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22/07/2020

  

Porto Alegre, 22 de julho de 2020                                              Ano 14 - N° 3.268

  Italac e Piracanjuba conquistam ranking de marcas mais escolhidas no Brasil

A Italac e a Piracanjuba, empresas associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) e com plantas fabris no Estado, entraram para o ranking Brand Footprint, das marcas mais escolhidas do Brasil em 2019. A pesquisa é realizada pela Kantar, líder global em dados, insights e consultoria. Em terceiro lugar, a Italac apareceu pela primeira vez no pódio, tendo sido escolhida 325 milhões de vezes. Já a Piracanjuba, ficou em oitavo lugar sendo 242 milhões de vezes escolhida pelos consumidores.

Para a gerente de marketing da Piracanjuba, Lisiane Guimarães, o resultado da pesquisa é motivo de comemoração. “Principalmente porque temos a ciência de que trabalhar com seriedade e transparência rende posições relevantes.” Quem reforça esse sentimento é um dos superintendentes da empresa, que deixou seu recado ao time da Piracanjuba: “eu nunca disse que queria ser o maior. O importante é estarmos entre os melhores e sermos reconhecidos por isso. Crescermos é uma consequência do nosso trabalho bem feito. E, por isso, estamos de parabéns!”

Segundo a pesquisa da consultoria, de janeiro a abril de 2020, quando o mundo já convivia com o impacto da pandemia de Covid-19, 49% das marcas cresceram em Consumer Reach Point (CRP) no Brasil. Nesse contexto, as marcas locais ganharam ainda mais relevância, representando mais de 65% do mercado em valor, contra 64% no mesmo período do ano anterior.

Em comparação com 2018, o brasileiro aumentou em 4% o valor gasto com compras de bens de consumo massivo em 2019, especialmente nos lares com 1 ou 2 pessoas (+6%), monoparentais (+6%) e formados por donas de casa com mais de 50 anos (+5%). Entre os canais de compra, destaque para atacarejos, com crescimento em valor de 12%, e farmácias e drogarias, com 6%.
Ranking completo:
1 - Coca-Cola (refrigerantes) - 507 milhões
2 - Ypê (higiene e limpeza) - 492 milhões
3 - Italac (leite e derivados) - 325 milhões
4 - Colgate (produtos bucais) - 302 milhões
5 - Tang (refresco em pó) - 245 milhões
6 - Piracanjuba (leite e derivados) - 242 milhões
7 - Nissin (macarrão instantâneo) - 240 milhões
8 - Soya (óleos de cozinha, maionese e margarina) - 228 milhões
9 - Nescau (achocolatados e cereais) - 216 milhões
10 - Vitarella (massas e biscoitos) - 214 milhões

(Assessoria de imprensa Sindilat/RS, com informações de Kantar World Panel e Uol Economia)
                 

Pró-Milho RS: Estado tem condições de ampliar produção de milho em 2,7 milhões de toneladas sem acréscimo de área

Diante da possibilidade de o Rio Grande do Sul avançar em seu status sanitário para livre de aftosa sem vacinação, torna-se essencial que o Estado tenha condições de atender sozinho às necessidades das cadeias produtivas que atuam no segmento da proteína animal. O milho tem papel estratégico nesse aumento de competitividade do setor de carnes e leite, por ser o principal insumo da ração dos animais, tanto os bovinos de corte, quanto os de leite, os suínos, as aves e outros. 

A importância do cereal para a economia gaúcha e para a renda dos produtores foi o ponto central do segundo seminário do Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho (Pró-Milho RS): Produção e Produtividade de Milho, realizado na manhã desta quarta-feira (22/7), e que contou com a participação das entidades envolvidas no desenvolvimento de ações dentro do programa, instituído por meio de decreto do governo gaúcho no início deste ano. O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, acompanhou as deliberações e apresentação dos primeiros diagnósticos do programa. Além das entidades, o encontro virtual foi aberto a produtores, com uma participação que superou mais de 500 espectadores. O evento foi aberto pelo presidente da Emater-RS, Geraldo Sandri, que classificou o programa como um dos mais importantes já desenvolvidos em prol da cadeia do milho.

Uma boa notícia, que já foi possível graças à parceria do Governo do Estado com as entidades, veio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através do professor do Departamento de Fitotecnia, Alencar Zanon. A partir de monitoramento a campo em diferentes pontos, com lavouras no Rio Grande do Sul nos últimos quatro anos, concluiu-se que é possível ampliar a produção de milho em 2,7 milhões de toneladas sem mexer na área agricultável. “É possível suprirmos a demanda de milho e ainda nos tornarmos superavitários desde que se observem recomendações que vão desde análises com base em clima e solos, rotação de culturas e época de semeadura”, pontuou Zanon, exemplificando ações que dependem apenas de manejo. 

