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29/07/2020

 

Porto Alegre, 29 de julho de 2020                                              Ano 14 - N° 3.273

 PR: Adapar atualiza regras para brucelose e tuberculose

Para melhor alinhar as exigências para identificação e saneamento de casos de brucelose e tuberculose em animais, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), publicou as portarias 154 e 157, de 17 de julho de 2020. 
Os documentos complementam a Resolução Estadual número 55 de 26 de junho de 2020, da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento.

A Resolução Estadual nº 55/2020 dispõe sobre novas regras de indenização de proprietários de bovinos e bubalinos com diagnóstico positivo para tuberculose. De maneira geral, ela estabelece que a adesão do interessado no modelo de indenização de proprietário de bovinos e búfalos é voluntária e deve atender as seguintes normas: o proprietário de animais positivos para tuberculose deverá encaminhá-los para um estabelecimento sob inspeção oficial (SIM, SIP ou SIF) e realizar o saneamento da propriedade para tuberculose, conforme legislação da Adapar.

Segundo a Resolução, nas propriedades com até dois animais diagnosticados como reagentes positivos para tuberculose, o proprietário ou responsável legal poderá, sem prejuízo da indenização, optar em sacrificá-los na propriedade rural ou encaminhá-los ao abate sanitário em matadouro com inspeção oficial, seguindo os protocolos da Adapar e dos órgãos ambientais. O requerimento de indenização poderá ser protocolado em qualquer núcleo regional da Secretaria em até 60 dias após o saneamento da propriedade.

A Portaria nº 154/2020 complementa a Resolução nº 55. Ela indica que a determinação do peso do animal vivo será realizada por Fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, acompanhado do proprietário do animal, ou seu representante, e do médico veterinário habilitado responsável pela realização do exame.

O matadouro deverá comunicar à Unidade Local de Sanidade Agropecuária (ULSA) o recebimento e abate dos animais positivos para tuberculose. A Guia de Trânsito Animal (GTA) deverá conter identificação e descrição obrigatória dos animais positivos para tuberculose, com a finalidade de “abate sanitário”.

A Portaria nº 157/2020 estabelece as normas para o saneamento de propriedade com bovino ou búfalo diagnosticado positivo para brucelose ou tuberculose. A partir da detecção do foco, o produtor deve identificar todos os bovinos e búfalos com dispositivo de identificação individual. 

Precisa também realizar exames nos demais animais da propriedade em até 90 dias do abate sanitário ou sacrifício do animal positivo. Todos os procedimentos devem atender as normas de bem-estar animal.

Baixar incidência - O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, explica que, com estas medidas, o Paraná busca baixar a prevalência e incidência de brucelose e tuberculose.  “As normativas estão fundamentadas em estudos realizados pelo serviço veterinário oficial do Paraná e esfera federal”, diz Martins. Em 2018, foi realizado o último inquérito soro epidemiológico de brucelose e tuberculose, com resultados divulgados recentemente.

Medidas sanitárias - Desde 2002, com a implantação do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT), o Paraná intensificou as medidas sanitárias para controle e posterior erradicação destas duas doenças.
As estratégias de controle incluem a obrigatoriedade da vacinação contra brucelose para bezerras entre 3 e 8 meses de idade e sua comprovação, realização de exames de diagnóstico para movimentação de animais com destino a reprodução e adesão voluntária a certificação de propriedades livres de brucelose e tuberculose.

Doenças - A brucelose e a tuberculose são doenças crônicas que geram prejuízos ao rebanho, como baixa na produtividade, abortamento, dificuldades respiratórias, entre outras. “As duas enfermidades são zoonoses, portanto as estratégias de combate precisam de atenção da população.

“A Adapar realiza comunicação imediata dos casos detectados em bovinos e bubalinos para as secretarias municipais e a Secretaria Estadual de Saúde”, explica o gerente de Saúde Animal da Adapar Rafael Gonçalves Dias. (Agrolink)

 
             

Piracanjuba comemora 65 anos de fundação
A Piracanjuba, empresa associada ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), comemorou nesta terça-feira (28/7), 65 anos de fundação. Considerada uma das quatro maiores indústrias de laticínios do Brasil, o grupo conta com sete unidades fabris, localizadas em Bela Vista de Goiás (GO), Governador Valadares (MG), Maravilha (SC), Sulina (PR), Araraquara (SP), Três Rios (RJ) e Carazinho (RS). Com mais de 160 itens na linha de produtos, a empresa possui capacidade de processamento de mais de 6 milhões de litros de leite por dia, produção que gera cerca de 3,2 mil empregos.

Os festejos de aniversário vieram acompanhados de uma grande conquista: a empresa foi uma das marcas mais escolhidas do Brasil em 2019. Uma pesquisa realizada pela Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, colocou a Piracanjuba no oitavo lugar do ranking Brand Footprint, sendo 242 milhões de vezes escolhida pelos consumidores. O resultado positivo é fruto do desempenho da marca. "Temos a ciência de que trabalhar com seriedade e transparência rende posições relevantes", afirmou a gerente de marketing do laticínio, Lisiane Guimarães, após a divulgação da lista.

