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29/09/2020

 

Porto Alegre, 29 de setembro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.315

Fórum MilkPoint Mercado Online debaterá o futuro do setor lácteo

Com foco em debater as perspectivas para o setor de lácteos de 2021, a MilkPoint reunirá profissionais e analistas do segmento no Fórum MilkPoint Mercado Online nos dias 13 e 14 de outubro. O objetivo do evento é discutir os rumos em curto e médio prazo do mercado de leite e derivados, abordando ainda os efeitos da pandemia no setor e as mudanças estruturais e o comportamento do consumidor. Em ambos os dias, a programação inicia-se às 13h50, com encerramento previsto para às 17h10.
Realizado de forma virtual, em função da pandemia, o fórum contará com a interação entre os participantes e palestrantes, networking e informação sobre diversos assuntos relacionados ao setor. Durante as duas tardes, os convidados falarão sobre os possíveis cenários para 2021, a evolução do consumo de lácteos em 2020, mercado internacional e nacional, a importância da rastreabilidade na cadeia de laticínios no mundo pós-pandemia, entre outros.
Neste ano, o Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) disponibilizará a seus associados, por meio de parceria com a MilkPoint, desconto na inscrição (preços de 1º lote) e divulgação semanal da programação. Saiba mais sobre o evento em http://www.interleite.com.br/forum/ (Assessoria de Imprensa Sindilat/RS)

                     

Governo trava reforma tributária até fim da eleição

Governo suspende debate sobre nova CPMF até fim da eleição

A proposta de reforma tributária do governo, de desonerar a folha de salários com a criação de um imposto sobre movimentações financeiras, nos moldes da extinta CPMF, só deve ser divulgada oficialmente após as eleições municipais, afirmaram
três deputados e um ministro ao Valor. O primeiro turno será em 15 de novembro, daqui a 45 dias.

A decisão levou o presidente da comissão da reforma no Congresso, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), a adiar audiência pública que ocorreria com os formuladores técnicos das propostas em discussão. Seria um debate final antes da
apresentação do parecer do relator, o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O texto não será mais divulgado nesta semana, avisou ele aos integrantes da comissão, e não há data prevista.

O entendimento entre os governistas para adiar a proposta ocorreu ao longo de reuniões no fim de semana e na manhã de ontem. Deputados sugeriram ao governo que o momento era inoportuno, bem no início da eleição, o que faria com
que parte dos parlamentares se comprometesse contra o projeto para não haver desgaste na eleição. “Tem muito deputado candidato ou com esposa ou filho candidato. Isso tiraria votos”, disse um líder.
O tema nem entrou em debate no encontro mais ampliado com o presidente Jai Bolsonaro. Esse líder, que falou sob anonimato para evitar ser tachado como defensor da CPMF em plena eleição, justificou que o governo tem um discurso
coerente, de substituição dos encargos sobre a folha por outro imposto para criar mais empregos, mas que a oposição distorcerá isso durante as eleições. O próprio
Bolsonaro teria sinalizado que o desgaste seria grande para seus aliados.

Deputados dizem que a maioria dos partidos governistas está a favor do projeto, mas que ainda não haveria os 308 votos necessários na Câmara para aprovar o novo imposto. Partidos que costumam votar com o governo, como o DEM, por
exemplo, dizem que a derrubada da CPMF no governo Lula é uma vitória da legenda e que não há disposição interna em apoiar a volta do imposto neste momento.

O líder do PSC na Câmara, deputado André Ferreira (PSC-PE), disse que a proposta do governo tem muitas coisas boas, mas que é contra a volta da CPMF - que seria de 0,2% para quem transfere e 0,2% para quem recebe, “dando uma alíquota de 0,4%”.
“Querendo ou não, cria um imposto. Muita gente não vai ver a desoneração, vai ver esse imposto novo e o momento hoje não é bom”, disse.

Ainda não há estratégia desenhada pelo governo sobre como será a atuação da base aliada em relação à PEC 45, que unifica PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em um Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Mas a tendência é travar a discussão até a
formalização da CPMF.

