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23/09/2020

 

Porto Alegre, 23 de setembro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.311

Série de lives irá apresentar Programa Leite Seguro
Com o objetivo de apresentar o Programa Leite Seguro, divulgar tecnologias para o setor leiteiro e promover o consumo de leite seguro e de qualidade, a Embrapa Clima Temperado e o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul (LFDA/RS) irão promover uma série de lives através do canal no YouTube da Embrapa (www.youtube.com/channel/UCW0ZdZjp_1NjVi7FQeuvOZw). A primeira transmissão ocorre nesta sexta-feira (25/9), às 14h, com o chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Roberto Pedroso de Oliveira, o coordenador do LFDA/RS, Fabiano Barreto, o coordenador do Programa Leite Seguro na Embrapa, Marcelo Bonnet e a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado e membro do Comitê Gestor do Programa, Maira Zanela.

Serão realizadas cinco lives que irão abordar diferentes assuntos de interesse do setor como, benefícios do consumo de leite e boas práticas agropecuárias "O Programa Leite Seguro possui cinco eixos temáticos que vão do produtor de leite até o consumidor de lácteos. A primeira live apresenta uma visão geral do Programa e as demais apresentam os eixos separadamente", explica Maira Zanela. As transmissões terão duração aproximada de 1h a 1h30 e serão abertas a produtores, técnicos, laticínios, cooperativas, consumidores, pesquisadores, acadêmicos e demais interessados.

O Programa Leite Seguro: Segurança, Qualidade e Integridade de Leite e Produtos Lácteos Sul-Brasileiros para Alimentação Saudável e Proteção ao Consumidor propõe-se a desenvolver e a implementar programa sistêmico, integrado e inteligente para maximizar a segurança, qualidade e integridade do leite e derivados na região Sul do país (RS, SC e PR), visando a alimentação saudável e a proteção da saúde do consumidor de lácteos. Ative o lembrete para a primeira transmissão em https://bit.ly/2FXBcrf.

Lives Programa Leite Seguro
25/09/20 - Apresentação do Programa Leite Seguro;
09/10/20 - Protambo - Boas Práticas Agropecuárias;
21/10/20 - LABLEITE - IN76 e 77, Pesquisa de Resíduos;
06/11/20 - Tecnologias da Embrapa para a Atividade Leiteira;
20/11/20 - Benefícios do Consumo de Leite;
As informações são do Sindilat/RS

                     

