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07/03/2019

Porto Alegre, 07 de março de 2019                                              Ano 13 - N° 2.932

      Maior demanda e oferta em desaceleração fazem subir o GDT

Na última terça-feira (05/03), foi realizado o leilão GDT 231 que emplacou sua sétima valorização seguida. Após um sinal de desaceleração na subida do GDT price index percebido no penúltimo leilão (19/02), o evento dessa terça foi marcado pela variação positiva de 3,3% no indicador; por outro lado, o volume negociado sofreu uma redução de 5,5%.

Com a demanda aquecida, o mercado chinês “puxou” a alta desse último GDT, refletida na maior procura por matéria gorda (AMF +3,9% e manteiga +3,7%), queijos (+6%) e o leite em pó integral (+6%). O leite em pó desnatado (LPD), no entanto, “amargou” sua primeira desvalorização nos últimos sete eventos (-4,6%). Dessa maneira, aumenta o descolamento entre LPI e LPD que estava em US$442/t e foi para US$724/t no leilão desta terça-feira, com o integral mais valorizado.

Apesar da aceleração da produção na Nova Zelândia (crescimento de 7,7% na produção de sólidos lácteos em jan/19 vs. jan/18), a desaceleração do crescimento da produção na União Europeia e nos Estados Unidos e o aumento das compras chinesas fizeram acelerar os preços de mercado. (Milkpoint/GDT)
 
                 

 
15º Fórum Estadual do Leite em destaque na programação da Expodireto Cotrijal

Ocorre na próxima quarta-feira (13/3) o 15º Fórum Estadual do Leite, tradicional evento realizado na Expodireto Cotrijal, em Não Me Toque (RS). Essa edição destacará o uso de soluções tecnológicas na produção de leite, a ampliação do consumo de produtos lácteos no Brasil e lições para torná-lo mais competitivo. O ciclo de palestras será realizado no turno da manhã, no Auditório Central da Feira. 

Para o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, os temas escolhidos para a composição das palestras permitem o engajamento de diversos elos da cadeia produtiva. Além disso, Palharini considera fundamental o espaço para pensar ações que ampliem o consumo de lácteos no mercado interno. Segundo ele, é indispensável engajar os consumidores por meio de campanhas e, para isso, é essencial a participação do setor público.

A expectativa é que cerca de 280 pessoas, entre pesquisadores, técnicos e produtores, participem do evento. O Fórum Estadual do Leite é uma promoção da Cotrijal e da CCGL, com apoio do Sindilat, da Sementes Adriana e do Senar/RS.

Programação:
8h30: Abertura
9h: Palestra - Consumo de Lácteos no Brasil: como avançar, com a médica veterinária Flávia Fontes – coordenadora do Programa Bebamaisleite
10h: Palestra - Agro 4.0 e sua contribuição para o futuro do leite, com o doutor Paulo do Carmo Martins – chefe-geral da Embrapa Gado, de Leite de Juiz de Fora (MG)
11h20: Palestra - Quais lições deveremos aplicar para obter competitividade no leite brasileiro?, com o doutor Glauco Carvalho – economista da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG)
12h10: Debate
12h30: Encerramento
(Assessoria de Imprensa Sindilat)

Entidades esperam que benefício seja mantido

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) prorrogue mais uma vez o Convênio ICMS 100/1997, que autoriza Estados a reduzir a base de cálculo do imposto ou isentar operações internas e concede descontos de 30% a 60% na base de cálculo para operações interestaduais que envolvam insumos e produtos agropecuários. O convênio vigora até 30 de abril deste ano e beneficia desde subprodutos do milho e da soja utilizados na fabricação de rações até inseticidas, fungicidas, formicidas, herbicidas e vacinas. 

Segundo a CNA, caso o benefício caia, o impacto sobre o preço dos insumos pode chegar até a 7,6%, dependendo do Estado. “A não prorrogação afetará a rentabilidade dos produtores e, por consequência, o crescimento sustentável da economia estadual”, diz o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon. O

O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, explica que o convênio quer evitar a tributação em cascata que incide sobre todos os insumos do agronegócio e vem sendo renovado sem problemas a cada três anos. Revela também que o assunto já foi tratado pela Farsul com o secretário estadual da Fazenda, Marco Aurélio Santos Cardoso, que prometeu estudá-lo até a próxima reunião do Confaz, no início de abril. (Correio do Povo)

 
 
Agricultura familiar com identidade única

Dentro da lógica de que há males que vêm para bem, acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) pode finalmente tirar do papel desejo antigo dos produtores familiares de ter identificação única para ações do governo federal. Hoje, segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS), são pelo menos 12 diferentes cadastros, entre estaduais e federais, que precisam ser preenchidos da Previdência à Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP).

