gestão do fluxo de caixa para priorizar o pagamento da folha no menor prazo possível, mas o cenário ainda é marcado por incertezas e seguirá assim até que a retomada econômica ocorra de forma mais consistente. (Correio do Povo)

Captação de leite na UE pode aumentar 1,4% em 2020 e 0,8% em 2021

A produção de leite na UE no terceiro trimestre de 2020 deve permanecer positiva (+ 1%) graças ao forte crescimento das entregas até julho (+ 2%). A produção no quarto trimestre de 2020 deve ser aproximadamente o mesmo nível do ano passado. Para todo o ano de 2020, prevê-se que a captação de leite na UE aumente 1,4%, graças às condições geralmente favoráveis ??das pastagens até julho, bem como aos alimentos a preços acessíveis.

Ao mesmo tempo, o rebanho leiteiro deve continuar em queda (-0,4%), com aumento dos abates no segundo semestre, de acordo com as projeções de curto prazo divulgadas pela Comissão Europeia. Em 2021, a produção de leite na UE poderá crescer modestos 0,8%, graças a rendimentos mais elevados (1,6%) e menor rebanho (-0,8%).

Em relação aos outros países produtores, a produção de leite nos EUA cresceu a uma taxa semelhante à da UE, a Austrália se recuperou do mínimo do ano passado (+ 5%) e as condições climáticas favoreceram um aumento significativo no leite na Argentina (+ 9%). É provável que a Nova Zelândia se beneficie de boas condições climáticas, como tem feito até agora. (As informações são do Agrodigital, traduzidas pela Equipe MilkPoint)


Jogo Rápido
Por duas assinaturas
Falta pouco para que o grupo de deputados que defende a PEC do Teto de Gastos viabilize o protocolo do texto. Já foram obtidas 17 das 19 assinaturas necessárias. Hoje, o tema será tratado em reunião entre o presidente da Fiergs, Gilberto Petry, eoautor da proposta, Fábio Ostermann (Novo). A Fiergs foi uma das entidades que mais apoiaram a PEC durante as discussões da reforma tributária que, em função da falta de apoio, não saiu do papel. (Correio do Povo)


 

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