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10/10/2019

Porto Alegre, 10 de outubro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.084

   Consultas Públicas 

Foram publicadas ontem (09/10) no Diário Oficial da União as portarias que resolvem submeter à Consulta Pública, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, a proposta de Instrução Normativa, que estabelece o Regulamento Técnico sobre a identidade e requisitos mínimos de qualidade que deve atender o queijo provolone, a sobremesa láctea, a ricota e o queijo minas padrão.

O Projeto de Instrução Normativa encontra-se disponível na página eletrônica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: www.agricultura.gov.br.

O objetivo da presente Consulta Pública é permitir a ampla divulgação da proposta de Instrução Normativa, para receber sugestões ou comentários de órgãos, entidades ou pessoas interessadas. As sugestões deverão ser encaminhadas via Sistema de Monitoramento de Atos Normativos - SISMAN, da Secretaria de Defesa Agropecuária - SDA/MAPA, por meio do LINK: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/.

Acesse abaixo as portarias:
PORTARIA Nº 201, DE 4 DE OUTUBRO DE 2019 - Regulamento Técnico sobre a identidade e requisitos mínimos de qualidade que deve atender o queijo minas padrão.

PORTARIA Nº 202, DE 4 DE OUTUBRO DE 2019 - Regulamento Técnico sobre a identidade e requisitos mínimos de qualidade que deve atender o queijo provolone.

PORTARIA Nº 203, DE 4 DE OUTUBRO DE 2019 - Regulamento Técnico sobre a identidade e requisitos mínimos de qualidade que deve atender a sobremesa láctea.

PORTARIA Nº 204, DE 4 DE OUTUBRO DE 2019 - Regulamento Técnico sobre a identidade e requisitos mínimos de qualidade que deve atender a ricota.

(Diário Oficial da União - DOU)

Rabobank: tarifas dos EUA sobre produtos lácteos da UE terão forte impacto

Mary Ledman, estrategista global de laticínios no Rabobank, disse que as tarifas dos EUA sobre produtos lácteos da UE terão um grande impacto. No total, cerca de 107.000 toneladas de laticínios da UE se enquadram nos 65 códigos HTS, sujeitos a tarifas ad valorem adicionais de 25%, a partir de 18 de outubro.

"As importações totais de queijo dos EUA registraram quase 176.000 toneladas em 2018, com os queijos da UE representando 134.000 toneladas", disse Ledman. Os 58 códigos HTS para queijo sujeitos à tarifa adicional representam cerca de 55% (73.000 toneladas) das importações americanas em 2018. Ledman disse ainda que os queijos italianos são os mais vulneráveis, com quase 20.000 toneladas (cerca de 60%) de suas exportações para os EUA em 2018 cobertas pelos códigos HTS e sujeitas a tarifa adicional.

"A Irlanda também sentirá o peso das tarifas adicionais nas exportações de manteiga e queijo para os EUA", disse Ledman. As exportações combinadas de queijo irlandês (20%) e manteiga (80%) para em 2018 totalizaram mais de 35.000 toneladas, e agora estarão sujeitas à tarifa adicional. Até julho de 2019, as exportações irlandesas de manteiga e queijo estão mais de 30% maiores quando comparadas ao ano anterior, provavelmente em antecipação às possíveis tarifas mais altas.

"Quanto mais tempo as tarifas são impostas, maior a erosão do mercado", afirmou Ledman. "No curto prazo, menos de três meses, é esperado um impacto limitado no mercado. As importações de longo prazo e com preços mais altos enfrentarão maior concorrência dos fabricantes nacionais e globais de manteiga e queijo especiais".

Ledman acrescentou que uma sobretaxa de 25% sobre um produto já caro pode fazer com que os clientes escolham um queijo doméstico mais barato ou uma importação não pertencente à UE. Muitos queijos europeus importados são comercializados e distribuídos por empresas de alimentos especiais, que também têm queijos nacionais especializados em suas linhas de produtos.

"Como resultado, é provável que uma tarifa adicional de 25% sobre os queijos europeus reduza sua competitividade no mercado dos EUA, diminua a atividade promocional, incentive os consumidores dos EUA a explorar queijos especiais domésticos mais baratos e forneça uma vantagem competitiva para queijos especiais importados de fora da UE", disse Ledman.

"Coletivamente, os 28 países da UE não podem perder os EUA como um mercado para mais de 73.000 toneladas de queijo, especialmente com a incerteza de um Brexit forte, que colocaria em risco o mercado de queijo de 400.000 toneladas do Reino Unido", finalizou Ledman. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)

Argentina: Volta a subir o preço do leite em meio à queda do consumo

O leite, um produto chave na alimentação teve novo aumento de preço, que resultará em nova queda de consumo que, atualmente está em 176 litros por habitante/ano, 41 litros menos do que em 2015. 
 
