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25/06/2020

Porto Alegre, 25 de junho de 2020                                              Ano 14 - N° 3.248

Live sobre biosseguridade debate cuidados permanentes na cadeia leiteira durante e pós pandemia

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Seapdr) promovem, no dia 29 de junho, live sobre os cuidados e prevenções para Covid-19 dentro das propriedades rurais. O evento, que surgiu da necessidade de discutir biosseguridade na cadeia leiteira, apresentará um guia informativo intitulado de “Covid-19 - O que o produtor de leite precisa saber?”. O debate também vai abordar as rotinas de higienização que os transportadores de leite precisam manter durante as coletas. A transmissão será gratuita e ao vivo, às 10h, pelo canal no Youtube da Embrapa.

Segundo a palestrante Laura Lopes de Almeida, médica veterinária e virologista no laboratório do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), da Secretaria de Agricultura, as discussões sobre biosseguridade vêm crescendo na rotina dos produtores de leite. Para ela, o coronavírus é uma doença do estilo de vida moderno, que irá modificar para sempre algumas rotinas de higienização dentro e fora dos grandes centros urbanos. “Agora, estamos precisando mudar de forma emergencial, mas algumas transformações precisam ficar para sempre, e a biosseguridade é uma delas. Esses conceitos que os produtores e indústrias têm de higienização são desafios que precisamos inserir também dentro da nossa vida urbana. Higienização e segurança do pasto ao prato”, explica. 

Para a médica veterinária da Embrapa Clima Temperado Lígia Pegoraro, uma das grandes lições que a Covid-19 trouxe foi a necessidade da saúde única: o homem, os animais e a propriedade. A técnica ainda afirma que biosseguridade interna e externa precisam andar de forma transversal. “O transportador de leite, os veterinários, as pessoas que vendem insumos, os produtores rurais e as indústrias devem estar juntos. É uma corrente e se algum elo quebrar põe em risco todo o sistema”, destaca. 

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat-RS), Darlan Palharini, reforça que eventos como esses vêm ao encontro da dedicação das indústrias em manter os processos de higienização alinhados aos produtores rurais. “As indústrias de laticínios, assim como outras empresas que também trabalham com alimentos, sempre estiveram atentas às seguranças necessárias para entregar qualidade aos consumidores. Durante a pandemia, essa preocupação triplicou e as mudanças seguirão na rotina na cadeia leiteira”, enfatiza. 

Também participam do evento os médicos veterinários da Embrapa Gado de Leite Guilherme Nunes de Souza e Rogério Derreti, e a médica veterinária da Embrapa Suínos e Aves Clarissa Vaz. (Assessoria de Imprensa Sindilat/RS)
                    

Sooro Renner Nutrição faz seu primeiro embarque de soro de leite em pó à Ásia
No dia 24 de junho de 2020, a Sooro Renner realizou seu primeiro embarque de produtos lácteos para fora do Mercosul, uma carga de 25 mil quilos de soro de leite em pó, com destino às Filipinas. A carga corresponde a um container de 40 pés. A exportação ocorrerá por meio da planta industrial de Marechal Cândido Rondon/PR e representa um marco para a empresa.

Após a fusão entre as empresas Sooro e Relat, hoje, conhecida como Sooro Renner Nutrição, e oportunizando a junção das duas plantas industriais, logrou-se um aumento exponencial na capacidade de produção, momento em que estrategicamente decidiram ultrapassar as fronteiras do Mercosul, exportando os produtos para outros continentes.

“Hoje especificamente estamos muito felizes e realizados já que operamos a primeira exportação de soro de leite em pó para o continente asiático. É o início de uma nova caminhada e de novos desafios, fruto do trabalho e dedicação desenvolvido por um time de profissionais de primeira linha e do investimento em novas tecnologias”, aponta o Diretor Presidente, William da Silva.

“Apesar do momento ser de incertezas, ocasionado pela pandemia, nós da Sooro Renner, ao longo desses 20 anos de história, continuaremos acreditando em dias melhores, como acreditamos também na recuperação da economia brasileira e mundial”, ressalta Silva.

Ampliação da capacidade produtiva: A Sooro Renner está investindo na ampliação do parque industrial de Marechal Cândido Rondon. A obra tem previsão de conclusão no primeiro semestre de 2021. Com esse investimento a capacidade de produção de soro de leite e seus derivados deve chegar a 230 toneladas por dia, nas duas plantas. “Não paramos por aqui, continuaremos a investir em novas tecnologias e aumentando cada vez mais a capacidade de produção industrial, a fim de atender às novas demandas e oferecer novos produtos ao mercado”, aponta Silva.

A Sooro Renner Nutrição S.A. é uma indústria de ingredientes lácteos e o princípio básico dos processos da Sooro é a concentração de nutrientes do soro de leite, ou seja, a retirada da água do soro de leite transformando-o em pó, gerando os produtos: WPI (Isolado Proteico), WPC (Whey Protein, Permeado e Soro de Leite em Pó. Atualmente, a empresa conta com duas unidades industriais, sendo uma na cidade de Marechal Cândido Rondon, Paraná e outra em Estação, no Rio Grande do Sul. (As informações são da Assessoria de Imprensa)

Apesar da instabilidade causada pela pandemia, setor leiteiro está otimista e movimenta R$ 6 milhões mensais em Ijuí

Após longo período de estiagem que atingiu diversos setores do agronegócio, produtores de leite comemoram a alta nos preços e o retorno da oferta de forrageiras de boa qualidade, o que resulta em retorno aos patamares normais de produção.

Conforme Oldemar Heck Weiller, médico veterinário, assistente técnico regional da Emater de Ijuí, os produtores passaram por um período crítico causado pela falta de chuva que comprometeu as lavouras de milho e reduziu as pastagens.

Apesar desse problema já ter sido superado, ainda há instabilidade no mercado, em função da incerteza em relação à evolução da pandemia.

Darlan Palharini secretário executivo do Sindilat, sindicato da indústria de laticínios e derivados afirma que no início da pandemia houve uma corrida aos supermercados em busca de leite. Em 12 dias foram comercializados o equivalente a média de 2 meses. No entanto, hoje esse mercado já é considerado regulado e o cenário, conforme ele, é positivo e calmo, levando em consideração que a produção está dentro do que é consumido.

Atualmente a cadeia do leite movimenta grande volume financeiro na região de Ijuí. Conforme levantamento da Emater, nos 44 municípios que compõe o regional aproximadamente 8 mil 400 produtores trabalham com vacas de leite. Somente em Ijuí são 480 trabalhadores rurais que possuem 8 mil e 200 animais. 

A produção da região no último ano foi de 790 mil toneladas de leite. Ijuí produz anualmente 60 mil toneladas do alimento. A média diária, conforme Oldemar, é 2 mil 160 toneladas de leite por dia. Ijuí produz 165 mil litros diariamente. (Rádio Progresso)                    

Subvenção vai a R$ 955milhões
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou ontem o cronograma de liberação dos recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural em 2020. Do total de R$ 955 milhões, serão destinados R$ 280 milhões para as culturas de inverno; R$ 535 milhões para soja, milho 1ª safra, arroz, feijão e café; R$ 70 milhões para frutas; R$ 10 milhões para pecuária; R$ 10 milhões para florestas e R$ 50 milhões para as demais culturas. O governo calcula que com o montante previsto será possível contratar 220 mil apólices, cobrir 15 milhões de hectares e segurar R$ 43 bilhões. (Correio do Povo)
 

 

 

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