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06/02/2020

Porto Alegre, 06 de fevereiro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.159

 Chineses prospectam aquisição de leite em pó gaúcho
Os chineses abriram negociação para novos embarques de leite em pó do Rio Grande do Sul. Reunidos com indústrias gaúchas na terça-feira (4/2), na Fiergs, a comitiva internacional manifestou o desejo de aquisição do produto para exportação à China. De acordo com a CEO da importadora e exportadora chinesa Luwaly, Elysa Luo, a empresa tem planos para iniciar a operação em breve. Segundo Luo, a principal demanda e interesse é pela fórmula infantil. "A CCGL é uma das empresas que está desenvolvendo o produto que buscamos", pontuou. O próximo passo, adianta Luo, é visitar as bases dos laticínios do interior, que deve ocorrer ainda em fevereiro ao lado do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, e o presidente da Luwaly, José Wang. A expectativa é que os embarques ocorram em larga escala, diariamente. 

"Esperamos um grande negócio." A dirigente também destacou a relevância que as indústrias do Rio Grande do Sul possuem na lista das 24 credenciadas a exportar para a China, divulgada em julho de 2019 pelo Ministério da Agricultura (Mapa). "Temos um carinho especial pelo estado", afirmou.

O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, esteve presente na reunião e pontuou a importância que a operação simboliza para o RS. Segundo Palharini, as principais opções de negócio, que são a venda de leite em pó direto ao consumidor fracionado ou a venda de sacos de 25 quilos, são viáveis. Ele também destacou o interesse que os chineses apresentaram no leite em pó sem lactose e na possibilidade de abrir mercados para o composto lácteo. "Essa abertura é uma das prerrogativas do nosso trabalho. Com a exportação para a China, podemos mostrar ao mundo a qualidade do produto gaúcho, alavancar vendas e, consequentemente, torná-lo mais competitivo", explicou. (Assessoria de imprensa Sindilat/RS)

Balança comercial: puxada pelos leites em pó, exportação sobe 96% com relação a dezembro 
Segundo dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta terça-feira (04), no início desse ano ocorreu um aumento de 96% na quantidade exportada de leite (em litros equivalentes) em relação a dez/2019. Os 17,9 milhões de litros vendidos em jan/20 representam também um aumento de 99% em comparação ao mesmo período do ano passado. 
Com relação às importações, houve um aumento de 2% na quantidade internalizada de leite no mês de jan/20 em relação a dez/19 (total de 82,7 milhões de litros em equivalente leite). Se comparamos com jan/19, foi importado 26% menos lácteos, ainda que em relação a jan/18, a quantidade tenha sido 26% maior. 
O saldo da balança comercial de produtos lácteos então foi de 65 milhões de litros negativos, em equivalente leite, nesse início de ano. Este valor representa uma queda de 10% quando comparado a dez/19 e de 36% se comparado a jan/19. Confira a evolução no saldo da balança comercial láctea no gráfico 1. 
Gráfico 1. Saldo balança comercial brasileira de lácteos, 2017 a 2020.
 Fonte: Elaborado pelo MilkPoint a partir dos dados do COMEXSTAT 
Esse aumento expressivo nas exportações brasileiras ocorre em um momento de instabilidade cambial, resultante principalmente da valorização do dólar frente ao real, tornando o produto brasileiro competitivo externamente. Além disso, os valores mais altos de dólar reduzem o interesse brasileiro pelo produto importado.  
Nossos vizinhos do Mercosul, por exemplo, vêm apresentando redução em suas produções de leite: a Argentina reduziu em 1,7% e o Uruguai em 4,2%, no acumulado de janeiro a dezembro de 2019. 
Gráfico 2. Produção mundial de leite dos principais players de mercado, 2014 a 2019.
 Fonte: Elaborado pelo MilkPoint 
Em janeiro, foram importadas 3,4 mil toneladas de leite em pó integral (LPI), uma redução de 10% em relação a dez/19 e de 45% em relação a janeiro de 2019. Já a exportação de LPI representou 35% do volume total de vendas, somando 1,01 mil toneladas, maior volume exportado desde novembro de 2017, quando foram vendidas 2,3 mil toneladas. 
Os queijos por sua vez, também apresentaram aumento nas exportações — 25% em relação ao mês anterior —, com as importações, no entanto, aumentando 82% no mesmo período. 
Na tabela 1, é possível observar as movimentações do comércio internacional de lácteos no mês de janeiro desse ano. 
Tabela 1. Balança comercial láctea em janeiro de 2020.

 
Fonte: Elaborado pelo MilkPoint Mercado com base em dados COMEXSTAT.

Consulta Pública sobre a IN que estabelece requisitos mínimos de qualidade para o soro de leite
Consulta Pública - Foi publicado, nesta quinta-feira (06), no Diário Oficial da União a PORTARIA Nº 26, DE 29 DE JANEIRO DE 2020 que submete  à Consulta Pública, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, a proposta de Instrução Normativa que estabelece o Regulamento Técnico sobre a identidade e requisitos mínimos de qualidade que deve atender o soro de leite e o soro de leite ácido, nas formas líquida, concentrada e em pó.

 
O objetivo da presente Consulta Pública é permitir a ampla divulgação da proposta de Instrução Normativa, para receber sugestões ou comentários de órgãos, entidades ou pessoas interessadas. (Terra Viva)
 
Acesse aqui a Proposta de Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Soro de Leite.
 
Acesse aqui a PORTARIA Nº 26, DE 29 DE JANEIRO DE 2020.  
Kantar: estudo mostra mudança gradual no comportamento do consumidor
As vendas de produtos de consumo massivo no Brasil crescem sete vezes mais rápido no e-commerce do que em outros canais. Pesquisa global da Kantar mostram que entre julho de 2018 e junho de 2019 as vendas online dos chamados FMCG (Fast-Moving Consumer Goods) avançaram 30,9%, enquanto no mercado total esses mesmos produtos cresceram apenas 5,6%.
Segundo análise da empresa especializada em dados, insights e consultoria, os números mostram que o comportamento do brasileiro está mudando gradativamente. A Kantar lembra que o Brasil é o quinto país com maior crescimento nas vendas, apesar de ser onde as compras dessas categorias via e-commerce ainda têm a menor participação de mercado (0,1%). 
“Esperamos que até 2025 as compras de supermercado online dobrem, o que significa que 10% das vendas globais de bens de consumo serão feitas em comércio eletrônico. No Brasil, esta estimativa é de 3%”, analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Insights da Kantar. (MilkPoint)

 

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