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17/12/2018

 

Porto Alegre, 17 de dezembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.881

China - Perspectivas de crescimento maciço do mercado lácteo nos próximos 5 anos

China - A China tem um potencial significativo de crescimento no consumo de leite orgânico, iogurte e queijos, impulsionado pela demanda de produtos 'Premium', de qualidade, para consumidores conscientes, diz um novo relatório.

Nos próximos cinco anos, vendas de queijo deverão ter taxas de crescimento acima de 20%. Em 2023, o consumo per capita de queijo atingirá 0,23 kg por ano, e o crescimento do consumo de sólidos de lácteos como leite em pó, será uma tendência futura, de acordo com o relatório New Horizon 2023 divulgado, na quarta-feira, pelo Centro de Desenvolvimento de Lácteos Sino-Holandês.

"Os consumidores chineses são muito exigentes e a diferença entre gerações está diminuindo. Muitas pessoas estão dispostas a pagar por produtos Premium, Ultra-Premium e Inovadores", disse Rahul Colaco, presidente da holandesa FrieslandCampina e do Conselho de Supervisão do SDDDC, um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Lácteos Sino-Holandês.

"Existe uma grande tendência para o consumo de queijo na China, impulsionada pela popularidade do chá com leite, queijo, pizzas e hambúrguer ao estilo Ocidental. Por enquanto, os consumidores chineses estão buscando uma nutrição mais personalizada. O envelhecimento da população, ou aqueles que têm necessidades médicas ou esportivas buscam alimentos especializados ou funcionais. Além disso, a expectativa é de que as pequenas cidades chinesas tenham um grande crescimento. Para o mercado de nutrição infantil, cerca de 50% do crescimento virá de pequenas cidades", disse Colaco.

Nos próximos cinco anos, o volume total do consumo de produtos lácteos na China crescerá entre 15% e 20%, e o consumo per capita de leite cru atingirá 40 quilos. Atualmente a China tem o consumo per capita em torno de 36 quilos por ano, enquanto é de 50 quilos no Japão e na Coreia do Sul.

Nos próximos cinco anos, o faturamento com produtos lácteos deverá crescer mais de 3% ao ano. O mercado de lácteos refrigerados crescerá 8% por ano, e a expectativa é de que as vendas com iogurte e leite orgânico crescerá anualmente, 10%, segundo o relatório.

"A projeção é de que as indústrias de laticínios líderes da China, Yili Group e a Mengniu Dairy Co terão as vendas, de cada uma, saltando de 30 bilhões de yuan (US$ 4,35 bilhões) para 50 bilhões de yuan nos próximos cinco anos, e elas deverão ficar entre as cinco maiores indústrias mundiais de leite", disse Li Shengli, professor da Universidade Agrícola da China.

O relatório do setor lácteo foi divulgado pelo SDDDC, centro criado em 2013 pela Universidade Agrícola da China, pela Universidade de Wageningen da Holanda, e pela FrieslandCampina também da Holanda. O centro tem como objetivo melhorar os níveis de produção, segurança e qualidade dos produtos lácteos na China com a ajuda de laticínios holandeses, especializados em produção. (The Dairy Site - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Santa Clara é eleita como Melhor Empresa de Laticínios pelo Mérito Lojista

Pela oitava vez consecutiva, a Cooperativa Santa Clara foi agraciada com o Mérito Lojista, como Melhor Empresa na categoria Alimentos - Segmento Laticínios. A honraria foi recebida pelo diretor Industrial do Setor Lácteos, João Seibel, em evento realizado na quinta-feira, 13 de dezembro, na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre. 

Neste ano, o Mérito Lojista, promovido pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), chegou a sua 31ª edição, e reconheceu 40 empresas e 11 "Personalidades Mérito". Os agraciados são eleitos pelos representantes do movimento lojista do Rio Grande do Sul.

A Cooperativa Santa Clara é reconhecida desde 2007 como Melhor Empresa na categoria Alimentos - Segmento Laticínios. (Assessoria de Imprensa Santa Clara) 

 
Crédito: João Alves/FCDL-RS/Divulgação

 

Argentina - Começa a operar o Contrato Futuro do leite cru na Matba

Leite/AR - Esta semana começa a operar o contrato futuro sobre o leite cru da Matba, para o qual a Diretoria Nacional de Lácteos da Secretaria de Agroindústria - do Ministério da Produção e Trabalho da Argentina -, divulgou o calendário de 2019 correspondentes aos preços médios ponderados do leite ao nível nacional (necessário para saber quando será encerrado cada contrato).

Ainda que seja um instrumento para balizar os preços para os diversos elos da cadeia láctea, o mesmo também constitui uma oportunidade de investimento para aqueles operadores interessados em aproveitar a volatilidade existente no setor. Para seguir as principais variáveis que contribuem para formar os preços do leite cru no mercado argentino existem uma série de ferramentas básicas.

Oferta - Os dados sobre a evolução mensal da produção argentina de leite são publicados pela Diretoria Nacional de Lácteos. A maior parte das fazendas de leite argentinas, por ter uma base pastoril, tem duas características: crescimento da produção durante a primavera devido à maior oferta de forragens e alta sensibilidade a impactos climáticos (seca ou inundações). No primeiro semestre de 2016 foram registrados excessos hídricos nas principais bacias leiteiras da Argentina que provocaram queda na produção de leite de tal magnitude que até hoje o setor não conseguiu recuperar os volumes de 2015.