Os governistas dizem que há mais consenso sobre outros pontos da PEC que será apresentada, como ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física de R$ 1,9 mil para R$ 3 mil e diminuir o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e cobrar
na distribuição de lucros e dividendos. A imunidade tributária de igrejas sobre a contribuições sociais, como a CSLL, também entraria aí. (Valor Econômico)

 

Agricultura de precisão já movimenta US$ 7 bi no mundo
A agricultura de precisão tem se firmado como um dos pilares das estratégias adotadas por produtores, entre eles cooperados, para acompanhar a evolução no campo com o uso de novas tecnologias. Pesquisa da consultoria MarketsandMarkets, sediada na Índia, aponta que esse mercado deve girar US$ 7 bilhões no mundo este ano e que a tendência é que o valor cresça 82,8% até 2025, para US$ 12,8 bilhões.

Na América Latina, o Brasil é principal expoente nessa frente, e, sozinho, gerou US$ 388,7 milhões em receitas com produtos e serviços no ano passado. Segundo Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, a tendência é de crescimento principalmente dos serviços no setor – partindo de atores como as cooperativas, porque o avanço tecnológico depende da capacitação na ponta, e não somente da venda de máquinas.
Na agricultura 4.0, ela afirma que o valor está em extrair conhecimento dos dados, e não apenas em gerá-los. “A agricultura de precisão é uma ferramenta da agricultura 3.0, que vem de mais de 20 anos atrás, e que ajuda a subsidiar essa nova fase [4.0], em que informações embasam tomadas de decisão e ações preditivas”, diz Silvia.
Para Gabriel Camarinha, coordenador de agricultura de precisão da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), de Piracicaba (SP) - que tem 14 mil cooperados e faturou R$ 1,7 bilhão em 2019 -, o grande valor da agricultura de precisão está no acompanhamento de processos, que é convertido em ganhos financeiros ao produtor. As melhorias vão desde a redução da sobreposição do trajeto de tratores no campo e a consequente diminuição da compactação do solo, até a economia de tempo, horas-máquina, combustível e insumos. Isso sem falar no incremento da qualidade da cultura implantada, destaca Camarinha.
Dos 750 agricultores de cinco culturas diferentes e 11 Estados do Brasil entrevistados pela consultoria McKinsey este ano, Camarinha lembra que 47% afirmaram usar pelo menos uma ferramenta de agricultura de precisão, ao passo que 33% disseram usar duas ou mais. A pesquisa da McKinsey também já apontava que os jovens são os grandes adeptos da aplicação de insumos a taxas variáveis e do uso de mapas de solo, além de drones. Na Coplacana, o perfil identificado entre os cooperados foi parecido: “Em geral, os agricultores de 25 a 44 anos são os que mais buscam inovação”, afirma Fábio Salvaia, especialista em agricultura de precisão da cooperativa paulista. (As informações são do Valor Econômico)

 

China tenta reduzir dependência de importações de carnes e lácteo
A China, que lidera a produção e o consumo de carne suína no mundo, estabeleceu como meta de longo prazo garantir que sua oferta doméstica do produto seja suficiente para atender a 95% da demanda. Conforme informou a agência Bloomberg, no caso da carne bovina o objetivo é que o percentual alcance 85%, enquanto em lácteos os planos oficiais são de que a produção interna cubra mais de 70% do consumo. No processo de reconstrução de sua produção depois da crise provocada pela disseminação da peste suína africana no país, a partir de 2018, a China prevê o aumento do tamanho médio do plantel de seus criadores de porcos. Hoje, milhões deles ainda engordam menos de 500 animais por ano, e o objetivo é que 70% do total sejam de grande escala até 2025 e que o percentual chegue a 85% em 2030. A China é o principal destino das exportações brasileiras de carnes bovina, suína e de frango, e a notícia pressionou as ações dos frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva, como informou o Valor PRO, o serviço de informações em tempo real do Valor. (As informações são do Valor Econômico)

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