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17/09/2020

 

Porto Alegre, 16 de setembro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.307

Auxílio emergencial supera em 61% a perda na renda familiar, diz estudo
Só em 4 Estados e no DF benefício não compensou totalmente a queda da massa de rendimentos
Com a resposta mais agressiva à pandemia entre os emergentes, o Brasil injetou na economia - apenas no segundo trimestre - um volume de recursos 61% superior a perda de renda das famílias no ano acumulado até julho. Somente em cinco unidades da federação (São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso e Distrito Federal), o montante do benefício distribuído não compensou totalmente a perda da massa de rendimentos.
Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelos economistas Ecio Costa (UFPE) e Marcelo Freire (UFRPE). “Os números sugerem que houve um overshooting. Tentou-se matar um ratinho com uma bazuca”, avalia Costa.
Calculada pela Pnad, a massa de rendimentos inclui todos os trabalhadores com 14 anos ou mais - incluindo formais, informais e desalentados - que declararam ter tido rendimento no período da pesquisa. No acumulado até junho, a renda das família recuou R$ 66,8 bilhões, enquanto o auxílio emergencial, segundo Caixa Econômica Federal, somou R$ 108,3 bilhões no segundo trimestre.
O recuo da renda nos meses mais duros da pandemia remonta a dados de 2012, seu menor nível da série história. Em relação aos três primeiros meses do ano, a diminuição da renda das famílias no segundo trimestre foi de mais de 20%.
Apesar disso, quatro Estados do Norte e Nordeste (Rio Grande do Norte, Pará, Amazonas e Amapá) passaram pelo trimestre com avanço da massa de rendimentos. A hipótese mais provável para esse fenômeno é que esses Estados não tenham feito fechamento da economia (“lockdown”) tão severo, diz Costa, da UFPE. Além disso, diz, o peso de programas sociais na economia já era alto nessas regiões, onde, com exceção do Amazonas, há baixa penetração da indústria.
Costa considera que o auxílio emergencial chegou para quem precisa, mas com muita força. Dados das vendas o varejo já mostram recuperação do setor para os níveis pré-crise. Em categoria mais aquecidas, como alimentos e material de construção, há uma elevação abrupta de preços.
O estudo identificou regiões metropolitanas no Norte e Nordeste, que têm maior peso do auxílio emergencial sobre o PIB, que estão enfrentando inflação maior no segmento de alimentos e bebidas no acumulado do ano. Destaque para Salvador, com alta de 8,5% dos preços do segmento. Logo em seguida, aparecem Aracaju (avanço de 7,23%) e Fortaleza (7,03%).
Mesmo diante dessa correlação, Costa não considera que o Brasil esteja hoje ameaçado por uma inflação estrutural. “Ninguém planejava excesso de demanda em 2020 quando foi plantar soja e arroz. A oferta vai se ajustar, mas não é da noite para o dia”, afirma.
No entanto, ele alerta que os movimentos inflacionários de curto prazo podem se acelerar no segundo semestre. Isso porque há uma tendência de recuperação da massa de rendimentos até o fim do ano com a abertura da economia e, em paralelo, o governo continuará injetando recursos, ainda que em menor volume, com o restante das parcelas do auxílio emergencial.
Se consideradas as projeções para as nove parcelas do benefício - sendo as quatro últimas reduzidas de R$ 600 para R$ 300 -, o volume de recursos injetado na economia brasileira pode alcançar R$ 326,8 bilhões neste ano, aponta o levantamento.
Para Gustavo Rangel, economista-chefe do ING para América Latina, a resposta do governo brasileiro “foi arriscada, mas possivelmente acertada” sob a ótica da recuperação da economia. O governo do México, segundo ele, optou por uma reação mínima e a economia vai cair 10%, enquanto para Brasil ele estima recuo em torno 3,5%.
Ele considera que há elementos que justificam uma preocupação inflacionária, mas eles têm sido superdimensionados. “Quando se olha medidas de núcleo de inflação, serviços, salários e expectativa de inflação, a perspectiva extremamente benigna.” Por outro lado, a questão fiscal é alarmante, diz Rangel. S
egundo ele, a resposta do Palácio do Planalto para a crise foi “agressiva” considerando a situação das contas públicas e que o governo vai precisar pagar a conta da pandemia, realizando corte de gastos, sob pena de pôr em risco a sustentabilidade dos juros baixos. “Só se pode contar com estímulo monetário enquanto o ambiente fiscal for crível”, diz.
O economista acredita que o cancelamento do Renda Brasil, anunciado nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro, é a “realidade fiscal se impondo”. (Valor Econômico)

