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05/02/2020

 

Porto Alegre, 05 de fevereiro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.158

 GDT: após consecutivas valorizações, leilão apresenta sua primeira queda em 2020

O leilão GDT realizado nesta terça-feira (04/02) apresentou sua primeira variação negativa do ano, após dois eventos seguidos de valorização no índice geral de preços. O preço médio de US$3.226/ton representou uma queda de 4,7% frente ao evento anterior e consiste no menor preço médio desde a primeira quinzena de setembro/19, como mostra o Gráfico 1. Este é o primeiro pregão após a escalada da crise causada pelo Coronavírus na China, que tem exercido influência direta nos mercados globais. 

Gráfico 1. Preço médio leilão GDT x GDT Price Index, agosto de 2017 a janeiro de 2020.
 
Fonte: elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade 

Assim como o preço médio, o volume negociado neste evento também recuou, registrando 29 mil toneladas, isto é, 12,5% menor em comparação ao último evento, sendo o menor volume apontado desde julho/19.

Os leites em pó foram os principais responsáveis por este resultado negativo já que possuem a maior participação dentre os produtos comercializados. O leite em pó integral recuou 6,2%, fechando seu preço médio em US$3.039/ton, o menor desde agosto do ano passado. O leite em pó desnatado, por sua vez, variou em -4,2%, com um preço médio de US$2.907/ton.

Até a publicação deste artigo, foram registradas 427 mortes decorrentes do Coronavírus e mais de 20.000 infectados, em sua maioria na China, desestabilizando o preço do petróleo e afetando diretamente o mercado internacional de commodities. Vale ressaltar que existe uma forte correlação entre os preços internacionais do petróleo e dos derivados lácteos, como mostra o gráfico 2.

Gráfico 2. Preços do petróleo (em US$/barril) e do leite em pó integral (em US$/ton) na Oceania, 2002 a 2019.
 
Fonte: USDA e Banco Mundial

Além disso, esta crise sanitária também tem afetado a demanda global de lácteos, uma vez que a China é o maior país importador.

Por outro lado, os queijos e a caseína apresentaram 6% de valorização, com preço médio de US$4.302/ton e US$9.956/ton, respectivamente. A manteiga teve valorização de 0,2% neste evento, com US$4.258/ton de preço médio.

Ao analisar os contratos futuros do Leite em Pó integral (LPI), é possível notar uma queda nas perspectivas de preços de ambas as bolsas. No entanto, as negociações futuras da NZX continuam apontando preços mais baixos para os contratos em comparação ao GDT, indicando que ainda pode haver espaço para novas quedas nos próximos leilões, como ilustra o gráfico 3.

Gráfico 3. Previsão da evolução da quantidade negociada no leilão GDT, março a julho de 2020.


Fonte: elaborado pela equipe MilkPoint Mercado com dados do Global Dairy Trade.

