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20/12/2019

Porto Alegre, 20 de dezembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.14

  Cadeia produtiva debate atualização do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite na UPF

Atualizado em novembro de 2019, o novo guia orientativo do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL) foi tema de discussão na manhã desta quinta-feira (19/12), no auditório da Faculdade de Veterinária da Universidade de Passo Fundo (UPF). O encontro, que reuniu 120 técnicos de indústrias de laticínios do Rio Grande do Sul, contou com palestras dos fiscais federais do Mapa Roberto Lucena e Milene Cé, a fim de esclarecer dúvidas, inclusive, sobre a consulta pública de normas do leite cru e derivados, que está aberta para manifestação até 27 de janeiro de 2020. O PQFL consiste em um plano de ação e gerenciamento que deve ser elaborado por todas as empresas e postos de resfriamento, é exigido quando o fiscal visita o estabelecimento. O plano contempla a verificação de mais de 150 pontos dentro da propriedade. O evento foi promovido pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

 
Crédito: Darlan Palharini

Para o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, levar o evento para o interior do Estado é uma maneira de aproximar os técnicos das indústrias e os fiscais do Mapa para que possíveis dúvidas sejam respondidas, principalmente no que se refere ao novo guia orientativo do PQFL. “Quanto mais conhecemos e compreendermos à legislação, mais aptos estaremos para qualificar os produtores”. O PQFL é um passo a passo para as empresas conseguirem conceituar melhor seus fornecedores, se adequando as exigências e boas práticas da produção leiteira. O objetivo geral do plano é atender todas as propriedades, com metas plausíveis dentro da estrutura da empresa.

Na oportunidade, ocorreu a apresentação do aplicativo Milk Wiki, desenvolvido pela empresa de mesmo nome, para facilitar o gerenciamento do PQLF dentro das propriedades. “O app visa suprir as dificuldades das indústrias de gerenciar os indicadores de eficiência ou não de cada propriedade rural”, disse Roberta Züge, da Ceres Qualidade, destacando que o questionamento, por parte do público, ao Mapa sobre a viabilidade do projeto foi bastante positivo. “O próprio Lucena disse que a ferramenta será muito importante e que poderia tornar mais ágil o cumprimento das exigências previstas nas INs 76 e 77”.

Quanto à consulta pública que trata das normas de destinação do leite cru, Milene Cé destacou que as mesmas são um complemento das INs 76 e 77 e do novo RIISPOA. O evento também contou com o apoio da UPF, Emater, Associação Gaúcha de Laticinistas e Laticínios (AGL), Associação de Pequenas Indústrias de Laticínios do RS (Apil) e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAP). (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Conseleite indica estabilidade no preço de referência

O valor de referência do leite projetado para o mês de dezembro de 2019 registrou queda no Rio Grande do Sul. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20/12) durante a última reunião do Conseleite do ano, realizada na sede do Sindilat, em Porto Alegre (RS), o valor estimado para o mês é de R$ 1,1096, 0,63% abaixo do consolidado do mês de novembro, que fechou em R$ 1,1166. Segundo o professor da UPF – instituição responsável pelo estudo – Marco Antônio Montoya, o leite UHT que possui maior participação no mix de 13 produtos analisados (39,43%), teve variação positiva de 3,45%, enquanto outros produtos, com participação de 33,86% no mix, caíram 3,88%. Essa alteração de preços entre componentes importantes do mix justifica a pequena variação no valor de referência do Conseleite. 


Crédito: Luciane Radicione

De acordo com Montoya, 2019 se encerra com um cenário de estabilidade no preço do leite, considerando todos os itens que compõem a cesta de produtos analisada. “Para 2020, a tendência é de iniciar com estabilidade nos preços, mas, com a recuperação da economia brasileira, a projeção é de melhora gradativa dos preços”, afirmou o professor da UPF. 

Os participantes do Conseleite debateram também sobre a importância da participação da assistência técnica periódica nas propriedades, a fim de orientar sobre os procedimentos que garantam à manutenção dos níveis de qualidade de produção de leite exigidos pelas INs 76 e 77. Neste contexto, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ressaltou a importância do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL), recentemente atualizado, que trata da exigência de um planejamento elaborado por todas as empresas e postos de resfriamento e que devem ser apresentado no momento em que os fiscais visitam o estabelecimento. O plano contempla a verificação de mais de 150 pontos dentro da propriedade. “Estamos avançando praticamente 20 anos em um no que se refere a ações que visam à qualidade do leite produzido no Rio Grande do Sul”, afirmou o secretário-executivo do Sindilat. O presidente do Conseleite e do Sindilat, Alexandre Guerra, afirma que o Rio Grande do Sul vive um momento diferenciado na busca pela qualidade do leite e que isso já se reflete no produto que vem sendo entregue à indústria. “O cenário está mudando, o mercado está cada vez mais exigente, por isso temos que trabalhar com toda a nossa competência”, reforçou. 

Relatório socioeconômico da cadeia do leite no RS é apresentado aos associados do Sindilat 

A reunião mensal das indústrias associadas ao Sindicato da Indústria de Laticinios do RS (Sindilat), realizada na tarde desta sexta-feira (20/12), fez um balanço das ações desenvolvidas ao longo de 2019, discutiu questões acerca do cenário lácteo e suas perspectivas para o próximo ano. Na oportunidade, o gerente técnico adjunto da Emater, Jaime Ries, apresentou dados do relatório socioeconômico da cadeia do leite no  Estado para os associados do Sindilat. "Esse estudo mostra a evolução da cadeia produtiva", disse Ries, referindo-se ao produtor que está usando a tecnologia a seu favor. "A produção de leite está aumentando, a cada ano, 0,5l por vaca/dia".

