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10/09/2019

Porto Alegre, 10 de setembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.063

  Produção/UR 

Em agosto o abate de vacas de leite foi o maior do ano e atingiu um máximo desde agosto de 2015, com 10.558 cabeças. Esses foram os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Carnes.

 

No acumulado de doze meses moveis (setembro 2018-agosto 2019) o abate de vacas de leite atingiu o recorde histórico de 87.390 cabeças. Trata-se do maior número registrado desde o início da série, em janeiro de 2010.

A participação das raças leiteira no abate total de gado foi de 11,9%, também o maior percentual desde agosto de 2015.

Federico Di Santi, da empresa Di Santi & Romualdo destacou que a saída do inverno, com menor disponibilidade de comida – e próximo aos partos de primavera – foi necessário fazer uma ajuste do plantel, tendo gado de reposição pronto para entrar no ciclo produtivo. “Algo parecido ocorreu em março”, disse, acrescentando que a partir de outubro o embarque de vacas de leite para frigoríficos deverá cair.

 

O total de animais leiteiros (incluindo novilhos) abatidos em agosto foi de 11.934 cabeças, e no acumulado de doze meses somou 131.012 cabeças, o maior volume desde o início da série. (Blasina y Asociados – Tradução livre: Terra Viva)

Ministério busca ampliar parceria com o Banco Mundial para financiamento de projetos

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu na tarde desta segunda-feira (9) com a diretoria do Banco Mundial no Brasil para discutir possibilidades de novas parcerias de financiamento para projetos desenvolvidos pelo Ministério. O foco é levantar recursos para fortalecer as ações na região amazônica.

Entre as prioridades apresentadas pela ministra, está o Plano de Ação para o Bioma da Amazônia, que reúne várias medidas, como regularização fundiária, ampliação de concessões florestais, desenvolvimento das cadeias produtivas da região e assistência técnica para pequenos produtores.

Acompanhada de uma equipe de secretários e técnicos de diferentes áreas do Ministério, Tereza Cristina destacou várias medidas estratégicas que podem permitir aos produtores rurais da região amazônica a oportunidade de aumentar a produtividade e gerar renda sem a necessidade de abrir novas áreas de produção.

O Ministério prevê ainda medidas de aperfeiçoamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR), dos sistemas de monitoramento da floresta, de ferramentas de inteligência e gestão de riscos. Também foram apresentados projetos da área de piscicultura, bioeconomia, geração de energia e melhoria da comunicação local.

Utilizando a tecnologia do Observatório da Agropecuária Brasileira, lançado na quinta-feira passada (5), a equipe apresentou para os especialistas do Banco Mundial dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que mostram a redução da área de pastagem na Amazônia, dentro do contexto de aumento de produtividade. Atualmente, as lavouras ocupam apenas 2,3% do bioma e as pastagens 10,5%.

Figuram ainda entre as propostas do Ministério a ampliação do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), considerado pelo Banco Mundial o maior programa climático para a agricultura do mundo. O Ministério pretende também lançar em breve o programa Pecuária Carbono Zero, que funcionará nos mesmos moldes do ABC, para valorizar as experiências de produção que demandam menos área e recursos naturais.

A diretora do Banco Mundial no Brasil, Paloma Casero, elogiou as iniciativas e o planejamento estratégico apresentados pela equipe do Mapa. Ela destacou a importância dos projetos e sinalizou que o banco já dispõe de instrumentos de apoio financeiro e técnico que podem atender às demandas da pasta.

Participaram da reunião especialistas em desenvolvimento rural sustentável do Banco Mundial e os secretários do Mapa: Fernando Camargo e Pedro Correa Neto (Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação), Fernando Schwanke (Agricultura Familiar), Jorge Seif Júnior (Pesca e Aquicultura), além de representantes da Política Agrícola, Assuntos Fundiários e outras áreas. (As informações são do Mapa)

Leite/Chile

O valor das importações de produtos lácteos entre janeiro e julho de 2019 caiu 5,5%, ficando em US$ 188,9 milhões, segundo dados publicados pelo Departamento de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa). Representa US$ 11 milhões menos do que no ano passado.

Quanto à sua origem, as compras foram lideradas pelos Estados Unidos, com US$ 46,6 milhões, o que representa alta de 11,3% em relação a 2018, e corresponde a 24,7% das importações totais do país.

Em segundo lugar ficou a Nova Zelândia, com US$ 34,9 milhões em importações, sendo dito valor 32,6% menor do que o registrado no exercício anterior, e representa 18,5% das importações do país.

A Argentina ocupa a terceira posição, sendo responsável por US$ 29,9 milhões, registrando queda de 8,2% quando comparado com as compras de 2018 no mesmo período. A Argentina ocupa 15,8% do mercado importador de lácteos do Chile.

Cabe ressaltar que esses três países responderam por 59,9% das compras totais até julho.

Por produto lácteo, os dados do Odepa indicam que as importações de queijos lideraram, tendo 57,2% de participação, ao custo total de US$ 108 milhões, apresentando queda de 11,9% em relação ao ano passado. O preço médio do produto chegou ao Chile por US$ 3.893 a tonelada.

Em segundo lugar ficou o leite em pó desnatado, com participação de 10,8% e avaliados em US$ 20,4 milhões, alta de 34% em relação ao exercício anterior. O preço médio foi de US$ 2.314 a tonelada.

A importação de leite em pó integral totalizou US$ 4,6 milhões, o que traduz em baixa de 75% em relação a igual período de 2018. Neste caso, o preço chegou a US$ 3.290 a tonelada. (Mundo Agropecuario – Tradução livre: Terra Viva)

 
 
Fonterra confirma grandes perdas e adia data de divulgação de resultados
A cooperativa de laticínios da Nova Zelândia Fonterra alterou a data para relatar seus resultados financeiros auditados para o ano financeiro de 2019 (EF19) encerrado em 31 de julho de 2019, à medida que confirmou que as perdas do exercício seriam entre NZ$ 590 milhões-NZ$ 675 milhões (US$ 378,97 milhões a US$ 433,57 milhões). A Fonterra disse que a cooperativa e seu auditor, PwC, estão trabalhando no processo normal de contas e auditoria do final do exercício. No entanto, afirmou que, devido aos significativos ajustes contábeis no EF19, conforme estabelecido no anúncio em 12 de agosto de 2019, é necessário mais tempo para concluir as demonstrações financeiras auditadas.A empresa comentou que a mudança na data do relatório não está relacionada a nenhuma discussão com a Autoridade de Mercados Financeiros, especulações recentes sobre outras perdas relevantes de ativos ou outros anúncios. Também não afeta a capacidade da cooperativa de operar e pagar suas contas, inclusive, as dos produtores pelo leite.
Em 09/09/19 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,64233
1,55684 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

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