Pular para o conteúdo

30/06/2020

Porto Alegre, 30 de junho de 2020                                              Ano 14 - N° 3.251

Canadá: produtores desmascaram mitos sobre leite promovendo visitas virtuais às fazendas

A Dairy Farmers of Canada (DFC) anunciou o lançamento de uma nova campanha desmistificando os mitos sobre o leite para pais millennials, dando a palavra aos especialistas: os produtores de leite canadenses. No Hey Dairy Farmer – Parents' Virtual Tour, os produtores fornecem visitas virtuais à fazenda para esclarecer os consumidores sobre os altos padrões de produção praticados nas fazendas leiteiras canadenses e tranquilizá-los sobre a qualidade e a segurança do leite, tudo de maneira interativa e envolvente.

A Hey Dairy Farmer simula uma videoconferência entre um produtor e um grupo de pais millennials, na qual o produtor conta um pouco mais sobre a pecuária leiteira. Por meio dessa abordagem única, os produtores se envolverão com os consumidores de maneira inovadora e memorável, alimentando assim um forte senso de orgulho pelos produtos lácteos canadenses.

"Nestes tempos de incerteza, os consumidores têm muitas perguntas sobre o conteúdo dos alimentos que ingerem e de onde vêm", diz Pamela Nalewajek, vice-presidente de marketing da DFC. "Por meio do Hey Dairy Farmer, a DFC está destacando que o leite usado em produtos marcados com o logotipo Blue Cow foi produzido por fazendeiros de comunidades de todo o Canadá, que seguem rigorosos padrões de qualidade e segurança para que os canadenses possam confiar nos laticínios que eles conhecem e amam".

"Ao colocar os verdadeiros produtores de leite canadenses no centro da história, a Hey Dairy Farmer está educando os consumidores sobre os padrões rigorosos que são seguidos para produzir laticínios seguros e de alta qualidade, de maneira transparente e envolvente", acrescentou.

Trabalhando  com o confinamento e do distanciamento social, a DFC criou a campanha usando desktops e telefones celulares com câmera para imitar uma videoconferência na qual um grupo de pais recebe um tour virtual privado em uma fazenda de gado leiteiro com um produtor como guia. Todo o criativo foi direcionado remotamente e capturado com habilidade, sem que ninguém precisasse sair de casa.

Os elementos fora de casa (publicidade ao ar livre) da campanha foram lançados em 15 de junho, enquanto os elementos sociais e digitais da campanha serão lançados em 24 de junho, até 16 de julho. Os consumidores também notarão um componente significativo da televisão, incluindo veiculações de anúncios durante a programação do Dia do Canadá da CBC e durante transmissões de notícias. Os influenciadores também desempenharão um papel fundamental na ampliação da campanha. A agência de criação líder nesta campanha foi a DDB Canadá, com a compra de mídia pela Initiative. Para visualizar a campanha, clique aqui. (As informações são do Dairy Farmers of Canada, traduzidas pela Equipe MilkPoint)     

               

RS: produtores de leite comemoram retorno da chuva na região
O primeiro final de semana foi de frio intenso na região da Campanha/RS. As temperaturas mínimas chegaram a 2 graus em Bagé e a previsão é de que a chuva retorne à Rainha da Fronteira.

A precipitação  deverá chegar a 42 milímetros. O mês de junho tem sido o com maior volume de chuvas até o momento, mais de 170 milímetros no acumulado. Essas precipitações têm amenizado a situação dos produtores que enfrentaram meses de severa estiagem.

A produtora Rosângela Willrich destaca que depois das chuvas, as pastagens de inverno estão crescendo  bem, as que foram adubadas estão com ótimo crescimento. “Aveia e azevém estão com boa recuperação. Nos dias de geada o pasto dá uma freada no crescimento, mas quando temos esse sol maravilhoso durante o dia, o campo verdeja”, detalha a produtora que trabalha com pecuária leiteira. Rosângela comenta ainda que os produtores de leite que foram atingidos com a estiagem e também por a série de desvalorização no preço do produto. “Esperamos que a produção se mantenha, aumentando na verdade, depois da falta de alimento pela seca agora temos melhores condições de produzir leite. Esperamos que os dias de geada sejam alternados. Afinal estamos nos recuperando ainda”, aponta.

Opinião semelhante tem o produtor rural de Aceguá, Sérgio Hubert. Ele destaca que com o retorno das chuvas, as pastagem voltaram a surgir. “Tanto a aveia e o azevém gostam muito desse clima de umidade e luminosidade. Houve alguns dias, que até a situação foi fora do normal, onde houve um 'calorzinho' fora de época. Esse calor com umidade proporcionaram o retorno das pastagens”, relata o produtor rural. Hubert destaca que, pelo retorno do frio e, consequentemente, das geadas, é provável que essas pastagens deem uma parada de novo. “O trevo e o cornichão também estão surgindo novamente, porém com o desenvolvimento um pouco mais lento. As chuvas também trouxeram de volta a tranquilidade em relação à captação de água para os animais. Em muitos casos, os açudes já estão cheios novamente. Aos poucos a situação está se normalizando de novo”, enfatiza o produtor rural.

