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28/01/2020

Porto Alegre, 28 de janeiro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.152

 Rodrigo Rizzo eleito novo presidente do Conseleite

O engenheiro agrícola Rodrigo Ramos Rizzo foi eleito e empossado novo presidente do Conseleite na manhã desta terça-feira (28/01) para a gestão 2020/2021. Representando a Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul), ele assumiu o colegiado em nome dos produtores com meta de atualização e análise constantes dos itens que compõem a metodologia de cálculo do valor de referência do leite. O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, foi eleito vice-presidente, devendo assumir a presidência do Conseleite em 2021, conforme estatuto. Segundo o regimento do Conseleite, as diretorias são eleitas a cada dois anos com representação de produtores e indústrias na presidência e vice-presidência e previsão de alternância entre os cargos. Ou seja: no primeiro ano, a presidência fica a cargo dos produtores e, no segundo, da indústria, ou vice-versa. “A Federação da Agricultura tem estado muito atenta aos movimentos de mercado da cadeia do leite, sobretudo o externo. Agradecemos a todos pelo apoio e trabalho realizado até aqui e estamos empenhados no fortalecimento do segmento”, frisou Rizzo. 

Durante a reunião, também foi divulgada a projeção para o leite no Rio Grande do Sul. Como já era previsto para um período de início da entressafra, o valor de referência projetado para janeiro de 2020 subiu, atingindo R$ 1,1267, alta de 0,88% em relação ao consolidado de dezembro de 2019 (R$ 1,1169). Guerra pontuou que a estiagem também traz reflexo no campo, fenômeno que deve impactar os preços ao longo do ano. “Os tambos estão produzindo menos do que tradicionalmente captam nessa época ano. 

Isso, sem dúvida, trará reflexo direto ao preço do consumidor ao longo de 2020, uma vez que também estamos entrando no período dito como entressafra”, completou. Guerra citou que o mercado sofreu mudanças significativas nas últimas semanas. Com a alta na cotação do dólar, explica ele, o leite nacional ficou mais atrativo ao mercado, motivando vendas e segurando as importações.

Segundo o professor da UPF Marco Antônio Montoya,  a variação projetada pelo Conseleite para janeiro reflete a oscilação entre os produtos que compõem o mix.  “Pela tendência histórica, espera-se de 2020 um ano mais equilibrado para o setor lácteo”, estima Montoya, embasado na tradicional alternância entre anos bons e ruins na cadeia láctea gaúcha. 

Rodrigo Rizzo
Rodrigo Rizzo é engenheiro agrícola formado pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e especialista em Lácteos pela CORFILAC/ Ragusa/Itália. Tem desempenhado atividades de consultoria e instrutoria nas diferentes áreas do agro no Brasil e Uruguai. É consultor atuante no Sebrae e Senar. Atualmente, é assessor da presidência e diretoria do Sistema Farsul e coordena as comissões da federação. 

 
Na foto: Rodrigo Rizzo (E) e Alexandre Guerra (D) | Crédito: Carolina Jardine

Representante da FAEP assume presidência da Câmara Setorial do Leite do Mapa
Novo presidente - A Câmara Setorial do Leite e Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem um novo presidente. 
No dia 20 de janeiro, o presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ronei Volpi, assumiu o posto, referendado pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Volpi é o primeiro representante da região Sul a presidir a câmara.

A nomeação rompeu uma dupla tradição. Primeiro, porque o colegiado tinha por praxe estabelecer uma lista tríplice, a partir da qual o Mapa escolhia o presidente. Volpi foi indicado de forma unânime pelo setor. Ainda, a escolha do representante da FAEP colocou a região Sul no cargo mais importante da Câmara, até então ocupado por Rodrigo Alvim, de Minas Gerais.
 
“Agradeço o apoio de todos os que se empenham para fazer a cadeia de lácteos mais forte. Eu só me encorajo a encarar esse novo desafio na Câmara Setorial porque tenho todo esse apoio do setor produtivo como um todo. Me proponho a fazer o melhor trabalho possível e dedicar todo o meu empenho dentro da Câmara setorial, que se trata de uma instituição com caráter consultivo com canal direto com o Ministério. Temos ainda a vantagem de ter, além da presidência da Câmara, um representante da Aliança Láctea junto conosco”, destaca Volpi.
 
