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25/06/2018

 

Porto Alegre, 25 de junho de 2018                                              Ano 12 - N° 2.763

  Leite/Oceania 

As expectativas para a próxima temporada dos lácteos na Austrália são positivas. A forte demanda, particularmente da China, por leite em pó é tida como a impulsionadora do setor. 

O Japão se apresenta como um grande comprador de queijos e manteiga. Mesmo assim as condições climáticas atuais são preocupantes, e devem provocar aumento no custo de produção. O outono, atipicamente quente e seco, afetou a produção de feno e grãos, elevando o preço dos insumos. A seca é uma preocupação constante, especialmente em New South Wales. Se não houver forma de remediar o atraso no plantio de feno, a disponibilidade de feno será reduzida nesta próxima safra.

Na Nova Zelândia são divulgados os dados de maio, mostrando que 2017/18 produziu praticamente o mesmo volume de leite e de sólidos em relação a 2016/2017. De junho de 2017 a maio de 2018, a produção de sólidos de leite caiu 0,64% em relação à temporada anterior, enquanto o volume de leite subiu 0,15%. A produção de leite em maio de 2018 na Nova Zelândia foi de 6,2% superior à de maio de 2017, enquanto os sólidos do leite subiram 5,7%, de acordo com a DCANZ.

Observadores da Nova Zelândia percebem o mercado de lácteos em crise, com pouca possiblidade de alteração nas expectativas nas próximas semanas. A produção está em seu menor volume sazonal e isso mantém em baixa a atividade das fábricas em relação aos outros meses do ano. A temporada encerrada em 31 de maio foi muito irregular em termos de desafios para os produtores de leite. No início da estação, fora de qualquer expectativa as condições úmidas da primavera prejudicaram o crescimento das pastagens. Em seguida veio muita seca. No finalzinho da temporada as condições climáticas foram mais propícias, havendo recuperação na produção de leite nos meses de abril e maio. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)
 
 
 

Blairo Maggi determina processo de troca no comando da Embrapa

Após determinação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o Conselho de Administração da Embrapa decidiu ontem abrir o processo de troca na Presidência da estatal, que é comandada desde 2012 pelo pesquisador de carreira da empresa, Maurício Lopes. O mandato de Lopes se encerra em outubro, porém ele ainda tinha direito de ser reconduzido à frente do cargo. Para Maggi, "cada um tem seu tempo" e a mudança no posto se encontra dentro da normalidade, já que Lopes já havia sido reconduzido à Presidência uma vez nos últimos anos.

O atual presidente da Embrapa vem acumulando recentes desgastes como a demissão no início deste ano do pesquisador Zander Navarro - que foi revertida pela Justiça - e críticas de servidores por um grande processo de reestruturação em curso desde o fim de 2017 que pretende enxugar gastos e remodelar unidades e centros de pesquisa da empresa.

O ministro foge de qualquer possível polêmica e diz que pediu pessoalmente a Lopes que tocasse o processo de reestruturação para que a empresa seja mais eficiente e enfrente a falta de recursos orçamentários.

"Esses dias o convidei para conversar junto com a diretoria da Embrapa e pedi para iniciar o processo de escolha do novo presidente, dentro da Lei das Estatais e do estatuto da empresa que prevê uma seleção bastante grande", disse o ministro ao Valor por telefone da África do Sul, onde participa de um encontro dos Brics. "Vencendo o mandato dele, é seguir o jogo, não tem nada de anormal, pelo contrário, gosto muito do Maurício. Mas, assim como o meu tempo chegará ao final, o dele está chegando".

Conforme o estatuto da Embrapa, podem se inscrever para o cargo de presidente tanto servidores da estatal quanto profissionais de fora da empresa. No entanto, o processo de seleção impõe regras rígidas de currículo e histórico profissional, que geralmente impedem "forasteiros" no comando. Funcionários da empresa pública dão conta de apenas um caso de presidente com indicação política que não tinha trajetória na área científica, mas que durou meses no posto, no fim da década de 1980.

O Valor apurou que os candidatos naturais para substituir Maurício Lopes são os diretores da estatal, Cléber Soares, da área de Inovação e Tecnologia, e Celso Luiz Moretti, de Pesquisa e Desenvolvimento. (As informações são do jornal Valor Econômico)

FrieslandCampina: leite a pasto é produzido por 80% das fazendas fornecedoras

A FrieslandCampina disse que a proporção de suas fazendas que estão utilizando pastagens ao ar livre cresceu pelo quarto ano consecutivo, ultrapassando a marca de 80%. O percentual de fazendas com pastos ao ar livre subiu para 81%, acima dos 77,9% em 2015. A cooperativa holandesa de lácteos pretende restaurar esse número para 81,2% - o mesmo nível de 2012 - o que significa que está no caminho certo para alcançar seus objetivos de gado criado em pastagem.

A popularidade dos produtos lácteos orgânicos e produzidos ao ar livre está crescendo, com os consumidores cada vez mais interessados no lado ético dos alimentos e bebidas que consomem.

Frans Keurentjes, presidente do conselho da cooperativa FrieslandCampina, disse: "é uma notícia extremamente positiva que mais produtores de leite queiram fazer um esforço para manter as vacas nos campos. Com este esforço, o setor lácteo permanece visível para as pessoas e as características da paisagem holandesa".