 As observações a campo trouxeram números importantes que demonstram a importância do sistema de produção que priorize a rotação de culturas. O plantio de milho sobre a área com soja resulta em uma produtividade 23% maior para o cereal. O milho também é capaz de agregar ganhos à cultura mais expressiva economicamente para o Brasil: o plantio de soja sobre o milho aumenta em 8% a produtividade da oleaginosa. Esses e outros aspectos do manejo, classificados pelo estudo como ‘lacunas de produtividade’, em breve poderão ser acessados por todos os agentes da cadeia produtiva, incluindo os produtores, com a disponibilização da cartilha entitulada “Manual para lavouras com o máximo lucro”. 

Para uma cultura que em todas as suas frentes representa nada menos que 10% do PIB gaúcho, é crucial que se busquem medidas que evitem a evasão de riquezas do Estado a partir da necessidade de importação permanente do cereal para suprir as necessidades internas. “São cerca de R$ 300 milhões por ano que o Estado gasta e deixa de ganhar com o déficit histórico de milho”, destacou o diretor do Departamento de Políticas Agrícolas e Desenvolvimento Rural da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ivan Bonetti. O déficit com o milho oscila entre 1,5 milhão e 2,5 milhões de toneladas todos os anos. Em 2020, em função da quebra de 30% da produção por causa da estiagem, a lacuna entre produção e demanda chegou chegará a 2,2 milhões de toneladas. 

“Estamos prestes a evoluirmos para a condição de livre de aftosa sem vacinação, o que abrirá um mercado imenso para a nossa cadeia de proteína animal, especialmente pelos mercados asiáticos e da América do Norte. Ou seja, precisamos de mais milho para abastecimento interno”, afirmou Bonetti. Segundo o diretor da Seapdr, o desafio colocado ao Pró-Milho RS passa pela adoção de manejo adequado em algumas regiões gaúchas, aumento da área irrigada (hoje apenas 3% de todas as culturas de sequeiro no Estado fazem uso de algum sistema de irrigação), ampliação da capacidade estática de armazenagem, além da oferta de condições compatíveis de comercialização (venda antecipada, mecanismo de travamento de preços, mercado a termo, mercado futuro, contrato de opções), crédito e de seguro rural. “Todos esses fatores, juntos, vêm para reduzir o risco da cultura ao produtor rural”, afirmou. 

O diretor técnico da Emater-RS, Alencar Rugeri, reforçou que a estratégia para avançar na produção e produtividade passa pela rotação de culturas, onde o sistema de produção seja a base de todo o processo não apenas no curto prazo. Já o presidente da Fecoagro, Paulo Pires, destacou a necessidade de o milho ser incluído em programa de política pública do governo. “Não sou muito a favor de subsídios, mas o milho, pela sua enorme importância para a economia gaúcha e nacional, precisa de apoio”, sustentou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Embrapa e Apex-Brasil assinam acordos de cooperação para aumentar competitividade do agro nacional

Sergio Segovia, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e Celso Moretti, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, assinaram nesta terça-feira, 21 de julho, um Acordo Geral de Cooperação (AGC) entre as instituições e um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para Atração de Investimentos, com definição de um plano de trabalho para direcionar as primeiras atividades da parceria. A cerimônia de assinatura, realizada na sede da Agência, em Brasília, contou com a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

A parceria tem o objetivo de contribuir com o fortalecimento da agropecuária brasileira e prevê esforços conjuntos para aumentar a competitividade do setor e sua capacidade de inserção nas cadeias globais de valor, por meio da sinergia entre as agendas de pesquisa agropecuária, promoção internacional da agropecuária brasileira e captação de investimentos estrangeiros.

“Vamos unir nossas especialidades para promover o que o País tem de melhor, compreendendo o agronegócio como a grande força motriz do Brasil. Esse acordo abrirá novas frentes de trabalho para a Apex-Brasil em iniciativas associadas à inovação via startups e à atração de investimentos direcionados para pesquisa e desenvolvimento do setor agropecuário. Adicionalmente, ainda poderemos trabalhar na geração de conteúdo, de modo a ampliar a produção e divulgação de materiais de inteligência de mercado e de promoção do País como um ator fundamental para o agronegócio global”, afirmou o presidente da Agência, Sergio Segovia.

