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17/09/2018

Porto Alegre, 17 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.822

Parceira do Sindilat com a UFRGS visa certificação de propriedades na pecuária leiteira

O Sindicato da Indústria de Laticínios (Sindilat) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão unindo esforços para dar maior celeridade à certificação de propriedades livres de tuberculose e brucelose nos rebanhos leiteiros gaúchos. O tema foi tratado no AIM Day - Conectando membros da Cadeia Produtiva do Leite à UFRGS, evento realizado em Porto Alegre.

Um dos focos de trabalho será conscientizar os integrantes da cadeia produtiva leiteira (produtores, indústrias, prefeituras, governo do Estado e governo Federal) sobre a importância da certificação, apesar de a pasteurização do leite ser obrigatória antes da destinação para produtos acabados, afastando qualquer risco de proliferação das doenças. O trabalho será realizado por meio de palestras e eventos sobre a erradicação das zoonoses tanto no gado, como nos trabalhadores que lidam diretamente com os animais. "Trabalhamos muito para que os produtores realizem os testes necessários para a certificação das propriedades rurais. Neste sentido, o Fundo da Pecuária de Leite, no Fundesa, é importante para dar essa segurança ao produtor de leite do RS", afirmou o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini.

Os ganhos dos produtores de leite com a certificação do rebanho também foram alvo de debate. Palharini pontuou que a propriedade certificada garante um mercado além das fronteiras brasileiras, o que deverá se reverter em maior lucratividade ao setor. As discussões ainda trataram sobre a necessidade de trazer novas tecnologias para a área sanitária do leite. (Assessoria de Imprensa Sindilat) 

 
 

Entidades divergem  sobre impacto no campo

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável à terceirização em todas as etapas do processo produtivo, seja meio ou fim, tem provocado visões opostas entre entidades do setor agropecuário. Para o presidente da Comissão de Assuntos Jurídicos da Farsul, Nestor Hein, a decisão não ameaça o emprego dos trabalhadores assalariados do campo. Segundo ele, o posicionamento da Corte no julgamento, ocorrido no final de agosto, é "altamente positivo", porque dá segurança jurídica aos empregadores rurais ao reforçar o que já tinha sido permitido pela reforma trabalhista. Antes da reforma, o empregador rural não podia terceirizar as atividades-fim, como a colheita de frutas, por exemplo. Esta atividade cabia ao produtor ou a funcionários contratados diretamente pela propriedade. Somente era permitida a terceirização de serviços acessórios como a vigilância da fazenda e a manutenção do maquinário. Após a reforma e a votação no STF, ficou autorizada a contratação de terceirizados sem restrição. 

Para Hein, esta novidade apenas abrirá a possibilidade de os produtores terceirizarem tarefas em períodos sazonais, em caso de necessidade. "Não acredito que vá haver demissão de funcionários até porque a mão de obra já é escassa no campo e os produtores dependem de trabalhadores capacitados, que tenham uma relação de dia a dia com aquela atividade", argumenta Hein. O vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e especialista em Direito Agrário, Francisco de Godoy Bueno, afirma que a competitividade do setor depende da liberdade para o setor se organizar da maneira que achar mais conveniente. "A distinção entre atividades-meio e atividades-fim já não se aplicava à dinâmica de trabalho no agronegócio", comenta Bueno. Já o assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar), Carlos Eduardo Chaves Silva, considera a terceirização irrestrita um "risco real" para o trabalhador. Alguns números, segundo ele, explicam a preocupação. "Um trabalhador terceirizado ganha cerca de dois terços do salário de uma pessoa contratada diretamente, 90% dos casos de trabalho escravo no Brasil são flagrados em empresas intermediárias entre o trabalhador e o contratante e os acidentes de trabalho prevalecem entre os trabalhadores terceirizados", argumenta. Silva acredita que mesmo que não haja demissões no primeiro momento, vai pesar a "conta matemática". "As empresas argumentam que a terceirização gera economia, então o grau de estabilidade é baixíssimo", diz. (Correio do Povo) 

 
 

Mestrado profissional em Alimentos de Origem Animal abre seleção

Mestrado - O Programa de Pós-graduação em Alimentos de Origem Animal (PPGAOA) está com inscrições abertas para o processo seletivo de mestrado profissional em Alimentos de Origem Animal. 

São oferecidas até 10 vagas, com ingresso no primeiro semestre de 2019. As inscrições podem ser realizadas até 17 de novembro por meio do site do programa. As informações relativas ao processo seletivo estão divulgadas no site do Programa de Pós-Graduação.

O processo de seleção inclui prova escrita e entrevista individual, com realização no dia 29 de novembro. As linhas de pesquisa envolvem produção e inovação, avaliação e controle, e inspeção na área de alimentos de origem animal.

O edital e informações relativas ao processo seletivo podem ser obtidos na página do PPGAOA. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3308.6122 e pelo e-mail ppgaoaveterinaria@ufrgs.br. (UFRGS)

Leite: Emater/RS-Ascar e Unijuí capacitam extensionistas para melhorar eficiência da produção

Capacitação/RS - Extensionistas da Emater/RS-Ascar participaram, na sexta-feira(14/09), em Augusto Pestana, de capacitação para melhorar a eficiência da produção de leite. A ação envolveu nove laboratórios do Centro de Inovação Tecnológica em produção e Saúde Animal da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí).  "A Emater e a Unijui têm um convênio que busca uma estratégia para aumentar a utilização destes serviços, que a Unijuí presta por meio dos seus laboratórios", disse o médico veterinário da Emater/RS-Ascar, Oldemar Weiller. 

Contudo, o maior beneficiado, segundo Weiller, é o produtor de leite. "Para o agricultor, com certeza, vão surgir elementos muito importantes para aumentar a eficiência nos sistemas de produção de leite", disse o médico veterinário. Práticas -  A capacitação, realizada no Instituto Regional de Desenvolvimento Rural (Irder), priorizou os seguintes temas: qualidade da silagem técnica de coleta, armazenagem e transporte ao laboratório; qualidade das forrageiras; coleta de leite para análise microbiológica; e coleta de sangue para exame das principais doenças do rebanho leiteiro.(Emater/RS)

 

Custo de produção cresceu 2,77% em agosto
ICPLeite/Embrapa - Após a queda de -0,30% observada no último mês, em agosto o Índice de Custo de Produção de Leite – ICPLeite / Embrapa registrou uma expressiva elevação: 2,77%. Com um peso significativo, o grupo Concentrado foi o que apresentou maior aumento nos preços, 5,58%. Na mesma direção vieram os grupos Produção e compra de volumosos – segundo maior peso da composição do índice – 2,77% , Sal mineral , 0,58% e Sanidade 0,53%. De maneiro oposta, o grupo Qualidade do leite, que no mês passado teve a maior variação, apresentou neste mês a maior queda de -2,12%, seguido por Energia e combustível, -0,32%, que seguiu em declínio com a normalização dos preços dos combustíveis – principalmente os fósseis – após a greve que afetou o Brasil em maio. Os grupos Mão de obra e Reprodução não apresentaram variação de preços este mês. (Embrapa)

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