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22/04/2020

Porto Alegre, 22 de abril de 2020                                              Ano 14 - N° 3.207

  GDT – Global Dairy Trade

O Índice GDT do evento realizado ontem, 21/04/2020, intensificou o impacto da pandemia sobre o setor lácteo. Exceto o cheddar (+1,9%) e a Lactose (+12,0%) não registraram queda. Mas os principais produtos do evento, AMF (-7%), SMP (-4,9%) e WMP (-3,9%) tiveram quedas consistentes. 

Acumulando perdas de 26,81%, 6,08% e 10,57%, respectivamente, em relação aos resultados do primeiro evento de janeiro de 2020. E o próprio índice tem um valor 13% menor quando comparado com o início do ano.  

Exceto o SMP, que em 2018 sofreu fortes desvalorizações como consequências dos estoques na Europa tornando a base de comparação já bastante baixa, não encerrou o evento com valor menor do que o registrado em abril de 2018. Mas, a manteiga anidra (AMF) e o WMP perdem 33,28% e 18,24%, respectivamente, nessa mesma comparação. (GDT/Terra Viva)

                    

Leite: preço cai após indústrias aumentarem processamento do UHT

Em live, o sócio da Piracanjuba, César Helou, citou a possibilidade de redução da ração dos animais para baixar a produção e o descarte de vacas

Os preços do leite no mercado spot (negociação da matéria-prima entre laticínios) voltaram a recuar na primeira quinzena de abril, aprofundando um quadro visto na segunda metade de março, quando as cotações começaram a ceder sob os efeitos da quarentena para conter o avanço do novo coronavírus no país.

Um levantamento da Scot Consultoria nos principais estados produtores mostra que os preços nesse tipo de negociação caíram 8% em São Paulo nos primeiros 15 dias de abril em comparação com a segunda metade de março, para R$ 1,488 por litro, em média.

No Paraná, o recuo foi 7%, para R$ 1,442, e, no Rio Grande do Sul, de 7,9%, para R$ 1,450. Em Minas Gerais, a retração entre a segunda quinzena de março e a primeira de abril foi de 6%, para R$ 1,473 por litro. Em Goiás, a queda quinzenal foi de 2,5%, a R$ 1,455 por litro, em média. 

No começo de março, os preços da matéria-prima no spot tinham registrado alta depois de uma corrida de consumidores ao varejo para se estocar, o que elevou as vendas de leite longa vida e seus preços. Mas as medidas de isolamento social afetaram food services, como restaurantes e bares, o que reduziu a demanda por queijos. 

O analista da Scot Rafael Ribeiro explica que isso levou empresas do segmento de queijos, principalmente as de menor porte, a ofertarem leite cru no mercado spot, uma vez que viram a demanda minguar. “Há uma maior oferta advinda dos queijeiros, segmento que está com dificuldade de vendas, e por isso têm ofertado mais leite no mercado spot”, observou. 

Com a maior disponibilidade de leite para processamento pelas indústrias, os preços caíram. Nesse cenário de maior oferta de matéria-prima, as cotações do leite longa vida no atacado na primeira quinzena de abril também recuaram após terem se valorizado nas duas quinzenas de março, quando a demanda no varejo estava aquecida. 

De acordo com a pesquisa da Scot, a cotação média no atacado de São Paulo, Minas e Goiás registrou queda de 4,6% na primeira metade deste mês, para R$ 2,64 por litro. Na quinzena anterior, havia subido 7%. O levantamento mostrou que a mussarela, produto largamente consumido no food service, teve recuo de 3,1% na média desses três estados nos primeiros 15 dias deste mês, para R$ 17,74 o quilo. 

Em evento da XP Investimentos na semana passada para discutir o mercado de alimentos durante a atual crise do novo coronavírus, o sócio do laticínio Piracanjuba, César Helou, disse que a queda na demanda por queijo do food service é um problema grave do setor hoje. “Boa parte (do queijo) vai para food service e o food service reduziu quase 100%”, comentou.

Assim, segundo ele, existe uma ‘sobra de leite hoje no Brasil, que foi absorvida num primeiro momento pelas indústrias de leite longa vida. Mas como as indústrias conseguiram abastecer o mercado, a tendência nesta semana é começar a diminuir a produção de leite longa vida para estabilizar a oferta com a procura. Com isso, vai sobrar leite no campo’, previu o sócio da Piracanjuba. 

