Pular para o conteúdo

05/08/2019

Porto Alegre, 05 de agosto de 2019                                              Ano 13 - N° 3.037

  China deixa de ser maior parceiro comercial dos EUA em meio a disputa

A China perdeu seu lugar como principal parceiro comercial dos Estados Unidos durante a primeira metade de 2019, com as importações e exportações entre as duas maiores economias do mundo recuando, em meio a contínuas disputas tarifárias entre Washington e Pequim.

As importações de produtos chineses pelos EUA caíram 12% nos primeiros seis meses de 2019 em relação ao ano anterior, enquanto as exportações de bens americanos para aquele país caíram 18%, apontou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira, em seu relatório comercial mensal.

O valor total do comércio bilateral com a China, de US$ 289,69 bilhões no primeiro semestre do ano, ficou abaixo dos montantes comercializados com o Canadá e o México pela primeira vez em mais de uma década.

O declínio nos fluxos de comércio atingiu os lucros dos agricultores e multinacionais dos EUA e fez com que importadores precisassem reorganizar suas complexas cadeias de fornecimento globais para eletrônicos, maquinaria e commodities. O dado também destaca o impacto crescente do esforço do presidente Donald Trump para negociar melhores condições para as empresas americanas na China e reduzir o déficit comercial dos EUA.

Em meio a um progresso lento nas negociações com Pequim, Trump anunciou na quinta-feira 10% de tarifas sobre outros US$ 300 bilhões em produtos chineses que, em contraste com as tarifas anteriores, incluem produtos populares como vestuário, brinquedos e celulares. "Se eles não quiserem mais negociar conosco, tudo bem para mim", disse Trump. "Até que haja um acordo, vamos cobrar tarifas deles." (As informações são do jornal Valor Econômico)

Adesão ao Sistema de Inspeção de Produtos de Origem Animal será incentivada

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai realizar, no próximo mês, dois eventos para mostrar as vantagens dos gestores públicos e das agroindústrias participarem do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi - POA). O primeiro é o seminário de sensibilização do Sisbi e o segundo um curso de atualização em inspeção higiênico-sanitária e tecnológica de carnes para médicos veterinários dos serviços de inspeção dos estados e municípios.

As inscrições são gratuitas e limitadas e podem ser feitas pelo site. Os dois ocorrerão na sede da Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul) entre os dias 2 a 6 de setembro.

O seminário será conduzido pela ministra Tereza Cristina no primeiro dia. Direcionado principalmente a gestores públicos, lideranças e empresários integrantes, esse evento vai demonstrar o funcionamento e perspectivas do Sisbi-POA, requisitos e procedimentos para adesão ao sistema, as inovações e a importância dos autocontroles para as agroindústrias.

A segunda parte será voltada aos médicos veterinários que atuam nos Serviços de Inspeção (SI) de Estados e Municípios de todo Brasil com foco na atualização sobre inspeção das principais espécies de abate (aves, bovinos e suínos) e procedimentos para verificação de programas de autocontroles (BPF, PPHO e APPCC). O objetivo é facilitar a obtenção ou manutenção da equivalência dos SI e adesão ao Sisbi - POA.

De acordo com a diretora do Departamento de Suporte e Normas, Judi Maria Nóbrega, “espera-se uma ampla participação, proporcionando atualização dos profissionais de inspeção que atuam nos estados e municípios, contribuindo para o aperfeiçoamento e fortalecimento do Sisbi - POA em todo o país”.

O evento será organizado pelo Departamento de Suporte e Normas (DSN) e do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria de Defesa com o apoio da Superintendência Federal da Agricultura no Mato Grosso do Sul (SFA-MS), da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul (Famasul).

Sisbi
O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi - POA), que faz parte do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar.

Os estados, o Distrito Federal e os municípios podem solicitar a equivalência dos seus serviços de inspeção com o Serviço Coordenador do Sisbi. Para obtê-la, é necessário comprovar que têm condições de avaliar a qualidade e a inocuidade dos produtos de origem animal com a mesma eficiência do Ministério da Agricultura.

