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09/09/2019

Porto Alegre, 09 de setembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.062

  Exportações/EUA 

Estratégia: entrar no jogo em mercados promissores, e aproveitar alguma oportunidade em campos arrasados pela política comercial dos EUA.  Retornando do giro de sete dias na China e Japão, o presidente do Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos - USDEC, Tom Vilsack, disse estar otimista quanto à saúde das exportações de lácteos dos EUA no longo prazo, apesar dos desafios causados pela guerra comercial.

“Com trabalho firme e paciência, a exportações de lácteos das indústrias norte-americanas continuará crescendo em volume e valor”, disse a carta enviada aos membros do conselho por Vilsack. “Estamos no caminho certo para competir e vencer”.

Depois do encontro entre os exportadores de lácteos dos EUA e os compradores chineses, Vilsack disse que as exportações de lácteos dos EUA para a China caíram 43% em um ano. As exportações foram atingidas por dois golpes, as tarifas de retaliação e a gripe suína africana, reduzindo a necessidade de lácteos que serviam de ingredientes na alimentação dos porcos. 
 


“Nesse ambiente, o melhor que podemos fazer é procurar manter o relacionamento de alguma forma, na esperança de que a disputa comercial seja resolvida, mais cedo ou mais tarde, reconhecendo que não temos controle sobre quando isso acontecerá”, disse Vilsack.

Vilsack se reuniu com funcionários do Ministério do Comércio da China (MOFCOM), o braço governamental que supervisiona as questões comerciais e com a Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos (CFNA). A Câmara influencia mais de 6.000 empresas agropecuários, incluindo mais de 1.000 somente no setor de lácteos. (USDEC – Tradução livre: Terra Viva)

Preço do leite ao produtor cai pelo segundo mês consecutivo

Os preços do leite pago ao produtor caíram pelo segundo mês consecutivo. No entanto, o recuo médio foi menor, de 1,6%, frente à queda de 4,1% no pagamento anterior.

Considerando os 18 estados pesquisados pela Scot Consultoria, o leite padrão ficou cotado, em média, em R$ 1,204 por litro no pagamento realizado em agosto, referente ao leite entregue em julho. Já os valores médios com as bonificações por qualidade e volume ficaram em R$ 1,565 por litro, sem o frete. 

A produção de leite aumentando nas principais bacias leiteiras, com destaque para os estados do Sul, mantém a pressão de baixa no mercado brasileiro.

Observe na figura 1 que o produtor está recebendo 3,4% menos na comparação com o mesmo período do ano passado.

Figura 1. Cotação média nacional ponderada do leite ao produtor – em R$/litro, valores nominais.


 
Em julho, o volume captado (média nacional) aumentou 2,5%, e, em agosto, os dados parciais apontam para incremento de 0,7% na captação na comparação mensal.

Outro ponto importante é que as indústrias vêm tentando reverter a situação de margens apertadas (em muitos casos negativas), em função das valorizações da matéria-prima (leite cru) no primeiro semestre e dificuldade de evolução dos preços dos lácteos no atacado no mesmo período.

Para o pagamento a ser realizado em setembro/19, que remunera a produção entregue em agosto, o tom do mercado é de estabilidade, sendo que 68% dos laticínios pesquisados pela Scot Consultoria acreditam em manutenção das cotações, 16% falam em queda e 16% estimam alta (maioria no Nordeste).

Um ponto de sustentação está na produção de leite, que, apesar de ter aumentado nos últimos meses, os incrementos têm sido em um ritmo menor comparativamente com 2018. A forte queda do leite no último pagamento e os menores investimentos por parte do produtor na alimentação do rebanho colaboram com este cenário.

Para o pagamento de outubro (produção de setembro) o movimento de baixa deverá voltar a ganhar força, já com as pastagens em melhor qualidade e aumentos mais expressivos na oferta de leite no Brasil Central e região Sudeste.

Apenas na região Sul, o mercado sinaliza preços mais firmes, em função da produção menor nos estados a partir daí, com a saída dos animais das pastagens de inverno. (Fonte: Scot Consultoria)

Fonterra 

A Fonterra prorrogou a data para anunciar o resultado anual 2018/19. A cooperativa disse que não apresentará os resultados financeiros no dia 12 de setembro, como anunciado anteriormente, sendo transferido para 30 de setembro de 2019.

A Fonterra e seu auditor PwC “trabalham juntos para encerrar as contas do exercício”, diz a Fonterra.

“No entanto, dado a significativos ajustes contábeis no balanço de 2019, como anunciado em 12 de agosto de 2019, foi necessário mais tempo para completar as demonstrações financeiras”.

Em 12 de agosto a Fonterra anunciou uma série de baixas de ativos e ajustes contábeis pontuais, observando que os números estariam sujeitos à aprovação do Conselho Fiscal da Fonterra nas demonstrações financeiras completas e nos ajustes da auditoria.

A Fonterra confirmou o anunciado anteriormente, as perdas entre NZ$ 590-NZ$ 675 milhões no ano financeiro de 2019, o que representa perdas de 37 a 42 centavos por ação. Todos os números estarão sujeitos à revisão e aprovação do Conselho Fiscal, inclusive os ajustes da auditoria.

“A mudança na data do relatório não está relacionada a quaisquer especulações que circulam pelo Mercado Financeiro, dando como provável novas perdas relevantes de ativos. Também não afeta a capacidade da cooperativa de operar e honrar suas contas, inclusive o pagamento do leite aos produtores. (Rural News – Tradução livre: Terra Viva)

 
Abertas as inscrições para o Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária
Estão abertas as inscrições para o 2º Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária, que acontecerá de 5 a 7 de novembro, em Brasília. O evento é realizado pelo Ministério da Agricultura, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O congresso é direcionado a produtores rurais, representantes de sindicatos de produtores rurais, prefeitos, secretários municipais de agricultura, técnicos extensionistas e demais profissionais do agro. Na programação serão debatidos os desafios do setor e a elaboração de políticas para o desenvolvimento e inovação da agropecuária brasileira. O evento tem apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e da Organização das Cidades do Patrimônio Mundial (OCBPM). Para consultar a programação preliminar e efetivar a inscrição, acesse: http://www.congressoagropecuaria.cnm.org.br/. (As informações são da CNA)

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