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29/06/2020

Porto Alegre, 29 de junho de 2020                                              Ano 14 - N° 3.250

Cuidados para afastar a Covid-19 das propriedades leiteiras são tema de live

Os cuidados que o produtor de leite precisa ter na propriedade para afastar a possibilidade de contaminação por coronavírus foram tema de live promovida na manhã desta segunda-feira (29/6) pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Reunindo um time de especialistas da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Seapdr) e da Embrapa, o debate remoto elencou dicas importantes que o produtor deve adotar – ou redobrar – para que a doença não chegue aos proprietários e colaboradores das propriedades rurais e, assim, não comprometa a produção e os resultados financeiros.

O Webinar 'Covid-19: o que o produtor precisa saber' deu um foco importante na biosseguridade na cadeia da bovinocultura de leite na rotina do transporte – uma das mais sensíveis do processo, uma vez que o caminhão de coleta passa por diversas propriedades. De acordo com Rogério Dereti, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, diante do cenário é essencial que o produtor adote mudanças de hábitos, reforçando que a atividade leiteira em si, já exige uma série de regras e boas práticas de produção que contemplam parte das recomendações das autoridades de saúde. “Não é algo fácil de se fazer no cotidiano e, no caso dos transportadores, que mantêm diversos contatos ao longo do dia, é recomendável que mantenha a distância de dois metros dos indivíduos que atuam na propriedade, bem como faça uso sempre do álcool em gel 70%", afirma Dereti. 

Guilherme Nunes de Souza, também pesquisador da Embrapa Gado de Leite, lembra que o momento de coleta do leite do resfriador também merece atenção especial. “O ideal é o que o próprio transportador encaixe a mangueira no equipamento e, após isso, faça a higiene do registro com álcool”, explica Nunes. Segundo ele, os produtores ainda devem manter a tampa do registro no local adequado, uma vez que isso ajuda na manutenção da qualidade e assepsia de todo o processo. Em outra frente da rotina da propriedade, Dereti sugere que as tarefas na fazenda sejam bem divididas para evitar que diferentes pessoas tenham contato com equipamentos e superfícies – ação que facilita a contaminação pela Covid-19. “Na sala de ordenha, por exemplo, em uma propriedade com quatro conjuntos de ordenha, não é preciso mais de uma pessoa para fazer o serviço. Essa é a proporção ideal neste momento de cuidados extremos”, afirmou Dereti.

Na rotina que não depende de fatores externos, as famílias devem restringir o acesso/visitas de pessoas que não sejam fundamentais para dar andamento à atividade leiteira. No caso da entrega de insumos feita por pessoas de fora, sempre manter a distância recomendada de dois metros e, depois, higienizar as superfícies que tenham sido tocadas pelo visitante. Em outros casos de pessoas da família do produtor que mantenha atividades fora da fazenda, é altamente recomendável manter o distanciamento, além da rotina que se faz necessária a todos nos dias atuais: troca de roupas e assepsia total quando chegar em casa.

A pesquisadora da Secretaria da Agricultura do Estado Laura Lopes de Almeida reforçou a importância dessas medidas preventivas dentro da propriedade, uma vez que 80% das pessoas contaminadas por coronavírus são assintomáticas, ou seja, não apresentam sintomas. Isso significa que os sintomas físicos não podem ser unicamente considerados na hora de manter proximidade com as pessoas. “Dois metros é a distância ideal, além do uso permanente de máscaras quando em contato com pessoas de fora, higiene das mãos e das superfícies regularmente são as armas que temos para enfrentar esta guerra”, pontuou Laura, coautora de um guia organizado pela Embrapa Clima Temperado, que traz orientações aos produtores de leite e como tomar medidas de precaução para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
                   

Uma fazenda leiteira média argentina produz 2.865 litros de leite diariamente
Um relatório elaborado pelo Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (OCLA) detalha o panorama das camadas das fazendas leiteiras na Argentina a partir de maio de 2020, com base nos dados fornecidos pelo SIGLeA.

Pode-se observar que os aproximadamente 340 fazendas de + 10.000 litros no estrato, que produziram uma média de 18.210 litros por dia durante o mês de maio, fornecem 18,5% mais leite do que as 5.430 fazendas que produziram entre 1 e 2.000 litros por dia (com 1.140 litros de leite).