Demanda - A matriz da indústria de laticínios argentina se encontra bastante diversificada, mesmo que não exista informações oficiais disponíveis para detectar condutas anticompetitivas pela prática denominada 'clearing lechero', [venda de leite entre indústrias]. O acompanhamento em meios especializados sobre a situação econômica e financeira das principais indústrias de laticínios é outro aspecto chave para analisar variações no poder de compra médio do setor, dado que, por exemplo, a crise da SanCor - que obrigou muitos produtores a procurarem outros compradores - foi um fator baixista durante o exercício 2017/18. A Diretoria Nacional de Lácteos publica também um boletim mensal sobre a evolução dos estoques de diferentes produtos lácteos.

Mercado externo - O leite em pó integral é o principal produto de exportação da indústria de laticínios argentina. A partir de dados analisados no período 2009-2015, os economistas Miguel Fusco e Agustín Purciarello comprovaram uma relação de longo prazo entre o preço recebido pelo produtor e a cotação internacional do leite em pó integral, podendo inferir que quando o preço esta última aumenta US$ 1.000/tonelada, o preço do leite ao produtor da Argentina aumenta em média 2,5 centavos de dólar. Ainda que uma proporção pequena da produção de leite da Argentina seja destina ao mercado externo, as indústrias exportadoras, quando os valores FOB são elevados e não existam restrições governamentais, impulsionam o preço do leite cru, concorrendo fortemente pela matéria-prima das indústrias focadas no mercado interno. O valor internacional do leite em pó pode ser consultado nos leilões da Fonterra, por meio da plataforma Global Dairy Trade ou no Sistema de Consulta de Comércio Exterior de Bens do INDEC (dados publicados com um mês de atraso).

Mercado interno - Uma aproximação da capacidade de consumo de lácteos pelo público argentino pode ser realizada a partir do acompanhamento do ajuste da inflação da "cesta de laticínios", medida mensalmente pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC), em relação a outros setores básicos e a média geral de alimentos e bebidas não alcoólicas.

Viabilidade econômica - A capacidade de pagamento da indústria de laticínios é medida todos os meses pela equipe técnica do Instituto Argentino de Professores Universitários de Custos (IAPUCO) com base na metodologia disponibilizada pelo INTA. A chave, neste caso, é o valor de referência da demanda das médias e grandes indústrias, que são as formadoras dos preços do leite cru que recebem os produtores. O estudo também mede se o preço recebido pelos produtores cobre os custos de produção, um aspecto que, no longo prazo, promove a entrada ou saída de empresas de menor escala no setor. Por outro lado, o Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (OCLA) publica, mensalmente, uma estimativa da evolução da rentabilidade média das fazendas da Argentina. (valorsoja - Tradução Livre: Terra Viva)

 

Aumento na exportação diminui déficit na balança comercial

Exportações de lácteos - As exportações brasileiras de leite em equivalente leite voltaram a subir em novembro, em 16,6% frente a outubro, totalizando 5,9 milhões de litros em volume e US$ 5 milhões em receita, segundo a Secex.

Em relação ao mesmo período no ano de 2017, os embarques de produtos lácteos diminuíram 76%. O queijo continua sendo o lácteo mais exportado pelo Brasil, com 42,2% de participação no total das vendas, o que equivale a 2,5 milhões de litros em equivalente leite. O país que lidera as compras é o Chile, seguido da Argentina e Rússia. O segundo lácteo mais exportado continua sendo o leite condensado, com 39,8% de participação nos embarques e 2,3 milhões de litros em equivalente leite. A Arábia Saudita demandou o maior volume de leite condensado, seguida de Trinidad e Tobago e Estados Unidos. Vale ressaltar que, apesar de o leite em pó não ser um dos principais produtos exportados pelo Brasil, o volume embarcado esteve bem acima do de outubro, passando de 20,9 mil para 262 mil litros em equivalente leite em novembro. Quanto às importações brasileiras de leite em equivalente leite, caíram 4,9% em novembro frente a outubro, somando 147 milhões de litros, com receita de US$ 54 milhões, conforme dados da Secex. Porém, em relação a novembro de 2017, as compras externas cresceram 92,6%. O leite em pó foi o principal produto importado, totalizando 115 milhões de litros em equivalente leite (78,6% das compras brasileiras de derivados). A Argentina liderou as vendas, seguida por Uruguai e Paraguai. Em segundo lugar nas aquisições de lácteos está o queijo, com 29 milhões de litros de leite (9,8% do total importado). A Argentina também ficou em primeiro lugar nas vendas para o Brasil, seguida do Uruguai e Países Baixos (Holanda). Assim, de outubro para novembro, a balança comercial ficou deficitária, em US$ 49 milhões. Em volume, o déficit foi de 141 milhões de litros em equivalente leite em novembro, queda de 5,6% frente a outubro. (Cepea)

 
 

Preços do leite em queda pressionam a rentabilidade do produtor
Preços do leite - Em novembro, os preços do leite pagos ao produtor caíram pelo terceiro mês consecutivo, sendo esta última queda, a de maior intensidade. Nesse último mês, o leite ao produtor fechou cotado a R$1,47 na média nacional, queda de 5,4% em relação ao mês anterior. Confira essa análise completa no Boletim Indicadores Leite e Derivados. (Embrapa)
 

 

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