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13/01/2020

Porto Alegre, 13 de janeiro de 2020                                              Ano 14 - N° 3.14

 Impacto além das espigas
O maior impacto sobre as lavouras de milho para a produção de silagem, usada na alimentação do gado de leite, está estimado na região da Serra. Pelo levantamento da Emater, a área deve ter redução de 65% sobre a produtividade inicialmente esperada, de 44,3 quilos por hectare.
Realidade que os técnicos confirmam a campo. Engenheiro agrônomo do escritório de Nova Prata, João Carlos Reginato tem percorrido propriedades para fazer laudos que embasam as solicitações de Proagro, programa do governo federal acionado por agricultores familiares em caso de perdas climáticas.
- A produção de silagem pressupõe a existência de grão. O que se vê, além de espigas falhadas (no detalhe), são manchas causadas pelo excesso de calor. O grão praticamente "cozinha" - explica Reginato.
Além da perda em volume, a silagem produzida deverá ter redução de valores nutricionais, obrigando produtores a usar proteínas complementares.
Na Serra, os parreirais também têm sido afetados pelo tempo. As frutas tiveram amadurecimento forçado. (Zero Hora)

Comércio exterior
As importações brasileiras de produtos lácteos NCM 04 no acumulado do ano de 2019 caíram tanto nos valores (-7,2%), quanto em volumes (-7,0%), em relação a 2018. Argentina (54,7%) e Uruguai (30%) continuam tendo a maior participação no mercado brasileiro. 
O leite em pó desnatado (13,8%) e o integral (42,6%), juntos, representaram mais da metade das importações de 2019, mantendo os níveis de 2018, que foram 14,4% e 43,6%, respectivamente. Os queijos foram responsáveis por 27,2% das importações em 2019, variando ligeiramente o percentual em relação a 2018 que foi de 27,6%.      
 


 
As exportações dos produtos NCM 04, em dezembro, representaram 13,6% das importações, em valores, e 19,1% em volume. No acumulado do ano, os percentuais foram, respectivamente, 12,2% e 16,7%, consolidando a condição brasileira de importador líquido de lácteos.  

Em equivalentes litros de leite, as importações somaram pouco mais de 1 bilhão de litros, e as exportações ficaram pouco menos de 100 milhões, resultando em um déficit de 969.766.051 equivalentes litros de leite. O leite em pó foi responsável por 69,5% do percentual internalizado.

 

 
Em relação a 2018, as importações caíram 7,8% em valores e 7,5% em volume. Já as exportações caíram 3,8% em valores, embora tenham crescido em 4,3% em volume.  Argentina (53,8%) e o Uruguai (30,6%) continuam dominando o mercado brasileiro e, no acumulado do ano são responsáveis por 84,4% das importações totais de lácteos em divisas. O leite em pó, que representa 56% de nossas compras, os dois países do Mercosul praticamente têm controle absoluto, a Argentina tem 50,7% do mercado, enquanto o Uruguai tem 43,7%. (MDIC – Elaboração Terra Viva)
 
 
 
Automação ajuda a aumentar produção de leite em propriedades
A propriedade rural da Família Cassel, localizada em área de 100 hectares no Distrito de Atafona, em Santo Ângelo, é uma das pioneiras no confinamento e na automação da produção leiteira e já registra aumento na produtividade com apenas dois meses de adesão ao sistema. O investimento gira em torno de R$ 1 milhão, e a meta da família é continuar aperfeiçoando a produção com a robotização da ordenha.
A família investiu na construção de um galpão de alvenaria com mais de 1,5 mil metros quadrados, com climatização, ventilação, iluminação controlada e bebedouros automatizados, dotado de sistema de videomonitoramento, e com capacidade para confinar cerca de 100 bovinos. De acordo com o produtor Nardeli Cassel, atualmente, o plantel de cerca de 70 reses atingiu, em dezembro, uma produção de 54 mil litros, representando média de 1,8 mil litros/dia.
Cassel explicou que a decisão pela automação foi tomada em virtude da dificuldade de encontrar mão de obra para o setor leiteiro, mesmo com um vasto campo de trabalho e um salário considerado atrativo pelo produtor. "Isto também nos leva a projetar a robotização da produção leiteira", assinalou.
O prefeito em exercício de Santo Ângelo, Bruno Hesse, que visitou propriedade para conhecer o sistema, gostou do que viu e parabenizou os empreendedores rurais pelos investimentos em tecnologia como ferramenta para o incremento da produção leiteira no município. "É um investimento bastante alto, mas consolida financeiramente a propriedade e o aumento da produção", declarou Hesse.
Fábio Cassel, sócio do pai em setores produtivos da propriedade, está bastante otimista com o investimento. Ele constatou que, em apenas dois meses de confinamento, o aumento na produção por animal alcançou em torno de 50%. Com isso, a expectativa também é de superar os valores com a comercialização de produtos em 2020, graças à tecnologia. (Jornal do Comércio)
 
Estiagem
Técnicos do Ministério da Agricultura chegam ao Rio Grande do Sul entre os dias 27 e 31 para avaliar os estragos da estiagem. Vinte e oito municípios já decretaram situação de emergência no RS. A análise será feita pelos técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que também farão a projeção da safra gaúcha. (Zero Hora)

 

 

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