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14/09/2018

Porto Alegre, 14 de setembro de 2018                                              Ano 12 - N° 2.821

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul - Relatório 37 de 13/09/2018

Leite/América do Sul - Em toda a América do Sul, especialmente no Cone Sul, a produção de leite continua melhorando à medida que as temperaturas ficam mais confortáveis proporcionando melhoria de rendimento das vacas. 
Dentro deste contexto, a oferta de leite é muito alta, enquanto as indústrias estão mantendo ativos os pedidos de leite para produção de queijo, leite condensado, iogurte e leite fluido. A disponibilidade de creme continua melhorando sazonalmente. A demanda de leite fluido e UHT para as escolas e vários programas públicos é grande. A produção de queijo, principalmente muçarela, está intensa para atender os grandes pedidos de restaurantes, pizzarias e varejistas. A manteiga está sendo produzida equilibrada com a demanda justa dos setores de atacado e de varejo. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)

 
 

Fonterra busca melhoria após registrar perda de NZ$ 196 milhões

A cooperativa de lácteos da Nova Zelândia, Fonterra, anunciou seus resultados anuais para o ano fiscal de 2018, o plano para melhorar o desempenho dos negócios e as perspectivas para o ano fiscal de 2019, incluindo uma revisão de seu investimento com a empresa chinesa Beingmate. A cooperativa reportou uma perda líquida após impostos de NZ$ 196 milhões (US$ 128 milhões), com o EBIT normalizado caindo 22%, para NZ$ 902 milhões (US$ 591 milhões). O índice de alavancagem da cooperativa subiu de 44,3% no ano passado para 48,4% e o retorno sobre o capital foi de 6,3%, abaixo dos 8,3%. O CEO da Fonterra, Miles Hurrell, afirma que o desempenho dos negócios da cooperativa precisa melhorar.

"Esses resultados não atendem aos padrões que precisamos seguir. No ano fiscal de 2018, não cumprimos as promessas que fizemos aos produtores e aos acionistas. Em nossos resultados provisórios, esperávamos que nosso desempenho fosse ponderado para o segundo semestre do ano. Precisávamos entregar um excelente terceiro e quarto trimestres, depois de um segundo trimestre extremamente forte de vendas e ganhos, mas isso ainda não aconteceu", disse Hurrell.

Razões para o desempenho
Hurrell disse que, além do pagamento anteriormente anunciado de NZ$ 232 milhões (US$ 151,54 milhões) para a Danone relacionado à arbitragem e NZ$ 439 milhões (US$ 286,75 milhões) do investimento da Fonterra na Beingmate, houve quatro razões principais para os maus resultados do desempenho da cooperativa.

"Primeiro, a previsão nunca é fácil, mas a nossa provou ser muito otimista. Em segundo lugar, os preços da manteiga impactaram nossos volumes e margens de vendas. Em terceiro lugar, o aumento na previsão do preço do leite ao produtor no final da estação, embora boa para os produtores, pressionou nossas margens. E, em quarto lugar, as despesas operacionais aumentaram em algumas partes do negócio e, embora isso tenha sido planejado, também impactou nos nossos lucros". Ele ainda acrescentou: "Enquanto o volume de vendas caiu 3% no ano fiscal de 2018, uma proporção maior de leite foi vendida através do Consumer and Foodservice e do Advanced Ingredients. De fato, 45% de nossos volumes de vendas foram obtidos por meio desses negócios e isso representa um aumento de 42% no ano fiscal de 2017, apesar do ambiente de preço de insumos mais alto". Ele comentou que os negócios de consumo e food service cresceram em todas as regiões, exceto na Oceania, com o maior crescimento na Grande China.

"Nosso negócio de consumo na China alcançou o break even (sem perdas nem ganhos) este ano, dois anos antes do previsto. Um grande contribuinte para esse sucesso é a popularidade da Anchor, que agora é a marca número um de leite UHT importado nas vendas on-line e off-line na China. Apesar desse progresso, o desempenho em toda a cooperativa ficou abaixo das nossas expectativas. Com base nisso, o conselho decidiu limitar nosso dividendo aos 10 centavos pagos em abril e confirmou o preço final do leite para a estação de 2017/18 em NZ$ 6,69 (US$ 4,36) por quilo de sólidos do leite - equivalente a NZ$ 0,56 (US$ 0,36) por quilo de leite".

Planos para melhoria
Hurrell destacou que a Fonterra está colocando em prática um plano claro para elevar o desempenho da empresa. "Há pessoas que dependem de nós - produtores, acionistas e funcionários que querem fazer parte de uma cooperativa de sucesso". 

