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03/12/2019

Porto Alegre, 03 de dezembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.121

  GDT - 03/12/2019


 
(Fonte: GDT, adaptado pelo Sindilat)

LEITE/CEPEA: oferta limitada resulta em leve queda nos preços em novembro

O preço pago ao produtor em novembro (referente ao volume captado em outubro) foi de R$ 1,3493/litro na "Média Brasil" líquida, leve queda de 1,04% frente ao mês anterior. O movimento de desvalorização do leite no campo está atrelado ao aumento da produção, devido ao período sazonal de maior disponibilidade de forragens na primavera. No entanto, o atraso das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste - que limitou a recuperação da produção - e a competição entre indústrias por matéria-prima neste período evitaram que as cotações não despencassem, assim como observado em anos anteriores.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) subiu apenas 0,55% na "Média Brasil" de setembro para outubro, muito abaixo do esperado para o período. Além do atraso das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, agentes consultados pelo Cepea destacaram que a saída de produtores da atividade e a maior cautela em realizar investimentos, somado ao aumento dos preços dos grãos, diminuíram o potencial de crescimento da oferta nesse período.

Com oferta limitada no último trimestre, o comportamento dos preços neste ano segue atípico. O intenso recuo que sazonalmente se observa no final do ano pode não ocorrer. Segundo agentes do setor, há grandes chances de a captação de novembro, cujo pagamento será feito em dezembro, ficar praticamente estável. Deve-se levar em conta que a produção do sul do país tende a cair a partir de novembro. Ademais, os preços atrativos no mercado de corte têm incentivado o abate de vacas e podem, nos próximos meses, levar à destinação de parte da produção de leite para a alimentação de bezerros. (Fonte: Cepea-Esalq/USP)

Gráfico 1. Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de outubro/19) - "Média Brasil".
 

PIB confirma alta de 0,6% no 3º tri; agropecuária é responsável pela maior alta

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve alta de 0,6% no 3º trimestre de 2019 na comparação com o primeiro trimestre de 2019. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 1,842 trilhão. Na comparação com igual período de 2018, o PIB subiu 1,19%.

A expectativa, de acordo com mediana das projeções de economistas consultados pela Bloomberg, era de um crescimento de 0,4% na comparação trimestral e de alta de 1% na comparação anual.

O instituto ainda revisou o PIB de 2018 para cima, de 1,1% para 1,3%. O IBGE ainda revisou o resultado do PIB do 2º trimestre, para uma alta 0,5%, ante leitura de avanço de 0,4% feita anteriormente. Já o resultado do 1º trimestre foi revisado para uma estabilidade, em vez de queda de 0,1%.

Na base trimestral, a maior alta foi da agropecuária, com crescimento de 1,3%, seguida pela indústria (0,8%) e pelos serviços (0,4%).

Conforme aponta o IBGE, o crescimento na indústria se deve às indústrias extrativas (alta de 12,0%, puxada pelo crescimento da extração de petróleo) e à construção (1,3%). Recuaram no trimestre eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,9%) e indústrias de transformação (-1,0%).

Nos serviços, os resultados positivos foram em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,2%), comércio (1,1%), informação e comunicação (1,1%), atividades imobiliárias (0,3%) e outras atividades de serviços (0,1%). Já os recuos foram nas atividades de transporte, armazenagem e correio (-0,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%).

Pela ótica da despesa, a formação bruta de capital fixo (2,0%) e a despesa de consumo das famílias (0,8%) tiveram variação positiva. Já a despesa de consumo do governo (-0,4%) recuou em relação ao trimestre imediatamente anterior. No setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 2,8%, enquanto as importações de bens e serviços cresceram 2,9% na mesma comparação. (As informações são do InfoMoney)

 
Uruguai: captação de leite se recupera e encurta distância com 2018
A produção de leite continua seu caminho de recuperação no Uruguai. Embora a captação permaneça abaixo dos volumes do ano passado, a diferença ano a ano diminuiu novamente em outubro. A produção foi de 214,2 milhões de litros, apenas 0,7% abaixo do recorde de 215,8 milhões do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional do Leite (Inale). Este é o terceiro melhor outubro da série, que começa em 2002. Em relação a setembro, a captação deu um salto de 9%. bservado o acumulado do ano (janeiro a outubro), a captação foi de 1,602 bilhão de litros, 5,3% inferior aos 1,692 bilhão enviados à indústria no mesmo período de 2018. Nos últimos doze meses (novembro de 2018 a outubro de 2019), foram adicionados 1,973 bilhão de litros, 4,3% abaixo dos 2,062 bilhões acumulados no mesmo período anterior (novembro de 2017 a outubro de 2018). (As informações são do Blasina y Asociados, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

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