Previsão de alta mundial no preço do leite, mas mercado ainda é frágil, diz Rabobank
O Rabobank aumentou sua previsão de preço do leite na fazenda em 40 centavos, para NZ$ 6,35 (US$ 4,21) por kg quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,52 (US$ 0,35) por quilo de leite] para a temporada 2020/21.
Em seu último relatório Dairy Quarterly Report – A Delicate Rebalancing, o Rabobank disse que as receitas de serviços de alimentação se fortaleceram no último trimestre e que espera preços globalmente mais altos das commodities lácteas para o restante da temporada 20/21.
Apesar disso, a analista sênior de laticínios da RaboResearch, Emma Higgins, disse que a recuperação do mercado continua frágil. "As receitas de food service estão melhorando, mas permanecem bem atrás dos níveis anteriores à Covid. Levaria tempo para o setor se recuperar totalmente, mesmo para os países que estiveram bem à frente da curva, disse Higgins. "No geral, o crescimento robusto das vendas de lácteos no varejo não foi suficiente para compensar as perdas nas vendas para o foodservice e o crescimento anual da demanda por lácteos provavelmente não será visto nas principais regiões de exportação de lácteos até o primeiro trimestre de 2021"
A possível remoção de programas de apoio do governo – como compras de laticínios, gestão de estoque e estímulo fiscal para os consumidores – é outra razão pela qual o Rabobank estava tendo uma visão cautelosa em relação à recuperação do mercado global de lácteos, segundo Higgins.
"Esses programas foram os principais contribuintes para a alta nos preços das commodities lácteas durante o segundo trimestre, entretanto, a perspectiva para eles é muito menos certa à medida que avançamos para o último trimestre do ano."
A incerteza sobre a demanda chinesa e um aumento antecipado na produção global de lácteos foram outros motivos para cautela, disse Higgins.
"O comportamento das importações de lácteos chinesas nos próximos seis a nove meses apresenta incertezas. Até agora, o consumo de lácteos da China se recuperou melhor do que o esperado, mas o fortalecimento da produção doméstica e possível mudança na estratégia de estocagem levantam questões sobre sua necessidade de importação até 2021."
Higgins disse que o banco também espera ver a oferta global de lácteos entre os "sete grandes exportadores de laticínios" – EUA, Uruguai, Brasil, Argentina, UE, Austrália e Nova Zelândia – aumentar 1,3% no quarto trimestre de 2020, e 1,0% no primeiro semestre de 2021. "Isso contribuirá para os fracos fundamentos do mercado no segundo trimestre do ano que vem, quando esperamos ver os excedentes exportáveis começarem a cair."
Como resultado desses fatores, Higgins disse que a previsão do Rabobank permaneceu na extremidade inferior do intervalo de previsão da Fonterra.
Nova Zelândia: O relatório diz que os volumes de exportação da Nova Zelândia nos três meses até julho de 2020 caíram 2% em relação ao ano anterior. "O aumento dos embarques para a Argélia, Arábia Saudita e Tailândia não foi suficiente para compensar os menores volumes para os EUA, China e Japão", disse Higgins. "Os volumes de exportação para o restante do ano dependerão em grande parte da força das compras chinesas no período que antecede o início do novo ano civil, enquanto equilibram os estoques acima da média".
As condições na fazenda na maioria das principais regiões leiteiras pareciam boas para o fluxo de primavera da nova temporada, disse Higgins. "Jack Frost (figura lendária que personifica a geada e o frio no folclore do Norte da Europa) tem sido gentil neste inverno, o clima está ameno em quase todo o país nos últimos meses", disse ela. "As coberturas de pasto recuperaram áreas impactadas pelo calor do verão e algumas partes da Ilha do Norte estão experimentando a produção precoce de silagem."
O cenário básico previsto pelo Rabobank é que a produção de leite da Nova Zelândia variaria entre um crescimento estável e um aumento modesto de 2%, em comparação com a temporada passada. "Isso se baseia em nossa suposição de que, em contraste com a primavera passada, qualquer clima instável não deixará uma marca tangível na produção nas principais regiões leiteiras", disse ela.
O que esperar no quarto trimestre deste ano e no primeiro trimestre de 2021: O relatório disse que os principais fatores que influenciarão o setor global de lácteos nos próximos seis meses são: mudanças no comércio global, recessão econômica em todo o mundo e como a indústria "abraça" o comércio eletrônico.
"Os movimentos cambiais têm o potencial de influenciar significativamente o comércio global de lácteos no restante do ano e no próximo", disse Higgins. "O dólar dos EUA recuou 9% em relação ao euro desde junho, colocando o país em uma situação comercial mais favorável em comparação com os exportadores europeus, enquanto na Argentina, os esforços do governo para inflacionar o valor do peso provavelmente terão um impacto negativo na competitividade do país nos mercados globais de lácteos.”
Higgins disse que outro fator que influencia as perspectivas do setor é até que ponto a recessão econômica global influenciou a demanda global por lácteos. "As altas taxas de desemprego e o crescimento econômico mais lento devem reduzir a demanda por lácteos no primeiro semestre de 2021. Enquanto alguns consumidores podem encontrar conforto, confiança e indulgência em suas marcas favoritas, outros consumidores irão negociar, impulsionando as vendas de marcas próprias”, disse ela.
De acordo com o relatório, a capacidade do setor de se adaptar às mudanças no comportamento de compra é outro fator que ditará sua sorte nos próximos meses. "A Covid-19 rejuvenesceu a categoria de laticínios à medida que os consumidores voltaram a ser um produto nutritivo e confiável, pensando na saúde e no bem-estar. Também acelerou algumas tendências, como o comércio eletrônico, que oferece oportunidades e desafios para o setor”, disse Higgins.
Outros fatores-chave de observação citados no relatório incluem as próximas eleições nos Estados Unidos no início de novembro e o potencial para um ressurgimento dos casos da Covid-19. (As informações são do NZHerald.co.nz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Case do Leite Languiru Origem premiado pela Federasul
O case “Leite Languiru Origem: inovação mundial criando novos mercados e agregando valor ao negócio” foi reconhecido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) no 8º Prêmio Vencedores do Agronegócio 2020. O troféu Três Porteiras premiou a cooperativa teutoniense na categoria “Dentro da Porteira”, enaltecendo a área de produção e geração de valor da propriedade rural. A entrega da premiação ocorre durante evento online da entidade estadual no dia 30 de setembro, que terá transmissão ao vivo pelo Facebook da Federasul a partir das 12h.

