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22/03/2019

Porto Alegre, 22 de março de 2019                                              Ano 13 - N° 2.943

      CNA discute impactos da tributação no setor lácteo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou na terça (19) da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, do Ministério da Agricultura, para discutir os impactos da tributação ao setor lácteo.

De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Thiago Rodrigues, um grupo técnico foi criado para avaliar quais os impostos que mais oneram a cadeia produtiva e solicitar ao Ministério da Economia a retirada deles. “O objetivo principal é reduzir os custos de produção do pecuarista e de comercialização da indústria e consequentemente, melhorar a competitividade do setor”, disse. Segundo ele, a primeira reunião do grupo, que será coordenado pela Embrapa Gado de Leite, acontecerá na próxima semana, em São Paulo. “Esse tema também está sendo discutido dentro do plano de melhoria da competitividade do leite, pois é uma das prioridades do setor”.

Durante a reunião, também foi debatida, no âmbito do plano, a necessidade de criação de um seguro específico para o produtor de leite.

“É uma demanda que diz respeito à mitigação de risco. Alguns modelos de seguros, como de renda, produção e faturamento já estão sendo avaliados para atender melhor o produtor e serão debatidos na próxima semana entre o Mapa, a CNA e um grupo de seguradoras”. (Alfonsin)
                 
 

Conseleite/MS 

A diretoria do Conseleite – Mato Grosso do Sul reunida no dia 15 de março de 2019, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de fevereiro de 2019 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de março de 2019. (Famasul)

 

Leite também pode sofrer com queda nos preços

O relatório sobre perspectivas do Rabobank indicou que a oferta elevada de leite pode acabar limitando os preços do produto no Brasil. De acordo com a publicação, os bons preços adquiridos no primeiro semestre do ano podem fazer com que os produtores se sintam confiantes para aumentar a oferta. 

“De acordo com o indicador do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os produtores receberam R$1,41/litro (preço médio líquido) em fevereiro de 2019, comparado com R$1,06/litro em fevereiro de 2018 (preço corrigido pela inflação). Isso significa que o preço de fevereiro de 2019 foi 33% superior ao preço de fevereiro de 2018 em termos reais”, diz o relatório. 

Com custos de produção levemente superiores aos registrados no início de 2018, as margens do produtor de leite estão em território positivo no final do primeiro trimestre de 2019 e devem ajudar a estimular a produção no segundo trimestre do ano durante o período de entressafra, segundo o Rabobank. "Com a produção aquecida e a chegada da safra de inverno na região Sul do país, é provável um aumento significativo na oferta de leite no segundo trimestre”, completa. 

Levando em consideração o comércio internacional, as importações de lácteos “têm aumentado nos dois primeiros meses do ano, elevando o déficit comercial do Brasil”. Com preços ao produtor no Brasil comparativamente superiores aos praticados no Mercosul, “o leite importado da Argentina e do Uruguai está em patamares competitivos e as importações podem se manter em níveis elevados no segundo trimestre de 2019”. (Agrolink)

 

Mapa: acesso à internet no campo deve ter proposta para ampliação neste ano

O Secretario de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernando Camargo, deve entregar a ministra Tereza Cristina neste ano proposta para ampliar a conectividade no campo. Atualmente, informou, é possível acessar a internet em qualquer ponto do país por meio de satélite, “mas a um custo proibitivo para pequenos e médios produtores rurais”.

O secretário e equipe têm discutido alternativas de acesso à rede com empresas públicas e privadas do setor, com representantes do Ministério da Ciência, Te cnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), universidades, como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP.

A necessidade de ampliar o acesso à rede de internet foi um dos assuntos que o secretário tratou na XX Reunião da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão, no Mapa, na última quarta-feira (20). “É um recurso que pequenos e médios produtores do agronegócio precisam para a melhoria da sustentabilidade, da competitividade e para a motivação da sucessão familiar no campo”, disse o secretário. Também foi discutida a importância de fazer o acompanhamento e dar suporte técnico ao Projeto de Lei 355/19 de autoria da ministra Tereza Cristina, que institui a Política Nacional de Incentivo à Agricultura de Precisão. (MAPA)

 

Estabilidade nos preços dos lácteos na UE

O último boletim do Observatório Lácteo da União Europeia (UE), de 21 março, ressaltou:

- Em comparação com a semana anterior, os preços médios da manteiga, do leite em pó e do queijo cheddar na UE se mantiveram relativamente estáveis. Os preços do Emmental caíram 2,5%.
- Na semana passada houve ligeira queda no preço do leite no mercado spot da Itália (€ 0,41/kg)
- Os custos da alimentação animal caíram 3%, e os de energia subiram 1,5%, em relação à média das quatro semanas anteriores.
- Tendências divergentes nas cotações mundiais dos produtos lácteos expressas em dólar norte-americano.
- Os preços do leite em pó desnatado na UE e nos Estados Unidos encontram-se em nível similar, mas, 20% abaixo dos preços da Oceania.
- Aumento geral dos preços dos produtos lácteos na Oceania: manteiga (+5,9%), leite em pó integral (+5,8%), e queijo cheddar (+6,8%).
- Queda nos preços da manteiga na UE (-2,4%), do cheddar nos Estados Unidos (-4,3%) e do leite em pó desnatado nos Estados Unidos (-2,1%).
- O preço do leite em pó integral na UE, e na Oceania, agora estão no mesmo nível.
- A captação de leite na UE caiu 1,5% em janeiro de 2019 em relação a janeiro de 2018, o que resultou em 196.000 toneladas a menos de leite.
- A UE reduziu em janeiro sua produção de leite em pó desnatado (-8,5%), leite em pó integral (-6,4%), manteiga (-1,9%), queijo (-1%), e leite de consumo (-1%).
- A produção de leite da Nova Zelândia em janeiro (oitavo mês da campanha 2018/19) aumentou 7,7% em comparação com janeiro de 2018 (totalizando 4,9% de aumento entre junho e janeiro).
- Os Estados Unidos também começaram 2019 com aumento da produção de leite em comparação com o ano anterior (0,9%).
- A produção de leite da Austrália em janeiro (sétimo mês da campanha 2018/19) diminui 11,3% em comparação com janeiro de 2018 (acumulando perda de 6% de julho a janeiro). (Agrodigital – Tradução livre: Terra Viva)

 

UE – O uso do leite pelos europeus está mudando

As tendências nas preferências dos consumidores mudaram a forma como o leite está sendo processado na Europa. Nas últimas perspectivas da União Europeia (UE) para os lácteos, no curto prazo, houve deslocamento na utilização do leite fluido para diferentes produtos lácteos com maior valor agregado.
Entre 2007 e 2017, a produção de leite cru nos 28 países da UE cresceu 17%, o que representou 22,5 milhões de litros adicionais. Nesse mesmo período, o uso do leite para a produção do “leite de consumo” caiu, enquanto a produção de “outros produtos lácteos” cresceu. Incluídos nesta categoria estão produtos como fórmulas infantis, leite em pó Fat Filled, [leite em pó desnatado acrescido de gorduras vegetais], e outros produtos voltados para o mercado de saúde e nutrição.

A parcela de leite direcionada para produtos lácteos tradicionais, como creme, iogurte, queijo e manteiga permanece estável. (Dairy AHDB – Tradução livre: Terra Viva)
 
A PREVISÃO de El Niño de fraca intensidade para os próximos meses promete favorecer a concentração de umidade, com chuva pouco acima do normal no sul e no oeste do Estado. Essa variação, não deve, no entanto, ter maior influência sobre as culturas de inverno, segundo boletim do departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura do RS.

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