O marco significa que a proporção de fazendas da FrieslandCampina utilizando pastagens ao ar livre cresceu continuamente nos últimos quatro anos: o número foi de 77,9% em 2015, aumentando para 78,2% em 2016, 79,4% no ano passado e agora 81% em 2018.

A FrieslandCampina se aproximou de membros que não usam pastagens ao ar livre para suas vacas durante os últimos meses. Centenas deles receberam conselhos feitos sob medida ou participaram de uma reunião especial sobre pastagem, que resultou em 303 fazendas-membro extras que escolheram ter suas vacas pastando esse ano. O efeito preciso do aumento dos números será conhecido até o final do ano, disse a FrieslandCampina.

Seus produtores receberão um prêmio referente à pastagem de € 1,50 (US$ 1,73) por 100 kg de leite produzido quando suas vacas leiteiras pastam nos campos pelo menos 120 dias por ano por um mínimo de seis horas por dia. Os produtores que possuem apenas algumas de suas vacas em pastagem durante esse tempo receberão um prêmio parcial de € 0,46 (US$ 0,53) por 100 kg de leite, portanto, enquanto o progresso é recompensado em uma escala móvel, há um claro incentivo para os produtores colocarem mais vacas no pasto.

Atualmente, cerca de 8,6% das fazendas recebem o prêmio parcial de pastagem ao ar livre, disse a FrieslandCampina.

Em 21/06/18 - 1 Euro = US$ 1,15862
0,86310 Euro = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do FoodBev.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

IFCN projeta crescimento mundial de 35% na produção de leite até 2030 com ajuda da tecnologia

A rede de pesquisa de lácteos, IFCN, disse que, entre agora e 2030, a demanda mundial por leite e produtos lácteos será três vezes maior do que a atual produção de leite dos EUA. Essa foi uma das principais descobertas da mais recente publicação da IFCN discutida na 19ª Conferência de Lácteos da IFCN, que foi realizada recentemente na Teagasc em Cork, Irlanda.
Hoje, cerca de 876 milhões de toneladas de leite são produzidas em todo o mundo, e o Dr. Torsten Hemme, diretor da IFCN, disse que o aumento da demanda não se deve apenas a mais pessoas vivendo no mundo, mas também porque o consumo per capita aumentará devido à prosperidade crescente e investimentos mundiais no desenvolvimento de produtos lácteos.

Aumento da demanda
O fundador da IFCN acrescentou que o aumento da demanda será coberto pela maior oferta global de leite. A dinâmica das mudanças estruturais das fazendas leiteiras a nível internacional continuará e as fazendas intensificarão seus sistemas agrícolas. Hemme disse que, até 2030, a IFCN prevê um aumento na produção e demanda de leite no total de 35%.

Trevor Donnellan, chefe do departamento de economia agrícola e pesquisas agrícolas da Teagasc, disse que a conferência permitiu que pesquisadores internacionais entendessem melhor como a recente expansão da produção irlandesa de leite foi alcançada. "Os visitantes ficaram particularmente impressionados com a maneira pela qual a expansão dos lácteos foi alcançada a um custo relativamente modesto", disse Donnellan. Os participantes da conferência incluíram pesquisadores e representantes de empresas de lácteos. Um tópico chave para discussão foi o futuro papel das novas tecnologias na produção de leite.

 

Novas tecnologias
Os desenvolvimentos mais significativos esperados no futuro são em biotecnologia e big data. Robert Walker, da Alltech Company, disse: "novas tecnologias virão da capacidade de coletar mais dados. Pense em drones, blockchains, análise de imagens. Uma melhor tecnologia também ajudará a interpretar os dados para tornar a produção mais eficiente e ajudar a proteger os recursos".

Georg Kaufman, da DSM, acrescentou que novas tecnologias também serão importantes na redução das emissões de gases de efeito estufa do setor de lácteos.

A perspectiva de curto prazo do IFCN aponta para um aumento contínuo da oferta de leite em todo o mundo. Em 2017, a produção mundial de leite cresceu quase 4%, significativamente superior ao nível de crescimento em 2016. No entanto, o crescimento começou a desacelerar significativamente em 2018. Fatores-chave no crescimento mais lento em 2018 são anomalias climáticas na Nova Zelândia, UE e Argentina e uma situação econômica desafiadora para os produtores de leite nos EUA.

Para o segundo semestre de 2018, a IFCN espera que o crescimento da oferta e da demanda esteja mais alinhado, com um nível mundial de preço do leite esperado de US$ 35-37 por 100 kg. (As informações são do Dairy Reporter e da IFCN, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

6º Fórum Itinerante do Leite
Especialistas, produtores, autoridades e líderes de entidades do setor discutem a importância da mão de obra e os desafios da cadeia leiteira em uma série de painéis e oficinas em Santa Rosa. O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Alexandre Guerra, diz que é preciso união para qualificar a mão de obra disponível no campo e elevar o treinamento das equipes aos novos padrões de qualidade exigidos do produtor e da indústria com o uso da tecnologia. "O Fórum é uma oportunidade de integrar representantes da indústria, do setor de produção e da área acadêmica para trabalharem em busca de novas oportunidades para o setor", afirma. (Correio do Povo)
 

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