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13/07/2018

 

Porto Alegre, 13 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.777

EUA - Queijeiros atingidos pela guerra comercial com a China

EUA x China -  Quase 635 milhões de quilos de queijo norte-americano estão sob armazenamento refrigerado nos Estados Unidos. Isso é aproximadamente 1,8 quilos de queijo por habitante do país, a maior quantidade desde o início dos registros em 1917. Esse volume pode subir ainda mais, já que os dois principais estados produtores - Califórnia e Wisconsin - estão também sendo atingidos pelas retaliações do México e da China. No dia 5 de julho, México e China impuseram tarifas de US$ 986 milhões em exportações de lácteos dos EUA - US$ 508 milhões em queijos pela China e US$ 578 milhões de produtos lácteos pelo México - como retaliação pelos aumentos das tarifas alfandegárias impostas pelo governo Trump sobre as importações de aço e alumínio. As exportações de produtos lácteos dos EUA totalizaram US$ 5,5 bilhões no ano passado, sendo US$ 1,3 bilhões só do México, segundo o USDA, o Departamento de Agricultura dos EUA. 

As autoridades mexicanas disseram que sua lista foi elaborada de forma a atingir representantes dos Estados Unidos: aço para o Vice-Presidente Mike Pence do estado de Indiana, queijo do estado Natal do Presidente da Câmara, Paul Ryan, Wisconsin, e lanchas da Flórida, estado do senador Marco Rubio. Além das tarifas, os fazendos dos EUA também temem perder os mercados do Canadá e México se Trump continuar com sua ameaça de sair da ALCA (o Acordo de Livre Comércio da América do Norte). "Se os mercados de exportação se fecharem, poderá chegar ao ponto de termos que jogar fora o leite nos campos", disse ao The New York Times, Jeff Schwager, o presidente da Sartori Co, em Plumouth, Wisconsin. "Terá um efeito em cascata no estado". 

Sartori é produtor de queijo em Plymouth por diversas gerações com leite captado em mais de 100 fazendas do estado. Plymouth já foi sede da Bolsa de Nacional de Queijo, onde os preços das commodities eram fixados. A cidade de 8.445 habitantes, fica cerca de uma hora ao norte de Milwaukee, e é conhecida como a Capital Mundial de Queijo. Cerca de 15% de todos os queijos norte-americanos têm origem na cidade.  A Sartore é detentora de 500 postos de trabalho no estado. A companhia diz que apenas um décimo de sua receita é procedente das exportações que realiza com 49 países, mas, as remessas para outros estados é um segmento que vem crescendo. Os dois maiores mercados externos da Sartori são o México e o Canadá, e o queijo norte-americano mais caro hoje, é de lá. O aumento de preços é suficiente para que os clientes da empresa, incluindo as cadeias de restaurantes, procurem assinar contratos com os concorrentes europeus da Sartori, de acordo com Schwager.  

Ele disse que a superprodução já criou um excesso de leite no mercado, derrubando os preços dos lácteos e ameaçando algumas dos 130 produtores familiares que dependem da Sartori. Schwager estimou que as novas tarifas reduzirão 1,5%, ou cerca de US $ 4 milhões, de seus cerca de US $ 265 milhões em vendas anuais de queijo. Desde o anúncio de que o México revidaria os preços futuros dos lácteos para julho caíram 12%. O preço atual de US$ 34/100 kg fica abaixo da média de 2017. O tonel de 227 kg de cheddar branco na semana passada atingiu seu nível mais baixo desde 2009, de acordo com analistas de commodities. Dick Groves, editor do Cheese Reporter, de Wisconsin, disse que o impacto real da disputa ainda não refletiu nas estatísticas oficiais. 

A BelGioioso Cheese Inc. uma queijaria familiar de segunda geração de Green Bay, Wisconsin, disse que as vendas para o México já caíram. "É um pesadelo", disse Errico Aurcchio, presidente da BelGioioso ao The Wall Street Journal. A BelGioioso está procurando outros clientes no exterior para manter seus negócios. Na Califórnia, Annie AcMoody, diretora de análise econômica da  Western United Dairymen, uma associação em Modesto, disse que as novas tarifas e os mercados pressionados "farão com algumas indústrias de laticínios abandonem o negócio". 

Embora o Estado de Wisconsin possua a maior parte das fazendas leiteiras, 8.500, a Califórnia é a maior produtora de laticínios do país, produzindo 17,7 bilhões de quilos de leite em 2017. O Estado responde por um terço dos produtos lácteos exportados para o exterior, em grande parte leite em pó, produto muito procurado pelo México e pela China. A indústria de laticínios contribui com US $ 43,4 bilhões para a economia do estado de Wisconsin. A Câmara de Comércio dos EUA diz que as tarifas de retaliação contra os EUA ameaçam cerca de um bilhão de dólares das exportações de Wisconsin, incluindo queijo, cranberries e motocicletas Harley-Davidson. Para escapar das tarifas da União Européia sobre as importações dos EUA, a Harley-Davidson disse que transferirá parte da produção para a Europa.

Os produtores de leite dos EUA tiveram que lidar, durante décadas, com o declínio do consumo de leite, e muitos transformaram o leite em queijo. Para vender tudo, existe um comércio agressivo de seus produtos para o México e a Ásia, especialmente na China, aproveitando o aumento do poder aquisitivo dessas populações. O México consome um quarto da exportação de lácteos dos EUA. Se as tarifas permanecerem por mais de seis meses, os produtores de leite precisarão encontrar novos mercados para o queijo, e podem esperar que os preços do leite continuem caindo, segundo um relatório do Rabobank. Schwager disse à ABC News, em Wisconsin, que se a disputa comercial continuar por tempo suficiente, acabará afetando os funcionários da Sartori e as fazendas leiteiras que abastecem a empresa. "São 500 famílias, na parte operacional. Quando olhamos para as fazendas de leite, das quais compramos 100% do leite, são outras 700 famílias. Portanto, 1.200 famílias que dependem de nossas decisões para garantir sua subsistência ", disse ele. Quanto à ameaça de mais tarifas de Trump, Schwager disse: "Não sei se é um blefe, mas espero que haja uma estratégia por trás disso". (The Dairy Site - Tradução livre: www.terraviva.com.br)

 

Melhoramento genético permite consumo de leite até mesmo para quem tem alergia

Leite A2 - Os produtores de leite brasileiros começaram a explorar um mercado promissor: a produção de leite de vaca permitido até mesmo para consumidores que possuem Alergia à Proteína do Leite (APLV).

O leite, que tem o mesmo sabor e é produzido da mesma forma que o leite comum, tem apenas um segredo: o melhoramento genético dos gados leiteiros. De acordo com o pesquisador da Embrapa, Carlos Martins, há evidências científicas de que algumas raças produzem leite em que a beta-caseína não causa reações em pessoas que possuem alergia a essa proteína.

"Eles identificam no DNA do animal essa característica. Aí é só acasalar sempre um touro A2A2 com uma vaca A2A2 que terá 100% de bezerros A2A2, produzindo leite com a beta-caseína A2A2", explica ao Jornal Opção.

Em Goiás, alguns produtores já voltaram os olhos pra esse nicho de mercado e tem investido na produção. É o caso do Dilson Cordeiro, do município de Cocalzinho. Produtor de leite há 25 anos, Dilson está há oito promovendo o melhoramento genético e hoje 60% do gado leiteiro já produz leite A2. "A procura é grande, todo mundo quer saúde, quer bem-estar. Costumo dizer que esse leite é quase como um remédio, já que hoje muitas pessoas tem alergia."

Alergia x Intolerância
Vale destacar que o leite A2 não é indicado para os casos de intolerância à lactose. A lactose é o açúcar do leite e não uma proteína e a intolerância acontece com pessoas que têm deficiência na produção de uma enzima chamada lactase. Os sintomas da intolerância à lactose são dores abdominais, diarreia, flatulência e abdômen distendido. (Jornal Opção)

 
 

Na realidade, sobram desafios

Desafios/RS - Apesar do frio e da chuva nessa época do ano e as dificuldades em trabalhar em uma empresa a céu aberto, como é a agricultura, o campo não para. Aliás, algumas culturas intensificam o trabalho nesse período para tentar aumentar um pouco o rendimento das suas atividades, como por exemplo, o leite e a fruticultura, entre outras. 

Produtor de morango
Na família Talasca, da comunidade Linha Nova do município de Quatro Irmãos (RS), todo mundo participa dos cuidados e da produção de morangos, o casal Valderi Talasca e Isabel de Morais Talasca juntamente com a filha Gabrieli Talasca. E, ainda, se precisar contam com o apoio dos pais e do irmão.

Segundo Valderi, a família cultiva morangos há dois anos desde que deixou de trabalhar com o leite. "Resolvemos parar por causa da crise no setor, o preço baixo pago por litro, alto investimento. Queríamos investir em mais animais, mas a propriedade é pequena. Daí resolvemos mudar para os morangos", comenta.

Até o momento a cultura de morango está satisfatória para a família, que consegue produzir uma quantidade boa num pequeno espaço. "Isso está gerando uma renda extra significativa, que ajuda nas despesas da casa", explica.

Conforme Valderi, o investimento na estufa que acabou de ficar pronta foi de R$ 15 mil. "Tenho nela 1500 plantas, se eu chegar a produzir 650 gramas por pé nessa safra, eu já consigo tirar esse investimento", observa. A estrutura é feita com madeira tratada para durar de 8 a 10 anos, sendo que as mudas devem ser trocadas a cada 3 a 4 anos. "Aí dá para se ter uma ideia que a margem de lucro é satisfatória", salienta.

Ele explica que o cultivo de morangos não é a principal renda da família, já que é funcionário público no município de Quatro Irmãos e a sua esposa trabalha como doméstica, mas o rendimento dos morangos vem agregar e somar na renda no final do mês. A expectativa de Valderi para safra desse ano é colher em torno de 1400kg a 1500kg de morangos entre as duas estufas.  

Na avaliação do produtor sobre a agricultura e, em especial, a cultura do morango, "primeiro a gente tem que gostar daquilo que faz e fazer com amor. Segundo, procurar buscar informações para conseguir lá na frente melhores resultados, maior produtividade e estar sempre informado".  

Hoje, a maior dificuldade na agricultura, para Valderi, é o alto custo de produção. "Combustível caro, sementes e insumos caros, e na hora de vender teu produto não tem preço. Se trabalha com incerteza e não sabe quanto vai ganhar lá na frente", afirma. E, acrescenta, tem que ter políticas de apoio e incentivo ao produtor. "Não sei como vai ser daqui uns anos, não vai ter quem produzir e os filhos não vão querer ficar no campo. Quem vai produzir o alimento, vamos comer o quê? Isso me preocupa bastante", enfatiza. Por fim, Valderi agradece a parceria da Emater de Quatro Irmãos pelo incentivo e apoio das extensionistas Joviane e Emanueli.

Segundo informativo conjuntural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, já iniciou na região a colheita do morango com frutos de boa qualidade e com abertura de novas áreas cultivadas.

Produtor de leite
Conforme o produtor de leite de Quatro Irmãos, Marcos Aurélio Koncikowski, que está há seis anos na atividade, o leite vem vivendo momentos altos e baixos nos últimos anos. "Mais baixos. A atividade vem de anos muito ruins, mas tem promessa de melhora", afirma.

Utilizando mão de obra familiar e um sistema de produção misto com uso de silagem e pasto, Marcos produz hoje em torno de 20 mil litros por mês de leite. Ele destaca que é necessário investir na produção, mas que é muito difícil tendo em vista a instabilidade de preços, tanto do produto leite quanto da matéria-prima, ração, adubo, etc.

Hoje, o leite é a principal fonte de renda da família. O produtor lembra que geralmente os preços animam de junho a outubro, mas depois desse período chegam a ficar, às vezes, abaixo do custo de produção. "Teria que ter alguma garantia de preço justo. Mês passado foi R$1,30. Para esse pagamento do leite de junho vai ter aumento, mas ainda não sei de quanto", observa.

Segundo informativo conjuntural da Emater/RS-Ascar, na bovinocultura de leite, as pastagens para cultivares de inverno estão com bom desenvolvimento vegetativo. O preço médio do litro pago ao produtor está R$ 1,10.

Trigo
De modo geral, as lavouras de inverno como trigo, cevada e aveia estão plantadas na região. As culturas estão em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, segundo informativo conjuntural da Emater/RS-Ascar. Alguns poucos produtores ainda estão plantando o trigo.

Conforme o técnico agrícola da Copercampos Tiago João Czarnobaj, que presta assistência técnica ao produtor de grãos erechinense Solani Rigo, a cultura do trigo em Erechim diminuiu de 30% a 40% do ano passado para cá e vem abaixando ao longo dos últimos anos.    

De acordo com Tiago, isso é reflexo do baixo preço pago pela saca de trigo e elevado custo de produção. "Nesse ano aumentou muito os insumos, o adubo subiu cerca de 30% em relação ao ano passado. Custo muito alto", observa. Além disso, ressalta Tiago, o trigo é uma cultura de muito risco com incidências de doenças, fungos, geadas. "A tendência do trigo é diminuir ainda mais o plantio", destaca. O técnico enfatiza que para o produtor que plantar trigo, ele não pode colher e vender a produção, "tem que estocar e vender no momento bom. Hoje, o trigo está a R$45 a saca e é compensador".

De acordo com o produtor de grãos Solani Rigo, a cultura de trigo não dá grande lucratividade, mas pode ser importante no conjunto de toda produção de grãos ao longo do ano. Isso porque, com a cultura do trigo se fertiliza o solo com adubação que vai servir para a cultura de verão da soja. Além disso, o trigo serve para o controle de plantas daninhas difíceis de controlar, rotação de cultura, palhada e controle da erosão. Para Solani, o agricultor tem que ser empresário, tem que fazer diversificação, plantar milho, soja, trigo, insistir embora não esteja bom na hora de plantar. No entanto, ressalta Solani, o produtor tem que usar tecnologia na cultura para obter boa produtividade, e assim, "o lucro começa aparecer em cima desses detalhes" (Jornal Bom Dia)

Nestlé lança composto lácteo para crianças na fase pré-escolar
A Nestlé amplia seu portfólio com Nestonutri, composto lácteo para crianças na idade pré-escolar. Feita com 17 vitaminas e minerais, a novidade oferece cálcio, ferro e fibras. O composto lácteo também conta com vitaminas C e D. O lançamento não contém glúten e não apresenta adição dos açúcares - como sacarose e frutose - e aromatizantes em sua formulação. Nestonutri é acondicionado em latas de 800 gramas. (As informações são do Embalagem Marca)
 
 

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