Apil/RS nova diretoria 
A Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) terá nova diretoria para o biênio 2020/2021.  
Por aclamação, Delcio Giacomini, do laticínio Friolack, de Chapada (RS), será o presidente nos próximos dois anos. Ele substituirá Wlademir Dall’Bosco, do Laticínio Boavistense, de Boa Vista do Sul (RS), que esteve à frente da entidade nos últimos seis anos. A eleição e posse ocorreram durante assembleia com os associados na sede da Apil/RS, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). 
Em seu discurso, Giacomini conclamou os associados a estarem presentes nas decisões da entidade e no trabalho em prol dos pequenos laticínios gaúchos. “Vamos ter um novo trabalho pelo período de dois anos e vamos contar com todos vocês, com todos os associados para que isso aconteça, porque o presidente não faz sozinho. Certamente o presidente tem que ter os seus parceiros de trabalho e que nos tragam ideias”, observou.
O novo presidente da Apil/RS também lembrou da gestão de conquistas do presidente Wlademir Dall’Bosco e como o dirigente que deixou o cargo contribuiu para impulsionar a entidade no cenário lácteo com seu trabalho e dedicação durante os seis anos que ocupou a presidência. Por fim, agradeceu aos associados pela distinção de estar à frente da entidade. “Isto nos honra e fico muito grato por vocês nos prestarem essa confiança que nos dá uma responsabilidade enorme”, destacou.
Em 1991, o agricultor Delcio Roque Giacomini resolveu trocar a atividade de produção de grãos pela comercialização de queijo artesanal. No novo negócio, comprava queijos nas cidades de Carazinho, Chapada, Nova Boa Vista e Santo Antônio do Planalto para revender em Porto Alegre. Delcio, logo após, adquiriu um caminhão câmara fria para fazer o transporte. Com o crescimento das vendas, resolveu investir na industrialização de queijos e, assim, em 2001, nasceu a Friolack, em Arroio Bonito, distrito de Não Me Toque, dando início a uma pequena produção com apenas dez colaboradores. Em outubro de 2005, devido à necessidade de ampliação da produção, já que o produto vinha ganhando adeptos, a Friolack mudou-se para o município de Chapada, onde atualmente a empresa conta com mais de 170 colaboradores.
Confira a nominata da nova diretoria
Presidente: Delcio Roque Giacomini
1º Vice Presidente: Humberto Doering Brustolin
2º Vice Presidente: Daniel Chichelero
1º Secretária: Magali Ferrari
2º Secretário: Ronis Carlos Frizzo
1º Tesoureiro: Rodrigo Aloisio Staudt
2º Tesoureiro: Ademar Steffenon 
RS: avançam as obras do pavilhão da usina de leite em São Borja 
Iniciadas na segunda quinzena de dezembro, as obras de implantação do pavilhão que abrigará a futura usina de beneficiamento de leite em São Borja estão em ritmo acelerado. A construção é realizada junto ao Assentamento Cristo Redentor. O prazo contratual é de seis meses para o término das obras, o que significa que a conclusão tem de acontecer até o final de maio. O pavilhão terá área construída de 113,67 metros quadrados e representará investimento de R$ 303.954,29 
O grupo de produtores do assentamento que instalará a usina de beneficiamento de leite adquiriu, há vários anos, os equipamentos necessários. Os produtores estão pagando por essa infraestrutura operacional, que foi financiada pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper). Os equipamentos estão guardados no Departamento de Materiais da prefeitura, à espera de condições para entrar em operação.
O grupo dos empreendedores do Assentamento Cristo Redentor fará a pasteurização de leite e ainda a produção de queijos e bebidas lácteas. As atividades serão iniciadas com a produção local de leite, mas a meta é gradativamente ampliar a escala de processamentos. Diante desta perspectiva, será necessário utilizar também a produção de leite de outras regiões do município.
O secretário municipal da Agricultura, Fábio Fronza, projeta que haverá considerável expansão da bacia leiteira em São Borja. Ao mesmo tempo, está sendo encaminhada parceria com a Escola Agrotécnica de Encruzilhada, em Maçambará, que trabalha na produção de leite. É meta, ainda, montar um veículo coletor com a infraestrutura adequada, para recolher a produção leiteira no interior de São Borja. (Prefeitura de São Borja)
 
Leite/Oceania
A Austrália recebeu chuva na maior parte do país nos últimos dias. Foi bom para esverdear as pastagens e para culturas. Entretanto a disponibilidade de feno continua muito apertada e estão sendo realizados levantamentos sobre os danos causados às pastagens e reservas de alimentos. O subsídio governamental para o transporte de alimentos continua em vigor. Em algumas partes ao Sul da Austrália, onde os danos foram extensos, policiais ajudam na escolta para facilitar o trânsito do feno. A produção de leite na Nova Zelândia, em dezembro de 2019 foi de 2.722 milhões de toneladas, queda de 0,5% em relação a dezembro de 2018. O volume de sólidos, 228.700 milhões de quilo ficou 0,2% maior. De janeiro a dezembro de 2019 a produção total de leite da Nova Zelândia foi de 21.786 milhões de toneladas, 0,7% menor quando comparada com o mesmo período de 2018. Os sólidos do leite também caíram 0,3% na mesma comparação. (USDA)
 
 

 

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