Helou disse que não se sabe o que o produtor de leite irá fazer para equilibrar oferta e demanda. Citou possibilidades como a diminuição da ração dos animais para reduzir a produção e o descarte de vacas. “Há um problema. A vaca não sabe que estamos numa pandemia e continua dando leite. Se não houver um equilíbrio da oferta, corremos o risco de acontecer o que está acontecendo nos EUA, onde toneladas e toneladas de leite estão sendo descartadas nas fazendas”, lamentou. (Canal Rural)

 
 
Em época de pandemia, corrente de solidariedade em prol da saúde
Doações da comunidade e de empresas permitem a proteção dos profissionais da saúde e da população que procura atendimento nos postos de saúde 
Desde o final de março, Teutônia tem percebido uma verdadeira corrente de solidariedade em prol da saúde. Diversas doações foram recebidas, como máscaras, luvas, álcool em gel e líquido, aventais e óculos, que permitem a proteção dos profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus (Covid-19), bem como da população que procurar as unidade básicas de saúde.
O prefeito reforça a importância das doações de materiais recebidas até então e que ainda podem ser feitas, que são essenciais para o trabalho das equipes. “Com a união de esforços vamos minimizar o contágio do novo coronavírus no nosso município. E as doações de entidades, empresas e comunidade vão ser fundamentais para que isso ocorra. Com os profissionais de saúde bem protegidos, também se protege a nossa população. O nosso muito obrigado a todos que estão colaborando com esta causa”, agradece.
No dia 24 de março, a Prefeitura disponibilizou o contato de um servidor, que centralizou parte das doações recebidas, retirando-as em várias situações. Empresas, entidades e comunidade doaram diversos materiais, que já estão sendo utilizados pelos profissionais de saúde e que, também, serão de suma importância no Centro Temporário de Atendimento às Doenças Respiratórias, que deve entrar em funcionamento nos próximos dias.
Dentre as doações recebidas, estão:
– Reinigend Química (Teutônia) – 100 litros de álcool gel;
– Piccadilly (com unidade em Teutônia) – 150 máscaras PFF2 e 2.000 luvas de procedimentos;
– Lactalis (com unidade em Teutônia) – 300 litros de álcool 70% glicerinado;
– Adama Brasil (Taquari) – 10 macacões Tyvek;
– Motomecânica Teutocar (Teutônia) – 5 óculos de proteção e 7 máscaras PFF2;
– New Tintas (Colinas) – 15 litros de álcool gel;
– Picky Lanches (Teutônia) – 5 litros de álcool gel;
– Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – 25 protetores faciais;
– entre outras doações.
A Cooperativa Languiru doou 15 pulverizadores à Secretaria de Obras, que está permitindo a sanitização de espaços públicos, visando, também, o combate do novo coronavírus. Além dessas doações, empresas, entidades e voluntários estão confeccionando máscaras para os profissionais de saúde. Dentre as iniciativas envolvidas na confecção das máscaras, estão:
– Confecções Karisma;
– Ruverim Confecções;
– Calçados LDK;
– Equipe de voluntárias da Piccadilly;
– Equipe de voluntárias da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana Redentor;
– Equipe de voluntárias da Rede Apostólica Cristã;
– Sindicato dos Municipários de Teutônia.
Devido à grande demanda, não apenas no Município, alguns materiais essenciais para o trabalho das equipes ainda estão em falta ou com poucas unidades em estoque. Assim, a Prefeitura de Teutônia pede a colaboração de empresas e da comunidade, para quem tiver os itens disponíveis para doação, que entre em contato pelo celular (51) 99951-1005, com Valdir Griebeler. Se necessário, servidores da Prefeitura farão o recolhimento.
Dentre os materiais que podem ser doados, estão:
– Máscaras descartáveis;
– Máscaras PFF2 sem válvula ou N95;
– Álcool gel;
– Álcool líquido 70%;
– Avental descartável;
– Óculos de proteção transparente. (Teutônia)
 
                    
R$ 689,97 bilhões
é a estimativa para o Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira neste ano. Quantia 7,6% maior do que a do ano passado e puxada por altas na pecuária e nas lavouras. Na contramão desse cenário, o Rio Grande do Sul, impactado pela estiagem, terá encolhimento no faturamento do setor, que deve somar R$ 55,84 bilhões. (Zero Hora)
 
 
 

 

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