O conselho e a administração da Fonterra delinearam um plano baseado em três ações imediatas. A Fonterra reavaliará todos os investimentos, grandes ativos e parcerias para garantir que eles ainda atendam às necessidades da cooperativa. Isso envolverá uma análise minuciosa sobre se eles apoiam diretamente a estratégia, se estão atingindo o objetivo de retorno sobre capital e se ela pode ampliá-los a aumentar o valor nos próximos dois a três anos. Isso começará com uma revisão estratégica do investimento da cooperativa na Beingmate. A Fonterra disse que quer "acertar o básico" e já começou a agir e consertar os negócios que não estão funcionando. O nível de disciplina financeira será elevado em toda a cooperativa para que a dívida possa ser reduzida e o retorno sobre o capital melhorado. A cooperativa também prometeu garantir uma previsão mais precisa - o negócio será executado com previsões mais realistas, com uma visão clara das oportunidades em potencial, bem como dos riscos. Isso também ficará claro em suas premissas, de modo que os produtores e acionistas saibam exatamente onde estão e possam tomar as decisões certas para eles e seus negócios.

Perspectivas para 2019
O presidente John Monaghan frisou que a cooperativa está sendo clara com os produtores e acionistas sobre o que será necessário para alcançar a previsão de ganhos. "Estamos analisando de perto o portfólio atual e a direção da cooperativa para ver onde é necessário fazer mudanças para agilizar, reduzir custos e gerar retornos mais altos em nossos investimentos de capital. Isso inclui uma avaliação de todos os investimentos, principais ativos e parcerias da cooperativa em relação à nossa estratégia e meta de retorno de capital. Os envolvidos podem aguardar uma disciplina rigorosa em relação ao controle de custos e ao respeito pelo capital investido dos produtores e investidores. Essa será a nossa prioridade". (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas e resumidas pela Equipe MilkPoint)

Fazenda de leite amplia renda com uso de biodigestores

Missão técnica do leite - Numa atividade em que cada centavo faz diferença, o corte de despesas - sem prejuízos ao desempenho - é mais do que bem vindo. Melhor ainda quando a mesma solução que reduz gastos, também ajuda a potencializar os resultados. E foi isso que um produtor de leite em Gameleira de Goiás conseguiu fazer. A Granja Sol Dourado é hoje um modelo na atividade. Com 50 alqueires (cerca de 120 hectares) dedicados à produção de leite, a propriedade tem hoje 185 vacas holandesas em lactação. Juntas, rendem diariamente cerca de 5 mil litros de leite tipo A integral, o que representa uma produtividade média entre 25 e 27 litros diários por animal. Além da qualidade do produto, também chamam atenção os resultados decorrentes do investimento em biodigestores no local.

Além de resolver uma dor de cabeça na fazenda - que era o destino dado aos dejetos do rebanho - o investimento também permitiu reduções significativas nos custos da propriedade. Segundo o produtor Alessandro Pedroso, dono da propriedade, a primeira mudança foi na conta de energia, já que os gases que saem dos biodigestores permitem a geração própria da eletricidade usada na propriedade. Outra vantagem é a redução da dependência do uso de adubos químicos. Como dos biodigestores sai o "fertilizante orgânico", que é despejado nas lavouras de soja e milho cultivadas na fazenda, as despesas com fertilizantes caíram pela metade, como explica o produtor. A aposta na estratégia sustentável chamou a atenção dos integrantes da Missão Técnica do Leite, realizada pelo Sistema Famato. O produtor Vitor Junqueira destacou que o trabalho desenvolvido na propriedade é um exemplo a ser seguido.

A Granja Sol Dourado foi a quarta propriedade visitada pelo grupo de produtores e técnicos de Mato Grosso que estão em Goiás para conhecer iniciativas que possam ajudar no avanço da bacia leiteira mato-grossense. Antes, os integrantes da missão passaram pela Fazenda São Caetano (referência na produção de leite à pasto irrigado), Fazenda Brasilândia (que elevou a produtividade investindo em genética e bem-estar animal) e pela Estância Tamburil, referência em genética das raças Gir e Girolando. Aliás, a propriedade localizada em Bela Vista, é apontada como uma das que possui o maior banco genético destas raças em toda América do Sul. Lá, os integrantes da missão ficaram impressionados com desempenho do rebanho leiteiro. Algumas vacas, chegam a produzir até 80 litros por dia, segundo o proprietário Amarildo Pires. Outro destaque na propriedade é o foco na produção do leite "A2A2", indicado para pessoas com alergia à lactose, como explica o Amarildo. Para Marcos Carvalho, analista de pecuária da Famato, o trabalho realizado na Estância Tamburil é uma prova de que o investimento em genética é um dos caminhos mais fundamentais para o sucesso na pecuária leiteira. Vídeo (Canal Rural)

Conseleite/MG
A Câmara Técnica finalizou o cálculo do custo de produção dos sistemas de produção de leite no Estado. O presidente da Comissão Técnica de Pecuária de Leite, Eduardo Pena, disse que foi definido o fator de qualidade do leite padrão (gordura, proteína, CBT e CCS) e também o ágio e deságio com relação ao volume de leite produzido.  "A cada dia, estamos consolidando a criação do Conseleite MG e caminhando para mais uma conquista de fundamental importância para o setor lácteo mineiro. Estamos ansiosos para que o funcionamento comece em janeiro de 2019." (Faemg)

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