Pela determinação do TCU, feita no ano passado, durante a gestão de Michel Temer, 660 mil DAPs deveriam ser suspensas em 6 de fevereiro de 2019 por suspeita de irregularidades. O documento é necessário para o produtor ter acesso a financiamentos.

Diante da iminência do cancelamento de 23% do total de DAPs hoje ativas no país, o Ministério da Agricultura, dentro do qual está a secretaria voltada a esse segmento da produção, negociou prazo de 30 dias para montar plano de trabalho. A partir dali, mais 120 dias para implementar o cadastro nacional da agricultura familiar - ou seja, até julho deste ano.

- O cadastro permitirá o cruzamento com dados de outros órgãos. Será uma coisa muito importante - pontua Fernando Schwanke, secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do ministério.

Nesse período de transição, também será feito um pente-fino nas declarações de aptidão que estão em vigor, a fim de checar eventuais suspeitas existentes.

A Fetag comemora a iniciativa, principalmente porque tem sido informada de que as entidades representativas serão chamadas para participar do modelo de cadastro a ser implementado.

- Seria a identidade do agricultor, que alimentaria o sistema com informações sobre a atividade. Substitui esse monte de coisas que tem de fazer hoje - observa Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag-RS. (Zero Hora)
 
 
Ciclo de preços 

Estão em vigor condições para um novo ciclo de preços do leite, diz o economista rural do ASB, Nathan Penny. Uma oferta global aperta e demanda firme, é o cenário para novos aumentos. 

Os comentários foram feitos quando a Fonterra reviu o pagamento do leite para a temporada 2018/19. Penny disse que a revisão atingiu o topo das expectativas do banco. “Nossa própria previsão no início do mês teve um valor 25 centavos mais modesto”.

Penny observa que a revisão reflete o aperto no mercado de lácteos nos últimos três meses. As cotações no leilão da Fonterra aumentaram 17,3% desde o início de dezembro.

O crescimento da oferta é modesto na União Europeia (UE) e nos Estados Unidos (EUA), enquanto cai na Austrália. Enquanto isso, é provável que o recente clima quente signifique na Nova Zelândia, um crescimento da oferta restrito ao período de pico, acrescenta Penny.

“Os estoques globais estão bem menores que em anos anteriores. Os estoques de intervenção da UE eram um amortecedor contra qualquer aperto da oferta, no entanto, depois das vendas, entretanto, estão em níveis baixos, tornando a oferta de leite vulnerável.

Nossa visão é de que as condições atuais são propícias para o início de um novo ciclo de preços de produtos lácteos. Com isso em mente, já colocamos nossa previsão de NZ$ 6,25/kgMS sob revisão. É importante ressaltar que o ciclo está sendo preparado para a próxima temporada, conforme ficou evidenciada na projeção de NZ$ 7,00/kgMS para 2019/20”.

Penny observou que, embora o preço do leite esteja em alta, o desempenho da Fonterra continua a decepcionar.

A Fonterra revisou para baixo o lucro previsto de 2018/19, que foi reduzido para NZ$ 0,15-0,25/por ação. A cooperativa também anunciou que não pagará o adiantamento de dividendos este ano. (Dairy News – Tradução livre: www.terraviva.com.br)
 
 
Preços/NZ
Os preços do leite nas fazendas da Nova Zelândia vêm subindo, com produtos lácteos se valorizando mais rapidamente do que o esperado, informou o banco ANZ. A instituição acredita que a tendência deve continuar e, por isso, elevou a previsão do preço do leite para 6,30 dólares neozelandeses o quilo, o equivalente a US$ 4,34/kg, ou 3,3% mais. Na próxima temporada, também puxou para cima suas projeções, a 7,30 dólares neozelandeses o quilo (US$ 5,03), ou 5,8% mais. O banco adverte, entretanto, que a próxima safra deve ser vista com cautela, já que o crescimento econômico global está se desacelerando, o que pode reduzir a demanda por lácteos. (Estadão)

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