Atuação
Ao longo da sua atuação, o colegiado desenvolve ações e ajuda o Mapa na formulação de políticas públicas que fortaleçam a atividade. Diante disso, o novo presidente tem, entre outros desafios, a implementação das Instruções Normativas (INs) 76 e 77 do Mapa, que estabelecem critérios para produção e captação de leite cru, pasteurizado e tipo A. Na avaliação do líder do setor, essas normativas vão exigir uma grande organização do segmento, mas podem implicar em avanços a partir do momento em que produtores e indústrias se estruturarem para cumpri-las.
 
Perfil
Volpi é formado em medicina veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Hoje é diretor executivo do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária da Agropecuária do Paraná (Fundepec).

Três décadas atrás, Volpi começou na atividade leiteira, tornando-se gerente de lácteos da Cooperativa Agroindustrial Witmarsum e iniciando sua própria produção de leite – com gado holandês puro. Como líder do setor, Volpi foi um dos idealizadores do Conselho Paritário de Produtores/Indústrias de Leite do Paraná (Conseleite-PR) – primeiro colegiado deste tipo no país e que trouxe mais transparência à cadeia produtiva do Estado. O líder também esteve à frente da criação da Aliança Láctea Sul-Brasileira, que congrega representantes dos três Estados da região. Além disso, Volpi foi superintendente do SENAR-PR por 18 anos. (FAEP)

Serviço de Inspeção Federal completa 105 anos
Responsável por assegurar a qualidade de produtos de origem animal, comestíveis e não comestíveis, destinados ao mercado interno e externo, o Serviço de Inspeção Federal (SIF) completou ontem (27) 105 anos de existência.

O serviço foi instituído pelo Decreto nº 11.462 de 1915. Os consumidores reconhecem o serviço por meio do selo SIF, que aparece nos rótulos de vários produtos como requeijão, iogurte, carnes, ovos e outros, garantindo de que foram inspecionados e estão aptos para o consumo.
 
Reconhecido mundialmente, o SIF garante a certificação sanitária dos produtos, protege a saúde pública do consumidor brasileiro e atende aos requisitos sanitários exigidos pelo mercado internacional para a exportação, movimentando a economia nacional.
 
“Só em 2019, mais de 5 bilhões de animais foram inspecionados. Até receber o carimbo do SIF, o produto passa por diversas etapas de fiscalização e inspeção realizadas pelos auditores fiscais federais agropecuários que verificam se o produto atende aos requisitos mínimos de qualidade e segurança para o consumo”, destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério, Ana Lucia Viana.
 
Atualmente, o SIF tem atuação em 3.711 estabelecimentos nacionais e 8.779 estabelecimentos estrangeiros cadastrados, todos sob a supervisão do Dipoa, que somados detêm mais de 98 mil rótulos de produtos registrados.

A abertura de novos mercados em 2019 permitiu que o Brasil exportasse carnes, lácteos, mel, pescados e os derivados desses produtos para 194 países diferentes. Ao todo, foram exportadas 25 milhões de toneladas de produtos de origem animal, tornando o país um dos principais exportadores mundiais.
 
“Temos um Serviço confiável e de vital importância para o país, com grande representatividade no agronegócio, que garante alimentos seguros para o consumo nacional e internacional”, enfatiza a diretora. (MAPA)

Produção/EU
A captação de leite na União Europeia (UE) aumentou 0,9% em novembro passado em comparação com um ano antes, o que resultou em 109.000 toneladas a mais de leite, de acordo com os últimos dados do Observatório Lácteo da UE. Os países com os maiores aumentos absolutos foram sido França (+33.000 toneladas), Holanda (+30.000 toneladas), Espanha (+23.000 toneladas) e Portugal (+19.000 toneladas). Percentualmente, os maiores índices foram registrados em Luxemburgo e Bulgária, acima de 5%. Na Espanha, a captação de leite em novembro aumentou 4,2%. No acumulado de janeiro a novembro de 2019 o aumento da UE foi de 0,5%. O comportamento variou entre os países membros, como pode ser visto no mapa. Irlanda, Bélgica, Estônia e Polônia lideraram o crescimento. A Espanha registrou aumento de 1,4%. As maiores quedas foram verificadas na Suécia, Áustria, Eslovênia e Croácia. Entre os grandes produtores como França e Alemanha, a produção ficou estável. (Agrodigital - Tradução livre: Terra Viva)

 

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