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12/07/2019

Porto Alegre, 12 de julho de 2019                                              Ano 13 - N° 3.021

    Santa Clara inaugura nova unidade em Casca
 

Foto: Vitorya Paulo

Com 22 mil metros quadrados e R$ 130 milhões investidos, a nova unidade fabril da Cooperativa Santa Clara, situada em Casca (RS), foi inaugurada na tarde dessa sexta-feira (12/7). Cerca de mil pessoas entre autoridades, associados da cooperativa e moradores do município compareceram ao evento. 
A unidade tem capacidade de processamento de 600 mil litros de leite por dia. A largada, na próxima segunda-feira (15), será com 300 mil litros/dia. Sobre esse expressivo investimento, o governador do RS, Eduardo Leite, afirmou que os órgãos públicos se inspiram naqueles que empreendem em momentos delicados para a economia, a exemplo da Santa Clara. "Se vocês têm coragem de empreender nesses momentos tão difíceis, quem somos nós, homens públicos, para não enfrentar os poréns da máquina pública?", indagou. Leite ainda destacou a importância das parcerias público-privadas que, segundo ele, auxiliam o RS a avançar em diversos setores, como o de energia, de infraestrutura e do agronegócio. "O Estado deve ser menor não para ser ausente, mas para ter forças onde ele deve estar presente", afirmou.
Na opinião do presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) e diretor da Santa Clara, Alexandre Guerra, a instalação dessa unidade é um divisor de águas para o município de Casca não só pelos empregos gerados, "mas pela oportunidade de gerar diversos outros negócios". Guerra aproveitou o momento para expor sua preocupação com a competitividade do Rio Grande do Sul frente ao novo acordo entre União Europeia e Mercosul. "Queremos competir, sim, mas queremos as mesmas armas e as mesmas condições", afirmou sobre os tributos e impostos dos produtos gaúchos que não existem sobre os europeus. 
 
Também destacando o acordo, o senador Luis Carlos Heinze afirmou que haverá discussões durante a Expointer desse ano acerca do assunto. "Os europeus subsidiam seus agricultores com 126 bilhões de dólares por ano, o Brasil só subsidia com sete. Nós não temos subsídio, não temos a carga tributária que eles têm", disse. Assim, o senador ressaltou que o assunto deve ser mais debatido na Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado Federal. (Assessoria de imprensa Sindilat)
                  
CCGL investe em inovação e pesquisa para qualificar produção e garantir rentabilidade; leite na mira
Considerada uma das maiores cooperativas do Brasil, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) possui mais de 171 mil produtores. Os associados contam com apoio de suas unidades especializadas em tecnologias aplicadas na agropecuária, logística e laticínios.
Na área de tecnologia é feita a experimentação, validação, difusão de tecnologias e práticas agrícolas, buscando a rentabilidade das propriedades rurais de forma sustentável. Já a área de logística, é composta pelos terminais Termasa e Tergrasa, responsáveis pelos serviços de recebimento, armazenagem e expedição de granéis agrícolas no porto do Rio Grande. Juntos, os terminais representam cerca de 14% das exportações da soja brasileira e 52% do movimento dos grãos do Rio Grande do Sul. E, por último, a Unidade de Laticínios, com capacidade para produção de 2,2 milhões de litros de leite por dia, o parque industrial da CCGL conta em sua estrutura com um dos mais modernos processos de fabricação da América Latina.
Conforme o vice-presidente da CCGL, Darci Hartmann, mesmo com o planejamento de investimentos da cooperativa, os impactos da economia nacional refletem na comercialização dos laticínios. "O leite é uma atividade econômica que depende da confiança do mercado. Estamos vendo com preocupação essa redução da expectativa de confiança no crescimento econômico do País. É preciso que o governo elimine barreiras para que os investimentos possam ser feitos. No entanto, queremos acreditar que com a aprovação de reformas possamos ter uma expectativa de um mercado mais promissor para 2020", disse ele.
Hartmann destaca que a cooperativa, ao definir seus diferenciais competitivos, entendeu que investir em pesquisa seria importante para qualificar os seus produtores, com foco na sustentabilidade e na produção em escala e na rentabilidade. "Apesar dos desafios, conseguimos investir em projetos de inovação e na industrialização por meio da intercooperação", destacou. Nesse modelo intercooperativo, explica ele, a CCGL atua onde uma cooperativa individual não consegue trabalhar sozinha. "Recebemos aqui o leite de todas as cooperativas e nós ajudamos no processo de industrialização", ressaltou.
Conforme o dirigente, outro destaque são os projetos da Unidade de Tecnologia, que desenvolve estudos sobre a produção do leite, que tem por objetivo desenvolver e validar tecnologias que atendam às demandas do dia a dia dos produtores, servindo de base para a construção de um sistema simples de produção de baixo risco, alta rentabilidade e racionalização da mão-de-obra. (Jornal do Comércio)
 
 
Brasileiro é reeleito para a presidência do Codex Alimentarius
O brasileiro Guilherme Costa foi reeleito para a Presidência da Comissão Codex Alimentarius. A reeleição ocorreu por aclamação, que é quando todos os países concordam com a escolha de um mesmo nome e nenhum outro membro lança candidato para concorrer ao cargo. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (8), durante a 42ª Sessão da entidade, em Genebra, na Suíça.
Guilherme Costa foi eleito para seu primeiro mandato em 2017 e foi reeleito no ano passado, na FAO, em Roma. Ele se comprometeu a continuar priorizando os trabalhos do Codex Alimentarius nas necessidades mundiais dos Países Membros relacionadas à segurança dos alimentos e às práticas leais de comércio. Guilherme Costa é veterinário e auditor Fiscal Federal Agropecuário e trabalha como Adido Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Bruxelas, na Bélgica.
Segurança
Na abertura da 42ª Sessão do Codex Alimentarius, Guilherme Costa destacou a importância da segurança dos alimentos e do comércio para alcançar a segurança alimentar.  Segundo ele, como uma organização de gerenciamento de risco, o Codex Alimentarius “deve ter a ciência como base”.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que as normas e diretrizes do Codex têm um papel crítico a desempenhar para garantir que as pessoas tenham dietas saudáveis e alimentos seguros. “Todos os países têm o dever de garantir que as normas e diretrizes do Codex sejam desenvolvidas e atualizadas para atingir essas metas”, disse Tedros.
Bukar Tijani, diretor-geral adjunto da FAO, disse que todos os países devem participar efetivamente do trabalho da Comissão do Codex Alimentarius. “Cada pessoa em cada país merece comida segura”.
Codex Alimentarius
O Codex Alimentarius foi criado em 1963 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, 189 Membros fazem parte da entidade. A comissão é responsável por definir padrões internacionais para a produção, controle, verificação e comercialização de alimentos. Esses padrões alimentares visam proteger a saúde dos consumidores e garantir práticas justas no comércio de alimentos. (Terra Viva)
 
 
 
Embrapa lança APPLeite para facilitar a busca de informações tecnológicas sobre a atividade
A Empresa de Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá comemorar seus 46 anos de fundação com o lançamento de tecnologias votadas para o agronegócio. Entre os lançamentos está o APPLeite, desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite, uma das unidades de pesquisa da instituição. O aplicativo tem o objetivo de tornar mais simples a busca por informações tecnológicas relativas à pecuária de leite para o pequeno e o médio produtor com acesso à internet, via smartphone ou tablet.(As informações são da Embrapa)
 

 

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