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01/10/2020

 

Porto Alegre, 01 de outubro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.317

Sindilat participa da abertura oficial da Expointer Digital
O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) participa nesta sexta-feira (2/10) da abertura oficial da Expointer Digital 2020, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O presidente da entidade, Alexandre Guerra, vai acompanhar a solenidade, agendada para às 11h, na Tribuna de Honra da Pista Central, que contará com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do governador do Estado, Eduardo Leite, do secretário da Agricultura, Covatti Filho, e demais convidados.
Na cerimônia, a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) fará a entrega da medalha Paulo Brossard a lideranças que se dedicaram ao agronegócio neste ano. Os homenageados serão a ministra Tereza Cristina, o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Gedeão Pereira, o ex-secretário da Agricultura Odacir Klein e os pecuaristas Eduardo Macedo Linhares e Antonio Martins Bastos Filho.
Para Guerra, apesar da pandemia de Covid-19, que tem assolado os planejamentos do ano, a Expointer Digital tem demonstrado a força e organização do agronegócio brasileiro. "O evento está sendo um sucesso, mesmo com todos os obstáculos enfrentados ao longo deste ano. Isso prova a grandiosidade do agronegócio no país, tendo ao seu lado o apoio do setor lácteo para fortalecer essa união", reforça. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

                     

Os fatores que poderão trazer preços mais estáveis para o leite
Mês de setembro encerrou com valorização de 9,7% no preço médio do litro no país, segundo Cepea

Em números, setembro encerra com valorização do litro de leite ao produtor. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, aponta R$ 2,1319, na média Brasil, 9,7% maior do que no mês anterior e recorde na série histórica. Para o Rio Grande do Sul, a média é de R$ 1,9996, avanço de 9,34%. No mercado, no entanto, já há sinais de mudança no panorama que sustentou essa alta ao longo de 2020. Em tempos de pandemia, é difícil precisar, mas as alterações em curso devem se traduzir em preços mais estáveis, no campo e na cidade.

– Já sentimos que os preços começam a estabilizar. É um momento de cautela em virtude da mudança de cenário – afirma Alexandre Guerra, presidente do Sindilat-RS.
Há pelo menos dois itens com comportamento diferente. Um é o aumento na importação do produto. Ao longo do ano, as compras vinham sendo inibidas pelo câmbio, que deixava o leite vindo de fora muito caro.

Dados mostram, no entanto, que as aquisições de outros países cresceram 39,9% em agosto, em relação a julho. Na parcial de setembro, 27%.

Outro ponto de atenção vem da redução no auxílio emergencial do governo de R$ 600 para R$ 300. Ainda não se sabe qual será o reflexo disso no consumo. O que se tem certeza é de que os bilhões injetados na forma de benefícios foram cruciais para o aumento substancial na demanda.

– O ano ficou totalmente diferente do imaginado. No início da pandemia, houve insegurança e volatilidade. Depois, o mercado fez a alta, em itens como leite UHT, em pó e queijo muçarela e em pó. Foi uma valorização importante e necessária, porque custos de produção subiram muito – acrescenta Guerra.

Eugênio Zanetti, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), acrescenta que o produtor hoje recebe “um preço justo”. No Estado, o valor de referência do Conseleite em setembro foi projetado em R$ 1,65. O custo de produção é de cerca de R$ 1,35. Durante muito tempo, o valor recebido mal ou nem cobria os gastos.

Neste momento, a preocupação no radar vem da combinação de período de safra com aumento das importações de leite.

– Recomendamos cautela nos investimentos. O produtor não pode projetar o futuro com valores de agora – diz Zanetti.

A produção de leite é destaque nesta quinta-feira (01) nas provas da Expointer. (Zero Hora)

 

Leite/Europa
A produção de leite no mês de julho de 2020 foi 2,2% acima do volume registrado em julho de 2019, de acordo com o Eurostat. De janeiro a julho de 2020 a produção foi 2% maior em relação ao mesmo período do ano passado. A produção nacional em julho de 2020 subiu em muitos dos principais países produtores, ao contrário de julho de 2019.
Bélgica (+4,8%); Irlanda (+4,4%); Itália (+3,3%); França (+1,1%); Holanda (+1,1%); Espanha (+1,1%); Dinamarca (+1%); e Alemanha (+0,8%).
No acumulado do ano até julho, os percentuais de alteração em relação ao mesmo período de 2019 foram Alemanha (+1%); França (+0,9%); Irlanda (+3,8%) e Holanda (+1,8%).


A produção de queijo durante o mês de julho de 2020 foi 1,5% mais elevada do que em julho de 2019, de acordo com o Eurostat. De janeiro a julho de 2020, também subiu 2% na comparação dom janeiro-julho de 2019. A produção de queijo na Alemanha, em julho subiu 3,4% na comparação interanual, mas, na França houve decréscimo, (-3,1%).
Em alguns dos principais países produtores de queijo da Europa Ocidental, de janeiro a julho de 2020, em comparação janeiro a junho de 2019, as variações percentuais foram: Alemanha (+3,4%); França (-0,5%); Holanda (+3,5%) e Irlanda (+5,7%).
De janeiro de julho de 2020 as exportações de queijo pela União Europeia (UE) totalizaram 547.000 toneladas, aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2019. Os principais países importações em quantidade e variação percentual foram: Japão 76.515 toneladas (-14,5%); Estados Unidos 67;344 toneladas (-11,9%); e Suíça 36.890 toneladas (+12,9%).
No Leste Europeu, a Polônia subiu 2,7% de janeiro a julho de 2020, em relação ao mesmo período de 2019.
A produção de algumas das commodities lácteas na Polônia nos primeiros 7 meses do ano em comparação com janeiro e julho de 2019 variaram da seguinte forma: queijo (+4,4%); manteiga (+10,2%); SMP (+5,6%) e WMP (-10,4%).
O principal importador de manteiga, SMP, WMP da Bielorrússia é a Rússia. De janeiro a julho a quantidade de produtos embarcados e variação percentual na comparação do mesmo período de 2019 foram: manteiga 40.999 toneladas (-4,4%); SMP 71.770 toneladas (+3,7%); e WMP 15.706 toneladas (+17%). (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 

Fórum MilkPoint Mercado: os novos caminhos do leite
O mercado em 2021, como estarão os preços, a produção, a demanda e a rentabilidade dos diferentes agentes da cadeia é uma preocupação constante e foco das discussões do Fórum MilkPoint Mercado Online, notadamente em seu primeiro dia (13/10, à tarde). Mas, quais os novos caminhos que o leite e os derivados lácteos estão tomando e que devem fazer parte do “novo normal logístico” do mercado, depois da pandemia? Vemos que os canais de comércio eletrônico (e-commerce) cresceram vertiginosamente depois da pandemia, com a digitalização das vendas do varejo. Ao mesmo tempo, o consumidor, principalmente aquela dos grandes centros urbanos, passa a ter novas preocupações no momento de avaliar seu consumo, como a estória que o alimenta que seleciona na gôndola carrega, a segurança do mesmo e outros aspectos que passaram a ser relevantes em sua decisão de compra. O “novo normal” de mercado é então bem mais complexo do que uma “simples” curva de preços de leite.... Venha acompanhar e participar desta discussão relevante sobre o futuro do mercado e dos negócios de sua empresa! Inscreva-se agora mesmo. (Milkpoint)

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