Especialistas alertam que esse novo aumento de 10% sobre o valor do leite atingirá fortemente o consumo que já está em queda.

Segundo um levantamento feito pela Defesa de Usuários e Consumidores (DEUCO), o preço do leite integral e desnatado de La Sereníssima passou de AR$ 44,20/litro, [R$ 3,14/litro], em agosto deste ano, para AR$ 48,70/litro, [R$ 3,46/litro], neste mês. Ou seja, 10% mais caro. O leite integral enriquecido com ferro, pulou de AR$ 45,60 para AR$ 50; o leite integral com redução de lactose, de AR$ 46,60 para AR$ 51,30, e o leite UHT integral, ou desnatado saiu de AR$ 53/litro, para AR$ 58,20, [R$ 4,14/litro]. Todos com o mesmo percentual de aumento.

O levantamento da DEUCO, tomando como base os dados do Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (OCLA), diz que "o consumo de leite por habitante por ano é de 176 litros, ou seja, "menor do que os 217 litros por habitante/ano registrados em 2015, e o consumo de leite é o menor dos últimos 29 anos".

Com este novo aumento, os preços dos derivados acumulam alta de 42,9% entre maio e outubro deste ano. No período, 100 gramas de manteiga, passou de AR$ 49 para AR$ 67,50, [R$ 4,80], (+37,8%), enquanto que 200 gramas pulou de AR$ 83,70 para AR$ 116,40, [R$ 8,28], (39%).

Junto com estes produtos, também aumentaram os preços do doce de leite (400 gramas), passou de AR$ 71 para AR$ 95,40 (34%); creme de leite (200 ml) subiu de AR$ 58 para AR$ 77,50(33,5%); o queijo ralado aumentou 36,5%; a ricota (500 gramas) de AR$ 85 para AR$ 118,30 (39%); o leite em pó deslactosado, de AR$ 211 para AR$ 299,80 (42%); a manteiga light (200 gramas) de AR$ 119,40 para AR$ 166 (39%); o leite em pó (200 gramas), de AR$ 69,60 para AR$ 99,50 (42,9%); e o queijo ralado de AR$ 37,80 para AR$ 51,30 (35,7%).

Os queijos foram os produtos mais atingidos. Os preços subiram entre 10 e 15% dependendo do tipo, e em alguns casos, ultrapassou a barreira dos mil pesos.

Na lista divulgada pela DEUCO o quilo dos queijos mais caros registrados foram do provolone e do reggianito, passando de AR$ 824, em agosto deste ano, para AR$ 948, [R$ 67,45], agora, com 15% de incremento em ambos. O queijo sardo passou de AR$ 782 para AR$ 900 (15%); o queijo cremoso de AR$ 373 para AR$ 410 (10%); o port salut de AR$ 452 para AR$ 497; o pategras de AR$ 710 para AR$ 781 (10%); e o gouda de AR$ 600 para AR$ 659, [R$ 46,89], (10%).

Com base nos dados da OCLA, a entidade comunica que entre janeiro e julho deste ano a venda de produtos lácteos caiu 11,9% em comparação com o mesmo período de 2018. (Portalechero - Tradução livre: Terra Viva)

 
Foco na China
Com uma produção diversificada, a Cooperativa Languiru, com sede em Teutônia, no Vale do Taquari, sabe onde quer chegar em 2020. Com a perspectiva de concluir a duplicação do frigorífico de aves em março, busca acesso ao mercado chinês para o frango. "A China tem melhor remuneração, um adicional de 10%. Vamos nos habilitar para lá", explicou Dirceu Bayer, presidente da cooperativa. Ele foi um dos palestrantes do Tá Na Mesa, evento realizado na Federasul, ao lado de Antônio Luiz Bianchini e José Sozo. A duplicação da unidade de aves, localizada em Westfália, deve se concretizar em março do próximo ano e permitirá à Languiru duplicar a capacidade de abates diários, que hoje é de 110 mil animais. O investimento é de R$ 60 milhões e deve gerar 200 vagas extras, além das mil já existentes na planta. Com indústria de laticínios, frigorífico de suínos, fábrica de ração e supermercados entre suas atividades, a cooperativa deve fechar o ano com faturamento de R$ 1,5 bilhão. O mercado interno é o principal destino - exportações representam 10%. (Zero Hora)

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