                     

Conseleite/MG: leite entregue em setembro tem projeção de alta de 6,73%
A diretoria do Conseleite Minas Gerais reunida no dia 16 de setembro de 2020, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I e de acordo com metodologia definida pelo Conseleite Minas Gerais que considera os preços médios e o mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes, aprova e divulga:

a) os valores de referência finais do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Julho/2020a ser pago em Agosto/2020.b) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Agosto/2020a ser pago em Setembro/2020.
c) os valores de referência projetados do leite padrão, maior e menor valor de referência para o produto entregue em Setembro/2020 a ser pago em Outubro/2020.

Períodos de apuração:
• Mês de Julho/2020: De 03/07a 30/07/2020
• Mês de Agosto/2020:De 31/07 a 27/08
• Decêndio de Setembro/2020: De 28/08a 10/09/2020
Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada “Leite Padrão”, se refere ao leite analisado que contém 3,30% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas/ml,100 mil ufc/ml de contagem bacteriana e produção individual diária de até 160 litros/dia. Os valores são posto propriedade incluindo 1,5% de Funrural.

Calcule o seu valor de referência: O Conseleite Minas Gerais gera mais valores do que apenas o do leite padrão, maior e menor valor de referência, a partir de uma escala de ágios e deságios por parâmetros de qualidade e ágio pelo volume de produção diário individual, apresentados na tabela acima.

Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade e o volume, o Conseleite Minas Gerais disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas, contagem bacteriana e pela produção individual diária. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitemg.org.br. (As informações são do Conseleite/MG)

 

Projeto do PAA distribui mais de 130 mil litros de leite na região de Lajeado
PAA Leite - Mais de 130 mil litros de leite começaram a ser distribuídos a famílias em situação de insegurança alimentar em Lajeado e região.
Esta ação vai atender 9.857 pessoas, que receberão o alimento mensalmente durante a vigência do projeto, que faz parte do Programa de Aquisição de Alimentos, na modalidade Compra com Doação Simultânea (PAA-CDS), executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Além de permitir o acesso ao alimento, esta ação contempla os agricultores familiares vinculados à cooperativa, com investimento total de R$ 319,9 mil, garantindo uma renda extra anual de até R$ 8 mil por produtor participante do projeto. Neste projeto, a produção é dos municípios de Antônio Prado, Carlos Barbosa, Casca, Caseiros, Nova Prata, Nova Roma do Sul, Paraí, Tapera, Veranópolis e Vila Flores.
O contrato assinado entre a Conab e a Cooperativa Santa Clara tem como entidade beneficiária o SESC Mesa Brasil, que organizará a distribuição dos alimentos às entidades e famílias cadastradas.
Esse é um dos projetos do PAA executados no Rio Grande do Sul, com recursos financeiros do Ministério da Cidadania. Neste ano, a Conab vai adquirir cerca de 2.300 toneladas de alimentos da agricultura familiar, produzidos em 89 municípios gaúchos. O programa vai contemplar diretamente 949 agricultores familiares na região, com um investimento de R$ 6,5 milhões. A doação de alimentos vai atender mais de 219 mil pessoas residentes em 33 diferentes cidades do estado. (CONAB)

 

Prorrogado prazo para envio do Formulário Padrão do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite- PQFL
A Câmara Setorial Do Leite – Brasília/DF solicitou ao MAPA a prorrogação de prazo para o envio do Formulário Padrão do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite- PQFL. O MAPA analisou e emitiu o documento, que adia o prazo para 31/12/2020. Clique aqui e acesse o Guia Orientativo do PQFL. Considerando que o formulário visa estabelecer uma padronização para a avaliação documental, que não acarretará em prejuízo ao pleno acompanhamento dos produtores, que é obrigatório desde a vigência da normava em maio de 2019, o MAPA se demonstrou favoravel à prorrogação do prazo até a data proposta pela Câmara do Setorial do Leite.

 

 

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