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16/09/2019

Porto Alegre, 16 de setembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.067

  Como o Brasil pode entrar pela porta aberta para lácteos

Na primeira parada da missão brasileira a países do mundo árabe, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou a abertura de novas portas para produtos nacionais. O Egito dará espaço à importação de lácteos produzidos no Brasil. A notícia é promissora pelo potencial que existe naquele mercado: são 100 milhões de consumidores.

Será possível realizar embarques já no mês que vem, segundo o ministério. Mas é preciso lembrar que o país terá um desafio pela frente: efetivamente ocupar esse espaço cujo acesso está sendo permitido. Hoje, os egípcios já têm fornecedores consolidados, caso de União Europeia e Nova Zelândia.

- Como setor, temos de buscar competitividade para atender essas oportunidades. Porque, por outro lado, teremos produtos da União Europeia entrando no Brasil (em razão do acordo do bloco com o Mercosul). Essa globalização nos diz que temos de nos preparar ainda mais - entende Alexandre Guerra, presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS).

Quando se trata de lácteos, há dois cenários a serem considerados - o nacional e o estadual. No saldo da balança comercial, o Brasil ainda é um país importador.

Segundo Guerra, principalmente pela falta de condições para competir de igual para igual com grandes players globais.

O Rio Grande do Sul, segundo maior produtor brasileiro de leite, consome apenas 40% desse volume, precisando encontrar compradores fora do Estado para os outros 60%. Logo, a perspectiva de contar com novos destinos é vista como ferramenta importante.

- Passam a ser estratégicos esses mercados que estão se abrindo - reforça Guerra.

Em julho, a China já havia anunciado a abertura para lácteos brasileiros. Os chineses também têm fornecedores tradicionais, mas estariam buscando a diversificação, inclusive com espaço a ser ocupado por empresas de menor porte. (Zero Hora)

Abertas as inscrições para o maior desafio de startups da cadeia produtiva do leite

A quarta edição do Desafio de Startups do Ideas for Milk traz novidades, abrindo novas oportunidades para os empreendedores. Além dos trabalhos voltados para a inovação digital, serão aceitos projetos inovadores em designer industrial, embalagem e em processos e produtos lácteos.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 20 de outubro no site do evento (http://www.ideasformilk.com.br/desafio). Os projetos inscritos serão avaliados e selecionados nacionalmente. Os vencedores que participarão da final serão conhecidos no dia oito de novembro. A grande final ocorrerá em São Paulo, no Cubo, espaço de empreendedorismo do Banco Itaú, no dia 22 de novembro.

O Ideas for Milk é uma ação da Embrapa Gado de Leite, criada em 2016. Segundo o chefe-geral da Instituição, Paulo do Carmo Martins, “o objetivo é fomentar o surgimento de um ecossistema, reunindo empresas, universidades, pesquisa agropecuária e o setor produtivo, capaz não apenas de apresentar soluções, mas de empreender, transformando as soluções em novas startups para a cadeia produtiva do leite”. Além do Desafio de Startups, o Ideas for Milk conta com outros dois eventos paralelos: Caravana 4.0 e Vacathon.

A Caravana 4.0 teve início no dia 20 de agosto. Pesquisadores e analistas da Embrapa visitam instituições de ensino, onde conversam com professores e estudantes sobre a cadeia produtiva do leite, a revolução digital no agronegócio e o mercado de agtech. Além de contribuir para a ampliação do ecossistema de inovação do leite, um dos objetivos da caravana é atrair empreendedores para o Vacathon (nome dado pela Embrapa ao seu Hackaton), uma maratona de programação que visa desenvolver softwares e hardwares para a solucionar os problemas da cadeia do leite.

A Caravana tem uma programação intensa. A expectativa do chefe-adjunto de Transferência de Tecnologias da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho, é que sejam visitadas 30 instituições até o final do evento. “Esta é uma grande oportunidade de unirmos a pesquisa agropecuária com instituições de ensino superior, debatendo juntos os problemas do setor e focando nas soluções”, ressalta.

O Vacathon será realizado dos dias 28 de outubro a primeiro de novembro, na sede da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora/MG. A maratona contará com visitas ao Instituto de Laticínios Cândido Tostes e ao campo experimental da Embrapa. Os estudantes terão mentoria 24 horas feita por pesquisadores renomados em áreas como genética animal e vegetal, nutrição, sistemas de produção, saúde e bem-estar animal e qualidade do leite. A inscrição para o Vacathon é feita por professores, que montam um time para representar as instituições de ensino. Podem participar estudantes do ensino técnico, graduação e pós-graduação.

Este ano o Ideas for Milk esteve entre os cinco projetos premiados na categoria “Destaque Nacional” do concurso Learning & Performance Brasil 2019/2020. O Prêmio busca promover o compartilhamento das melhores práticas em desenvolvimento de talentos e gestão de performance, selecionando projetos de transformação digital de negócios. O projeto da Embrapa foi agraciado na modalidade Governamental, com foco em Business Digital Transformation. A iniciativa tem rendido frutos.

Outras unidades da Embrapa já possuem ações semelhantes para outras cadeias produtivas, como a Embrapa Suínos e Aves (Inova Pork), Embrapa Meio Norte (Ideas for Farm) e Embrapa Café (Avança Café). Fora da empresa, o Ideas for Milk serviu de modelo para o Desafio Agro Startup, do Senar Goiás. Interessados têm até o dia 20 de outubro para inscreverem seus projetos no Ideas for Milk. (Por Rubens Neiva, da Embrapa Gado de Leite)


Leite/América do Sul 

Em toda a América do Sul, e especialmente na região Cone Sul, a produção de leite continua melhorando com a transição do inverno para a primavera. Isto representa melhores temperaturas para o rebanho, incentivando as vacas a produzirem mais.

Dessa forma, a captação de leite pelas indústrias tem sido adequada para as suas necessidades de processamento. O volume de matéria gorda vai melhorando, atingindo o padrão sazonal. Assim sendo, a produção de manteiga atende a contento a demanda do varejo e do atacado. Da mesma forma é adequado o volume de leite fluido para as instituições educacionais e os programas públicos de governo. A produção de queijos, especialmente mussarela, é intensa, atendendo a demanda firme de restaurantes e pizzarias. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)
 
    
Guia das INs 76 e 77
Com objetivo de orientar os produtores de leite do Paraná a atenderem às normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Sistema FAEP/SENAR-PR elaborou um guia ilustrado com os principais pontos que merecem a atenção dos pecuaristas paranaenses. CLIQUE AQUI para acessar o Guia das Instruções Normativas 76 e 77. (Faep)

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