“Para nós, essa parceria permitirá que a Embrapa, junto com a Apex-Brasil, acesse mercados e investidores, possibilitando a captação de recursos e a vinda de investimentos maiores e mais robustos ao Brasil. Eu já participei de várias missões coordenadas pela Apex-Brasil, como recentemente ao Emirados Árabes Unidos, por exemplo, e vejo que existem enormes oportunidades para trabalharmos em conjunto”, disse Celso Moretti, presidente da Embrapa. Ele destacou alguns dos instrumentos que o Acordo facilitará: promoção de ações junto à startups que usam tecnologia da Embrapa, atração de investimentos para P&D, com apoio dos 43 centros de Pesquisa da Embrapa no país, compartilhamento de estruturas das duas instituições  no exterior e, ainda cooperação e inteligência estratégica em prol do desenvolvimento produtivo do agronegócio. 

“Essa parceria trará mais agilidade para a Embrapa, que contará com a expertise da Apex-Brasil na promoção comercial e no trabalho de promoção da imagem do Brasil lá fora. As duas instituições já trabalhavam juntas, mas esta formalização por meio deste ato é muito importante. Espero grandes resultados futuros, e por isso fiz questão de vir prestigiá-lo”, comentou a ministra Tereza Cristina.

O Acordo de Cooperação Técnica para Atração de Investimentos, firmado no âmbito do AGC, tem o objetivo de explorar os desafios para a inovação, que constituem as principais demandas por tecnologia e as oportunidades mais importantes de empreendimento no agronegócio nacional. A identificação desses desafios pelo corpo de pesquisadores da Embrapa facilitará as ações lideradas pela Apex-Brasil junto a investidores estratégicos dos principais mercados do mundo, que serão direcionados aos projetos mais atrativos do setor. O ACT reforçará, também, o posicionamento da Apex-Brasil como one-stop-shop de investidores estrangeiros interessados no país.

O Plano de Trabalho do ACT definirá as linhas de ação que possibilitarão a atração de investimentos externos para o fomento e o fortalecimento da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação na agropecuária brasileira. Por sua vez, a Apex-Brasil auxiliará as iniciativas de promoção, networking e internacionalização que compõem os principais negócios da Embrapa, além de apoiar as ações externas da empresa com a rede estruturada de Escritórios da Apex-Brasil no exterior.

Saiba mais
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), criada em 1973 e vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), atua na geração de conhecimento e de tecnologias para a produção de alimentos, de fibras e de fontes de energia. Sua missão é viabilizar soluções de pesquisa, de desenvolvimento e de inovação, para garantir a sustentabilidade da agricultura nacional, em benefício da sociedade brasileira.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país. 

A Apex-Brasil apoia cerca de 14 mil empresas, responsáveis por 30,2% das exportações brasileiras. A Agência realiza 53 projetos de promoção das exportações em parceria com entidades representativas do setor privado e, desses, 16 são relacionados ao agronegócio. “No ano passado, apoiamos 1.161 empresas do setor, que exportaram US$ 22,7 bilhões”, comentou Segovia. (As informações são da Embrapa)

                

 
O que impede o Brasil de exportar mais lácteos? Comentarista responde
A Aliança Láctea Sul Brasileira, entidade criada para fortalecer a cadeia produtiva, divulgou na sexta-feira, 17, que irá trabalhar a capacitação das empresas do setor de leite para o comércio exterior. A oportunidade que existe no mercado internacional é necessária para enfrentar a crise econômica durante e após a pandemia do novo coronavírus. Em 2019, o Brasil exportou US$ 12 milhões e importou US$ 86 milhões em produtos lácteos como queijos e leite em pó. “Esse jogo não é fácil de ser virado, porque os países que são grandes produtores — a Europa e sua produção quase milenar de lácteos — formam um bunker de proteção contra importação, para proteger o seu mercado interno”, afirma o comentarista do Canal Rural Benedito Rosa. Para se tornar um grande fornecedor no mercado externo, o Brasil tem que atender alguns pré-requisitos, entre eles melhorar o padrão sanitário e mostrar ao mundo que não temos mais problemas de tuberculose e brucelose bovina. “São problemas antigos, que determinam um padrão sanitário que pode levar um país a barrar nossa importações”, diz. Além disso, Benedito Rosa afirma que seria necessário proteção do estado para os pequenos produtores, garantindo mercado a eles. “Hoje, 20% dos produtores produzem 80% da produção”, comenta. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. (Canal Rural)
 
 

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