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23/05/2019

Porto Alegre, 23 de maio de 2019                                              Ano 13 - N° 2.985

   Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 23 de Maio de 2019 na cidade de Chapecó, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Abril de 2019 e a projeção dos preços de referência para o mês de Maio de 2019. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina.

 Períodos de apuração
Mês de Março/2019: De 04/03/2019 a 31/03/2019
Mês de Abril/2019: De 01/04/2019 a 28/04/2019
Decêndio de Maio/2019: De 29/04/2019 a 19/05/2019

O leite padrão é aquele que contém entre 3,50 e 3,59% de gordura, entre 3,11 e 3,15% de proteína, entre 450 e 499 mil células somáticas/ml e 251 a 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana e volume individual entregue de até 50 litros/dia. O Conseleite Santa Catarina não precifica leites com qualidades inferiores ao leite abaixo do padrão. (FAESC)

 
                 
 
Pelotas reúne entidades para debate sobre a adequação às INs 76 e 77
A cidade de Pelotas (RS) sediará, no dia (05/6), a reunião sobre as Instruções Normativas (INs) 76 e 77 que entram em vigor a partir do próximo dia 30 de maio e alteram a forma de produção, coleta e armazenagem do leite cru. O evento ocorre às 13h, no auditório Ailton Raseira da Embrapa Clima Temperado (BR 392 - km 78). As inscrições são gratuitas, limitadas a 220 vagas e podem ser realizadas pelo link https://bit.ly/2YAU4jM.
O encontro é promovido pela Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado (Mapa/RS), pela Secretaria da Agricultura, pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Apil, Famurs, Sistema farsul, Fetag, Sistema Ocergs, Emater, Embrapa, Conseleite, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey, Fecoagro, Simvet e CRMV/RS.
A iniciativa visa esclarecer dúvidas sobre a adequação às normas. Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a ideia é que as pessoas percebam que não é impossível se adaptar à lei. "Essas mudanças buscam uma melhora na qualidade do leite, assim ganha o produtor, indústria e, principalmente, o consumidor", reflete.
A programação inclui palestras sobre a Lei do Leite, aspectos de inspeção do leite que modificam a partir das INs 76 e 77 e sobre o Plano de Qualificação de Fornecedores. O encontro contará ainda com depoimentos de produtores e integrantes da indústria sobre o Programa Mais Leite Saudável e com uma mesa redonda com especialistas da área, na qual os ouvintes poderão fazer perguntas ao vivo e via WhatsApp pelo número (51) 9 89091934. O evento terá transmissão simultânea por meio do facebook do Sindilat (facebook.com/sindilatrs). (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
 
 

Cosulati retoma comercialização do leite UHT Danby no Rio Grande do Sul

A Cooperativa Sul-Rio-Grandense de Laticínios (Cosulati) retomou a produção e a comercialização do leite UHT da marca Danby no Rio Grande do Sul. O produto já está nas prateleiras do varejo de Pelotas (RS) e a previsão é que, aos poucos, chegue a outras cidades, já que, a partir de junho, a produção deve chegar a 500 mil litros de leite ao mês.

Além do leite Danby, a cooperativa também voltou a fabricar outros produtos, como a nata na embalagem de 300g e o queijo mussarela, ambos disponíveis em loja própria no centro de Pelotas. No local, é possível encontrar todos os produtos da Cosulati, inclusive o leite em pó que é o carro-chefe da marca. "Decidimos iniciar de maneira local e com uma produção menor, até para conseguirmos um preço mais atrativo. A ideia é que a gente consiga voltar com força para a Capital", afirma o gerente comercial da Cosulati, Silvio Ruas.

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, a decisão da Cosulati de retomar a venda dos produtos fortalece o setor lácteo. "A marca Danby, além de ter credibilidade, tem tradição e agora os consumidores dispõem de mais uma alternativa na hora da compra", ressalta.

Atualmente, cerca de 400 produtores de 45 municípios da região Sul do Estado atendem a cooperativa fundada em 1973. Suas instalações industriais estão em Capão do Leão, Morro Redondo e Canguçu. Sua produção contempla leite condensado, leite em pó, leite UHT, doce de leite, nata, farinha láctea, queijo, manteiga, rações e cereais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Crédito: Edson Planella
 
 

Verdades e mitos sobre as instruções normativas para garantir qualidade do leite

Com a proximidade da entrada em vigor do novo regramento do leite brasileiro, por meio das instruções normativas (INs) 76 e 77 de 2018, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vem esclarecer sobre as verdades e os mitos para que os setores envolvidos (produtor, indústria, consumidor, inspeção) possam entender o papel de cada um na melhoria da qualidade do leite no país. A nova legislação passa a valer a partir de 30 de maio.

VERDADE
"A implantação da nova legislação vai aumentar as exportações de leite"
A atualização da legislação tem como foco fornecer ferramentas aos setores envolvidos para ter leite com qualidade no país. Apesar de não ser o principal objetivo da normativa, com a qualificação, os produtos lácteos brasileiros poderão alcançar o mercado internacional, proporcionando aumento da renda do produtor e da indústria.