Outro fato interessante é que as propriedades com mais de 10.000 litros de leite por dia representaram 2,7% do total de fazendas leiteiras e 19,1% da produção em maio do ano passado, com uma produção média diária de 16.951 litros de leite.

O processo de concentração da produção em grandes fazendas é contínuo e se acelerou nos últimos anos, com taxas entre 2 e 4% ao ano. Informações publicadas na OCLA, com base na Situação Mundial dos Laticínios da Federação Internacional de Laticínios 2019 (FIL/IDF), mostram uma taxa para os principais países leiteiros do mundo, levemente acima de 4% de redução anual na pecuária leiteira.

Com base na produção mensal e na quantidade anual de fazendas leiteiras (SENASA em 31/03/19), pode-se inferir o tamanho da fazenda média em maio de 2020, que produz de 2.865 litros de leite diariamente, 16,4% a mais que o no ano anterior (note-se que a produção em maio de 2020 foi 10,9% superior a maio de 2019).

Se avaliarmos seu comportamento ao longo do tempo, apesar da diminuição no número de unidades produtivas e no número de vacas, a fazenda média acumula uma taxa de crescimento anual de 2,78% no período 2009-2020, o que, apesar da redução nas unidades de produção e no rebanho, permite a manutenção dos níveis agregados de produção no nível nacional.

 

A série de número de fazendas leiteiras (SENASA) utilizada para os cálculos de produção por fazenda é a única disponível e, apesar de haver algumas deficiências na pesquisa de informações, o critério é mantido ao longo do tempo e permite avaliar a tendência. (As informações são do TodoAgro.com.ar, traduzida pela Equipe MilkPoint)

Despesa caiu e receita de serviços cresceu
A Emater/RS-Ascar conseguiu reduzir suas despesas de custeio em 15% e aumentar sua receita de serviços de classificação e certificação em R$ 1,2 milhão, segundo Balanço Patrimonial apresentado ontem, junto com o Relatório de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social, ao Conselho Técnico Administrativo da Emater/RS e ao Conselho Administrativo da Ascar, em teleconferência. 

O presidente da Emater/RS-Ascar, Geraldo Sandri, destacou que a diminuição nas despesas se deu em razão da implantação do gerenciamento matricial, que prioriza a gestão de recursos sem prejudicar a qualidade dos serviços prestados. 
No ano passado, segundo o relatório de atividades, a Emater atendeu 236 mil famílias nos 497 municípios gaúchos, das quais 55 mil voltadas para a produção de grãos, principalmente milho, e outras 4,7 mil dedicadas à agroindustrialização. 

“Observamos a retomada na produção de milho”, relatou o diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri, indicando que isso gerou mais investimentos em silos secadores. (Correio do Povo)
                   

 
Kiformaggio é a nova associada do Sindilat
A empresa de laticínios Kiformaggio, de Nonoai (RS), é a nova associada do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat-RS). Fundado em 1992, o grupo, que fica há cerca de 416 quilômetros de Porto Alegre, possui filial em Carlos Barbosa, na Serra. Focada na produção de queijos cobocó, parmesão, tropical, colonial e queijos ralados, a Kiformaggio também atende mais de 30 marcas próprias, em parceria com outras empresas e indústrias. Representada pelo diretor Humberto Döering Brustolin, com 24 anos de casa, a empresa passa por constante crescimento, após expansão da fábrica. “A Kiformaggio ampliou o atendimento para além da região Sul do Brasil, levando a marca ao Sudeste e Centro-oeste. Além disso, a empresa também possui queijos premiados entre os melhores do Rio Grande do Sul e hoje é conceituada como uma marca de renome nacional”, afirma Brustolin. Com a pandemia de Covid-19, Brustolin destaca que o momento foi de adaptação às novas necessidades. “Foi feito um trabalho de conscientização com os colaboradores. Hoje a empresa possui uma série de protocolos que reforçam a segurança nas indústrias. Também vem se preparando para atuar com vendas on-line e buscando novos nichos de mercado”, pontua. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

 

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