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02/05/2019

Porto Alegre, 02 de maio de 2019                                              Ano 13 - N° 2.970

   FrieslandCampina 

O preço garantido do leite cru da FrieslandCampina para o mês de maio de 2019 foi estabelecido em € 35,25/100 kg, [R$ 1,61/litro, queda de € 0,75/100 kg, em relação ao mês anterior, incluindo uma correção a menor de € 0,58/100 kg.

A correção corresponde a um alinhamento aos pagamentos efetuados pelas diversas companhias de referência, e com a estimativa de avanço na queda de preços. A expectativa agora é de que os preços continuem estáveis no próximo período.

 
O preço garantido pela FrieslandCampina para o leite orgânico em maio de 2019 permaneceu o mesmo valor de março, e abril, € 48,50/100 kg [R$ 2,21/litro], e incluiu uma correção a maior de €0,18/100 kg. A expectativa de preços das principais indústrias de referência é de estabilidade.    
 

O preço garantido é aplicado a 100 quilos de leite que contenha 3,47% de proteína, 4,41% de matéria gorda e 4,51% de lactose, sem o imposto de valor agregado (IVA). O preço é garantido a produtores de leite convencional e que entregam acima de 800.000 quilos de leite por ano.

O preço garantido para o leite orgânico segue os mesmos parâmetros do leite convencional em relação ao teor de sólidos, mas, a base do volume de entrega é acima de 600.000 quilos anuais.

Até 2016 o volume era de 600.000 quilos para o leite convencional. A alteração do volume que serve de base para bonificações e o esquema da sazonalidade foi, então, descontinuado, iniciando novos parâmetros em 2017. (FrieslandCampina – Tradução livre: Terra Viva)
              
 
Preços Arla 

A Arla Foods Amba anunciou que em maio, tanto o preço do leite convencional, como o orgânico, permanecerá o mesmo. O preço da indústria britânica será de 30,23 pences, [R$ 1,54/litro], para o leite convencional, e 41,98, [R$ 2,13/litro], para o leite orgânico.

O diretor da Arla, e produtor associado, Johnnie Russell, disse: “De um modo geral, o volume de leite na Europa encontra-se estável em relação ao ano passado. Enquanto houve crescimento significativo na produção em alguns mercados, incluindo o Reino Unido, precisamos resguardar os interesses de todos nossos cooperativados, visto que a alteração do preço tem alcance global. O mercado de orgânicos continua sob pressão em alguns países, mas, encontra-se estável de um modo geral. Os mercados europeus estão quietos em relação aos queijos amarelos, e os preços caíram no último mês, enquanto a cotação da manteiga ficou estável. Estamos observando o mercado mundial das commodities onde os valores estão maiores do que os preços europeus. Isso pode ser uma boa oportunidade para nossa cooperativa exportar”. (The Dairy Site – Tradução livre: Terra Viva)
 
 

Argentina: cresce a concentração da produção leiteira em um menor nº de fazendas

O Observatório da Cadeia de Lácteos da Argentina divulgou as estatísticas que revelam a crescente concentração da produção em um menor número de fazendas leiteiras: 2,4% dos estabelecimentos produzem mais de 16% do leite do país.

As estatísticas continuam dando a razão para aqueles que afirmam que o fenômeno da concentração do leite está se aprofundando em cada vez menos estabelecimentos. No último relatório apresentado pelo Observatório se nota que as fazendas leiteiras, com menos de 2.000 litros por dia, representando 63% das unidades produtivas, contribuem com 25,9% do leite total, e no outro extremo as fazendas de mais de 10.000 litros por dia, que são apenas 2,4% do total, contribuem com um volume de 16,7%.

Nos meses de maior produção (set-dez), o maior estrato de produção superou os dois estratos de menor produção. As 254 fazendas leiteiras do estrato de + 10.000 litros produzem uma média de 15.795 litros por dia, fornecendo a mesma quantidade de leite que 5.257 explorações leiteiras que produzem menos de 2.000 litros.

O processo de concentração da produção nas grandes fazendas leiteiras é contínuo e acelerou nos últimos anos. Tamanho (litros de produção diária) não é sinônimo de produtividade e eficiência, mas podemos ver que a escala de produção alcançaria o lucro líquido total (obviamente, se estes são positivos) que pode atender às necessidades de retirada de dinheiro dos negócios.

Com base na produção mensal e no número anual estimado de fazendas leiteiras (sobre o número de fazendas leiteiras publicadas pelo SENASA para 2018, 4% são deduzidos), podemos inferir o tamanho médio da fazenda leiteira (de cerca de 2.227 litros de leite por dia para março 2019).

A produção desta fazenda leiteira média em março de 2019 é 3,9% menor do que no ano anterior (deve-se notar que a produção interanual total em março de 2019 caiu 8,0%). Se avaliarmos seu comportamento ao longo do tempo, apesar da diminuição do número de unidades produtivas e do número de vacas (este último número não foi corroborado com os dados atuais do SENASA), a fazenda leiteira média apresenta no período de 2009-2019 uma taxa anual de crescimento acumulado de 0,2%, que permite o apoio dos níveis de produção agregada no nível do país. (As informações são do https://diariocastellanos.net.ar, resumidas e traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Reunião sobre as IN’s 76 e 77
Nesta sexta-feira (3), acontece a primeira reunião sobre as IN’s 76 e 77 que alteram a produção e armazenagem do leite cru.  O encontro será a partir das 9h, no auditório da Superintendência Federal do Mapa no Rio Grande do Sul (Mapa/RS), localizado na Avenida Loureiro da Silva, 515, em Porto Alegre. Haverá transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da TV Emater RS e uma live no Facebook do Sindilat RS. Dúvidas poderão ser esclarecidas via whatsapp, através do número 51 98909-1934. Informações e inscrições CLIQUE AQUI. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

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