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02/09/2019

 

Porto Alegre, 02 de setembro de 2019                                              Ano 13 - N° 3.057

  Sindilat pede medidas compensatórias para acordo com a UE

O presidente do Sindilat/RS, Alexandre Guerra, defendeu a adoção de medidas compensatórias que ajudem o setor lácteo a enfrentar a concorrência com os importados que ingressarão no País dentro do acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O acerto de livre comércio, selado em junho, agrava a situação dos produtores e dos laticínios, que vêm enfrentando dificuldades há tempo. "Sabemos da importância dos acordos para melhorar a estrutura econômica do país, mas entendemos que ainda não estamos preparados para certas ações. Precisamos ter medidas compensatórias até que sejamos competitivos o suficiente", declarou, lembrando que, além da concorrência com os países do Prata, agora o mercado nacional também sofrerá o impacto dos itens europeus. O tema foi alvo de audiência pública promovida pelo Senado Federal nesta sexta-feira (30/8), durante a Expointer, em Esteio. O encontro foi um pleito do senador Luis Carlos Heinze, que acredita que o país colherá em breve os frutos desse novo acordo.

De acordo com o Secretário da Agricultura do RS, Covatti Filho, o acordo representa uma abertura econômica para o Brasil, mas vem sendo analisado criteriosamente pela Secretaria de Agricultura. “Acreditamos que o acordo é positivo, mas com algumas ressalvas. Temos dois setores profundamente afetados: o leite e vinho. Por isso, a tensão e as discussões são necessárias e precisam ser amplamente debatidas”, destacou.

Segundo o secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernando Schwanke, o ministério é parceiro do agronegócio brasileiro e da competitividade. “Essa é uma grande oportunidade de aumentar a competitividade de setores que hoje não são competitivos”, afirmou, defendendo a abertura das negociações. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


Crédito: Letícia Breda

 

Sólidos no leite

“Os sólidos são toda fração que dá importância nutricional ao leite. Se você pegar um litro de leite e secar toda a água, o que sobra são os sólidos totais. 

Que são compostos por gordura, rica em vitaminas A, D, E e K; proteína, que é extremamente importante por causa dos aminoácidos essenciais; a lactose, cujo açúcar cria um ambiente intestinal favorável a absorção de cálcio e fósforo; além dos minerais”, alertou a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado, Maira Zanela, durante palestra realizada na Expointer.
 
A pesquisadora da Embrapa explicou para os criadores que lotaram a Casa do Jersey no Parque Assis Brasil, em Esteio, porque os sólidos do leite tem tanta importância para a cadeia produtiva, especialmente para a indústria. “Esses sólidos são a base da indústria de laticínios.

Com eles, pode ser feito queijo, requeijão, doce de leite, manteiga, por exemplo. Ou seja, quanto mais sólidos no leite, maior o rendimento para a indústria e, também, mais produtos na mesa do consumidor”, afirma a técnica.

De acordo com a pesquisadora, tudo passa pela organização da cadeia produtiva. Por isso, ela acredita que as propriedades que produzem leite de excelente qualidade devem despertar, cada vez mais, o interesse das indústrias de laticínios e consequentemente remunerar essa qualidade.
Atualmente, a indústria leiteira no Brasil paga por volume, medido em litros, além de uma bonificação por teor de gordura e de proteína. No entanto, em outros países o processo de compra já ocorre por quilos de gordura e de proteína, principalmente para os produtores de Jersey, já que esses animais são considerados uma raça queijeira, com maior teor de sólidos.

“É importante que o produtor entenda que produzir leite de qualidade com teor de sólidos elevado é um benefício para a cadeia produtiva e para toda a sociedade.  Por isso ele precisa juntar forças com outros produtores e tentar negociar melhor o seu produto”, finaliza Maira.

A porcentagem de sólidos totais no leite Jersey é de aproximadamente 14%, enquanto em outras raças o percentual mínimo é 11,4%. Essa variação de 3 a 4% mais sólidos da vaca Jersey é o seu diferencial frente as outras raças.

Neste ano, por exemplo, a Campeã do Concurso Leiteiro de Sólidos da raça Jersey na Expointer, produziu 51 kg/dia (24h), e um percentual de sólidos totais de 13,50%. (Página Rural)

Leite/América do Sul 

A produção de leite no Cone Sul da América do Sul continua aumentando, ainda que as flutuações climáticas prejudiquem os volumes na Argentina. As indústrias informam que a quantidade de matéria-prima tem sido suficiente para atender as necessidades de processamento, e os estoques de alguns produtos estão crescendo. 

A demanda por manteiga e leite engarrafado/UHT está forte, mas as exportações de leite em pó desnatado e integral estão abaixo das expectativas. As indústrias relatam que existe algum interesse retornando, mas, o lento crescimento da economia e os problemas cambiais no Brasil estão prejudicando as vendas. 
 
 
Além disso, publicações em redes sociais e reportagens sobre os incêndios na Amazônia estão colocando a agricultura e, particularmente, a pecuária, em julgamento pela opinião pública mundial. Alguns países da União Europeia (UE) sugerem a saída do acordo comercial UE-Mercosul, a menos que o Brasil possa garantir medidas de proteção e prevenção de incêndios na floresta Amazônica. Organizações Não Governamentais (ONG) incentivam o boicote à carne e lácteos da região. Essas pressões externas são preocupantes, pois a economia da região depende fortemente do agronegócio. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

 
 
Tetra Pak
A Tetra Pak atingiu 500 bilhões de embalagens com o selo Forest Stewarfship Council (FSC) vendidas ao nível da indústria, ao nível mundial, desde 2007. Doze anos atrás a empresa lançou a tecnologia, através de uma parceria com a varejista britânica Sainsbury, a primeira embalagem com certificação FSC, a qual sinaliza as embalagens fabricadas com material procedente de gestão florestal sustentável. A multinacional sueca registra “acelerou nos últimos três anos” a comercialização dessas embalagens em todo o planeta. Em Portugal, todas as embalagens comercializadas pela Tetra Pak são certificadas e de fontes controladas. “O selo FSC apoia a gestão florestal sustentável conforme os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas”, disse Mário Abreu, vice-presidente da Tetra Pak para a sustentabilidade. “No futuro vamos garantir que todos os fornecedores estejam comprometidos com a sustentabilidade e tenham certificação pelo FSC”. A preocupação com a procedência das embalagens influencia cada vez mais nas escolhas dos consumidores. Segundo a Tetra Pak, o número de consumidores que procuram este tipo de certificação no momento da compra aumentou de 37% em 2013, para os atuais 54%. (Hipersuper)

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