Para a consultora de qualidade do Sindilat, Letícia Vieira, o estudo da Emater é de suma importância e serve como base para o setor identificar a evolução da produtividade dos animais nos próximos anos. "Imaginamos que, com a implementação das Instruções Normativas do Leite (INs) 76 e 77, o próximo relatório terá grandes avanços", ponderou. Na mesma linha, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destacou o prazo para manifestação da consulta pública sobre as normas do leite cru e derivados (portaria 241). "A atualização dessas normas eram muito aguardadas pelo setor, visto que elas são um complemento das INs 76 e 77 e do novo RIISPOA". O Sindilat deixou agendada a data de 09 de janeiro para que o grupo de trabalho dos técnicos e gerente de qualidade das indústrias associadas se reúna a fim de enviar a manifestação sobre a referida consulta pública do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na pauta do encontro também estava a divulgação sobre a escolha  do presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, como novo coordenador geral da Aliança Láctea Sul Brasileira em 2020 e a nomeação do presidente da Piá, Jeferson Smaniotto, como coordenador da Câmara Setorial do Leite do RS. "Agora temos duas coordenações importantes para o setor: uma pela ALSB e outra pela Câmara Setorial do Leite do RS e isso é bastante significativo", frisou Guerra. Além disso, houve a apresentação da proposta orçamentária do sindicato para 2020 e um debate a respeito da substituição tributária dos estados. (Assessoria de imprensa Sindilat)

GO: governo apresenta indicador de referência para preço do leite

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mauro Borges (IMB), a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e o Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite) apresentarão, no dia 20 de dezembro, às 9 horas, no Auditório Mauro Borges, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia (GO), o 1º Relatório do Índice de Preços de Derivados Lácteos. Trata-se de um indicador para cálculo de referência do preço do leite, que vai auxiliar tanto produtor quanto laticínios nas negociações, visando proporcionar maior transparência, integração, cooperação e competitividade à cadeia leiteira goiana. 

A questão de previsibilidade do preço do leite pago ao produtor era uma demanda antiga do segmento, que causava conflito entre os elos da cadeia produtiva. Na busca por uma solução, o Governo de Goiás, por meio da Seapa, mediou a criação, em agosto deste ano, da Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea do Estado de Goiás, voltada para atender aos anseios de produtores de leite e das indústrias de laticínios. A proposta é também de garantir a qualidade e sanidade dos produtos lácteos ao consumidor final e tornar mais competitiva a cadeia leiteira em Goiás. 

Durante o evento, além da apresentação do relatório do Índice de Preços de Derivados Lácteos, a Câmara Técnica irá divulgar o Diagnóstico da Cadeia do Leite de Goiás, por meio da Faeg, enquanto o Sindileite entregará o Manual de Boas Práticas Agropecuárias e o de Transportes. Será assinada, ainda, a regulamentação do Selo Arte em Goiás. 

Índice de Preços de Derivados Lácteos
Por meio de técnicos, o Instituto Mauro Borges atuou, de forma independente, para auxiliar produtores e indústrias no desenvolvimento de uma metodologia que suprisse as necessidades dos envolvidos nos elos da cadeia láctea. A proposta foi de criação de um indicador que informasse sobre o comportamento dos preços ao mercado. Chamado de Índice de Preços de Derivados Lácteos, é calculado a partir da variação dos preços de uma cesta de derivados lácteos que representa o mix médio, ou representativo, de derivados produzidos pelos laticínios no Estado de Goiás. É feito com base em informações dos preços no atacado de produtos lácteos selecionados, por meio de ponderações sugeridas pelos representantes dos produtores de leite e indústrias de laticínios.

Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, a criação da Câmara de Conciliação, por intermédio do Governo de Goiás, e as soluções já estruturadas para resolver os conflitos que existiam no setor representam um grande avanço para a cadeia láctea no Estado. “Mostra o compromisso do governador Ronaldo Caiado de buscar melhorias para o setor agropecuário goiano, especialmente para o segmento do leite que está presente nos 246 municípios goianos, movimentando a economia e gerando renda para milhares de famílias. É importante ter essa visão do todo e buscar soluções que beneficiam todos os elos da cadeia. Por isso, o governo e a Câmara estão trabalhando de forma conjunta e integrada para somar forças e tornar o nosso Estado de Goiás cada vez mais competitivo no mercado leiteiro”, destaca. (Agrolink)

Qualidade do leite
Até o dia 11 de fevereiro estarão abertas as inscrições para o curso à distância sobre produção de leite com qualidade, produzido em parceria pelas equipes técnicas da Embrapa Agroindústria de Alimentos e Embrapa Gado de Leite. Com carga horária de 40 horas, pedido em três módulos, o curso aborda os principais conceitos e parâmetros de qualidade do leite; procedimentos de ordenha e armazenamento do leite; manutenção e limpeza do equipamento de ordenha e tanque de refrigeração. O público-alvo são técnicos de assistência técnica e extensão rural, produtores de leite, estudantes e profissionais de ciências agrárias. “Vamos ensinar como obter e manter a qualidade do leite, abordando temas como rotina padronizada de ordenha higiênica e procedimentos de higienização dos tanques de leite, com o objetivo de cumprir as exigências estabelecidas nas recentes instruções normativas 76 e 77 do Ministério da Agricultura”, afirma André Dutra, analista da área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos e um dos instrutores.  A próxima turma está programada para acontecer no período de 11/02 a 21/03. Para se inscrever, acesse a página da Embrapa na internet clicando aqui. (Terra Viva)

 

 

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