O concurso homenageia projetos relacionados ao agribusiness do Rio Grande do Sul, considerando critérios como inovação, estratégia e resultados. O prêmio contou com cinco categorias, tendo 37 projetos inscritos: Antes da Porteira, Dentro da Porteira, Depois da Porteira, Sustentabilidade e Elas no Agro.

Languiru tri campeã: A Languiru conquistou seu terceiro troféu no Vencedores do Agro. Em 2013, na primeira edição, a cooperativa foi agraciada com o case “Programa de readequação das atividades frente ao novo cenário do agronegócio”, vencedor na categoria Dentro da Porteira – Agroindústria. Em 2019 o case “Programa de Inclusão Social e Produtiva no Campo” foi reconhecido na categoria Depois da Porteira.

O case de 2020 valoriza um produto inovador, com reflexos no mercado e na cadeia produtiva. O Leite Languiru Origem atesta a procedência e os atributos de qualidade do leite, com a rastreabilidade desde a origem da matéria-prima até o ponto de venda, passível de conferência com a leitura do QR Code da embalagem. O alimento resgata a origem do leite na sua forma mais pura e agrega valor ao produto, possibilitando o ganho em participação de mercado e a profissionalização da cadeia produtiva.

“É o reconhecimento à inovação na cadeia leiteira, uma tecnologia mundial aplicada pela Languiru e desenvolvida pela SIG Combibloc e Siemens. O Leite Origem é um produto diferenciado, que enaltece o avanço tecnológico no campo e na indústria, além da garantia de qualidade do alimento”, destaca o presidente da cooperativa, Dirceu Bayer, acrescentando que o leite gaúcho é o de melhor qualidade no país. “Demonstramos toda essa qualidade e esmero na produção com a rastreabilidade do produto. Toda ‘Família Languiru’ está de parabéns e comemora esse reconhecimento.”

 A tecnologia de rastreabilidade aliada ao processo de acompanhamento da produção desde a origem, permitiu à Languiru aumentar sua participação no mercado no segmento de leite UHT. Esse foi um dos pontos destacados no case premiado, de que “leite não é tudo igual” e toda inovação permite um posicionamento de diferenciação.

A participação de mercado é confirmada pela Kantar, instituto de pesquisa referência em estudos de mercado com foco no ponto de venda. Em pesquisa permanente, a Kantar confirmou a Languiru como o leite UHT mais vendido no Rio Grande do Sul. A cooperativa, que vinha se revezando na primeira colocação com outras marcas nos semestres anteriores, no 1º semestre de 2020 consolidou-se na primeira colocação.

Apenas quatro marcas respondem por cerca de 50% do mercado de leite UHT no Estado. O percentual da Languiru é 47% maior ao da marca na segunda posição no primeiro semestre de 2020. (As informações são da Assessoria de Imprensa da Languiru)

 

Expointer digital, ministra presencial
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, deve participar, presencialmente, da Expointer - há uma pré-agenda para 2 de outubro. Ela é uma das agraciadas com a medalha Paulo Brossard, da Federação das Associações Brasileiras de Criadores de Animais de Raça (Febrac). A feira no formato híbrido começa dia 26. Até ontem, 81 animais haviam entrado no parque Assis Brasil, em Esteio. (Zero Hora)

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