Em Bagé, os reservatórios principais da cidade já estão próximos da normalidade. A Piraí está sem déficit. Já a barragem da Sanga Rasa está com -2,20 metros, melhor índice do reservatório em muitos meses. (As informações são da Folha do Sul)

Subsídios agrícolas em grupo de 54 países atingiram US$ 708 bi por ano de 2017 a 2019, diz OCDE
O apoio total oferecido por governos de 54 países a seus agricultores chegou a US$ 708 bilhões por ano no período de 2017 a 2019, mostra relatório anual da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre políticas agrícolas.

Do montante total, nada menos do que US$ 536 bilhões foram transferidos pelos governos ao setor agrícola sob a forma de apoio direto que falseia a situação nos mercados, prejudica a inovação e causa danos ao ambiente.

São subsídios que mantêm preços internos acima das cotações internacionais, o que prejudica consumidores e aumenta o fosso de renda entre pequenos e grandes produtores agrícolas. A conclusão, claramente, é que essa injeção de subvenções só amplia as distorções do mercado e torna o setor menos competitivo.

Refletindo sua posição como exportador competitivo, o Brasil fornece pouco suporte e proteção à agricultura. A ajuda aos produtores brasileiro caiu de 7,6% de sua renda bruta, entre 2000 e 2002, para 1,7% de 2017 a 2019.

Para se ter uma ideia, os subsídios dados pelo governo asseguram 59,0% da renda dos agricultores na Noruega, 47,9% na Coreia do Sul e 41,4% no Japão. Na China, a ajuda representa 13,3% da receita bruta do agricultor.

No total, apenas US$ 106 bilhões foram fornecidos pelos governos para serviços úteis na agricultura, e US$ 66 bilhões para beneficiar os consumidores.

No grupo de 54 países estudados estão os membros da OCDE e da União Europeia, além de 12 emergentes. Desse universo, em seis países, entre os quais Argentina e Índia, os governos taxam implicitamente seus produtores agrícolas em cerca de US$ 89 bilhões, minorando artificialmente seus preços.

Desta vez, o relatório da OCDE é publicado em meio à situação excepcional da crise de Covid-19, em que alguns países estão impondo restrições às exportações e outros estão facilitando importações.

Outra constatação da entidade é que, no grupo pesquisado, ganhos de produtividade das últimas décadas e algumas iniciativas para melhorar o desempenho ambiental marcam o passo. Mas as emissões de gases no setor agrícola aumentaram em vários países.

Para Ken Ash, da OCDE, em boa parte das vezes os subsídios à agricultura atualmente não têm utilidade ou são prejudiciais. Para ele, num momento em que os governos têm poucos recursos, no rastro do Covid-19, seria propício reduzir as subvenções que geram distorções nos mercados e fortalecer a ajuda que pode ter melhores resultados para o setor e para a sociedade. (Valor Econômico)
                    

 
Proteínas/EUA
O Departamento de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos anunciou que permitirá o uso de Proteína Concentrada de Leite (MPC), Proteína Isolada de Leite (MPI) e Proteína Concentrada de Soro de Leite (WPC) em produtos com rotulagem “leite com alto teor de proteína”.  “A decisão do FDA de permitir a utilização de proteínas concentradas de alta qualidade nos rótulos com ‘leite com alto teor de proteína’ é positiva dando um grande salto para a flexibilização e inovação da indústria de laticínios. Esse tipo de flexibilidade permite que a indústria forneça ao público norte-americano produtos lácteos mais nutritivos e de alta qualidade. Empresas de laticínios estão inovando e criando novas formas de fornecer produtos saudáveis, mais convenientes, e mais saborosos para degustação de um crescente número de consumidores”, disse Joe Scimeca, vice-presidente de assuntos regulatórios e científicos da Associação Internacional de Alimentos Lácteos (IDFA). “O IDFA acredita que os padrões e regulamentos desempenham um papel importante para garantir a segurança, qualidade e consistência dos alimentos, mas, regras excessivas podem sufocar a inovação e reduzir a competitividade do setor lácteo. A IDFA continuará trabalhando com o FDA sobre flexibilidade dos rótulos para permitir mais inovação em produtos lácteos”, acrescentou Scimeca. (Dairy Reporter - Tradução livre: Terra Viva)
 
 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *