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23/12/2019

 

 

Porto Alegre, 23 de dezembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.15

  Leite/América do Sul

Nas duas últimas semanas, o clima quente e seco foi prevalente na Argentina, limitando a umidade para o desenvolvimento das culturas de milho e soja, acelerando a secagem e colheita de grãos de inverno. 

Enquanto isso, chuvas moderadas e fortes mantiveram as condições favoráveis para a soja e a primeira safra de milho nas áreas produtoras do centro e sul do Brasil. O volume e a qualidade das forrageiras são boas ou regulares nas principais bacias leiteiras do continente.  

Os custos de concentrados permanecem relativamente baixos, enquanto o preço ao produtor é aceitável para a maioria dos produtores de leite, de forma a obter margens justas entre receitas e custos.

A produção ao nível de fazenda é sazonalmente em declínio na Argentina, Uruguai, mas, encontra-se estabilizada no Brasil. A oferta de leite é suficiente para atender as necessidades de processamento de leite engarrafado, incluindo UHT, em todo o Cone Sul. Mas, com chegando as férias escolares de verão, as vendas de leite engarrafado/UHT caem.
 
Em todo o continente existe escassez na oferta de creme, pois está havendo queda nos teores de proteína e matéria gorda, dado que as elevadas temperaturas do verão afetam o conforto das vacas. Portanto, os produtos industrializados que tenham o creme como base, como manteiga, sorvete e doce de leite, foi um pouco reduzida em algumas plantas. Apesar disso, os pedidos de queijos e manteiga para as festas de fim de ano pelos varejistas e alguns canais de food service foram entregues, resultando em considerável queda dos preços no mercado spot, principalmente para leite em pó. (Terra Viva)

Celso Moretti será efetivado na presidência da Embrapa

Interino desde julho, o pesquisador ficará no comando da empresa de forma definitiva por dois anos

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, decidiu nesta sexta-feira (20) indicar o pesquisador Celso Luiz Moretti para a presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Interino desde julho, ele ficará no comando da empresa de forma definitiva por dois anos, prazo prorrogável até três vezes, segundo a Lei das Estatais.

A nomeação deve ser publicada nos próximos dias no "Diário Oficial da União" (DOU). A Casa Civil vai analisar as documentações necessárias para que ele assuma o cargo e o Conselho de Administração da Embrapa (Consad), presidido pelo secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Camargo, vai editar a portaria com a confirmação.

“É a pessoa que pode implementar as mudanças que a gente quer”, disse, ao Valor, a ministra. Haverá troca nas três diretorias executivas da Embrapa. Os diretores Lúcia Gatto e Cléber Soares serão substituídos nas áreas de Gestão Institucional e Inovação e Tecnologia, respectivamente. Moretti vai deixar de acumular a chefia de Pesquisa e Desenvolvimento, que terá novo comando. Ainda não há definição de nomes para os lugares deles. Isso só deve ocorrer em janeiro, quando Tereza Cristina retornar do recesso. A expectativa é que sejam indicadas pessoas de dentro e de fora da Embrapa para os cargos.

Moretti, que completa 25 anos de trabalho na Embrapa no próximo dia 30 e com longo currículo de pesquisador — é doutor em produção vegetal e foi chefe de unidade — tem 11 anos de experiência em gestão pública. A boa relação com a ministra, o desempenho no cargo nos cinco meses como interino e os planos para o futuro da empresa, focados em parcerias com setor privado, redução de custos e monetização dos ativos da Embrapa, foram o que o credenciaram a conquistar a indicação, segundo ele. O fato de ser de dentro da empresa também colaborou.

“Recebo com tranquilidade, serenidade e muita responsabilidade a indicação. Muita energia para fazer o que precisa ser feito a partir de 2020”, afirmou Moretti. (Valor Econômico)

Preço Cepea

2019 foi um ano atípico para o setor de lácteos, marcado por sustentação dos preços no campo, em decorrência da oferta limitada e do aumento da competição entre os laticínios para assegurar mercado. 

E isso foi verificado num contexto de consumo retraído. O resultado: os preços ao produtor não seguiram a tendência sazonal de aumentos entre fevereiro e agosto e de quedas entre setembro e janeiro. As cotações no campo já iniciaram o ano em alta e a oferta restrita sustentou as consecutivas elevações de janeiro a junho. No período, foi verificado aumento real de 22 centavos por litro na “Média Brasil” líquida¹, com as cotações reais atingindo os mais altos patamares da série histórica do Cepea para um primeiro semestre. No entanto, a estagnação econômica, a diminuição do poder de compra do brasileiro e a pressão das redes varejistas para atrair consumidores com preços baixos restringiram a valorização dos derivados lácteos. 

De acordo com pesquisas do Cepea, os preços médios anuais do leite UHT e da muçarela caíram 6,1% e 3,3% de 2018 para 2019, respectivamente, em termos reais (foram consideradas as médias de janeiro a novembro). A dificuldade das empresas em repassar a alta da matéria- -prima para os lácteos sem comprometer seus shares de mercado espremeu as margens das indústrias. Com isso, a participação média anual do preço do leite ao produtor nas cotações do UHT e muçarela aumentou 10,4% e 8,6%, nessa ordem, de um ano para o outro (considerando-se as médias de janeiro a novembro). Por esse motivo, os preços do leite ao produtor registraram quedas em julho e agosto, que, sazonalmente, são períodos de picos de entressafra – apenas nestes dois meses, o recuo real foi de 12 centavos/litro. 

Contudo, a competição entre indústrias para garantir a compra de matéria-prima continuou acirrada no terceiro trimestre, já que a produção não se recuperou. O desequilíbrio entre oferta e demanda levou ao encadeamento de altas nos preços dos derivados, no leite spot e, por fim, nos pagos ao produtor em setembro. A produção de leite enxuta no que seria, sazonalmente, o início da safra acarretou em volumes mais baixos nos estoques de derivados, o que trouxe incertezas aos agentes. Assim, o intenso recuo que normalmente se observa no final do ano não deve ser verificado em 2019. Dois pontos explicam a oferta limitada no campo em 2019 e também o fato de a produção do segundo semestre não ter sido estimulada, mesmo com os preços favoráveis até a metade do ano – oposto ao ocorrido em 2017. O primeiro ponto é clima. 

De janeiro a março, as chuvas irregulares diminuíram a disponibilidade de pastagens e a produtividade das lavouras de milho; no segundo e terceiro trimestres, o inverno seco prejudicou a captação leiteira no Sudeste e a produção do Sul não foi tão alta quanto se esperava. Por fim, o atraso das chuvas da primavera, que tipicamente marcam o início da safra do Sudeste e Centro-Oeste, limitou a recuperação da produção no último trimestre. Em segundo lugar, deve-se destacar que a restrição da oferta foi intensificada pela saída de produtores da atividade nos últimos anos e pela grande insegurança – verificada em anos anteriores e neste também – em realizar investimentos de longo prazo frente às incertezas no curto prazo. Assim, as dificuldades de 2017 e 2018 se desdobraram em efeitos de longo prazo, que impactaram negativamente a produção em 2019. 

Ressalta-se, ainda, que o aumento dos preços dos grãos neste final de ano pode diminuir o potencial de crescimento da atividade. Ademais, as cotações atrativas no mercado de gado de corte têm incentivado o abate de vacas e podem, nos próximos meses, levar à destinação de parte da produção de leite para a alimentação de bezerros. Se, no início do ano, perspectivas apontavam para aumento da produção anual em torno de 3%, neste final de 2019, já se revisam os cálculos para uma possível estagnação da produção. Por outro lado, com menor oferta de leite, a captação formal deve se elevar em 2019. Os dados da Pesquisa Trimestral do Leite (PTL) apontam alta de 3,4% no volume formal captado entre o 1º e 3º trimestres de 2019 frente ao mesmo período de 2018. É importante lembrar que, segundo levantamento do IBGE, a diferença entre produção e captação formal no Brasil em 2018 foi de quase 9,4 bilhões de litros. (Por Natália Grigol/Cepea)

Leite/Europa – Neste final de ano a produção de leite na Alemanha está apresentando crescimento. 

Em relatório da última semana de novembro ficou em destaque o aumento da produção em relação à semana anterior e em relação à mesma semana do ano passado. A produção de leite na União Europeia (UE) em outubro foi 0,4% superior à de outubro de 2018. De acordo com a Eucolait, no acumulado do ano, a produção da UE ficou 0,5% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado entre os países variou: Irlanda (+6,9%); França (-0,5%); Holanda (-1,4%); e Alemanha (-0,4%). Apesar disso, França (+1,3%), e Holanda (+2%) apresentaram resultados positivos em outubro. 

A produção de queijo na UE em outubro foi 1,1% a mais em relação à produção do último ano. No acumulado do ano, o aumento é de 0,6%. A vitória eleitoral do Tory no Reino Unido parece ter legitimado a decisão de Boris Johnson de retirar o Reino Unido da UE até 31 de janeiro de 2020.

A expectativa é de que o período de transição dure até o final de 2020, mas, ainda não foi negociado o que acontecerá depois.
A Polônia, o maior produtor de leite do Leste Europeu, teve crescimento de 1,3% em outubro deste ano quando comparado com o mesmo mês de 2018, e no acumulado do ano aumento de 1,9%, em relação a 2018. (Terra Viva)

Fiscais agropecuários suspendem greve a partir de segunda-feira
Fiscais estaduais agropecuários e demais servidores da Secretaria da Agricultura decidiram, em assembleia realizada nesta sexta-feira (20), suspender a greve da categoria a partir de segunda-feira (23). A paralisação teve início há 24 dias, motivada pelo parcelamento de salários e pelo pacote de reformas enviado pelo governador Eduardo Leite à Assembleia Legislativa.
As categorias ligadas ao Sintergs, Sindicaixa e Sindsepe no entanto, optaram por manter o estado de greve até a próxima votação do pacote do funcionalismo no Parlamento, que deve ocorrer no final de janeiro. Em nota, os servidores afirmaram que voltarão às suas funções, mas que estarão mobilizados para qualquer desenvolvimento acerca do tema. Uma nova assembleia unificada já está agendada para o dia 21 de janeiro.
Os servidores ligados à Secretaria da Agricultura - fiscais agropecuários, técnicos agrícolas e os analistas agropecuários e florestais, além de servidores da área administrativa e os da antiga Caixa Estadual - estão em greve desde o dia 26 de novembro. Entre os principais motivos do movimento, destacam o atraso e parcelamento dos salários há 48 meses, a falta de reposição salarial há cinco anos e o pacote proposto pelo Executivo gaúcho. (Jornal do Comércio)

 

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