"Quando o leite tem qualidade não necessita ser fraudado" 
As fraudes detectadas nas operações realizadas pelo Mapa estavam relacionadas com a baixa qualidade da matéria prima, que necessitava ser adulterada para ser comercializada de forma irregular. A partir da implantação das novas normas, com a participação de todos os elos da cadeia produtiva, o risco de fraudes no leite irá diminuir.

MITO

"Com a entrada em vigor das novas regras haverá exclusão de produtores, principalmente dos pequenos"
Os padrões de contagens bacteriana e de células somáticas no leite de produtores não foram alterados, estando vigentes desde 2014. Com as novas normas, o objetivo é incluir no processo o produtor cujo leite, até então, não atendia aos padrões de qualidade da legislação. A interrupção da coleta de leite só acontecerá após a terceira média geométrica de contagem bacteriana acima dos padrões legais, ou seja, apenas a partir de outubro de 2019, 5 meses após a entrada em vigor desta norma e 17 anos após a entrada em vigor da IN nº 51/2002, que já estabelecia os parâmetros de qualidade. Para que a coleta seja restabelecida, será necessária uma única contagem bacteriana dentro dos padrões.

"O limite de 900.000 UFC/ml para contagem bacteriana nos silos das indústrias é difícil de ser atendido, não condiz com nossa realidade e os valores devem ser monitorados por dois anos antes de entrar em vigor"
O limite de 900.000 UFC/ml para contagem bacteriana nos silos das indústrias tem como base a qualidade do leite na propriedade. O estabelecimento deste limite evita que todo o trabalho de qualidade aplicado pelo produtor rural seja perdido durante o recolhimento, transporte e armazenamento de leite na indústria. As contagens atuais não atendem ao padrão de 900.000 UFC/ml, pois o leite de produtores com contagens acima de 300.000 UFC/ml ainda é recolhido, apesar de estar em desacordo com a legislação desde 2014. As ações de fiscalização de contagem bacteriana dos silos somente serão realizadas pelo Mapa a partir de novembro de 2019, considerando que o limite legal de contagem bacteriana nas propriedades poderá ser atingido em outubro. As indústrias terão mais de cinco meses para realizar seu diagnóstico e as ações corretivas. Muitas empresas já vêm realizando procedimentos de correção desde a publicação da norma em 2018.

"Em lugar de medidas de fiscalização, as normativas deveriam prever medidas educativas e a implantação das melhorias através dos autocontroles das empresas"
Desde a implantação da IN nº 51/2002, o Mapa vem trabalhando a melhoria da qualidade do leite de forma educativa. No entanto, foi constatado que algumas empresas e produtores buscaram melhorar e outras continuaram com o recolhimento e produção de má qualidade. Quem investe em qualidade, seja produtor ou indústria, concorre de igual para igual com produtores e indústrias que não têm esse cuidado, o que não é justo. Além disso, o consumidor sai prejudicado e sente os efeitos da má qualidade no leite UHT, que apresenta problemas dentro do prazo de validade, e no gosto amargo dos queijos.

"A interrupção da coleta fomentará a migração de produtores de leite para o mercado informal"
As principais causas de abandono da produção de leite são a sucessão rural e o baixo volume de produção, o que torna o produtor pouco competitivo. Um dos principais objetivos da obrigatoriedade de implantação dos planos de qualificação é capacitar o produtor em ferramentas gerenciais que tornem a propriedade organizada e lucrativa, profissionalizando e tornando atraente a produção leiteira para os filhos e netos de produtores.

"O produtor que não se adequar às novas normas será multado pelo Mapa"
A normativa prevê a interrupção da coleta do leite, com rápido retorno da entrega para a indústria assim que a contagem bacteriana for corrigida. Não há previsão legal para autuação e multa para produtores que não atendam ao padrão legal.

 "O leite do silo que não atender ao padrão de contagem bacteriana terá que ser descartado pela indústria"
A análise do leite no silo tem como objetivo avaliar o processo de captação e transporte do leite até o laticínio. Resultados elevados devem ensejar correção deste processo, mas não há previsão legal nas normativas que impeçam o leite de silo que ultrapassar o limite de contagem bacteriana de ser utilizado. A empresa deverá trabalhar, através de planos de ação, a melhoria da qualidade do leite. (MAPA)

 
 
Secretários pedem revisão
Os secretários de Agricultura de todo o país, reunidos ontem em Brasília, entregaram uma pauta de reivindicações à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Um dos pedidos é de mais participação das pastas estaduais nas decisões federais. Segundo o representante gaúcho, o secretário Luis Antonio Franciscatto Covatti, também foi defendida a revisão das políticas do Mercosul, em especial das que tratam da produção e comercialização de leite, arroz, alho e cebola. (Correio do Povo)
 

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