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ter no sindicato cases de sucesso mostra que o futuro do setor lácteo gaúcho necessita cada vez mais de competitividade. "O setor lácteo tem uma grande importância para a sociedade brasileira, através deles alimentamos as pessoas e geramos empregos. A Piracanjuba vem efetuando um trabalho fundamental para fomentar essa indústria", destacou. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Programa bonifica produtores no período de entressafra
Mais de 700 propriedades rurais recebem o bônus, cujo valor total pago ultrapassa os R$ 400 mil. Incremento da produção é de 1,385 milhão de litros

Finalizou no mês de junho o Programa Mais Leite Languiru na Entressafra 2020. O período tem apresentado melhores preços e a cooperativa visa compartilhar isso com o seu produtor, além de incentivar o aumento da produção, num intervalo de tempo em que, historicamente, ela se apresenta menor.

Conforme previsto no regulamento, no dia 29 de julho iniciou o pagamento do bônus referente aos meses de março, abril, maio e junho. O produtor recebe R$ 0,30 para cada litro que exceder 80% da média da entressafra em relação ao período da safra. É feita uma média do volume de leite entregue nesse intervalo e comparativo para verificar se a meta foi atingida.

Mais de 700 propriedades rurais recebem o bônus conforme preconizado pelo regulamento. O valor que está sendo pago aos produtores rurais ultrapassa os R$ 400 mil. Já o incremento da produção foi de 1,385 milhão de litros, beneficiando produtores e indústria num período que apresentou preços melhores na venda do produto.

Produtor recebe em vale-compras: O pagamento do bônus ocorre na forma de vale-compras nas lojas Agrocenter Languiru, na Fábrica de Rações e nos Supermercados Languiru. Importante observar que um dos critérios para recebimento do bônus trata da fidelidade à cooperativa. O produtor de leite deixa de ter direito ao bônus caso não esteja encaminhando regularmente a produção à Indústria de Laticínios da Languiru até a data do pagamento.

“Fideliza o associado”: Blásio Gräf (61) é dono de uma propriedade rural situada em Linha Forqueta Baixa, no município de Arroio do Meio. No momento, são 45 vacas em lactação que produzem 1,2 mil litros de leite por dia. As tarefas da propriedade também são desempenhadas pela esposa Vera Lúcia (55), filhos Leocádio (22) e Leonardo (27). A família também recebeu o Prêmio Entressafra.

Leonardo entende que o bônus incentiva o aumento da produção, no entanto, reitera que depende de cada produtor receber mais ou menos bonificação. “Isso fideliza o associado”, enfatiza.

Blásio compartilha da opinião do filho e menciona outros fatores. “É um valor que é reinvestido na propriedade e valoriza o capricho do produtor”, acrescenta.

Leonardo comenta que o prêmio vai ser investido na compra de insumos como adubo e sementes no Agrocenter Languiru. O jovem produtor ainda destaca a expansão da cooperativa. “Ela sempre busca a inovação”, percebe.

“Bônus representa um reconhecimento”: Com propriedade em Linha Boa Vista Fundos, município de Teutônia, Rudimar (51) e Janete Fensterseifer (46) assumiram a vocação para produção de leite. São 60 vacas em lactação que entregam em torno de 1,5 mil litros de leite por coleta. Associados há quase três décadas, contam com a ajuda do filho nas atividades.

Janete entende que toda possibilidade de rendimento deve ser comemorada, ainda mais se for resultado de um esforço adicional, como o Prêmio Entressafra. “Esse bônus representa um reconhecimento para quem investiu neste período”, afirma.

Rudimar observa que este ano, em virtude da estiagem, a safra de milho não rendeu conforme o esperado. Reservaram o melhor silo para tratar o rebanho na entressafra e parece que deu resultado. “Recebemos mais de quatro salários mínimos aumentando a produção”, salienta.

Janete complementa que o bônus será usado para comprar ração para o gado leiteiro, visto que a estiagem afetou o desenvolvimento de grãos para silagem. “É algo diferente”, frisa.

Saiba mais: Caso tenha dúvidas sobre o Programa, o associado pode contatar o Setor de Leite do Departamento Técnico pelo fone (51) 3762-5642 ou aplicativo de WhatsApp (51) 99531-0466. (Assessoria de imprensa Languiru)
                

 
Brasil continuará a ser um dos maiores exportadores de alimentos do mundo em 2030
Estudo do Ministério da Agricultura com projeções para o agronegócio na próxima década aponta que o Brasil continuará a ser um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, ao lado dos Estados Unidos. O relatório aponta que haverá forte pressão do mercado internacional especialmente nas áreas de carnes bovina e suína, mas que o Brasil continuará a liderar as vendas externas de frango. Nesse contexto, também haverá incremento da demanda no mercado interno, principalmente de grãos. "Em 2029/30, 50,4% da produção de soja deverá ser destinada ao mercado interno. No milho, serão 69,0%, e no café, 56,6%. Haverá uma dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devido ao crescimento do mercado interno e das exportações do país", diz o estudo. Segundo as projeções, o Brasil deverá participar com quase 52% das exportações mundiais de soja em 2030. Outras participações importantes previstas são na carne de frango (35,3%), no milho (23,2%), no algodão ( 22,7%) e na carne suína (9,7%). Também terão destaque no aumento das exportações na próxima o açúcar, cujos embarques deverão passar de 15,98 milhões de toneladas, em 2019/20, para 25,23 milhões em 2029/30 (alta de 57,9%), e o algodão, com aumento de 41,6%. A exportação de milho deverá aumentar de 34,5 milhões de toneladas para 44,5 milhões (alta de 29,1%). Já a carne de frango deve ter um incremento de 34,3% nas exportações e a carne suína, de 36,8%. As frutas também têm destaque, com aumento nas exportações de manga (57,6%), melão (47,6%) e maçã (43,4%). (As informações são do Valor Econômico)
 

 

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