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27/02/2019

Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2019                                              Ano 13 - N° 2.929

      Ministra da Agricultura assegura adoção de medida compensatória para o leite

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, assegurou, nesta terça-feira (26), à comitiva formada por representantes da cadeia produtiva do leite do Rio Grande do Sul, que o governo estuda a adoção de uma medida compensatória para que as importações de leite em pó da Europa e da Nova Zelândia não prejudiquem o setor lácteo brasileiro. A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, que participou do encontro realizado em Brasília. “Saímos convictos de que esta medida compensatória deva ser anunciada em até 30 dias, pois ela garantiu que a mesma está sendo desenhada pelo governo”, revela. 

A ministra Tereza Cristina também se comprometeu a repassar os pleitos da cadeia produtiva do leite gaúcho quanto às instruções normativas 76 e 77 à Câmara Setorial do Leite e afirmou que recebeu pedidos semelhantes de outros estados. De acordo com Guerra, produtores e indústria solicitaram que a aplicação da nova legislação não exclua ninguém do processo produtivo.  “Demonstramos que somos favoráveis às melhorias contínuas, mas que há pontos que precisam ser trabalhados e implementados de forma gradativa”, relata.

A Câmara Setorial do Leite será acionada em breve segundo garantiu a ministra, já que as INs estão previstas para vigorar a partir de 30 de maio. “Ela entendeu que a implementação dos novos índices precisa ser gradual, mas precisa consultar o corpo técnico do ministério para avaliar como isso pode ser ajustado”, diz Guerra. Os pleitos foram entregues oficialmente em documento, idealizado por Sindilat, Fetag, Apil, Emater, IGL, Fecoagro, Farsul, SEAPDR, Fundesa, Famurs, Asamvat e Avat. Sobre as compras governamentais de leite em pó com objetivo de retirar excedente do mercado, assunto que não estava na pauta da reunião, a ministra garantiu que o tema está em discussão. 

Também participou do encontro o presidente da cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, associado ao Sindilat, que manifestou da importância das mudanças nas INs para que produtores não sejam excluídos da atividade leiteira. “Só nós, teremos mais de 50% dos produtores afetados”, declara. A reunião foi marcada pelo deputado federal Heitor Schuch e contou com a presença de outros parlamentares, como Afonso Hamm, Dionilso Marcon e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária da Câmara dos Deputados, Alceu Moreira. (Assessoria de Imprensa Sindilat)


 
Crédito foto: Noaldo Santos (Ministério da Agricultura)
 
                 
 
Brasil assume mais uma presidência em fórum internacional

O representante do Brasil no Sistema de Informações de Mercado Agrícola (Amis), Marcelo Fernandes Guimarães, foi eleito nesta terça-feira (26) como seu presidente, para mandato de um ano, a partir de maio. Guimarães é assessor do Departamento de Estudos e Prospecção da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa). A presidência do Codex Alimentarius também é exercida pelo brasileiro Guilherme Costa, adido agrícola do Mapa.

Marcelo Guimarães afirma que o Brasil já vinha sendo cotado para presidência do Amis há muito tempo, em razão da posição de destaque na produção e no comércio internacional dos principais produtos agrícolas. “Essa eleição confirma nossa relevância nesses mercados e confere ainda maior credibilidade e prestígio ao Brasil junto às vinte maiores economias do mundo”, salienta.

O Amis é iniciativa do G20 (Grupo dos 20 países mais ricos) que busca aumentar a transparência dos mercados agrícolas internacionais e promover maior coordenação de políticas agrícolas, especialmente em momentos de crises.

A organização, composta pelos países membros do G20 e outros sete convidados, entre eles o Brasil, tem sua secretaria-executiva sediada na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, e utiliza-se basicamente de plataformas digitais e da participação de especialistas dos ministérios da agricultura dous países membros.

O Amis conta ainda com a colaboração institucional de especialistas de dez organizações internacionais, tais como Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ou Econômico (OCDE), FAO, Banco Mundial, Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), entre outros. (MAPA)


Glifosato não causa danos graves à saúde, diz Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu ontem que o glifosato, agrotóxico mais utilizado no Brasil e em vários países, não causa danos graves à saúde humana como câncer, mutações genéticas, malformação fetal e não é tóxico para a reprodução. Segundo a agência reguladora, a conclusão é semelhante às obtidas em outros países que recentemente fizeram revisão do uso do glifosato no campo, como os Estados Unidos e o Canadá, além da União Europeia. Para chegar a essas conclusões, a Anvisa levou 11 anos para finalizar seus estudos científicos de reavaliação toxicológica do glifosato. 

No ano passado, uma liminar da Justiça Federal em Brasília chegou a determinar a suspensão da venda do glifosato até que a Anvisa finalizasse essa reavaliação, mas antes de a decisão entrar em vigor a Advocacia-Geral da União (AGU) derrubou a liminar a pedido do Ministério da Agricultura. Ontem, em reunião colegiada, diretores da Anvisa aprovaram o relatório com as conclusões favoráveis ao agrotóxico. e propuseram uma minuta de resolução, que ficará 90 dias sob consulta pública. Apesar de descartar danos sérios à saúde humana, a Anvisa, propôs restrições ao uso do agroquímico por trabalhadores que fazem o manejo do defensivo em diferentes lavouras como soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar. 
 
O relatório final sobre o glifosato foi resultado de 16 pareceres da agência e outros três externos. A Anvisa avaliou a presença do glifosato em 906 amostras de arroz, manga e uva. E também monitorou 22.704 amostras de água, que indicaram que em apenas 0,03% dos casos havia presença de glifosato em nível acima do limite permitido. "A principal conclusão da reavaliação é que o glifosato apresenta maior risco para os trabalhadores que atuam em lavouras e para as pessoas que vivem próximas a estas áreas. 
 
Por isso, as principais medidas propostas estão relacionadas ao manejo do produto durante a sua aplicação e a sua dispersão", informou a Anvisa em comunicado divulgado ontem. (Valor Econômico)
 
Preço do leite reage depois de cinco meses de queda
O secrertário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, destacou que foi registrado um aumento de 0,77% no preço do leite. No período foram reajustados os valores do leite em pó e leite UHT. CLIQUE AQUI para ouvir a entrevista. (Agert)

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