Os estabelecimentos registrados nesses serviços estaduais e municipais que integrem o Sisbi podem comercializar seus produtos em todo o território nacional, nas mesmas condições de estabelecimentos registrados no SIF, com exceção de exportação. Para reconhecimento da equivalência e adesão ao Sisbi, os serviços estaduais e municipais devem comprovar que têm condições de avaliar a qualidade e a inocuidade dos produtos de origem animal com a mesma eficiência do Mapa. (As informações são do Mapa)

Preços LTO 

O cálculo da média mensal de preços do leite em junho de 2019 foi de € 33,29/100 kg, [R$ 1,49/litro]. Ligeiro aumento de € 0,09 em relação ao mês anterior. Comparado com junho de 2018, a média de preços aumentou € 0,66/100 kg, o correspondente a 2,0%. Apesar do preço estar mais elevado do que um mês antes, a diferença vem diminuindo. Além disso, o preço do leite este ano está mais estável do que na primeira metade de 2018.
 
Historicamente – e assim aconteceu em 2018 – o preço do leite cai na primavera e atinge seu menor valor em maio, quando há o pico da produção sazonal. Depois disso a produção cai e os preços aumentam. Este ano o comportamento do preço do leite foi mais estável. A expectativa é de que assim continue nos próximos meses. De um lado pelos anúncios de preços já realizados para os próximos meses, e por outro, pela evolução do mercado de produtos lácteos. Desde o final de maio, as cotações, especialmente, para manteiga e leite em pó desnatado caíram. Isso tornar pouco provável o crescimento dos preços do leite nos próximos meses. A amplitude do preço do leite demonstrou que de fato, em junho, 13 das 16 indústrias não alteraram seus preços. Somente as 3 indústrias francesas elevaram ligeiramente. A Saputo Dairy (formalmente a Dairy Crest) apresentou ligeira queda, mas, em decorrência da valorização cambial da libra diante do euro.

O preço do leite na Nova Zelândia, em dólares, não alterou, no entanto, dada à desvalorização da moeda neozelandesa diante do euro, o preço calculado em euros, caiu. O preço previsto é NZ$ 6,35/kgMS (variando na faixa entre NZ$ 6,40-NZ$ 6,40) mais os dividendos de NZ$ 0,125 (variando entre NZ$ 0,10-0,15), podendo totalizar NZ$ 6,475/kgMS, [R$ 1,26/litro].

Nos Estados Unidos da América (EUA), o valor expresso em euros variou 0,5 centavos para menos, em decorrência da desvalorização cambial do dólar norte-americano diante do euro. Mas o preço do leite Classe III caiu de US$ 16,38/cwt, [R$ 1,40/litro], em maio, para US$ 16,27/cwt, [R$ 1,39/litro], em junho. (LTO Nederland – Tradução livre: Terra Viva)

 
Preço/MG 
O preço do leite em Minas Gerais está caindo em plena entressafra do produto, período em que tradicionalmente a remuneração do pecuarista sobe. Segundo produtores, a explicação está na queda do consumo. Como o litro subiu no primeiro semestre, o consumidor final passou a comprar menos. Sobrou leite nos estoques do varejo e a indústria está pagando menos ao criador. Diante disso, a pecuarista Silvânia Aparecida de Oliveira, de Juiz de Fora, busca alternativas para garantir lucro, uma delas é a produção de queijo. "As cooperativas estão pagando no máximo R$ 1,25 [por litro]. O [custo do] insumo não caiu, pelo contrário, está aumentando. Está ficando difícil”, avalia. Há um ano ela e o marido deixaram de vender leite para as cooperativas. A solução foi fazer parcerias com vizinhos. Eles conseguiram um valor mais alto, cerca de R$ 1,60 por litro. O produtor de queijos Gilson Expedito da Silva é um dos parceiros que compra o leite do casal. Ele diz que a distância pequena entre as duas propriedades facilita na hora de fechar o negócio. "A gente fica muito na mão da indústria. Eu decidi fazer uma situação diferente. Eu compro um leite com mais qualidade e consigo agregar valor pra quem está vendendo para mim também”, explica Silva, que vende os queijos e outros derivados lácteos para mercados da região.  (G1/Globo Rural)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *