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04/07/2018

 

Porto Alegre, 04 de julho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.770

  Projeções indicam que Brasil deve seguir avançando no comércio global

As projeções da OCDE e da FAO por produtos ilustram como o Brasil continuará como ganhador no comércio agrícola global nos próximos anos. Para as carnes, por exemplo, a previsão do relatório é que em 2027, a produção mundial deverá ter aumentado 15% em relação aos últimos dez anos. Essa produção suplementar virá em 76% dos países em desenvolvimento, com alta significativa da produção de frango. Consumidores nos países em desenvolvimento deverão elevar e diversificar o consumo, podendo escolher em alguns casos carnes mais caras, como de bovinos e de ovinos.

Os principais exportadores, o Brasil e os EUA, deverão pesar ainda mais nesse segmento e representar 45% das vendas globais de carnes. A demanda continuará forte na Ásia, sobretudo nas Filipinas e no Vietnã. Os grandes importadores incluem a China, Coreia do Sul e Arábia Saudita. Até 2027, o preço de carnes deverá aumentar progressivamente em termos nominais, mas declinar em termos reais.

Para o açúcar, a projeção é de que a produção à base de cana e de beterraba deverá crescer menos rapidamente do que na última década. O Brasil deve se manter como o maior produtor, e Índia, China e Tailândia têm boas perspectivas. O consumo por habitante estagnará nos países desenvolvidos, mas poderá crescer na Ásia e na África. O Brasil continuará a assegurar 45% das exportações mundiais. O preço do açúcar deverá ter ligeira alta em valor nominal, mas também recuar em termos reais.

No caso das oleaginosas, a projeção é que produção mundial aumentará cerca de 1,5% ao ano, num ritmo menor que na última década. O Brasil e os EUA serão os principais produtores com volumes comparáveis. Os preços deverão igualmente declinar em valor real. Para os cereais, a previsão é que a produção mundial deverá crescer 13% entre hoje e o ano de 2027, graças a ganhos de produtividade. A Rússia vai estar mais presente no mercado internacional de trigo — o país já superou a União Europeia na exportação do cereal. A fatia de Brasil, Argentina e Rússia no mercado de milho deverá aumentar e a dos EUA diminuir. Tailândia, Índia e Vietnã seguirão como principais fornecedores de arroz no mercado internacional.

No caso dos lácteos, a projeção é de aumento de 22% na produção mundial entre 2018-2027, graças principalmente ao Paquistão e à Índia. Os dois vão representar 32% da produção mundial de leite em 2027. O essencial da produção suplementar será consumida internamente. A parte da União Europeia nas exportações de lácteos deverá passar de 27% a 29%. Com exceção de leite em pó, os preços do lácteos deverão baixar em termos reais.

Em relação aos pescados, as projeções da FAO/OCDEA indicam que a produção mundial continuará aumentando, mas num ritmo menor. Na China, deve haver uma desaceleração da produção. Os países asiáticos representarão 71% da alta do consumo de pescado. (As informações são do jornal Valor Econômico)
 
 

Chances de El Niño ameno no radar de meteorologistas

O fenômeno climático El Niño, que na safra 2015/16 prejudicou diversas culturas agrícolas no país, entre elas milho e soja, pode se formar no Oceano Pacífico novamente este ano. Mas, segundo meteorologistas, se o fenômeno se confirmar, não deverá ocorrer com a mesma intensidade que a vista há cerca de três anos. "A fase fria do Oceano Pacífico equatorial já acabou e, no lugar de águas frias, a gente já observa no Pacífico central áreas com águas aquecidas, com anomalia [de temperaturas] positivas", explica Paulo Etchichury, sócio-diretor da Somar Meteorologia, descrevendo uma das características do fenômeno climático. Segundo o boletim do escritório de meteorologia da Austrália, a probabilidade de o Oceano Pacífico equatorial apresentar aquecimento anormal durante a primavera e o verão é de 50% - o dobro do observado nesta época do ano em condições normais, segundo o próprio instituto. 

Nos EUA, o centro de previsões climáticas local (CPC, na sigla em inglês) aponta 50% de chances de formação de El Nino no outono do Hemisfério Norte (primavera no Hemisfério Sul), elevando para 65% durante o inverno (verão no Hemisfério Sul). "A presença do oceano aquecido e a indicação de El Niño é favorável para as lavouras [da região] Sul, porque diminui o risco de estiagem prolongada. Para o Centro Oeste e Sudeste, o principal impacto são chuvas de verão mais irregulares", afirma Etchichury. Os meteorologistas ouvidos pelo Valor, contudo, são unânimes em dizer que ainda é cedo para traçar previsões para a formação do El Niño, mas caso o fenômeno se confirme, não deve ser tão severo quanto o de 2015 - o mais forte em 18 anos. "Se ele aparecer, será mais para o fim do ano ou durante o verão de 2019, mas ainda é muito cedo para qualquer opinião, principalmente porque a grande dúvida seria seus efeitos em fevereiro", afirma Ludmila Camparotto, meteorologista da Rural Clima. No Brasil, os efeitos do aquecimento do Pacífico e de um possível El Niño serão sentidos com mais intensidade no Nordeste do país, sobretudo na região do Matopiba (confluência entre os Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). "Se pegarmos as últimas safras, fica clara a influência desses fenômenos na região", ressalta Etchichury. Com o La Niña no fim do ano passado e início de 2018, as áreas de produção do Matopiba apresentaram chuvas regulares na safra 2017/18 após a seca severa de 2015/16 seguida de leve melhora em 2016/17, ano de neutralidade. "Estatisticamente falando, nossas comparações levaram a um ano parecido com 2006/07, mas ainda estamos trabalhando com padrão neutro de viés positivo. 

Se houver El Nino, ainda será de fraca intensidade, e a tendência é de que, se ele aparecer, seja mais pro verão mesmo", aponta Ludmila. No curto prazo, o aquecimento do Pacífico deve exigir mais atenção dos produtores brasileiros com o plantio da safra 2018/19 diante do atraso na regularização das chuvas no Brasil. Paulo Etchichury, da Somar, afirma que, entre outubro e novembro, essas condições devem impedir o avanço de frentes frias sobre o Sul do Brasil. De acordo com o meteorologista, uma ou outra frente fria pode avançar durante a mudança de estação, "mas é preciso tomar cuidado porque, mesmo com chuvas significativas, podemos enfrentar de 10 a 15 dias de seca e temperaturas elevadas", prejudicando o plantio. "Não quer dizer que teremos um janeiro tão seco como naquele ano [2015], mas é um cenário de chuvas abaixo da média. O produtor tem que fazer uma estratégia pra mitigar os efeitos desse risco climático já que teremos uma condição para a próxima safra diferente da anterior", alerta. Na safra 2015/16, afetada pelo El Niño, a colheita de milho no país caiu para 66,5 milhões de toneladas, ante 84,6 milhões de toneladas na safra anterior. Já a produção de soja ficou em 95,4 milhões de toneladas, abaixo das 96,3 milhões do ciclo precedente. A produção de café conilon no Espírito Santo também sofreu com a seca e só agora começa a se recuperar. (Valor Econômico) 

Uruguai – Em dólares o preço do leite ao produtor caiu 5,3%

Preço/Uruguai – O maior preço ao produtor no ano de 10,25 pesos, [R$ 1,27/litro] e 0,34 dólares, significa aumento de 2,2% em pesos e queda de 5,3% em dólares. Em maio o preço médio ao produtor chegou a 10,25 pesos registrando um aumento de 2,2% comparado com abril. 

Mas, se a comparação for feita com os 34 centavos de dólares, houve queda de 5,3% em relação ao mês anterior. Estima-se que o teor de matéria gorda foi de 3,88% e de proteína 3,44%, o que leva a que o preço por cada 100 kg de sólidos seja de 140 pesos, valor 2% superior ao de abril. Em maio de 2018 o preço médio ao produtor ficou no mesmo nível em relação ao ano anterior em pesos. Entretanto, caiu 7,8% e dólares, estimou o Instituto Nacional de la Leche (Inale) (TodoElCampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br)

Evolução dos valores em 2018.

 

BNDES oficializa linha de R$ 1,5 bi para empresas de proteína animal

Após reunião com o presidente Michel Temer, o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, anunciou uma nova linha de capital de giro de R$ 1,5 bilhão para empresas de proteína animal afetadas pela greve dos caminhoneiros. "Houve perdas muito importantes de animais e prejuízo na cadeia e essas empresas necessitam repor esses estoques", afirmou.

Segundo Dyogo, a linha de capital de giro terá o prazo de 60 meses para pagamento, sendo 24 meses de carência. As taxas serão compostas por TLP mais o spread de risco e o spread básico do banco, que varia conforme a empresa. "Isso deve fazer chegar ao tomador final algo em torno de 10% ou 11% ao ano, que é uma taxa bastante atrativa para capital de giro com prazo tão longo", avaliou. O presidente do BNDES disse que o presidente solicitou que ele tornasse pública a decisão do banco. Na semana passada, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já havia comemorado a liberação da linha de crédito do banco estatal.

Dyogo disse que conversou com Temer também sobre a linha de crédito para colocar energia solar nas empresas e residências. "É uma linha com condições muito boas, com juros de até 4% ao ano com prazo de 12 anos e carência entre 3 a 24 meses. São condições que permitem que a parcelas sejam até inferior ao custo da energia pago pelo consumidor", disse.

Segundo ele, é possível com a linha reduzir o preço da conta de luz e o acesso à linha será feito pelos bancos repassadores do BNDES, inicialmente os bancos públicos. "Estamos preparando uma nova linha que seria distribuída pelos bancos privados". Dyogo disse ainda que o seu trabalho à frente do banco de fomento visa deixar para trás uma história que "era baseada em juros baixos e taxa subsidiadas" e que foram objetos de críticas. "O banco está se organizando de forma direta e disponibilizando recursos para pequenas e médias empresas e com isso estamos fazendo esse processo de transformação", afirmou, destacando que neste processo a digitalização "será a palavra- chave". (As informações são do jornal Valor Econômico)

 

Imunização chega a 98,9%
A primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa – que se estendeu de 1º de maio a 15 de junho – imunizou 98,99% das 13,2 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos do rebanho gaúcho. O resultado, divulgado ontem pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, foi considerado “excelente” pela veterinária do Programa de Febre Aftosa da pasta, Grazziane Rigon, já que a comprovação da vacinação ultrapassou a meta de 90% do rebanho. Para Grazziane, o alto índice de registro deve-se ao maior prazo que os produtores tiveram para imunizar os animais, já que a campanha foi prorrogada em 15 dias em função da paralisação dos caminhoneiros, à conscientização dos proprietários em relação à prevenção da doença e à atualização do cadastro de animais e georreferenciamento de propriedades rurais, que resulta em um número mais preciso de bovinos e bubalinos no Estado. A segunda etapa da campanha vai imunizar animais com até dois anos de idade em novembro. A primeira vacinou animais de todas as idades. (Correio do Povo)
 

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